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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Biomarcador em leucócitos é potencial preditor de depressão

A parte do trabalho que envolveu experimentação animal foi realizada
em Harvard; as análises de dados dos humanos (obtidos a partir de bancos
de dados públicos) e dos camundongos foram feitas na USP
 (imagem: 
Djvstock/Freepik)
Estudo em roedores, a partir de dados de transcriptoma e genoma humano, mostrou que gene normalmente associado ao neurodesenvolvimento está superexpresso nos glóbulos brancos de indivíduos com depressão maior. Achado abre caminho para novas linhas de pesquisa

 

Os sistemas nervoso e imune tendem a operar em interação intensa. Isso porque há uma rede de comunicação ampla que envolve proteínas, hormônios e neurotransmissores para a troca de mensagens entre um e outro. Dessa forma, não é raro que momentos de estresse, por exemplo, repercutam na queda na imunidade e no surgimento de doenças oportunistas.

Um estudo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a Universidade Harvard, nos Estados Unidos, descobriu, contudo, uma conexão mais ampla entre o cérebro e o sistema imunológico periférico. A ponto de, em situações de estresse e depressão, genes comumente ativados apenas em neurônios estarem superexpressos nas células de defesa. Além de ampliar o entendimento sobre a interação entre o sistema nervoso e o imunológico, o achado abre caminho para novas linhas de pesquisa e para a descoberta de biomarcadores de depressão e de outros transtornos mentais.

“A partir da análise de dados públicos observamos que genes típicos do sistema nervoso estão superativados em leucócitos em casos de depressão maior. Posteriormente confirmamos esses dados em experimentos realizados em camundongos submetidos a estresse crônico. Isso foi surpreendente, pois, apesar de se saber que a comunicação entre os dois sistemas era direta, não se imaginava que fosse tão profunda”, afirma Haroldo Dutra Dias, primeiro autor do estudo publicado na revista Translational Psychiatry.

Cada indivíduo tem um genoma único com a sequência de todo o material genético do organismo. O que diferencia um neurônio para um leucócito, ou uma célula da pele para uma cardíaca, é a ativação genética, ou seja, genes presentes no genoma que são ligados ou desligados conforme a função, condição ou ambiente em que aquela célula está inserida.

O trabalho, apoiado pela FAPESP, demonstrou pela primeira vez que o gene PAX6 – associado ao surgimento de novos neurônios, sobretudo em bebês – também está relacionado a leucócitos em condições de estresse. A superexpressão do PAX6 – e de outros três genes (NEGR1, PPP6C, SORCS3) associados a ele – foi verificada tanto no transcriptoma (parte do genoma que está sendo expressa) de humanos quanto de camundongos sob estresse e depressão maior.

A parte do trabalho que envolveu experimentação animal foi realizada em Harvard. Já as análises de dados dos humanos (obtidos a partir de bancos de dados públicos) e dos camundongos foram feitas na USP.

Para analisar o transcriptoma de humanos e camundongos, os pesquisadores da USP utilizaram uma técnica conhecida como genome-wide association study (GWAS), associada à análise de sequenciamento do RNA (RNAseq), uma abordagem integrativa que permite comparar diferentes genomas e transcriptomas a fim de identificar marcadores biológicos associados a um fenótipo específico ou ao risco de doenças, por exemplo.

“Trata-se de um trabalho de ciência básica que, além de descobrir potenciais biomarcadores e novas vias terapêuticas para intervenção da depressão, abre a possibilidade de rever uma série de conceitos, como o papel do PAX6 no sistema imune e o grau de complexidade da interação neuroimune”, afirma Otávio Cabral-Marques, professor da Faculdade de Medicina (FM-USP) e coordenador da investigação.

Apesar de o estudo ter sido realizado com base em dados de pessoas com depressão maior e depois confirmado em experimentos em camundongos com o mesmo transtorno, é provável que a superativação dos genes nas células de defesa seja observada em outros problemas de saúde mental.

“Muitos estudos já demonstraram a forte relação que a depressão e outros transtornos mentais têm com o sistema imune e a inflamação, por exemplo. Portanto, esse achado é só um primeiro passo que abre caminho para uma série de outros estudos que podem envolver outros transtornos, como bipolaridade, esquizofrenia e ansiedade, para saber quais peculiaridades de cada transtorno podem refletir no tipo de alteração genética e, quem sabe, até no grau desses adoecimentos”, detalha Dias.


Que PAX é esse?

Os pesquisadores ainda não se aprofundaram no mecanismo usado pelos dois sistemas para que a superexpressão do PAX6 ocorra nos leucócitos. Foi apenas observada uma curva, com alta expressão do gene e da proteína (e a consequente multiplicação de célula imune) nos primeiros oito dias, após a situação de estresse, e estabilização entre o 8º e 18º dia – período em que começam a aparecer os efeitos comportamentais do estresse nos camundongos com depressão maior.

Cabral-Marques ressalta que é importante não atribuir um caráter de vilão ao PAX6 superexpresso nos leucócitos, já que ainda não está claro se ele é um indutor do estresse.

O pesquisador explica que, no experimento, os roedores desenvolveram células mieloides – responsáveis pela defesa inata do organismo. “Não necessariamente o gene é um indutor de estresse. E é preciso lembrar que um grupo de células mieloides atua como supressor da resposta imunológica. Portanto, até agora só sabemos que esse aumento da expressão do PAX6 é um potencial biomarcador da depressão no sistema imunológico periférico. Mas é possível, e isso só poderá ser confirmado nos próximos experimentos, que talvez o PAX6 seja importante também para promover a regulação do sistema imunológico, que a gente chama de homeostase”, explica.

O artigo Integrative neuroimmunology reveals leukocyte-expressing PAX6 as a critical predictor of major depressive disorder pode ser lido em www.nature.com/articles/s41398-025-03776-8.

