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sexta-feira, 19 de abril de 2024

Dia Mundial do Livro: confira 8 obras sobre saúde feminina para melhorar a relação com seu corpo

 Ginecologista especialista em endometriose indica algumas leituras literária para as mulheres entenderem e cuidarem bem de sua saúde íntima

 

É comum que, desde a infância, a saúde íntima da mulher seja um tabu. Em consequência, a ignorância sobre o próprio corpo pode desencadear problemas na vida adulta, como doenças e desconfortos, que são muitas vezes normalizados.  

O ginecologista Patrick Bellelis, colaborador do setor de endometriose do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, destaca alguns pontos que merecem atenção e cuidados. Para ele, quanto mais informação elas tiverem, melhor para a saúde. 

 

“Ciclo menstrual, endometriose, cólicas e maternidade são temas recorrentes em toda a vida da mulher. Infelizmente, é comum a presença de pacientes que desconhecem informações básicas sobre si mesmas, o que dificulta a prevenção na sociedade como um todo”, exemplifica.

Para vencer as barreiras da desinformação e conseguir estabelecer uma relação melhor com o próprio corpo, potencializando a qualidade de vida, os livros voltados para a saúde íntima da mulher são poderosos aliados do conhecimento rápido. Normalmente, são didáticos e de fácil entendimento.

“É claro que o indicado é procurar um médico periodicamente e ao menor sinal de alerta, mas é importante que a mulher se informe e fique atenta a sintomas que possam sinalizar doenças mais sérias, como a endometriose”, explica Bellelis.

O médico sugere oito livros úteis para entender melhor o funcionamento do corpo:


Endometriose Profunda: O que você precisa saber, por Marco Aurelio Pinho de Oliveira (Editora Di Livros) 


A endometriose profunda é uma doença grave e muito comum, que merece atenção redobrada. Neste livro, são encontradas perguntas e respostas sobre as dúvidas mais recorrentes nos consultórios de ginecologia. O conteúdo é distribuído em cinco capítulos, voltados para o público geral e profissionais da saúde da mulher. 

 

O lado emocional da endometriose, por Lilian Donatti (Editora Appris) 



O livro busca observar a correlação entre endometriose e depressão, percepção de dor e os níveis de estresse, reforçando a importância do atendimento clínico voltado para a saúde física e psíquica da paciente.

 

O que nunca te contaram sobre seu ciclo menstrual, por Lara Briden (Editora Bambual) 



Neste livro, a leitora pode encontrar informações sobre todas as fases da saúde hormonal da mulher, desde a puberdade até a menopausa, intensidade de fluxos menstruais, sintomas e processos naturais que podem auxiliar na qualidade de vida feminina. 

 

Entendendo a endometriose: E como conviver melhor com ela, por Gisely Monteiro e Tamires de Lima 



A autora fala sobre a teorias de surgimento da endometriose, sintomas e formas de tratamento adequadas. O material é baseado em estudos científicos e também fala sobre como a alimentação pode facilitar o dia a dia com a doença, além de receitas práticas. 

  

E-book - Descomplicando a endometriose, por Patrick Bellelis 




O autor aborda os principais aspectos da endometriose, como diagnóstico, tratamento cirúrgico, fisioterapia, nutrição, sexualidade, infertilidade, gestação e bem-estar. O objetivo do e-book é elucidar as mulheres, de forma acessível, sobre os principais riscos, dúvidas e soluções para combater os malefícios da endometriose.

 

Nutrição funcional na saúde da mulher, por Ana Paula da Silva, Bruna Ferreira, Juliana da Rocha e Natalia Gonçalves (Editora Atheneu) 

O livro fala sobre nutrição baseada nas necessidades fisiológicas da mulher, levando em consideração diversos momentos ao longo da vida, como menarca, período fértil, gravidez e menopausa. A atenção com a alimentação pode prevenir e ajudar no tratamento de doenças como a endometriose. 

 

O poder dos ciclos femininos, por Kareemi (Editora Gente)



A autora faz uma análise social e comportamental usando os estigmas do ciclo menstrual como tema. Nele, ela fala sobre a importância da “ginecologia emocional”, questões psicológicas ligadas à irregularidades ginecológicas e TPM. 

 

E-book- VivEndo na Cozinha - Receitas Práticas para o seu dia a dia, por Patrick Bellelis 



O e-book oferece dicas de receitas saudáveis e simples para o cotidiano de mulheres com endometriose. Conta com a colaboração de especialistas em nutrição funcional, esportiva e saúde da mulher.

 

PATRICK BELLELIS – GINECOLOGISTA - Tem ampla experiência na área de Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva, atuando principalmente nos seguintes temas: endometriose, mioma, patologias intrauterinas e infertilidade. É graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC. Possui título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Laparoscopia e Histeroscopia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia – FEBRASGO. Doutorado em Ciências Médicas pela Universidade de São Paulo, USP, Brasil. Especialização em Endoscopia Ginecológica e Endometriose pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Faz parte da diretoria da SBE (Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva) desde a sua fundação. Médico Assistente do Setor de Endometriose do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo desde 2010. Professor do Curso de Especialização em Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva – Pós- Graduação Latu Senso, do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês desde 2011. Professor do Instituto de Treinamento em Técnicas Minimamente Invasivas e Cirurgia Robótica – IRCAD – do Hospital de Câncer de Barretos, desde 2012.


