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sexta-feira, 19 de abril de 2024

BOLETIM DAS RODOVIAS

Tráfego tranquilo nas rodovias concedidas no início desta tarde


A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo no início da tarde desta sexta-feira (19). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Tráfego normal, sem congestionamentos. 

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330), sentido interior, o tráfego é normal, sem congestionamentos. Já no sentido capital, o tráfego é lento do km 61 ao km 60, por conta do excesso de veículos. Já na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), em ambos os sentidos, o tráfego é normal, sem congestionamentos.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

A Rodovia Raposo Tavares (SP-270), em ambos os sentidos, o tráfego é normal, sem congestionamentos. Já na Rodovia Castello Branco (SP-280), sentido interior, o tráfego é congestionado do km 21 ao km 24 e para quem segue sentido capital, o tráfego é lento do km 28+500 ao km 27+500 e congestionado do km 15 ao km 13+700 (pista expressa e marginal).

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

O corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto (SP-070) apresenta tráfego lento do km 25 ao km 12, no sentido capital. Para quem segue para o interior, o tráfego é normal, sem congestionamentos. 

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamentos.


O poder transformador que a economia pode ter

 

Transformar a sua vida começa pelo mindset


A transformação da vida das pessoas pode começar de uma maneira muito simples: ensinando-as a economizar dinheiro, independentemente de sua renda. Este é um propósito que se seguido da forma correta pode mudar completamente a trajetória de vida de alguém.

"Entender a sua realidade financeira é o primeiro passo. Ao reconhecer e detalhar os seus ganhos, suas necessidades, seus gastos mensais e suas dívidas, você tem os dados necessários para começar a economizar com propósito. E mais do que isso, você começa a visualizar seus objetivos financeiros, aqueles sonhos que antes pareciam tão distantes com o tempo se tornam possíveis", diz o consultor financeiro Claudio Gonçalves.

O controle financeiro será seu maior aliado nesta jornada. Através dele, você tem a capacidade de registrar cada centavo que entra e sai, criando uma análise crítica e detalhada de para onde seu dinheiro está indo. Este controle te mostra onde pode eliminar gastos desnecessários, aqueles que contribuem muito pouco ou nada no seu momento de vida atual vida e não te impulsionam para os objetivos.

"Após eliminar esses gastos desnecessários é possível investir. E não importa sua renda, invista mensalmente o quanto puder Investir em aplicações que podem gerar renda, mesmo que 1% ao mês pareça pouco de início, investindo 1000 reais por mês por 240 meses (20 anos) não fará com que você tenha 240.000 no final e sim mais ou menos 1 milhão de reais, que sozinhos vão te render 10.000 por mês, desta forma a aposentadoria e os sonhos se tornam uma realidade próxima. Existem inúmeras opções de investimentos disponíveis, cada uma com diferentes níveis de risco e retorno. O importante é buscar informações e pensar bem antes de tomar decisões", diz professor Claudio Gonçalves.

A transformação da sua vida começa pelo mindset. É preciso entender que economizar dinheiro com propósito não é apenas sobre cortar gastos. É sobre perceber o valor do dinheiro, tomar decisões financeiras conscientes e investir no futuro.

A economia tem um poder transformador avassalador. Ela pode tornar sonhos em realidade sem a necessidade de começar tudo de novo cada vez, trazer a tão sonhada aposentadoria sem preocupar com idade ou tempo de trabalho e, acima de tudo, proporcionar uma vida mais tranquila. No momento que mudamos nossa forma de pensar, a economia deixa de ser uma obrigação e se torna uma escolha, um passo em direção à sua vida ideal.


Prosperyou
Claudio Gonçalves - Consultor financeiro
@prosperyouoficial

 

 

Seguros de vida internacionais são alternativa a uma transição de bens sem perdas

 As apólices podem garantir um planejamento tributário avançado com retorno financeiro substituindo os gastos fiscais


A otimização do planejamento tributário na transição de bens pode ser significativamente aprimorada por meio de apólices de seguro de vida no exterior. A estratégia é parte essencial para quem busca eficiência fiscal e proteção patrimonial. Além disso, pode ser um investimento com retorno garantido. 

