Pesquisar no Blog

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Tubarão Ritinha aposta no Brasil para duelo contra o Haiti


Moradora do AquaRio demonstrou indecisão durante a previsão, mas terminou a dinâmica escolhendo a bandeira brasileira


A torcida brasileira ganhou mais uma apoiadora no AquaRio. Ritinha, tubarão que vive no Grande Tanque Oceânico, participou de uma ação especial inspirada na Copa do Mundo e, apesar de demonstrar certa indecisão ao longo da dinâmica, acabou escolhendo a bandeira do Brasil para o confronto contra o Haiti. A hesitação da moradora do aquário deu a entender que a partida não será fácil, mas sua decisão final apontou para uma vitória da Seleção Brasileira.

Inspirada nos tradicionais "animais-oráculo" que costumam chamar atenção durante grandes competições esportivas, a atividade foi realizada pela equipe técnica do AquaRio como uma brincadeira temática para celebrar o torneio. Ao final da dinâmica, Ritinha nadou em direção à bandeira brasileira, registrando seu palpite para o confronto.

A ação integra a programação especial preparada pelo complexo para entrar no clima da Copa do Mundo. Além da participação da tubarão, os visitantes também podem conhecer a Galeria da Copa, instalada no Dreamland Museu de Cera, espaço que reúne personalidades que marcaram a história do futebol mundial, como Pelé, Lionel Messi e Zico.


Torcida com desconto

Nos dias de jogo da Seleção Brasileira, torcedores que visitarem o complexo vestindo a camisa do Brasil poderão aproveitar meia-entrada na compra de ingressos pelo site oficial. O benefício é válido para brasileiros e contempla tanto os ingressos avulsos dos atrativos quanto o combo Experiência Completa.

A promoção inclui o AquaRio, o Mar de Espelhos, o Dreamland Museu de Cera e o Globo Experience (GEX), permitindo que o público aproveite diferentes experiências de lazer e entretenimento em um único passeio.


Serviço – AquaRio

Endereço: Praça Muhammad Ali, s/nº – Gamboa, Rio de Janeiro (RJ)

Horário de funcionamento

  • Segunda a sexta-feira: das 9h às 17h (última entrada às 16h);
  • Sábados, domingos e feriados: das 9h às 18h (última entrada às 17h).

Ingressos e informações: aquariomarinhodorio.com.br


Feirão de Emprego no PAT do Imigrante oferece mais de 400 vagas para refugiados e imigrantes nesta sexta (19)

 Oportunidades de emprego chegam a três salários mínimos 


Ação celebra Dia Mundial do Refugiado e reúne oportunidades em diferentes áreas com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico
 

 

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) do Estado de São Paulo, por meio do Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT), participa do Mutirão de Emprego no CIC do Imigrante, promovido em comemoração ao Dia Mundial do Refugiado. A ação será realizada nesta sexta (19), das 10h às 15h, na sede do CIC do Imigrante, na capital paulista, e disponibilizará 404 vagas de emprego para refugiados, imigrantes e demais interessados em ingressar ou retornar ao mercado de trabalho.   

Os interessados devem comparecer ao local com currículo atualizado e documentos pessoais. O mutirão tem como objetivo facilitar o acesso às oportunidades de emprego, promover a inclusão social e incentivar a autonomia financeira de refugiados, imigrantes e demais trabalhadores em busca de recolocação profissional. As oportunidades estão abertas para jovens a partir dos 18 anos e a faixa salarial chega a três salários mínimos.  

As oportunidades são para os cargos de: 

·         Auxiliar de Limpeza (220 vagas);  

·         Controlador de Acesso (120 vagas);  

·         Atendente de Loja (33 vagas);  

·         Porteiro (20 vagas);  

·         Auxiliar de Estoque (6 vagas);  

·         Confeiteiro (2 vagas);  

·         Motorista Entregador (2 vagas);  

·         Pizzaiolo (1 vaga).   

Entre as empresas participantes estão o Grupo Yamam, Grupo Pão de Açúcar (GPA), Top Service e Lukton Brasil, que somam 404 oportunidades de emprego durante o evento. 

