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Ver mais fios no travesseiro, no ralo do banheiro ou na escova pode gerar preocupação. Embora a queda faça parte do ciclo natural de renovação capilar, nem sempre é fácil identificar quando o processo deixa de ser considerado normal e passa a exigir atenção. Dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em 2022, apontam que cerca de 42 milhões de brasileiros convivem com algum tipo de alopecia. A condição está entre as principais causas de perda capilar e pode afetar homens e mulheres em diferentes fases da vida.
Para a Dra. Angela Helena Perretto, responsável técnica nacional da Homenz, maior rede especializada em saúde e estética masculina do Brasil, muitas pessoas só percebem a importância da saúde capilar quando começam a notar mudanças mais evidentes. “É comum que os primeiros sinais sejam ignorados ou atribuídos apenas ao envelhecimento, no entanto, algumas alterações podem indicar condições que merecem acompanhamento adequado", explica.
A seguir, a médica destaca alguns
sinais que merecem atenção:
1. Mais fios na escova ou durante a lavagem
“Uma dica simples é prestar atenção ao
seu padrão habitual. Nem sempre é possível contar quantos fios são perdidos por
dia, mas a maioria das pessoas percebe quando esse volume aumenta de forma
significativa. Se você passou a notar mais cabelos na escova, no travesseiro ou
durante a lavagem por várias semanas seguidas, vale procurar orientação
médica”, orienta a especialista.
2.
Os fios
estão ficando mais finos
Em muitos casos, a espessura diminui
antes mesmo de ocorrer uma redução perceptível da cobertura do couro cabeludo.
“Uma forma de perceber isso é observar se o cabelo perdeu volume, se o couro
cabeludo está mais aparente ou se o penteado de costume já não apresenta o
mesmo aspecto. Esses sinais podem indicar um afinamento progressivo”, explica a
médica.
3.
Surgiram
falhas ou áreas com menor densidade
A visualização da pele em regiões antes
cobertas pelos cabelos merece atenção, principalmente quando ocorre de forma
gradual. “Vale acompanhar regularmente áreas como a linha frontal, as entradas
e o topo da cabeça. Fotografias tiradas com alguns meses de intervalo também
ajudam a perceber diferenças que costumam passar despercebidas no dia a dia”,
recomenda.
4.
Estresse e
alterações hormonais
Mudanças hormonais, cirurgias,
infecções, dietas muito restritivas e períodos de grande desgaste emocional
podem interferir diretamente no ciclo de crescimento capilar. “Muitas vezes, a
queda não acontece imediatamente após o fator desencadeante. Por isso, é
importante lembrar se houve alguma alteração importante na rotina, na saúde ou
na alimentação nos últimos meses”, orienta a profissional.
5.
O quadro se mantém
por mais de três meses
Embora existam episódios temporários relacionados a fatores específicos, a persistência do problema merece atenção profissional. “Se o quadro não melhora após alguns meses ou continua evoluindo, o ideal é não adiar a busca por ajuda. Quanto mais cedo a causa é descoberta, maiores costumam ser as possibilidades de controle e tratamento”, afirma.
A médica reforça que a saúde capilar
está diretamente ligada ao equilíbrio do organismo e que cada caso deve ser
analisado de forma individual. “Nem toda condição possui a mesma origem e, por
isso, não existe uma solução única. O ideal é procurar acompanhamento
especializado, uma consulta adequada permite compreender a origem do quadro e
definir a conduta mais indicada para cada pessoa”, finaliza.

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