 

Maria Fernanda Ziegler

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/biomarcador-em-leucocitos-e-potencial-preditor-de-depressao/56846



Sentiu choque nos dentes ao tomar sorvete? Entenda o que isso significa e quando procurar um dentista

 

Tomar um sorvete em um dia quente deveria ser um prazer, mas, para muita gente, o momento vem acompanhado de uma fisgada aguda e inesperada nos dentes. Aquela sensação de “choque” ao consumir alimentos gelados, doces ou até ao respirar ar frio não é normal e pode ser um sinal de alerta para a saúde bucal. 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Odontologia (SBO), a hipersensibilidade dentinária afeta cerca de 30% da população adulta, sendo mais comum em pessoas entre 20 e 50 anos. O problema ocorre quando a dentina, camada interna do dente, fica exposta, permitindo que estímulos térmicos cheguem até o nervo. 

Entre as causas mais comuns estão a retração da gengiva, desgaste do esmalte dental, escovação com força excessiva, uso frequente de produtos abrasivos e até tratamentos estéticos realizados sem acompanhamento adequado. Para o dentista Paulo Augusto Yanase, da rede Oral Sin, o dente não foi feito para sentir dor ao contato com frio ou calor. Quando isso acontece, é um sinal claro de que algo não está equilibrado na saúde bucal. 

“Ignorar o desconforto pode fazer com que o problema evolua. Muitas pessoas acabam se acostumando com a dor e evitam alimentos gelados ou quentes, mas isso não resolve a causa. A sensibilidade pode indicar desde um desgaste inicial até inflamações mais profundas, como cáries ou problemas gengivais”, alerta Yanase. 

Se a dor for frequente, intensa ou persistente, o ideal é buscar avaliação profissional. Em muitos casos, o tratamento é simples e pode incluir aplicação de dessensibilizantes, ajustes na higiene bucal ou orientações personalizadas. “Cada caso precisa ser avaliado individualmente. Hoje, a odontologia oferece soluções eficazes e pouco invasivas para devolver conforto e qualidade de vida ao paciente”, reforça o dentista da Oral Sin. 

Além do tratamento, a prevenção faz toda a diferença: usar escova de cerdas macias, evitar força excessiva ao escovar, escolher cremes dentais adequados e manter visitas regulares ao dentista são atitudes essenciais. No fim das contas, sentir prazer ao tomar um sorvete não deveria vir acompanhado de dor. O corpo — e os dentes — sempre dão sinais quando algo não vai bem. Ouvir esses alertas é o primeiro passo para um sorriso mais saudável.

 

Oral Sin


Janeiro Branco: emoções influenciam o ciclo menstrual e a saúde íntima da mulher

A saúde da mulher vai muito além dos cuidados físicos. Emoções como estresse e ansiedade podem interferir diretamente no ciclo menstrual, no equilíbrio hormonal e na saúde íntima feminina. No Janeiro Branco, mês dedicado à saúde mental, esse tema ganha ainda mais relevância: afinal, cuidar da mente também é cuidar do corpo.

 

Como o estresse e a ansiedade afetam o ciclo menstrual?

O organismo feminino responde intensamente às alterações emocionais. Segundo a ginecologista e obstetra do Hospital Mater Dei Santa Clara, Dra. Leandra Regis Rodrigues, “o estresse e a ansiedade liberam hormônios que podem interferir no ciclo menstrual, porque são liberados na mesma área do cérebro que regula os hormônios femininos”.

Esse desequilíbrio pode provocar:

* Atrasos menstruais;

* Irregularidade do ciclo;

* Alterações no fluxo menstrual;

* Falta de ovulação.

Além disso, o aumento do cortisol, hormônio associado ao estresse, pode afetar o sistema imunológico. “O cortisol, também liberado nessas situações, pode fazer com que haja alterações do sistema imunológico, com queda das nossas defesas e tópicos do aparecimento de infecções”, explica a médica.

 

Quais sinais indicam que a saúde emocional está afetando o bem-estar ginecológico?

O corpo costuma dar sinais claros quando a saúde emocional começa a impactar o equilíbrio ginecológico. Entre os principais estão:

* Ciclos menstruais irregulares;

* Alterações de humor;

* Cansaço frequente, mesmo após dormir bem;

* Insônia;

* Diminuição da libido.

Esses sinais não devem ser ignorados. De acordo com a Dra. Leandra, “eles podem ser o início de uma patologia que pode estar se iniciando e que poderia ser evitada”.

A atenção precoce a esses sintomas permite identificar desequilíbrios, antes que evoluam para condições mais complexas.

 

Saúde mental como parte da prevenção ginecológica

Integrar o cuidado com a saúde mental à rotina de prevenção ginecológica é essencial para o equilíbrio do corpo feminino. Esse cuidado deve fazer parte do dia a dia, não apenas em momentos de crise.

“A saúde mental deve ser pensada como rotina diária, o cuidar de si. Praticar atividades físicas, levar a vida com mais leveza, reservar um momento em que possa fazer coisas voltadas para o seu bem-estar, cuidar do seu corpo com mais carinho, se conhecer, são hábitos que podem colaborar para a prevenção de doenças ginecológicas e, consequentemente, para uma vida mais feliz”, aconselha a especialista.

A médica reforça que práticas simples, como o autocuidado, o autoconhecimento e a atenção aos próprios limites são aliados importantes para a saúde íntima e hormonal da mulher, em todas as fases da vida.

 

Janeiro Branco: um convite ao cuidado integral da mulher

O Janeiro Branco reforça a importância de falar sobre saúde mental sem tabus. Para a mulher, esse cuidado reflete diretamente no ciclo menstrual, na saúde íntima e na qualidade de vida.

