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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Sorriso desalinhado? Vejas 6 problemas que vão além da saúde bucal

Especialista explica como a posição dos dentes pode influenciar desde a mastigação até a saúde em geral

 

Você sabia que dentes desalinhados podem ser a causa daquela dor de cabeça frequente? Isso acontece porque, quando a mordida não encaixa corretamente, há uma sobrecarga na musculatura da face e na articulação da mandíbula. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças bucais estão entre as condições mais comuns no mundo, muitas delas associadas à dificuldade de higienização, algo bastante frequente em pessoas com dentes desalinhados. 

“O sorriso torto compromete a mordida e dificulta a higienização, favorecendo o acúmulo de placa bacteriana. Com o tempo, isso pode desencadear cáries, doenças gengivais e até impactar a saúde geral, já que a boca é uma porta de entrada para o organismo”, explica o dentista Dr. Paulo Yanase, da Oral Sin. 

Mas afinal, o que os dentes desalinhados podem causar na saúde?

  • Maior risco de cáries: quando os dentes são desalinhados, formam cantos difíceis de limpar. Nesses locais, restos de alimentos e bactérias se acumulam com mais facilidade, favorecendo o surgimento de cáries.
  • Gengivite e periodontite: a limpeza incompleta também afeta a gengiva, causando inflamações. Se não tratada, essa condição pode evoluir para periodontite, uma infecção mais grave que pode levar até à perda dos dentes.
  • Dores de cabeça e na ATM: a mordida desalinhada faz com que a musculatura da face trabalhe de forma desequilibrada, gerando tensão. Isso pode causar dores de cabeça e desconforto na ATM (articulação temporomandibular), que é a articulação responsável por ligar a mandíbula ao crânio e permitir movimentos como falar e mastigar.
  • Desgaste irregular dos dentes: quando a mordida não encaixa corretamente, alguns dentes recebem mais pressão do que outros durante a mastigação, o que pode causar desgaste excessivo em determinadas áreas.
  • Impactos na digestão: se os dentes não trituram bem os alimentos por causa do desalinhamento, o sistema digestivo precisa trabalhar mais para compensar, o que pode causar desconfortos ao longo do tempo.
  • Alterações na fala: em casos mais graves, a posição dos dentes interfere na forma como a língua encosta neles, dificultando a pronúncia correta de alguns sons.

Além desses impactos, é importante entender que o desalinhamento não acontece por um único motivo. Ele pode estar ligado à genética, hábitos na infância, como uso prolongado de chupeta ou chupar dedo, perda de dentes ao longo da vida e até ao bruxismo. Com o tempo, os próprios dentes também podem se movimentar naturalmente, alterando o encaixe da mordida.

“Muita gente adia o tratamento por achar que é apenas uma questão estética, mas o desalinhamento dentário é progressivo e tende a piorar com o tempo. Quando não tratado, pode comprometer não só os dentes, mas toda a função mastigatória e a saúde bucal. Hoje temos opções modernas e discretas de tratamento, e buscar ajuda no início faz toda a diferença no resultado e na qualidade de vida do paciente”, finaliza o Dr.
 

Oral Sin


Nariz entupido frequente, rouquidão e dores de garganta recorrentes: quando é hora de procurar um otorrinolaringologista?

Especialista explica quais sinais merecem atenção e alerta para sintomas que, quando persistentes, não devem ser ignorados

 

Sintomas como nariz entupido, rinite frequente, dor de garganta, rouquidão, zumbido, tontura e dificuldade para respirar ou ouvir costumam ser comuns no dia a dia e, muitas vezes, são tratados como problemas passageiros. No entanto, quando esses sinais se tornam recorrentes, persistem por muitos dias ou afetam a qualidade de vida, é importante buscar avaliação com um otorrinolaringologista. 

Responsável pelo cuidado de condições que afetam ouvido, nariz e garganta, esse especialista atua tanto no diagnóstico quanto no tratamento de problemas que podem ir de quadros simples e inflamatórios a alterações estruturais e doenças crônicas. 

De acordo com o otorrinolaringologista Dr. Eduardo Dolci, alguns sintomas não devem ser negligenciados, principalmente quando passam a se repetir com frequência ou deixam de responder às medidas habituais. “Muita gente convive durante meses ou até anos com queixas como obstrução nasal, ronco, rouquidão ou sensação de ouvido tampado sem procurar avaliação médica. O problema é que esses sintomas podem estar relacionados a condições que precisam de investigação adequada para evitar piora e impacto na qualidade de vida”, explica. 

