Pesquisar no Blog

sábado, 27 de abril de 2024

Culpa materna: entenda e aprenda a lidar

Como o autocuidado ajuda mães a superar pressões sociais e reforçar a confiança em suas escolhas

 

Entender a culpa materna e como lidar com ela tornou-se um tema essencial para as mães hoje em dia. Essa culpa aparece de várias maneiras, como se sentir que não está fazendo o suficiente pelos filhos, estar trabalhando muito ou pela forma como se conecta com eles. 

Para a psicóloga Rafaela Schiavo, uma das pioneiras da Psicologia Perinatal e da Parentalidade e fundadora do Instituto MaterOnline, a maioria das mães já sentiu culpa em algum momento. Mais do que isso, ela aponta que as mães, muitas vezes, sentem mais essa culpa do que os pais, por causa do que a sociedade espera delas. Mas, segundo ela, sentir culpa não é só ruim. Quando abordada de maneira construtiva, pode ajudar no crescimento pessoal e a melhorar seu relacionamento com os filhos e consigo mesma.

Para abordar mais sobre o assunto, Rafaela Schiavo respondeu algumas perguntas comuns:


O que é a culpa materna e por que acontece tanto?

“A culpa materna é um sentimento que surge por conta das junções sociais, pessoais e a realidade da maternidade. Muitas mães se sentem culpadas por não conseguirem atender a todas as demandas e expectativas que a sociedade e elas mesmas impõem. É quase como se a culpa fosse uma sombra que acompanha a maternidade”. 


Como a culpa materna afeta a família?

“Essa culpa não só impacta o bem-estar emocional das mães, mas também a familiar. Faz as mães se sentirem ansiosas e distantes, o que pode prejudicar a convivência com os filhos e o parceiro”. 


Como posso lidar com a culpa materna?

“É preciso pensar sobre seus sentimentos e entender o impacto deles na sua vida. Conversar com outras mães, aceitar que ninguém é perfeito, cuidar de si mesma e, se necessário, buscar ajuda de um profissional são maneiras de lidar com isso”.


Quando é hora de buscar ajuda profissional?

"Se a culpa estiver atrapalhando muito sua vida e sua felicidade, é importante falar com alguém que possa ajudar, como um psicólogo. Um espaço de diálogo seguro com um profissional pode abrir caminhos para a superação".


Por que é importante ter informação e orientação?

"A orientação é fundamental para prevenir a culpa materna. Muitas vezes, esse sentimento surge da falta de conhecimento sobre o que é normal na maternidade. Ter informação, desde antes de ter filhos, pode preparar as mães para os desafios”. 


É normal se sentir cansada da maternidade às vezes?

“Com certeza. Todas as mães se sentem cansadas ou frustradas em algum momento. O importante é saber que isso não te faz uma mãe ruim. Aceitar e conversar sobre esses sentimentos ajuda muito". 


Como a sociedade influencia a culpa materna?

"A sociedade tem grandes expectativas sobre as mães. Essa pressão cultural pode fazer com que muitas mulheres se sintam culpadas por quererem trabalhar ou por outras escolhas pessoais. Reconhecer e questionar essas expectativas é um passo importante para se sentir melhor." 

Para lidar com a culpa, a psicóloga dá as seguintes dicas: 

1) Falar com outras mães: Contar o que você está sentindo e ouvir as histórias delas pode fazer você se sentir menos sozinha.

2) Ser gentil consigo mesma: Entender que está tudo bem em não ser uma mãe perfeita. Porque mães perfeitas, além de não existirem, poderiam prejudicar o desenvolvimento do filho. Não é esperado que as pessoas tenham mães perfeitas, mas sim mães possíveis, ou suficientemente boas.

3) Cuidar de você: É muito importante reservar um tempo para cuidar da sua mente e do seu corpo.

4) Buscar ajuda se precisar: Se a culpa estiver difícil de manejar, procurar um profissional pode ajudar muito.


Saiba como conceitos de mindfulness e cocriação ajudam mulheres a combater o estresse e ansiedade no trabalho

 

De acordo com Elainne Ourives, treinadora mental, psicanalista e especialista em reprogramação vibracional, essas técnicas maximizam o engajamento e produtividade, facilitando a superação de desafios no ambiente de corporativo 

 

As mulheres no ambiente de trabalho enfrentam desafios únicos, capazes de elevar o estresse e a ansiedade ao máximo. No entanto, combinando práticas de mindfulness com técnicas de cocriação, é possível não só lidar melhor com essas pressões, mas também transformar a forma como elas respondem a esses desafios, promovendo uma abordagem mais serena e equilibrada na vida profissional.

De acordo com Elainne Ourives — psicanalista, treinadora mental, cientista e pesquisadora nas áreas da Física Quântica, das Neurociências e da reprogramação mental; criadora da Técnica Hertz®; autora best-seller de 8 livros; e mestra de mais de 200 mil alunos em 36 países —, o mindfulness, ou atenção plena, é uma prática que envolve se concentrar no presente, observando pensamentos e sensações sem julgamento. No ambiente de trabalho, essa prática pode ajudar as mulheres a se tornarem mais conscientes das suas reações emocionais e físicas ao estresse. 

Técnicas simples, como respiração consciente ou pausas breves para meditação, podem ser incorporadas ao dia a dia para ajudar a manter a calma e a concentração, mesmo sob pressão.