 

Serviço 


Mutirão de Emprego no PAT do CIC do Imigrante  

Data: sexta-feira, 19 de junho de 2026 

Horário: 10h às 15h 

Local: PAT do Imigrante 

Endereço: Rua Guaianases, 1.112, Campos Elíseos, São Paulo (SP) 

Referência: Próximo ao Terminal Princesa Isabel 

Link: https://share.google/K0L6ldU8PamoUHoVu 

 Secretaria de Desenvolvimento Econômico - SDE



quinta-feira, 18 de junho de 2026

Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme

A doença genética mais comum do Brasil segue invisibilizada

 

Com 100 mil pacientes identificados no país e forte prevalência entre mulheres negras, a doença falciforme impõe desafios específicos à saúde ginecológica e reprodutiva 

 

 

Ela é a doença genética de maior prevalência no Brasil e no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Afeta cerca de 100 mil brasileiros identificados, com maior incidência entre pessoas negras e pardas. Diagnosticada desde o nascimento pelo teste do pezinho, ainda ocupa um espaço mínimo nas discussões sobre saúde ginecológica feminina. No entanto, a doença falciforme tem um impacto direto, concreto e frequentemente negligenciado sobre o corpo da mulher.

 

O alerta vem do Dr. Alexandre Rossi, ginecologista responsável pelo Ambulatório de Ginecologia Geral do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, em São Paulo, que chama atenção para uma lacuna histórica no cuidado dessas pacientes.

 

"A mulher com doença falciforme enfrenta desafios ginecológicos que são frequentemente invisibilizados. Ela chega ao consultório com queixas menstruais, dores pélvicas ou dúvidas sobre contracepção e muitas vezes não recebe o cuidado especializado que a sua condição exige", explica o especialista.

 

O que é a doença falciforme 

A doença falciforme é uma hemoglobinopatia genética hereditária causada por uma mutação que altera o formato das hemácias, que são os glóbulos vermelhos responsáveis pelo transporte de oxigênio no sangue. Em vez de redondas e flexíveis, as hemácias afetadas assumem a forma de foice ou meia-lua, tornando-se rígidas e obstruindo pequenos vasos sanguíneos. Isso provoca episódios de dor intensa, anemia crônica, infecções recorrentes e danos progressivos a órgãos como rins, fígado, pulmões e cérebro.

 

No Brasil, a doença tem forte raiz histórica na população afrodescendente. A prevalência de portadores do gene S é maior nas regiões Norte e Nordeste, entre 6% e 10%, enquanto nas regiões Sul e Sudeste a taxa varia entre 2% e 3%, reflexo da composição étnica de cada território.

Segundo dados do Ministério da Saúde, 79,18% dos óbitos por doença falciforme entre 2014 e 2020 ocorreram entre pessoas pretas ou pardas. Este dado evidencia não apenas a dimensão clínica da doença, mas também a sua dimensão racial e social.

 

Os impactos invisíveis sobre a saúde da mulher 

Para a mulher com doença falciforme, os desafios ginecológicos começam cedo e se estendem por toda a vida reprodutiva. O Dr. Alexandre Rossi destaca algumas áreas de impacto que merecem atenção especializada.

 

• Ciclo menstrual:  mais intenso e doloroso: a anemia hemolítica crônica, característica central da doença falciforme, é agravada pelas perdas de sangue durante a menstruação. Mulheres com a doença tendem a apresentar fluxos menstruais mais intensos e cólicas mais severas, que podem se sobrepor às crises álgicas típicas da doença. O resultado é um quadro de dor e esgotamento que frequentemente passa despercebido ou é minimizado nas consultas médicas.

 

• Contracepção: a escolha do método contraceptivo para mulheres com doença falciforme exige avaliação ginecológica cuidadosa e individualizada. Segundo o Ministério da Saúde, o acetato de medroxiprogesterona injetável trimestral é uma das opções recomendadas para esse perfil de paciente, por não aumentar o risco de trombose, uma complicação já presente na doença falciforme. Anticoncepcionais com estrogênio, por outro lado, podem aumentar o risco tromboembólico e precisam ser avaliados com cautela. 

“Nem todo método contraceptivo é adequado para a mulher com doença falciforme. A escolha precisa considerar o risco de trombose, a anemia de base e o estado geral de saúde da paciente. É uma decisão que exige o olhar do ginecologista, não uma receita padrão".

 

• Fertilidade e planejamento reprodutivo: a doença falciforme não é uma contraindicação para a gravidez, mas a gestação nessas pacientes exige acompanhamento multidisciplinar rigoroso. As crises álgicas podem se intensificar durante a gravidez e o risco de complicações como anemia grave, infecções e parto prematuro é significativamente maior. O Dr. Alexandre Rossi reforça que o planejamento reprodutivo deve começar antes da gravidez, idealmente na consulta ginecológica regular.

