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segunda-feira, 16 de junho de 2025

Mudanças climáticas afetam diretamente todos os segmentos da economia

Confira quais abaixo e o que precisamos fazer sobre

 

Diante da proximidade da COP 30 - Conferência do clima, que acontecerá pela primeira vez no Brasil em novembro de 2025, é preciso falar sobre como as mudanças climáticas afetam diretamente os negócios e sobrevivência em todos os segmentos da economia. Veja alguns exemplos:

 

Impactos da Mudança Climática por setor econômico: 

Setor

Impactos diretos e Indiretos

Agricultura e Pecuária

Redução de produtividade por secas, enchentes e pragas; insegurança alimentar.

Energia

Queda na geração hidrelétrica; aumento de custos com termelétricas e racionamento.

Infraestrutura e Construção

Danos causados por chuvas extremas e deslizamentos; aumento nos custos de obras e manutenção.

Transporte e Logística

Estradas e portos danificados; atrasos e aumento de custos logísticos.

Turismo

Desvalorização de destinos turísticos afetados; queda de visitantes e receita.

Saúde

Aumento de doenças respiratórias, infecciosas e ligadas ao calor; sobrecarga do sistema de saúde.

Finanças e Seguros

Riscos climáticos elevam prêmios de seguro; maior cautela em financiamentos e investimentos.

Comércio Exterior

Mudanças em acordos comerciais; barreiras ambientais e exigências sustentáveis.

Varejo

Alterações nos padrões de consumo; perdas com estoques fora de época e interrupção de suprimentos.

Farmácias e Indústria Farmacêutica

Maior demanda por certos medicamentos e produtos; riscos de desabastecimento e logística especial.

E outros tantos mais!

 

Com a COP30 se aproximando, precisamos falar sobre o que o Brasil apresentará como ações, uma vez que temos uma urgência sobre a mudança climática para uma questão que não atinge apenas o Brasil, mas todos os países, e a sobrevivência de toda a humanidade.

É hora de fazer negócios, pois a questão climática atinge a todos os países – e não apenas o Brasil. É preciso falar sobre financiamento climático, mudar o sistema de regulação e a temperatura do planeta, entre outras medidas. E mais: pensar em metas ousadas e como será o nosso posicionamento diante do mundo com soluções viáveis, tangíveis e que precisam de apoio para saírem do papel.

Ricardo Voltolini, CEO da Ideia Sustentável, autor de 12 livros, e mais de 30 anos de atuação em sustentabilidade empresarial defende que é preciso  “jogar luz ao tema da urgência da mudança climática para uma questão que não atinge apenas o Brasil, mas todos os países, e a sobrevivência de toda a humanidade”, pontua. “Ultrapassamos o limite aceitável de temperatura do planeta e pouco e fala sobre os impactos não apenas para a biodiversidade, para o equilíbrio do planeta e o bem-estar humano, como para a preservação da vida e de todo o ecossistema”.

A Ideia Sustentável, empresa especializada em soluções humanizadas de ESG para todos os segmentos do mercado, desenvolveu um o estudo, o Top Trends COP 30 - que analisa as 22 tendências e desafios relacionados com os seus grandes temas que serão debatidos durante a COP 30. Entre os temas em destaque estão:

  • Redução das emissões de GEE;
  • Adaptação às mudanças climáticas;
  • Financiamento climático;
  • Tecnologias de energia renovável e soluções de baixo carbono;
  • Preservação de florestas e biodiversidade;
  • Justiça climática.

 Para ter acesso ao estudo completo, acesse: Link

 

Ideia Sustentável
Saiba mais em link.

 

Pnad 2024: Educação infantil estagnada

Acesso à creche e pré-escola seguem aquém da meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação



Na manhã dessa sexta (13), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação de 2024. No geral, no que diz respeito à educação infantil, pouca coisa mudou: creches e pré-escolas seguem longe das metas propostas pela PNE e as desigualdades regionais se mantém.

