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sexta-feira, 13 de junho de 2025

Transplante: a importância de doar sangue para salvar vidas

Sábado: Dia 14 de junho: Dia Mundial do Doador de Sangue


No próximo dia 14 de junho, sábado, comemora-se o Dia Mundial do Doador de Sangue. Muitas pessoas não sabem que, até na hora de realizar um transplante, é preciso sangue. Não existe nenhuma alternativa que possa substituir o sangue humano, e as doações são a única fonte de sangue disponível para transfusões. É importante lembrar que doar sangue é seguro e uma doação de 450 ml pode colaborar para salvar até 4 vidas.

 

Cenário no Brasil sobre doação de sangue: No Brasil, a prática da doação de sangue existe, mas ainda enfrenta alguns desafios, especialmente na conscientização da população. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2024, foram coletadas aproximadamente 3,3 milhões de bolsas de sangue pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país através de doações voluntárias de sangue.

 

Importância de doar sangue: Segundo dr. Marcelo Addas Carvalho, doutor em Clínica Médica, hematologista, hemoterapeuta e membro do Grupo Temático de Trabalho de Hemoterapia da SOBRASP, a doação de sangue é muito importante em diversas situações. “Em casos de acidente ou emergências, as transfusões podem salvar vidas. Doenças como leucemia e linfoma e os seus tratamentos afetam a medula óssea, prejudicando a produção de células sanguíneas e a doação auxilia na reposição dessas células. Durante cirurgias de grande porte como as de transplantes de órgãos, o sangue doado é usado para substituir o que foi perdido, mantendo a estabilidade do paciente. E, logo após o transplante, o paciente pode precisar de transfusões para evitar complicações.

 

Transplantes realizados no País: O Brasil é reconhecido mundialmente na área de transplantes e possui o maior sistema público de transplantes do planeta. Segundo o relatório de doação do Ministério da Saúde para 2024, o país realizou mais de 30 mil procedimentos pelo SUS, representando um crescimento de 18% em relação a 2022. Mais de 85% desses transplantes são feitos pelo sistema público. Além disso, o número de doadores efetivos aumentou, chegando a mais de 4 mil pessoas que doaram órgãos. Os órgãos mais transplantados em 2024 foram rins (6.320), fígados (2.454), córneas (17.107) e medula óssea (3.743).

Apesar desses avanços, ainda enfrentamos desafios importantes. Apenas 55% das famílias brasileiras autorizam a doação de órgãos, e a fila de espera por órgãos e tecidos conta com cerca de 78 mil pessoas aguardando por uma chance de vida.


Quer ser um doador de sangue? É simples: basta apresentar um documento oficial com foto em um hemocentro ou outro serviço de doação de sangue em sua cidade, estar bem de saúde, ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 kg, não estar em jejum e evitar alimentos gordurosos nas três horas anteriores à doação. Menores de 18 anos devem apresentar o consentimento do responsável legal. Cada doação pode colaborar para salvar até quatro vidas, graças à separação do sangue em componentes diferentes. O intervalo todo de doação dura cerca de uma hora e não traz riscos à saúde. O intervalo entre as doações é de dois meses para homens e em três meses para mulheres.



COC faz ação gratuita para detecção de câncer de pele: manchas de nascença necessitam de atenção

 Atendimentos serão realizados nesta segunda-feira (16), das 9h às 16h, na sede do Centro de Oncologia Campinas


O câncer de pele é prevalente no ser humano. É o tipo de neoplasia maligna mais incidente no mundo e uma das que apresentam melhores chances de cura se diagnosticada no início. Nesta segunda-feira, dia 16/6, o Centro de Oncologia Campinas promove uma campanha de conscientização sobre a doença. Médicos da instituição, juntamente com Eliane Moreno, dermatologista com ênfase em oncodermatologia, realizarão gratuitamente exames para detecção de lesões, das 9h às 16h, na sede em Barão Geraldo.

A ação é aberta a pessoas de todas as idades e conta com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas. Os atendimentos serão realizados em consultório, por ordem de chegada, sem necessidade de agendamento. Os participantes devem levar um documento de identificação e comprovante de endereço. Os casos suspeitos serão encaminhados pelo COC à rede municipal.

Quanto mais cedo é encontrado um câncer de pele, maior é a chance de cura. “Todos podem ter câncer de pele, mas as pessoas mais suscetíveis são as que têm pele, cabelo ou olhos claros. Também têm mais predisposição as pessoas que têm histórico de múltiplas queimaduras solares e histórico familiar de câncer de pele, ou que já tiveram um câncer de pele antes”, reforça a médica Eliane Moreno.

