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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Ácido hialurônico na região íntima masculina é seguro? Entenda o procedimento

Especialista explica como funciona, para quem é indicado e quais cuidados são necessários 

 

Assim como as mulheres, os homens também convivem com inseguranças relacionadas ao próprio corpo, inclusive com a área íntima, embora esse ainda seja um tema pouco verbalizado. Essa percepção é confirmada por dados da Pesquisa Butterfly Young KYS 2023, conduzida pela Butterfly Foundation, que identificou que 34,2% dos jovens do sexo masculino relataram algum nível de insatisfação com a própria imagem corporal. Os números indicam que a relação dos homens com o corpo vai além de peso ou musculatura e se conecta diretamente à autoestima, à confiança e à forma como se percebem.

Nesse contexto, cresce a procura por abordagens clínicas que auxiliem a lidar com essas insatisfações de maneira responsável. Entre elas, a aplicação de ácido hialurônico na região íntima masculina vem se consolidando como uma alternativa que prioriza equilíbrio estético, discrição e respeito às características individuais, sem recorrer a cirurgias. Segundo Dr. Lucas Stocco, urologista da Homenz, rede de clínicas especializadas em saúde e estética masculina, “a técnica atende homens que buscam mudanças sutis, com segurança e acompanhamento médico”, afirma. 

A seguir, o médico esclarece como funciona, para quem é indicado e quais cuidados são importantes, confira:


Como a técnica funciona?

A aplicação de ácido hialurônico é indicada para pacientes que desejam aprimorar o contorno da região íntima masculina, corrigir assimetrias leves ou melhorar a percepção estética da área, sempre com foco em resultados harmoniosos e alinhados à anatomia individual. “A intervenção não possui finalidade funcional nem está associada a desempenho, sendo voltada exclusivamente ao bem-estar e à autoestima”, explica o urologista da rede.

Realizada em consultório, com anestesia local, a aplicação tem duração média de 30 a 40 minutos e permite retorno quase imediato às atividades leves. “Nos dias seguintes, recomenda-se evitar relações sexuais, reduzir esforços físicos e respeitar o tempo de recuperação do organismo, pode haver leve edema ou sensibilidade, efeitos esperados e temporários. Essas reações fazem parte do processo e costumam desaparecer em pouco tempo, desde que as orientações médicas sejam seguidas corretamente”, reforça o especialista. “O pós-aplicação costuma ser tranquilo quando as recomendações são respeitadas. Muitos pacientes relatam melhora na autoconfiança ao perceberem um resultado discreto e seguro”, completa.


Avaliação individual é parte do processo

Como em qualquer intervenção estética, a indicação do ácido hialurônico deve ser individualizada. Aspectos como anatomia, expectativas realistas, histórico de saúde e estilo de vida precisam ser considerados antes da aplicação. “Em alguns casos, o planejamento envolve ajustes graduais, garantindo resultados mais equilibrados e previsíveis. O acompanhamento profissional desde a primeira consulta é essencial para alinhar expectativas e conduzir o cuidado com segurança”, recomenda. 

Além da técnica, a experiência do paciente é parte central do cuidado. “Procure sempre espaços em que essas questões podem ser tratadas com naturalidade, respeito e orientação clara. Evoluir é olhar para si, e esse caminho precisa ser conduzido com seriedade e propósito”, conclui o médico.

 

Homenz



Vai continuar com tirzepatida em 2026? Saiba o que fazer para manter o rosto bonito durante o emagrecimento

Medicamento aprovado para controle crônico do peso no Brasil amplia a busca por harmonização facial e exige avaliação individual para preservar naturalidade 

 

A popularização da tirzepatida em 2025 ocorre em um cenário de avanço do sobrepeso no país. Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de 68% dos brasileiros adultos vivem com excesso de peso, sendo mais de 30% com obesidade. Estudos clínicos publicados no New England Journal of Medicine mostram que pacientes em uso da medicação podem perder, em média, entre 16% e 22,5% do peso corporal ao longo de até 72 semanas, a depender da dosagem e do perfil clínico, um ritmo considerado elevado do ponto de vista metabólico.

Porém, Angélica Lucena, biomédica esteta, proprietária da Gioventù Clínica Boutique e professora da Gioventù Academy, alerta que  esse emagrecimento acelerado também afeta a face. “O uso da tirzepatida muda a composição de gordura do rosto e do corpo. Em alguns casos, é indicado intercalar ou ajustar o momento dos procedimentos para garantir proporcionalidade. A avaliação precisa é o que define o melhor momento para cada paciente”, afirma.

A perda rápida da gordura subcutânea pode provocar esvaziamento do terço médio do rosto, maior evidência de sulcos e flacidez, sobretudo quando a pele não acompanha o ritmo da redução de volume. Relatos clínicos e publicações internacionais descrevem que esse processo pode gerar, de forma temporária, um aspecto mais envelhecido, o que tem levado pacientes a procurar procedimentos estéticos ainda durante a fase ativa do emagrecimento.

Segundo a especialista, antecipar decisões definitivas costuma ser o principal erro. “Quando a perda de gordura ainda está em curso, procedimentos volumizadores podem ter efeito transitório ou exigir correções em curto prazo”, explica. A professora observa que, nos primeiros meses de uso da medicação, o organismo passa por ajustes intensos, tornando o contorno facial mais instável.

Na prática clínica, o planejamento costuma priorizar intervenções voltadas à qualidade da pele no início e durante o tratamento. Bioestimuladores, tecnologias para estímulo de colágeno e protocolos regenerativos ajudam a preservar firmeza e textura, criando uma base mais segura para etapas futuras. “Deixar a harmonização estrutural para quando o peso estiver mais próximo da estabilização aumenta a previsibilidade do resultado”, afirma a fundadora do método AL de planejamento estético progressivo.

O debate se intensificou após a Anvisa publicar, em junho de 2025, a nova indicação da tirzepatida para controle crônico do peso, ampliando o acesso ao medicamento no país e levando mais pacientes a buscar orientação estética durante o tratamento.