"O Brasil prometeu universalizar a pré-escola até 2016. Em 2024, segundo a PNAD, a taxa nacional ainda está em 93,4% — e essa média esconde desigualdades graves. Isso significa que milhares de crianças estão sendo deixadas para trás numa etapa obrigatória, essencial e formadora. Já a creche é um direito da criança, garantido pela Constituição. Mas os dados da PNAD 2024 mostram uma realidade brutal: em muitas regiões do país, esse direito sequer pode ser exercido, porque a creche simplesmente não existe ou não há vaga disponível. É inaceitável que, quase uma década após o prazo da Meta 1 do PNE, o Brasil ainda não tenha conseguido garantir sequer o básico", reflete Mariana Luz, CEO da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal

Para a instituição, é preciso realizar uma busca ativa para identificar quem são essas crianças fora da pré-escola e garantir acesso com qualidade, com profissionais formados, estruturas adequadas e acolhimento às diversidades. Já em relação às creches, é preciso rever a meta do PNE de modo a contemplar 70% da demanda manifesta de cada município nos próximos 5 anos e 90% em 10 anos. Em eventuais casos de falta de vagas, é necessária a inclusão de estratégias sobre critérios de priorização do acesso à creche, como crianças de famílias de baixa renda cadastradas no Programa Bolsa Família e outros critérios de priorização, de acordo com a Lei 14.851/2024.  

“O novo PNE precisa corrigir esse abandono com urgência. A creche deve estar onde a criança está. Nada mudou na educação infantil — e isso precisa mudar agora”, finaliza, Luz.



Veja, abaixo, os principais dados relacionados à educação infantil:

  • Em 2024, observou-se grande variação regional na frequência escolar entre os grupos etários mais jovens. Entre as crianças de 0 a 1 ano, os menores percentuais de escolarização foram registrados no Norte (4,8%) e no Nordeste (8,1%), embora esta última região tenha apresentado um aumento expressivo de 2,2 p.p em relação a 2023, cujo valor era de 5,9%. As regiões Sudeste (25,0%), Sul (27,0%) e Centro-Oeste (14,2%) mantiveram os maiores percentuais, consolidando um padrão desigual de acesso à creche para crianças dessa faixa etária.
     
  • Entre as crianças de 2 a 3 anos, a escolarização apresentou padrão mais elevado, mas com sinais distintos entre as regiões: queda no Sul e no Nordeste, estabilidade no Norte, e aumento no Sudeste e no Centro-Oeste. As maiores taxas foram registradas nas regiões Sudeste (65,9%), Sul (61,7%) e Nordeste (60,0%), enquanto a Norte (38,0%) permaneceu com a menor taxa. O Centro-Oeste foi destaque positivo, com crescimento de 5,2 p.p, atingindo 52,9%.
     
  • Em 2024, a faixa etária mais velha da educação infantil, de 4 a 5 anos, registrou uma taxa nacional de escolarização de 93,4%, ainda aquém da universalização estabelecida na Meta 1 do PNE, que previa cobertura total até 2016. Entre as Grandes Regiões, os maiores percentuais foram observados nas regiões Nordeste (94,9%) e Sudeste (94,6%), ambas acima da média nacional e consolidando o destaque que vêm apresentando nos últimos anos. As menores taxas foram verificadas nas Regiões Norte (88,0%) e Centro-Oeste (91,4%). A região Sul, que havia apresentado recuo em 2023, registrou leve aumento em 2024, alcançando 91,7%, embora ainda se mantenha abaixo da média nacional pelo segundo ano consecutivo.
     
  • A Meta 1 do PNE também previa que, até 2024, ao menos 50% das crianças de 0 a 3 anos de idade frequentem creche. No entanto, os resultados de 2024 indicam que essa meta não foi atingida em nenhuma das Grandes Regiões do País. As taxas médias de escolarização infantil para essa faixa etária foram de 21,4% no Norte, 34,0% no Nordeste, 33,5% no Centro-Oeste, 44,4% no Sul e 45,5% no Sudeste. Mesmo as Regiões com melhores indicadores — Sul e Sudeste — ainda permanecem abaixo do mínimo estipulado pela meta e, em todas as Grandes Regiões, menos da metade das crianças brasileiras de 0 a 3 anos frequentava creche, o que evidencia a não concretização da meta do PNE para esse público prioritário.