Uma a cada seis pessoas com mais de 40 anos tem bexiga hiperativa

Conheça os sintomas desta disfunção que causa urgência para urinar e pode provocar incontinência 

 

Condição ainda pouco conhecida pela população geral, a bexiga hiperativa (BH) é uma síndrome caracterizada por sintomas de urgência urinária, com ou sem incontinência, que afeta prevalentemente homens e mulheres a partir dos 40 anos. Ela se manifesta por meio do aumento da frequência miccional, da necessidade urgente de urinar e também da noctúria, nome que se dá quando a pessoa acorda no meio da noite para urinar.

Apesar de haver poucos dados sobre a BH no Brasil, o estudo National Overactive Bladder Study (NOBLE), realizado nos Estados Unidos, aponta que a condição afeta 16,9% das mulheres e 16% dos homens. Ou seja, estima-se que uma em cada seis pessoas sofra com seus sintomas.

O incômodo provocado pela síndrome não diz respeito apenas à frequência de ir ao banheiro. Seus sintomas levam muitas das pessoas que passam pelo problema a se isolarem socialmente, contribuindo inclusive para casos de depressão.

O que piora o quadro é o fato de muitos homens e mulheres adiarem por anos a busca de um tratamento. “Quase dois terços dos pacientes têm sintomas por mais de dois anos quando resolvem procurar ajuda. Mas, quanto antes o tratamento tem início, melhores são os resultados”, comenta o urologista e especialista em transplante renal, Rodrigo Rosa de Lima.

De acordo com o especialista, a BH pode ter várias causas, inclusive de ordem neurológica, e seu diagnóstico é clínico, feito com base nos sintomas apresentados pelo paciente. Usa-se como parâmetro a necessidade de urinar muitas vezes de dia ou de noite, com ou sem urgência e/ou incontinência. “Para atestar a síndrome temos que afastar as hipóteses de cálculo renal, de infecção urinária e da presença de algum tumor”, diz.

De acordo com Rodrigo, a bexiga hiperativa em homens se torna mais prevalente após os 50 anos de idade, quando o aumento da próstata, recorrente nessa faixa etária, começa a impactar o órgão. Já em mulheres, a maior parte dos casos é idiopático, o que quer dizer que não possui uma causa definida.

Outra diferença entre os gêneros é que em homens a síndrome costuma se apresentar de forma seca, ou seja, sem que haja perda de urina na maior parte dos casos, ao contrário do que costuma acontecer com mulheres, mais afetadas pela chamada bexiga hiperativa úmida.

Apesar de algumas semelhanças, a BH não deve ser confundida com a incontinência urinária, que se caracteriza não pela urgência de urinar, mas sim pela perda do controle da bexiga e pela eliminação involuntária da urina pela uretra. “Nem todo caso de incontinência decorre de bexiga hiperativa, assim como nem todo caso de bexiga hiperativa vem acompanhado de incontinência”, salienta Rodrigo.


Indicações e tratamento

O urologista afirma que grande parte dos pacientes passa a ingerir menos água quando se depara com os sintomas da BH, mas o efeito pode ser o contrário do desejado. “Bebendo menos líquido, a urina por de ficar mais concentrada, o que vai trazer irritação à bexiga. Então, ao invés de diminuir, ela vai aumentar a frequência de ida ao banheiro”, comenta Rodrigo. Segundo ele, a ingestão de água deve ser feita somente sob orientação médica.

Entre as opções de tratamento, o especialista explica que o primeiro passo é a mudança comportamental. “Se a pessoa acorda muito à noite para urinar, eu oriento ao paciente que pare de ingerir líquidos pelo menos uma hora antes de dormir. Também é preciso evitar comidas e bebidas como café, refrigerante de cola, pimenta, chocolate, sucos cítricos, chá preto e chá verde, além do álcool e do cigarro, que são substâncias que aceleram o funcionamento da bexiga”, explica.

O passo seguinte, caso as mudanças comportamentais não promovam as melhorias desejadas, é o acompanhamento com fisioterapeuta, antes do uso de medicamentos ou associado a eles desde o início. Por fim, se as etapas anteriores não funcionarem, o último estágio é a aplicação da toxina botulínica (mesma substância utilizada no Botox).

“O mecanismo do tratamento é provocar a paralisia muscular localizada, sem afetar outros músculos ou órgãos vizinhos”, diz o urologista. “Isso promove o melhor controle urinário, o aumento da capacidade de armazenamento da bexiga e a diminuição de casos de urgência ou incontinência urinária.”

No entanto, o especialista destaca que o efeito da toxina botulínica é transitório e questões como o intervalo entre as aplicações e a quantidade a ser injetada devem ser avaliadas caso a caso. Além disso, o uso acarreta risco de retenção de urina em cerca de 5% dos pacientes, requerendo que seja feito cateterismo enquanto a substância estiver presente no organismo.

 

Avanços na reabilitação neurológica: fisiatria impulsiona progresso na área

Com uma abordagem individualizada e integralista, especialidade adapta os tratamentos às necessidades de cada paciente, promovendo maior eficácia.

 

Em um mundo onde as fronteiras da medicina estão constantemente se expandindo, os médicos fisiatras se apresentam como pioneiros na reabilitação neurológica, oferecendo alternativas e promovendo progresso para pacientes com diversas condições. A reabilitação neurológica, um campo dinâmico e em rápida evolução, testemunha avanços notáveis liderados pela área da Fisiatria.

A Fisiatria, área conhecida pela medicina física e de reabilitação, desempenha um papel fundamental na reabilitação de pacientes que enfrentam condições neurológicas diversas, como acidente vascular cerebral (AVC), lesão medular, traumatismo cranioencefálico e doenças neurológicas degenerativas. A sua abordagem visa maximizar a função e melhorar a qualidade de vida, trabalhando em colaboração com equipes multidisciplinares.

