Psicóloga reforça a importância da convivência consciente e da construção de memórias afetivas enquanto os animais estão presentes na rotina das famílias
No dicionário, homenagem é uma forma de
reconhecimento, carinho e valorização de histórias importantes e consiste em
demonstrar publicamente amor e gratidão. E, no caso dos animais de estimação,
elas podem e devem acontecer ainda em vida, na convivência diária, nos momentos
compartilhados e no tempo dedicado à construção de vínculos afetivos.
Em meio à rotina acelerada, muitos tutores só
percebem o valor de momentos simples após a despedida de um animal de
estimação. Passeios adiados, brincadeiras interrompidas pela pressa e até
pequenos hábitos cotidianos passam a ganhar outro significado quando restam
apenas as lembranças. Para a psicóloga especializada em vínculo humano-animal e
sócia da Laika Funeral Pet,
Natália Nigro de Sá,
criar memórias afetivas no cotidiano é uma forma de homenagear os pets ainda em
vida.
Segundo a doutora, a relação entre humanos e
animais vai muito além do cuidado básico e se fortalece na convivência diária.
“Os pets participam da nossa história, acompanham fases importantes e oferecem
presença emocional genuína. Muitas vezes, as homenagens são associadas apenas à
despedida, mas elas começam antes, na forma como escolhemos viver o dia a dia
ao lado deles”, afirma Natália.
De acordo com Natália, viver plenamente a
convivência também ajuda a reduzir o sentimento de culpa e arrependimento que
costumam surgir durante o processo de luto. “Muitas pessoas ficam fragilizadas
pela sensação de que poderiam ter aproveitado mais. Quando existe uma relação
construída com presença e troca verdadeira, a despedida se torna menos
associada ao vazio e mais conectada à gratidão pela história vivida”, explica.
“Além disso, os cerimoniais de despedida também
ajudam os tutores a ressignificarem as últimas lembranças do pet, muitas vezes
marcadas pelo sofrimento de tratamentos e internações, permitindo que a imagem
do animal seja reconstruída com carinho, dignidade e afeto”, complementa.
A reflexão proposta por Natália busca
justamente ampliar o olhar sobre o vínculo humano-animal, valorizando não
apenas os momentos finais, mas toda a trajetória construída ao longo da vida do
pet. E, quando chega a hora da despedida, esse amor também merece acolhimento,
espaço e significado.
“Os rituais de despedida existem há séculos
porque ajudam o ser humano a ressignificar as perdas e dar forma ao que
sentimos durante o luto. No caso dos pets, isso se torna ainda mais importante,
porque muitas vezes essa dor não é reconhecida socialmente e o tutor acaba
vivendo um sofrimento silencioso”, afirma a psicóloga.
Com proposta voltada ao acolhimento das
famílias, a Laika Funeral Pet
oferece diferentes possibilidades de despedida e homenagens personalizadas aos
animais de estimação. Entre os serviços estão velórios intimistas, cerimônias
de despedida, cremação individual, memoriais afetivos e lembranças simbólicas
que ajudam os tutores a eternizar a história vivida ao lado dos pets.
Segundo a doutora, um cerimonial de despedida pode fazer diferença no processo de elaboração da perda, permitindo que a relação construída ao longo dos anos seja validada com respeito e sensibilidade. “Ritualizar não apaga a dor, mas ajuda o coração a compreender que aquele amor existiu e continua existindo de outra forma. É uma maneira delicada de dizer ao pet: ‘você importa, nossa história valeu a pena e nunca será esquecida’”, finaliza.
Laika Funeral Pet
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Natália Nigro de Sá - psicóloga do luto, doutora pela Universidade de São Paulo (USP) e fundadora da Laika Funeral Pet.

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