A dermatologista destaca que durante a ação desta segunda-feira será usado um exame de imagem não invasivo muito importante para detecção de lesões de pele, a dermatoscopia. Este exame possibilita 92% de diagnóstico e identificações de lesões ainda em fase inicial. “Os outros 8% são lesões mínimas, que ainda não têm muitas imagens para realizarmos a leitura”, detalha. “O exame é uma dimensão entre o olho nu e o microscópio, nos permite fazer uma leitura de um câncer inicial ou de uma pinta que já tem um câncer”.

Eliane Moreno destaca que mesmo as pintas de nascença ou as manchas mais antigas podem, com o tempo, se transformar em lesões malignas. “Cerca de 5% das pintas de nascença malignizam”, informa. “Mesmo a pessoa que tem uma pinta de nascença, que já passou por exame, deve fazer uma verificação regular, porque existe o risco de malignidade futura dessa mancha.”

Todas as pessoas portadoras de pintas devem fazer um exame de corpo inteiro anualmente com sua dermatologista, recomenda a dermatologista. “Mas a própria pessoa pode observar nesse período de intervalo se surgiu uma lesão ou se uma pinta já existente mudou de cor ou de formato, se existe uma área de ferida que não cicatriza, ou se surgiu uma verruguinha dentro da pinta de nascença”, indica.

 

 Tipos de câncer

O câncer de pele não melanoma, o tipo mais comum, é caracterizado pelo crescimento anormal de células cutâneas, geralmente associado à exposição solar crônica. No Brasil, representa cerca de 30% de todos os cânceres diagnosticados.

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 220 mil novos casos de câncer de pele não melanoma por ano, no triênio 2023-2025. O Carcinoma Basocelular é o tipo mais frequente e representa de 70% a 80% dos casos. Tem cescimento lento e raramente metastatiza – não se espalha para outros órgãos do corpo.

De 20% a 30% dos casos de câncer de pele não melanoma são Carcinomas Espinocelulares, que se originam nas células escamosas da epiderme, especifica Medina. Esse é um tipo mais agressivo do que o Carcinoma Basocelular, com maior potencial de metástase, de 2% a 5%.

O câncer de pelo melanoma é agressivo e com alto risco de metástase. Por ano, são diagnosticados no Brasil 8.450 novos. Conforme o Inca, a doença responde por até 4% das neoplasias malignas de pele e tem origem nas células produtoras de melanina (substância que determina a cor da pele). O prognóstico positivo do melanoma está diretamente ligado à detecção precoce.

As lesões malignas de pele normalmente têm mais de 6mm de diâmetro. É motivo de alerta sinais como pequenas feridas que não cicatrizam; crescimento da mancha; ocorrência de vermelhidão, inchaço, coceira ou sensibilidade; e mudança do aspecto ou da cor.

Para o diagnóstico de melanoma é usada a chamada regra ABCDE, que considera a assimetria (uma metade da mancha não é igual à outra); as bordas, se são regulares ou não; a cor das pintas, ou seja, se ela é uniforme ou tem cores diferentes; se existe coceira ou não; o diâmetro – lesões que passam de 6 mm são mais suspeitas – e a evolução relatada pelo paciente.

 

 SERVIÇO

Ação de Prevenção e Conscientização sobre o câncer de pele

Quando: Dia 16/6

Onde: Centro de Oncologia Campinas – Rua Alberto de Salvo, 311, Barão Geraldo

Horário: das 9h às 16h (atendimento por ordem de chegada)

O que levar: documento de identificação e comprovante de residência

Quanto: gratuito

Realização: Centro de Oncologia Campinas e Secretaria Municipal de Saúde de Campinas



PrEP: Saiba o que é e como funciona


 Freepik
Nas últimas décadas, o Brasil avançou significativamente no combate ao HIV, mas os números ainda preocupam e mostram que a prevenção continua sendo essencial. Entre 2007 e junho de 2024, o Brasil registrou mais de 541 mil casos de HIV, sendo 70,7% em homens. Apenas em 2023, foram notificados 46.495 novos casos, um crescimento de 4,5% em relação ao ano anterior. A AIDS voltou a crescer, com 17,8 casos por 100 mil habitantes, especialmente entre jovens de 15 a 24 anos e adultos de 25 a 34 anos.

