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terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Cirurgia robótica não invasiva pode dar jeito no seu abdômen

Rodrigo Galhego, especialista em cirurgia do aparelho digestivo, fala das vantagens do novo método utilizado para corrigir diástases e hérnias e que pode substituir a abdominoplastia

 

Cicatrizes grandes, pós-operatório mais longo e processo mais invasivo? Tudo isso é coisa do passado nas cirurgias abdominais. Hoje, com apenas três furinhos e o uso de robôs é possível ter um abdômen sarado em menos tempo do que em uma abdominoplastia tradicional. Especialista em cirurgia do aparelho digestivo, Dr. Rodrigo Galhego opera com esta inovadora técnica seus pacientes. A maior procura são mulheres que passaram pela gravidez e tiveram as paredes do abdômen afastadas, a já conhecida diástase. 

"A diástase facilita o aparecimento de hérnia umbilical e epigástrica, pois enfraquece toda a parede abdominal. Diástases muito pequenas e sem hérnias associadas podem ter alguma melhora com exercícios físicos e fisioterapia direcionada, porém, normalmente, não de forma definitiva. É preciso operar quando o paciente apresenta incontinência urinária, dor lombar, incômodos ou desconforto estético", diz Galhego.

O grande problema do enfraquecimento da parede abdominal é o surgimento de hérnias. Existem diferentes tipos de hérnias abdominais, como a umbilical, inguinal (na virilha), incisional (no local de uma cicatriz anterior) e a epigástrica (pouco acima do umbigo) – e elas geram sintomas semelhantes aos pacientes: dor abdominal, dependendo do tamanho e da localização, dor ao praticar exercícios e desconforto estético com um abaulamento no local da hérnia. 

"Exercícios físicos que fortaleçam a musculatura do abdômen podem prevenir o aparecimento de hérnias. Porém, levantar muito peso de forma desorganizada, como em trabalho que exija muito esforço, pode ocasionar ou piorar hérnias", analisa. 

As da parede abdominal são doenças progressivas e o único tratamento existente é a cirurgia para correção. Adiar o procedimento pode fazer com que a hérnia aumente de tamanho, aumentando também os sintomas apresentados pelo paciente e a complexidade da cirurgia necessária. 

Além disso, existe o risco de ocorrer complicações como o estrangulamento e o encarceramento da hérnia, o que exige cirurgia de emergência. Tratar o quanto antes e realizar essa cirurgia por robótica é mais eficaz e mais seguro, porque proporciona um rápido retorno às atividades normais, com um pós-operatório indolor e sem cicatrizes aparentes, além de reduzir índice de complicações e recidiva. 

"O robô também é uma via de acesso minimamente invasiva, porém, aumenta a precisão de movimentos e qualidade da visão (tridimensional), aumentando o índice de sucesso e reduzindo o potencial de complicações", afirma Galhego.

 

Dr. Rodrigo Galhego - um dos principais palestrantes do Brasil sobre hérnias da parede abdominal, congressista em diversas partes do Brasil e do mundo. Ele é membro da SBH (Sociedade Brasileira de Hérnia), membro e relações internacionais da AHS (Americas Hernia Society) e titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. É formado em Medicina pela Faculdade Souza Marques, com especialização em Cirurgia Geral e Videolaparoscopia, no Hospital Federal de Ipanema, e em Cirurgia Robótica no Nicholson Center, Orlando, Flórida, nos Estados Unidos.

 

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