A automatização,
ou migração para o digital, já é uma realidade para empresas de todos os portes
e segmentos. No entanto, sabemos que nem todas se adequaram a isso ainda,
embora não faltam motivos para que se migre. Basta ver que hoje, no Brasil,
temos 139 milhões de usuários de internet, 122 milhões de usuários ativos de
redes sociais e 239 milhões de usuários de dispositivos mobile. Qualquer
negócio depende do mercado, e este já está na era digital.
Ficar de fora
é condenar sua empresa à morte, de forma progressiva, e acelerada
exponencialmente. Mas por onde começar? Muitas empresas nasceram e viveram por
décadas, antes da revolução digital, e isso pode criar certas ilusões de que
mudar não é necessário. Quando analisados os fatos, percebemos que os custos já
não são tão altos. As vantagens são imensas. Podem existir até barreiras de
conhecimento e qualificação, mas não existem desvantagens. Só que há,
certamente, a relutância de alguns empresários, algo de caráter muito mais
comportamental do que prático.
Respondendo à
pergunta do título, o quando, pode ser respondido simplesmente com: agora! Já
não vale protelar a migração. É tudo muito rápido e muito mais simples se
tirarmos o medo de mudança da nossa frente. Entretanto, podem faltar recursos.
Pode haver fatores que atrasam o processo. O que mais determina isso como
imprescindível, a meu ver, é seus concorrentes já terem migrado e seu mercado
não aceitar mais o analógico.
Se houver
concorrentes grandes atuando no digital, o segmento deve estar demandando a
digitalização - e isso quer dizer que em breve você perderá clientela. É bom
estar em grupos de discussão, acompanhar notícias, inclusive as de tecnologia.
Isso permite que, como empresário, se tenha insights do que o mercado
está pedindo.
A
digitalização está dividida em dois grandes grupos, o interno, que inclui a
parte de operações e gestão, e o externo, que inclui marketing e vendas, quem
faz a ponte com o cliente. Se a venda da empresa não está boa, não vale a pena
investir em operação. Porém, se as vendas estão estáveis, mas o volume de dados
está tomando tempo e dinheiro, não vale se focar em automação dos fatores
externos, por exemplo.
O interno
cobre processos do dia a dia. Automatização de softwares de gestão, de
contabilidade, de pagamentos, digitalização de documentos e até de processos
cotidianos. Informatizar a empresa permite maior controle sobre o que acontece
nela, seja no aspecto financeiro ou mesmo na operação. É algo que oferece
agilidade para lidar com mais clientes e deixa a empresa pronta para se
desenvolver e melhor aproveitar o que já possui. Melhor ainda, vai fornecer
dados para tomar boas decisões em gestão.
O externo
cobre um site responsivo, campanhas de divulgação na internet, automação de
marketing, CRM, e-commerce, dentre outras coisas que irão modernizar a parte de
contato com o cliente. Seu maior objetivo é expandir o alcance da sua mensagem,
ampliando potencial de vendas e permitindo maior entrada de caixa. É tão
crucial e estratégico quanto a digitalização interna.
Se antes era preciso
contratar empresas de softwares e desenvolver programas específicos para cada
necessidade, demandando grandes investimentos, hoje já é possível encontrar
sistemas padronizados, que atendem as demandas de uma boa parte das empresas,
por preços que partem de R$ 20,00 / mês. Ou seja, falta de recurso não serve
mais como desculpa para não digitalizar processos.
Se dinheiro
não é o problema, a dificuldade maior talvez esteja na barreira psicológica.
Aquela velha máxima de que “sempre foi assim e deu certo”, simplesmente não
pode mais ser aceita. Por mais que os colaboradores, e até mesmo os
empresários, tenham dificuldades para lidar com a tecnologia, é preciso que
todos estejam abertos a aprender e incluir o uso desses sistemas no dia a dia.
Cabe ressaltar
que, se esses programas não forem adotados e alimentados corretamente por
todos, certamente não serão eficazes. Para vencer a resistência e dificuldades,
além de cursos e treinamentos, pode-se lançar mão de abordagens como o coaching,
que tende a trabalhar questões de cunho comportamental.
Independentemente
de qual for a maior necessidade de digitalização da sua empresa, os recursos
que ela tem disponível ou o empenho da equipe em adotá-los, já deu para
perceber que trata-se de um caminho sem volta. O mundo já é digital e, ficar de
fora significa perder mercado e, talvez, nem sobreviver. Cabe ao responsável
pela empresa, seja ele o dono ou presidente, buscar alternativas para fazer
essa transição de modo tranquilo e eficaz. Felizmente, opções não faltam. Basta
foco e uma boa dose de empenho de todos para que os benefícios logo apareçam.
Marcos Guglielmi -
treinador de empresários, empresário e sócio fundador da ActionCOACH São Paulo.
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