Uma das ferramentas mais eficazes e inovadoras nessa luta é a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição), uma estratégia que protege pessoas em situação de maior vulnerabilidade ao vírus por meio do uso contínuo de medicamentos. Este tratamento é indicado para pessoas que ainda não vivem com HIV, mas que têm maior risco de exposição ao vírus.

O uso correto da PreEP pode reduzir em mais de 90% a chance de infecção por via sexual. Trata-se de uma revolução silenciosa na saúde pública, que vem salvando vidas e rompendo barreiras sociais. Dra. Michelle Zicker, infectologista do São Cristóvão Saúde, destaca: “a PrEP é uma estratégia segura, eficaz e recomendada para a prevenção do HIV. Quando usada corretamente, ela oferece uma potente proteção, além de promover um cuidado regular com a saúde sexual da pessoa”.


Como funciona a PrEP?

A PrEP consiste na ingestão de comprimidos antirretrovirais antes da pessoa ser exposta ao HIV. Esses medicamentos impedem que o vírus se estabeleça no organismo, caso haja contato. Atualmente, existem duas formas principais:

  • PrEP diária: indicada para pessoas com risco contínuo de exposição ao HIV, como quem mantém relações sexuais frequentes sem preservativo ou que repetidamente procuram a PEP (Profilaxia Pós Exposição).
  • PrEP sob demanda: voltada a quem tem relações sexuais esporádicas e consegue prever quando ocorrerá a possível exposição. Esse regime, no entanto, é recomendado apenas para grupos específicos com base em evidências científicas, como homens cisgêneros, gays, bissexuais ou que fazem sexo com homens (HSH), pessoas não binárias designadas como do sexo masculino ao nascer, e mulheres trans/travestis que não utilizam hormônios com estradiol.

Durante o uso da PrEP, a pessoa passa por acompanhamento médico regular, incluindo testagens para HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Esse monitoramento é um oportunidade adicional para cuidar da saúde integral, inclusive com diagnóstico precoce e tratamento de outras ISTs.

“É fundamental a testagem regular e a investigação de sinais e sintomas para outras IST. A PrEP previne contra o HIV e permite o diagnóstico e tratamento de outras IST, interrompendo a cadeia de transmissão. Por outro lado, o uso do preservativo previne a infecção pelo HIV e outras IST”, reforça a Dra. Michelle.


O estigma ainda é um desafio

Apesar da eficácia da PrEP, o estigma e a desinformação ainda afastam muitas pessoas da prevenção. Dados do Ministério da Saúde revelam que grande parte da população acredita, equivocadamente, que o medicamento seria “remédio para quem faz sexo irresponsável”. Essa visão desestimula o uso e impede que o tratamento chegue a quem mais precisa.


Novas tecnologias e o futuro da PrEP

Além da PrEP oral, novas alternativas estão em desenvolvimento, como a PrEP injetável, que promete mais comodidade e adesão. A expectativa é que essas opções ampliem o acesso e diversifiquem as formas de prevenção, especialmente para quem enfrenta dificuldades em manter o uso diário dos comprimidos.

Para conter o avanço do HIV, o Brasil precisa superar barreiras estruturais, ampliar a informação e facilitar o acesso à PrEP. No município de São Paulo, por exemplo, após teleatendimento pelo SUS, é possível retirar o kit composto pela profilaxia indicada pela equipe de saúde e um autoteste de HIV em uma máquina de entrega automática, utilizando um QR Code.

 

Grupo São Cristóvão Saúde

 

ANS avalia incorporação de novo tratamento para rinossinusite crônica com pólipos nasais


  • Doença afeta milhares de brasileiros e está associada à obstrução nasal, cirurgias repetidas e queda na qualidade de vida,1,3,4

  • Consulta Pública permite que sociedade contribua para avaliar a ampliação do acesso a tratamento para doença crônica refratária5

 

A rinossinusite crônica com pólipos nasais (RSCcPN), popularmente conhecida como sinusite com pólipos nasais, é uma inflamação persistente dos seios da face caracterizada pelo surgimento de pólipos — formações benignas que obstruem o nariz e afetam diretamente o olfato, a respiração e o bem-estar dos pacientes1,3. Trata-se de uma condição recorrente, de difícil controle e, muitas vezes, associada a outras doenças, como a asma grave e a doença respiratória exacerbada por anti-inflamatórios não esteroides (DREA)4. 