Entre os sinais que merecem atenção estão a obstrução nasal persistente, crises recorrentes de sinusite, sangramentos nasais frequentes, dores de garganta repetidas, dificuldade para engolir, rouquidão por mais de duas semanas, ronco intenso, pausas respiratórias durante o sono, perda auditiva, zumbido, tonturas e infecções de ouvido de repetição. 

Segundo o médico, há situações em que o incômodo aparentemente simples pode esconder alterações mais importantes. “Uma rouquidão persistente, por exemplo, pode estar associada desde uso inadequado da voz até inflamações, lesões nas cordas vocais e outras condições que precisam ser avaliadas. Da mesma forma, um nariz constantemente entupido pode indicar desvio de septo, aumento de cornetos, rinite crônica, pólipos ou sinusite”, afirma Dolci. 

Nas crianças, a atenção também deve ser redobrada. Respirar pela boca, roncar, ter muitas infecções de garganta ou ouvido, dificuldade de concentração e alterações no sono podem estar relacionados a problemas otorrinolaringológicos, como aumento das amígdalas e adenoide. 

“O acompanhamento precoce é importante porque alguns quadros impactam diretamente o sono, o desenvolvimento, a alimentação e até o rendimento escolar da criança”, ressalta o especialista. 

O Dr. Eduardo Dolci destaca, ainda, que procurar avaliação médica não deve ser uma decisão reservada apenas para situações graves. Em muitos casos, o diagnóstico precoce permite tratamentos mais simples e evita evolução do problema. 

“Nem todo sintoma significa algo grave, mas a persistência é um sinal de alerta. Quando o paciente deixa de respirar bem, dorme mal, ouve pior, sente dor com frequência ou percebe que aquele desconforto está se tornando parte da rotina, é hora de investigar”, orienta. 

O especialista reforça que a avaliação com o otorrinolaringologista permite identificar a causa do problema de forma mais precisa e definir a melhor conduta, que pode incluir desde tratamento clínico e mudanças de hábito até procedimentos cirúrgicos, quando indicados. 

“Ignorar sintomas recorrentes em ouvido, nariz e garganta pode atrasar o diagnóstico e prolongar o sofrimento do paciente. Quanto mais cedo entendemos a origem da queixa, maiores são as chances de um tratamento eficaz e de uma melhora real na qualidade de vida”, conclui.

 

Dr. Eduardo Landini Lutaif Dolci - sócio da Clínica Dolci Otorrinolaringologia e Cirurgia Estética Facial, em São Paulo; Professor Instrutor de Ensino do Departamento de Otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo; Membro titular da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial; Membro eleito da Comissão de Residência e Treinamento da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial; Membro titular da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face.


57% das mulheres são sedentárias no Brasil e barreiras vão além da falta de tempo, segundo estudo inédito da Decathlon

Divulgação Decathlon Brasil
Pesquisa revela que mulheres lidam com barreiras mais estruturais para a prática esportiva, como insegurança (17%), falta de companhia (21%) e sobrecarga de responsabilidades (11%), enquanto entre os homens predominam fatores individuais como falta de motivação (46%) e gestão do tempo (42%)    


No Brasil, o interesse pela prática esportiva é alto, mas nem sempre se transforma em rotina, especialmente entre as mulheres. Os dados mostram que, embora homens e mulheres apresentem níveis próximos de sedentarismo (57% vs. 54%), as barreiras enfrentadas por elas são mais complexas e estruturais, incluindo insegurança, sobrecarga de responsabilidades e falta de rede de apoio

Intitulado “O novo significado do esporte no Brasil: onde corpo, movimento e cultura se encontram”, o estudo da Decathlon realizado em parceria com a Consumoteca, analisa o papel da atividade física na vida dos brasileiros e as barreiras que ainda limitam sua prática, a partir de uma abordagem que combina imersão em repertório acadêmico, análise de mais de 10 milhões de menções nas redes sociais e uma pesquisa quantitativa com 2.017 pessoas, representativa de todas as regiões, classes sociais e faixas etárias.
 

As barreiras que afastam as mulheres do esporte

Embora 57% das mulheres brasileiras se declarem sedentárias, os dados mostram que o desafio não está na falta de interesse. Entre as entrevistadas no estudo, 71% afirmam valorizar uma rotina com atividade física. Ainda assim, a prática esbarra em barreiras externas que impactam diretamente a adesão, como:

  • sensação de insegurança (17%);
  • falta de companhia (21%)
  • sobrecarga de responsabilidades com filhos (11%).