 

• Saúde sexual e qualidade de vida: a dor crônica e as internações frequentes afetam diretamente a saúde sexual e emocional dessas mulheres. Queixas como dor durante a relação sexual, ressecamento vaginal e baixa libido, muitas vezes relacionadas à anemia e ao uso de medicamentos, raramente são abordadas de forma estruturada nas consultas. O acompanhamento ginecológico integral pode e deve incluir esses aspectos.

 

Uma doença negligenciada

Apesar de ser a doença genética mais prevalente do Brasil, a doença falciforme ainda é uma doença negligenciada, tanto em termos de políticas públicas quanto de atenção clínica especializada. O racismo estrutural é apontado por especialistas e pesquisadores como um fator central nessa negligência. Por afetar desproporcionalmente a população negra, a doença historicamente recebeu menos investimento em pesquisa, tratamento e formação de profissionais de saúde.

 

"Quando falamos de doença falciforme, estamos falando de saúde da mulher negra. E quando falamos de saúde da mulher negra no Brasil, precisamos reconhecer que existem barreiras históricas, estruturais e institucionais que impedem o acesso ao cuidado de qualidade. O consultório ginecológico pode e deve ser um espaço de reparação dessas desigualdades", avalia o Dr. Alexandre Rossi.

 

O que toda mulher com doença falciforme precisa saber 

•       O acompanhamento ginecológico regular é essencial, não apenas para exames preventivos, mas para o manejo das queixas específicas ligadas à doença.

•       A escolha do método contraceptivo deve ser feita em conjunto com o ginecologista, considerando o perfil individual de risco.

•       O planejamento reprodutivo deve começar antes da gravidez, com avaliação clínica completa e orientação sobre os riscos gestacionais.

•       Sintomas como fluxo menstrual muito intenso, cólicas incapacitantes e dor pélvica crônica merecem investigação e não devem ser normalizados como 'consequências da doença falciforme'.

•       O suporte emocional e o cuidado com a saúde sexual também fazem parte do cuidado ginecológico integral.


Dia Mundial de Conscientização do Câncer de Rim: casos podem crescer 80% no Brasil até 2050, alerta OMS

Freepik
Especialistas destacam fatores de risco, sintomas e cuidados essenciais para a saúde renal diante do aumento projetado da doença. 

 

O Dia Mundial de Conscientização do Câncer de Rim, ressalta a importância no debate sobre a prevenção, o diagnóstico precoce e o acesso à informação sobre o câncer renal. O alerta ganha ainda mais relevância diante das projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo estimativas da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC/OMS), a incidência global da doença pode crescer cerca de 63% até 2050, evidenciando a necessidade de ampliar as ações de conscientização e acompanhamento da saúde renal.

 

O cenário é ainda mais crítico para a América Latina e, especificamente, para o Brasil, onde se estima um crescimento de quase 80% no número de diagnósticos nas próximas décadas. O médico urologista e professor da Afya Montes Claros, Dr. Sérgio Rametta, explica os principais fatores de risco associados ao desenvolvimento do câncer de rim.

 

“O tabagismo se destaca como o mais importante fator para desenvolvimento do câncer renal. A doença também pode estar relacionada a fatores genéticos, além de condições como obesidade, sedentarismo e dieta rica em gordura. Pacientes com doença renal crônica que necessitam de hemodiálise também apresentam maior propensão a desenvolver esse tipo de tumor. Outro ponto observado é que o câncer de rim ocorre com mais frequência em homens do que em mulheres”.

 

A gravidade da doença foi evidenciada este ano pela perda do músico americano Brad Arnold, líder da banda 3 Doors Down, que faleceu aos 47 anos em decorrência de um câncer renal em estágio avançado. O caso de Arnold ilustrou a face mais agressiva da doença que representa cerca de 3% de todos os tumores malignos do sistema urinário e, embora não esteja entre os mais incidentes, chama atenção pelo aumento consistente de casos e pelo potencial de gravidade quando diagnosticado tardiamente. 

 

Dr. Sérgio Rametta comenta que o rim é considerado um órgão “escondido” por estar localizado na parte posterior do abdômen e protegido pelas costelas e pela musculatura das costas. Essa característica faz com que o câncer nessa região possa demorar a apresentar sintomas. Em muitos casos, o tumor se desenvolve de forma silenciosa e pode levar meses até que os primeiros sinais apareçam. 