De acordo com Caio Mastrodomenico, autor do livro "Me Formei Médico e não Empresário - E Agora?", uma apólice de seguro de vida pode estabelecer uma proteção financeira confiável para os familiares na eventualidade de falecimento do provedor principal, mas também se colhem benefícios tributários e sucessórios importante. “Ao preservar o espólio e o patrimônio, a apólice fornece liquidez para cobrir obrigações de dívida, como impostos, e assegura que o legado financeiro seja transmitido de forma eficiente e eficaz para as próximas gerações”, explica.

Ele também enfatiza a importância dessa abordagem ao considerar o contexto brasileiro, onde a burocracia e os custos elevados podem dificultar a transferência patrimonial. "Adquirir seguros de vida ou planos de previdência privada é uma estratégia eficaz para simplificar a transferência de ativos financeiros aos herdeiros, minimizando tanto a burocracia quanto os custos associados a impostos como o ITCMD," enfatiza Mastrodomenico.


Como funcionam os seguros de vida internacionais

A adoção de seguros de vida internacionais se apresenta como uma solução estratégica para aqueles que desejam não apenas proteger seus entes queridos, mas também preservar e transferir seu patrimônio de forma acertada e com vantagens fiscais consideráveis.

Eles possuem ainda a vantagem de representar uma solução essencial para as pessoas que frequentemente atravessam fronteiras, seja a trabalho ou lazer. “Esta modalidade de seguro é projetada para oferecer proteção financeira aos beneficiários em caso de falecimento do segurado, independentemente de sua localização geográfica”, conta o especialista. 

Uma vez que apólices tradicionais podem não cobrir eventos fora do país de residência do titular, o seguro internacional se destaca por sua abrangência e especificidade, cobrindo desde mortes acidentais e invalidez até despesas médicas e repatriação do corpo.

Operando de maneira similar a outras apólices de seguro de vida, a versão internacional exige o pagamento regular de um prêmio para manter a cobertura ativa. As apólices podem ser adquiridas em modalidades temporárias ou vitalícias e incluem uma variedade de serviços adicionais, como assistência em emergências médicas e apoio em casos de hospitalização prolongada. 

“No momento de um sinistro, como falecimento ou invalidez, a seguradora procederá com a análise das provas apresentadas para liberação da indenização, que pode ser estruturada como um pagamento único ou em parcelas ao longo do tempo”, completa. É crucial que os segurados estejam atentos às especificidades de cada contrato, compreendendo todas as coberturas, benefícios e exclusões. 



Caio Mastrodomenico - pós-graduado em mercado financeiro e de capitais e analista político e econômico. Ele também é autor do livro “Me Formei Médico e não Empresário - E Agora?”, onde relata experiências e, ainda, mostra como pavimentar o caminho em busca de um negócio dentro da própria área de especialidade. A obra apresenta uma série de conceitos que auxiliam o processo de inicialização de um empreendimento de forma coerente. As páginas trazem técnicas de gestão, rotinas de atendimento, técnicas de comunicação e ferramentas financeiras que podem auxiliar não só no início da operação, como a manter os números saudáveis através de cálculos de lucro e fluxo de caixa.
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Redes sociais, plataformas ou conhecidos: para 77% dos consumidores, avaliações positivas é o fator decisivo de compra

iStock
 Levantamento ainda mostra que agilidade na solução de problemas é principal razão para consumidores retornarem a comprar de marcas mal avaliadas

 

O número de compradores virtuais cresceu de 80 milhões, em 2022, para 87,8 milhões, em 2023, de acordo com dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm). O crescimento foi acompanhado por um aumento no número de lojas online no último ano. Com essa expansão de oferta e demanda, o mercado está recebendo uma diversidade de perfis de consumidores, o que torna a dinâmica entre cliente e marca ainda mais complexa, principalmente no ambiente digital.


