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terça-feira, 14 de outubro de 2025

Câncer de mama também afeta homens e exige atenção aos sinais de alerta

Doença representa cerca de 1% dos casos no Brasil e, por ser rara entre homens e pouco discutida, costuma ser diagnosticada tardiamente
 

Durante o Outubro Rosa, a campanha reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, mas um dado ainda pouco conhecido chama atenção. A doença também pode atingir homens e, embora rara, merece o mesmo cuidado. No Brasil, o câncer de mama masculino representa cerca de 1% dos casos registrados, com 736 novos diagnósticos estimados entre 2023 e 2025, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). 

O câncer de mama masculino costuma se manifestar entre os 65 e 70 anos e, por ser uma doença rara, ainda é pouco conhecido entre os homens. Segundo o oncologista Carlos Fruet, esse desconhecimento faz com que muitos pacientes não se imaginem em risco e acabem ignorando sinais que poderiam levar a uma detecção precoce. “O resultado é que, na maioria das vezes, o diagnóstico acontece quando o tumor já está em estágio avançado”, explica. 

O principal sintoma é o surgimento de um nódulo endurecido e indolor na região da mama, além de alterações na pele, como vermelhidão, descamação, enrugamento ou aspecto de “casca de laranja”, retração do mamilo, secreção com sangue, aumento nos linfonodos axilares e mudanças no formato da mama. 

“Qualquer alteração perceptível na região da mama deve ser avaliada por um médico. O autoconhecimento do próprio corpo é o primeiro passo para identificar possíveis sinais da doença e buscar atendimento o quanto antes. Quando o câncer é descoberto nas fases iniciais, as chances de cura ultrapassam 90%, o que reforça a importância da atenção e do diagnóstico precoce”, destaca o oncologista Carlos Fruet. 

O tratamento segue princípios semelhantes aos adotados em mulheres, mas apresenta particularidades no caso masculino. Por conta do menor volume de tecido mamário e da proximidade dos tumores com o mamilo, as cirurgias costumam ser mais amplas e envolvem a retirada total da mama, incluindo aréola e mamilo, a fim de assegurar a completa remoção da lesão. Em alguns casos, é indicada também a retirada de linfonodos na axila, para avaliação da extensão da doença. Após a cirurgia, o paciente pode passar por terapias complementares, como quimioterapia, radioterapia e bloqueio hormonal, de acordo com o tipo e o estágio do tumor, além das condições gerais de saúde. 

A prevenção está relacionada a hábitos de vida equilibrados, como manter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool e realizar acompanhamento médico regular.


Saúde na Estrada da Ipiranga retorna a São Paulo com atendimento gratuito nos postos Rodo Red

A maior carreta de saúde do país conta com serviços como check-up básico de saúde, teste de glicemia, bioimpedância, acuidade visual, vacinação, barbearia e orientações sobre segurança
 

O Saúde na Estrada, iniciativa itinerante de saúde e responsabilidade social da Ipiranga, retorna às estradas nacionais para mais uma temporada dedicada ao cuidado com a saúde e bem-estar de caminhoneiros e comunidades próximas aos postos Ipiranga Rodo Rede. Este ano, serão realizados 75 eventos em 70 cidades, percorrendo 18 estados. A carreta chegou ao estado de São Paulo na segunda-feira (13) e passará pelas cidades de Nova Granada, Barretos e Pariquera-Acu. 

A trajetória do Saúde na Estrada traz números e resultados relevantes. Ao longo dos últimos 18 anos, o projeto beneficiou mais de 700 mil pessoas, atendendo a quase 230 municípios, em 22 estados. Com mais de 1.700 eventos realizados e 600 mil quilômetros percorridos, a iniciativa teve o apoio de mais de 55 mil profissionais da saúde voluntários. 

Para Douglas Castanheira, gerente de Integração Comercial da Ipiranga, o Saúde na Estrada é um exemplo de como a marca, cada vez mais, se posiciona como uma parceira na jornada de mobilidade dos brasileiros. “Com o Saúde na Estrada, queremos impactar positivamente motoristas e comunidades próximas aos postos Rodo Rede. Tenho grande orgulho em ver que este projeto tem beneficiado a vida de milhares de pessoas que percorrem as estradas do Brasil, afinal, esse é o nosso propósito, abastecer a vida em movimento. É uma iniciativa incrível que completa a vida das pessoas, oferecendo muito mais do que produtos e serviços”, comenta Douglas.

 

Serviços

O Saúde na Estrada disponibiliza exames focados no check-up básico de saúde, incluindo medições de oximetria para avaliar a oxigenação no sangue, temperatura corporal, pressão arterial e batimentos cardíacos. Além disso, são oferecidos testes oftalmológicos, avaliações de glicemia para monitorar o nível de açúcar no sangue, bioimpedância para determinar a composição corporal e avaliar o estado nutricional, testes rápidos para detecção de HIV, sífilis; e hepatite B e C. 

Também serão disponibilizadas vacinas, em conjunto com as secretarias municipais de saúde. Serão aplicadas vacinas para H1N1, Covid, Tétano, Rubéola, Hepatite B e Febre Amarela. 

Além dos serviços de saúde, a carreta prioriza o bem-estar e a segurança dos motoristas. Para isso, a carreta conta com Espaço Zen, equipada com cadeiras de massagem para proporcionar momentos de relaxamento e com serviços de barbearia a todos os frequentadores. 