Principal motivo de não frequentar escola ou creche

  • Em 2024, no Brasil, 63,6% das crianças de 0 a 1 ano e 53,3% das crianças de 2 a 3 anos que não frequentavam creche estavam fora da escola por opção dos pais ou responsáveis. Esse motivo permaneceu como o mais citado em todas as Grandes Regiões, com frequência mais elevada entre os bebês. A Região Centro-Oeste apresentou o maior percentual para crianças de 0 a 1 ano (72,6%), enquanto o menor foi registrado na Nordeste (56,7%). Para o grupo de 2 a 3 anos, o maior percentual foi observado no Sudeste (57,0%) e o menor, no Norte (48,8%).
     
  • O segundo motivo mais citado foi não ter escola/creche na localidade, falta vaga ou a não aceitação da matrícula por causa da idade da criança. Entre as crianças de 0 a 1 ano, 30,1% dos responsáveis apontaram esse fator; entre as de 2 a 3 anos, o percentual foi de 39,0%. As Regiões Norte e Nordeste se destacaram como as mais afetadas por esse tipo de barreira: no Norte, 35,6% dos bebês e 46,8% das crianças de 2 a 3 anos estavam fora da creche por esse motivo; no Nordeste, os percentuais foram 38,5% e 42,2%, respectivamente. Isso demonstra uma maior deficiência na oferta de escola/creche ou disponibilidade de vagas na educação infantil nessas regiões.

  • De 2023 para 2024, o percentual dos que apontaram opção dos pais ou responsáveis como principal motivo para as crianças não estarem na creche permaneceu estável entre as aquelas de 0 a 1 ano (de 63,7% para 63,6%) e caiu levemente entre as crianças de 2 a 3 anos (de 55,4% para 53,3%). Por outro lado, o motivo de não ter escola/creche, falta vaga ou a não aceitação da matrícula por conta da idade da criança aumentou entre as mais velhas: para o grupo de 0 a 1 ano, caiu de 30,7% para 30,1%, enquanto entre as de 2 a 3 anos, passou de 38,5% para 39,0%, revertendo a tendência de queda observada no ano anterior.

     
Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal

 

Enem 2025: plataforma gratuita oferece preparação completa, com 1.061 aulas para o exame

Com foco em acessibilidade e autonomia no processo de aprendizagem, Kultivi reúne conteúdos gratuitos e atualizados para quem vai prestar o exame nacional

 

As provas do Exame Nacional do Ensino Médio 2025 (Enem) estão marcadas para os dias 9 e 16 de novembro e já movimentam estudantes de todas as regiões do Brasil. Considerado um dos principais processos seletivos para o ingresso no ensino superior, o exame exige não apenas domínio de conteúdo, mas também organização e constância na preparação. Diante desse cenário, a plataforma Kultivi (www.kultivi.com.br) está ganhando destaque como uma aliada gratuita na jornada de estudo. 

A Kultivi disponibiliza cursos preparatórios completos voltados para o Enem, com foco nas quatro áreas do conhecimento cobradas na avaliação: Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Linguagens e Matemática, além de Redação. Os conteúdos são organizados de forma prática, com videoaulas, materiais de apoio e uma linguagem acessível, que busca simplificar os temas sem abrir mão da profundidade. Ao todo, a modalidade completa preparatória para o Enem reúne 1.061 aulas. 

As disciplinas de Química, Física, Matemática e Biologia — frequentemente apontadas como os maiores desafios entre os candidatos — contam com cursos específicos dentro da plataforma. Cada trilha oferece videoaulas explicativas, exercícios práticos e materiais de apoio que ajudam a consolidar o aprendizado. Seja para revisar conceitos básicos ou aprofundar temas complexos, os cursos foram desenvolvidos para garantir preparo sólido e confiança em qualquer área do conhecimento.

 

Conteúdo online e acessível


Todos os cursos da plataforma são totalmente online e gratuitos, permitindo que os estudantes acessem os conteúdos de qualquer lugar e a qualquer momento, por computador, tablet ou celular. Entre as principais trilhas oferecidas para o Enem estão:
 

·                     Química para o Enem;


·                     Física para o Enem;


·                     Matemática para o Enem;


·                     Biologia para o Enem;

·                     Português e Redação para o Enem. 

Com foco na educação digital, a Kultivi aposta em métodos que estimulam o protagonismo do aluno, valorizando a construção de conhecimento a partir de ferramentas acessíveis, confiáveis e atualizadas. “Para quem busca uma preparação estruturada e sem custos para o Enem 2025, a plataforma se consolida como uma alternativa democrática e de alto valor formativo”, destaca Cláudio Matos, sócio fundador da Kultivi.