Diante desse cenário, Angélica preparou sete orientações práticas para quem deseja aliar emagrecimento e estética facial com segurança e naturalidade:

  • Avaliação facial antes do início do tratamento
    Registrar imagens padronizadas e analisar proporções antes da primeira dose permite acompanhar a evolução real do rosto e evita decisões baseadas apenas na percepção momentânea.
  • Priorizar a qualidade da pele no começo do uso
    Nos primeiros meses, o foco deve ser hidratação profunda, estímulo de colágeno e melhora da textura cutânea, preparando o tecido para mudanças futuras.
  • Evitar preenchimentos volumizadores durante a fase de maior perda de peso
    Enquanto o rosto ainda passa por transformações rápidas, intervenções estruturais podem se tornar desproporcionais ou exigir ajustes frequentes.
  • Tratar flacidez antes de repor volume
    A perda acelerada de gordura pode comprometer a sustentação da pele, tornando fundamental recuperar firmeza antes de pensar em reposicionamento de volumes.
  • Aguardar a estabilização do peso para harmonizações estruturais
    Quando o emagrecimento entra em platô, o contorno facial se torna mais previsível, reduzindo o risco de sobrecorreção e aumentando a durabilidade do resultado.
  • Integrar acompanhamento estético e médico
    Alinhar o planejamento estético ao profissional que prescreve a medicação ajuda a considerar ajustes de dose, estado nutricional e resposta do organismo.
  • Entender a harmonização como um processo contínuo
    A estética facial após o emagrecimento deve ser construída em etapas, respeitando o tempo biológico do corpo, e não como uma correção imediata das mudanças.

“Harmonização não deve ser uma reação automática à perda de peso. Quando o profissional respeita o tempo do corpo e a nova configuração facial do paciente, o resultado tende a ser mais natural, duradouro e coerente com o novo biotipo”, conclui a especialista.

 

 

Angélica Lucena - biomédica esteta, proprietária da Gioventù Clínica Boutique e professora da Gioventù Academy, em Ribeirão Preto. Graduada em Biomedicina e pós-graduada em Biomedicina Estética Avançada, é especialista em harmonização facial e corporal, com formação internacional na Coreia do Sul. Criou o Método AL, abordagem estruturada em cinco pilares que guia avaliações profundas das camadas óssea, muscular, de gordura, derme e epiderme, garantindo protocolos personalizados e resultados naturais. Com mais de 10 mil atendimentos e centenas de alunos treinados, comanda a clínica Top 1 em avaliações no Google entre as clínicas de Ribeirão Preto. Para saber mais, acesse Instagram ou pelo site.


Gioventù Boutique
clinicagioventu.com.br



Fontes de pesquisas

New England Journal of Medicine
https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2206038

PubMed
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35658024/

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/mounjaro-r-tirzepatida-nova-indicacao

 

Especialista alerta para cuidados com a pele no verão e indica tratamentos estéticos que podem ser feitos sem risco

Para a biomédica esteta Jéssica Magalhães, alguns procedimentos invasivos sem o acompanhamento profissional podem causar danos corporais severos e, consequentemente, problemas de saúde após exposição excessiva de raios ultravioleta.

 

Com a chegada do verão, a procura por tratamentos corporais que preparem a pele e o corpo para os meses de sol voltam à crescer. A temporada, marcada pelo calor e exposição solar intensos, pede atenção especial à proteção da pele, a fim de evitar manchas ou danos dos raios UVA e UVB.

A estação também exige cuidado redobrado na escolha dos procedimentos, já que nem todos os protocolos são indicados para radiação intensa. Para alcançar os melhores resultados, consultórios e profissionais espalhados pelo Brasil optam por técnicas que respeitam a sensibilidade da pele e o fototipo de cada paciente.

Somando mais de dez anos de experiência à frente do mercado, a biomédica esteta, Jéssica Magalhães, explica que esse é um período estratégico para começar tratamentos corporais – desde que não gerem inflamação ou sensibilização. A profissional explica que procedimentos bem planejados ajudam a melhorar o contorno, textura e metabolismo da pele de forma segura e gradual.

“No meu consultório, eu priorizo protocolos que não aumentem o risco de manchas, especialmente em peles negras e em fototipos mais altos, que têm maior tendência à hiperpigmentação pós inflamatória. Um tratamento muito procurado no verão é a drenagem linfática combinada a enzimas não fotossensíveis, que reduz a retenção, auxilia no contorno e no metabolismo sem gerar hematomas. Também é possível iniciar tratamentos não ablativos para flacidez e celulite, escolhendo técnicas que não causem grandes lesões na pele”, afirma.

A especialista detalha os benefícios de outros 3 procedimentos indicados para o verão, como: ‘ultrassom microfocado’, que oferece firmeza imediata e remodelação de colágeno progressiva; a ‘drenagem linfática com enzimas’, que traz a redução de retenção e melhora do edema logo nas primeiras sessões; e a ‘intradermoterapia’, quando adaptada para o calor, melhora textura, reduz medidas e dá sensação de leveza.

Para Jéssicaos tratamentos “não agressivos” para estrias também apresentaram uma preferência maior no período, devido ao ganho de uniformidade e estímulo de colágeno sem inflamação excessiva. Já nos procedimentos de ‘intradermoterapia’ para gordura localizada, emagrecimento ou ganho de massaJéssica afirma que deve-se observar os parâmetros específicos para o verão, reduzindo o risco de hematomas.

“Qualquer marca ‘roxa’ em pele escura pode evoluir para uma mancha, então ajusto a frequência, profundidade e escolha de ativos para garantir total segurança. Esses cuidados fazem toda a diferença para resultados visíveis sem prejudicar a derme, principalmente a pele preta, durante o verão”, explica.