A carreta também irá oferecer orientações de trânsito, visando a segurança de todos nas estradas, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

 

Saúde na Estrada 2025 – São Paulo
Horário: 9h às 17h
 

Serviço:

16/10 - Auto Posto Jotave Ltda

Rod Regis Bitencourt Sn Km 463 – Pariquera-Acu (SP)
 

15 de outubro - Dia Mundial de Lavar as Mãos

Saúde começa com as mãos limpas 

Especialista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz explica como água e sabão são poderosas armas na prevenção de doença

 

Lavar as mãos é um gesto simples, as com impacto profundo na saúde. Esse cuidado ajuda a evitar desde infecções graves até incômodos corriqueiros. Entre as maiores ameaças estão a Covid-19, Influenza, outras infecções e viroses de fácil transmissão pelo contato com superfícies contaminadas. Em ambiente hospitalar, estima-se que até 70% das infecções poderiam ser evitadas apenas com a higiene adequada das mãos. Doenças como diarreia infecciosa e cólera ainda provocam a morte de cerca de 525 mil crianças menores de 5 anos anualmente em todo o mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), situações que também podem ser controladas com essa boa prática. 

“Higienizar as mãos é um ato imprescindível. OMS afirma que higienizar corretamente as mãos pode reduzir em até 40% os casos de diarreia e em 23% as infecções respiratórias. Isso significa que um pouco de água e sabão podem fazer o que muitos medicamentos caros, por vezes, não conseguem sozinhos”, destaca o Dr. Filipe Piastrelli, infectologista e coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. 

No cotidiano, a higienização correta funciona como barreira contra resfriados, limita a transmissão de microrganismos presentes nos alimentos e diminui episódios de desconforto digestivo ligados à má higiene. Além disso, o hábito regular reduz o risco de conjuntivites, micoses, verminoses e infecções de pele provocadas por bactérias como o Staphylococcus aureus.

 

Como lavar bem as mãos

A técnica correta faz toda a diferença. Molhe as mãos, aplique sabão suficiente para cobrir toda a superfície e esfregue palmas, costas das mãos, entre os dedos e debaixo das unhas por pelo menos 40 segundos. Não esqueça os polegares e os punhos. Depois, enxágue em água corrente e seque com toalha limpa ou papel descartável. Se não houver água e sabão, o álcool em gel 70% é um ótimo substituto. Esse pequeno ritual garante que os microrganismos invisíveis sejam eliminados de forma eficaz. 

Os benefícios vão além da saúde imediata. Quem lava as mãos regularmente falta menos ao trabalho ou à escola, sente-se mais disposto e ainda reduz custos, já que prevenção custa bem menos que tratamentos que podem envolver medicamentos e internações. Além disso, proteger-se significa proteger também a família, os amigos e a comunidade. Estudos reforçam esse impacto: lavar as mãos pode salvar uma em cada três crianças que morreriam por diarreia, reduzir em até 21% a propagação de gripes e resfriados e cortar pela metade as faltas escolares em lugares onde as crianças são incentivadas a adotar o hábito de higiene. 

E se a ideia é tornar o gesto divertido, é fácil: cante uma música de 40 segundos enquanto ensaboa, ensine as crianças com brincadeiras como bolhas de sabão ou torne a lavagem das mãos um desafio em família, criando pequenas competições para não esquecer o hábito em momentos-chave, como antes das refeições ou depois de usar o celular. 

Seja para evitar pandemias globais ou simplesmente para não pegar aquele resfriado incômodo, lavar as mãos é nossa arma secreta. Um gesto simples, barato, democrático e extremamente poderoso. Da próxima vez que abrir a torneira, lembre-se: você pode estar salvando a si mesmo e a muitas outras pessoas.



Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Acesse o nosso site para saber mais: Link

 

“Na menopausa, nem tudo se resolve com hormônio. Entender riscos e benefícios é o segredo”, diz especialista do Sírio-Libanê

Da nutrição às inovações científicas, diferentes estratégias ajudam a manter a qualidade de vida na menopausa 

 

 Um estudo publicado no American Journal of Obstetrics & Gynecology[1] revelou que o congelamento de tecido ovariano pode adiar a chegada da menopausa por mais de uma década e, em alguns casos, até 30 anos. A técnica, já usada para preservar a fertilidade de mulheres submetidas à quimioterapia, está sendo estudada como alternativa para retardar esse processo natural, que afeta, aproximadamente, 30 milhões de brasileiras, ou 7,9% da população feminina, segundo o IBGE[2].

Novidades científicas como essa, embora ainda muito recentes e em fase de testes, abrem novas perspectivas para o acompanhamento da menopausa, uma fase ainda cercada de mitos e desinformação. “Não é a solução definitiva, mas o congelamento de tecido ovariano surge como uma ferramenta promissora. A ideia é ampliar o arsenal de intervenções capazes de melhorar a qualidade de vida das mulheres nessa fase”, explica o ginecologista Eduardo Motta, do Sírio-Libanês.

A menopausa costuma ocorrer entre os 45 e 55 anos e não acontece de forma brusca. “A transição ocorre de maneira lenta, à medida que a produção de hormônios diminui até não ser mais suficiente para manter a menstruação”, detalha Motta. Esse processo pode trazer desconfortos intensos como ondas de calor, alterações de humor e até zumbido no ouvido, mas também exige atenção para que sinais de outras doenças não passem despercebidos. “Não é porque a mulher tem mais de 40 anos e apresenta insônia ou fraqueza que isso, necessariamente, é menopausa”, alerta.

Entre os tratamentos disponíveis, o médico destaca que a reposição hormonal costuma ser eficaz, mas não serve para todas as mulheres, que devem ficar atentas e evitar o uso sem acompanhamento médico. “A reposição hormonal é um excelente tratamento e melhora muito os sintomas, mas tem limitações, contraindicações e deve ser indicada conforme o perfil de cada paciente”, afirma o especialista. “É importante esclarecer que nem tudo se resolve com hormônio, mas também não é verdade que ele sempre faz mal. O segredo é entender os riscos e benefícios para cada organismo”, explica Eduardo.

