A metodologia tradicional
de Design Instrucional peca em um fator indispensável na modernidade: o tempo
Disseminar novos
conhecimentos, aprimorar habilidades e otimizar a execução de atividades. Essas
são as prerrogativas organizacionais sob a responsabilidade do Design
Instrucional. A metodologia de ensino/aprendizagem surgiu na década de 1960 com
a finalidade de treinar o máximo número de soldados de forma veloz e
sistemática. A técnica que sobreviveu aos dias atuais é utilizada por empresas
no desenvolvimento de treinamentos para os colaboradores.
Entre os processos que
fazem parte da metodologia estão a análise de cenário e definição de indicadores,
processo de designer e desenvolvimento de conteúdo, implementação e medição dos
resultados. Mas, apesar do ciclo sistêmico trazer bons frutos para a companhia,
ele ainda peca no fator tempo.
Em latim o termo Design
Instrucional significa “desenhar informações”. Portanto, como o próprio nome
sugere, a técnica desenvolve os processos por meio de desenhos. De acordo com
Flora Alves, sócia fundadora da SG – Aprendizagem Corporativa, este é um dos
principais erros cometidos pelos designers instrucionais, pois diminui a
velocidade do desenvolvimento de treinamentos.
Flora também é autora do
livro Design de Aprendizagem com Uso de Canvas e acredita que a estrutura de
ensino aos colaboradores tem mais efeito ao inserir pôsteres e post-its. Dessa
maneira, ela criou o Trahentem®. Com base nos princípios
de Design Thinking a metodologia tem os seguintes pilares: Colaboração,
investigação, experimentação, propósito, visual, agilidade e simplicidade.
“O mundo mudou, os
aprendizes mudaram. Não é mais o tempo do design instrucional convencional, é
hora de criarmos um design de aprendizagem que facilite o processo, seja
apetitoso, divertido e funcione”, afirma a sócia fundadora.
O Trahentem® faz com que o ser humano seja o protagonista e alinha as
estratégias da empresa com o desempenho desejado do colaborador. Contudo,
implementa o processo com três Canvas diferentes:
- Canvas Di-Empatia: É uma ferramenta de diagnóstico com
foco no participante que permite entender as necessidades da instituição e as
demandas do colaborador levando em consideração os Gaps de performance e
facilitando a construção de um objetivo de aprendizagem efetivo.
- Canvas Di-Tarefas: Ferramenta de filtragem de conteúdos
essenciais para a aprendizagem do colaborador.
- Canvas Di-Ropes: Acelera a criação de soluções de
aprendizagem e catalisa o conhecimento em si. Esta etapa trabalha as
informações selecionadas do Di-Tarefas com foco nos processos psicológicos para
adquirir o conhecimento.
“A metodologia veio para trazer dinamismo ao tradicional meio de
desenvolvimento de treinamentos. A ideia é tornar o processo mais intuitivo
para os designers instrucionais e os colaboradores”, pontua Flora.
SG Aprendizagem Corporativa
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