No Mater Dei Santa Clara, o acompanhamento feminino é baseado em ciência, acolhimento e uma visão integral da saúde, unindo prevenção, diagnóstico e cuidado humanizado, considerando corpo, mente e emoções como partes inseparáveis do bem-estar.

 

Mergulhou e sentiu dor no ouvido? Saiba o que pode estar acontecendo

Exposição à água favorece inflamações e infecções; especialista explica sinais de alerta e como se prevenir 

 

Piscinas, mar, cachoeiras, rios e lagos fazem parte da rotina de férias e viagens de verão, mas também estão entre as principais causas de dor de ouvido nessa época do ano. O incômodo, que muitas vezes começa como uma simples sensação de ouvido tampado, pode evoluir para quadros de infecção se não houver atenção aos sinais e aos cuidados adequados. 

Segundo a otorrinolaringologista Dra. Bruna Assis, do Hospital Paulista, a dor após o mergulho ocorre por diferentes fatores que afetam diretamente o conduto auditivo. “A água pode ficar acumulada dentro da orelha, causando sensação de pressão e desconforto. Além disso, a exposição a ambientes aquáticos — especialmente piscinas e cachoeiras — facilita o contato com bactérias e fungos, que podem desencadear infecções”, explica. 

A especialista destaca que a umidade constante também favorece a inflamação da pele do canal auditivo. “A água irrita a região, tornando o ouvido mais sensível e vulnerável. Em alguns casos, especialmente durante mergulhos mais profundos, as mudanças de pressão também contribuem para a dor, quando o ouvido médio não consegue equalizar rapidamente”, acrescenta.

 

Quando a dor pode ser sinal de otite 

Entre os principais sintomas estão dor à palpação, especialmente ao apertar a região do trágus, inchaço do canal auditivo, sensação de ouvido tampado, diminuição da audição e presença de secreção. “Sempre que surgirem sintomas auditivos, é fundamental procurar um otorrinolaringologista. O diagnóstico precoce evita complicações e acelera a recuperação”, orienta Dra. Bruna.

 

Prevenção faz toda a diferença nas férias 

A boa notícia é que medidas simples ajudam a reduzir significativamente o risco de dor e infecção nos ouvidos durante o verão. A médica recomenda o uso de tampões de ouvido durante natação e mergulhos, além de secar bem os ouvidos após o contato com a água. 

“Outro ponto importante é evitar o uso de cotonetes ou qualquer objeto dentro do ouvido. Pequenas escoriações no conduto auditivo funcionam como porta de entrada para bactérias e micro-organismos presentes na água”, alerta. 

Pessoas com histórico de otite, praticantes frequentes de esportes aquáticos e pacientes com eczemas, coceira recorrente ou descamações no ouvido merecem atenção redobrada. “Esses grupos são mais suscetíveis e devem reforçar os cuidados preventivos, além de buscar orientação médica antes de períodos prolongados de exposição à água”, finaliza.

 

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Cirurgia robótica cresce no Brasil, mas especialistas reforçam que tecnologia só é segura com cirurgiões altamente capacitados

Com expansão crescente no país, a utilização da tecnologia exige profissionais altamente treinados para garantir segurança e resultados positivos 

 

A expansão da cirurgia robótica no Brasil tem despertado entusiasmo entre pacientes e profissionais, mas também um alerta importante sobre segurança e a importância do preparo técnico adequado. Para o diretor médico do centro cirúrgico do Sírio-Libanês e professor da pós-graduação da Faculdade Sírio-Libanês, Sérgio Arap, o uso do robô em sala cirúrgica exige muito mais do que familiaridade com a tecnologia: requer base sólida na cirurgia convencional, treinamento rigoroso e capacidade de tomada de decisão rápida diante de imprevistos. “Assim como um piloto não começa pilotando um Boeing, o cirurgião também não pode iniciar sua carreira operando um robô”, diz. “Ele precisa dominar toda a base da cirurgia, saber manejar situações de emergência e ter plena capacidade de converter o procedimento caso a tecnologia falhe.” 

A formação em cirurgia robótica segue uma trilha extensa, que começa ainda na graduação, quando muitos estudantes já demonstram interesse pela área, mas sem acesso direto ao robô. O contato real com a tecnologia só ocorre na residência cirúrgica, período em que o foco está na prática assistencial e não no treinamento formal em robótica. “Na residência, eles não fazem a parte teórica, nem a prática específica da robótica. Eles colocam a mão na massa na cirurgia convencional”, explica Arap. 

Segundo o especialista, o percurso estruturado da robótica que inclui aulas teóricas, práticas em simuladores, etapas de observação e a realização de procedimentos supervisionados só começa de fato quando o médico ingressa no processo oficial de certificação do robô. Embora alguns programas de residência ofereçam módulos introdutórios, Arap destaca que o certificado só é concedido após critérios rigorosos de desempenho e segurança. “Há uma pressão do mercado para acelerar as formações de novos profissionais, mas não existe cirurgião robótico que não domine a técnica convencional. 

Se o robô parar, o médico precisa assumir imediatamente”, reforça. Para ele, a chegada de recursos de inteligência artificial torna ainda mais urgente formar profissionais capazes de pensar criticamente. “O futuro da medicina exige médicos especialistas em gente, como dizia o professor Adib Jatene. A tecnologia só tem valor quando melhora resultados. Quando não cura, precisa aliviar. Quando não alivia, precisa confortar. Isso nenhuma máquina faz”, conclui Arap. 