Além da terapia hormonal, Motta ressalta que hábitos de vida saudáveis também desempenham papel decisivo nessa jornada. Atividade física regular, alimentação equilibrada, além da redução ou abandono do álcool e do tabaco ajudam a melhorar as condições gerais do organismo, além de preservar massa óssea e muscular. “O hormônio pode ajudar, mas não substitui um estilo de vida saudável”, reforça o especialista.

O médico traça, ainda, um paralelo com o uso das canetas emagrecedoras. “Os GLP1s são excelentes exemplos: ajudam no controle de diabetes, hipertensão, gordura no fígado e ainda melhoram a condição física. O problema é quando o uso passa a atender mais uma cobrança social do que uma necessidade individual. A partir desse momento, os efeitos colaterais podem superar os benefícios”, pondera.

No caso do congelamento de tecido ovariano, os resultados são animadores e mostram que para uma mulher de 25 anos que congela 25% do tecido, o adiamento médio da menopausa pode variar de 12 a 15 anos. Quando o material é reimplantado em etapas fracionadas, esse atraso pode chegar a até 30 anos.

Não existe, no entanto, uma fórmula única para atravessar essa fase. Cada corpo responde de forma diferente, e a combinação entre orientação médica, cuidados com o estilo de vida e tratamentos personalizados continua sendo o caminho mais seguro.

“A menopausa é uma transição para a serenidade. Não é o fim de um ciclo, mas o início de uma nova fase, em que a mulher pode e deve ter qualidade de vida”, conclui o especialista.


Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês
Saiba mais em nosso site: Link

 

Referências 

[1] American Journal of Obstetrics & Gynecology. Modeling delay of age at natural menopause with planned tissue cryopreservation and autologous transplantation. Acesso em 12/09/2025. Disponível em: Link
[2] Gov.br. Cerca de 30 milhões de mulheres são afetadas pela menopausa precoce no Brasil. Acesso em 12/09/2025. Disponível em:
Link


Novo Nordisk esclarece: Wegovy® redefine tratamento da obesidade com perda de peso de até 21% e benefícios que vão além da balança, salvando vidas

 

Diante de interpretações que não refletem a totalidade dos dados sobre a eficácia da semaglutida 2,4 mg (Wegovy®, versão injetável indicada para o tratamento da obesidade), a Novo Nordisk, líder global em saúde, esclarece os resultados consolidados de seu robusto programa de desenvolvimento clínico e reforça o tratamento da obesidade como uma doença crônica, que exige manejo contínuo e acompanhamento médico.

O estudo pivotal STEP 1, publicado no The New England Journal of Medicine, estabeleceu um novo patamar no tratamento da obesidade ao demonstrar uma perda de peso média de 17%, com um terço deles atingindo uma redução superior a 20%. Indo além, o estudo STEP UP demonstrou que uma dose superior (semaglutida 7,2 mg) alcançou uma perda de peso de 21%, com um terço dos participantes perdendo 25% ou mais do peso corporal² – resultados que se aproximam de intervenções cirúrgicas e estabelecem um novo patamar de eficácia.


Obesidade: uma doença crônica que exige tratamento contínuo

A obesidade é uma doença crônica, progressiva e recidivante. A vice-presidente da área médica da Novo Nordisk no Brasil, Priscilla Mattar, explica que a interrupção de qualquer tratamento eficaz sem acompanhamento médico frequentemente resulta no reganho de peso, não por uma falha da terapia, mas pela natureza da própria condição. “O chamado ‘efeito sanfona’ está tecnicamente incorreto, já que a obesidade é uma doença crônica grave, ou seja, necessita de manejo contínuo para a manutenção dos resultados e da saúde, assim como ocorre com outras condições crônicas, como hipertensão e diabetes”, esclarece.


Uma revolução terapêutica: benefícios que salvam vidas

Ainda de acordo com a executiva, o benefício da semaglutida 2,4 mg transcende a perda de peso. “Trata-se de um tratamento que demonstrou, em estudos com milhares de pacientes, um impacto transformador na saúde integral de quem trata obesidade e sobrepeso. Vemos benefícios que são resultados exclusivos da molécula e comprovados por mais de 60 estudos clínicos e de vida real, com mais de 50 mil pessoas avaliadas, comprovando eficiência e potência da semaglutida”, reforça.

  • Proteção cardiovascular robusta: Em um estudo de vida real (SCORE) com quase 20 mil pacientes, o tratamento foi associado a uma redução de 57% no risco de eventos cardiovasculares graves (morte, infarto, AVC) e 87% de morte por todas as causas³.
  • Prevenção do Diabetes Tipo 2: Em pacientes com pré-diabetes e obesidade, o tratamento reduziu em até 84% o risco de progressão para diabetes tipo 2 (Estudos STEP-1)4.
  • Qualidade de vida e impacto no sistema de saúde: O tratamento demonstrou reduzir em 40% a gordura visceral (Estudo STEP 6)5, a mais perigosa para a saúde, e melhorar em 41,7 pontos a dor no joelho (Estudo STEP 9)6, devolvendo mobilidade. Além disso, reduz significativamente as internações hospitalares, aliviando a sobrecarga nos sistemas de saúde (Estudo SELECT)7.