Por meio de técnicas inovadoras e tecnologias avançadas, os médicos fisiatras estão explorando novos caminhos no campo da reabilitação neurológica. Desde a terapia com realidade virtual até a estimulação cerebral não invasiva, o médico fisiatra aproveita todos os avanços científicos para otimizar os resultados para seus pacientes. Além disso, o programa individualizado é fundamental na abordagem do tratamento, reconhecendo a singularidade de cada indivíduo e adaptando as intervenções, de acordo com as necessidades específicas do paciente.

“Estamos testemunhando uma mudança na reabilitação neurológica, impulsionada por uma combinação de pesquisa inovadora e prática clínica avançada. Nossos esforços estão focados em capacitar os pacientes a recuperarem o máximo de independência possível e retomarem uma vida plena, após um evento neurológico adverso”, afirma a Prof.ª Dra. Matilde Sposito, médica fisiatra especialista em bloqueios neuroquímicos, com consultório em Sorocaba, interior de São Paulo.

Além das terapias convencionais, como fisioterapia e terapia ocupacional, os fisiatras estão explorando novas abordagens, incluindo neurofeedback, terapia com células-tronco e interfaces cérebro-computador. Essas modalidades oferecem perspectivas promissoras para o futuro da reabilitação neurológica, ampliando os horizontes e desafiando as fronteiras do que é possível. 

À medida que a demanda por serviços de reabilitação neurológica continua a crescer, é fundamental reconhecer o papel vital desempenhado pelos fisiatras na promoção da recuperação e no melhoramento da qualidade de vida para milhões de pessoas em todo o mundo. Sua dedicação incansável e compromisso com a excelência clínica estão transformando vidas e inspirando esperança em meio aos desafios mais difíceis.

"Na nossa prática clínica, valorizamos profundamente a individualidade de cada paciente e reconhecemos que não existe uma abordagem universal para a reabilitação neurológica. Cada caso é único, com suas próprias nuances e desafios específicos. Portanto, é necessário adotar uma abordagem altamente personalizada, desenvolvendo planos de tratamento sob medida que levam em consideração as necessidades, metas e capacidades de cada indivíduo. Desde a escolha das terapias até a definição dos objetivos a serem alcançados, trabalhamos em estreita colaboração com cada paciente para garantir que o tratamento seja eficaz, motivador e adaptado às suas circunstâncias únicas. Esta abordagem centrada no paciente não apenas maximiza os resultados terapêuticos, mas também fortalece a relação terapêutica, gerando confiança e empoderamento durante todo o processo de reabilitação”, explica Dra. Matilde Sposito.

 

Para saber mais sobre Fisiatria, acesse: www.dramatildesposito.com.br; siga as redes sociais @dramatildesposito ou ligue para: (15) 3229-0202 ou WhatsApp: (15) 98812-2958. O consultório da Prof.ª Dra. Matilde Sposito fica localizado na clínica Ápice Medicina Integrada, situada na Rua Eulália Silva, 214, no Jardim Faculdade, em Sorocaba/SP.


Mulheres que tiveram câncer recuperam autoestima com procedimentos estéticos

Reprodução

Uma questão fundamental na luta contra o câncer é a autoestima das mulheres que enfrentaram a perda das mamas devido ao câncer de mama. Muitas mulheres que passaram por uma mastectomia enfrentam desafios profundos em relação à sua autoimagem e confiança pessoal. A perda das mamas pode gerar sentimentos de inadequação, baixa autoestima e até mesmo depressão.  

Estimativas preveem que entre 2023 e 2025, a incidência deve ser de 704 mil casos registrados a cada ano. Na Bahia, o número anual é de 38.840, que totalizam mais 116 mil ocorrências. A previsão para cada 100 mil habitantes no estado é de 4,2 mil diagnósticos de câncer de mama e 6,5 mil ocorrências de câncer de próstata, também a cada ano, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). 

É fundamental destacar iniciativas que visam não apenas a recuperação física, mas também o bem-estar mental dessas mulheres. “Essa batalha não se resume apenas à cura física, mas também envolve aspectos emocionais e psicológicos que impactam significativamente a vida das pacientes”, destaca o médico cirurgião Diego Gonzalez.  

Especialistas ressaltam a importância do apoio psicológico e orientações específicas para ajudar pacientes a lidar com as questões relacionadas à sua imagem corporal após a cirurgia. “Terapias, grupos de apoio e programas de reabilitação estética são algumas alternativas disponíveis para auxiliar nesse processo de reconstrução da autoestima”, afirma o cirurgião plástico Alexandre Lopes. 

A aceitação e o amor próprio são elementos-chave nessa jornada. Muitas mulheres encontram força e inspiração ao compartilhar suas experiências e ao se conectar com outras mulheres que superaram a doença. O empoderamento feminino e a valorização da beleza singular e natural ganham cada vez mais espaço nesse contexto. 

Além das iniciativas voltadas para o aspecto emocional, avanços na medicina estética e na reconstrução mamária também têm contribuído para proporcionar às mulheres opções mais amplas e personalizadas de recuperação da autoestima, explica o cirurgião Haroldo Sampaio. Novas técnicas cirúrgicas, próteses e tratamentos estéticos têm permitido resultados cada vez mais naturais e satisfatórios para as pacientes. 