É nesse cenário que o urologista piauiense Bigman de Queiroz Barbosa, 52 anos, vive uma guinada em sua trajetória. Formado no Maranhão e com residência no Rio de Janeiro, ele atua há mais de duas décadas na cidade de Floriano, interior do Piauí, onde se tornou referência. Apesar da carreira consolidada, uma lacuna que sempre o incomodou foi não ter tido treinamento em videolaparoscopia durante a formação como médico. “Eu tinha o interesse de implementar a cirurgia urológica minimamente invasiva na minha cidade”, lembra. 

O desejo se concretizou no final do ano passado, quando se inscreveu, incentivado por um colega, no curso de Cirurgia Urológica Minimamente Invasiva do Sírio-Libanês. A rotina exigiu disciplina, já que seria necessário viajar uma semana por mês, de Floriano a São Paulo, durante quase um ano. No meio do percurso, no entanto, veio a surpresa: a turma recebeu a oportunidade de incluir a certificação em cirurgia robótica na formação. “Pensamos que faríamos apenas videolaparoscopia, mas fomos agraciados com a possibilidade de fazer também a robótica. Isso trouxe um ganho enorme para todos”, conta. 

No Piauí, onde não há plataformas robóticas instaladas, a capacitação ganha significado ainda maior. Hoje, pacientes que precisam de cirurgias renais ou de próstata com auxílio do robô precisam buscar atendimento em outros estados. A previsão é que o primeiro equipamento chegue à capital em 2026, e Bigman já prevê o impacto dessa mudança. “Estando capacitados, saímos na frente. Quando o robô chegar ao estado, já estaremos prontos para operar”, afirma. Ele acredita que, com o avanço das tecnologias e a entrada de novos fabricantes, o custo deve cair, abrindo caminho para que cidades menores também passem a contar com o recurso. 

Contudo, o entusiasmo com a robótica não reduz sua consciência sobre o papel do cirurgião. “Toda tecnologia pode falhar. Se isso acontece no meio do procedimento, o cirurgião precisa saber resolver. O importante é a vida do paciente.” Mesmo antes de concluir a formação, ele já planeja realizar o procedimento com robô em meados do próximo ano, utilizando a estrutura do Sírio-Libanês. “Agora é aplicar tudo o que aprendi. Esse curso mudou minha prática”, finaliza. 

Para saber mais sobre os cursos da Faculdade Sírio-Libanês, acesse: Link 

 

SERVIÇO: 

Faculdade Sírio-Libanês
Pós-Graduação em Cirurgia Urológica Minimamente Invasiva e Robótica
Início das aulas 26/03/2026
Mais informações: Aqui 
 


Hospital Sírio-Libanês
Saiba mais em nosso site: Link


Verão pode aumentar crises de enxaqueca

Divulgação
O calor, a luz solar intensa e outros estímulos ambientais tornam o verão um período especialmente propenso a desencadear crises em quem convive com a enxaqueca1,2

 

A enxaqueca, ou migrânea, é uma condição neurológica caracterizada principalmente por dores de cabeça intensas e pulsáteis, que são influenciadas por diversos fatores, como alimentos desencadeadores e flutuações hormonais, estresse e estímulos do ambiente.1,2 “As altas temperaturas e a exposição prolongada à luz intensa podem favorecer o aparecimento de crises em pessoas predispostas.¹ Embora os mecanismos não sejam totalmente compreendidos, sabe-se que o calor pode contribuir para desidratação,² vasodilatação e maior sensibilidade das vias trigeminovasculares, aumentando a probabilidade de novos episódios¹”, explica o neurologista e especialista da Libbs Farmacêutica, Luiz Betting. 

No verão, fatores como a maior exposição ao sol, ambientes quentes e luminosidade intensa estão entre os gatilhos que podem intensificar as crises em alguns pacientes.1,2 “Há evidências de que substâncias envolvidas na fisiopatologia da enxaqueca, como a serotonina (5-hidroxitriptamina) e o óxido nítrico, desempenham papéis importantes na modulação da dor.1 Ainda que a relação exata entre calor e alterações dessas moléculas não seja totalmente estabelecida, sabe-se que estímulos luminosos fortes podem ativar vias neurais sensíveis e favorecer o desencadeamento das crises.”, detalha Betting. Além disso, alguns estudos indicam que a enxaqueca afeta aproximadamente 15% da população brasileira,3 mas que muitos pacientes podem levar até 17 anos para receber um diagnóstico correto, seja pela variabilidade dos sintomas, seja pela falta de reconhecimento da doença como uma condição neurológica definida. Esse atraso impacta diretamente a qualidade de vida e o acesso às terapias adequadas.4 

Diante da possibilidade de agravamento das crises no verão1 e do frequente atraso no diagnóstico,4 é fundamental que o paciente procure avaliação médica para orientação adequada. “A automedicação pode mascarar sintomas, levar à piora das crises e até provocar cefaleia por uso excessivo de medicação. Hoje, existem tratamentos modernos e específicos tanto para o manejo agudo da crise (tratamento específico da enxaqueca, e não analgésicos comuns) quanto para a prevenção, capazes de reduzir a frequência, a intensidade e o impacto funcional da enxaqueca. Muitas pessoas ainda desconhecem essas opções e, por isso, a orientação especializada é essencial”, detalha Betting.

 

Prevenção

As crises frequentes de enxaqueca podem ser incapacitantes, o que reforça a importância de evitar fatores precipitantes, especialmente nos dias mais quentes, quando o calor e a luminosidade intensa podem aumentar o risco de novos episódios. Para quem percebe maior sensibilidade às altas temperaturas, algumas estratégias simples podem ajudar a reduzir o desconforto. O ideal é evitar atividades prolongadas em locais muito ensolarados. Caso seja necessária a exposição ao sol, recomenda-se utilizar proteção, como chapéu ou boné. O uso de óculos escuros também é indicado, sobretudo para pessoas com fotossensibilidade, pois a luz intensa pode atuar como gatilho para crises.1

 


Libbs
Mais informações no site www.libbs.com.br



Referências

1. Tekatas A, Mungen B. Migraine headache triggered specifically by sunlight: report of 16 cases. Eur Neurol. 2013;70(5-6):263-6.

