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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

SBCD alerta: gravidez exige atenção redobrada aos sinais do melanoma

 

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Instituição reforça a atenção aos sinais da pele e a importância do acompanhamento com especialistas durante a gestação

 

Alterações hormonais comuns na gravidez podem mascarar sinais do melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele, com atraso no diagnóstico e comprometimento do prognóstico. Diante da incidência da doença em mulheres em idade fértil, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) alerta para a importância do acompanhamento dermatológico e da atenção redobrada às mudanças na pele ao longo da gestação.

A frequência e os tipos de melanoma observados em gestantes são semelhantes aos registrados na população geral. O melanoma disseminativo superficial é o mais comum, correspondendo a cerca de 70% dos casos e costuma apresentar crescimento mais lento e horizontal, geralmente acima da superfície da pele. 

Já o melanoma nodular é considerado um dos mais agressivos, caracterizando-se pelo surgimento de um nódulo que cresce rapidamente, com crescimento vertical para parte externa da pele. 

O melanoma lentiginoso acral, é mais raro e costuma se manifestar nas mãos, nos pés e sob as unhas, sendo mais frequente em pessoas de pele mais escura. 

O diagnóstico precoce é decisivo e, no caso das gestantes, o tratamento do melanoma segue as mesmas recomendações adotadas para mulheres não grávidas, sempre priorizando a segurança da mãe e do feto. Apesar das dúvidas sobre o impacto da doença durante a gestação, a conduta médica é bem estabelecida e individualizada”, explica Thais Buffo, dermatologista oncológica, especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). 

Em mulheres com diagnóstico prévio de melanoma, pode haver a recomendação, que não é consenso, de evitar a gravidez por um período de dois a três anos. No entanto, quando o diagnóstico ocorre durante a gestação, não há indicação de interrupção da gravidez. Mesmo nos casos em que a doença é identificada após a 27ª semana, a conduta costuma ser a realização do procedimento cirúrgico para retirada da lesão. 

“Na grande maioria dos casos, a cirurgia é o tratamento indicado para o melanoma, pois permite a remoção completa do tumor, a análise das margens e oferece altas taxas de cura. A conduta pode variar de acordo com o estágio da doença e o perfil clínico da paciente”, acrescenta a especialista. 

Nos casos de melanoma diagnosticados durante a gravidez, pode ser indicada a análise da placenta no pós-parto e o acompanhamento do recém-nascido como medida preventiva, considerando o potencial de metástase da doença. 

O acompanhamento conjunto entre dermatologista e obstetra é fundamental para garantir um tratamento seguro, eficaz e integrado.


Atenção aos sinais

O câncer de pele representa cerca de 30% de todos os diagnósticos oncológicos e atinge mais de 220 mil pessoas por ano no Brasil. No caso do melanoma, a atenção deve ser redobrada, pois se trata de um tumor menos frequente, porém mais agressivo e com maior potencial de metástase. 

A especialista destaca que uma parcela significativa dos melanomas surge como lesões novas, ou seja, não se origina de pintas ou nevos pré-existentes. “Por isso, qualquer nova mancha, pinta ou ferida que não cicatriza, assim como alterações em lesões já existentes, devem ser avaliadas por um dermatologista, inclusive durante a gestação”, orienta. 

A observação frequente da pele é uma das principais aliadas para o diagnóstico precoce. Uma ferramenta simples e eficaz é a regra do ABCDE, que auxilia na identificação de sinais suspeitos. 

“A de assimetria, quando um lado da pinta é diferente do outro, B de bordas irregulares, C de cores variadas na mesma lesão, D de diâmetro geralmente maior que 6 milímetros e E de evolução, quando a pinta se modifica ao longo do tempo”, detalha a Dra. Thais Buffo. “Ao notar qualquer uma dessas alterações é fundamental procurar um dermatologista para avaliação e tratamento adequado”, finaliza.
 

Como escolher um médico habilitado 

A SBCD ressalta a importância de a população buscar um profissional habilitado para acompanhamento, diagnóstico e tratamento. Para isso, é fundamental verificar se o médico possui o Registro de Qualificação de Especialista (RQE), qualificação atestada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM). 

A consulta é simples e pode ser feita a partir do nome do profissional no site do Conselho Federal de Medicina (CFM). Clique aqui! 

Esse cuidado na escolha ajuda a evitar atendimentos inadequados por profissionais não habilitados e garante mais segurança ao paciente.

 

Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica - SBCD


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