Mas quem delimita o sucesso de uma empresa se não a satisfação do seu público-alvo. De acordo com uma pesquisa conduzida pelo Guia dos Melhores, plataforma de avaliação de produtos, para 77% dos consumidores brasileiros a reputação da marca por meio de avaliações, seja pelas redes sociais, plataformas ou por conhecidos, é o fator que mais influencia na decisão de compra. 



Além disso, o estudo indicou que para 33% dos entrevistados, estabelecer canais diretos para a resolução de problemas é o aspecto mais crucial ao reconsiderar a compra de marcas que proporcionaram experiências negativas. A investigação buscou compreender a construção da relação entre esses dois pólos, comércio e usuário, que tem como base a confiança do consumidor, a conquista e reconquista da lealdade do cliente, e o que o motiva a experimentar algo novo. 


 

A conquista  do cliente fiel

 

Para além da qualidade do produto, reputação positiva, preços justos e segurança digital são a tríade essencial para conquistar a fidelidade do usuário, segundo o levantamento. 

 

Ser uma marca com boas avaliações é o elemento que mais influencia no momento da compra. Para 31% dos entrevistados, ter uma boa reputação nas mídias sociais é prioritário, enquanto para 27%, comentários positivos em plataformas de avaliação são essenciais; por sua vez, de acordo com 19% dos participantes, ser referência entre conhecidos é determinante para conquistar a fidelidade do cliente.

 

Por sua vez, 49% dos respondentes indicou preços justos ou benefícios significativos como fator chave para se tornar um cliente fiel de uma marca, ou seja, aquele usuário que se torna consumidor assíduo e que pode até engajar outros usuários.

 

Produtos de qualidade, avaliações e preços atrativos são o primeiro passo para fisgar sua atenção, mas entender a importância da experiência de compra é estar mais perto de conquistar a confiança do comprador. A pesquisa mostra que 32,8% dos consumidores têm mais probabilidade de comprar de marcas quando têm uma experiência de compra segura. Ter tempo de atuação relevante no mercado e diversidade de formas de pagamento são motivos que aparecem logo depois.

 

Segundo Eduardo Scherer, fundador do Guia dos Melhores, a jornada do consumidor se transformou e o negócio que busca retorno de vendas deve acompanhar as mudanças. “Não é apenas o momento da compra, ou seja, o gatilho que produz o desejo, mas o entendimento da jornada de experiência do consumidor. Com a multiplicidade de canais, a jornada se torna muito menos linear e objetiva. E a marca deve acompanhar esse trajeto por meio das redes sociais, aplicativos da loja, das avaliações internas e externas”, aponta Scherer.

 

A perda de confiança e os desafios no ambiente digital

 

Seja em plataformas de avaliação (64%) ou por conhecidos (35%), a avaliação também é o fator decisivo na perda da confiança de marca pelo consumidor. Em segundo lugar aparecem preços e benefícios, assim como visto anteriormente.  A marca que não cumpre garantias e benefícios oferecidos (48%) e tem preços pouco atraentes e/ou políticas de reembolso desfavoráveis (31%) acaba por diminuir suas chances na conquista do público.

 

Para fechar os fatores que levam a perda de confiança do consumidor, com 30% das respostas, a falta de segurança fica em terceiro lugar. Quando se pergunta qual o problema mais comum ao efetuar uma compra online, a sensação de insegurança no ambiente digital  fica em primeiro lugar. 


Cerca de 23% responderam que problemas de segurança e preocupações com a proteção de dados pessoais são os obstáculos mais comuns observados na efetivação de uma compra online.  Algo que pode desestimular o consumidor a retornar, também são o pouco detalhamento dos produtos na descrição (19%) e as dificuldades na navegação de um site ou a falta de usabilidade (10%).