Entre os tratamentos a ser evitados durante a alta estação, a profissional aconselha evitar procedimentos que causam abrasão, descamação ou inflamação intensa, como peelings médios, lasers invasivos, microagulhamentos profundos e combinações que aumentem risco de hematoma ou ruptura vascular. Ácidos e clareadores também devem ser interrompidos nas áreas expostas ao sol, enquanto depilação a laser e remoção de microvasos exigem avaliação cuidadosa do tom de pele, sensibilidade e aparelho ideal.

“Eu sempre reforço que a regra no verão é nítida, escolher procedimentos que entreguem resultado sem agredir a pele. Durante a estação, é necessário atenção especial à hidratação, uso diário de protetor solar, ingestão de água e cuidados comportamentais como evitar atrito ou roupas apertadas nas áreas tratadas. Com esses cuidados simples e consistentes, é possível atravessar o verão com a pele uniforme, protegida e com resultados melhores”, conclui.


Shape não se constrói só na academia: começa no sono

Pequenas mudanças de hábito podem melhorar o sono, reduzir o estresse e transformar sua rotina neste novo ano 


Enquanto a maioria dos brasileiros se preocupa em incluir academia, suplementos e alimentação saudável nas metas de ano novo, um pilar fundamental da saúde corre o risco de ser esquecido, podendo sabotar todo o resto do investimento: a qualidade do sono. Não se trata apenas de cansaço. Os distúrbios do sono, que já atingem 76% da população nacional segundo estudo da Fiocruz vinculado ao Ministério da Saúde, estão profundamente associados a uma série de problemas físicos e mentais. 

A ciência não para de comprovar esse impacto sistêmico. Pesquisa da Harvard Medical School e do Brigham and Women's Hospital, nos EUA, mostrou que a interrupção do sono e do ciclo circadiano desregula a produção de insulina, altera indicadores de glicemia e afeta o peso – a ponto de alguns voluntários do estudo desenvolverem níveis pré-diabéticos. 

Os prejuízos, porém, vão muito além do metabolismo. O sono é um aliado poderoso das defesas do corpo. Uma análise do Centro de Medicina do Sono da Universidade de Washington, com dados do Centro de Controle de Doenças dos EUA, evidenciou que a privação de sono compromete a resposta imunológica: indivíduos que dormiram mal produziram menos anticorpos após a vacinação.

Portanto, se você já começa a traçar suas metas para 2026, elevar a prioridade do sono não é um detalhe, mas uma estratégia central. Se dormir mal é um risco comprovado à saúde, dormir bem é, por sua vez, o alicerce que potencializa todos os outros esforços por uma vida mais plena, saudável e resistente. E um dos pontos que deve ser observado é onde você dorme. 

“Vivemos uma cobrança constante por performance em todas as áreas, trabalho, vida social, estudos, mas quase ninguém presta atenção ao sono. Muitas pessoas investem em alimentação e treino, mas dormem mal em colchões velhos ou sem a densidade adequada, o que prejudica o descanso e pode até causar problemas de saúde, como rinite, irritações de pele e alterações de humor. Dormir bem não deve ser mais uma fonte de ansiedade, mas precisa ganhar o reconhecimento de que é um cuidado essencial”, explica Vanessa Ferraz, Diretora da BF Colchões, pioneira no Brasil na entrega de colchões compactados a vácuo. 

Confira algumas dicas que podem facilitar o sono e como colocar em prática:
 

Antes de dormir

Com certeza você já ouviu falar em higiene do sono, mas entender por que ela é importante pode te ajudar. A ideia é se preparar para dormir, e vale de tudo, banho quente, música relaxante, evitar comidas e bebidas estimulantes, tudo isso para ajudar o corpo a dormir. “Ela se chama higiene do sono justamente porque limpa o seu corpo e sua mente para a chegada do sono. Ela é um facilitador para noites de qualidade”, explica Vanessa.
 

Todos os dias

Criar uma rotina de despertar e dormir sempre na mesma hora pode ajudar a melhorar a qualidade do sono. Lembre-se, treinar nos ajudar a concretizar algo. Ensinar seu corpo a hora que ele deve dormir, regula nosso ciclo circadiano.
 

Movimente-se

Incluir atividades físicas no seu dia a dia vai colaborar para o descanso do corpo, o que influencia em uma noite restauradora. Mas atenção, evite praticar atividade física à noite ou perto do horário de ir para a cama, deixe um espaço de pelo menos quatro horas entre ela e a hora de dormir.
 

Onde você dorme?

Uma cama, com colchão, travesseiro ou lençóis inadequados podem ser sabotadores do sono de qualidade. Um colchão com mais de 7 anos já começa a entrar no fim da vida útil. Segundo Franklin Lipman, em seu livro Durma Bem, Viva Melhor, a hora certa de trocar seu colchão é "depois de 7 a 10 anos - ou sempre que você notar que seu colchão perdeu a sustentação ou está esquentando mais que o normal (em geral como resultado de nossos resíduos orgânicos, absorvidos pelos colchões) - recomece tudo do zero!". 

Além disso, ele pode ser o causador de dores lombares, cervicais e alergias, além de interromper ciclos de sono profundo sem que a pessoa sequer perceba. "Um colchão premium não é um luxo, mas uma ferramenta essencial para uma vida mais saudável e produtiva. O colchão adequado permite que sua pele respire e não exija tantos movimentos do seu corpo durante a noite", afirma Vanessa Ferraz, Head de Ecommerce da BF Colchões.
 

Não consegui. E agora?

Se você deitou e não conseguiu dormir, volte para a cama sem a obrigação de dormir. Levante da cama e faça algo não muito agitado, porém que te distraia e relaxe. Depois, retorne para a cama sem a obrigação de dormir. Evite luzes fortes, muito ruído, deixando ambiente propício para o sono. 

Cumprir metas em 2026 pode ser muito mais fácil quando o sono entra em cena como aliado. Boas noites de sono irão ajudar na concentração no trabalho, melhorar o humor, reduzir o apetite e proteger o sistema imunológico, além de outros benefícios.

 

BF Colchões

 

Terapias hormonais e uso de medicamentos GLP-1 causam queda capilar?