Mindfulness no ambiente de trabalho

Para Elainne, os benefícios de adotar esses conceitos são inúmeros. “O mindfulness ajuda a reduzir os níveis de ansiedade, permitindo uma resposta mais calma aos agentes de estresse. Também aumenta a capacidade de concentração e foco, essencial para a produtividade no trabalho. Além disso, maximiza a habilidade de gerenciar respostas emocionais, criando uma atmosfera de trabalho mais tranquila e menos reativa.”, revela.


Cocriação: alinhando intenções com ações

Segundo a especialista, a cocriação consciente é o processo de utilizar intenções, pensamentos e ações alinhadas para manifestar os resultados desejados. “No contexto profissional, isso significa estabelecer metas claras e utilizar visualizações e afirmações positivas para reforçar a capacidade de alcançar esses objetivos”, declara.

Elainne acredita que a implementação da cocriação no ambiente de trabalho exige alguns alinhamentos. “Primeiramente é preciso ter uma definição de objetivos claros e alinhadas com os valores pessoais e profissionais, uma visualização criativa para antecipar resultados positivos, além do desapego aos resultados, reduzindo a pressão interna e promovendo um ambiente de trabalho menos estressante”, ressalta.


A sinergia de mindfulness e cocriação

Combinar mindfulness e cocriação oferece uma abordagem robusta para o manejo do estresse e da ansiedade. O mindfulness fornece a base para uma mente mais estável e menos reativa, enquanto a cocriação ajuda a moldar ativamente a realidade profissional desejada. “Juntas, essas práticas incentivam um ciclo de feedback positivo onde a mente tranquila e focada apoia a manifestação de objetivos profissionais e pessoais”, pontua.

Para a especialista, líderes femininas que adotam esses conceitos mostram não só uma melhoria na gestão do estresse e ansiedade, mas também uma liderança mais inspiradora e eficaz. “A habilidade de permanecer centrada e positiva em situações desafiadoras é uma qualidade de destaque no ambiente de trabalho”, relata.

A adoção de práticas de mindfulness combinadas com técnicas de cocriação pode transformar radicalmente a maneira como as mulheres enfrentam o estresse e a ansiedade no trabalho. “Além de promover a saúde mental, essas técnicas ajudam a cultivar um ambiente profissional mais produtivo e positivo”, finaliza.

 

Elainne Ourives - Treinadora mental, cientista e pesquisadora nas áreas da Física Quântica, das Neurociências e da reprogramação mental; autora best-seller de 8 livros; mestra de mais de 200 mil alunos, sendo 120 mil deles alunos do treinamento Holo Cocriação de Sonhos e Metas, a mais completa metodologia de reprogramação mental, cocriação e manifestação de sonhos do mundo; formada pelos maiores cientistas do mundo, tais como Jean Pierre Garnier Malet, Tom Campbell, Gregg Braden, Bob Proctor, Joe Dispenza, Bruce Lipton, Deepak Chopra e Tony Robbins; multiplicadora do Ativismo Quântico de Amit Goswami; certificada pelo Instituto HeartMath; única trainer de Joe Vitale no Brasil. É ainda idealizadora do Movimento “A Vida é Incrível”, lançado para ajudar a libertar o potencial máximo das pessoas na realização de seus sonhos; e criadora da Técnica Hertz®, que surgiu a partir de descobertas da física quântica e do estudo aprofundado das mais poderosas técnicas energéticas do mundo.
Para mais informações, acesse https://elainneourives.com.br ou pelo Instagram @elainneourivesoficial.


Como alinhar saúde de corpo, mente e espírito?

Mestre na área de saúde visual e autora best-seller, Tatiana Capanema ensina em novo livro o caminho para alcançar o bem-estar integral 

 

De acordo com a definição da OMS, saúde significa “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença”. Neste sentido, a terapeuta com especialização e mestrado na área da saúde visual e educação especial, Tatiana Capanema, afirma que para viver com qualidade, disposição e alegria, é fundamental alinhar os três pilares da saúde integral: corpo, mente e espírito. 

Com um olhar atento a esta questão e o objetivo de auxiliar o público numa jornada de busca pela longevidade, ela lança o livro Saúde do Reino. Nesta obra, publicada pela Editora Vida, a autora best-seller elenca 12 princípios essenciais para alcançar uma vida verdadeiramente saudável. 

Segundo a terapeuta, muitas dores e doenças que afligem o corpo são uma forma de alerta da mente e do espírito de que é preciso ter atenção e cuidado com a tríplice da saúde integral. A partir do exemplo pessoal, a escritora mostra que, além de manter uma boa alimentação e a prática regular de exercícios, é preciso fortalecer a espiritualidade. 

Quando cultivamos uma conexão próxima com Deus, 
nossa saúde espiritual se fortalece, 
proporcionando uma paz interior duradoura 
e uma esperança que transcende as circunstâncias. 
Além disso, a saúde espiritual influencia 
diretamente a saúde física e mental, 
uma vez que, para suprir as outras duas plenamente 
é preciso, em primeiro lugar, cuidar da saúde espiritual. 
(Saúde do Reino, p. 22-23) 

Neste sentido, Tatiana Capanema classifica a saúde do reino como a totalidade do bem-estar que Deus oferece à humanidade como parte do plano de salvação. Com exercícios, orações e dicas que cabem no dia a dia dos leitores, a autora orienta a trocar hábitos prejudicais (como o tabagismo e bebidas alcoólicas) pelo consumo de chás, realizar terapias naturais e outras práticas regulares que favorecem a saúde.  