 


Scherer explica que fazer o usuário se sentir protegido no ambiente digital demonstra o comprometimento da marca com a conexão com o consumidor. “Garantir a proteção de informações pessoais, de transações, de reembolso e a eficácia no atendimento, além de experiências intuitivas, é construir uma jornada de compra segura e acessível. É também  trazer o calor humano das visitas em lojas físicas para o e-commerce, partindo do bem-estar do usuário”, aponta.

 


O perdão 

 

O que faz o consumidor considerar confiar novamente em uma empresa após experiências negativas é a agilidade na solução de problemas.  Cerca de 33% das respostas apontam que estabelecer uma linha direta de comunicação para resolver problemas rapidamente é fator preponderante para reconsiderar comprar de uma marca, antes vista com maus olhos. 


Transparência e compensação formam o top 3 da reconstrução de confiança. Após vivências ruins, 20% dos brasileiros respondentes retornam quando a marca busca adotar práticas mais transparentes e não prometer mais do que pode oferecer. E 14% procuram por compensações de serviços insatisfatórios, que ofereçam descontos exclusivos.

 

 

De acordo com Scherer, marcas com certo repertório podem adotar dinâmicas para recuperar a lealdade do usuário. “Após a perda da confiança, a possibilidade de reconquista vai se tornando menor, um momento de repensar estratégias e recalcular a rota. Pois o principal entendimento sobre o retorno do cliente é, não apenas remediar eventuais problemas, mas pensar em como trazer o que ele deseja por meio de ideias originais”, completa.

 


Metodologia

 

Público: foram entrevistados 500 brasileiros de todos os estados do país, incluindo mulheres e homens, com idade a partir dos 16 anos e de todas as classes sociais. 

Coleta: os dados do estudo foram levantados via plataforma de pesquisas online.


Vereadores de SP aprovam adesão da cidade à privatização da Sabesp

 A aprovação ocorreu em primeiro turno. O texto ainda será discutido em audiências públicas antes da segunda votação, prevista para o início de maio

 

A Câmara de Vereadores de São Paulo aprovou na noite de quarta-feira, 17, por 36 votos a favor e 18 contrários, a adesão do município à privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A aprovação foi em primeiro turno, e o texto ainda será discutido em audiências públicas antes da segunda votação, prevista para o início de maio.

A sessão de ontem foi marcada por protestos de movimentos sociais contrários ao projeto de privatização. A aprovação pela Câmara Municipal é vista como um passo importante para a desestatização, dada a alta contribuição da capital para as contas da companhia. Entre os cerca de 370 municípios atendidos pela Sabesp, a cidade de São Paulo responde por algo entre 45% e 50% da receita total da companhia.

A adesão da capital paulista teve de ser discutida entre os vereadores porque uma lei de 2009, que autoriza o Executivo a celebrar contratos com a empresa, determina a extinção automática da parceria se o "Estado vier a transferir o controle acionário da Sabesp à iniciativa privada".

O governo de São Paulo ainda alinha os últimos detalhes da oferta de ações da Sabesp na Bolsa de Valores. O ponto mais importante a ser definido é a fatia do capital da empresa que vai restar nas mãos do Estado, hoje com 50,3% da empresa. Por ora, a sinalização é de que fique entre 15% e 30%.

A oferta dos papéis da companhia em poder do Estado pode movimentar algo entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões, uma das maiores já feitas na B3. 


TARIFAS 

O governo paulista também disse ontem que o modelo de concessão da Sabesp prevê a redução de 10% nas tarifas social e vulnerável de água e esgoto. Para ter direito à tarifa social ou à vulnerável, a família precisa estar no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). Tem direito à tarifa vulnerável quem está na primeira faixa do CadÚnico, ou seja, quem tem renda familiar per capita de até R$ 218. Já a tarifa social se destina a quem tem renda familiar per capita entre R$ 218 e meio salário mínimo.

As demais categorias de tarifas, segundo o governo paulista, também vão ficar mais baratas. "A residencial terá queda de 1% e as demais, como comercial e industrial, terão 0,5% de diminuição".  



