Dia da Gestante, comemorado no próximo sábado (15), reforça a importância do pré-natal e das medidas de prevenção
O Dia da Gestante, lembrado no próximo sábado (15), reforça a
importância do pré-natal, período em que a saúde da gestante e do bebê é acompanhada.
Entre os exames realizados durante esse período está o de toxoplasmose. O
Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF), vinculado à HU Brasil, oferta
acompanhamento e tratamento da doença para gestantes diagnosticadas, via
Sistema Único de Saúde (SUS).
O HU-UFJF/HU Brasil conta com o serviço de medicina fetal para
gestantes de alto risco encaminhadas via protocolos estabelecidos pelo SUS. As
pacientes diagnosticadas com toxoplasmose são encaminhadas e avaliadas com ultrassonografia,
podendo realizar procedimentos para diagnóstico fetal. Dependendo da idade
gestacional, pode ser preciso realizar uma amniocentese, uma punção na barriga,
para ver se o líquido amniótico está contaminado.
A toxoplasmose é uma das zoonoses (doenças transmitidas por
animais) mais comuns do mundo. “A transmissão ocorre principalmente pelo
contato com fezes de gato. Mas, ter um gato que fica restrito ao domicílio não
aumenta a chance de infecção. Gatos infectados são aqueles que frequentam o ambiente
externo (ruas, parques e praças), que podem contaminar a terra e
consequentemente contaminar os alimentos, como as hortaliças”, explica André
Luiz Jaenicke, médico ginecologista e obstetra no HU-UFJF.
Em 2025, o Brasil notificou 10.779 casos de toxoplasmose adquirida
na gestação, segundo o Painel de Toxoplasmose do Ministério da Saúde. As
mulheres diagnosticadas com toxoplasmose anteriormente normalmente são imunes à
doença, pois já estão protegidas. “A exceção são aquelas pacientes
imunodeprimidas, que já tiveram Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) ou são
portadoras de HIV, e/ou estão em tratamento oncológico. Essas pacientes poderão
reativar a doença durante a gestação”, pontua o médico.
Riscos
O especialista alerta que no início da gestação os
riscos são severos: “Há risco de o bebê não sobreviver. Mas, no decorrer da
gestação, as alterações para o bebê são mais funcionais, principalmente do
ponto de vista neurológico ou oftalmológico. Também pode levar a algum quadro
de problema auditivo. São avaliações que só são possíveis de obter, em sua
maioria, após o nascimento. Também há risco de comprometimento no
desenvolvimento do bebê”.
Prevenção
As medidas de prevenção da doença envolvem
prioritariamente a higienização dos alimentos, principalmente para os alimentos
crus, como as saladas, além de evitar a ingestão de água com procedência
desconhecida e de carne mal passada. “Fora de casa, onde não é possível
garantir que a higienização dos alimentos foi feita de forma adequada, a
recomendação é consumir legumes e verduras somente cozidos”, finaliza André
Luiz Jaenicke.
HU
Brasil

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