“Neste momento, é essencial lembrar não apenas dos desafios enfrentados, mas também das conquistas e da resiliência das mulheres que superaram a perda das mamas. A jornada de reconstrução da autoestima é um processo contínuo, marcado por momentos de dificuldade e superação, mas também por descobertas, aprendizados e, acima de tudo, amor próprio e valorização da vida”, finaliza o médico Alexandre Lopes.

 

Jovens adultos, entre 17 e 35 anos, apresentam o maior crescimento no consumo de remédios para hipertensão, aponta epharma

 Número de pessoas desta faixa etária que passou a consumir hipertensivos aumentou mais de 50% em um ano. Especialista aponta fatores para este aumento


De acordo com levantamento da epharma, o número de jovens adultos, entre 17 e 35 anos, que consomem medicamentos contra hipertensão aumentou mais de 50% entre 2022 e 2023 na plataforma da empresa. Esta faixa etária apresentou o maior crescimento entre todos os beneficiários que consumiram hipertensivos neste período. 

O levantamento abrange ao todo 328.991 pessoas, de todas as faixas etárias, contra 243.341 indivíduos no ano anterior. A tendência continua sendo de alta este ano (veja infográfico). 

A hipertensão afeta cerca de um bilhão de pessoas em todo o mundo e é responsável por milhões de mortes a cada ano, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Por isso, o aumento da procura por medicamentos contra a doença cresce cada vez mais. 

Somente nos dois primeiros meses de 2024, as vendas de hipertensivos na plataforma da epharma cresceram 27% e geraram R 6,26 milhões em economia para os pacientes usuários do Plano de Benefícios de Medicamentos (PBM). Em relação aos princípios ativos, o TOP 5: losartan, hidroclorotiazida, atenolol, enalapril e anlodipino foram os mais vendidos nos dois primeiros meses de 2024. 

“O aumento do consumo de medicamentos contra hipertensão entre jovens adultos pode ser atribuído a uma série de fatores multifacetados. Em primeiro lugar, a prevalência da hipertensão arterial sistêmica tem aumentado globalmente, com taxas significativas nas Américas, em torno de 23%. O estilo de vida contemporâneo, marcado por fatores de risco como tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, obesidade, consumo de alimentos industrializados e diabetes, também desempenha um papel significativo no aumento de consumo entre jovens”, explica Dra. Lilian Cavalheiro, cardiologista do CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”. 

Além disso, o envelhecimento populacional, decorrente dos avanços no tratamento de doenças cardiovasculares, como insuficiência cardíaca, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC), tem contribuído para o aumento do diagnóstico e tratamento da hipertensão em pacientes mais jovens. 

“As vendas de medicamentos para tratamento de hipertensão vêm crescendo de forma significativa nos últimos anos, acompanhando a evolução do número de usuários do Programa de Benefícios de Medicamentos. A adesão ao tratamento desta doença crônica é fundamental para evitar o desencadeamento de outras enfermidades, preservando a saúde e a qualidade de vida”, explica Wilson Oliveira Junior, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da epharma. 

De acordo com dados da Associação Brasileira de Operadoras de Planos de Medicamentos (PBMA), que reúne as três maiores empresas de PBM do país, incluindo a epharma, as principais comorbidades associadas à hipertensão arterial são dislipidemia (com 16,5% de incidência nos usuários), transtornos mentais e de comportamento (12,5%) e diabetes e dislipidemia (9%).

 


Por que controlar a ingestão de líquidos é tão importante para o paciente renal?

 O excesso de líquidos pode acarretar complicações ao organismo de pacientes com perda de funções renais 

 

Com a perda progressiva e irreversível dos rins, o paciente com diagnóstico de Doença Renal Crônica (DRC) precisa adaptar sua rotina com o tratamento, alinhado a hábitos saudáveis, reformulando sua alimentação e principalmente a ingestão de líquidos. 

Quando os rins param de funcionar, pode ocorrer um acúmulo de líquidos no organismo, e caso a ingestão não seja controlada e acompanhada de perto por um nefrologista, os pacientes portadores de DRC podem apresentar diversas complicações. 

“Pacientes em estágios avançados da doença podem apresentar edema (inchaço) nas pernas, tornozelos, pés e mãos, bem como no rosto”, explica o Dr. Bruno Zawadzki, diretor médico da DaVita Tratamento Renal. “Pode ocorrer também o aumento na pressão arterial, falta de ar, edema agudo de pulmão - conhecido como água no pulmão – além da incapacidade para realizar tarefas diárias”, complementa. 

Uma alternativa para não exceder a quantidade de água recomendada, o paciente pode optar por uma garrafa com o volume diário permitido sempre à disposição, e a ingestão de sopas e caldos para não atrapalhar o controle de líquidos.
  

Para evitar a sede excessiva durante o dia, utilize pouco sal no preparo dos alimentos e opte sempre por temperos naturais ou ervas frescas e desidratadas. 

Se o paciente ainda assim apresentar muita sede e estiver próximo a ultrapassar a quantidade indicada de líquidos por dia, há algumas dicas que podem ajudar, como bochechos com água gelada, escovar os dentes, mastigar folhas de hortelã e tomar um banho.

  

DaVita Tratamento Renal    

  

ESTALAR AS COSTAS FAZ MAL?

  


FISIOTERAPEUTA EXPLICA
 

Uma torcidinha aqui, um tranco ali... Será que dar aquela estalada no corpo, um alívio para muitas pessoas, causa algum problema?