Divulgação
| Editora Vida

Ficha técnica

Título: Saúde do Reino 
Autora: Tatiana Capanema 
Editora: Vida  
Gênero: Vida cristã 
ISBN: 978-65-5584-510-5 
Edição: 1ª ed., 2024 
Número de páginas: 160 
Preço: R$ 49,90 
Onde encontrarAmazon e 
Editora Vida 

 Sobre a autora: Tatiana Capanema é pastora na igreja Comunhão com Cristo e ministra de louvor. É formada em Terapia Ocupacional, com especialização e mestrado na área da saúde visual e educação especial. Seu primeiro livro, o best-seller Abra seus olhos, alcançou posições de destaque nas listas dos mais vendidos no Brasil, consolidando-a como uma referência na promoção da saúde visual e do equilíbrio natural. 

Instagram@tatianagebrael 

YouTube: @dratatianagebrael 


Editora Vida

@editora_vida 


Vício em exibir "vida perfeita" nas redes sociais pode acarretar prejuízos mentais e sociais, alerta psicóloga

Comportamento costuma se encaixar em um ciclo de comparações que pode levar ao isolamento e acarretar estresse, ansiedade e depressão 

 

Todo mundo tem um amigo ou parente que demonstra ter uma vida perfeita nas redes sociais. Viagens luxuosas, momentos românticos, comidas refinadas, noites inesquecíveis e presentes caros. Isso quando nós mesmos não nos reconhecemos nesse papel. Parece até que, nessas rotinas exibidas pelas telas, preocupações, tristezas, dívidas, medos, angústias, inseguranças e dúvidas são conceitos que não existem. No fim das contas, é tudo muito bom para ser verdade – e quase sempre não é mesmo.

Comportamentos desse tipo, tão costumeiros na Internet e aparentemente triviais, podem acarretar consequências emocionais e sociais que a maioria das pessoas não se dá conta. Isso serve tanto para aqueles que vislumbram e comparam suas vidas com as maravilhas com que se deparam nas redes sociais quanto para aqueles que se veem na obrigação de sustentar perpetuamente uma imagem de perfeição.

A edição de 2019 do levantamento Indicador de Confiança Digital (ICD), conduzido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), revelou que 41% dos jovens brasileiros avaliam que as redes sociais causam sintomas como tristeza, ansiedade ou depressão. O estudo mostrou também que apenas 27% dos jovens esperam o melhor da tecnologia, ainda que muitos deles não consigam se desvincular das telas.

“Essa tendência das pessoas quererem demonstrar sempre uma vida muito perfeita nas redes sociais vem de uma necessidade de validação, de aprovação que o ser humano tem”, afirma a psicóloga Bruna Linhares, especialista em terapia cognitiva comportamental com foco em burnout e bem estar que atende no Órion Complex, em Goiânia. “Como hoje os estímulos acabam sendo todos para demonstrar um estilo de vida perfeito, uma felicidade, um status, isso acabou impulsionando as pessoas a se movimentarem para isso”, complementa.

Engana-se, porém, que esse tipo de comportamento surgiu junto com o Tumblr, o Instagram ou o TikTok. “Não podemos dizer que essa seja uma tendência nova. O ser humano considera demonstrar suas vulnerabilidades como fraqueza, então desde sempre a questão da comparação existe. A gente pode perceber isso com relação aos padrões de beleza, por exemplo, que é uma questão que sempre foi estimulada e acontece desde sempre de as pessoas compararem a imagem corporal umas das outras. Tudo isso foi acentuado, sim, com as redes sociais, mas sempre existiu”, pontua Bruna.

De acordo com a especialista, nesse paradigma atual, centrado no digital, os espectadores dessas rotinas “perfeitas” podem passar a se sentir pressionados por não partilharem de um estilo de vida que, no fim das contas, não existe. “Esse tipo de comportamento começa a fazer mal quando a pessoa que não compartilha desse mesmo movimento passa a se sentir vulnerável por não estar da mesma forma e começa a se questionar se ela realmente é boa ou se ela tem algo de errado, o que faz disparar crenças negativas e emoções de desconforto, gerando uma busca desenfreada pela perfeição”, explica.

Assim, esse é um sistema que se retroalimenta: quem se sente por baixo começa a buscar exibir uma vida supostamente perfeita, e quem exibe uma vida supostamente perfeita sofre por se sentir na obrigação de perpetuar as aparências e se sente rebaixado ao comparar sua vida real com as vidas que outras pessoas, presas nesse mesmo ciclo, exibem pelas redes sociais.

Sustentar a aparência de determinados estilos de vida por muito tempo ainda tem outros preços, pagos normalmente com a pressão de estar sempre escondendo suas vulnerabilidades ou com o tempo mal aproveitado junto à família e amigos, já que manter o feed sempre atualizado acaba se tornando mais importante que efetivamente aproveitar uma reunião com pessoas queridas.

“Pessoas que estão o tempo todo fotografando e filmando, que não conseguem estar presentes e se conectar com o momento, se enquadram totalmente nessa busca excessiva por demonstrar a perfeição. Existe até um nome dado a esse fenômeno, que é o FOMO (Fear of Missing Out), uma expressão em inglês que significa ‘medo de perder experiências’”, destaca Bruna.