Avanço da restauração capilar reflete mudanças no perfil dos pacientes, influência de terapias hormonais e maior atenção ao uso de medicamentos metabólicos, avaliam os médicos Thiago Bianco Leal e Hudson Dutra Rezende 

 

Uma pesquisa recente da Sociedade Internacional de Cirurgia de Restação Capilar (ISHRS) indica uma mudança relevante no perfil de pacientes que buscam tratamentos para queda de cabelo. O estudo aponta crescimento consistente na procura por soluções capilares entre mulheres e adultos jovens, tendência já percebida na prática clínica em diferentes países, inclusive no Brasil.

De acordo com a análise realizada com novos membros da ISHRS, em 2024 a maioria dos pacientes submetidos à primeira cirurgia de restauração capilar estava na faixa etária entre 20 e 35 anos, considerada inferior à média histórica desse tipo de procedimento. O levantamento também mostrou um aumento expressivo da participação feminina: o número de mulheres que recorreram ao transplante capilar como alternativa definitiva para a calvície cresceu 16,5% em relação a 2021.

“Temos observado uma mudança clara no perfil dos pacientes que procuram tratamentos para queda de cabelo. Hoje, adultos jovens e mulheres chegam cada vez mais cedo aos consultórios, muitas vezes já em estágios iniciais da alopecia, buscando soluções definitivas”, afirma o médico cirurgião Thiago Bianco Leal.

Paralelamente, médicos da área chamam atenção para o uso cada vez mais frequente de hormônios, como a testosterona, e de substâncias estimulantes sem acompanhamento médico adequado. Embora esses compostos possam melhorar a aparência física e o desempenho, eles podem interferir negativamente no ciclo capilar, favorecendo a miniaturização progressiva dos fios e o desenvolvimento da alopecia androgenética (AGA) em indivíduos geneticamente predispostos.

“O uso indiscriminado de testosterona pode acelerar a perda capilar em pessoas que já têm predisposição genética. Esse é um efeito colateral frequentemente negligenciado, principalmente entre pacientes mais jovens”, explica o médico Hudson Dutra Rezende, tricologista do Instituto Thiago Bianco.

Lucas Amadeu, paciente do Instituto Thiago Bianco relata, “Realizei meu transplante capilar no Instituto Thiago Bianco e como faço reposição hormonal, estou ciente de que um dos possíveis efeitos colaterais pode ser a queda de cabelo e, naturalmente, não pretendo permitir que os resultados conquistados sejam comprometidos. Em conversa com o doutor Hudson, fui orientado sobre a necessidade de investigar em maior profundidade os possíveis danos da reposição hormonal nos folículos através de um acompanhamento padronizado e de longo prazo. Esse acompanhamento técnico e personalizado reforça a importância de decisões baseadas em ciência, prevenção e cuidado contínuo”.

Outro ponto observado na prática clínica é o aumento do uso de medicamentos de GLP-1. Até o momento, não há comprovação científica de que essas medicações causem queda de cabelo de forma direta. 

“Não há evidência de que o GLP-1 cause queda capilar diretamente. O que percebemos é que, assim como em outras condições que também levam à perda importante de peso, o emagrecimento causado pelas canetas emagrecedoras interfere no ciclo capilar e causa queda temporária, mas que pode ser muito intensa”, destaca Rezende.

Os dados globais reforçam a expansão da restauração capilar como procedimento médico. Segundo o Censo de Práticas 2022 da ISHRS, mais de 703 mil cirurgias de restauração capilar foram realizadas no mundo em 2021, o que representa um crescimento de 250% em comparação com 2010, quando cerca de 279 mil procedimentos haviam sido registrados.

No Brasil, a demanda crescente por transplantes capilares também oferece aos médicos a oportunidade de acompanhar de perto as tendências relacionadas a tratamentos hormonais e metabólicos. A população diagnosticada com alopecia androgenética frequentemente se sobrepõe a terapias hormonais ou ao uso de medicamentos para controle de peso. 

“O acompanhamento médico contínuo e multidisciplinar é fundamental. Muitos pacientes realizam tratamentos paralelos, hormonais, metabólicos ou até neurológicos e precisam entender os riscos envolvidos para tomar decisões conscientes sobre sua saúde e bem-estar”, conclui Bianco Leal.

  

Thiago Bianco Leal - Médico cirurgião com mais de 17 anos de atuação, Thiago Bianco Leal é graduado em Medicina pela Universidade de Marília e atua exclusivamente na área de transplante capilar. Com experiência em técnicas modernas, já realizou mais de 10 mil procedimentos. Ao longo de sua carreira, foi responsável por diversos procedimentos realizados em figuras públicas como Tom Cavalcante, Roberto Carlos, Lucas Lucco e o empresário Kaká Diniz


5 tendências de cortes de cabelo masculino para o Verão

Barbeiro da BR Barbearia, cita que a próxima temporada consolida estilos que equilibram frescor, versatilidade e expressão pessoal
 

Com a chegada do verão, o mercado de beleza masculina passa por uma transformação marcada pela valorização da textura natural dos fios, cortes funcionais para o clima quente e uma busca cada vez maior por identidade visual. Tendências que unem praticidade, estética contemporânea e personalização já começam a dominar as cadeiras das barbearias em todo o país. 

De acordo com Ricardo Silva, barbeiro da BR Barbearia, maior franquia de barbearias da América Latina, os homens estão mais atentos ao próprio estilo e procuram cortes que dialoguem com sua rotina, formato de rosto e personalidade, sem abrir mão de frescor e modernidade, elementos essenciais para a estação mais quente do ano.
 

O especialista da BR Barbearia cita quais são as tendências deste ano:
 

1. Textura natural e movimento no topo: “Uma das tendências mais fortes para 2026 é a valorização da textura natural dos fios. Ao contrário de anos anteriores, quando os cortes muito estruturados dominavam, o verão 2026 terá um foco claro em movimento e naturalidade. Cortes como o textured crop, em que o cabelo no topo é levemente mais longo com textura evidente, já estão sendo muito solicitados. Esse visual equilibra um acabamento moderno com praticidade no dia a dia, ideal para o clima quente e úmido”, aponta o barbeiro da BR Barbearia.
 