A proposta da Kultivi tem gerado resultados concretos. Entre os relatos de alunos impactados pela plataforma, está o de Philipe Ádamo, hoje graduando em Gestão Hospitalar pela Unicesumar: "Estudar na Kultivi foi transformador. Comecei com o curso para concursos e para o Enem e, mesmo sem conseguir concluí-lo, o que aprendi foi suficiente para me ajudar a passar no Enem e ingressar no ensino superior. O curso de informática também abriu novas portas para mim. Com ele, posso explorar melhor o lado tecnológico da minha área e crescer profissionalmente", completa Philipe.

 

Mais informações e acesso aos cursos disponíveis estão no site oficial: www.kultivi.com.



Junho Violeta: a importância da denúncia

Canal responsável pelo combate ao crime contra longevos recebe atualizações

 

No mês em que celebramos a conscientização sobre a violência contra a pessoa idosa, é fundamental trazer ao foco a importância de proteger nossos longevos. O período ficou nacionalmente conhecido como Junho Violeta.

O Disque 100, canal responsável por receber as denúncias e combater o crime contra a população brasileira de longevos, agora conta com uma nova central de atendimento. O espaço traz o monitoramento contínuo às denúncias enviadas aos órgãos oficiais como Polícia Militar, Polícia Civil, Ministério dos Direitos Humanos, entre outros, conforme a gravidade da situação e a competência de cada órgão. Os operadores que respondem pela ferramenta são capacitados para garantir a melhoria do fluxo de encaminhamentos e maior efetividade no combate à violência.

Para Gleisson Rubin, Diretor do Instituto de Longevidade MAG, é importante conscientizar toda a população sobre a gravidade dos casos e a necessidade da compreensão das diversas formas de agressão contra os longevos, incluindo a física, psicológica, sexual, patrimonial e negligência institucional.
 

“A violência contra o idoso acontece de forma silenciosa e, infelizmente, em alguns casos, ela se torna invisível. Se faz necessário trazer o tema para discussões intergeracionais, visando uma conscientização para o futuro populacional. Atualizações como as do Disque 100 e a aproximação do Legislativo com o tema refletem uma preocupação com essa geração, uma vez que a longevidade tem se tornado uma realidade para os próximos anos”, comenta Rubin. 

No último ano, o Instituto de Longevidade MAG lançou uma cartilha voltada para a prevenção à violência contra o idoso. Nela é possível encontrar os tipos de violência que os longevos podem sofrer e orientações para saber como agir e aconselhar em casos de abusos e sinais de violência. 

Para mais informações, acesse o Instituto de Longevidade MAG.


Novo Código Civil Pode Expulsar Moradores Antissociais e Limitar Airbnb: A Nova Era da Vida em Condomínio Está Chegando?

Proposta em debate no Senado quer endurecer regras contra condutas abusivas, limitar aluguéis por aplicativos e alterar a forma como lidamos com a propriedade privada nos condomínios

 

Uma proposta de atualização do Código Civil brasileiro está acendendo o alerta em condomínios de todo o país. Em debate no Senado, o novo texto pode trazer mudanças radicais na convivência condominial, inclusive permitindo a expulsão de moradores com conduta antissocial e restringindo alugueis por plataformas como o Airbnb. 

O projeto propõe, de forma inédita, mecanismos mais objetivos e eficazes para preservar a harmonia dentro dos condomínios. E, embora o tema desperte polêmica, especialistas como o advogado Dr. Issei Yuki, referência em Direito Condominial, avaliam que a mudança pode representar um avanço importante na proteção da coletividade, desde que usada com responsabilidade.
 

A polêmica da expulsão: pode mesmo tirar o morador do próprio apartamento?

Pelo novo texto, moradores que apresentem conduta reiteradamente antissocial e gerem “incompatibilidade de convivência” poderão ser multados e, em último caso, expulsos judicialmente do condomínio desde que a medida seja aprovada por dois terços da assembleia. 

A ideia é que a expulsão não afete o direito de propriedade em si, mas sim o direito de uso. Ou seja, o morador continua sendo dono do imóvel, podendo alugá-lo ou vendê-lo, mas perde o direito de habitação naquele condomínio.