“A sinusite crônica com pólipos nasais é uma doença crônica que muitas vezes passa despercebida. Os sintomas podem parecer comuns, como nariz entupido ou perda de olfato, mas o impacto é profundo e contínuo. Muitos pacientes convivem por anos com esses sinais sem saber que existe um diagnóstico específico e tratamento adequado”, explica o Dr. Thiago Bezerra (CRM-PE: 19120 | CRM-SP: 110.836), otorrinolaringologista do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC/UFPE), professor da UFPE e membro da diretoria da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) e da Academia Brasileira de Rinologia (ABR). 

Para avaliar a ampliação das opções terapêuticas disponíveis, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela regulamentação do sistema privado de saúde, abriu uma Consulta Pública para ouvir opiniões de pacientes, familiares, profissionais da saúde e sociedade em geral sobre a possível incorporação de um imunobiológico à lista de coberturas obrigatórias dos planos de saúde, como tratamento complementar para adultos com RSCcPN grave e refratária5. 

De acordo com estudos clínicos, mais da metade dos pacientes com asma grave também convive com rinossinusite crônica com pólipos – o que agrava ainda mais a evolução da doença e sua complexidade4. 

“Pacientes com sinusite com pólipos nasais muitas vezes enfrentam uma longa trajetória até o diagnóstico correto e o acesso a um tratamento adequado. Mesmo após múltiplas cirurgias e uso contínuo de corticoides, os sintomas podem persistir e comprometer atividades do dia a dia, como sentir cheiros, dormir bem ou respirar com facilidade”, afirma o Dr. Bezerra. “Em quadros refratários, é fundamental que haja opções terapêuticas que levem em consideração as especificidades do processo inflamatório envolvido na doença”.

 

Por que é importante participar da Consulta Pública? 

A incorporação de um medicamento inovador no rol da ANS pode representar um avanço no cuidado de pacientes que vivem com sintomas persistentes e já passaram por múltiplos tratamentos, com alto impacto físico e emocional. 

“A Consulta Pública é uma oportunidade única para dar visibilidade a um grupo de pacientes que sofre em silêncio. Muitos convivem com dor facial, obstrução nasal, perda de olfato, alterações do sono e da alimentação, sem saber que há alternativas. A participação ativa da sociedade é um gesto de empatia e de reconhecimento do direito ao acesso à saúde com base em evidências”, reforça o especialista. 

Profissionais de saúde, pacientes, familiares e a população em geral podem contribuir na consulta pública n° 1575 até 1º de julho de 2025. Para participar e saber mais informações, é necessário acessar este link.

 

Como participar da consulta pública 

Participar é simples e pode fazer a diferença. Veja como contribuir:

  1. Acesse o site da Agência Nacional de Saúde Suplementar: Visite Link, role a tela até encontrar o link de acesso à consulta pública n° 157.
  2. Leia o relatório técnico: entenda os critérios e evidências científicas de mepolizumabe avaliadas.
  3. Envie sua opinião: Preencha o formulário de consulta pública compartilhando suas considerações e apoio à incorporação do tratamento.



GSK
www.gsk.com.br


Referências

  1. Staudacher AG;Ann Allergy Asthma Immunol;2020;124;318–325
  2. Pilan, R. et al. Prevalence of chronic rhinosinusitis in São Paulo. Rhinology. 2012;50:129-138.
  3. Bachert C, et al. Burden of Disease in Chronic Rhinosinusitis with Nasal Polyps. J Asthma Allergy. 2021;14:127–134.
  4. Laidlaw TM, et al. Chronic Rhinosinusitis with Nasal Polyps and Asthma. J Allergy Clin Immunol Pract. 2021;9:1133-41.
  5. Diário Oficial da União - Edição Nº 108 de 10/06/2025 - Pág. 78 - Disponível em: Link 
  6. Varricchi G, et al. Interleukin-5 pathway inhibition in eosinophilic respiratory disorders. Curr Opin Allergy Clin Immunol. 2016;16:186–200.
  7. Bajbouj K, et al. IL-5 receptor expression in lung fibroblasts. Allergy. 2023;78:882–885.
  8. Han JK, et al. Mepolizumab for chronic rhinosinusitis with nasal polyps (SYNAPSE). Lancet Respir Med. 2021;9(10):1141–1153.
  9. Bachert C, et al. J Allergy Clin Immunol. 2022;149(5):1711–1721.
  10. Desrosiers M, et al. Ann Allergy Asthma Immunol. 2022;129.5:S71-S72.

