Separar operações, gerir medicamentos, integrar sistemas com governança, proteger dados e planejar a operação são pilares para o sucesso, segundo especialista da TOTVS
A autorização para a instalação de farmácias dentro da área de
vendas dos supermercados abre uma nova oportunidade de negócios para o varejo
alimentar. No entanto, embora compartilhem o mesmo espaço físico, supermercado
e farmácia precisam operar de forma independente, com processos, controles e
exigências regulatórias próprias. Diante desse cenário, João Giacomassi,
Diretor de Produtos para Supermercados da TOTVS, reúne cinco dicas para ajudar
varejistas a estruturar esse novo modelo de operação com eficiência,
conformidade e segurança.
1. Trate a farmácia como uma operação independente
Apesar da integração física, a farmácia precisa contar com
processos, controles e responsabilidades próprias. A legislação exige um
ambiente delimitado, exclusivo e preparado para atender às normas sanitárias do
segmento farmacêutico.
2. Estruture uma gestão específica para medicamentos
Medicamentos exigem controle por lote e validade, rastreabilidade,
armazenamento adequado e regras próprias de dispensação. Práticas comuns ao
varejo alimentar, como centralização de compras, reposição automática,
definição de preços e promoções, não podem ser simplesmente replicadas na
farmácia. O sistema precisa reconhecer as particularidades dessa operação e
criar controles específicos.
3. Integre as operações sem abrir mão da governança
A tecnologia deve conectar informações financeiras e
administrativas, preservando a segregação dos dados relacionados à dispensação
de medicamentos e demais informações sensíveis. A oportunidade não está em
misturar todos os dados, mas em utilizar a tecnologia para estabelecer uma
governança segura. O sistema deve ajudar a definir o que pode ser integrado e
quais informações precisam permanecer protegidas ou segregadas", destaca o
executivo.
4. Proteja os dados dos consumidores
A integração entre supermercado e farmácia também exige atenção especial à gestão dos dados dos clientes. Informações relacionadas à compra de medicamentos podem revelar aspectos da saúde do consumidor e, por isso, demandam um nível de proteção e governança superior ao de outras categorias de produtos.
Por isso, programas de fidelidade, aplicativos, marketplaces e demais
canais digitais devem ser estruturados com regras claras de acesso,
compartilhamento e utilização dessas informações. Além de garantir conformidade
com a legislação, uma governança adequada reduz riscos, fortalece a segurança
dos dados e aumenta a confiança dos consumidores na operação.
5. Planeje toda a operação antes da inauguração
O sucesso da farmácia começa muito antes da abertura das portas. Além da definição do espaço físico, é essencial estruturar processos, escolher os sistemas que darão suporte à operação, definir os fluxos de informação e estabelecer controles capazes de garantir conformidade e eficiência desde o primeiro dia. A farmácia deve nascer integrada à estratégia do grupo, mas preparada para atender às exigências específicas do setor, garantindo uma operação segura, eficiente e escalável desde o início.
“O desafio é oferecer uma experiência integrada ao consumidor sem
comprometer a gestão da operação farmacêutica. Embora, para o cliente, a
jornada seja única, nos bastidores supermercado e farmácia possuem processos,
exigências e controles distintos. O varejista precisa garantir que toda a
operação respeite as regras específicas do segmento farmacêutico, desde a
entrada dos medicamentos no estoque até a dispensação e o atendimento ao
consumidor”, alerta Giacomassi.
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