Brasil concede
mais de 25 mil autorizações de trabalho para estrangeiro em 2017
O número concessões
caiu em relação a 2016, ano em que as concessões fecharam em mais de 30 mil
O Ministério do Trabalho concedeu
25.937 autorizações de trabalho para estrangeiros em 2017. Foram 24.294
autorizações temporárias e 1.006, permanentes. As informações fazem parte do
Relatório Anual elaborado pelo Observatório das Migrações Internacionais
(OBMigra), da Universidade de Brasília (UnB), sob a supervisão da Coordenação
Geral de Imigração (CGIg), e foi apresentado durante a 2ª reunião ordinária do
Conselho Nacional de Imigração (CNIg) ocorrida na terça-feira (13).
O número de autorizações foi
inferior ao verificado em 2016, quando foram emitidos 30.327 mil documentos. De
acordo com o ministro do Trabalho, Helton Yomura, 2017 foi marcado por um ano
de mudanças na legislação de imigração, que pode justificar a redução nas
concessões de trabalho. "O ano foi de mudanças na lei de imigração. O
período de adaptação acaba tendo influência no processo de concessão",
disse.
Dos estrangeiros interessados em
exercer alguma atividade laboral no país, o sexo masculino predominou com
22.537 autorizações emitidas, enquanto para o sexo feminino foram 3.399. Quase
todos os imigrantes tinham o ensino superior completo (13.444) ou o ensino
médio completo (10.724). Por faixa etária, foram emitidas mais autorizações
para estrangeiros entre 20 e 34 anos (9.989) e 35 e 49 anos (10.857).
Países – Os Estados
Unidos ocupam o topo do ranking entres os países emissores de mão de obra
estrangeira para o Brasil. O MTb concedeu 5.098 autorizações de trabalho para
americanos, seguido pelas Filipinas (2.127), Reino Unido (1.827), China (
1.606), Índia (1.459) e França (1.424).
Dos países da América do Sul, as
autorizações se concentraram a nacionais da Venezuela (239), Colômbia (223) e
Argentina (188).
Para a realização de eventos no
Brasil prevaleceram entre as autorizações temporárias, contempladas pela
Resolução Normativa nº 69, com 10.295 concessões, sendo 4.238 para os EUA e
1.159 para o Reino Unido.
Outra ocupação de destaque no
relatório é do profissional estrangeiro para trabalho a bordo de embarcação ou
plataforma estrangeira, atividades contempladas pela Resolução Normativa nº 72.
Para esse grupo foram 6.504 autorizações, das quais 1.991 para filipinos.
Estados - O Rio de Janeiro
é o estado que mais recebeu profissionais estrangeiros (11.110), seguido de São
Paulo (10.788), Rio Grande do Sul (603), Minas Gerais (595), Bahia (507) e
Espírito Santo (426).
O coordenador-geral de Imigração,
Hugo Gallo, explica que a autorização de trabalho baseada na legislação
anterior era a condição exigida para que estrangeiros pudessem exercer qualquer
atividade econômica remunerada no Brasil. Atualmente, com o novo marco legal
(Lei n. 13.445 e Decreto n. 9.199), a condição para o exercício de atividade
remunerada é a emissão de autorização de Residência Prévia (solicitada no
exterior) e Residência (para solicitante já no país) e é diferente do visto
humanitário, que é concedido a imigrantes em situação de crise política ou
econômica no país de origem.
Casos omissos - O
relatório anual do CNIg registrou ainda 4.801 autorizações concedidas para
estrangeiros trabalharem e manterem residência no país. Nesses casos, o
crescimento foi de 315% em relação a 2016, ano em que 1.156 pessoas receberam
esse tipo de autorização.
"A maioria dessas
autorizações foi contemplada pela antiga resolução normativa nº 27, que
analisava as situações especiais e os casos omissos, não previstos em outras
resoluções", explica o coordenador e presidente do CNIg.
As emissões deste documento
atenderam sobretudo senegaleses (2.285) e haitianos (1.244), que se fixaram
predominantemente nas regiões Sudeste e Sul do país.
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