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| Pele na menopausa mudanças hormonais exigem novos cuidados com hidratação, colágeno e rotina de skincare Freepik |
Dermatologista Fátima Tubini explica como a queda de estrogênio impacta a saúde da pele e orienta estratégias para prevenir rugas, ressecamento e perda de firmeza
A menopausa, é um processo natural da vida feminina
que marca o fim do período reprodutivo que geralmente ocorre entre os 45 e 55
anos, provoca transformações significativas no organismo, e a pele é um dos
órgãos mais impactados. A redução dos níveis hormonais, especialmente do
estrogênio, está diretamente ligada à perda de colágeno, ao aumento do
ressecamento e ao surgimento de rugas mais evidentes, exigindo uma atenção
redobrada aos cuidados diários.
Durante esse período, a produção de colágeno,
proteína responsável pela firmeza e elasticidade da pele, pode cair até 30% nos
primeiros cinco anos após a menopausa. Esse processo resulta em uma pele mais
fina, menos elástica e mais suscetível à flacidez. Além disso, a redução da
oleosidade natural compromete a barreira cutânea, favorecendo o ressecamento e
a sensibilidade.
Segundo a dermatologista Fátima Tubini, as
alterações hormonais são o principal gatilho dessas mudanças. “O estrogênio tem
um papel fundamental na manutenção da hidratação, da elasticidade e da
espessura da pele. Com a sua queda, há uma desaceleração na renovação celular e
uma perda acentuada de colágeno, o que torna as rugas mais profundas e visíveis”,
explica.
Outro fator que intensifica os impactos na pele
durante a menopausa é o estresse. Alterações emocionais e distúrbios do sono,
comuns nessa fase, elevam os níveis de cortisol, hormônio que acelera o
envelhecimento cutâneo. “O estresse crônico contribui para a degradação do
colágeno e prejudica a capacidade de regeneração da pele, agravando sinais como
flacidez e opacidade”, acrescenta Tubini.
A alimentação também exerce papel essencial na
saúde da pele na menopausa. Dietas ricas em antioxidantes, vitaminas e ácidos
graxos ajudam a combater os radicais livres e a preservar a estrutura cutânea.
“Alimentos como frutas, vegetais, oleaginosas e peixes ricos em ômega-3 são
aliados importantes. Eles contribuem para a manutenção da hidratação e para a
redução dos processos inflamatórios”, orienta Fátima Tubini.
A hidratação, tanto interna quanto externa,
torna-se indispensável. O consumo adequado de água aliado ao uso de
dermocosméticos com ativos como ácido hialurônico, ceramidas e niacinamida
ajuda a restaurar a barreira da pele e melhorar sua aparência. Além disso, o
uso diário de protetor solar continua sendo uma medida essencial para prevenir
o envelhecimento precoce.
Entre os cuidados específicos recomendados para a
pele na menopausa estão a adoção de rotinas de skincare mais nutritivas, o uso
de produtos que estimulem a produção de colágeno e, quando indicado, a
realização de procedimentos dermatológicos. “Tratamentos como bioestimuladores
de colágeno, lasers e peelings podem ser grandes aliados, desde que realizados
com acompanhamento profissional”, destaca a dermatologista Fátima.
Por fim, a especialista reforça a importância de uma abordagem integrada. “Cuidar da pele na menopausa vai além dos cosméticos. Envolve equilíbrio hormonal, alimentação adequada, controle do estresse e acompanhamento médico. É possível envelhecer com saúde e qualidade de pele, desde que haja atenção e cuidados contínuos”, conclui Fátima Tubini.

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