Dr. Issei Yuki comenta: “O Código Civil já permite penalizações por conduta antissocial, como a multa de até 10 vezes a taxa condominial. O que essa proposta faz é criar a possibilidade jurídica da restrição do uso do imóvel como consequência extrema, quando todas as outras medidas já falharam.” 

O texto ainda prevê que essa expulsão seja reversível, ou seja, caso o mesmo quorum da assembleia (dois terços) aprove, o morador poderá retornar ao condomínio.
 

Airbnb sob pressão: fim da farra do aluguel por temporada?

Outro ponto que deve gerar grande impacto é a mudança nas regras sobre aluguel por plataformas como o Airbnb. Atualmente, a legislação é omissa, o que faz com que decisões judiciais variem caso a caso. A nova proposta é clara: a convenção do condomínio deverá autorizar esse tipo de hospedagem. 

Com isso, condomínios poderão proibir ou restringir o aluguel por temporada, o que deve afetar diretamente investidores e proprietários que transformaram imóveis em fonte de renda passiva via aplicativos.

Dr. Issei Yuki complementa: “O novo texto oferece segurança jurídica aos condomínios e moradores. Cada comunidade poderá, via assembleia, definir se deseja ou não permitir hospedagens transitórias. Isso protege o perfil do prédio e evita que condomínios residenciais virem mini hotéis sem controle.” 

A proposta ainda prevê que, nos prédios em construção, essa informação já conste da minuta da convenção, o que traz mais transparência para compradores e investidores.
 

Multas mais pesadas e restrições para inadimplentes

O novo Código também quer subir o teto da multa por inadimplência, dos atuais 2% para até 10%. Especialistas consideram a medida “controversa”, já que pode acelerar a perda do imóvel via execução judicial, especialmente porque a dívida condominial é considerada propter rem, ou seja, vinculada ao imóvel, não ao morador. 

Outra mudança importante: inadimplentes e moradores com conduta antissocial podem ser impedidos de participar de assembleias, o que gera debate sobre representatividade e direitos de voto no condomínio. 

“Essa é uma medida que exige cautela. O inadimplente não perde sua condição de condômino, então é preciso avaliar a constitucionalidade de impedir sua participação em decisões que impactam a coletividade”, pondera Dr. Issei.
 

Convivência x Propriedade: estamos mudando o eixo?

A grande questão que essa atualização do Código Civil traz é: até onde vai o direito individual quando ele ameaça a coletividade?
 

A expulsão de moradores, o controle de aluguéis e a limitação de direitos de assembleia representam um reposicionamento do que se entende por convivência em comunidade. Viver em condomínio deixa de ser apenas uma escolha por segurança ou comodidade e passa a exigir responsabilidade social real. 

“Essas mudanças, se aprovadas, não vão criminalizar comportamentos. Elas vão exigir mais empatia e menos egoísmo de quem vive em comunidade. Não se trata de punir, mas de proteger o grupo”, conclui o advogado Issei Yuki.

As novas propostas de atualização do Código Civil estão em fase de debate, mas já mostram que o futuro da moradia compartilhada no Brasil será mais rigoroso, mais regulamentado e, espera-se, mais harmonioso.  



Issei Yuki Júnior - Graduado em Direito pela Universidade São Francisco com especialização em Direito de Família e Sucessões, e mais de 25 anos de experiência como advogado nas áreas de Direito Civil e Processual Civil, Família e Sucessões, Direito Condominial, Direito do Consumidor e Consultoria empresarial e societária.


Yuki, Lourenço Sociedade de Advogados

 

7 passos para conquistar um emprego no exterior em 2025

Plataforma M60 elenca o passo a passo para quem deseja uma vaga internacional

 

Já imaginou uma carreira fora do Brasil, ganhando em moeda forte e vivendo em um país com mais qualidade de vida? Trabalhar no exterior é um sonho compartilhado por muitos brasileiros, mas que ainda parece distante ou até inalcançável. No entanto, esse plano pode ser mais acessível do que muitos imaginam. A grande questão é: por onde começar? Muita gente com potencial para conquistar uma vaga internacional se perde no meio do caminho, seja por falta de informação, seja por não saber exatamente quais passos seguir.