 

“Quando os sintomas surgem, frequentemente a doença já se encontra em estágios mais avançados, com tumores maiores e maior impacto no organismo. Entre os principais sinais do câncer de rim estão a presença de sangue na urina, dor abdominal e, em fases mais severas, a identificação de uma massa ou tumor palpável no abdômen”, complementa o urologista da Afya.

 

No Brasil, entre 2021 e 2024, a doença foi responsável por 12.414 mortes, sendo 7.900 homens e 4.514 mulheres, segundo dados do Painel de Monitoramento da Mortalidade do Ministério da Saúde.


 

Prevenção e cuidados com os rins 

 

Para ampliar a conscientização da população sobre o tema, também foi criado o Dia Mundial do Rim, celebrado em 12 de março. A data é promovida pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e destaca a importância da prevenção e do diagnóstico precoce para um melhor manejo e controle da doença renal crônica. Neste ano, a campanha traz como lema: “Exame de urina e creatinina para todos”.

 

A médica nefrologista e professora da Afya São João Del Rei, Dra Ana Flávia Vieira Ferreira, informa que as doenças renais crônicas costumam evoluir de forma silenciosa em suas fases iniciais, o que reforça a importância de consultas médicas regulares e da realização de exames de rotina.

 

 “A dosagem de creatinina no sangue e o exame de análise de urina, que ajudam a avaliar o funcionamento dos rins e podem indicar alterações precoces. A creatinina é uma substância filtrada pelos rins e eliminada pela urina; quando seus níveis estão elevados no sangue, isso pode indicar que os rins não estão funcionando adequadamente.



 

Dra. Ana Flávia ressalta que cuidar dos rins envolve uma ingestão adequada de líquidos, adotar uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, controlar o peso e realizar exames periódicos para identificar possíveis alterações de forma precoce. “Também é importante destacar a necessidade de evitar o uso crônico ou frequente de medicamentos nefrotóxicos, como os anti-inflamatórios não esteroides, entre eles ibuprofeno, naproxeno e diclofenaco, amplamente utilizados no manejo de dores. O uso indiscriminado desses medicamentos pode causar prejuízos à função renal”, conclui a médica nefrologista.


Frio aumenta dores na coluna e pode revelar problemas silenciosos que exigem atenção médica

 

Especialista explica por que as baixas temperaturas favorecem crises de dor nas costas, agravam lesões já existentes e aumentam a procura por atendimento ortopédico durante o inverno

 

Com a chegada das temperaturas mais baixas, cresce também o número de pessoas que passam a conviver com dores nas costas, desconfortos musculares e episódios de “travamento” da coluna. Embora muitos associem essas queixas apenas ao desconforto provocado pelo frio, especialistas alertam que as baixas temperaturas podem atuar como gatilho para crises de dor e até revelar problemas que já existiam, mas ainda não haviam se manifestado de forma significativa.

Segundo o médico ortopedista e especialista em cirurgia da coluna, Dr. Alynson Larocca, o frio provoca alterações fisiológicas que afetam diretamente músculos, articulações e ligamentos, tornando o corpo mais suscetível a lesões e sobrecargas.

“Durante o inverno, nosso organismo reage para preservar calor. Isso faz com que a musculatura permaneça mais contraída e rígida, reduzindo a flexibilidade dos tecidos. Como consequência, movimentos simples do dia a dia passam a exigir um esforço maior da coluna e da musculatura de sustentação”, explica.

Essa condição pode transformar situações rotineiras em potenciais desencadeadoras de dor. Levantar uma criança no colo, carregar compras, mover um objeto pesado, realizar tarefas domésticas ou até mesmo levantar-se rapidamente da cama pela manhã podem provocar estiramentos musculares, contraturas e agravar quadros já existentes.

“É comum recebermos pacientes que relatam que a dor começou após um movimento aparentemente banal. Na maioria das vezes, o problema não foi causado exclusivamente por aquele movimento. O que acontece é que ele funcionou como um gatilho para uma alteração que já vinha se desenvolvendo ao longo do tempo”, afirma Larocca.

Entre as condições que podem se manifestar com maior intensidade durante o inverno estão as hérnias de disco, desgastes articulares, artroses da coluna, estenoses do canal vertebral e processos inflamatórios que afetam estruturas responsáveis pela estabilidade da região lombar e cervical.

O especialista destaca que existe um equívoco frequente em atribuir toda dor nas costas ao frio. Segundo ele, a temperatura baixa não cria uma hérnia de disco nem provoca sozinha uma doença da coluna, mas pode favorecer o aparecimento dos sintomas.