 

Material dirigido ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico.

 

Exposição Cuidando da Dor ocupa a Estação Aeroporto Guarulhos da CPTM com retratos sobre empatia e cuidado

Créditos: André François


Com imagens de André François e curadoria de Paula Poleto, mostra gratuita aborda a dor como linguagem humana e coletiva; visitação
de 14 de junho a 14 de julho de 2025 

 

O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, e a produtora AF Imagens, através do ProAC/ICMS, apresentam a exposição do projeto “Cuidando da Dor”, em cartaz de 14 de junho a 14 de julho na Estação Aeroporto Guarulhos da CPTM, na Grande São Paulo. Gratuita e acessível, a mostra propõe um olhar sensível sobre um tema muitas vezes silenciado: a dor — em suas formas físicas, emocionais e sociais. 

 

Com imagens do fotógrafo e documentarista André François e curadoria de Paula Poleto, a exposição convida o público a perceber a dor não apenas como sintoma, mas como linguagem. Feitas em hospitais de São José do Rio Preto, São Paulo e Barretos, os retratos revelam pessoas que convivem com condições como dores crônicas, cefaleias, fibromialgia e lombalgias, além de registros da atuação de profissionais da saúde que enfrentam, diariamente, os desafios do cuidado. As fotografias capturam expressões, silêncios e gestos que falam — e que pedem escuta. 

 

“Transformar a dor em expressão é um ato de coragem. Torná-la visível, uma forma de cuidado”, destaca a curadora Paula Poleto. Com essa proposta, a mostra estabelece uma ponte entre arte e saúde, convidando os milhares de passageiros que circulam pela estação a refletirem sobre empatia, escuta e acolhimento.

 

Com mais de três décadas dedicadas à fotografia documental, André François é reconhecido por seu trabalho voltado a temas sociais e humanitários. Suas imagens já foram exibidas em espaços públicos no Brasil e no exterior, com reconhecimento de instituições como ONU, OMS e Médicos Sem Fronteiras. Em “Cuidando da Dor”, seu olhar encontra, na dor, uma narrativa coletiva que revela a humanidade em suas fragilidades — e também em sua potência de superação.

 

“Cuidando da Dor” é mais do que uma exposição — é uma experiência que convida à escuta e à reflexão, um espaço onde a arte e a cultura se unem à saúde para ampliar o diálogo sobre um tema muitas vezes silenciado. Como parte do projeto, entre os dias 5 de maio e 16 de julho, estão sendo realizadas oficinas culturais no Hospital Municipal Tide Setúbal, na zona leste de São Paulo, onde participantes transformam suas vivências de dor em expressão criativa por meio da fotografia, da escrita e de atividades de escuta. Porque cuidar também é dar voz.

 

 

Serviço 

Exposição – Cuidando da Dor

Local: Estação Aeroporto Guarulhos da Linha 13-Jade da CPTM

Data: 14/06 a 14/07 Todos os dias, das 04h à 00h   

Classificação Livre e entrada mediante tarifa da estação. 

 

Exposição – Cuidando da Dor

Local: Estação Palmeiras-Barra Funda, que atende a Linha 7-Rubi e o serviço Expresso Aeroporto da CPTM

Data: 14/06 a 14/07 Todos os dias, das 04h à 00h    

Classificação Livre e entrada mediante tarifa da estação. 


Consulta Pública avalia incorporação de tratamento subcutâneo para Doença de Crohn no SUS1

Infliximabe subcutâneo é indicado para pacientes adultos com a enfermidade moderada a grave2


Está aberta, até 18 de junho, a Consulta Pública SECTICS nº 39/2025 que avalia a incorporação, no SUS, de um tratamento subcutâneo para pacientes com doença de Crohn moderada a grave que tiveram resposta inadequada às terapias convencionais. A participação é aberta ao público e pode ser feita pelo link: Link. As Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) são enfermidades crônicas representadas, de maneira mais comum, pela Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa. No Brasil, a estimativa de prevalência é de 100 casos em cada 100 mil habitantes3.

As DIIs, inclusive, receberam grande atenção na agenda pública recente, resultando em dois outros importantes encaminhamentos para as demandas desta parcela da população. O primeiro é a sanção da Lei 15.138/2025, que institui a Política Nacional de Assistência, Conscientização e Orientação sobre Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa; o segundo é a grande participação popular na petição para atualização do PCDT (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas) da Doença de Crohn, que alcançou 39.568 assinaturas. A última atualização deste PCDT ocorreu em 20174.


