Doença representa cerca de 1% dos casos no Brasil
e, por ser rara entre homens e pouco discutida, costuma ser diagnosticada
tardiamente
Durante
o Outubro Rosa, a campanha reforça a importância da prevenção e do diagnóstico
precoce do câncer de mama, mas um dado ainda pouco conhecido chama atenção. A
doença também pode atingir homens e, embora rara, merece o mesmo cuidado. No
Brasil, o câncer de mama masculino representa cerca de 1% dos casos
registrados, com 736 novos diagnósticos estimados entre 2023 e 2025, segundo o
Instituto Nacional de Câncer (INCA).
O
câncer de mama masculino costuma se manifestar entre os 65 e 70 anos e, por ser
uma doença rara, ainda é pouco conhecido entre os homens. Segundo o oncologista
Carlos Fruet, esse desconhecimento faz com que muitos pacientes não se imaginem
em risco e acabem ignorando sinais que poderiam levar a uma detecção precoce.
“O resultado é que, na maioria das vezes, o diagnóstico acontece quando o tumor
já está em estágio avançado”, explica.
O
principal sintoma é o surgimento de um nódulo endurecido e indolor na região da
mama, além de alterações na pele, como vermelhidão, descamação, enrugamento ou
aspecto de “casca de laranja”, retração do mamilo, secreção com sangue, aumento
nos linfonodos axilares e mudanças no formato da mama.
“Qualquer
alteração perceptível na região da mama deve ser avaliada por um médico. O
autoconhecimento do próprio corpo é o primeiro passo para identificar possíveis
sinais da doença e buscar atendimento o quanto antes. Quando o câncer é
descoberto nas fases iniciais, as chances de cura ultrapassam 90%, o que
reforça a importância da atenção e do diagnóstico precoce”, destaca o
oncologista Carlos Fruet.
O tratamento segue princípios semelhantes aos adotados em mulheres, mas apresenta particularidades no caso masculino. Por conta do menor volume de tecido mamário e da proximidade dos tumores com o mamilo, as cirurgias costumam ser mais amplas e envolvem a retirada total da mama, incluindo aréola e mamilo, a fim de assegurar a completa remoção da lesão. Em alguns casos, é indicada também a retirada de linfonodos na axila, para avaliação da extensão da doença. Após a cirurgia, o paciente pode passar por terapias complementares, como quimioterapia, radioterapia e bloqueio hormonal, de acordo com o tipo e o estágio do tumor, além das condições gerais de saúde.
A prevenção está relacionada a hábitos de vida equilibrados, como manter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool e realizar acompanhamento médico regular.
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