De acordo com ela, o FOMO se caracteriza pelo medo que muitas pessoas sentem de se desconectar e acabar deixando passar algum momento que gostariam que outras vissem, ou também de estar por fora do que outras pessoas estão publicando e comentando. “Isso também passa pela questão da necessidade de aprovação, de aceitação, o que muitas vezes coloca a pessoa em uma situação de isolamento e sofrimento, levando a casos de ansiedade, estresse e depressão por estarem sempre comparando os recortes das vidas de outras pessoas com a vida dela”, diz.

Conforme a especialista, se livrar desses problemas passa pela compreensão de que as fragilidades, tão evitadas nas redes sociais, são inerentes a todos os seres humanos. “É preciso aceitar que existem momentos em que vou estar triste e outros em que vou estar feliz. Que vou sentir raivas, alegrias, angústias e esperanças, e que nada disso me torna melhor ou pior que ninguém”, ressalta.

A psicóloga recomenda que as pessoas que percebam estar sofrendo nesse ciclo de comparações busquem ajuda e salienta que é possível utilizar as redes sociais de forma saudável. “Nós podemos, sim, registrar, tirar fotos, fazer vídeos e postar nas redes sociais, mas dá para fazer isso de uma forma equilibrada e tranquila. É importante às vezes deixarmos o celular de lado, deixar para postar algo mais tarde, para mantermos o foco nas pessoas ao nosso redor e resgatar mais daquilo que a tecnologia não traz pra gente, que é a conexão humana”, conclui Bruna.

 

Quando resistir não é a solução


Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço, fundador da psicologia analítica, nos lembra que tudo a que resistimos, persiste. Refletindo sobre esta sua famosa frase, consigo entender o quanto é importante encarar de frente as nossas dificuldades, os nossos anseios, pois só assim conseguimos despertar a consciência para um caminho de amadurecimento emocional.

 

Temos o hábito de nos cobrar sermos o tempo todo felizes, capazes, eficientes e muitas outras características que nos fazem acreditar que temos que ser perfeitos, que não podemos ou não devemos sentirmo-nos frustrados, ansiosos, tristes, decepcionados e quando algo acontece e percebemos estes sentimentos em nós que são considerados negativos, tendemos a resistir em entrar em contato com eles, pois os consideramos sinais de fraqueza e vulnerabilidade.

 

Sendo assim, ignoramos o que está se passando conosco internamente criando a ilusão de que com este comportamento estamos protegidos e assim nos sentiremos melhor. Certo? Não, errado...

 

Quanto mais fugimos dos nossos pensamentos, sentimentos e emoções, mais presos a eles ficamos, pois quando nos esforçamos para escondê-los de nós mesmos e dos outros, continuamos próximos deles, tentando empurrar para baixo o que está incomodando, construindo desta forma uma barreira que impede de nos enxergarmos por completo com todas as qualidades que nos pertencem, nos limitando a aceitar o nosso modo de ser e sentir.

 

Agindo assim, ficamos remando contra a maré, e a dor e o sofrimento velados, podem inclusive aparecer através de sintomas físicos como uma doença ou uma alteração orgânica até que possamos dar-lhes a devida atenção. É como quando temos uma ferida infeccionada e insistimos em cobri-la, o pus que está por baixo dela quer sair a todo custo, e enquanto não tiramos o curativo e deixamos o pus sair, a ferida fica ali latejando.

 

Segundo Jung, quanto mais resistimos aos nossos medos, ao que nos assusta, aos nossos sentimentos considerados por nós ruins, mais poder e domínio eles terão sobre nós; agiremos de maneira inconsciente repetindo padrões de comportamento sem nem sequer saber para que estamos agindo daquela maneira.

 

Portanto negar, resistir, fugir àquilo que nos incomoda, só agrava os estados de ansiedade, inquietação e nervosismo.

 

A tristeza, a ansiedade, os medos, as frustrações, as decepções, os conflitos, nos tornam humanos e aceitar que estes aspectos fazem parte de nós, pode colaborar para vivermos de maneira mais harmoniosa e gentil, contribuindo com o nosso equilíbrio e liberdade emocionais.

 

 

Renata Nascimento - psicóloga clínica de orientação junguiana.


Casamento se faz com amor e reconquista


 

 Freepik


Com os anos de relacionamento, não é incomum que todo aquele encanto, a alegria, o prazer de estar com a pessoa amada enfraqueça, diminua, encolha e desbote. Em outras palavras, a conexão vai se perdendo. E, com ela, a intimidade.

Com a convivência, o desgaste, problemas que todo casal enfrenta, a conexão se reduz ou até desaparece. O grande desafio é mantê-la, é recolocá-la na rotina, é renová-la, reerguê-la. E mesmo fortalecê-la, caso não tenha se perdido. Porque nunca é demais estar cada vez mais ligado a quem se ama.

É preciso entender, antes de tudo, que as formas de se manter conectado a alguém mudam com o tempo. A afinidade inicial, que deu o clique lá atrás, quando vocês começaram o namoro, pode não ser mais a mesma.

Se, com o passar dos anos, você quer voltar ao que o(a) aproximava de seu amor, pode ser que reencontre exatamente aquela conexão inicial – mas pode ser também que ela tenha ficado no passado mesmo, para sempre.

Por isso é importante você conhecer seu(sua) parceiro(a), se interessar por ele/ela, procurar o que a(o) liga a ele/ela agora. Às vezes, como no filme Casal improvável, essa conexão pode estar nos momentos mais banais, mais triviais, mais simples da vida.