Pensando nisso, a Plataforma M60, consultoria de preparação para oportunidades internacionais, reuniu sete etapas essenciais para garantir um trabalho no exterior ainda em 2025. Confira:


1. Busque destinos que valorizem sua área


Antes de começar a enviar currículos, é fundamental compreender a demanda do mercado internacional. Algumas áreas são altamente requisitadas em diversos países, o que pode facilitar a contratação. Setores como Tecnologia da Informação, Engenharia e Saúde estão sempre precisando de profissionais, especialmente em países como Estados Unidos, Canadá, Irlanda, Noruega e Finlândia. Já em nações como Portugal, Espanha e Itália, a concorrência tende a ser maior, exigindo estratégias mais específicas para se destacar.

Isso não significa, porém, que profissionais de outras áreas não tenham oportunidades. O segredo está em identificar destinos que valorizam sua formação e buscar vagas em instituições internacionais, que podem até oferecer bolsas de estudo com permissão de trabalho.


2. Adapte seu currículo para o mercado internacional


Usar o mesmo modelo de currículo que funciona no Brasil pode ser um erro ao se candidatar a uma vaga no exterior. Cada país possui particularidades e preferências em relação à apresentação profissional e, para aumentar as chances de sucesso no processo seletivo, é importante estar atento a elas.


3. Aprimore seu inglês ou outro idioma necessário


Nem toda vaga internacional exige fluência completa no idioma local, mas, para conquistar uma oportunidade no exterior, é essencial ter, no mínimo, uma boa capacidade de comunicação em ambiente profissional. Caso o objetivo seja atuar em países de língua inglesa, um nível intermediário pode ser suficiente. Por outro lado, se o inglês ainda for básico, uma alternativa viável é buscar oportunidades em regiões onde o português ou o espanhol sejam mais predominantes. Vale destacar, contudo, que o aprendizado do idioma pode ser desenvolvido ao longo do processo de planejamento.


4. Use redes sociais e networking a seu favor


Atualmente, o LinkedIn pode ser uma ferramenta decisiva para conquistar uma oportunidade de trabalho no exterior e, por isso, é fundamental manter o currículo sempre atualizado na plataforma. Algumas estratégias, como manter o perfil bilíngue e interagir com conteúdos e empresas internacionais, podem aumentar sua visibilidade diante de recrutadores estrangeiros. Além disso, se o objetivo é se aproximar de grandes empresas, uma técnica eficiente de networking é iniciar conexões com profissionais que já atuam nelas — como estagiários e assistentes —, ampliando gradualmente sua rede até alcançar recrutadores e executivos.


5. Escolha a melhor porta de entrada no mercado internacional


Se a sua estratégia é buscar uma vaga de alto nível logo no início, atenção: esse pode ser um caminho mais desafiador. Em vez disso, vale considerar alternativas mais acessíveis para dar o primeiro passo, como estágios internacionais, programas de verão (summer jobs), programas de trainee (trainee programs) e intercâmbios acadêmicos com permissão de trabalho.


6. Capriche na carta de apresentação


Muita gente ignora a importância da carta de apresentação (cover letter), mas esse é um dos documentos que mais fazem diferença na hora da seleção, podendo aumentar suas chances de aprovação em até 35%.  Inclusive, em alguns países, a carta pode até ser mais relevante do que o próprio currículo. 


7. Entenda os desafios do visto de trabalho


Algumas pessoas já começam tentando aplicar diretamente para um visto de trabalho, mas poucos sabem que esse é um dos processos mais burocráticos para se conseguir. Por isso, é importante levar alguns pontos em consideração, como pesquisar sobre os requisitos de cada país, considerar entrar no país por meio de estudos ou estágio e manter-se atualizado sobre mudanças nas políticas de imigração. 

 


Universidade do Intercâmbio


Brasil se mobiliza para o maior mutirão ambiental do mundo

Instituto Limpa Brasil lidera campanha em 100 cidades e destaca protagonismo de jovens em espaços internacionais

 

No dia 20 de setembro de 2025, o Brasil realizará a maior ação ambiental coletiva do planeta, o Dia Mundial da Limpeza. A mobilização nacional é coordenada pelo Instituto Limpa Brasil, representante oficial do movimento global Let’s Do It! e já envolveu mais de 191 países.