Em agosto deste ano, a Food and Drug Administration (FDA) dos EUA aprovou uma indicação adicional para o medicamento Wegovy® (semaglutida 2,4 mg) para o tratamento de gordura no fígado com inflamação (esteato-hepatite) em adultos com cicatrizes hepáticas (fibrose) moderadas a avançadas, mas sem cirrose hepática, em combinação com uma dieta de calorias reduzidas e aumento da atividade física. A aprovação foi baseada nos dados do estudo ESSENCE, que revelou que a semaglutida 2,4mg reverteu a inflamação hepática (MASH) em 62,9% dos pacientes e melhorou a fibrose em 36,8% dos casos, um avanço crucial para prevenir doenças hepáticas graves8.

No Brasil, a Novo Nordisk solicitou a aprovação da semaglutida 2,4 mg para o tratamento de MASH junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e aguarda definição.

“Na Novo Nordisk, reforçamos nosso compromisso com a ciência, a inovação e a segurança do paciente. Continuaremos a liderar o combate à obesidade, fornecendo à sociedade informações claras e baseadas em evidências, e oferecendo terapias que não apenas tratam o peso, mas transformam a saúde metabólica global do paciente e salvam vidas”, conclui Mattar.

  


Novo Nordisk
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Referências:

  1. Wilding, J.P.H., et al. (2021). Once-Weekly Semaglutide in Adults with Overweight or Obesity. N Engl J Med, 384, 989-1002.
  2. Wharton, S, et al. (2025). Once-weekly semaglutide 7.2 mg in adults with obesity: the randomised, controlled, phase 3b STEP UP trial. Apresentação no 85º Congresso da American Diabetes Association (ADA).
  3. Zhao Z, Song J, Faurby M, et al. Lower Risk of MACE and All-Cause Death in Patients Initiated on Semaglutide 2.4 mg in Routine Clinical Care: Results from the SCORE Study. JACC 2025;85(12_Supplement):380.
  4. Perreault L, Davies M, Frias JP, et al. Changes in Glucose Metabolism and Glycemic Status With Once-Weekly Subcutaneous Semaglutide 2.4 mg Among Participants With Prediabetes in the STEP Program. Diabetes Care. 2022;45(10):2396-2405.
  5. Kadowaki, T. et al. Semaglutide once a week in adults with overweight or obesity, with or without type 2 diabetes in an east Asian population. The Lancet Diabetes & Endocrinology, 2022;10(3):193-206.
  6. Bliddal H, Bays H, Czernichow S, et al. Once-Weekly Semaglutide in Persons with Obesity and Knee Osteoarthritis. N Engl J Med. 2024; 391:1573-83.
  7. Nicholls SJ, Ryan D, Deanfield J, et al. Semaglutide Reduces Hospital Admissions in Patients with Obesity or Overweight and Established CVD. Apresentado na ObesityWeek® 2024.
  8. Sanyal AJ, Newsome PN, Kliers I, et al. Phase 3 trial of semaglutide in metabolic dysfunction-associated steatohepatitis. New Eng J Med. 2025;392(17).

Outubro Rosa: Mitos e verdades sobre o autoexame

No mês da conscientização do Câncer de Mama, especialista do dr.consulta desmistifica mitos e fala sobre a importância da mamografia


Segundo o Inca, o câncer de mama é o que mais mata mulheres no Brasil e são estimados 73.610 novos casos este ano. No entanto, muitas mulheres enfrentam uma rotina dupla ou até tripla, dividindo seu tempo entre o trabalho, os cuidados com os filhos e as tarefas domésticas, e por isso, muitas acabam deixando a própria saúde em segundo plano e acreditam que o autoexame é o suficiente.

A verdade é que, mesmo que seja importante, o autoexame não substitui a mamografia. Trata-se de uma ajuda importante para que as mulheres conheçam melhor seu corpo e se atentem a qualquer alteração física para que assim, sejam avaliadas por um médico. Aproveitando o gancho do Outubro Rosa, a Dra. Karen Rocha De Pauw, ginecologista do
dr.consulta, trouxe abaixo mitos e verdades sobre o autoexame e a mamografia. Confira:

- O autoexame substitui a mamografia. Mito!

Embora o autoexame seja importante, ele não substitui a mamografia nem o exame clínico realizado por um profissional de saúde. A mamografia é o método mais eficaz para identificar lesões muito pequenas, antes mesmo de serem perceptíveis ao toque, o que aumenta bastante as chances de tratar o câncer de mama com sucesso.

- Prótese de silicone pode dificultar a realização da mamografia: Verdade!

A presença de uma prótese mamária às vezes pode esconder ou dificultar a visualização de lesões na mamografia, o que pode afetar a precisão do exame. Para contornar isso, os radiologistas costumam usar uma técnica adicional em cada mama, além das quatro posições tradicionais. Essa técnica é chamada de Eklund e ajuda a obter uma imagem mais clara da mama, sem que o implante atrapalhe a visualização.

- O câncer de mama só acontece em mulheres mais velhas. Mito!

O câncer de mama é uma doença que pode ser causada por vários fatores e pode afetar pessoas jovens também. No entanto, o envelhecimento é o principal fator de risco, pois, com o passar dos anos, a exposição a esses fatores aumenta.

- A doença pode ser prevenida. Verdade!

Fazer exercícios físicos com regularidade, manter uma alimentação balanceada e cuidar do peso, além de evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o uso de tabaco, estão diretamente ligados à diminuição do risco de desenvolver a doença.

- Se eu realizar o autoexame e não perceber nada de diferente, não preciso de outros exames. Mito!

O autoexame é útil, mas não substitui exames como a mamografia ou a consulta com o médico. Mesmo que você não note nenhuma mudança, é importante fazer visitas regulares ao profissional de saúde para garantir que tudo esteja bem.