“O frio não é a causa da lesão estrutural. O que ele faz é criar um ambiente de maior rigidez muscular e menor mobilidade, o que aumenta a sobrecarga sobre estruturas que já podem estar fragilizadas. Muitas vezes, a pessoa convive há meses ou anos com um desgaste sem perceber, até que um episódio de dor intensa revela o problema”, diz.


Quando a dor deixa de ser um desconforto passageiro

Embora a maioria dos episódios de dor lombar melhore com medidas conservadoras, como repouso relativo, fisioterapia e exercícios orientados, alguns sinais merecem atenção imediata.

Entre eles estão dores persistentes, irradiação para braços ou pernas, sensação de choque, formigamentos, perda de força muscular e dificuldades para caminhar ou realizar atividades rotineiras.

“Quando a dor passa a irradiar para os membros ou vem acompanhada de alterações neurológicas, é fundamental procurar avaliação especializada. Esses sintomas podem indicar compressão de nervos e exigir investigação mais aprofundada”, alerta Larocca.

De acordo com o médico, o diagnóstico precoce continua sendo uma das principais ferramentas para evitar a progressão dos quadros e ampliar as possibilidades de tratamento sem necessidade de procedimentos mais complexos.


Cirurgia é exceção, mas tecnologia amplia recuperação dos pacientes

Apesar do receio que muitas pessoas ainda têm quando recebem um diagnóstico relacionado à coluna, os especialistas reforçam que a cirurgia representa apenas uma parcela dos tratamentos realizados atualmente.

A indicação costuma ocorrer em situações específicas, como dores incapacitantes, falha dos tratamentos conservadores, instabilidade vertebral ou comprometimento neurológico progressivo.

Nos casos em que o procedimento se torna necessário, os avanços tecnológicos têm contribuído para tornar as cirurgias mais seguras, precisas e menos invasivas.

Arthur Moro, CEO da Ortoart, empresa especializada em soluções para cirurgia da coluna e medicina esportiva, destaca que a evolução dos implantes e das técnicas cirúrgicas tem permitido resultados cada vez mais eficientes na recuperação dos pacientes.

“Hoje a medicina dispõe de recursos muito mais avançados do que há alguns anos. Os implantes utilizados em cirurgia da coluna evoluíram significativamente, oferecendo maior precisão, estabilidade e segurança aos procedimentos, sempre com foco na recuperação funcional e na qualidade de vida do paciente”, afirma.

Segundo Moro, a Ortoart acompanha continuamente a evolução tecnológica do setor para oferecer suporte aos profissionais de saúde em diferentes tipos de procedimentos.

“Nosso papel é garantir que os médicos tenham acesso às soluções mais modernas disponíveis no mercado para cada necessidade clínica. Quando uma cirurgia se torna necessária, estamos preparados para apoiar a equipe médica com tecnologia, inovação e implantes de alto desempenho, contribuindo para que o paciente tenha as melhores condições possíveis de reabilitação e retorno às suas atividades”, ressalta.


Como proteger a coluna durante o inverno

Os especialistas recomendam alguns cuidados simples para reduzir o risco de crises de dor durante os meses mais frios:

  • Manter a prática regular de atividade física;
  • Realizar alongamentos e aquecimento antes de esforços físicos;
  • Evitar permanecer longos períodos na mesma posição;
  • Redobrar a atenção ao levantar peso;
  • Manter a musculatura fortalecida por meio de exercícios orientados;
  • Procurar avaliação médica diante de dores persistentes ou recorrentes.

“Movimento continua sendo uma das melhores formas de proteger a coluna. O inverno não deve ser motivo para o sedentarismo. Pelo contrário: manter o corpo ativo é uma das estratégias mais importantes para preservar a saúde musculoesquelética e prevenir lesões”, conclui Larocca.

 

Ortoart
https://ortoart.com.br/


Estudo avalia primeira polipílula desenvolvida no Brasil para prevenção de AVC e investigação de impactos na saúde cognitiva

esquisa conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento está recrutando participantes em diferentes regiões do país para analisar os efeitos de uma polipílula voltada ao controle de fatores de risco associados ao acidente vascular cerebral em pessoas com risco cardiovascular baixo a moderado
 

O Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), está conduzindo o estudo PROMOTE (que significa “Promoção”), uma pesquisa nacional que avalia a eficácia da primeira polipílula desenvolvida no Brasil com foco na prevenção do AVC e de outros eventos cardiovasculares por meio do manejo de fatores de risco como hipertensão arterial e colesterol elevado. 