A edição deste ano conta com a participação de mais de 1.000 cidades brasileiras, reunindo prefeituras, escolas, cooperativas de catadores, empresas e voluntários, para os mutirões de limpeza, ações educativas e atividades de conscientização ambiental que acontecem com o intuito global de combater a poluição e promover a limpeza de áreas naturais e urbanas em todo o mundo. Ecopontos temporários e permanentes serão instalados em diversas regiões, promovendo o descarte correto de resíduos e incentivando a essas práticas.

Um dos principais destaques da campanha é o protagonismo juvenil, e o Brasil está em cenário internacional com o envolvimento da juventude em renomadas ações, como a Maria Vitória Brilhante (Mavi), Jahzara Johari Ona e Jady Veríssimo, que são representantes do programa “Meu Futuro, Minha Voz”, do Instituto e foram selecionadas para grandes eventos.

Com apenas 12 anos, Mavi participará do Global Youth Climate Training Programme 2025, promovido pela Universidade de Oxford por meio da iniciativa Oxford Net Zero. Ela é a brasileira mais jovem a integrar o programa que forma líderes climáticos de todo o mundo.

Já em junho, Jahzara Johari Ona e Jady Veríssimo representarão o Brasil na 62ª Sessão da ONU sobre Mudança do Clima (SB62), em Bonn, na Alemanha. Selecionadas pela iniciativa Bonn Climate Camp Bridge, elas participarão das discussões internacionais sobre justiça climática. Vindas da periferia, ambas são referência em educação ambiental..

A diretora executiva do Instituto Limpa Brasil, Edilainne Muniz, comenta sobre a participação das jovens nesses projetos: “A presença dessas meninas nesses espaços comprova que, com educação, compromisso social e oportunidades, novas lideranças se destacam no mundo.”

Cada ação de limpeza e cada gesto de cuidado com o meio ambiente, é uma ação de carinho com a nossa casa. Do lixo à mudança, o Brasil mostra que está pronto para deixar um legado nesse projeto.

 



Sobre o Instituto Limpa Brasil

O Instituto Limpa Brasil, fundado em 2010 pela empresa Atitude Brasil, é uma organização sem fins lucrativos que tem como missão: Promover educação e mobilização pública, de forma democrática e inclusiva, para erradicar o descarte inadequado dos resíduos restaurando o meio ambiente, construindo uma cultura de reciclagem, consumo consciente, produções responsáveis, economia circular, gerando renda para catadores de materiais recicláveis.

O Instituto Limpa Brasil é o representante oficial no Brasil do Let´s do It! Maior movimento de mobilização mundial em defesa do descarte adequado de resíduos que já atraiu mais de 90 milhões de voluntários em ações de limpeza em mais de 191 países. Saiba mais em www.limpabrasil.org e siga-nos no Instagram, Twitter, Facebook e LinkedIn.



Como usar as receitas de São João para gerar uma "receita" extra no mês de Junho

Confira como é possível empreender nas festas juninas 

 

O mês de junho, que é sinônimo de festas juninas, traz consigo a mistura de cores vibrantes, danças típicas e uma culinária irresistível que encanta e aquece o coração de todos. Para o mercado gastronômico, essa época é uma oportunidade única para explorar a rica tradição culinária e conquistar o bolso dos consumidores de uma forma saborosa e lucrativa.

Esse período é muito mais do que uma celebração cultural, é uma verdadeira festa para os sentidos. Entre os pratos mais emblemáticos, destacam-se as famosas comidas típicas como canjica, cural, bolo de milho, paçoca, cocada, entre outros, que têm o poder de unir famílias e amigos em torno de uma mesa cheia de sabores autênticos e memoráveis.

Para aqueles que trabalham no ramo de gastronomia, a temporada de festas juninas é a chance de ampliar os lucros. De acordo com uma pesquisa realizada este ano pelo Instituto Opinion Box, 67% dos entrevistados concordam que há um crescimento real nas vendas do comércio local durante o mês de junho.

Restaurantes, lanchonetes, bares e pequenos empreendedores podem tirar proveito da sazonalidade dessa festa, oferecendo pratos típicos e aproveitando o entusiasmo dos consumidores por tudo que remete às raízes brasileiras.