2. Liaquat A, Sheikh WA, Yousaf I, Mumtaz H, Zafar M, Khan Sherwani AH. Frequency of migraine and its associated triggers and relievers among medical students of Lahore: a cross-sectional study. Ann Med Surg (Lond). 2023;86(1):103-108.

3. Melhado EM, Santos PSF, Kaup AO, Costa ATNMD, Roesler CAP, Piovesan ÉJ, et al. Consensus of the Brazilian Headache Society (SBCe) for the Prophylactic Treatment of Episodic Migraine: part I. Arq Neuropsiquiatr. 2022;80(8):845-861. 4. Peres MFP, Swerts DB, de Oliveira AB, Silva-Neto RP. Migraine patients' journey until a tertiary headache center: an observational study. J Headache Pain. 2019;20(1):88.



Sarcopenia: o que é isso?

“Doutor, sinto-me tão cansado”. “Doutor, minhas pernas não me obedecem mais”. Essas e outras queixas de fraqueza ou astenia são muito comuns em nossos consultórios médicos e podem estar relacionadas à sarcopenia.

 

Mas o que é, afinal, a sarcopenia? A sarcopenia consiste na diminuição progressiva da massa, da força e da função muscular, associada ao declínio da velocidade de contração dos músculos e à piora do desempenho físico. Pode ocorrer, ainda, a substituição do tecido muscular por tecido adiposo. Trata-se de uma condição que acomete principalmente pessoas idosas, levando à rigidez articular, à perda de densidade óssea e ao aumento do risco de fraturas e quedas, comprometendo significativamente a mobilidade e a independência funcional. 

Vale ressaltar que o sistema neuromuscular atinge sua maturidade plena entre os 20 e 30 anos de idade, iniciando, a partir de então, um processo degenerativo, com perdas estimadas entre 1% e 2% ao ano. Aos 60 anos, observa-se uma redução da força muscular máxima entre 30% e 40%. A partir dessa idade, ocorre uma diminuição adicional de aproximadamente 10% por década. Aos 80 anos, na ausência de medidas preventivas, o indivíduo pode apresentar apenas cerca de 50% da massa muscular que possuía na juventude.
 

A sarcopenia pode ser classificada em:

  1. Primária: processo fisiológico que acompanha o envelhecimento, sobretudo associado à redução da atividade física, sem outra causa específica identificável.
     
  2. Secundária: decorrente de fatores adicionais além do envelhecimento, como o sedentarismo ou doenças sistêmicas.

Para se ter uma dimensão da gravidade dessa condição, estima-se que a imobilidade de idosos em leitos hospitalares possa resultar na perda de até 2% da massa muscular por dia, o que pode representar uma perda de aproximadamente 30% em uma internação de apenas 15 dias. 

O diagnóstico é realizado clinicamente, com base nos sintomas relatados pelo paciente, tais como perda de peso, sensação de fraqueza, lentificação da marcha, dificuldade para levantar-se de uma cadeira, dificuldade para subir escadas ou episódios de quedas. Podem ser utilizados questionários específicos e exames complementares, como densitometria, ressonância magnética e bioimpedância. 

E há tratamento? Sim, e ele é altamente eficaz. O principal e mais importante pilar do tratamento é a prática regular de exercícios físicos resistidos, que promovem o aumento da massa muscular e proporcionam melhor qualidade de vida ao idoso. Além disso, recomenda-se uma nutrição adequada e individualizada, com ingestão proteica e calórica apropriada ou suplementação de aminoácidos essenciais. Quando necessário, deve-se realizar a reposição de vitaminas, macro e microelementos em indivíduos que apresentem deficiências.

Portanto, é possível prevenir e tratar essa grave condição, reduzindo o declínio da qualidade de vida e o risco de instabilidade postural e quedas, que podem ser fatais. 

Por fim, deixo como lema de vida: “Não presenteiem seus idosos com pijamas e chinelos. Presenteiem-nos com tênis e roupas esportivas.”

 

Dr. Luiz Antônio da Silva Sá - especialista em Clínica Médica, Geriatria, Gerontologia e professor da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (FEMPAR)


Longevidade feminina: o desafio de viver mais e melhor na maturidade

 

Medicina preventiva e combate às desigualdades sociais são cruciais para garantir autonomia e qualidade de vida para as mulheres idosas 

 

O Brasil está envelhecendo rapidamente. Projeções do IBGE indicam que, até 2060, um em cada quatro brasileiros terá mais de 65 anos. Nesse panorama, as mulheres são a face mais visível da longevidade, com uma expectativa de vida, em média, sete anos superior à dos homens. Contudo, por trás dos números, esconde-se um paradoxo: ao mesmo tempo em que vivem mais, as mulheres idosas enfrentam uma série de vulnerabilidades biológicas e sociais que podem comprometer severamente sua qualidade de vida. 

Após a menopausa, o corpo feminino passa por alterações hormonais que aumentam o risco de doenças silenciosas como osteoporose, hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares. Sem um acompanhamento próximo, essas condições podem evoluir e limitar a autonomia, transformando os anos extras de vida em um período de dependência e fragilidade.

 

Uma vida de cuidado sem ser cuidada 

Para Josie Velani Scaranari, clínica geral do check-up executivo do Sabin Diagnóstico e Saúde, as dificuldades da velhice feminina são, em grande parte, o reflexo de desigualdades acumuladas ao longo da vida. 