Redação DC
https://dcomercio.com.br/publicacao/s/vereadores-de-sp-aprovam-adesao-da-cidade-a-privatizacao-da-sabesp

*com informações da Agência Estado


A educação no Brasil tem jeito?

 Conheça três problemas e três potenciais soluções para enfrentar os desafios da educação básica brasileira


A celebração desta data foi instituída na cidade de Dakar, no Senegal, há 24 anos. Durante o Fórum Mundial de Educação, em 28 de abril de 2000, líderes de 164 países firmaram compromissos a serem cumpridos até 2030 – inclusive o Brasil. Em 2023, o Governo Federal lançou o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, anunciando também o investimento de R$ 3 bilhões em quatro anos. O objetivo é melhorar a qualidade da alfabetização no território brasileiro e combater o analfabetismo absoluto e funcional.

As informações mais recentes da Unesco apontam que 17% das crianças e adolescentes em idade escolar no mundo estão fora da escola. Isso significa que 260 milhões de crianças estão sem acesso à educação. No Brasil, 5,6 % das pessoas com 15 anos ou mais de idade são analfabetas. Isso é equivalente a 9,6 milhões de pessoas, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD). Cerca de 18% dos jovens de 14 a 29 anos de idade no Brasil (52 milhões de pessoas), não completaram o ensino médio, ou porque abandonaram, ou porque nunca frequentaram a escola.

Mas, por que, apesar de todos os esforços federais, estaduais e municipais para a garantia do direito básico à educação de qualidade, ainda é tão difícil garantir a universalidade? “O problema no Brasil não é de qualidade. É de acesso. Temos ótimas instituições de ensino. Mas o que acontece é que elas são muito caras, acessíveis somente a uma parcela muito pequena da população que pode pagar por essa estrutura”, destaca Arthur Buzatto, presidente mantenedor da Escola Vereda, em São Paulo.

Para ele, iniciativas acolhedoras que garantam educação em tempo integral, com aulas regulares e acesso a esportes, idiomas, atividades artísticas e alimentação adequada está no cerne de uma proposta social capaz de impactar a sociedade como um todo. “A escola não é só um ambiente de educação formal, mas também o principal meio de incentivo ao desenvolvimento cognitivo, físico, social e emocional dos indivíduos. Educação de qualidade é aquela que dá conta de vários aspectos da evolução humana.” O profissional comenta abaixo três desafios e suas propostas para a educação brasileira:


1) Desigualdade de acesso

Segundo o levantamento da PNAD, quando analisado por cor ou raça, 3,4% das pessoas com 15 anos ou mais de idade de cor branca são analfabetas. Enquanto isso, entre as pessoas da mesma faixa etária de cor preta ou parda, o percentual vai para 7,4%. Do total de analfabetos, 55% vivem na região nordeste e 22% estão no sudeste do País.

“As desigualdades por gênero, cor, região e renda são bem marcadas no Brasil. Nossa percepção é de que é essencial investir em infraestrutura escolar e tecnologia para garantir que todas as escolas ofereçam um ambiente propício ao aprendizado”, reflete Buzatto.

De olho nessa questão, a proposta da Escola Vereda é se manter acessível: por uma mensalidade a partir de R$ 1.228,71, a instituição oferece educação integral para alunos do ensino fundamental e médio (8 horas todos os dias na escola, sempre com professores), inglês todos os dias, aulas de programação, teatro e esportes. Alimentação equilibrada (café da manhã e almoço) e os livros didáticos também estão completamente inclusos na mensalidade. “Não há mais nenhum pagamento por parte das famílias”, reforça.


2) Baixa valorização dos professores

O corpo docente é peça-chave no processo educacional. Ainda assim, frequentemente a classe enfrenta más condições de trabalho e falta de reconhecimento por seu papel crucial na sociedade. Para Buzatto, é fundamental valorizar os professores, oferecendo condições de trabalho adequadas e promovendo oportunidades de capacitação (formação) e desenvolvimento (crescimento) profissional. “Professores motivados e bem preparados são essenciais para garantir a educação de qualidade.”