- Posso realizar autoexame das mamas a qualquer momento. Verdade!

O Ministério da Saúde sugere que a mulher faça o autoexame no momento em que se sentir à vontade, sem precisar seguir regras rígidas sobre o dia ou a forma de fazer.

- A mamográfica feita muitas vezes acaba desenvolvendo o câncer de mama. Mito!

A radiação que o exame da mamografia emite é muito baixa, praticamente sem risco. O mais importante é que ela consegue identificar lesões bem pequenas, o que aumenta bastante as chances de cura, chegando perto de 100%.


dr.consulta


Câncer de mama gera mais de R$ 100 milhões em custos hospitalares em três anos

Levantamento realizado pela Planisa revela aumento expressivo nas internações entre 2022 e 2023, seguido de queda em 2024, e destaca impacto das diárias hospitalares no orçamento da saúde

 

O câncer de mama segue como um dos grandes desafios de saúde pública no Brasil, não apenas pelo impacto clínico, mas também pelo elevado custo associado ao atendimento hospitalar: nos últimos três anos, atingiram R$ 108,8 milhões, segundo levantamento da Planisa - consultoria especializada em gestão de saúde e custos hospitalares. O estudo baseou-se na análise de mais de 5 milhões de altas hospitalares registradas no período. 

O custo com internações por câncer de mama no ano de 2022 totalizou R$ 31,7 milhões. Este valor correspondeu a 14.034 hospitalizações registradas entre 1.432.343 pacientes avaliados. Em 2023, as internações subiram para 19.176 e o custo total alcançou R$ 42,8 milhões. No ano passado, com dados parciais, até setembro e projeção do período, o estudo aponta 16.674 internações e um custo total estimado em R$ 34,2 milhões. 

Parte importante da composição desses valores está ligada ao consumo de diárias hospitalares e ao tempo médio de permanência. Em 2022, foram registradas 32.570 diárias dedicadas a pacientes com câncer de mama, com permanência média de 2,32 dias; em 2023 foram 43.994 diárias (permanência média 2,29 dias) e, até setembro de 2024, o período observado soma 35.190 diárias (permanência média 2,11 dias). O levantamento utiliza como referência o custo de R$ 974 por diária, definido com base na mediana das diárias hospitalares do ano passado. 

Quando se considera o custo médio por evento de internação, a relação entre custo total e o número de internações revela variações ano a ano: em média, o custo por internação foi de aproximadamente R$ 2.260 em 2022; R$ 2.235 em 2023 e R$ 2.056 na estimativa de 2024. 

Do ponto de vista da gestão, os números evidenciam dois pontos essenciais: a relevância do controle e da eficiência na ocupação de leitos, já que a diária é o principal insumo monetizado nessa conta; e a importância de estratégias de prevenção e detecção precoce, que reduzem internações e diárias e, consequentemente, o impacto orçamentário sobre o sistema de saúde. 

O diretor de Serviços da Planisa e especialista em custos hospitalares, Marcelo Carnielo, observa que os números mostram que grande parte do impacto econômico do câncer de mama no ambiente hospitalar está concentrado nas diárias e na logística de atendimento. “Uma redução, mesmo que pequena, na permanência média ou uma reorganização dos processos assistenciais, pode gerar economia significativa sem reduzir a qualidade do cuidado. Investir em triagem eficaz, rotinas de alta segurança e protocolos padronizados é estratégico para reduzir custos e melhorar desfechos”, fala. 

Carnielo ressalta que o levantamento traz evidências claras de que o esforço para controlar custos passa por intervenções clínicas e administrativas integradas, desde diagnóstico precoce e tratamento ambulatorial quando possível, até otimização da internação hospitalar. 

O maior desafio financeiro no tratamento do câncer de mama reside nos medicamentos de alto custo e nos custos indiretos (como a perda de produtividade). É crucial notar que esses componentes de maior peso não estão normalmente incluídos nas despesas de internação, conclui.

  

Planisa


Vacina é aliada do envelhecimento saudável, reforça SBGG, no Dia Nacional da Vacinação

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia destaca que manter o calendário vacinal atualizado é essencial para prevenir doenças e garantir qualidade de vida à população idosa.

 

Dia 17 de outubro é uma data importante. Trata-se do Dia Nacional da Vacinação e a população idosa precisa estar atenta. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há mais de 32 milhões de pessoas com mais de 60 anos no Brasil e a vacina previne doenças comuns nessa etapa da vida, como a pneumonia e a influenza.

O tema é tão importante que em abril de 2024, a Comissão de Imunização da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), em conjunto com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), lançaram o Calendário de Vacinação Idoso 60+, um guia completo para garantir a saúde e a proteção a esse grupo de pessoas. O documento conta com orientações sobre doses, intervalos e aplicação das vacinas, e informações importantes sobre contraindicações e efeitos colaterais. O calendário está disponível no site da SBGG.

De acordo com a geriatra e presidente da Comissão de Imunização da SBGG, Dra. Maisa Kairalla, as vacinas são inegavelmente uma das maneiras que existem para promover o melhor envelhecimento às pessoas. “Por essa razão nos dedicamos em criar um calendário moderno e atualizado, que engloba diferentes vacinas para que tenhamos um envelhecimento saudável com melhor qualidade de vida."

Ela explica que a vacinação é importante não apenas para a população 60+, mas, também, para todas as pessoas que fazem parte do dia a dia da pessoa idosa, como filhos, netos e cuidadores. “Em 2024, houve uma queda da taxa vacinal, o que provocou o aumento de mais de 150% dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), por exemplo, o que é algo extremamente preocupante. E essa queda da vacinação ocorreu em um momento em que as pessoas voltaram a se aglomerar, o que agrava ainda mais a situação”, comenta.