“É importante entender que as festas juninas vão além do tradicional. Ao focar nas receitas típicas e na qualidade dos ingredientes, é possível inovar e atrair novos públicos, principalmente os mais jovens, que buscam tanto o sabor quanto a experiência única dessa festa”, destaca Claudia Genaro, chef e consultora pedagógica do Instituto Gourmet, rede de escolas de cursos profissionalizantes em gastronomia.


Dicas para atrair mais clientes

Ao preparar e comercializar pratos típicos, é possível agregar um toque especial e inovador. Quando se adiciona uma pitada de diferencial, seu produto se torna mais atrativo. A utilização de ingredientes frescos, orgânicos ou até a adaptação de receitas tradicionais ao paladar contemporâneo são estratégias que podem diferenciar os produtos no mercado competitivo.

Bolos personalizados: Crie bolos com coberturas e recheios diferenciados, como brigadeiro de milho ou cocada de amendoim, para atrair clientes mais exigentes.

Comidas de rua: Aposte nas tradicionais "barracas de rua", oferecendo opções práticas e rápidas, como milho na espiga, pastel de feira ou até mesmo opções veganas das comidas típicas.

Menu temático: Ofereça um cardápio especial de São João, com pratos exclusivos que remetam às festividades juninas, mas com um toque de inovação que surpreenda o paladar dos clientes.

As festas juninas sempre foram uma celebração das tradições populares, e a culinária é uma das formas mais autênticas de manter essas tradições vivas. No entanto, nos últimos anos, muitos chefs e empreendedores gastronômicos têm buscado não apenas preservar as receitas típicas, mas também inová-las, criando novas possibilidades que encantam as gerações atuais sem perder o charme do passado.

Esse é um cenário rico de oportunidades para o setor gastronômico. Ao unir a tradição das receitas com a inovação e a criatividade, é possível criar uma experiência única e lucrativa para os consumidores. O segredo é apostar nas raízes culturais e, ao mesmo tempo, proporcionar ao cliente algo novo, de qualidade e saboroso.

 

 Instituto Gourmet


6 leis inegociáveis contra o abuso sexual infantil

FreePik
Proteger a infância é um compromisso de amor e responsabilidade que cabe aos adultos. As seis leis que compartilho aqui são princípios que acredito serem fundamentais para ajudar famílias e educadores a criar um ambiente seguro para as crianças, prevenindo abusos de forma prática e consciente.

É importante que as crianças aprendam desde cedo sobre respeito, limites e a reconhecer situações de risco, sempre tendo ao seu lado responsáveis atentos e confiáveis. E, principalmente, que saibam a importância de nunca se calar, independentemente de quem esteja envolvido. Nossa tarefa é cuidar, escutar e agir com firmeza quando necessário.

 

  1. A responsabilidade de proteger é dos adultos: é fundamental vigiar o que a criança acessa, com quem convive e reduzir as chances de riscos, blindando sua infância com presença e cuidado.
  2. A criança precisa de formação integral: educar de forma completa inclui falar sobre sexualidade com clareza e sem medo. A criança precisa fortalecer a própria identidade, vida emocional e aprender a dizer não, para se proteger de abusos.
  3. Toda criança deve saber o valor do corpo: identificar suas partes íntimas, entender o que é público e privado, e diferenciar entre carinho saudável e toque suspeito.
  4. Diga não à erotização precoce: ela é uma ameaça grave à infância. Crianças devem brincar e crescer no seu tempo, longe de conteúdos e comportamentos que as adultizam, como pornografia e mensagens inadequadas.
  5. Ouvir a criança e acreditar no que ela diz: mudanças de comportamento ou sinais emocionais e físicos devem ser observados com cuidado. E as situações suspeitas, acolhidas e investigadas imediatamente.
  6. Denuncie, sempre: isso é um ato de coragem que pode salvar vidas. O silêncio alimenta o ciclo do abuso, por isso é essencial agir mesmo que envolva pessoas próximas, utilizando os canais oficiais para proteger as crianças:Disque 100; Conselho Tutelar e Delegacias de Polícia da sua cidade.

  

Vitória Reis - pedagoga, escritora e palestrante dedicada à prevenção do abuso infantil, autora do livro Pare (Editora Vida Kids).



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