Além disso, experiências negativas também fazem parte desse cenário: 16% das mulheres relatam já ter sofrido assédio ou discriminação durante a prática de exercícios, e 9% afirmam já ter presenciado esse tipo de situação com outras mulheres.

Entre os homens, os obstáculos seguem outra lógica. Predominam fatores individuais, como falta de motivação (46%) e dificuldade de gestão do tempo (42%), enquanto episódios de assédio praticamente não aparecem (menos de 1%).

Esses dados indicam que a diferença na prática esportiva não está apenas na disposição individual, mas nas condições ao redor, que influenciam diretamente a permanência das mulheres no esporte.
 

A construção desigual do vínculo com o esporte começa na infância

As diferenças de gênero na prática esportiva começam cedo e ajudam a explicar por que elas se mantêm ao longo da vida. Aqui também, meninos são encaminhados a esportes em grupo e de competição e as meninas para exercícios mais individuais, relacionados ao cuidado e ao bem-estar. Isso se confirma nos dados: o futebol, principal símbolo dessa desigualdade, é praticado por 39% dos homens e apenas 5% das mulheres. Em contrapartida, o público feminino lidera atividades como:

  • caminhada (47%)
  • musculação (37%)
  • dança (16%)
  • Pilates (11%).

Além disso, homens e mulheres se vêem igualmente como exemplo para os filhos, mas, na prática, as mulheres assumem um papel mais ativo nesse incentivo: 86% afirmam estimular os filhos a praticar esporte no dia a dia, enquanto entre os homens esse índice é de 80%.

Para a Decathlon, os dados reforçam que ampliar a participação feminina no esporte passa por enfrentar barreiras que vão além da motivação individual. Mais do que incentivar a prática, o desafio está em transformar o ambiente ao redor dessas mulheres, criando condições reais para que o esporte deixe de ser intenção e se torne parte da rotina delas. Esse movimento dialoga diretamente com o movimento #MovendoTodas, iniciativa lançada em 2025 pela marca para incentivar cada vez mais mulheres a se movimentarem.

Acesse a pesquisa completa aqui


Decathlon
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A causa da sua alergia pode estar no seu ambiente de trabalho


·         A dermatite de contato ocupacional é responsável por 70 a 95% das dermatoses ocupacionais  

·         Pintores, padeiros, médicos e enfermeiros estão entre os profissionais mais afetados  

·         Investir em equipamentos de proteção individual (EPIs) e educação é fundamental 

 

Você já ouviu falar em alergias ocupacionais? São reações alérgicas que se manifestam ou pioram devido à exposição a substâncias presentes no local de trabalho. O Dr. Clóvis Eduardo Santos Galvão, coordenador da Comissão Especial de Alérgenos e Provas Diagnósticas da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) destaca a seguir as reações e os alérgenos mais prevalentes: 

 

Alergias Respiratórias (asma e rinite ocupacional): Causadas por inalação de poeiras, gases, vapores ou partículas.  

·         Poeira de farinha: Muito comum entre padeiros, confeiteiros e trabalhadores de moinhos. 

·         Poeira de madeira: Afeta marceneiros, carpinteiros e trabalhadores da indústria moveleira. 

·         Produtos químicos: Presentes em tintas, espumas e plásticos, atingem pintores, trabalhadores da construção civil e da indústria de manufatura. 

·         Látex: Causa reações em profissionais de saúde e limpeza que usam luvas ou outros produtos de látex. 

 

Dermatites de Contato (alérgica e irritativa): As dermatoses ocupacionais representam até 40% das doenças ocupacionais notificadas, sendo a dermatite de contato ocupacional responsável por 70 a 95% das dermatoses ocupacionais.    

 

Conheça as reações na pele causadas pelo contato direto com alérgenos ou irritantes.  

·         Produtos da Borracha Natural: Novamente, um problema para profissionais de saúde, limpeza e outros que manuseiam produtos de látex. 

·         Níquel e cromo: Presentes em metais, cimento e produtos de couro, impactam trabalhadores da construção, metalúrgicos e joalheiros. 

·         Resinas epóxi e solventes: Comuns na indústria química, construção e pintura, afetam pintores, químicos e trabalhadores da manufatura. 

·         Ferroadas de insetos: Formigas, vespas e abelhas podem causar reações alérgicas graves, como a anafilaxia, potencialmente fatal. Profissionais do agro tendem a ser os mais expostos a esse tipo de alergia. 

 

Profissões em maior risco: 

·         Saúde: Médicos, enfermeiros, técnicos de laboratório. 

