ESET alerta para riscos que vão além da
perda do aparelho e explica como se proteger antes e depois da folia
O furto ou roubo de celular durante o Carnaval vai muito além da
perda do aparelho. De acordo com a ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, em meio a blocos
lotados e grandes aglomerações, o smartphone pode se transformar em uma
verdadeira porta de entrada para golpes digitais, fraudes financeiras e roubo
de identidade, caso caia nas mãos de criminosos.
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, o Brasil
registrou mais de 900 mil celulares subtraídos no último ano, sendo 498.516
furtos e 419.232 roubos. Parte significativa dessas ocorrências acontece
justamente durante o Carnaval, período em que a distração e a concentração de
pessoas facilitam a ação criminosa. Somente na cidade de São Paulo, foram 6.067
registros de roubo e furto de celulares durante os oito dias de folia em 2025,
segundo levantamento do g1 com base em dados da Secretaria de Segurança Pública
(SSP). Quase 20% dos casos ocorreram em megablocos, especialmente em vias de
grande circulação.
Para Daniel Barbosa, especialista em segurança digital, o
principal risco não está apenas no acesso ao dispositivo, mas nas informações
que ele concentra. “O celular deixou de ser apenas um meio de comunicação.
Hoje, ele reúne e-mails, redes sociais, aplicativos de mensagens, documentos
pessoais, fotos, dados financeiros e até senhas. Quando um criminoso consegue
acessar esse conjunto de informações, os danos podem ser muito maiores do que a
perda material”, explica.
Entre os alvos mais sensíveis estão os aplicativos de e-mail, que
costumam permanecer logados e funcionam como chave de recuperação de senha para
bancos, redes sociais, streamings e outros serviços. “Com acesso ao e-mail, o
criminoso consegue redefinir senhas, burlar autenticações e assumir contas em
poucos minutos”, alerta Barbosa.
Redes sociais e aplicativos de mensagens também representam riscos
importantes. Além de permitirem a coleta de informações pessoais, como
localização, rotina e vínculos, esses aplicativos podem ser usados para golpes
de engenharia social, extorsão e pedidos falsos de dinheiro enviados a contatos
da vítima. Já serviços de armazenamento em nuvem e aplicativos de notas
frequentemente guardam arquivos sensíveis, como fotos de documentos, planilhas
financeiras e até listas de senhas, ampliando ainda mais o impacto do crime.
Apesar da preocupação comum com aplicativos bancários, Daniel
Barbosa esclarece que eles costumam ser bastante seguros. “Os apps de bancos
atingiram um nível alto de maturidade em segurança. O problema, na maioria das
vezes, não está no aplicativo em si, mas nas informações auxiliares que
permitem ao criminoso recuperar acessos, como senhas salvas em notas e e-mails
desprotegidos”, afirma.
Mesmo quando o aparelho está bloqueado, os riscos não desaparecem.
Transferência indevida de arquivos ao conectar o celular a um computador,
visualização de notificações na tela bloqueada e até a transferência do chip
para outro aparelho podem permitir que criminosos obtenham códigos de
autenticação, acessem contas e levantem informações suficientes para aplicar
novos golpes.
Para reduzir os riscos e minimizar prejuízos, o especialista
reforça que a proteção começa antes mesmo de qualquer incidente. “A melhor
forma de se proteger é se preparar. Medidas simples, adotadas com antecedência,
fazem toda a diferença caso o celular seja roubado ou furtado”, orienta.
Cuidados essenciais para proteger seus dados em caso de
roubo ou furto de celular:
- Ative mecanismos antifurto e de bloqueio remoto, permitindo
apagar os dados do aparelho à distância
- Evite manter aplicativos logados ou com senhas salvas
automaticamente
- Proteja aplicativos sensíveis com senha ou biometria
adicional
- Ative a autenticação em dois fatores (2FA) sempre que
possível
- Utilize um cofre de senhas confiável para armazenar
credenciais
- Configure a transferência de dados para ocorrer apenas com o
celular desbloqueado
- Oculte o conteúdo das notificações na tela bloqueada
- Ative senha no chip da operadora para evitar a transferência
indevida
“Essas
medidas não eliminam o risco do crime, mas reduzem drasticamente os danos. Em
muitos casos, elas são decisivas para impedir fraudes financeiras e o uso
indevido da identidade da vítima”, conclui Daniel Barbosa.
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