 

Estar ativo o tempo todo tem um preço alto para o corpo. Passar horas e horas trabalhando ou realizando atividades desgastantes todos os dias pode acabar causando uma sensação desconfortável. As articulações ficam tensas e dolorosas e aquela vontadezinha de se torcer e virar até estralar as costas vem com tudo, não é mesmo? E após estalar as articulações automaticamente o corpo fica mais relaxado e menos tenso e aí sempre que a tensão volta a dar as caras você acha que estalar as costas é uma boa alternativa para aliviar o incomodo, mas será que é mesmo? 

De acordo com a fisioterapeuta Raquel Silvério de maneira geral não há problema em estalar as costas, mas ainda existem alguns mitos que cercam a ideia de que estalar as costas pode ser prejudicial à coluna, um deles é que estalar as articulações pode ocasionar a artrite e Bernardo afirma que isso não é comprovado cientificamente. Estalar as costas durante a gravidez também não tem problema, desde que seja feito com cuidado. “A grávida precisa estar ciente de que o desconforto que ela sente nas costas pode ser devido ao peso e à posição do bebê na barriga. Evite sempre torções ou movimentos que pressionam seu abdômen”, orienta a especialista e diretora clínica do Instituto Trata, unidade de Guarulhos. 

Mas é preciso se atentar, a fisioterapeuta explica que, de maneira geral, lesões não são comuns ao estalar as articulações, mas é possível se machucar quando utilizado muita força ou pressão ao estalar as costas ou então fazê-lo com bastante frequência. “Isso a longo prazo pode causar um desgaste nas articulações, causando tensão, inchaço e até mesmo uma pequena lesão”, explica. Realizar esse ‘estalo’ mais de uma vez por dia pode não ser a opção mais saudável a longo prazo, por isso a dica que o especialista em fisioterapia músculo esquelética dá é: realizar alongamentos e exercícios suaves que ajudem a melhorar a força, a flexibilidade e a postura ao invés de ficar sempre estalando as costas. 

Agora atenção: não estale suas costas se você estiver se recuperando de uma lesão ou se estiver sentindo dor ou inchaço. “Também evite estalar as articulações se você tiver osteoporose severa, câncer espinhal, alto risco de acidente vascular cerebral, ou uma anormalidade óssea da parte superior do pescoço”, aconselha Raquel. 

Resumindo, estalar suas próprias costas não causará nenhum problema de saúde se você fizer isso com segurança. Evite apenas, estalar essa articulação com muita frequência, força-la e colocar muita pressão na hora do estalo. “Realize alongamentos e exercícios que ajudem a sua coluna a tornar-se mais saudável. Marque uma consulta com um especialista se tiver sintomas graves, recorrentes ou de longa duração”, finaliza. 

 

Raquel Silvério - Fisioterapeuta e Diretora Clínica do Instituto Trata, a profissional possui especialização em fisioterapia músculo esquelética pela Santa Casa de São Paulo, além de formação em terapia manual ortopédica nos conceitos Maitland e Mulligan e forte experiência em tratamentos da coluna vertebral.

 

Avanços na ciência do comportamento auxiliam autistas a superar desafios do espectro

Com 70 milhões de autistas no mundo, análise do comportamento é vista como caminho para alterar trajetória de desenvolvimento e aprimorar qualidade de vida 

 

Desde cedo, a família de Thales observava que ele era diferente das outras crianças. Na primeira infância, ele não conseguia fixar o olhar nas pessoas e, quando chegou a hora de começar a falar as primeiras palavras, veio a ausência de linguagem. Sua diversão era colecionar objetos diversos, como DVDs, shampoos e lápis de escrever. No meio disso, a mãe buscava respostas que explicassem alguns comportamentos e o atraso em seu desenvolvimento. Mas foi apenas aos 6 anos que chegou o diagnóstico: Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para a mãe, Neusa Stahlschmidt, isso significou alívio e a possibilidade de encontrar o tratamento correto. "Hoje meu filho é um adulto de 25 anos com uma vida regrada e organizada. Mas para chegar aqui foram muitos os desafios, entre eles o de encontrar os profissionais certos para acompanhar essa jornada", detalha.

Cada vez mais comum, o Transtorno do Espectro Autista afeta uma em cada 36 crianças, como mostra a análise do Centers for Disease Control and Prevention, dos Estados Unidos. As mais de 70 milhões de pessoas diagnosticadas com autismo ao redor do globo, segundo dados da Organização das Nações Unidades (ONU), enfrentam desafios cognitivos, de comunicação e de interação social, exibindo padrões repetitivos e resistência a mudanças na rotina. No entanto, esse é apenas o panorama geral. Como cada uma das nuances do espectro tem suas particularidades, identificar precocemente a condição neurológica é fundamental para lidar com as repercussões mais frequentes e entender os diferentes níveis de suporte necessários.

O diagnóstico do autismo costuma chegar entre um ano e meio e três anos de idade, mas muitas mães percebem os primeiros sinais da condição no início da vida dos bebês. Natalie Brito Araripe faz parte desse grupo. Ela ficou em alerta ao notar que sua filha manifestava uma leve desregulação emocional e algumas dificuldades sociais quando ainda tinha poucos meses. Como psicóloga que já trabalhava no acompanhamento de pessoas com TEA, ao receber a confirmação do diagnóstico de sua filha, Natalie decidiu aprofundar seus conhecimentos em áreas que pudessem ser aplicadas tanto dentro como fora de casa. "Desde cedo, tenho buscado estimular minha filha com a combinação dos meus esforços e de outros profissionais especializados. Como resultado, hoje ela tem poucas dificuldades nos diversos contextos em que está inserida. Mas sabemos que a realidade de muitos é diferente, pois o diagnóstico e a rede de apoio ainda são desafios consideráveis", avalia.