2. Fades modernos e buzz cuts renovados: “Para os homens que preferem looks mais clean, os fades bem definidos continuam em alta. O skin fade ou degradê suave com transição natural entre topo e laterais tem sido requisitado tanto por jovens quanto por clientes mais maduros, já que ele realça traços faciais e traz uma sensação de frescor no verão. Além disso, a variação do buzz cut com leve textura no topo aparece como outra aposta forte, pois combina estilo com baixa manutenção”, comenta o especialista.
 

3. Comprimentos médios: “Apesar da popularidade dos cortes curtos, estamos observando um retorno consistente de comprimentos médios, especialmente em estilos que permitem versatilidade de penteados. Cortes como o bro flow ou o mid-length shag com camadas, que proporcionam um visual mais solto e natural, estão ganhando espaço”, detalha Ricardo Silva.
 

4. Reinvenção de clássicos com detalhes modernos: “No cenário masculino, clássicos como o pompadour e o slick back retornam com ajustes mais sutis e contemporâneos, menos engomados e mais texturizados, com produtos leves que conferem brilho natural e fluidez ao penteado. Muitos homens estão pedindo versões menos rígidas desses cortes, buscando um equilíbrio entre elegância e descontração, ideal para as temperaturas elevadas do verão”, explica o barbeiro.
 

5. Ondas e cachos definidos: “A valorização da textura natural de cachos e ondas não é apenas uma tendência estética, mas também uma afirmação de identidade e autenticidade capilar. Homens com cabelo ondulado estão migrando para cortes que enfatizam a definição dos cachos, muitas vezes combinados com um fade nas laterais para equilibrar o visual”, finaliza o especialista da BR Barbearia.


Conheça o ritual japonês de lavagem capilar para fios mais fortes, limpos e brilhantes

 

Técnica tradicional pode ser feita em casa e transforma a rotina de cuidados com resultados de salão


Inspirada na rotina de beleza japonesa, a técnica de lavagem capilar oriental vem ganhando espaço entre quem busca fios mais saudáveis e um couro cabeludo equilibrado. O ritual pode ser feito em casa e se adapta a todos os tipos de cabelo e curvaturas, proporcionando uma limpeza profunda e um momento de autocuidado.

“O segredo está em tratar o couro cabeludo com a mesma atenção que damos à pele do rosto. Quando ele está limpo e saudável, o cabelo cresce mais forte e com brilho natural. Essa técnica é simples, mas faz uma grande diferença no aspecto dos fios”, explica Emerson Vieira, cabeleireiro do Pelle Capelli.

O processo começa antes do xampu, com a aplicação de um óleo capilar. Ele ajuda a nutrir, equilibrar a oleosidade e proteger as pontas. Para potencializar o resultado, a dica é aplicar o óleo na noite anterior à lavagem, assim o produto age por mais tempo, deixando o cabelo nutrido, macio e com brilho intenso por mais tempo.

“Uma boa massagem com óleo estimula a circulação, remove resíduos acumulados e prepara o couro cabeludo para receber os ativos do xampu. Além disso, o produto cria uma camada protetora que evita o ressecamento causado pela limpeza profunda. O momento também é relaxante e contribui para aliviar o estresse do dia a dia”, ensina o profissional.

Na hora de lavar, a recomendação é usar duas escovas de silicone, uma em cada mão, e fazer movimentos circulares suaves começando pela nuca e subindo até o topo da cabeça. Quem quiser improvisar, pode realizar os movimentos usando as pontas dos dedos. Essa massagem profunda ativa a circulação, limpa com precisão e traz sensação imediata de leveza e frescor.

“Ao massagear com escovas, é possível alcançar todas as áreas do couro cabeludo de forma uniforme, removendo impurezas e resíduos sem agredir os fios. O cabelo ganha leveza, o crescimento é estimulado e a oleosidade natural fica mais equilibrada com o tempo, deixando os fios mais saudáveis e o couro cabeludo revitalizado”, orienta Emerson.

Para finalizar, vale apostar em um truque simples que faz toda a diferença, o de retirar o excesso de água com uma toalha de microfibra ou uma camiseta de algodão. Esse cuidado reduz o frizz e evita o atrito entre os fios. Se possível, deixe o cabelo secar naturalmente, mas quem preferir pode usar o secador em jato morno para frio.

“Cuidar dos cabelos à moda japonesa é um gesto de amor-próprio que vai além da estética. É dedicar alguns minutos a si, transformar a lavagem em um ritual e perceber como gestos simples, quando feitos com atenção e constância, fortalecem os fios, acalmam a mente e revelam um brilho natural que vem de dentro para fora”, finaliza o profissional.

 


Pelle Capelli
Endereço: Rua Siqueira Campos, 1000, Santo André, Brasil - 09020-240.
Site: https://pellecapelli.com.br/.
Instagram: @pellecapellioficial/


Vem verão! Saiba como proteger a pele durante as ‘ondas de calor’ e os principais riscos dermatológicos na temporada

Segundo o Dr. Octávio Guarçoni, a exposição prolongada ao sol pode provocar queimaduras, fotoenvelhecimento, manchas irregulares e risco de câncer cutâneo.

 

O verão no Hemisfério Sul vem redesenhando a rotina dos brasileiros de Norte a Sul do país. Com dias mais longos e altas temperaturas, o calor intenso toma conta de capitais litorâneas como Rio de Janeiro, Salvador e Natal, embalando a temporada turística de praias ‘lotadas’ e calçadões tomados por banhistas.

No entanto, a exposição prolongada ao sol e as ‘ondas de calor’ formadas em vários estados do Brasil acendeu um alerta na comunidade médica. Quem for curtir com a família a ‘alta estação’, deve se atentar aos cuidados com a pele devido aos riscos dermatológicos da época – marcada por termômetros aquecidos. 