Portanto, ela começa de algo que vocês já têm. Não é preciso inventá-la. Claro que não é fácil manter compatibilidade em todas as áreas da vida ao mesmo tempo. As conexões são dinâmicas, como a vida. Por isso, em cada momento, é indispensável saber o que o outro deseja, o que ele/ela pensa, quais são suas demandas e carências.

É a partir daí que novas conexões se tornam possíveis. Isso não quer dizer que elas sejam fáceis. Aliás, é exatamente nos momentos mais difíceis que essa ligação é posta à prova. É fácil conectar-se quando tudo está bem.

Porém, quando seu(sua) companheiro(a) está passando por um mau momento ou quando ele/ela está errando com você, aí é muito trabalhoso manter ou gerar conexão. Ela é a forma como a outra pessoa se sente percebida e amada. Tudo parte daí.

Divulgação
É preciso ser um “operário do amor” e trabalhar muito para que a afinidade não se perca e sempre se renove. Porque, uma vez que diminui, a tendência é que, com o tempo, a distância entre o casal só aumente. A relação madura entre um homem e uma mulher é algo desafiador. É necessário ser criativo(a), interessado(a), paciente, sensato(a). E, principalmente, mobilizar toda a sua capacidade de amar.

Quando falamos em conexão, o objetivo é entender que essa reaproximação, essa reconquista da intimidade transmite ao(à) seu(sua) companheiro(a) a certeza de que ele/ela é amado(a), admirado(a). Isso propicia segurança. Uma pessoa se solta, se desinibe, se conecta somente num ambiente em que se sente segura. As relações afetiva e física dificilmente serão boas num ambiente de insegurança e de desconfiança.

O relacionamento amoroso é uma ótima forma de desenvolvimento pessoal. Observe quanta capacidade, quanta habilidade você precisa desenvolver para manter um namoro ou um casamento. Ou seja, a partir de um relacionamento saudável você se prepara para lidar com o trabalho, com as amizades, com os filhos, com os pais. É em casa que aprendemos a cuidar, a amar. A conexão gera harmonia e entendimento.

  

Déa Jório - fisioterapeuta especialista em Saúde da Mulher e Jal Reis - terapeuta e educador sexual, casados há 10 anos e autores do livro “21 Hábitos para Apimentar o Relacionamento”.


"É preciso coragem para aceitar quem somos: luz e sombra", diz psicólogo

Autor do livro "A Matrix Emocional", Irineu Deliberalli aconselha a perdoar as próprias imperfeições para uma vida mais leve

 

Se a imperfeição é uma das características que definem o ser humano por essência, aceitar essas falhas significa viver em paz consigo. Este é o principal conselho do terapeuta Irineu Deliberalli para uma vida mais leve.  Com décadas de experiência como terapeuta, xamã e dirigente de rituais de cura, o especialista explica que as falhas e aflições que compõem cada ser humano podem estar relacionadas a vivências antigas da alma.

Inclusive fobias, dores físicas “fantasmas” e emoções aparentemente incontroláveis também podem ser associadas a memórias do espírito em épocas anteriores. Autor do livro A Matrix Emocional, em que o psicólogo trata do assunto com o público, ele orienta: quando esses resquícios do passado aparecem, é preciso acolhê-los para seguir em frente.

“O ser humano não é ensinado a se olhar, a tentar entender o que está acontecendo consigo mesmo. Nós jogamos tudo debaixo do tapete”, diz. Por isso, ele reforça a importância de buscar entender as causas de cada aflição e condição psicológica para que haja a oportunidade de se conhecer melhor, se aceitar e se perdoar. Confira a entrevista com o especialista:

1. Você combina conhecimentos de psicologia esotérica, psicodrama, xamanismo, constelação familiar e reiki para abordar a influência de memórias e consciências anteriores no cotidiano. Em resumo, como o presente e o passado se relacionam com a cura emocional?

Irineu Deliberalli: Somos seres multidimensionais e eternos. A própria técnica de RTVP (Regressão de Memórias) nos demonstra e comprova isso. Destra maneira, a estrutura da vida humana está relacionada a existência de sete corpos. Em nosso 3º Corpo, que é o Emocional, ficam os registros das memórias ou consciências de vidas passadas que não foram curadas. Voltamos em cada nova encarnação para curar este passado e, no decorrer de nossas vivências, estas histórias encostam em nós para serem ressignificadas.

2. O livro menciona casos de experiências passadas que afetam o presente, como o exemplo dos seus pés frios — você comenta que fica com os pés gelados até em dias de calor extremo porque descobriu que, 17 vidas atrás, ficou marcado por ter andado descalço na neve da Rússia. Você enxerga esses eventos como uma realidade que deixa um impacto duradouro na psique humana, ou há espaço para uma interpretação mais metafórica sobre os fatos?

I. D.: O nosso Corpo emocional, que também é chamado de corpo astral, traz todas as histórias do nosso passado que não foram curadas, desde a primeira encarnação no planeta até agora. Eu não tenho só a história dos pés frios. Tenho outras histórias, como medo de altura, onde fui jogado numa ribanceira de mais de 700 metros em outra vida passada e resultou em uma consciência de depressão que apareceu e ficou quase um ano me perturbando com sintomas depressivos.

Comecei conversar com esta consciência, como se fosse um paciente em terapia, e essa consciência acabou sendo dissolvida. O livro traz uma realidade de uma forma didática que até hoje ninguém trouxe. Explico com clareza como essas histórias do nosso passado interferem no nosso presente, jamais sendo algo metafórico.