“Historicamente, as mulheres cuidam quando jovens, mas não são cuidadas quando envelhecem”, ressalta a especialista. A divisão desigual das tarefas domésticas e do cuidado com filhos e pais idosos resulta em interrupções na carreira e menor participação no mercado de trabalho formal. “Essa dinâmica leva a aposentadorias mais baixas e menor segurança financeira, justamente na fase em que o suporte é mais necessário”, explica Josie. 

Essa vulnerabilidade econômica e social tem um impacto direto na saúde. Mulheres idosas vivem mais frequentemente sozinhas e, com a saúde fragilizada, encontram mais barreiras para o autocuidado. “Para envelhecer bem, é preciso uma estrutura que viabilize autonomia. Quando essa base não existe, a prevenção fica em segundo plano, e a qualidade de vida é drasticamente reduzida”, completa.

 

Medicina diagnóstica como ferramenta de conhecimento e autonomia 

Nesse cenário complexo, a medicina diagnóstica surge como uma aliada indispensável para quebrar o ciclo de vulnerabilidade. Acompanhamentos regulares e exames preventivos permitem que a mulher, junto ao seu médico, assuma o controle de sua saúde, identificando riscos antes que eles se tornem doenças graves.

Um check-up personalizado e direcionado para a maturidade feminina deve ser definido pelo médico que atende a paciente ao longo da vida e pode incluir:

  • Saúde Óssea: A densitometria óssea é crucial para o diagnóstico precoce da osteoporose, condição que afeta uma em cada três mulheres com mais de 50 anos e é a principal causa de fraturas na terceira idade.
  • Risco Cardiovascular: Exames como perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos) e proteína C-reativa ultrassensível ajudam a monitorar a saúde do coração e avaliar o risco de infartos e AVCs, principais causas de morte no Brasil, inclusive de mulheres.
  • Metabolismo e Hormônios: A dosagem de glicemia de jejum, hemoglobina glicada e hormônios tireoidianos (TSH e T4 livre) é fundamental para o controle do diabetes e de disfunções da tireoide, comuns nessa fase da vida.
  • Prevenção de Câncer: A realização periódica de mamografia e do exame molecular DNA-HPV, que hoje substitui o Papanicolau, continua sendo vital para a detecção precoce do câncer de mama e de colo do útero, aumentando exponencialmente as chances de cura.

 

Facilitando a jornada de prevenção 

O Sabin oferece pacotes de exames pensados para as diferentes fases da vida da mulher, abrangendo desde a saúde ginecológica e hormonal até o monitoramento de riscos cardiovasculares e metabólicos na maturidade. De forma a simplificar a jornada de prevenção e facilitar a conversa com o médico. 

E por ter um portfólio completo e integrado, a mulher pode realizar desde exames de rotina (sangue, urina) até diagnósticos por imagem e testes genéticos avançados em uma mesma unidade do Sabin. Otimizando o tempo, centralizando o histórico de saúde e facilitando o acompanhamento médico a longo prazo. 

Para questões mais complexas, como risco de câncer hereditário ou investigação de doenças raras, a Sabin Genômica oferece painéis genéticos de ponta. Permitindo que a mulher entenda seus riscos genéticos e adote estratégias preventivas personalizadas e altamente eficazes.

  

Grupo Sabin
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Dia Nacional do Farmacêutico reforça papel essencial do farmacêutico na promoção da saúde


Celebrado em 20 de janeiro, o Dia Nacional do Farmacêutico destaca a importância de profissionais que atuam diretamente na promoção da saúde, na segurança dos medicamentos e no cuidado com a população. Em São Paulo, a relevância da categoria é expressiva: são 83.507 farmacêuticos ativos, presentes em farmácias comunitárias, hospitais, laboratórios, indústrias farmacêuticas, serviços públicos, pesquisas e em mais de 140 áreas regulamentadas para a atuação do profissional. 

Mais do que o atendimento direto ao paciente, o farmacêutico exerce um papel estratégico no sistema de saúde. Sua atuação envolve a garantia da qualidade, eficácia e segurança dos medicamentos, a orientação para o uso racional e a contribuição direta para a prevenção de doenças, impactando positivamente os resultados em saúde da população. 

Esse papel tem sido ampliado nos últimos anos com o avanço dos serviços farmacêuticos, que aproximam ainda mais o profissional do cidadão e fortalecem o cuidado contínuo. A oferta de serviços como vacinação, execução de exames de análises clínicas de triagem em farmácias e consultórios, além da atuação em práticas integrativas e complementares (PICs), contribui para a melhoria da adesão aos tratamentos e para desfechos mais seguros e eficazes em saúde. 

Para a presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), Luciana Canetto, a data representa um momento de reconhecimento e valorização da profissão. 

“O Dia Nacional do Farmacêutico reforça a necessidade de avançarmos na valorização do farmacêutico e no reconhecimento da importância de uma remuneração digna, mais compatível com a responsabilidade das atividades do farmacêutico. Somos profissionais essenciais ao sistema de saúde, com atuação técnica, científica e ética que impacta diretamente a segurança do paciente e os resultados em saúde da população”, afirma. 

Nesse contexto, o debate sobre o Projeto de Lei nº 1559/2021, que trata do piso salarial nacional do farmacêutico, torna-se ainda mais relevante. A proposta representa um avanço necessário para o reconhecimento institucional da profissão e para a construção de condições de trabalho mais justas, compatíveis com a complexidade e a responsabilidade das funções exercidas pelo farmacêutico.

“A defesa de um piso salarial nacional é fundamental para fortalecer a profissão e assegurar condições de trabalho mais justas, compatíveis com o papel estratégico do farmacêutico no sistema de saúde”, conclui a presidente.


