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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Diagnóstico precoce eleva chances de cura de leucemias infantis para até 80%

Especialistas do A.C.Camargo reforçam a importância de falar sobre a leucemia, pois ela representa até 30% dos tumores infantis

 

No dia de conscientização sobre o câncer infantil, o A.C.Camargo Cancer Center destaca alguns dados que mesclam alerta e esperança. Afinal, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer já é a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no Brasil. Neste contexto, o Observatório do Câncer, levantamento realizado no Cancer Center, ganha ainda mais relevância, uma vez que observamos que a leucemia já representa cerca de 13% de todos os tumores infantis tratados pela Instituição entre 2000 e 2023. 

“O câncer infantojuvenil costuma evoluir rapidamente pela biologia tumoral, mas a resposta ao tratamento oncológico é melhor, alcançando até 80% de chances de cura quando diagnosticado precocemente”, afirma a Dra. Viviane Sonaglio, líder do Centro de Referência em Tumores Pediátricos do A.C.Camargo. “Esses resultados refletem o impacto positivo da nossa abordagem multidisciplinar e altamente personalizada, com protocolos terapêuticos atualizados e infraestrutura dedicada ao cuidado oncológico pediátrico integral, que vai do diagnóstico à reabilitação do paciente e retorno às atividades da vida cotidiana”.

 

A leucemia na infância

A Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) é o tipo mais comum na infância, com maior frequência entre 2 e 5 anos, representando cerca de 30% de todos os cânceres pediátricos, e estimativa de 3.000 novos casos anuais no país. No A.C.Camargo, a análise do Registro Hospitalar de Câncer mostra que, entre 2000 e 2023, mais de 240 casos de leucemia foram registrados na faixa pediátrica.

“É importante ficar atento aos sintomas que podem servir de alerta para buscar um especialista. Prestar atenção nos sinais pode ser a melhor forma de chegar a um diagnóstico ainda nos estágios iniciais do câncer”, explica o Dr. Jayr Schmidt Filho, líder do Centro de Referência em Neoplasias Hematológicas do A.C.Camargo. De acordo com o Registro Hospitalar de Câncer, no que se refere aos casos de leucemias em crianças e adolescentes a sobrevida global em 5 anos saltou de 56,3% em 2000 para 80,0% em 2019. Esses dados reforçam a importância do acesso oportuno ao diagnóstico e ao tratamento adequado.

 

Sinais de alerta: fundamentais para o diagnóstico precoce

A oncologista pediátrica explica que os sintomas iniciais da leucemia frequentemente se assemelham a doenças comuns da infância, o que pode atrasar a procura por atendimento especializado. Segundo ela, é essencial ficar atento a sinais persistentes, como aparecimento de ínguas, manchas roxas pelo corpo, sangramentos, febre sem causa aparente, dores de cabeça, dores ósseas, vômitos, palidez, alterações na visão, inchaço abdominal e cansaço excessivo. 

A origem da leucemia ainda é desafiadora, mas os especialistas ressaltam que a hereditariedade, embora possa ocorrer em casos mais individualizados, não é uma regra para o desenvolvimento da doença. Também vale destacar que, assim como diversos tipos de tumores da infância, a leucemia não é uma condição que tenha um protocolo de prevenção, o que torna ainda mais fundamental para melhorar as chances de um prognóstico positivo, que pais e pacientes estejam atentos aos sinais de alerta. 

Para conhecer o material completo disponibilizado pelo A.C.Camargo Cancer Center, confira o Observatório do Câncer: Tumores Pediátricos nesse link e o Observatório do Câncer: Neoplasias Hematológicas nesse link.

 

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