3. Além de suas próprias experiências e observações clínicas, de que maneira você se apoia em figuras influentes como Freud e Jung para embasar seus argumentos sobre a influência das memórias e consciências passadas?

I. D.: Os doutores, Freud, Jung e Moreno, foram os grandes mestres da psicologia que tenho estudado até hoje. Eles me deram embasamento para poder chegar à conclusão que cheguei. Cada um deles me ajudou a compreender a formação da psique humana, o desenvolvimento da nossa personalidade, o quanto a criança interior de cada um interfere na vida do adulto. É um lado meu Geminiano que gosta de entender como tudo funciona. Há uma grande insatisfação interior diante daquilo que eu não compreendo, então busco compreender. Porém sou obrigado a relatar para não faltar com a verdade, que tenho um nível de paranormalidade, que me permite perceber outros planos da realidade humana além desse material. E, por acessar esses planos e receber deles tantas informações, eu pude escrever esse livro.

4. Pensando no impacto dessas memórias, como você sugere que os leitores possam perdoar o passado e integrar essas experiências à sua vida atual para alcançar a felicidade pessoal? E qual a importância do autoconhecimento nessa jornada?

I. D.: Desde o oráculo de delfos na Grécia antiga onde a afirmação “homem, conheça-te a ti mesmo”, e Jesus trazer o cristianismo e afirmar “conheça a verdade e ela te libertará”, o doutor Freud – pioneiro na história da psicologia – começou a demonstrar a necessidade humana de entrar em contato com a nossa dor ou sombra. Quando isso faço, sem o julgamento da sociedade ou principalmente das religiões, eu tenho a possibilidade de ter uma compreensão maior sobre quem eu sou. Porém é necessário ter muita coragem para se olhar, para se descobrir e para aceitar quem somos. Somos luz e sombra. Assim é feita a vida no planeta Terra.

5. Os capítulos trazem insights que podem interessar não somente a profissionais da área da saúde mental, mas também a públicos diversos que não têm conhecimentos profundos sobre as terapias de vidas passadas. Quais reflexões e ensinamentos você destaca, no geral?

I. D.: Entendo que tudo é muito simples e ao mesmo tempo muito complicado. O ser humano não é ensinado a se olhar, a tentar entender o que está acontecendo consigo mesmo. Nós jogamos tudo debaixo do tapete. E não temos o entendimento que aquilo que eu jogo de baixo tapete é sujeira e será a sombra que certamente virá à tona. Se pudesse dar uma dica seria a seguinte: olhe para si mesmo, se perceba, se conheça, se aceite e se perdoe. E se ame. 

 

Sobre o autor: Terapeuta transpessoal com formação em Psicologia, o paulista Irineu Deliberalli ministra cursos xamânicos, é dirigente de rituais de cura e libertação da sagrada ayahuasca há 18 anos, além de ser fundador do "Cura pelo amor – centro de integrações do ser livre". Com foco em terapias de vidas passadas, sagrado feminino/masculino, constelação familiar e xamanismo, também tem formação em psicodrama, reiki, acupuntura e radioestesia. Como escritor, publicou "Só para homens – parte 1", um guia prático para o autoconhecimento masculino, e A Matrix Emocional: nossas múltiplas memórias.

Instagram do autor: @curapeloamor
Site do autor: www.curapeloamor.com


Benefícios do Pilates no dia a dia - como conciliar a prática com a rotina

 

Foto: Pure Pilates

O Pilates é uma prática que traz benefícios que vão muito além da melhora da forma física. O método exige que a mente e o corpo estejam em sintonia, o que ajuda a aumentar a capacidade corporal e a concentração. Além disso, os movimentos respiratórios ajudam a combater o estresse e a ansiedade, o que é extremamente importante, especialmente para quem vive uma rotina agitada e estressante.

 

Para quem passa muito tempo sentado, o Pilates pode ser ainda mais benéfico. De acordo com a professora Josi Araújo, da Pure Pilates, “o corpo precisa equilibrar as funções musculares para se manter ativo e alinhado, prevenindo possíveis dores e lesões por esforço repetitivo”.

 

Mas como conciliar a prática de Pilates com uma rotina agitada e pouco tempo livre? Josi ressalta que é importante cuidar da saúde em qualquer momento do dia, seja no caminho para casa, no horário do almoço ou antes de ir trabalhar.  “Como muitas profissões exigem que se trabalhe sentado, o corpo não recebe estímulos metabólicos, e logo o sedentarismo torna-se realidade”. Para que se tenha bons resultados, a recomendação é que o Pilates seja praticado de 2 a 3 vezes na semana.

 

A prática combina movimentos com respiração controlada, o que ajuda a reduzir a produção de hormônios do estresse e a aumentar a produção de bem-estar, como a endorfina. Alguns exercícios indicados pela professora incluem a respiração diafragmática, o alongamento dos isquiotibiais, o exercício de gato e o rolamento da coluna na parede. Confira:


 

Exercício 1:  Respiração e diafragma

 

A respiração diafragmática é uma técnica profunda que ajuda a reduzir o estresse e a ansiedade. É necessário que demos uma pausa para ter um momento para relaxar. Esse intervalo é comprovado cientificamente e torna-se eficiente para preservar, promover e restabelecer a saúde. Tudo começa pela respiração e é através dela que conectamos o corpo e mente, por isso este exercício é extremamente necessário para dar seguimento aos demais.