Após a conclusão da fase inicial, que demonstrou resultados promissores na redução de fatores de risco cardiovasculares, o estudo avançou para sua segunda etapa e está recrutando participantes em diversos estados brasileiros, incluindo São Paulo. A expectativa é acompanhar mais de 8 mil pessoas por um período mínimo de três anos. 

Coordenado pela neurologista Dra. Sheila Martins, a pesquisa avalia uma formulação composta por dois medicamentos para controle da pressão arterial e uma estatina, utilizada para redução do colesterol. O estudo busca investigar se a simplificação do tratamento, por meio da combinação de medicamentos em um único comprimido, pode contribuir para a adesão terapêutica e para o controle simultâneo de fatores de risco cardiovasculares. Paralelamente, também são analisadas estratégias voltadas à promoção de hábitos de vida saudáveis, incluindo alimentação adequada, prática de atividade física e cessação do tabagismo. 

Segundo os pesquisadores, a proposta é avaliar a utilização da polipílula em indivíduos que ainda não apresentam risco cardiovascular elevado, mas que já possuem níveis pressóricos associados ao aumento gradual do risco de eventos cardiovasculares, acima de 120/80 mmHg, nível em que o risco de AVC e infarto começa a crescer de forma progressiva. Nesse contexto, a estratégia estudada difere das abordagens tradicionalmente adotadas para pacientes com níveis mais elevados de pressão arterial.
 

Resultados iniciais impulsionaram expansão nacional 

Na primeira fase do estudo, os participantes acompanhados por nove meses apresentaram redução da pressão arterial sistólica e melhora de indicadores relacionados à saúde cardiovascular. Também foram observadas mudanças positivas no estilo de vida, como aumento da prática de atividade física. 

Com base nesses resultados, a pesquisa foi ampliada para uma etapa de maior escala, que avaliará não apenas desfechos cardiovasculares, mas também possíveis impactos sobre a função cognitiva dos participantes, investigando se o controle precoce dos fatores de risco pode contribuir para a prevenção do declínio cognitivo e da demência. 

Além da pesquisa, o projeto está contribuindo para a reorganização do cuidado cardiovascular nas unidades de saúde, por meio da implementação de um programa de identificação e manejo dos fatores de risco em pacientes com indicação clínica. Mais de 3.000 profissionais de saúde já foram capacitados nas cinco regiões brasileiras. 

“A expectativa é que, no longo prazo, a medicação também possa reduzir o risco de demência e de outras complicações, como infarto do miocárdio e morte cardiovascular”, destaca a Dra. Sheila Martins.
 

Como participar

O estudo está recrutando voluntários em diferentes estados brasileiros. Pessoas interessadas em obter mais informações sobre os critérios de participação podem entrar em contato pelo telefone/WhatsApp (51) 99935-6911.
 

Sobre o AVC

O acidente vascular cerebral (AVC) está entre as principais causas de morte e incapacidade no Brasil e no mundo. A condição ocorre quando há interrupção ou redução do fluxo sanguíneo para o cérebro, podendo provocar déficits neurológicos temporários ou permanentes. 

Segundo a Organização Mundial do AVC, o número de mortes pela doença pode aumentar em até 50% nas próximas décadas, alcançando 10 milhões de casos anuais até 2050. A estimativa aponta que o total de vítimas deve passar de 6,6 milhões, em 2020, para 9,7 milhões em 2050. 

O cenário é considerado preocupante, especialmente diante do aumento da expectativa de vida da população e da maior exposição a fatores de risco. Entre os principais desafios estão o envelhecimento, o sedentarismo, a má alimentação, o consumo excessivo de álcool e tabaco, além do elevado número de casos de hipertensão arterial não diagnosticada ou não controlada, um dos principais fatores de risco para o AVC. 

Embora o atendimento rápido nos hospitais seja essencial para tratamento, Sheila destaca que 80% dos casos de AVC podem ser prevenidos com o controle dos fatores de risco, como pressão alta, colesterol elevado, diabetes e hábitos de vida inadequados.  



Hospital Moinhos de Vento
Saiba mais no nosso site
LinkedIn
Instagram


Antes e depois nas redes sociais: como saber se o resultado mostrado por um médico é realmente confiável?

