Níveis elevados de glicose no sangue podem prejudicar a função renal e levar o paciente à terapia renal substitutiva
Caracterizado
pelo alto índice de açúcar no sangue, o diabetes é causado pela produção
insuficiente de insulina, hormônio responsável por regular a glicose no sangue,
que transforma o açúcar em energia e garante o bom funcionamento do organismo.
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, há mais de 13 milhões de pessoas convivendo atualmente com essa doença, representando 6,9% da população nacional[i]. A doença pode acometer outros órgãos, como os rins. Segundo dados do Atlas de Diabetes, a doença renal é 10 vezes mais comum em pessoas com diabetes.
“Os níveis altos de açúcar fazem com que os rins trabalhem mais e filtrem muito sangue. Com essa sobrecarga, os órgãos podem perder sua capacidade de filtragem, e venham a falhar”, explica o Dr. Bruno Zawadzki, diretor médico da DaVita Tratamento Renal. “Com a perda das funções renais, o paciente diabético terá que realizar sessões de hemodiálise”, complementa.
A
doença renal crônica possui sintomas, mas na maioria das vezes não são
específicos e podem ser confundidos com outras doenças. Os sinais mais comuns
são inchaço, falta de apetite, alteração na cor e cheiro da urina, insônia e
pressão na barriga no ato de urinar.
“É
importante realizar anualmente o exame de creatinina, mas caso o paciente tenha
comorbidades como hipertensão e diabetes, esse exame deve ser realizado com
mais frequência”, destaca Zawadzki.
A
creatinina é um composto originado da creatina e que é filtrado e eliminado
pelos rins. Ao medir as taxas dessa substância no sangue é uma maneira de
avaliar a saúde renal de um paciente. Pessoas que sofrem de doença renal
apresentarão níveis elevados de creatinina.
Para
impedir que o diabetes afete a função renal, o paciente deve controlar a
glicose, regular a pressão arterial, praticar atividades físicas regularmente e
ter uma dieta balanceada.
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