
Quem se torna chefe sem ter o perfil de liderança, têm maior
chance de possuir algumas posturas e comportamento contraproducentes
Magnific
Segundo
uma pesquisa realizada pela Escola de Negócios Febracis, a maioria dos líderes
brasileiros têm dificuldade em manter a paciência, a prudência e o planejamento
com as suas equipes. Em contrapartida, o estudo revela que a presença é a
competência mais presente entre os chefes, sendo encontrada em 59,7%
deles.
O
consultor em gestão e em desenvolvimento humano Rubens Berredo, acredita que
muitas dessas falhas estão relacionadas a uma cultura comum nas empresas
brasileiras, a de promover funcionários que entregam bons resultados ou simplesmente
tem muito tempo de casa, ao invés de reconhecer traços de liderança em seus
colaboradores.
Aqueles
elevados à cargos de chefia em uma empresa sem ter o perfil de liderança, têm
maior chance de possuir algumas posturas e comportamento contraproducentes, que
podem atrapalhar o fluxo da empresa. Ao todo, segundo Rubens Berredo, lista
sete pecados capitais na liderança.
Os Sete Pecados da Liderança
No
livro Liderança como Estilo de Vida (Editora Kelp), publicado
por Rubens em maio deste ano, o gestor lista sete virtudes que acompanham todo
líder: coerência entre palavras e ações, posicionamento assertivo, decisões
baseadas em fatos, compromisso, equilíbrio, ética e maturidade. Mas se as sete
virtudes formam um líder completo, os sete pecados podem acabar com uma equipe,
ou mesmo com um empreendimento inteiro.
O
primeiro pecado é a incoerência entre aquilo que é
dito e aquilo que é feito, uma vez que o exemplo dado pelo gestor é mais
valioso que as suas palavras. Essas ações precisam estar sempre em sintonia com
as palavras ditas, e se não estão levam ao segundo pecado, um posicionamento
errático, que atrapalha todo o processo.
O
terceiro pecado da liderança, na visão do Rubens Berredo, é a falta de
embasamento para tomar decisões importantes. É necessário que o
gestor tome as suas decisões baseadas em fatos, por que o contrário disso não é
liderar, e sim lidar com um negócio inteiro como se fosse um jogo de azar.
A
falta de compromisso com sua própria palavra e com os
seus subordinados é o quarto pecado capital, e não passa nenhuma credibilidade
para a equipe. O desequilíbrio emocional é o
quinto pecado, e um dos piores para uma pessoa cuja natureza da posição exige
lidar com pressão e com adversidades.
O
sexto pecado da liderança é a falta de ética, essa que deve ser
a base de qualquer profissional, estando ele abaixo ou acima na hierarquia de
um empreendimento. Quem não tem ética, não tem capacidade de atuar
profissionalmente em nenhum campo, muito menos de estar à frente de uma
equipe.
Já
o último pecado mortal que um líder pode cometer é não ter amadurecido o
suficiente para a sua equipe e para a posição que ocupa. A imaturidade
pode ser um veneno mortal para um profissional que precisa identificar a
capacidade de cada integrante do seu grupo, e guiá-lo conforme sua necessidade
pessoal.
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