Ciência no espectro

Os filhos de Neusa e Natalie compartilham de um ponto em comum: ambos têm crescido sendo acompanhados por uma ciência voltada a compreender e melhorar o comportamento humano. Mais conhecida como ABA, a Análise do Comportamento Aplicada tem ganhado espaço como o único tratamento que possui evidência científica suficiente para ser considerado eficaz, segundo a Associação para a Ciência do Tratamento do Autismo dos Estados Unidos. Ao focar no impacto da condição autista em situações reais, essa abordagem amplia comportamentos desejáveis e úteis, enquanto reduz aqueles prejudiciais ao processo de aprendizagem. "Desde intervenções precoces até o acompanhamento ao longo da vida, a terapia ajuda autistas a se conectarem com o mundo ao seu redor, enquanto descobrem sua própria voz e identidade", explica Natalie Brito Araripe, que também é diretora e analista do comportamento na Luna ABA, em Curitiba (PR).

A ABA é uma intervenção abrangente e considera as pessoas como um todo. "Ensinamos habilidades necessárias para que os indivíduos com autismo se tornem independentes e tenham a melhor qualidade de vida possível", esclarece Natalie. Segundo a psicóloga, consiste em um plano terapêutico personalizado, com base em marcos globais do desenvolvimento, com a preocupação de se adaptar às necessidades específicas de cada indivíduo com autismo. "Estamos diante de vidas reais, de sonhos que anseiam por serem realizados e da busca incessante por um futuro mais inclusivo. Mas nada disso se tornará realidade sem um bom analista do comportamento aplicado, que saiba combinar expertise teórica e experiência prática com um genuíno compromisso com o bem-estar", complementa. 


Jornada pela inclusão

É possível mudar a rota de desenvolvimento e melhorar a qualidade de vida de pessoas com TEA? De acordo com a analista do comportamento, a resposta para essa pergunta é sim. "Cada indivíduo é único e responde de maneira diferente às intervenções. Mas quando se entende as causas dos comportamentos e se desenvolvem intervenções personalizadas, os resultados são certeiros", pontua a diretora da Luna ABA. Para autistas como Thales, os treinos estruturados especialmente para suas necessidades fazem toda a diferença e dão a oportunidade de se tornarem mais autônomos ao aprenderem a cozinhar, lavar roupa e até mesmo caminhar na rua. "Ele iniciou esse acompanhamento quando a ciência do comportamento estava começando no Brasil e, hoje, vejo como valeu a pena cada dia", enfatiza Neusa.

No quebra-cabeça do Transtorno do Espectro Autista, a jornada pela inclusão ganha cores vibrantes e histórias com finais felizes. São crianças que aprendem a se comunicar, adolescentes que conquistam novas habilidades sociais e adultos que encontram seu lugar no mundo. É o que reforça Natalie Brito Araripe, que vê a análise do comportamento aplicada como um curso para a vida, em que cada dificuldade é uma oportunidade de crescimento. "Precisamos acolher as diferenças e acreditar que com elas virão novas formas de pensar e novas possibilidades de ser", finaliza.

 

Semana do neurocirurgião: Neurocirurgia para tremores ainda é pouco conhecida

Os tremores, o sintoma mais conhecidos de doenças como Parkinson e tremor essencial, podem ser tratados com alguns procedimentos, mas muitos sequer os buscam por falta de conhecimento

 

No dia 14 de abril foi comemorado o dia do neurocirurgião, uma data importante, localizada no mês de Abril que também é considerado o mês do Parkinson. Ressaltamos, então, o papel desse profissional para o tratamento cirúrgico de condições neurológicas, como o Parkinson e o Tremor Essencial, ambos problemas que possuem tratamentos cada vez mais efetivos, mas que a maioria dos pacientes sequer conhece. 

De acordo com o neurocirurgião com atuação em Parkinson e tremores, Dr. Bruno Burjaili, é nesta parte que entra o profissional, para orientar o paciente e lhe apresentar os tratamentos disponíveis em busca de melhores resultados. 

O neurocirurgião tem um papel fundamental para confirmar a indicação do procedimento, educar expectativas, explicar detalhes sobre o mesmo e acompanhar o paciente em toda a sua trajetória neste processo. Um procedimento bem indicado e bem realizado pode fazer uma grande diferença sobre a vida prática de quem luta contra problemas assim”, afirma.

 

Tratamentos para tremores pouco conhecidos

O tremor é um dos sintomas de problemas neurológicos mais conhecido e um dos que mais afeta a habilidade para tarefas cotidianas e a qualidade de vida do paciente. No entanto, atualmente, existem tratamentos que podem reduzir bastante esse problema, como explica o Dr. Bruno Burjaili. 

A Estimulação Cerebral Profunda, o ‘marca passo cerebral’, é uma das opções bastante válidas para aquele paciente que já está sendo tratada há algum tempo, mas não tem o controle suficiente sobre os seus sintomas. Tremores, rigidez e lentidão são exemplos de dificuldades que podem se atenuar intensamente com o procedimento, inclusive, em diversos casos, é possível que ocorra a redução do uso de medicamentos”. 

Outra opção mais recente, mas que já é feita no mundo há mais de dez anos, é o Ultrassom Focalizado de Alta Intensidade. Nesse caso, a doença em que ele está mais consolidado é o tremor essencial, mas também pode ser considerado em alguns casos para a doença de Parkinson”. 