 

Medidas 

Segundo Dra. Maisa, para aumentar a conscientização das pessoas sobre a importância da vacina, é preciso haver um trabalho coletivo, envolvendo diferentes frentes. “Além das campanhas já existentes, o médico precisa explicar, de uma maneira mais simples para as pessoas, sobre a importância da vacinação e os riscos que as doenças oferecem. Outra medida necessária é as pessoas se tornarem mais saudáveis, controlando os fatores de risco, como a glicose e as doenças cardíacas por meio de atividades físicas. Isso aumentará a imunidade das pessoas, assim como a higiene pessoal.”



Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - SBGG


Pesquisa revela possibilidade de nova terapia com medicamentos contra doenças hereditária

Células de fibroblasto fetal contendo mutação em gene do DNA mitocondrial:
 tratadas com um inibidor, a condição foi revertida
(imagem: Marcos Chiaratti/DGE-UFSCar
Estudo publicado na Science, com participação de brasileiro, desvenda mecanismo celular envolvido na transmissão de mutações no DNA mitocondrial, que podem ser responsáveis por enfermidades graves e incuráveis

 

Pesquisa publicada na última edição da revista Science desvenda um mecanismo celular envolvido na herança de mutações genéticas e aponta caminho para um novo tratamento capaz de reduzir o risco de bebês nascerem com doenças mitocondriais, graves e incuráveis.

De acordo com as descobertas do grupo, a transmissão das alterações envolve um processo que bloqueia a eliminação de mitocôndrias mutantes e, ao mesmo tempo, aumenta sua quantidade nas células, explicando como essas variantes “escapam” da seleção e podem causar doenças no futuro.

As mitocôndrias constituem a principal fonte de energia dentro de todas as células e têm DNA próprio. Normalmente, logo após a fecundação, o embrião tem uma espécie de sistema de “controle de qualidade” para eliminar mitocôndrias “defeituosas”, chamado de mitofagia. Nesse processo, a proteína ubiquitina funciona como um marcador, que direciona as moléculas alteradas para a destruição.

A mitofagia mantém a harmonia entre o DNA mitocondrial (mtDNA) e o nuclear, garantindo que sejam compatíveis. No entanto, o mtDNA sofre mutações a uma taxa aproximadamente 15 vezes maior do que o genoma nuclear, o que representa um desafio para a relação simbiótica.

A enzima USP30 (sigla em inglês de Ubiquitin-specific peptidase 30) atua sobre a ubiquitina – consegue bloqueá-la e impede a “rotulagem”, reduzindo a eliminação. O desequilíbrio de USP30 tem sido associado a várias doenças, inclusive mitocondriais e neurodegenerativas. Um grande acúmulo de mutações resulta em incompatibilidade, gerando disfunção das mitocôndrias, com efeitos negativos para a saúde. Esse processo é conhecido na literatura científica.

Porém, há mutações mais amenas, que também causam doenças, mas passam despercebidas e não são eliminadas pelas células. Esse complexo mecanismo era ainda pouco compreendido.


Os resultados

Agora, os pesquisadores demonstraram in vivo que, em vez de ativar novas vias biossintéticas, as células respondem às mutações no mtDNA desativando o efeito marcador da ubiquitina.

Utilizando camundongos, os cientistas detectaram que, nos primeiros dias depois da fecundação, as mutações não são percebidas porque há uma superativação de USP30, inibindo que a ubiquitina marque os DNAs mitocondriais defeituosos e bloqueando a eliminação deles. Com isso, há um aumento da massa e do genoma mitocondrial, permitindo a transmissão das mutações que podem vir a causar doenças.

Na pesquisa, o grupo demonstrou que, ao impedir a atuação da USP30 usando o inibidor Compound 39 (CMPD39), é possível criar uma “janela de eliminação” dos DNAs mitocondriais alterados logo após a fecundação, período em que o embrião já eliminaria naturalmente as mitocôndrias paternas. Diferentemente do DNA nuclear, em que os filhos herdam metade do pai e o restante da mãe, no mtDNA toda a transmissão é feita pela mulher.

Os cientistas sugerem no estudo a possibilidade de tratar embriões precoces após a fertilização in vitro para reduzir o número de células com alta carga mutacional antes da implantação e também o direcionamento terapêutico da USP30 para tratamento ou prevenção de doenças hereditárias raras que afetam cerca de 1 em cada 8 mil pessoas.

“As doenças mitocondriais podem causar deficiências devastadoras e até impedir que algumas famílias tenham filhos. O Reino Unido aprovou uma nova forma de fertilização in vitro que pode evitar sua transmissão, mas, fora isso, não temos como prevenir essas doenças e há poucos tratamentos. Nossa descoberta aponta para uma possível nova terapia com medicamentos que poderia ajudar a interromper essas doenças no futuro, permitindo que as famílias tenham filhos saudáveis”, diz à Agência FAPESP o professor de Neurologia da Universidade de Cambridge Patrick Chinnery, autor correspondente do artigo.

Recentemente, uma equipe de pesquisadores da Universidade Newcastle conseguiu realizar uma técnica inovadora de fertilização in vitro que envolveu a substituição de DNA mitocondrial mutante das mães por outras mitocôndrias de doadoras saudáveis. O tratamento foi chamado de terapia de substituição de mitocôndrias. Nasceram oito bebês – quatro meninos e quatro meninas – que podem ter sido protegidos de doenças mitocondriais. O resultado foi divulgado na revista The New England Journal of Medicine.