Com a liberação das imagens de “antes e depois” na publicidade médica, pacientes ganharam mais acesso à informação, mas especialistas alertam: nem toda foto conta a história completa de um procedimento.


 As redes sociais transformaram a forma como as pessoas pesquisam médicos, clínicas e procedimentos estéticos. Hoje, basta alguns minutos navegando pelo Instagram ou TikTok para encontrar centenas de fotos e vídeos mostrando transformações impressionantes. O problema é que, para quem está buscando informações antes de uma cirurgia plástica ou tratamento dermatológico, nem sempre é simples distinguir o que representa um resultado real do que pode ser apenas uma apresentação parcial da realidade. 

A influência dessas imagens tem crescido nos últimos anos. O chamado “antes e depois” se tornou uma das principais ferramentas de comunicação utilizadas por profissionais da área estética. Em 2024, uma nova resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) passou a permitir a divulgação dessas imagens, desde que sejam respeitadas regras específicas relacionadas ao caráter educativo do conteúdo, consentimento do paciente e ausência de manipulações ou promessas de resultado. 

A mudança trouxe mais transparência para a relação entre médicos e pacientes, mas também aumentou a responsabilidade de quem consome esse conteúdo. Afinal, uma fotografia isolada dificilmente é capaz de demonstrar fatores como tempo de recuperação, características individuais, possíveis complicações ou até mesmo a durabilidade do resultado apresentado. 

“Muitas pessoas acreditam que uma foto é suficiente para avaliar a qualidade de um procedimento, quando na verdade ela representa apenas um recorte daquela experiência. A medicina não trabalha com garantias ou resultados padronizados. Cada organismo responde de uma forma diferente”, explica Dr. Ricardo Votto (cirurgião plástico tesoureiro da Regional de Santa Catarina da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e também Chefe do Serviço de Cirurgia Plástica e Queimados do Hospital Universitário da UFSC). 

Outro ponto de atenção envolve a forma como essas imagens são produzidas. A própria Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) já alertou que recursos como iluminação, maquiagem, enquadramento, postura corporal e ângulo da câmera podem alterar significativamente a percepção do resultado final, mesmo sem a utilização de programas de edição. 

Por isso, especialistas recomendam que o paciente observe alguns detalhes antes de tomar qualquer decisão baseada em redes sociais. Fotos feitas em condições semelhantes de iluminação, imagens que mostram diferentes momentos da recuperação e conteúdos que explicam o procedimento de forma educativa costumam transmitir mais credibilidade do que publicações focadas exclusivamente na transformação estética.
 

O profissional e suas habilitações

Também é importante verificar se o profissional possui registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM), Registro de Qualificação de Especialista (RQE) compatível com a área anunciada e histórico de atuação consistente. Essas informações ajudam o paciente a entender se aquele profissional possui formação adequada para realizar o procedimento desejado. 

Nesse cenário, plataformas especializadas têm ganhado espaço justamente por oferecer uma camada adicional de segurança para quem está pesquisando procedimentos estéticos. A PinkMed, por exemplo, conecta pacientes a médicos com atuação comprovada e trabalha com critérios de validação das informações disponibilizadas na plataforma, incluindo conteúdos relacionados a procedimentos e resultados clínicos. 

Segundo Dr. Ricardo Votto, a principal pergunta que o paciente deve fazer não é se o resultado ficou bonito, mas se aquele caso é semelhante ao seu. “O erro mais comum é acreditar que duas pessoas terão exatamente o mesmo resultado. Idade, genética, qualidade da pele, hábitos de vida e até o processo de cicatrização influenciam diretamente na evolução de cada tratamento.” 

Além disso, a resolução do CFM estabelece que conteúdos de antes e depois não podem induzir promessas de sucesso, apresentar resultados milagrosos ou estimular expectativas irreais. O objetivo da regra é justamente reforçar o caráter educativo da comunicação médica e proteger os pacientes de decisões baseadas apenas em apelos visuais. 

Com o mundo cada vez mais influenciado pelas redes sociais, a recomendação dos especialistas continua sendo a mesma: utilizar as imagens como ponto de partida para uma pesquisa mais ampla, jamais como único critério de escolha. Afinal, por trás de cada foto existe uma série de fatores clínicos que não cabem em uma publicação de poucos segundos.
 