 

Posição Inicial: Sentado com as costas retas e as mãos apoiadas na parte inferior das costelas.

 

Execução: Inspire profundamente pelo nariz, enchendo o abdômen e expandindo as costelas. Depois, expire lentamente pela boca, contraindo suavemente o abdômen e as costelas, concentrando-se na respiração lenta e profunda.

 

Repetições: 8 a 10 vezes.


 

Exercício 2: Alongamento dos Isquiotibiais

 

Posição Inicial: Em decúbito dorsal, com uma perna estendida e a outra flexionada para manter a lombar apoiada no solo e de forma confortável.

 

Execução: Coloque uma faixa elástica ou uma toalha laçando o pé, puxando na direção do seu rosto, respire profundamente e, ao expirar, estenda lentamente o joelho elevado em direção ao teto.

 

Repetições: 8 a 10 vezes, lembrando de respeitar sempre o limite do seu corpo.

 


Exercício 3: Exercício de Gato

 

Posição Inicial: Quatro apoios ou gato.

 

Execução: Na posição correta, inspire. Na expiração traga sua coluna em direção ao teto, fazendo um arco como um gato arrepiado. Nesse momento a cabeça precisa acompanhar o movimento e o seu olhar deve ser direcionado para o meio das pernas. Ao retornar, imagine levando os ísquios para longe (como se fosse empinar o bumbum) e leve o olhar para frente. Expire e retome o movimento

 

Repetições: 8 a 10 vezes.

 


Exercício 4: Rolamento da coluna na parede

 

Posição Inicial: De pé

 

Execução: Encoste sua cabeça e coluna na parede, perceba quais pontos estão apoiados e quais pontos da coluna estão sem apoio. Deixe os braços ao longo do corpo. Inspire, na expiração role sua cabeça e coluna em direção ao chão. Deixe os braços pesarem como pêndulos para baixo. Na próxima expiração procure ativar o abdômen e subir a coluna rolando vértebra por vértebra na parede, atente para a cabeça subir por último.

 

Repetições: 8 a 10 vezes.



sexta-feira, 26 de abril de 2024

O papel da mulher na ciência é tema de exposição no Museu da Energia de Itu

 

Divulgação

A mostra aborda a presença feminina, desafios e preconceitos 

 

A exposição “Liberdade, Mulher e Ciências”, no Museu da Energia de Itu, da Fundação Energia e Saneamento, em parceria com o Museu Catavento, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do estado de São Paulo, por meio do Programa Conexões Museus-SP, está de portas abertas, podendo ser visitada de terça-feira a sábado das 10h às 17h. 

Através de acervos, pesquisas, narrativas, fotos e dinâmicas, a curadoria compartilhada apresenta ao público reflexões sobre a presença feminina nas Ciências e os desafios e preconceitos enfrentados, visando à desconstrução de padrões definidos e exclusões. Para isso, o desenvolvimento da mostra aconteceu em quatro etapas: processo de pesquisa, curadoria compartilhada, programa educativo e projeto expográfico. 

De acordo com a coordenadora do Museu da Energia de Itu, Ana Sbrissa, a exposição se apresenta por meio de perguntas, dados estatísticos e interação, envolvendo os visitantes. “O público é conduzido a despertar questões frente aos temas abordados, impulsionando a conscientização e reflexão que levem ao diálogo e ao debate na sociedade”, explica.

A coordenadora de Educativo dos Museus da Energia, Fernanda Morais, enfatiza que “Liberdade, Mulher e Ciências” é resultado de uma parceria celebrada com o Museu Catavento, por meio do Programa Conexões Museus-SP, responsável pelo desenvolvimento de ações com foco na formação e partilha de conhecimentos técnicos, principalmente no âmbito da Museologia, entre os museus da SCEIC-SP e as instituições museológicas do Estado de São Paulo.

O coordenador de Museologia do Catavento Cultural e Educacional, Cauê Donato, ressalta que criar processos dialógicos não é simples, mas é muito enriquecedor, uma vez que as trocas sinceras geram produtos muito mais densos e simbólicos. “A curadoria compartilhada entre o Museu Catavento e o Museu da Energia de Itu é o produto da trajetória de aproximação e cooperação entre as instituições.

 Papel ativo das mulheres

 

Com partes dinâmicas, o percurso expositivo acontece no térreo do museu e leva os visitantes a reflexões e diálogos sobre as relações entre Ciência, sociedade e gênero, tendo as mulheres e sua atuação no campo científico como centro. Para isso, oito painéis interativos, estatísticas, perguntas e um espaço instagramável integram a mostra.

Logo no início da exposição, o público é questionado com a pergunta: Quem tem cara de cientista? A partir dessa indagação, por meio de materiais interativos, os visitantes podem conhecer mulheres que ocupam laboratórios, empresas e museus. Da mesma forma, as histórias e trajetórias dessas profissionais se tornam inspiração para mais mulheres e meninas. Essa parte da exposição toca também nas questões de estereótipos e apresenta nomes e imagens de mulheres importantes tanto no campo científico quanto social e político, como Enedina Alves Marques, primeira engenheira negra do Brasil; Patricia Bath, oftalmologista e inventora da sonda Laserphaco, usada para tratar catarata; e Antonieta de Barros, jornalista, professora, política e uma das primeiras mulheres eleitas no Brasil e a primeira negra brasileira a assumir um mandato popular.