“Sabemos que essa técnica envolvendo a substituição de mitocôndrias é controversa e só foi aprovada, por enquanto, na Inglaterra e na Austrália. Com a nossa pesquisa, mostramos que há outras possibilidades, principalmente farmacológicas, para tratar o embrião e evitar a transmissão desses tipos de doença”, complementa o professor do Departamento de Genética e Evolução da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Marcos Roberto Chiaratti, único autor brasileiro do artigo publicado na Science.

A pesquisa recebeu apoio da FAPESP por meio de um projeto temático realizado em chamada conjunta com o Biotechnology and Biological Sciences Research Council. O projeto é conduzido por Chiaratti, com a participação de Chinnery, para estudar mecanismos moleculares que modulam a transmissão pela linhagem germinativa de variantes de mtDNA.


O que são

As doenças mitocondriais são distúrbios metabólicos hereditários que afetam o funcionamento das mitocôndrias podendo resultar em lesão de órgãos vitais, como cérebro e coração. Entre as mais comuns estão neuropatia óptica hereditária de Leber (LHON), as síndromes de Leigh e a conhecida como MELAS (encefalopatia mitocondrial, acidose láctica e episódios semelhantes a acidente vascular cerebral).

Os sintomas variam de acordo com as células afetadas – vão desde problemas no crescimento, atrasos no desenvolvimento cognitivo, fraqueza e dor muscular até perda de visão e/ou audição e convulsões.

Não existem tratamentos específicos disponíveis para essas doenças, sendo que, em alguns casos, há o uso de medicamentos para controlar os sintomas. Os diagnósticos costumam ser complexos, com investigação detalhada de dados clínicos do paciente combinada a outros tipos de exames, como biópsia muscular, análises bioquímicas e testes genético-moleculares.

O artigo Ubiquitin-mediated mitophagy regulates the inheritance of mitochondrial DNA mutations pode ser lido em: science.org/doi/10.1126/science.adr5438.

 

Luciana Constantino

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/pesquisa-revela-possibilidade-de-nova-terapia-com-medicamentos-contra-doencas-hereditarias/56130


Outubro Rosa: Apenas 29% das brasileiras têm informações suficientes sobre os cuidados necessários para a saúde das mamas, aponta pesquisa

Estudo encomendado pelo Instituto Natura e pela Avon mostra que 4 em cada 10 mulheres não adotam práticas que contribuem com a redução de risco de câncer de mama e 95% não conhecem a Lei dos 30 Dias, que garante que uma pessoa com suspeita de câncer tem o direito de realizar os exames que confirmem o diagnóstico neste prazo máximo 

 

A edição 2025 do Índice de Conscientização sobre o Câncer de Mama, estudo encomendado pelo Instituto Natura e pela Avon para medir o conhecimento das mulheres brasileiras sobre os cuidados com a saúde das mamas, mostra que somente 29% - a maioria delas com mais de 40 anos - possuem informações suficientes sobre o tema para conseguir navegar pela jornada de cuidado das mamas, seja para redução de riscos, diagnóstico ou tratamento da doença. O número considera quem demonstrou conhecimento “muito alto” ou “alto” sobre fatores de risco, exames, sintomas e legislação sobre a doença. 

O dado expõe a necessidade de ampliar o acesso a informações claras e precisas sobre o cuidado com as mamas, objetivo do Movimento de Conscientização Pelo Cuidado das Mamas. O Índice de Conscientização é uma das estratégias do movimento e conta com a parceria, além de Instituto Natura e Avon, da RD Saúde (grupo das farmácias Raia e Drogasil), do Instituto Oncoguia e da Rede Feminina de Combate ao Câncer. A doença é o tipo de câncer mais frequente e o que mais mata mulheres em todo o Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Além disso, segundo dados do Panorama do câncer de mama, também desenvolvido pelo Instituto Natura, tem apresentado maior incidência em mulheres abaixo dos 40 anos de idade nos últimos anos. 

No detalhe, o Índice de Conscientização mostra que 4 em cada 10 mulheres não adotam práticas para redução dos riscos de desenvolvimento do câncer de mama, 37% só conhecem o nódulo na mama como indicativo da doença, 21% acreditam que o autoexame das mamas é o principal método para identificar a suspeita da doença – e não a mamografia, como indicam as entidades médicas – e 95% não sabem o que é a Lei dos 30 Dias, que garante acesso ao resultado em caso de suspeita neste prazo máximo. 

Além disso, cerca de 86% das entrevistadas não sabiam que é possível fazer o exame de mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estando fora da idade recomendada pelo Ministério da Saúde caso tenham orientação médica por risco aumentado ou apresentem sintomas. “Isso acende um alerta importante, porque a incidência de câncer de mama entre mais jovens tem aumentado. Essas informações precisam chegar à população e a faixa etária de rastreio precisa ser ampliada no SUS, acompanhando as mudanças na incidência”, diz Maria Slemenson, superintendente do Instituto Natura Brasil. 

Mulheres negras têm menos informação sobre a doença e as entrevistadas relatam que acesso a consultas e exames ainda é desafio em cidades de pequeno a médio porte

O Índice de Conscientização sobre o Câncer de Mama também revelou que há desigualdade étnico-racial, socioeconômica e local em relação ao nível de informação sobre a doença e ao acesso ao diagnóstico precoce. Mulheres que se declaram pardas ou pretas têm níveis “alto” ou “muito alto” de conscientização de 28%, enquanto entre brancas este número chega a 34% - a média total é de 29%. 