Segundo o Dr. Octávio Guarçoni, referência em medicina estética no Brasil, a exposição prolongada à radiação ultravioleta, especialmente durante o verão, pode provocar queimaduras superficiais, fotoenvelhecimento precoce, manchas irregulares e aumento do risco de câncer cutâneo

“O problema não se limita ao desconforto imediato: a radiação UV (ultravioleta) penetra camadas mais profundas da pele, comprometendo a barreira de proteção natural, afetando colágeno e elastina; e aumentando a inflamação cutânea de forma cumulativa ao longo dos anos”, explica. 

O Doutor explica que o excesso de radiação UV causa a desidratação profunda da pele, levando à perda de elasticidade e a formação de rugas prematuras. Com o passar dos anos, Guarçoni alerta que esse ‘efeito cumulativo’ passa à ficar visível na textura da pele, com linhas finas, flacidez e manchas solares. 

“Esses efeitos alarmantes não são apenas estéticos. A Inflamação crônica causada por uma radiação pode desencadear alterações no sistema imunológico da pele, tornando-a mais vulnerável a infecções e irritações. Cada exposição intensa (sem proteção) aumenta a probabilidade de complicações sérias, o que torna a prevenção diária indispensável”, aconselha. 

A temporada, marcada também pelas ‘férias escolares’, alerta para a incidência solar na pele das crianças, cuja camada protetora ainda é mais fina e sensível. “A pele infantil absorve radiação de forma mais intensa, o que aumenta a probabilidade de queimaduras graves e de danos cumulativos que podem se manifestar apenas na vida adulta, incluindo risco de melanomas. Além disso, crianças desidratam mais rapidamente e sua resposta inflamatória é mais intensa. Nesse contexto, os pais devem intensificar o uso do protetor solar adequado, roupas de proteção, chapéus e horários de exposição controlados”, alerta. 

Segundo a base de dados da World Health Organization (WHO), a vulnerabilidade ao calor é influenciada por diversos fatores fisiológicos, como idade e estado de saúde, somados à exposição solar

Por isso, nesta estação, Guarçoni recomenda o uso diário de protetor solar com FPS adequado, reaplicado a cada duas horas; hidratação constante com cremes específicos que auxiliam na reposição da barreira cutânea; uso de chapéus, óculos escuros e roupas leves que protegem do sol direto; e preferência por horários de exposição fora do pico de radiação, entre 10h e 16h. Além disso, a qualidade do sono deve ser levada em consideração durante o período, assim como o cuidado com a alimentação saudável e o consumo de frutas refrescantes.

O médico ressalta que este é o momento de redobrar a atenção com a pele e adotar hábitos que promovam saúde e qualidade de vida de forma integrada. “A prevenção diária, combinada a escolhas conscientes de lifestyle, é o segredo para atravessar o verão com segurança e saúde. Pequenos hábitos, como ajustar horários de exposição, priorizar hidratação interna e externa, e investir em cuidados consistentes com a pele, fazem toda a diferença a longo prazo. O verão é intenso, mas com atenção e disciplina, é possível aproveitar a estação sem comprometer a saúde da pele e o bem-estar geral”, conclui.

 

Escroto, axilas, pés e além: os lugares inusitados onde o Botox pode ser aplicado

Imagem criada por Inteligência Artificial
 “A toxina botulínica deixou de ser apenas estética e passou a tratar funções que impactam diretamente o bem-estar”, explica a dermatologista Denise Ozores

 

Durante muito tempo, o Botox foi associado quase exclusivamente ao tratamento de rugas na testa e ao redor dos olhos. Na prática dermatológica atual, no entanto, a toxina botulínica passou a ser utilizada em regiões menos óbvias do corpo, tanto com finalidade funcional quanto estética, sempre a partir de avaliação e indicação médica. 

Um dos usos mais consolidados fora do rosto ocorre nas axilas, especialmente em casos de hiperidrose. A aplicação reduz a produção excessiva de suor ao bloquear estímulos nervosos responsáveis pela ativação das glândulas sudoríparas, promovendo melhora significativa na qualidade de vida de pacientes que sofrem com transpiração intensa. 

A mesma lógica se aplica às palmas das mãos e às plantas dos pés, áreas onde o suor excessivo pode causar desconforto social, dificuldade de aderência ou impacto direto na rotina profissional. Em casos específicos, a toxina pode ser indicada com resultados temporários e controlados. 

Outro uso que tem despertado curiosidade é na região íntima masculina, procedimento conhecido como Scrotox. Nesse contexto, a aplicação promove relaxamento da musculatura local, reduzindo sudorese, desconforto térmico e, em alguns casos, alterando temporariamente a aparência da pele da região, sempre dentro de critérios médicos bem definidos. 

A toxina botulínica também pode ser utilizada em áreas como pescoço e trapézio, especialmente em pacientes com tensão muscular crônica, dores cervicais ou hipertrofia muscular. Nesses casos, o benefício vai além da estética, com impacto funcional e melhora do conforto físico. 

Segundo a dermatologista Denise Ozores (CRM-SP 101677), médica da Clínica Alphaville Star, é essencial compreender que o Botox é uma ferramenta médica, e não apenas uma tendência estética. “Quando bem indicada, a toxina botulínica pode trazer benefícios importantes. O problema começa quando o uso é guiado apenas por modismo ou curiosidade”, explica. 

Ela reforça que nem toda queixa deve ser tratada com Botox. “A avaliação médica existe justamente para definir limites, identificar a real necessidade e evitar excessos. O objetivo não é transformar o corpo, mas tratar sintomas reais com segurança e responsabilidade”, conclui.

