Relato do Chef Jefferson Rueda mostra como o esforço para ouvir pode passar despercebido e reforça a importância de identificar os primeiros sinais de perda auditiva
Você sabia que o
esforço para ouvir pode ser confundido com falta de concentração ou cansaço
mental? Um exemplo disto é a situação vivida pelo chef de cozinha e empresário, Jefferson
Rueda, que por anos acreditou que precisava apenas se esforçar
mais para acompanhar conversas e sons do dia a dia. Na prática, o desgaste que
sentia ao final da rotina tinha outra origem: o esforço constante do cérebro
para compensar uma perda auditiva não identificada.
Nascido no
interior paulista (São José do Rio Pardo-SP), Jefferson Rueda está à frente da “A Casa do
Porco” há mais de 10 anos. O restaurante localizado no Centro
de São Paulo, ficou conhecido por explorar diferentes partes do porco, além de
combinar alta gastronomia com referências da cultura caipira e ingredientes
brasileiros. Em 2022 inclusive o estabelecimento ficou em 7º lugar
no ranking The World's 50 Best Restaurants.
Atualmente o chef
também está envolvido em um outro projeto, sendo um dos “mentores” no reality
gastronômico “Chef de Alto Nível” da TV Globo. O programa estreou
sua primeira temporada em julho de 2025 e agora a segunda está prevista
para outubro deste ano.
A história de
Rueda ilustra um cenário comum entre milhões de brasileiros, já que os sinais
de perda auditiva costumam ser sutis e consequentemente demoram a ser
reconhecidos. Pedir para repetir frases com frequência, aumentar o volume da
televisão, sentir dificuldade para acompanhar conversas em ambientes com ruído
e terminar o dia mais cansado do que o esperado são sintomas que, isoladamente,
parecem pequenos, mas que juntos podem indicar a necessidade de uma avaliação
auditiva.
Depois de
encontrar o aparelho auditivo ideal para o seu caso, Jefferson Rueda
redescobriu sons que fazem parte da sua rotina profissional, do chiado da carne
na grelha ao movimento constante da cozinha em pleno funcionamento. A
experiência reforça um ponto central que pode ser determinante para quem
precisa fazer o uso de aparelhos: encontrar o modelo certo pode transformar
completamente a relação da pessoa com o som e com o próprio dia a dia.
Um dos principais
alertas do chef é justamente sobre a importância de não desistir na primeira
tentativa. Nem todo aparelho auditivo se adapta da mesma forma a cada pessoa, e
um primeiro modelo que não trouxe conforto não significa que a solução não
exista. Hoje há diferentes tecnologias e formatos disponíveis, e o
acompanhamento especializado é o que permite encontrar o ajuste mais adequado a
cada rotina, grau de perda e estilo de vida.
A fonoaudióloga
e diretora de Marketing e Produtos Latam da WSA, Gisele Munhoes dos Santos,
reforça que o uso do aparelho auditivo não deve ser encarado como um limitador,
mas como uma ferramenta de qualidade de vida. Ao contrário do estigma que ainda
cerca o tema, recuperar a audição amplia a autonomia, fortalece relações
pessoais e profissionais e devolve à pessoa a possibilidade de viver plenamente
sons que fazem parte da sua identidade, como no caso de Jefferson Rueda, cuja
rotina na cozinha depende diretamente da percepção sonora do ambiente.
“Reconhecer
os sinais de perda auditiva é o primeiro passo, mas o mais importante é
entender que existe um caminho de adaptação. Quando a pessoa encontra o aparelho
certo, ela não perde autonomia, ela ganha qualidade de vida. É isso que
histórias como a do Jefferson nos mostram”, reforça
Gisele.
A recomendação da
profissional é simples: diante de qualquer sinal de dificuldade auditiva,
buscar uma avaliação especializada é o caminho mais seguro para identificar a
causa e as opções de tratamento disponíveis. Quanto antes o diagnóstico
acontece, mais rápido a pessoa pode retomar o contato pleno com os sons do seu
dia a dia.
Confira
o vídeo na íntegra com o depoimento de Jefferson Rueda:
https://www.instagram.com/reels/DbwNQOGEzwS/
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