·         Indústria Alimentícia: Padeiros, cozinheiros, processadores de alimentos. 

·         Construção Civil: Pedreiros, pintores, carpinteiros.  

“Conhecer e identificar esses riscos é o primeiro passo para a prevenção. O segundo passo é investir em equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados, ventilação e educação é fundamental para proteger a saúde dos trabalhadores. Só assim é possível promover ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis”, ressalta o Coordenador da ASBAI. 



ASBAI - Associação Brasileira de Alergia e Imunologia
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Além da balança: Como o Mounjaro e a estratégia nutricional atuam no controle da dor e da inflamação do Lipedema.

Doença crônica que atinge o tecido adiposo das pernas ganha novos protocolos em 2026; especialista detalha como a combinação de medicação anti-inflamatória e dieta específica reduz o edema e a gordura resistente característica da condição.

 

O lipedema, condição crônica que afeta principalmente mulheres e se manifesta pelo acúmulo desproporcional de gordura nas pernas, afeta cerca de 11% das mulheres em todo o mundo, segundo dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV). Em 2026, novas abordagens clínicas começam a ganhar força ao ir além da balança, integrando medicamentos de ação metabólica e estratégias nutricionais específicas para controlar dor, inflamação e progressão da doença, fatores que impactam diretamente a qualidade de vida das pacientes. 

Diferente da obesidade comum, o lipedema envolve um processo inflamatório persistente no tecido adiposo, associado a sensibilidade ao toque, inchaço e dificuldade de resposta a dietas convencionais. Nesse cenário, o uso de medicamentos como o Mounjaro (tirzepatida), inicialmente indicado para controle glicêmico, passa a ser observado também pelo seu potencial anti-inflamatório e regulador metabólico, abrindo novas possibilidades terapêuticas. 

“O tratamento não pode ser limitado à perda de peso. O lipedema exige uma abordagem que considere inflamação, retenção de líquido e resistência metabólica. Quando conseguimos atuar nesses três pilares, o resultado vai muito além da estética”, explica o médico nutrólogo Dr. Lailson Ambrósio. Segundo ele, a tirzepatida contribui não apenas para a redução de gordura, mas também para a modulação de marcadores inflamatórios que estão diretamente ligados à dor relatada pelas pacientes. 

A estratégia nutricional, nesse contexto, deixa de ser coadjuvante e passa a ter papel central. Protocolos alimentares com perfil anti-inflamatório, ricos em compostos bioativos e antioxidantes, alinhados a bom controle de carboidratos refinados e foco em gorduras de boa qualidade, ajudam a reduzir o edema e melhorar a sensibilidade dos tecidos. “Quando ajustamos a alimentação de forma personalizada, conseguimos diminuir o inchaço e melhorar a resposta ao tratamento medicamentoso. É uma construção conjunta”, afirma. 

Outro ponto relevante é a individualização do cuidado. O especialista destaca que nem todas as pacientes respondem da mesma forma, e que fatores hormonais, histórico clínico e grau do lipedema influenciam diretamente na escolha do protocolo. “Não existe fórmula pronta. O que existe é acompanhamento próximo, ajuste contínuo e entendimento do corpo daquela paciente. Isso muda completamente a evolução do quadro”, diz. 

Com a combinação entre medicação e nutrição direcionada, pacientes têm apresentado melhora significativa não apenas na redução do volume das pernas, mas principalmente na diminuição da dor, um dos sintomas mais incapacitantes da doença. A tendência para os próximos anos é que esses protocolos se tornem cada vez mais refinados, trazendo uma abordagem mais completa e menos frustrante para quem convive com o lipedema.  



Fonte: Dr Lailson Ambrósio - Médico Nutrólogo
@drlailsonambrosio | https://drlailsonambrosio.com.br/



Pontos escuros na visão são um sintoma grave?

                                                                 

Imagem: gerada por IA (ChatGPT/OpenAI)
Conheça as moscas volantes, fenômeno comum do envelhecimento ocular que, em alguns casos, exige atendimento médico imediato  


Você está lendo, olhando para o celular ou encarando uma parede clara quando, de repente, percebe pequenos pontos, teias ou manchas escuras que parecem se mover no campo de visão. Ao tentar focar, elas se deslocam, como se estivessem “flutuando”. Esse fenômeno, conhecido como moscas volantes, é mais comum do que parece e costuma gerar preocupação em quem percebe os primeiros sinais. 