O que vem agora?

Após 20 dias de Consulta Pública, as participações são avaliadas e inseridas ao relatório final da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde – Conitec. Em seguida, o documento é encaminhado para a Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovações e Insumos Estratégicos em Saúde (SCTIE/MS) do Ministério da Saúde. O órgão avalia o relatório e decide sobre a incorporação da terapia no Sistema Único de Saúde (SUS), que é anunciada via Diário Oficial da União (DOU)5.


Sobre a Doença de Crohn 

A Doença de Crohn afeta predominantemente a parte inferior do intestino delgado (íleo) e do intestino grosso (cólon), mas pode atingir qualquer região do trato gastrointestinal. Habitualmente, a enfermidade causa diarreia, cólica abdominal, febre e sangramento retal, além de poder reduzir o apetite e causar, consequentemente, perda de peso. Os sintomas podem variar de leve à grave, mas em geral os pacientes podem ter uma vida ativa e produtiva6.

 

Sinais, sintomas, Diagnóstico e Tratamento 

Os tratamentos para as doenças inflamatórias intestinais têm como objetivos minimizar os sintomas, induzir à remissão por um longo período e permitir que o paciente tenha mais qualidade de vida. O diagnóstico das DIIs deve ser feito por um coloproctologista ou por um gastroenterologista. Os sinais e sintomas mais comuns para a busca pelo especialista são: diarreia; sangramento retal; dor abdominal; urgência evacuatória; febre e perda do apetite7

Link para a participação na Consulta Pública: Link.

 

Referências:

  1. Link
  2. Link
  3. Link
  4. Link

 

Como driblar o medo das crianças na hora do exame?

Espaços lúdicos, óculos de realidade virtual e equipe especializada ajudam a tornar a coleta de sangue um momento mais leve e tranquilo 

 

Levar uma criança para fazer exame de sangue pode ser um verdadeiro desafio para pais e responsáveis. Choro, tensão e resistência são comuns, mas esse cenário está mudando. Em mais de 350 unidades do Sabin Diagnóstico e Saúde, iniciativas que combinam acolhimento, ambientação personalizada e tecnologia estão ajudando a transformar a experiência das crianças – e dos pais – em momentos mais leves, seguros e até divertidos. 

De brinquedos e tablets a óculos de realidade virtual, o objetivo é um só: tirar o foco do medo e gerar confiança. A proposta é criar um ambiente em que a criança se sinta confortável e respeitada, enquanto a equipe especializada conduz o exame com cuidado e empatia. 

Em algumas unidades, como em Blumenau (SC), há até salas sensoriais exclusivas para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de atendimento domiciliar gratuito para esse público em cidades da região. “Cuidar da saúde infantil vai além do exame. É sobre acolher, escutar e criar vínculos positivos com a criança, desde o primeiro contato”, explica Alessandra Correia, biomédica e gestora do Sabin em Campinas (SP). 

Para ajudar as famílias a lidarem com o momento da coleta de sangue de forma mais leve, Alessandra lista 10 dicas práticas que podem fazer toda a diferença: 

  1. Seja honesto, mas com leveza: Conte à criança o que vai acontecer, sem alarmá-la. Use palavras simples e explique que é rápido e seguro.
  2. Transforme o dia em um evento especial: Prometa algo legal após o exame, como um passeio ou lanche favorito. Isso muda o foco da atenção.
  3. Celebre a coragem: Após o exame, elogie a bravura e reconheça o esforço. Uma lembrancinha ou certificado simbólico pode ser um incentivo a mais.
  4. Cheque a necessidade de jejum: Nem todos os exames exigem jejum. Confirme antes para evitar desconforto desnecessário.
  5. Prefira horários alternativos: As tardes costumam ser mais tranquilas nas unidades, o que ajuda a reduzir a ansiedade do ambiente.
  6. Considere a coleta domiciliar: Para crianças com muito medo ou necessidades especiais, o atendimento em casa pode ser a melhor opção. O Sabin oferece esse serviço em diversas regiões do país.
  7. Esteja presente: Um responsável ao lado o tempo todo transmite segurança. Segurar a mão e manter o olhar atento faz diferença.
  8. Dê uma pequena recompensa: Um lanche, um brinquedinho ou até um abraço apertado mostra que o esforço valeu a pena.
  9. Use distrações a favor: Leve um livro, brinquedo ou use os tablets e óculos de realidade virtual disponíveis em algumas unidades. O foco muda e o exame passa quase despercebido.
  10. Conte com profissionais preparados: No Sabin, todas as unidades contam com equipe treinada para atendimento infantil, inclusive em exames como o teste do pezinho.