Demanda por avaliações infantis cresce diante de desafios do neurodesenvolvimento

Dados sobre TDAH e dificuldades de aprendizagem reforçam a importância da identificação precoce


O aumento na busca por avaliações psicológicas e neuropsicológicas infantis tem chamado a atenção de profissionais da saúde, educadores e famílias em todo o país. Cada vez mais, pais e escolas procuram compreender o desenvolvimento emocional, cognitivo e comportamental das crianças — um movimento que reflete mudanças profundas na forma como a infância é percebida e cuidada no Brasil. 

Segundo estimativas de estudos epidemiológicos, cerca de 7,6% das crianças e adolescentes brasileiros entre 6 e 17 anos apresentam sintomas compatíveis com o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), um dos transtornos do neurodesenvolvimento mais diagnosticados na infância — números semelhantes aos observados em outras partes do mundo e que reforçam a necessidade de avaliações precoces e completas. 

De acordo com especialistas da Vetor Editora, empresa especializada em saúde mental e do grupo Giunti Psychometrics, esse crescimento na demanda por avaliações não significa necessariamente um “surto” de transtornos, mas sim uma maior conscientização e capacidade de identificar sinais que antes eram ignorados ou mal interpretados. “O que vemos hoje é um avanço na sensibilidade da sociedade em reconhecer que cada criança tem um ritmo próprio de desenvolvimento. Avaliações bem conduzidas, que se utilizam do conhecimento profissional e de instrumentos adequados e adaptados à realidade da criança, são ferramentas fundamentais para oferecer suporte efetivo — e não apenas rotular comportamentos”, afirma Juliana Siracuza Reis, psicóloga e gerente de Produto da Vetor Editora. 

Para especialistas, avaliações criteriosas ajudam a diferenciar nuances importantes do desenvolvimento infantil — distinguindo fases típicas de desenvolvimento de sinais que demandam acompanhamento profissional. Além disso, educadores têm atuado como importantes observadores, orientando famílias a buscar avaliações quando percebem dificuldades persistentes no aprendizado ou no comportamento.

“Entender o contexto emocional e cognitivo das crianças permite intervenções mais precoces e adequadas, que fazem diferença tanto no ambiente escolar quanto na vida familiar”, acrescenta Juliana Siracuza Reis. 

Ao mesmo tempo, o aumento da demanda escancara desafios estruturais: a desigualdade no acesso a profissionais especializados, a falta de informação de qualidade para as famílias e a necessidade de formação contínua de profissionais para lidar com a complexidade do desenvolvimento infantil contemporâneo. 

Mais do que um fenômeno pontual, o crescimento das avaliações infantis revela uma sociedade que começa a olhar para a infância com mais atenção, responsabilidade e sensibilidade. Entender como as crianças se desenvolvem hoje — em um mundo mais acelerado, conectado e exigente — é um passo fundamental para garantir não apenas melhores diagnósticos, mas infâncias mais saudáveis, acolhidas e respeitadas.


Check-up médico de início de ano: saiba quais exames fazer, em que periodicidade e quais os sinais de alerta que podem indicar um câncer de mama

Índice liderado pelo Instituto Natura aponta que 37% das brasileiras só conhecem o nódulo na mama como indicativo de câncer, mas existem outros sintomas relevantes; rastreio contínuo de sinais da doença ajuda a detectá-la precocemente, aumentando as chances de bom prognóstico

 

O começo de um novo ano é uma ótima oportunidade para rever hábitos e cuidar da saúde. Muitas pessoas aproveitam este momento para fazer check-up médico e, para pessoas do sexo feminino com mais de 40 anos ou indicação médica, é importante que a mamografia conste entre os exames de rotina. 

O câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente e o que mais mata mulheres em todo o Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Apesar disso, dados do Índice de Conscientização sobre o Câncer de Mama 2025, ferramenta criada pelo Instituto Natura e pela Avon para medir o nível de conhecimento da população sobre a doença e o cuidado com a saúde das mamas, apontam que a maioria das mulheres brasileiras não está bem informada sobre a doença, sendo que 37% delas só conhecem o nódulo na mama como possível indicativo de tumor.

 

Quais possíveis sintomas o câncer de mama provoca?

A mastologista Juliana Francisco, consultora médica do Instituto Natura, esclarece que alterações na pele, como vermelhidão, inchaço ou aspecto de casca de laranja, retração, inversão e/ou saída de secreção no mamilo são possíveis sintomas de câncer de mama, além do nódulo na região do seio ou da axila.

“É essencial conhecer o próprio corpo e ficar atenta a mudanças nas mamas para identificar esses possíveis sintomas, mas isso não exclui a necessidade de fazer a consulta anual com o ginecologista e os exames de rotina, principalmente a mamografia”, afirma a médica.

 

Quais devem ser os exames de rotina para detectar um câncer de mama?

A Sociedade Brasileira de Mastologia e o Ministério da Saúde recomendam, considerando as características da população brasileira, que a mamografia seja realizada anualmente a partir dos 40 anos de idade em mulheres de risco habitual.Já em mulheres com histórico familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau, o início do rastreamento deve ser individualizado, podendo ser indicado cerca de dez anos antes da idade do diagnóstico do familiar, respeitando-se, em geral, a idade mínima de 30 anos. 

Além disso, havendo sintomas, o exame de mamografia, ou outro exame diagnóstico indicado, deve ser feito em qualquer idade e até 30 dias após o pedido médico, de acordo com a Lei dos 30 dias (Lei nº 13.896/2019) o mesmo prazo vale para a biópsia, exame que confirma se há tumor maligno ou benigno.

 

Quais cuidados tomar em 2026 para reduzir as chances de desenvolver um câncer de mama?