Segundo a oftalmologista Dra. Tatiana Corrêa, especialista em retina do H.Olhos, essas imagens têm origem em alterações naturais dentro do olho. “Com o envelhecimento, o vítreo, que é um gel transparente responsável por preencher o interior ocular, passa por mudanças na sua consistência. Ele pode formar pequenas opacidades que acabam projetando sombras na retina, e é isso que o paciente enxerga como manchas em movimento”, explica. 

Apesar de frequentes, as moscas volantes não devem ser ignoradas sem avaliação médica. “É muito importante analisar como e quando esses sintomas aparecem. Em muitos casos, são alterações benignas, mas também podem estar relacionadas a outras condições que exigem atenção”, alerta a especialista. 

Entre as possíveis causas associadas estão traumas, inflamações, infecções oculares e alterações mais graves na retina. “Situações como pequenas rupturas ou até descolamento de retina podem provocar sangramentos internos, que também se manifestam como manchas no campo visual. Por isso, o diagnóstico correto faz toda a diferença”, afirma a médica. 

Alguns sinais indicam a necessidade de procurar atendimento com mais urgência. A Dra. Tatiana destaca: aumento repentino na quantidade de manchas, presença de flashes de luz, sensação de sombra ou perda de parte da visão e piora da nitidez visual. 

“O diagnóstico é realizado por meio de exame oftalmológico completo, com destaque para o mapeamento de retina. Em alguns casos, exames complementares ajudam a identificar com mais precisão a causa do sintoma”, explica. 

Em relação ao tratamento, a conduta depende da intensidade e da origem das moscas volantes. “Na maioria das vezes, não há necessidade de intervenção, porque o próprio cérebro se adapta à presença dessas imagens. Também orientamos alguns movimentos oculares que podem ajudar a deslocar essas opacidades temporariamente”, diz. 

Quando há impacto importante na qualidade de vida, outras alternativas podem ser consideradas. “Existem opções de tratamento mais específicas, indicadas apenas em situações selecionadas, quando o desconforto é significativo”, completa. 

De acordo com a especialista, alguns fatores aumentam o risco de desenvolver o quadro, como miopia, cirurgias oculares prévias, especialmente de catarata, e histórico de inflamações intraoculares. “Mais do que identificar o sintoma, é fundamental entender sua causa. Essa investigação é o que garante segurança e evita complicações”, conclui a Dra. Tatiana Corrêa.


Saúde feminina e longevidade: por que a reposição hormonal não deve ser tratada como um tabu em 2026

Veja como o equilíbrio hormonal na mulher madura vai além da estética, sendo crucial para a saúde física, cognitiva e prevenção de doenças metabólicas. 

 

A visão da medicina sobre o envelhecimento feminino passou por uma transformação profunda nos últimos anos, distanciando-se de conceitos obsoletos que limitavam o papel da mulher à reprodução. Em 2026, a longevidade ativa é a meta, mas os desafios biológicos permanecem: dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia indicam que a menopausa ocorre, em média, aos 51 anos, frequentemente acompanhada por sintomas que comprometem a capacidade cognitiva e a saúde metabólica.  

No passado, a queda hormonal era vista como um processo natural de aposentadoria biológica para que a mulher auxiliasse no cuidado da família, mas a realidade atual exige vitalidade máxima, já que muitas estão no auge de suas carreiras e lidando com múltiplas responsabilidades sociais e familiares simultaneamente. 

Para o Dr. Rafael Fantin, o termo que melhor define a reposição de hormônios sexuais é a vitalidade, sendo indicada para todas as pacientes que não apresentam contra indicações claras. Ele explica que o receio em torno do tratamento é herança de um vácuo científico iniciado nos anos 2000, devido a estudos com metodologias e substâncias hoje ultrapassadas. "Muitas mulheres ainda têm medo porque um estudo antigo utilizou medicações que não usamos mais em grupos de risco, gerando um alarde desnecessário sobre o câncer. Hoje, as evidências mostram que a terapia reduz a mortalidade e a morbidade; por isso, a pergunta correta não é se deve fazer, mas se existe alguma restrição específica para o seu caso", afirma o especialista. 

A transição para a menopausa não acontece subitamente, sendo precedida pela perimenopausa, que se manifesta através de irregularidades no ciclo e sinais como a névoa cerebral, acúmulo de gordura visceral e os fogachos. Segundo Fantin, esses calores intensos seguidos de suor noturno são frequentemente mal compreendidos pelas pacientes, mas sinalizam uma privação que afeta diretamente o bem-estar. O médico ressalta que o tratamento moderno busca o equilíbrio entre estrogênio e progesterona, preferindo vias que evitem a passagem hepática para reduzir riscos vasculares. "A progesterona oral ajuda no sono, uma das maiores queixas nessa fase, enquanto a testosterona pode ser reposta em doses fisiológicas e individualizadas, desde que o corpo esteja preparado para receber esse estímulo", pontua. 