Sempre insistimos na divulgação de procedimentos como esses, já que sabemos sobre a enorme quantidade de pessoas que sofrem com a doença de Parkinson, tremor essencial e distonia e não receberam nem mesmo a informação sobre a existência dessas possibilidades. Elas não serão aplicadas a todos, naturalmente, mas sabemos que as estatísticas demonstram que mais de 90% de quem poderia se beneficiar com eles não chega a recebê-los. Precisamos modificar este cenário”, afirma o Dr. Bruno Burjaili. 

 

Dr. Bruno Burjaili - Neurocirurgião funcional especialista em Parkinson


Febre: por que esperar três dias?

 

Divulgação

A febre é, muitas vezes, uma resposta do sistema imunológico, uma ação natural da resposta do corpo a uma infecção e pode ajudar a combater a propagação do agente infeccioso, além de estimular o sistema imunológico. 

Quando o corpo detecta a presença de um agente invasor, como bactérias, vírus ou outros patógenos, ele desencadeia uma série de reações fisiológicas para combater a infecção, sendo a febre uma dessas respostas. 

Walter Peres, médico pediatra e professor do curso de Medicina da Uniderp, destaca que a medicação precipitada pode ser um erro, na maioria dos episódios de febre e explica o porquê. “Entender o motivo de esperar três dias antes de se preocupar quando seu filho apresentar febre é crucial para uma abordagem mais racional desta condição tão frequente. Com certeza este conhecimento vai evitar muitas idas desnecessárias aos prontos atendimentos. A febre, muitas vezes, é uma resposta natural do corpo a infecções virais e costuma resolver-se por conta própria, na maioria dos casos até 72h (3 dias)”. 

Segundo o pediatra, este período de observação, para crianças em bom estado clínico geral, permite diferenciar na maioria das vezes entre uma febre passageira de origem viral e uma condição mais grave que exige atenção médica imediata. No entanto, o especialista salienta que o tempo de duração da febre não é o único parâmetro a ser monitorado. “Sintomas que possam indicar piora clínica, como dificuldade para respirar, prostração, sinais de desidratação ou febre muito alta e persistente, indicam a necessidade de uma avaliação pelo pediatra com maior urgência”, completa. 

Para cessar a febre de forma natural, entre as opões estão manter a criança confortável com roupas leves, além de hidratada com líquidos como água e sucos naturais; banho morno e compressas frias na testa ou axilas podem auxiliar na diminuição da temperatura corporal. “Alguns medicamentos para baixar a febre podem ter efeitos colaterais, especialmente em pacientes infantis. Sendo assim, adiar o uso desses medicamentos pode reduzir os efeitos colaterais indesejados”, finaliza o pediatra. 

 

Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal – Uniderp
Para mais informações, acesse o site.

 

Ômega 3 ajuda no desenvolvimento do cérebro e melhora a concentração das crianças

 

Divulgação

Ômega 3 é um tipo de ácido graxo essencial que não é produzido pelo corpo em quantidades adequadas e, portanto, deve ser obtido através da alimentação. Existem três principais tipos de ômega 3: ácido alfa-linolênico (ALA), ácido eicosapentaenoico (EPA) e ácido docosahexaenoico (DHA). O ALA é encontrado em fontes vegetais, como sementes de linhaça, nozes e óleo de canola, enquanto o EPA e o DHA são encontrados principalmente em peixes de água fria, como salmão, sardinha e atum. 

Muito se ouve sobre a importância de incorporar Ômega 3 na vida adulta, mas o que muitos não sabem é que introduzi-lo na dieta das crianças pode contribuir significativamente para o seu crescimento saudável e bem-estar geral. 

“O ômega 3 é essencial para o desenvolvimento do cérebro em crianças e pode ajudar a melhorar a concentração, a memória e o desempenho acadêmico. Além disso, tem sido associado à redução do risco de condições inflamatórias e alérgicas. Incorporar alimentos ricos em ômega 3, como peixes gordurosos, sementes de linhaça e nozes, pode ser transformador na execução de atividades diárias da criançada”, destaca a médica e professora do curso de Medicina da Faculdade Pitágoras, Polyana Sena.

 

Conheça alguns benefícios:

 

-Desenvolvimento Cognitivo: ácidos graxos Ômega-3, como o DHA, são fundamentais para o desenvolvimento do cérebro e da visão em crianças, sendo especialmente crucial nesse aspecto, pois constitui uma parte significativa dos fosfolipídios presentes nas membranas celulares do cérebro. Essas membranas desempenham um papel crucial na comunicação entre as células cerebrais, facilitando processos como a transmissão de sinais nervosos e a formação de sinapses, que são essenciais para aprendizado e memória

 

-Saúde Cardíaca: o Ômega-3 pode ajudar a promover a saúde cardiovascular, inclusive em crianças. O ácido EPA e o ácido DHA, podem auxiliar na redução dos níveis de triglicerídeos no sangue, o que pode ajudar a diminuir o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como aterosclerose, mesmo em idades mais jovens.

 

-Redução da Inflamação: Pode auxiliar na redução da inflamação no corpo, contribuindo para um sistema imunológico mais forte, além de possui propriedades anti-inflamatórias, que podem ajudar a reduzir a inflamação nos vasos sanguíneos, diminuindo assim o risco de formação de placas de gordura e de coágulos sanguíneos.

Por fim, a médica salienta que peixes como salmão, sardinha e atum, são ótimas fontes de Ômega-3 e que alternativas vegetarianas incluem sementes de linhaça, chia e nozes. Agora, é só colocar em prática e cuidar da saúde!

