Alta tecnologia, mais segurança e personalização marcam a nova fase dos procedimentos estéticos
A cirurgia plástica passa por uma transformação impulsionada pela tecnologia e por uma mudança no perfil dos pacientes. O que antes era associado a intervenções extensas e longos períodos de recuperação dá lugar a procedimentos mais planejados, menos invasivos e com foco em resultados naturais.
Dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery mostram que o volume global de procedimentos estéticos ultrapassa dezenas de milhões por ano, com crescimento consistente dos tratamentos minimamente invasivos. Aplicações de toxina botulínica, preenchimentos e bioestimuladores já representam a maior parte das intervenções realizadas no mundo, sinalizando uma preferência por abordagens menos agressivas e com recuperação mais rápida.
Nesse cenário, a inteligência artificial começa a ocupar espaço estratégico no consultório. Softwares com simulação tridimensional permitem analisar proporções faciais e corporais, projetar possíveis resultados e alinhar expectativas entre médico e paciente.
Segundo o cirurgião plástico Dr. Vinicius Julio Camargo, a tecnologia ampliou a previsibilidade dos procedimentos. “A inteligência artificial não substitui o cirurgião, mas melhora a análise e o planejamento. Hoje conseguimos mostrar simulações mais realistas e discutir possibilidades com mais clareza, o que aumenta a segurança e reduz frustrações”, afirma.
Além do planejamento digital, técnicas cirúrgicas evoluíram para diminuir o trauma ao organismo. Incisões menores, uso de cânulas mais delicadas e associação de tecnologias como laser e ultrassom na lipoaspiração ajudam a reduzir sangramento, dor e tempo de recuperação.
Para o especialista, a mudança também acompanha uma nova expectativa dos pacientes. “Existe uma busca maior por naturalidade. As pessoas querem melhorar algo que incomoda, mas sem transformar completamente suas características. A tecnologia ajuda justamente a encontrar esse equilíbrio”, explica.
A combinação entre cirurgia e tratamentos não invasivos também se tornou mais frequente. Em vez de grandes intervenções isoladas, cresce a estratégia de associar técnicas para alcançar resultados mais harmônicos e personalizados.
Apesar
dos avanços, a segurança continua sendo prioridade. “Nenhuma tecnologia elimina
riscos. A avaliação individual, exames adequados e a escolha de um profissional
habilitado são fundamentais para um bom resultado”, ressalta Dr. Vinicius.

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