 

Grupo Sabin
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Muito além do tapete: 3 armadilhas silenciosas que colocam os idosos em risco dentro de casa

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A geriatra da 3i Residencial Sênior explica a importância de adaptar o ambiente para a terceira idade viver com qualidade e segurança 

 

Envelhecer com dignidade requer alguns cuidados essenciais, principalmente para evitar quedas. Na terceira idade, os ossos costumam estar mais frágeis, há perda de massa muscular e de equilíbrio. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 28% a 35% das pessoas acima de 65 anos sofrem quedas ao menos uma vez ao ano. Para a Dra. Vera Bellinazzi, geriatra da 3i Residencial Sênior, referência em atendimento humanizado e residenciais sênior para idosos lúcidos e não-lúcidos, é importante ter atenção à adaptação dos espaços para as pessoas 60+, seja a própria casa ou Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs).

“Evitar quedas entre os idosos é fundamental, já que além de causar traumas, uma queda pode resultar em fraturas, perda de mobilidade e até levar ao óbito. Como o processo de recuperação nessa fase da vida é mais lento, complicações como infecções e aumento da dependência de outras pessoas tornam-se mais comuns. Por isso, é importante adotar cuidados no dia a dia que promovam segurança e autonomia. Por exemplo, hoje em dia, todo mundo sabe que o tapete pode ser um vilão quando não são bem colocados no chão com fitas dupla face nas bordas. No entanto, existem outras medidas simples que também podem tornar a rotina da terceira idade mais segura e funcional”, comenta a Dra. Vera.

Para ajudar a aumentar a qualidade de vida dos idosos, a geriatra Vera preparou uma lista com dicas para tornar os ambientes adequados a essa fase da vida. Confira:


  • Forneça apoio

Colocar barras de segurança dentro do box e ao lado do vaso sanitário, deixa o banheiro mais seguro para o idoso, além de promover mais independência. 

“Outras práticas podem transformar o banheiro em um espaço ainda mais seguro, como a instalação de um banco fixado dentro do box e, se o tapete for indispensável, optar pelos modelos emborrachados”, orienta Bellinazzi.


  • Não obstrua as passagens

Não deixe móveis nos espaços de circulação como mesas de centro ou estátuas, porque podem atrapalhar a locomoção dos idosos. Evite deixar qualquer objeto pelo chão, principalmente fios condutores e extensões por serem obstáculos perigosos. 

“Além de causar quedas, os fios e extensões apresentam riscos para toda a família, devido à possibilidade de sobrecarga elétrica”, explica a Dra. 


  • Invista em boa iluminação

A tecnologia pode ser nossa amiga, em especial, para tornar a casa ou residenciais sênior, mais funcionais. Ao invés de pagar caro em contas de luz por ter que deixar muitos cômodos acesos durante a noite, aposte em lâmpadas com sensores de movimento.

“Estes sensores permitem que as luzes acendam automaticamente quando o idoso colocar o pé no chão, iluminando o espaço de forma suave e ajudando a reduzir os custos com energia”, aconselha. 


Viver bem é viver com segurança

Pequenas mudanças fazem uma enorme diferença na rotina da terceira idade. Adaptar os ambientes não é apenas uma medida de proteção, mas um gesto de cuidado, respeito e valorização da autonomia dos idosos. “Muitas vezes, o que parece um detalhe, como um fio solto ou uma luz fraca, pode ser decisivo na prevenção de acidentes. Por isso, pensar na casa como um espaço inclusivo é essencial para o envelhecimento saudável”, conclui a Dra. Vera.

 


3i Residencial Sênior


CANETAS EMAGRECEDORAS: SAIBA OS RISCOS DO USO INDISCRIMINADO

Médico cirurgião gastrointestinal explica que muitas substâncias ditas “fórmulas emagrecedoras” e vendidas na internet podem apresentar riscos à saúde, sobretudo, ao fígado.

