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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Tratamento integrado muda a história de quem convive com a enxaqueca

Do isolamento ao protagonismo, a medicina amplia horizontes para milhões de pacientes

 

Por muito tempo, seria simplesmente inimaginável pensar em alguém com enxaqueca ocupando o posto de madrinha de bateria de uma escola de samba. O som intenso dos surdos, repiques e tamborins, somado ao volume das caixas de som e à vibração constante da avenida, é um combo de gatilhos desencadeadores de crises de dor em quem convive com a condição. 

“A enxaqueca não é apenas uma dor de cabeça forte, trata-se de uma condição neurológica complexa, incapacitante e muitas vezes invisível. Para milhões de pessoas, ambientes barulhentos, com luz intensa e estímulos contínuos, como os do Carnaval, sempre foram sinônimo de risco, afastamento e limitação, nunca de protagonismo”, explica a neurologista Thais Villa, médica referência no tratamento da enxaqueca. 

De origem hereditária, a enxaqueca não tem cura. No entanto, graças a uma abordagem multidisciplinar e integrada, que envolve mudanças na rotina e no estilo de vida do paciente, aliada a recursos terapêuticos modernos como a toxina botulínica (Botox) e os anticorpos monoclonais anti-CGRP, é possível controlar a doença e ampliar significativamente a qualidade de vida. 

Um exemplo desse avanço é a influenciadora e empresária brasileira Virgínia Fonseca, que se prepara para estrear na Marquês de Sapucaí como rainha de bateria da Grande Rio. Nas redes sociais, Virgínia costuma compartilhar com seus seguidores a importância dos cuidados com a saúde, especialmente no tratamento e no controle da enxaqueca, condição que a afeta e a levou a buscar acompanhamento médico especializado. 

No final de 2024, a influenciadora iniciou o tratamento com a neurologista Thais Villa, após incentivo da cantora sertaneja Paula Fernandes, que também é paciente da especialista. As famosas estão com a doença controlada. 

“A enxaqueca exige uma abordagem multidisciplinar e individualizada. A Virgínia segue os protocolos do Tratamento 360º, que respeita as particularidades de cada paciente e utiliza recursos modernos, como a toxina botulínica. A aplicação da substância nos nervos envolvidos bloqueia a liberação de mediadores químicos responsáveis pela transmissão da dor e da inflamação, reduzindo a excitabilidade cerebral. Outro recurso são os anti-CGRP, medicamentos injetáveis com anticorpos monoclonais que têm se mostrado altamente eficazes no controle da doença”, detalha Thais Villa.
 

Sintomas 

Além da dor de cabeça, um dos sintomas mais conhecidos da enxaqueca, a doença também pode provocar fotofobia (sensibilidade à luz, especialmente as brilhantes); fonofobia (sensibilidade ao som, particularmente altos); osmofobia (sensibilidade ao cheiro); aura (alterações na visão); dormência; formigamento; fraqueza de um lado do corpo; dores no pescoço e ombros; sensação de tontura ou vertigem; zumbidos no ouvido; náusea com ou sem vômitos; pálpebras inchadas e olhos lacrimejantes; obstrução nasal ou nariz escorrendo; dor facial; bruxismo; taquicardia; pressão alta ou baixa; mal estar e cansaço; dificuldade de concentração e memória; e até alterações de humor. 

A enxaqueca atinge cerca de 15% da população mundial, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que aproximadamente 30 milhões de pessoas convivam com a doença. Apesar da alta prevalência e impacto na qualidade de vida, ainda há grande desconhecimento sobre o diagnóstico correto, que deve ser realizado por neurologistas especializados no tratamento da enxaqueca. 

 

Dra Thaís Villa (CRM 110217) - Médica neurologista especialista no diagnóstico e tratamento da enxaqueca. Doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e Pós-Doutorado pela Universidade da Califórnia (UCLA) nos Estados Unidos. Idealizadora do Headache Center Brasil, clínica multiprofissional pioneira e única no país no diagnóstico e tratamento integrado das dores de cabeça e da enxaqueca. Professora de Neurologia e Chefe do Setor de Cefaleias na UNIFESP (2015 a 2022). Membro Titular da Academia Brasileira de Neurologia. Membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia. Membro do Conselho Consultivo do Comitê de Cefaleias na Infância e Adolescência da International Headache Society. Atua exclusivamente na pesquisa e atendimento de pacientes com dor de cabeça, no diagnóstico e tratamento da enxaqueca, enxaqueca crônica, cefaleia em salvas e outras cefaleias em adultos e crianças. Palestrante convidada em congressos nacionais e internacionais.


Headache Center Brasil
www.headachecenterbrasil.com.br
Instagram: @headache_center_brasil


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