Um dos pontos mais sensíveis da discussão atual envolve a saúde neurológica e a prevenção de doenças degenerativas. O médico destaca que a janela de oportunidade para iniciar o tratamento é crucial para proteger o sistema nervoso central. "Se a terapia começa cedo, mantemos a complacência vascular e o transporte adequado de glicose para o cérebro. Se demorar demais, o corpo se adapta à deficiência e o benefício protetor contra o Alzheimer e a demência se perde. O hormônio administrado corretamente em um terreno biológico favorável é um aliado do raciocínio e da cognição", esclarece o endocrinologista e metabologista. 

A duração do tratamento também deixou de ser uma regra rígida, passando a depender da resposta individual e da manutenção de um estilo de vida saudável. Para pacientes que mantêm exames sob controle e qualidade de vida elevada, não há um prazo determinado para interromper a terapia, desde que o monitoramento seja contínuo. O especialista pondera, entretanto, que o aspecto psicológico é fundamental: mulheres que guardam receios profundos sobre o tratamento, mesmo com indicação clínica, devem ter sua vontade respeitada, pois a segurança emocional faz parte do sucesso terapêutico. 

Por fim, o Dr. Rafael Fantin alerta que a reposição não é uma solução isolada, mas sim uma ferramenta biológica dentro de um contexto maior. O hormônio devolve a energia e o humor necessários para que a mulher consiga manter hábitos essenciais, como exercícios físicos e uma alimentação equilibrada. "Não adianta apenas repor substâncias se não houver atenção ao sono, ao estresse e à nutrição. O hormônio te dá a base para sustentar o que você precisa fazer por si mesma, garantindo que a maturidade seja vivida com a plenitude que a sociedade moderna exige", conclui.  



Fonte: Dr. Rafael Fantin — Endocrinologista e Metabologista | Especialista em Medicina do Exercício e Esporte | Especialista Prática Ortomolecular e Nutrigenômica
@dr.rafaelfantin | institutorafaelfantin.com.br


Tecnologia de inteligência artificial que coloca o médico ‘dentro do corpo humano’ antes da cirurgia já chegou ao Brasil

Amplifier AI foi desenvolvida para procedimentos médicos complexos que exigem alta precisão e padronização de dados.


A medicina avança com tecnologia de IA que permite ao cirurgião navegar e estudar em detalhe a anatomia de um paciente antes de realizar o procedimento. E o Brasil tem sido pioneiro nessa revolução da saúde. Especialistas de algumas das principais instituições do país já começaram a fazer testes com a Amplifier AI, ferramenta de inteligência artificial de planejamento que permite explorar órgãos, vasos e tecidos em um ambiente tridimensional fotorrealista antes de cirurgias e intervenções minimamente invasivas, com representação anatômica específica do paciente compatível com o que será encontrado no centro cirúrgico.

Essa inovação, desenvolvida por uma equipe multidisciplinar de engenheiros em colaboração com radiologistas e cirurgiões, utiliza inteligência artificial para converter exames comuns de imagem em mapas interativos de alta fidelidade, criando um gêmeo digital do corpo do paciente. A plataforma oferece o sistema completo de  planejamento de procedimentos complexos, ampliando a previsibilidade e a padronização das decisões clínicas para as equipes médicas.

O diferencial da Amplifier AI está na forma como o modelo tridimensional é criado para visualização, aliado a ferramentas específicas de medição anatômica automática e simulação de dispositivos médicos. O modelo 3D do paciente é gerado em poucos minutos a partir dos exames de imagem, permitindo que o cirurgião compreenda com rapidez e profundidade a anatomia, a patologia envolvida, as possíveis vias de acesso, o protocolo do procedimento e a seleção mais adequada do dispositivo e seu respectivo dimensionamento.

“Essa abordagem resolve uma das maiores dores da cirurgia moderna: a surpresa anatômica. Com um planejamento tão detalhado, é possível antecipar desafios, escolher as melhores vias de acesso e personalizar cada etapa da intervenção. O resultado é uma recuperação mais rápida e segura para quem está na mesa de cirurgia, além de medições precisas e automáticas e previsibilidade para o médico”, relata Dr. Hélio Castello, cardiologista clínico e intervencionista que atua em São Paulo.