 



Denise Ozores (CRM-SP 101677 | RQE 7349) – dermatologista, especialista em beleza natural e atua com foco na prevenção do envelhecimento cutâneo, priorizando equilíbrio, saúde da pele e respeito à individualidade. Em seus atendimentos e conteúdos nas redes sociais, a médica defende uma abordagem consciente da estética, com resultados sutis e alinhados ao estilo de vida contemporâneo. No Instagram, compartilha orientações sobre cuidados dermatológicos e os impactos do ambiente urbano e digital na pele pelo perfil @deniseozoresdermato.

 

Calvície masculina: cuidados precoces e tratamentos adequados podem evitar o transplante capilar

Dermatologista explica causas, tratamentos e a importância do diagnóstico para preservar os fios

 

A calvície masculina, também chamada de alopecia androgenética, é uma condição comum que afeta grande parte dos homens ao longo da vida e pode começar ainda na juventude. Caracterizada pelo afinamento progressivo dos fios e pela redução da densidade capilar, especialmente na região frontal e no topo da cabeça, a condição tem forte impacto na autoestima e no bem-estar emocional. 

Segundo a dermatologista e cosmiatra Dra. Sabrina Leite, profissional com mais de 20 anos de experiência, a principal causa da calvície masculina está relacionada a fatores genéticos e hormonais. “A alopecia androgenética ocorre devido à sensibilidade dos folículos capilares ao hormônio di-hidrotestosterona (DHT), que provoca o enfraquecimento gradual dos fios até sua miniaturização”, explica a especialista. 

Além da genética, outros fatores podem contribuir para a queda de cabelo ou agravar o quadro, como estresse crônico, alterações hormonais, alimentação inadequada, distúrbios do sono, uso de anabolizantes, tabagismo e algumas doenças do couro cabeludo. “Por isso, é fundamental investigar o histórico do paciente e entender o contexto geral de saúde antes de definir qualquer tratamento”, ressalta a médica.

 

Tratamentos disponíveis e abordagem personalizada 

De acordo com a Dra. Sabrina, atualmente existem diversas opções eficazes para tratar a calvície masculina, desde que indicadas de forma individualizada. Entre elas estão medicamentos tópicos e orais que ajudam a interromper a progressão da queda, terapias injetáveis, tecnologias que estimulam o crescimento capilar e procedimentos que melhoram a saúde do couro cabeludo. 

“O tratamento ideal depende do estágio da calvície, da idade do paciente e das causas associadas. Costumo utilizar protocolos próprios para cada caso. Quanto mais cedo o acompanhamento dermatológico começa, maiores são as chances de preservar os fios existentes e estimular o crescimento”, afirma. Em alguns casos, quando há indicação, o transplante capilar pode ser considerado, sempre como parte de um plano global de cuidado e não como solução isolada.

 

Cuidados diários fazem diferença 

Além dos tratamentos médicos, a especialista reforça que alguns cuidados diários são essenciais para manter a saúde capilar. Higienizar corretamente o couro cabeludo, evitar produtos inadequados, controlar o estresse, manter uma alimentação equilibrada e não negligenciar sinais como queda excessiva, afinamento dos fios ou aumento da oleosidade são atitudes que fazem a diferença a longo prazo. 

“A calvície não deve ser tratada como algo inevitável ou sem solução. Hoje, com informação, diagnóstico preciso e acompanhamento especializado, é possível controlar a queda e melhorar significativamente a qualidade e a densidade dos cabelos”, conclui a Dra. Sabrina Leite. 


Dra. Sabrina Leite - Médica com mais de 20 anos de formação e sólida trajetória na área da saúde. Atualmente dedica-se à Dermatologia e Cosmiatria. Pós-graduada pelo Instituto Superior de Medicina e Dermatologia (ISMD), alia conhecimento técnico e rigor científico a uma visão estética refinada, priorizando resultados naturais, seguros e harmoniosos. Além do mais, atuou por mais de uma década na Oftalmologia, com especialização em Doenças Externas Oculares e Córnea pela UNIFESP.

 

O fim da era dos exageros: Procedimentos nos glúteos evoluem e focam equilíbrio e naturalidade

Dermatologista e cirurgião plástico explicam que o procedimento é planejado de forma individualizada, respeitando a anatomia e a segurança de cada paciente 

 

A cirurgia plástica nos glúteos tem ganhado destaque nos consultórios médicos, mas, segundo especialistas, o procedimento está longe de se resumir apenas ao aumento de volume. O conceito de 'corpo perfeito' passou por uma transformação radical nos últimos anos. Se antes o pedido nos consultórios era por volumes máximos, hoje a palavra de ordem é harmonia. 

De acordo com o cirurgião plástico Dr. Raphael Alcalde, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o planejamento é a etapa mais importante do procedimento para que o resultado seja obtido. “Hoje, a cirurgia glútea é pensada como parte do equilíbrio do corpo como um todo. Avaliamos estrutura óssea, distribuição de gordura, flacidez, contorno e proporções para definir a melhor técnica, seja com prótese, enxertia de gordura ou remodulação”, explica.

 

Prótese, remodelação ou associação de técnicas

A colocação de prótese de glúteo é indicada em casos específicos, principalmente quando o paciente apresenta pouco volume e não dispõe de gordura suficiente para enxertia. Já a remodulação glútea, que pode incluir lipoescultura estratégica e enxerto de gordura, é indicada para melhorar contorno, projeção e sustentação, com resultados mais sutis e personalizados. 

“O objetivo não é criar um padrão, mas valorizar o biotipo de cada pessoa. O excesso compromete não apenas a estética, mas também a naturalidade e a segurança do procedimento”, ressalta o Dr. Alcalde.

 

Segurança e indicação individualizada

A dermatologista e cosmiatra Dra. Sabrina Leite, com mais de 20 anos de experiência, reforça que a decisão pela cirurgia deve ser criteriosa e baseada em avaliação médica detalhada. “Cada paciente tem uma anatomia única, além de histórico clínico, qualidade de pele e expectativas que precisam ser alinhadas de forma realista. Segurança e bom senso devem sempre vir antes de tendências”, afirma. 