O Índice de Conscientização sobre o Câncer de Mama revelou que 17% das mulheres brasileiras acreditam que a prática do autoexame é uma forma de reduzir o risco de desenvolver a doença. Esse dado evidencia uma confusão conceitual importante: conhecer o próprio corpo e identificar rapidamente alterações é uma estratégia de detecção precoce, enquanto a redução de risco envolve medidas que efetivamente diminuem a probabilidade de surgimento do câncer.
 

O câncer de mama tem fatores de risco não modificáveis - como o histórico familiar, a menarca precoce e a menopausa tardia -, mas muitos outros estão ligados ao estilo de vida, como a obesidade, o sedentarismo e o consumo de álcool, que podem ser alvo de estratégias preventivas para reduzir a probabilidade de desenvolvimento da doença. 

“A conscientização a partir de informações de qualidade é fundamental não só para que as mulheres tenham os instrumentos para lutar por seus direitos, garantir seus acessos a exames e conhecer melhor seus corpos tentando buscar uma detecção precoce, como também para adotarem hábitos de vida mais saudáveis. Esses hábitos são importantes para a redução dos riscos de desenvolver a doença e também para, caso recebam um diagnóstico, saberem os direitos que a amparam diante deste desafio.”, afirma Mariana Lorencinho, líder de Políticas Públicas de Saúde das Mulheres no Instituto Natura.

Para ajudar a diminuir o risco de câncer de mama, a mastologista Juliana orienta: “mantenha-se ativa, pratique exercícios regularmente, alimente-se de forma equilibrada, com muitas frutas e vegetais, evite bebidas alcoólicas e, se possível, amamente, pois a amamentação também protege a saúde das mamas”.

 

Metodologia do Índice de Conscientização

O Índice de Conscientização sobre o Câncer de Mama é uma ferramenta perene lançada pelo Instituto Natura e a Avon - que há mais de 22 anos desenvolvem iniciativas em prol da saúde e dos direitos das mulheres - em 2025 para medir o nível de conscientização da população do Brasil e da Argentina sobre a doença e o cuidado com a saúde das mamas. A expectativa é de que os dados sejam atualizados a cada ano, permitindo um acompanhamento contínuo do cenário.

Em 2025, os dados do Brasil foram coletados pela Somatório Inteligência a partir de entrevistas com 2.662 mulheres acima de 18 anos em todas as regiões do país. O levantamento contou com controle de cotas por faixa etária, classe econômica (sendo que há subparticipação das classes D e E devido à não aceitação em participar da pesquisa - na maioria dos casos, por falta de confiança em falar do assunto), unidades federativas e porte dos municípios de residência. O erro amostral é de 1.9%, com um nível de confiança de 95%. 

As entrevistas aconteceram entre 6 de julho e 10 de agosto de 2025, metade delas presencialmente e metade por telefone. As regiões do país com maior número de participantes são a Sudeste (43%), Nordeste (26%) e Sul (15%). Norte e Centro-Oeste são as regiões de residência de 8%, cada uma, do total de mulheres ouvidas.



Instituto Natura

Avon
Para obter mais informações visite o site

 

Prouni 1º/2026 disponibilizará mais de 590 mil bolsas

 

Divulgação/MEC

Esta é a maior oferta de vagas da história do programa. Administração e ciências contábeis somam o maior número de bolsas. Inscrições são gratuitas e podem ser feitas de 26 a 29/1 pelo Portal

 

OMinistério da Educação (MEC) divulgou nesta segunda-feira, 19 de janeiro, o número de bolsas disponíveis para a edição do primeiro semestre de 2026 do Programa Universidade para Todos (Prouni). Com 594.519 bolsas, essa é a maior oferta da história do Prouni, sendo 274.819 bolsas integrais (de 100%) e 319.700 bolsas parciais (de 50%). 

Do total de vagas ofertadas nesta edição, 393.119 das bolsas são para cursos a distância e 16.408 para a modalidade semipresencial; 328.175 são bolsas para bacharelado, 253.597 são para cursos tecnológicos e 12.747 para licenciatura. Administração (63.978) e ciências contábeis (41.864) somam o maior número de bolsas.

As inscrições no programa estarão abertas de 26 a 29 de janeiro pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. No endereço, os candidatos já podem consultar as vagas ofertadas por curso, turno, instituição e local de oferta.
 

Confira os 10 cursos com maior oferta de vagas no Prouni 1º/2026:

Curso

Bolsas

Administração

63.978

Ciências Contábeis

41.864

Análise e Desenvolvimento de Sistemas

29.367

Gestão de Recursos Humanos

22.969

Direito

21.558

Engenharia de Software

17.484

Logística

14.714

Criminologia

13.978

Investigação e Perícia Criminal

13.900

Psicologia

13.505


Inscrições – Os candidatos devem se atentar a possíveis fraudes e golpes, pois a inscrição no programa é completamente gratuita e deve ser feita exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Para se inscrever no processo seletivo, é necessário que o estudante tenha completado o ensino médio; tenha participado das edições de 2024 e/ou 2025 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem); tenha obtido, no mínimo, 450 pontos na média das cinco provas do exame; e não tenha zerado a prova de redação.


Cronograma – O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 3 de fevereiro na página do Prouni. Já a segunda chamada sairá no dia 2 de março. Para participar da lista de espera do Prouni, o candidato deverá manifestar seu interesse por meio do Portal Acesso Único nos dias 25 e 26 de março de 2026. A lista estará disponível na página do Prouni, também no Portal Acesso Único, no dia 31 de março, para consulta pelas instituições de ensino superior e pelos candidatos. 


Prouni – Criado em 2004 pela Lei nº 11.096/2005, o Programa Universidade Para Todos oferta bolsas de estudo (integrais e parciais) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica em instituições de educação superior privadas. As seleções do programa ocorrem duas vezes ao ano, tendo como público-alvo o estudante sem diploma de nível superior.


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