Com expansão do uso de IA para
busca e tomada de decisão, conteúdo autoral e imprensa ganham papel estratégico
no modo como marcas são percebidas e respondidas por sistemas inteligentes
Foto: Monique Amboni
À medida
que as ferramentas de inteligência artificial ganham espaço nas rotinas de
busca e de tomada de decisão de usuários e empresas, marcas brasileiras vivem
uma nova realidade em que não basta estar presente no ambiente digital. É
preciso que conteúdo autoral e reportagens na imprensa estejam estruturados de
forma a serem interpretados com precisão por esses sistemas de inteligência. O
cenário se confirma a cada dia que passa: as IAs estão cada vez mais integradas
aos mecanismos de busca, assistentes virtuais e plataformas que influenciam o
acesso à informação e o comportamento de consumo.
Assim, a
forma como IAs leem e interpretam conteúdo online, incluindo blogs, reportagens
e materiais institucionais, pode impactar diretamente em como as marcas são retratadas
nas respostas que esses sistemas oferecem aos usuários. Isso porque modelos de
linguagem de grande porte (LLMs), como os que alimentam assistentes e motores
de resposta, baseiam suas respostas em grandes volumes de dados públicos,
incluindo textos jornalísticos e conteúdo autoral bem estruturado.
Na era da
IA, a visibilidade de uma marca pode depender mais de como e com que frequência
seu conteúdo é citado por esses sistemas de inteligência artificial do que dos
tradicionais rankings de busca por links.
“Estamos
diante de um momento em que a reputação corporativa passa a depender não só de
como uma marca se comunica com jornalistas e clientes, mas também de como seu
conteúdo é encontrado, interpretado e citado por ferramentas de inteligência
artificial. Se uma IA não encontra informações claras sobre uma empresa, ou se
encontra conteúdos desatualizados ou imprecisos, as respostas que ela ofereça
podem não refletir corretamente a identidade e os valores da marca”, afirma a
jornalista e especialista em Comunicação Empresarial, Francine Ferreira,
diretora e fundadora da Expressio Comunicação Humanizada.
Segundo a
jornalista, essa mudança exige que empresas reconsiderem suas estratégias para
criar não apenas conteúdo, mas construir uma narrativa consistente e alinhadas
às expectativas, tanto do público quanto dos algoritmos que hoje influenciam a
decisão de clientes, parceiros e investidores.
Esse
movimento redefine parte da estratégia de reputação, afinal, marcas que
cultivam um ecossistema de conteúdo robusto e alinhado com padrões de clareza,
profundidade e credibilidade tendem a aparecer com mais destaque nas respostas
às consultas feitas pelas IAs, consolidando assim sua visibilidade e
credibilidade no ambiente digital.
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