  

FACULDADE PITÁGORAS

 

Tabagismo e obesidade são fatores de risco para câncer renal

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Novo paradigma para tratamento de câncer renal é destaque em congresso internacional em São Paulo

De baixa prevalência, o câncer renal representa 2% de todos os tipos de tumores malignos e é considerado o tipo urológico mais letal. Ainda que não tenha dados estatísticos, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que em 2023, no Brasil, houve mais de seis mil novos casos.[1] De acordo com oncologista clínico do Centro de Oncologia do Hospital Albert Einstein e do Centro Paulista de Oncologia-Oncoclínicas, Andrey Soares, alguns fatores de risco, como tabagismo, sobrepeso e/ou obesidade e hipertensão podem aumentar o risco de desenvolver o câncer renal. “O estilo de vida é fundamental para reduzir o risco de desenvolver diversas doenças, inclusive o câncer renal. Não fumar e buscar manter um peso adequado são fundamentais para evitar o aparecimento de tumores, como do renal”, explica ele, que discutirá, entre os outros temas, a atualização de dados quanto ao novo paradigma de cuidados com câncer no XV Congresso Internacional de Uro-Oncologia, no dia 20 de abril, em São Paulo.

De acordo com o Instituto Vencer o Câncer, somente o tabagismo aumenta de duas a três vezes o risco. Isso porque as toxinas do cigarro sobrecarregam os rins, que são responsáveis pelo sistema de filtragem do sangue.
[2] Entre 15% e 25% das pessoas acometidas pelo câncer renal são fumantes ativos.[3] Entretanto, ele esclarece que nos últimos anos, a ciência tem evoluído consideravelmente com terapias efetivas. “Desde de 2018, a combinação de duas terapias – a imunoterapia associada à terapia antiangiogênica – obteve excelentes resultados no tratamento do câncer renal, fazendo com que os pacientes vivam mais, ficam mais tempo com a doença controlada, maior chance de remissão da doença e melhoria na qualidade de vida”, avalia Soares.

Mais comum em adultos acima dos 50 anos, o câncer renal é mais prevalente em homens do que em mulheres, e se manifesta de forma silenciosa no organismo, já que normalmente não desencadeia sintomas específicos.
[4] Mas, quando há, as manifestações mais comuns são: dor abdominal, por conta do crescimento do tumor, perda de peso, sangramento urinário, hipertensão, cansaço constante e tosse persistente.[5] O diagnóstico comumente é feito por meio de exames de imagem do abdome, como ultrassonografia ou tomografia.



Referências
[1] A.C.Camargo Cancer Center. A.C.Camargo Cancer Center apoia dia mundial do câncer de rim. Disponível em: link.
[2] Instituto Vencer o Câncer. Câncer de rim: fatores de risco. Disponível em: link
[3] Instituto Oncoguia. Câncer renal: conheça os riscos de uma doença silenciosa. Disponível em: link
[4] Hospital Sírio-Libanês. Câncer de rim: saiba mais. Disponível em: link
[5] IKCC Factsheet Version 2.0: May 2023. Disponível em: link

Mudanças de temperatura elevam riscos de doenças e alergias respiratórias

Além de gripes e resfriados, as famosas “ites” também aumentam com a chegada das baixas temperaturas; saiba como prevenir

 

A chegada do outono é geralmente marcada pelo aumento expressivo nos casos de doenças respiratórias. Enquanto a queda das temperaturas favorece a propagação de vírus que causam infecções como gripes, resfriados e pneumonia, a redução da umidade do ar e a tendência de as pessoas permanecerem em ambientes fechados e pouco ventilados também contribuem para o crescimento dos casos de rinite, sinusite e bronquite. 

“No outono, percebemos a queda das temperaturas e a presença do ar mais seco e com mais poluentes. Além disso, existe uma tendência de que as pessoas fiquem em locais menos arejados e com maior concentração de alérgenos, aumentando os contágios por vírus respiratórios, além de potencializar os casos de sinusite e rinite”, comenta a Dra. Patricia Scarabotto, otorrinolaringologista do Hospital Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO). “São mais de 200 tipos de vírus respiratórios sazonais”, complementa a médica.

 

Sintomas e cuidados 

Para prevenir as infecções e o contágio, os cuidados são relativamente simples. “Evitar locais fechados, manter higiene nasal e das mãos, hidratação e alimentação saudável, além de evitar o contato direto com pessoas contaminadas”, explica a Dra. Patricia. Contudo, um dos principais alertas é o fato de que os sintomas iniciais das infecções virais e alergias respiratórias podem se confundir. “Congestão nasal, coriza, tosse seca e desconforto na garganta são sintomas típicos que acometem o início dos quadros virais de infecções respiratórias, podendo também ser confundidos com os sintomas de rinite e sinusite”, comenta o Dr. Paulo Mendes Junior, otorrinolaringologista e especialista em alergias do Hospital Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO).

 

Tratamento 

“Casos mais brandos de infecções virais podem ser tratados em casa, com repouso e aumento de hidratação. A grande parte dos casos é leve, com duração de aproximadamente cinco dias. Quadros mais graves, com febre alta e esforço respiratório, devem ser levados imediatamente ao pronto atendimento”, comenta a Dra. Patricia. 

“Pacientes com sintomas como febre, dor no corpo, dor de cabeça ou dor nos olhos, devem buscar avaliação médica e evitar a automedicação. Como ainda estamos lidando com casos de COVID-19 e agora também com dengue, em que os sintomas podem se confundir, exames para descartar problemas mais graves são de suma importância”, completa o Dr. Paulo.


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