Segundo a especialista, a qualidade da pele e dos tecidos influencia diretamente o resultado. “Em muitos casos, tratamentos dermatológicos complementares podem ser indicados no pré e pós-operatório para melhorar a elasticidade da pele, auxiliar na recuperação e otimizar o resultado final”, explica.

 

Resultados naturais e respeito ao corpo

Tanto a prótese quanto a remodulação glútea são planejadas com critério técnico, visando melhora do contorno corporal, da projeção e da sustentação, sem excessos e sem distorções. “A cirurgia bem indicada é aquela que respeita o corpo do paciente e promove um resultado harmônico, que se integra ao restante da silhueta”, destaca o cirurgião. 

Para os especialistas, a principal orientação é buscar profissionais qualificados e membros de sociedades médicas reconhecidas. “Cirurgia plástica é sobre saúde, autoestima e equilíbrio. O melhor resultado é aquele que valoriza o corpo como um todo, com naturalidade e responsabilidade”, conclui o cirurgião. 

 


Dr. Raphael Alcalde - Cirurgião plástico com mais de quinze anos de experiência, especialista e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Atua com foco em contorno corporal e cirurgia reparadora, com MBA em Gestão Hospitalar e sólida experiência em urgência e emergência. É reconhecido pela precisão cirúrgica e pela abordagem ética e humanizada em seus atendimentos.


Dra. Sabrina Leite - Médica com mais de 20 anos de formação e sólida trajetória na área da saúde. Atualmente dedica-se à Dermatologia e Cosmiatria. Pós-graduada pelo Instituto Superior de Medicina e Dermatologia (ISMD), alia conhecimento técnico e rigor científico a uma visão estética refinada, priorizando resultados naturais, seguros e harmoniosos. Além do mais, atuou por mais de uma década na Oftalmologia, com especialização em Doenças Externas Oculares e Córnea pela UNIFESP.


É possível evoluir fisicamente treinando em casa?

Especialista explica os fatores que fazem o corpo ganhar força e condicionamento 

 

Entre promessas de “começar na segunda-feira” e rotinas que não deixam espaço para o autocuidado, o Brasil vive uma contradição: nunca se falou tanto em saúde e bem-estar, mas os índices seguem preocupando. Dados do Atlas Mundial da Obesidade 2025, da World Obesity Federation, indicam que 68% dos adultos brasileiros têm excesso de peso (31% com obesidade e 37% com sobrepeso), e a projeção é que o país ultrapasse 115 milhões de pessoas acima do peso até 2030. Nesse cenário, cresce uma dúvida prática que trava muita gente: se exercitar em casa traz o mesmo efeito que treinar no ambiente da academia?

Para Flávia Cristófaro, educadora física formada pela Universidade de São Paulo (USP), ex-atleta da Seleção Brasileira de Ginástica Aeróbica Esportiva (2011–2014) e fundadora do Elah App, plataforma online de exercícios voltada ao público feminino, a resposta é simples: o lugar, por si só, não determina a transformação corporal. “O corpo não sabe se você está em casa ou na academia, ele responde ao estímulo. Quando existe consistência, progressão e um método bem feito, dá para evoluir nos dois formatos”, explica. 

A seguir, a especialista aponta o que realmente muda na prática e o que deve pesar na escolha.

 

1. O que define evolução é estímulo, não cenário

“A primeira coisa que eu sempre reforço é que o progresso não vem da estrutura, vem do estímulo. Músculo não cresce porque você está no espaço fitness. Ele responde a um exercício bem executado, repetido com frequência e com progressão”, afirma. 

Segundo a educadora física, a prática no ambiente doméstico pode ser tão eficiente quanto a do centro de treinamento quando existe organização. “Se você se movimenta com intensidade, faz o básico muito bem feito e aumenta o desafio ao longo das semanas, você evolui. O mais importante é manter constância: mesmo com pouco tempo, uma rotina bem direcionada já gera mudança”, reforça.

 

2. No treino em casa, a consistência costuma ser maior (e isso pesa muito)

Na prática, o maior desafio da atividade física não é o exercício em si, e sim manter a regularidade. “O formato em casa tem uma vantagem enorme: ele se encaixa melhor na vida real. Sem deslocamento e sem depender de horário, a chance de manter constância é maior”. Para ajudar na disciplina, Flávia recomenda transformar o hábito em algo mais concreto no dia a dia: “o ideal é separar um cantinho como seu espaço de movimento. Isso ajuda o cérebro a entender que aquele momento faz parte do dia”, orienta.

 

3. O melhor formato é o que se encaixa na sua vida

Mais do que escolher o lugar ideal, ela reforça que o ponto decisivo é criar uma rotina que seja viável. “As 24 horas do dia não são iguais para todo mundo. Tem gente que consegue se exercitar pela manhã, outras só à noite, outras precisam encaixar 20 minutos entre tarefas. Quando você escolhe um formato que combina com a sua rotina, fica muito mais fácil manter consistência, e é essa repetição ao longo do tempo que realmente muda o corpo”, finaliza.

 

4. Busque acompanhamento profissional

Por fim, a especialista alerta para o risco de seguir treinos genéricos e sem critério. “O que eu mais vejo é as pessoas tentando se exercitar sem critério, copiando rotinas prontas e genéricas sem orientação. Isso aumenta muito o risco de dor, lesão e frustração por falta de evolução”, explica. Flávia reforça que a diferença está no plano ser pensado para a realidade e o nível de cada pessoa. “Quando existe avaliação, direcionamento e progressão, a pessoa treina com mais segurança e consegue evoluir com consistência. Não é sobre fazer qualquer atividade, é sobre fazer o programa indicado para você”, conclui.

 

Elah App - aplicativo de treinos online voltado para o público feminino criado por Flávia Cristófaro, ex-atleta da Seleção Brasileira de Ginástica Aeróbica Esportiva, formada em Educação Física pela USP, seis vezes campeã brasileira e vice-campeã mundial. O aplicativo nasceu para tornar a prática de exercícios mais acessível, segura e alinhada à rotina real das mulheres.

 

 

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