 

Uma perda de peso rápida e repentina que deixe as pessoas magras como num passe de mágica é o sonho de muitos brasileiros, e nos últimos anos, o mercado de fórmulas emagrecedoras tem crescido significativamente, prometendo resultados eficazes e rápidos. Segundo pesquisa do Conselho Federal de Farmácia (CFF) e do Instituto Datafolha, 24% dos brasileiros já experimentaram alguma substância para emagrecer. 

A crescente popularidade de medicamentos como Ozempic e Wegovy, conhecidos por favorecer a perda rápida de peso, voltou a levantar preocupações após o comitê de segurança da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) informar que esses remédios podem, em casos muito raros, causar uma condição ocular grave chamada neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (NAION), que pode levar à perda de visão. Embora estudos anteriores já tenham associado o Ozempic a esse risco em pacientes com diabetes tipo 2, é a primeira vez que um órgão regulador reconhece oficialmente o efeito colateral. A condição pode afetar até 1 em cada 10 mil pessoas que usam a semaglutida, princípio ativo também presente no Rybelsus, por pelo menos um ano.
 

“Fórmulas emagrecedoras” também oferecem risco ao fígado   

Para o Dr. Lucas Nacif, médico cirurgião gastrointestinal, muitas vezes, na busca por soluções rápidas ou por serem mais acessíveis financeiramente, as pessoas recorrem a essas opções, acreditando que são mais saudáveis, no entanto, acabam se colocando em risco. “O uso indiscriminado de qualquer substância, não somente as canetas, pode ter consequências graves para o corpo, afetando principalmente o fígado, os rins, coração, intestino, o cérebro e em casos extremos, podendo levar até mesmo à morte”, alerta o especialista. 

Ainda de acordo com o especialista, essas “fórmulas emagrecedoras”, muitas vezes vendidas sem prescrição médica e sem controle rigoroso, contêm ingredientes que podem causar danos graves ao organismo. "Essas substâncias geralmente são compostas por estimulantes, diuréticos e outras drogas que prometem acelerar o metabolismo e suprimir o apetite", afirma Nacif. “No entanto, o que não é amplamente divulgado são os efeitos colaterais severos que podem surgir”, acrescenta. 

Segundo o médico, o fígado, órgão crucial para o metabolismo e detoxificação do corpo, é frequentemente sobrecarregado pelo uso excessivo, independente do medicamento. "Muitas das substâncias presentes nessas formulações são metabolizadas pelo fígado, o que pode levar a danos hepáticos significativos. Isso inclui desde inflamação e esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado) até casos mais graves de hepatite tóxica e insuficiência hepática aguda”, explica. 

Além do fígado, o trato intestinal também sofre consequências adversas, isso porque fórmulas emagrecedoras causam irritação gastrointestinal, podendo levar a sintomas como dor abdominal, náuseas, vômitos e diarreia. “A longo prazo, pode resultar em danos ao revestimento intestinal e comprometimento da absorção de nutrientes essenciais, levando a deficiências nutricionais”, esclarece. 

Portanto, o risco de morte associado ao uso indiscriminado de qualquer medicamento não deve ser subestimado, destaca o médico. "Em casos extremos, principalmente quando consumidas em doses elevadas ou por pessoas com condições de saúde pré-existentes, essas substâncias podem desencadear arritmias cardíacas, hipertensão arterial severa e até mesmo eventos cardiovasculares fatais", alerta o Dr. Nacif, que ressalta: “É fundamental que as pessoas entendam que não há atalhos seguros para a perda de peso”. 

Segundo a Anvisa, apenas farmácias e drogarias autorizadas têm permissão legal para vender os medicamentos, e determinou que só poderão ser vendidos aos clientes com retenção de receita. A categoria inclui os semaglutida, liraglutida, dulaglutida, exenatida, tirzepatida e lixisenatida.



Lucas Nacif - Especialista em cirurgia geral, e do aparelho digestivo, o Dr. Lucas Nacif é reconhecido por sua expertise em cirurgias hepato bilio pancreática e transplante de fígado, utilizando técnicas avançadas minimamente invasivas por laparoscopia e robótica. Além de suas contribuições no campo da cirurgia, o Dr. Nacif é membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD) e da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Internacionalmente, ele é membro da ILTS (International LiverTransplantation Society), TTS (The Transplantation Society) e AHPBA (AmericasHepato-Pancreato-Biliary Association). O Dr. Nacif dedica-se integralmente à promoção da saúde digestiva, buscando não apenas a cura, mas também uma melhoria substancial na qualidade de vida de seus pacientes.
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