PinkMed


Saúde da Mulher: Nem vilões nem heróis, hormônios necessitam de avaliação individual da paciente

 

Coordenadoras da Inspirali Pós Medicina esclarecem dúvidas sobre o tema

 

Menopausa, reposição hormonal, anticoncepção, fertilidade, alterações menstruais, hipotireoidismo. Muitas são as situações em que os hormônios são indicados para melhorar a qualidade de vida das mulheres. Mas também muitas são as incertezas quanto aos efeitos colaterais e sobre a real necessidade destas substâncias no organismo. 

Pensando em esclarecer as principais dúvidas das mulheres sobre o tema, a Inspirali Pós Medicina, maior ecossistema de educação médica continuada do Brasil, reuniu informações de duas de suas coordenadoras em Endocrinologia e Metabologia, Dra. Rosane Resende Brasil e Dra. Marise Tinoco. Confira:

 

•  Quais os principais tipos de hormônios receitados para as mulheres? Para que eles são indicados?

R: Os principais hormônios são estrogênio, progesterona e hormônios da tireoide. Eles podem ser indicados para menopausa, reposição hormonal, anticoncepção, fertilidade, alterações menstruais e hipotireoidismo (o qual tem sua maior prevalência em mulheres na faixa etária da menopausa).


•  Quais os principais benefícios da terapia com hormônios para a saúde da mulher?

R: A terapia hormonal na menopausa está indicada quando a mulher possui sintomas como fogachos, ressecamento vaginal, oscilação do humor e insônia, mas a indicação vai além disso, pois ajuda na saúde óssea e na Síndrome geniturinária, melhorando, assim, sua qualidade de vida. Hoje estamos vivendo mais e a reposição traz impactos positivos na saúde futura da mulher.


•  E quais os principais riscos?

R: Os riscos variam conforme idade, histórico clínico e tipo de hormônio, além da via de administração utilizada. Podem incluir trombose, alterações cardiovasculares e aumento do risco de alguns tipos de câncer em situações específicas.


•  Por que a reposição de hormônios é necessária?

R: A reposição hormonal pode ser necessária quando ocorre uma deficiência hormonal associada a sintomas que comprometem a saúde, o bem-estar ou a qualidade de vida da mulher. O objetivo é restaurar níveis hormonais adequados, aliviar sintomas e prevenir algumas consequências da deficiência hormonal a longo prazo.


•  Quando saber se realmente são necessários?

R: A indicação deve ser individualizada, baseada em sintomas, exames, idade e avaliação médica completa. Existe uma janela de oportunidade que compreende até 10 anos da menopausa ou até 60 anos de idade. Fora desse período, os estudos mostram que pode não haver benefícios, com aumento os riscos.


•  Há riscos em consumir diferentes tipos de hormônios?

R: Sim. O uso sem acompanhamento médico ou em doses inadequadas pode trazer riscos significativos à saúde como aumento do risco de trombose, sangramentos anormais e sinais de hiperandrogenismo como calvície, acne, hirsutismo (excesso de pelos), engrossamento da voz e aumento do risco cardiovascular.


•  Quais os principais efeitos colaterais na utilização de hormônios?

R: Os mais comuns incluem retenção de líquido, sensibilidade mamária, dor de cabeça, alterações de humor e sangramentos irregulares.


•  Há avanços da medicina em relação à composição de hormônios? Quais?

R: Sim. Hoje existem hormônios mais modernos, com doses menores, vias transdérmicas e formulações mais individualizadas, que podem reduzir efeitos adversos.


•  Podemos dizer que atualmente os hormônios são mais seguros para a saúde da mulher?

R: Quando bem indicados e acompanhados, os tratamentos atuais são mais seguros e personalizados do que no passado. Hoje a tendência é utilizarmos mais os hormônios bioidênticos ou isomoleculares uma vez que são similares aos hormônios ovarianos.


•  Vocês consideram a utilização de hormônios benéfica?

R: Sim, principalmente em casos de menopausa sintomática, insuficiência hormonal e algumas condições ginecológicas e endócrinas específicas. Mas o importante não é só fazer a reposição hormonal e sim também estimular mudança no estilo de vida, com alimentação saudável, práticas de atividades física, controle de obesidade e do estresse. 


•  Há riscos no uso ininterrupto de hormônios por muitos anos?

R: A reposição hormonal sempre deve ser acompanhada pelo médico com exames clínicos e radiológicos periódicos a fim de detectar qualquer problema que necessite interromper o tratamento. Pelas atuais diretrizes, não é necessário suspender o tratamento se a paciente estiver bem e seus exames não mostrarem nenhuma anormalidade.

 

Posts mais acessados