Os primeiros testes estão sendo conduzidos por equipes de excelência nas áreas de Cardiologia e Cirurgia Vascular em instituições de referência no país, como o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Além disso, o Hospital Infantil Sabará, também reconhecido como referência, já avaliou a aplicabilidade da tecnologia em doenças congênitas complexas em bebês.

A Amplifier AI, plataforma pioneira em desenvolvimento de IA para imagens desde 2016, está sediada na Califórnia e já tem certificação da Anvisa desde o início de 2025. O objetivo dos estudos em andamento é o de validar a tecnologia e verificar os benefícios adquiridos por estes hospitais como resultado da padronização e otimização do planejamento cirúrgico e potencial redução de riscos. Em especialidades críticas, como cirurgias complexas, onde cada milímetro é decisivo, a ferramenta torna-se uma aliada indispensável, convertendo desafios cirúrgicos em caminhos claros e seguros.

“Médicos que testaram a plataforma relatam um ganho substancial na compreensão da anatomia específica de cada caso, o que tende a se refletir em planos cirúrgicos mais assertivos, transferindo a decisão da sala cirúrgica para o pré-operatório com aumento de confiança clínica. De acordo com a literatura científica, sabemos que um melhor planejamento tende a reduzir o risco para o paciente e pode contribuir para otimizar os recursos do hospital”, relata Nelson Sampaio, vice-presidente global de Desenvolvimento de Negócios da Amplifier AI. “Além da eficiência técnica, a tecnologia da Amplifier AI foi desenvolvida para facilitar a colaboração remota, permitindo que especialistas discutam casos ‘olhando’ para o paciente digital com a mesma clareza de quem está presente fisicamente. Com a certificação da Anvisa e resultados iniciais que dão indicações promissoras, acredito que a tecnologia da Amplifier AI vai se consolidar rapidamente no Brasil”, conclui Nelson.



Amplifier AI - sediada na Califórnia

 

Abril trava metas

 

Comparações e falta de referência prejudicam percepção de progresso e afetam saúde mental 

 

Com a chegada do mês de abril, muitas pessoas passam a sentir uma espécie de “descompasso” em relação às metas traçadas no início do ano. Nem o entusiasmo de janeiro, nem a clareza de um fechamento de semestre. Esse período intermediário pode gerar dúvidas, desmotivação e até a falsa sensação de estagnação, impactando diretamente a saúde mental e a produtividade.

Segundo levantamentos de comportamento, mais de 60% das pessoas abandonam ou reduzem significativamente o ritmo de suas metas ainda no primeiro trimestre do ano. Em cidades como Curitiba, onde a rotina intensa e as oscilações climáticas também influenciam o comportamento, esse cenário tende a se intensificar, especialmente pela dificuldade de mensurar resultados no curto prazo. Para o neurocientista e hipnoterapeuta Renê Skaraboto, da clínica Hipnose para Todos o problema não está na falta de evolução, mas na forma como o cérebro interpreta o progresso. “Abril é um mês perigoso porque ele não oferece marcos claros. Não é início, não é meio, nem fim. Isso faz com que o cérebro tenha dificuldade de reconhecer avanços, mesmo quando eles estão acontecendo”, explica.

Esse efeito é ainda mais evidente em metas de longo prazo, como emagrecimento, crescimento profissional ou organização financeira. Pequenos avanços, como a perda de alguns quilos ou a melhoria de hábitos, acabam sendo desvalorizados por não representarem ainda o resultado final esperado. “Se a pessoa não aprende a valorizar os pequenos progressos, ela perde a motivação. E não é porque não evoluiu, é porque não conseguiu enxergar essa evolução”, destaca. Outro fator que agrava esse cenário é a comparação constante, especialmente nas redes sociais. A exposição a resultados alheios, muitas vezes fora de contexto, pode gerar frustração e sensação de inadequação. “Cada pessoa está em um momento diferente da jornada. Comparar o seu capítulo atual com o resultado final de outra pessoa é injusto e prejudicial”, afirma Skaraboto.

De acordo com o especialista, o impacto psicológico dessa comparação pode levar à paralisação. Quando a percepção é de que o outro está “muito à frente”, a tendência é reduzir o esforço ou até abandonar a meta. Por outro lado, quando bem interpretada, a referência externa pode ser positiva. “Se você entende que o resultado do outro é fruto de consistência e disciplina, isso pode servir como estímulo. O problema é quando vira desvalorização da própria trajetória”, pontua. Para minimizar esses efeitos, a recomendação é fazer pausas estratégicas e revisões internas. Um dos caminhos mais eficazes é reduzir temporariamente o consumo de redes sociais e focar na própria evolução. “Um intervalo de sete a quinze dias já é suficiente para a pessoa reconectar com as próprias metas e perceber o quanto já avançou”, orienta.