Na sequência, um painel interativo com TV apresenta o panorama do voto – sufrágio. Para isso, uma linha do tempo mostra as diferentes fases da história, começando no ano de 1758, quando a intelectual francesa feminista, Olympe de Gouges, escreveu a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã e terminando em 2022, com Erika Hilton, primeira mulher transgênero eleita como deputada federal no Brasil.

Outra parte do percurso traz o papel ativo das mulheres no desenvolvimento de invenções, ao mesmo tempo em que provoca reflexões sobre a demora quanto ao reconhecimento delas como inventoras. A partir disso, o visitante é conduzido a um painel interativo com exemplos de invenções, como a seringa, que teve como inventora Letitia Mumford Geer, e o telescópio submarino, por Sarah Mather.

Já a questão da diversidade relacionada ao acesso da mulher à educação, ao mercado de trabalho e a outras áreas também ganha destaque com a apresentação de indicadores sociais. E, fechando a mostra, um painel interativo convida o público a observar dados estatísticos relacionados às mulheres na ciência, educação, política e mercado de trabalho.

Na parte externa do museu, o público pode, ainda, fazer fotos junto a um painel com mulheres em pé e sentadas, possibilitando registros em uma área instagramável.

 

Serviço:

Exposição “Liberdade, Mulher e Ciências”

Ingressos:

R$ 10,00 Inteira | R$ 5,00 Meia-entrada
 

Museu da Energia de Itu

Endereço:  Rua Paula Souza, 669 - Centro, Itu
Contatos: e-mail
itu@museudaenergia.org.br, telefones (11) 2429-3530 e (11) 94805-4429 (WhatsApp).

 

Exposições históricas oferecem oportunidades educacionais únicas para crianças e adolescentes

 

As exposições históricas desempenham um papel fundamental na educação de crianças e adolescentes, oferecendo oportunidades únicas de aprendizado e estimulando o interesse pela história. Esses eventos proporcionam experiências tangíveis que ajudam a reter o conhecimento de forma duradoura, permitindo que os jovens explorem artefatos autênticos, aprendam sobre culturas antigas e compreendam eventos históricos de maneira mais profunda e significativa.

“TUTANKAMON, UMA EXPERIÊNCIA IMERSIVA”, é um exemplo extraordinário do poder das exposições históricas de educar e inspirar os jovens. Ao explorar a vida e o legado do jovem faraó, os visitantes têm a oportunidade de se conectar com o passado de uma maneira única, estimulando sua curiosidade e compreensão histórica.

“Nosso objetivo com a exposição é trazer entretenimento e conhecimento para os visitantes. Enaltecemos a história de uma das principais figuras históricas em um ambiente repleto de diversão e informação”, diz Hugo Teixeira, diretor da exposição TUTANKAMON, UMA EXPERIÊNCIA IMERSIVA e CEO da Bem Comunicação.

Sobre o aprendizado por meio da vivência, consultamos 2 especialistas em educação que visitaram a exposição com seus alunos e elas avaliam como a imersão ajuda a fixar os conhecimentos.

"Exposições históricas oferecem uma oportunidade valiosa de complementar o currículo escolar, proporcionando experiências de aprendizado prático que podem inspirar os alunos e enriquecer sua compreensão da história. Essas experiências podem ser especialmente poderosas do ponto de vista da neuroaprendizagem, já que a exposição a novos ambientes e estímulos sensoriais pode fortalecer as conexões neurais e facilitar a retenção e o processamento de informações", conta Rogéria Sprone, Diretora Pedagógica do Colégio Joseense e especialista em Ensino, Educação e Neuroaprendizagem. 

A exposição tem atraído muitos egiptólogos, e pode ser também uma proposta para professores de arte e história, propondo uma atividade inovadora para seus alunos. “A exposição oferece uma experiência única, visto que a imersão proporciona um aprendizado significativo. Cada visitante traz um universo em si e de acordo com a sua própria sensibilidade e conhecimento, vive a experiência junto às artes visuais e sons com a realidade virtual. De fato, os alunos são os protagonistas da experiência sensorial na prática. A visita à exposição Tutankamon nos permitiu sair dos muros da escola, sair da leitura passiva dos livros e plataformas para vivenciar a imersão sensorial de uma maneira profunda e encantadora", compartilha Eni Mistrello, artista visual e professora de arte. 

Portanto, ao planejar atividades educacionais para crianças e adolescentes, a família pode considerar visitas a exposições históricas pode ser uma maneira eficaz de promover o aprendizado e o interesse pela história. 

 

A exposição TUTANKAMON, UMA EXPERIÊNCIA IMERSIVA, em exibição no Shopping Cidade São Paulo até dia 19 de maio, é apenas um exemplo das muitas oportunidades educacionais disponíveis para jovens interessados em explorar o passado. A exposição revolucionária que transporta os visitantes para o Antigo Egito através de um inovador espaço de metaverso e projeções em 4K. Esses recursos não apenas tornam a história mais acessível e interessante, mas também ajudam os jovens a desenvolver habilidades de pensamento crítico, criatividade e empatia ao se colocarem no lugar dos antigos egípcios. Além disso, a exposição promove uma compreensão mais profunda da cultura e das tradições do Antigo Egito, enriquecendo o aprendizado histórico de uma maneira memorável e impactante. A exposição entra em seu mês final, mas ainda dá tempo de garantir os ingressos e fazer uma imersão pela vida de um dos faraós mais emblemáticos da história. 


Posts mais acessados