Nova pesquisa da Kaspersky revela que a maioria dos usuários ignora a segurança digital básica e expõe seus dados
No fim das férias, o acúmulo de fotos,
vídeos e arquivos de viagem dispara o alerta de memória cheia no celular.
Segundo nova pesquisa da Kaspersky, 82% dos brasileiros fazem
"faxina" no smartphone para apagar arquivos e histórico. No entanto,
quando o assunto é proteção de acesso, apenas 29% alteram suas senhas com
frequência. O levantamento mostra que a preocupação em fazer o aparelho rodar
mais rápido supera os cuidados com a proteção de dados pessoais e bancários.
Para unir a liberação de memória à proteção de dados no dia a dia, veja quatro
hábitos fundamentais de higiene digital.
Os dados mostram que o usuário brasileiro encara a faxina digital
apenas como uma manutenção estritamente prática para fazer o celular rodar mais
rápido, deixando de lado os cuidados que realmente protegem a vida virtual. As
pessoas passam, em média, de 4 a 6 horas por dia em frente às telas, o
equivalente a cerca de 70 dias por ano. Toda essa navegação deixa pegadas, e,
aos poucos, aplicativos esquecidos, fotos repetidas e arquivos inúteis vão se
acumulando, pesando na memória e reduzindo o desempenho do aparelho.
Ao analisar o que o brasileiro mais limpa no celular, a pesquisa
mapeou comportamentos bastante distintos. A grande maioria, representada por
86% dos entrevistados, mantém o sistema operacional e os aplicativos
atualizados, o que é excelente para evitar vulnerabilidades. Além disso, 84%
costumam desinstalar apps que não usam e 73% organizam pastas de arquivos e
e-mails, uma prática comum de quem precisa esvaziar a memória depois de uma
viagem. Em relação à vida financeira e cadastros online, 64% afirmam excluir
contas antigas em sites esquecidos e remover dados de cartão de crédito salvos,
reduzindo o impacto em caso de vazamento.
Por outro lado, o estudo acende um alerta vermelho quando o
assunto é prevenção de perdas e privacidade. Apenas 33% dos brasileiros fazem
backups de forma regular e, mesmo entre os 63% que dizem transferir fotos e
arquivos para a nuvem ou para HDs externos de vez em quando, poucos seguem a
regra de manter cópias em locais independentes. O cenário é ainda mais
preocupante no controle de dados: apenas 21% dos entrevistados têm o hábito de
revisar as permissões de privacidade dos aplicativos instalados.
Os dados revelam que a prioridade da maioria das pessoas está no
desempenho do aparelho, enquanto as medidas de segurança acabam ignoradas. Só
que, em um dispositivo cheio de dados bancários, fotos pessoais e mensagens de trabalho,
negligenciar a proteção digital abre brechas para golpes, roubo de identidade e
vazamento de informações.
“É comum associar uma limpeza digital apenas à exclusão de
arquivos ou aplicativos que ocupam espaço no celular. Mas a organização do dispositivo
também deveria incluir uma revisão do que permanece acessível: contas antigas,
permissões concedidas a aplicativos, senhas reutilizadas e dados financeiros
salvos. Quanto mais informações deixamos espalhadas e sem revisão, maior é a
superfície que pode ser explorada em caso de fraude ou invasão. Incorporar
esses cuidados à rotina ajuda a reduzir riscos antes que eles se transformem em
um incidente de segurança”, afirma Fabio Assolini, pesquisador líder de segurança da
Kaspersky.
A Kaspersky enfatiza que é fundamental não esquecer aquelas práticas
que, embora não gerem resultados instantâneos, podem proteger os dados e o
dinheiro dos usuários a longo prazo. Para isso, a empresa de cibersegurança
recomenda:
- Automatize a limpeza de
dispositivos com ferramentas especializadas. Usar soluções que ajudam a identificar e remover arquivos
duplicados, arquivos grandes, aplicativos não utilizados e outros itens
desnecessários ajuda a reduzir a bagunça digital e manter os dispositivos
funcionando de forma mais estável.
- Mantenha os aplicativos e
softwares sempre atualizados. Verificar e
instalar atualizações regularmente ajuda a corrigir vulnerabilidades,
melhorar o desempenho e reduzir o risco de cibercriminosos explorarem
falhas conhecidas em sistemas ou aplicações desatualizadas.
- Configure backups automáticos. Backups regulares ajudam a proteger informações importantes
contra perda, falhas de dispositivos ou incidentes de segurança. Com o Kaspersky Premium,
os usuários podem fazer backup e restaurar informações em dispositivos
Windows, salvando os dados em drives removíveis ou na nuvem em formato
criptografado.
- Revise contas antigas, métodos de pagamento salvos e senhas. Contas que não são mais usadas podem se tornar pontos de entrada para cibercriminosos, especialmente se reutilizarem senhas. Para reduzir esse risco, é uma boa ideia excluir serviços desnecessários, eliminar métodos de pagamento salvos e usar um gerenciador de senhas que armazene credenciais e dados financeiros em um cofre seguro. Geradores de senhas também podem ser usados para criar chaves fortes, únicas e difíceis de adivinhar.
Kaspersky
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