“O Índice deixa claro o quanto ainda precisamos avançar em informação, acesso e direitos. O câncer de mama continua sendo o que mais mata mulheres no Brasil, mas muitas ainda não sabem que têm direito a exames no SUS, nem como identificar sinais de alerta. No Oncoguia, acreditamos que informação salva vidas e seguimos trabalhando para que toda mulher tenha condições de cuidar da sua saúde com dignidade”, ressalta Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia. 

Entre as mulheres que utilizam o SUS, somente 1 em cada 10 sabe dizer a idade certa para começar a fazer mamografia quando não se tem histórico familiar ou sintoma e 64% fazem acompanhamento anual com ginecologista. Já entre as que têm convênio de saúde, a taxa é de 4 em cada 10 que sabem dizer a idade certa para mamografia e 78% vão anualmente ao médico. A pesquisa foi realizada quando a idade para início do rastreio regular sem sintomas no SUS ainda era de 50 anos - neste mês de setembro, foi atualizada para a partir dos 40 anos. 

Nas cidades de pequeno e médio porte, 37% das mulheres disseram que têm dificuldade de fazer suas consultas de rotina, enquanto nas metrópoles ou cidades de grande porte este número é de 27%. “Isso nos mostra que o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para garantir acesso equitativo a todas as mulheres. E é para isso que trabalhamos diariamente”, diz Mariana Lorencinho, líder de Políticas Públicas de Saúde das Mulheres no Instituto Natura.

 

Outros dados relevantes:

● 68% não sabem que o fator genético hereditário é um possível risco de desenvolvimento do câncer de mama;

● 79% das entrevistadas desconhecem que há uma etapa seguinte à mamografia (a biópsia) para que o diagnóstico de câncer de mama seja confirmado.

 

Metodologia

O estudo do Índice de Conscientização sobre o Câncer de Mama foi realizado pela Somatório Inteligência, a pedido do Instituto Natura e da Avon - que há mais de 22 anos atua com iniciativa em prol da saúde e direito das mulheres -, e ouviu 2.662 mulheres acima de 18 anos em todas as regiões do país, com controle de cotas por faixa etária, classe econômica (há subparticipação das classes D e E e por não aceitação em participar da pesquisa, na maioria dos casos por falta de confiança em falar do assunto), unidades federativas e porte dos municípios de residência. 

O erro amostral da pesquisa é de 1.9%, com um nível de confiança de 95%. As regiões com maior número de participantes são a Sudeste (43%), Nordeste (26%) e Sul (15%). Norte e Centro-Oeste correspondem a 8% cada uma do total de mulheres ouvidas. As entrevistas aconteceram entre 6 de julho e 10 de agosto deste ano, metade delas presencialmente e metade por telefone. 


Avon
www.avon.com.br

Instituto Natura

Oncoguia
Basta ligar gratuitamente para 0800 773 1666


Outubro Rosa: Unisa reforça atendimento gratuito para prevenção e diagnóstico do câncer de mama

Outubro Rosa: Unisa reforça atendimento gratuito para prevenção e diagnóstico do câncer de mama

 

Durante o Outubro Rosa, campanha mundial de conscientização sobre o câncer de mama, a Universidade Santo Amaro (Unisa), uma das principais instituições de ensino médico do país, reforça seu compromisso com a saúde da mulher por meio de ações voltadas à prevenção e ao diagnóstico precoce da doença.  

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados mais de 73 mil novos casos de câncer de mama por ano no Brasil, entre 2023 e 2025. A doença é a mais incidente entre mulheres em todas as regiões do país, com destaque para o Sudeste e Sul. Sua incidência aumenta com a idade, e a maior parte dos casos ocorre a partir dos 50 anos. No Brasil, uma em cada 3 mulheres apresenta Câncer de mama abaixo dos 50 anos, o que comprova a importância do início do rastreamento aos 40 anos.    

A médica ginecologista e professora da Residência Médica da Unisa, Dra. Daniela Setti, destaca que a mamografia é o exame mais eficaz para rastreamento do câncer de mama, recomendado a partir dos 40 anos. “A detecção precoce é fundamental para aumentar as chances de cura e sucesso no tratamento”, afirma. Ela também ressalta que hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e prática regular de atividades físicas, contribuem para a redução dos riscos de câncer e outras doenças.  

Além da intensificação dos atendimentos na Policlínica e no Hospital-Escola, a Unisa realizará ações de conscientização em suas cinco unidades presenciais e polos educacionais, com o objetivo de ampliar o alcance da campanha. Ao todo, mais de 40 mil estudantes devem ser impactados pelas iniciativas, que incluem palestras, rodas de conversa, distribuição de materiais informativos e atividades práticas voltadas à promoção da saúde feminina. 

 

Atendimento especializado   

A Policlínica da Unisa oferece atendimento ambulatorial em mastologia, além de exames de ultrassonografia das mamas realizados no Hospital-Escola HEWA. Os serviços são prestados por profissionais qualificados, com o apoio de estudantes supervisionados, garantindo acolhimento e excelência no cuidado.  

Além da mastologia, o complexo hospitalar da Unisa oferece consultas em diversas especialidades, como Clínica Médica, Pediatria, Ortopedia Geral, Imunologia e Alergia, Reumatologia Infantil, Infectologia Infantil e Gastroenterologia. Cirurgias de pequeno porte e exames diagnósticos também estão disponíveis, com encaminhamentos realizados via Sistema Integrado de Gestão da Assistência à Saúde (SIGA). 

 

Como agendar atendimento 

Os agendamentos devem ser feitos por meio do Programa Social da Universidade Santo Amaro, via Central de Agendamentos, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, pelo telefone (11) 2174-3340 ou presencialmente. Os atendimentos são realizados conforme a ordem da fila de espera. 

 

Universidade Santo Amaro (Unisa)  


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