Além disso, revisar o planejamento inicial e ajustar expectativas é fundamental para manter a consistência ao longo do ano. Metas não são estáticas e precisam ser recalibradas conforme a realidade. Esse processo evita frustrações e aumenta as chances de sucesso no longo prazo. Para Skaraboto, o segredo está em mudar o foco da comparação para a construção individual. “Quando você para de olhar o resultado do outro e começa a medir o seu próprio progresso, você ganha clareza, motivação e constância. E isso é o que realmente leva ao resultado”, conclui.

  

Hipnose para Todos
Renê Skaraboto - Neurocientista e Hipnoterapeuta
@hipnose_para_todos
www.clinicahipnoseparatodos.com.br
Ed. Batel Executive Center
Travessa João Turin, nº 37, sala 601, 6º andar, Água Verde, Curitiba/PR.


Maio Roxo alerta: doenças inflamatórias intestinais afetam mais de 100 mil brasileiros e internações crescem 61% em 10 anos

Inchaço, dor abdominal, alterações intestinais e sangue nas fezes são sinais precoces de doença de Crohn e retocolite ulcerativa não podem ser ignorados
 

Maio Roxo, mês de conscientização sobre as doenças inflamatórias intestinais (DII), chama atenção para um problema de saúde que cresce de forma silenciosa no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, mais de 100 mil brasileiros convivem atualmente com essas doenças crônicas, que afetam o trato digestivo e impactam diretamente a qualidade de vida.

Os números acendem um sinal de alerta: de acordo com o Ministério da Saúde, o país registrou um aumento de 61% nas internações por doenças inflamatórias intestinais nos últimos dez anos — um crescimento que acompanha mudanças no estilo de vida, alimentação e níveis de estresse da população.

O cirurgião do aparelho digestivo Dr. Rodrigo Barbosa explica que as principais doenças desse grupo são a Doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, condições que podem evoluir de forma progressiva e, muitas vezes, passam despercebidas nos estágios iniciais.
 

Doença de Crohn

O que é: Doença inflamatória crônica que pode afetar qualquer parte do trato digestivo, da boca ao ânus, sendo mais comum no intestino delgado e no início do intestino grosso.


Principais sinais

  • Dor abdominal recorrente (principalmente no lado direito)
  • Diarreia crônica (nem sempre com sangue)
  • Perda de peso
  • Fadiga intensa
  • Febre em fases de atividade
  • Fístulas e lesões na região anal (em casos mais avançados)


Tratamento

  • Medicamentos anti-inflamatórios e imunossupressores
  • Terapias biológicas (para controle da inflamação)
  • Antibióticos (em complicações específicas)
  • Cirurgia (em casos de obstrução, fístulas ou falha do tratamento clínico)

Apesar de não ter cura, a doença pode entrar em remissão com tratamento adequado.

 

Retocolite ulcerativa

O que é: Doença inflamatória que afeta exclusivamente o intestino grosso (cólon e reto), com inflamação contínua da mucosa intestinal.


Principais sinais

  • Diarreia com sangue e muco
  • Urgência para evacuar
  • Sensação de evacuação incompleta
  • Dor abdominal (mais difusa)
  • Anemia (devido à perda de sangue)
  • Cansaço


Tratamento

  • Anti-inflamatórios intestinais (como mesalazina)
  • Corticoides (em crises)
  • Imunossupressores
  • Terapias biológicas
  • Cirurgia (em casos graves ou refratários — pode ser curativa ao remover o cólon)

De modo geral, Dr. Rodrigo ressalta que a sensação de estufamento e desconforto abdominal, o acúmulo de gases (flatulência), as cólicas intestinais, diarreia ou constipação, falta de apetite, perda abrupta de peso, enjoos, sangue nas fezes ou grande mudanças nos hábitos de evacuação precisam ser investigados a partir dos primeiros sinais.

 

Dr Rodrigo Barbosa - Cirurgião Digestivo sub-especializado em Cirurgia Bariátrica e Coloproctologia do corpo clínico dos hospitais Sírio Libanês e Nove de Julho. CEO do Instituto Medicina em Foco e coordenador do Canal ‘Medicina em Foco’ no Youtube Link

 

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