Ele esclarece ainda que, onde atua, o grupo desenvolveu aplicativos próprios de gestão inteligente que facilita o dia a dia dos professores. O registro de presença dos alunos, por exemplo, é feito online, com funções automatizadas. Provas são formuladas e corrigidas a partir de uma metodologia padrão, que reduz equívocos de interpretação e subjetividades. “A tecnologia está a nosso favor para que o professor, em sala de aula, se ocupe do que realmente interessa: sua atuação pedagógica e a atenção ao aprendizado.”


3) Falta de investimento e gestão ineficiente

Segundo informações do Censo Escolar 2021, 5,2 mil escolas não têm banheiros no Brasil. Existem ainda 8,1 mil escolas sem acesso à água potável e 7,6 mil sem serviços de esgoto. O financiamento insuficiente e a má gestão dos recursos são obstáculos significativos para o avanço da educação no Brasil. Muitas escolas enfrentam carências de recursos básicos, como materiais didáticos, merenda escolar e manutenção adequada.

“É necessário priorizar o investimento na educação, destinando recursos e garantindo sua utilização eficiente e transparente.” O profissional afirma ainda que a participação da comunidade escolar e da sociedade civil na tomada de decisões e na fiscalização dos gastos ajuda a promover uma gestão mais democrática e responsável. “Na Vereda, eliminamos as janelas ociosas de aulas, negociamos com fornecedores a compra de materiais escolares e de limpeza, buscamos descontos e repassamos 100% disso para as famílias. Não existe milagre. Buscamos eficiência sem renunciar à qualidade”, conclui.

 

Escola Vereda
https://escolavereda.com.br/


Construção civil: preços em queda abrem oportunidades

Quem nunca acabou arcando com um valor maior do que planejou ao iniciar uma obra ou reforma? Essa é uma situação extremamente comum de ser vista impactada, dentre tantos fatores, pelo déficit nas opções de orçamentos disponíveis, o que acaba influenciando neste encarecimento. Apesar disso, uma nova queda nos preços dos materiais do setor está sendo percebida no mercado, o que favorece com que este seja um ótimo momento para iniciar construções sem grandes impactos no bolso.

Em âmbito geral, é possível notar um aumento em diversos produtos e serviços de setores variados em resposta à variação da inflação e, ainda, à lei da oferta e demanda. Afinal, quando há um aumento da busca por determinados itens e não é possível encontrá-los demasiadamente no mercado, é normal que seus preços tendam a ser maiores pelas empresas que os ofertam.

Essa flutuação dos valores é algo completamente usual em todo o mundo e, quando notamos um período de queda como o de agora, normalmente, ele está relacionado à queda de juros e à estabilidade da inflação, contribuindo que os preços se ajustem e que não haja essa oscilação. Na construção civil, a extensa gama de desafios enfrentados pelas empresas do setor em 2023 influenciou nesta queda de preços, abrindo espaço para investimentos mais econômicos a serem feitos por aqueles que desejam realizar algum tipo de obra.

A mudança foi compartilhada em dados recentes divulgados pelo IBGE, no Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) de 2023. Apesar do estudo ter notado que os preços no setor de engenharia civil aumentaram 0,07% em março, a variação percentual foi menor do que a registrada em fevereiro, de 0,15%. O acumulado avaliado pelo Sinapi foi de 2,36% no ano passado, uma variação menor do que os 2,50% em 2022.

Passado o momento conturbado, as informações evidenciam um primeiro ano de retomada econômica para o setor pós pandemia, com um maior ajuste da economia brasileira e, por consequência, dos preços dos materiais da construção civil. Porém, mesmo com essa queda, ainda é possível notar uma diferença considerável nestes valores dentro de uma mesma cidade, como exemplo, devido a um problema muito maior em termos de dificuldade em entrar em contato com esses vendedores.

Por isso, apesar da grande tendência em termos uma movimentação positiva deste mercado como um todo, ainda será necessário realizar uma ampla pesquisa de orçamento antes de finalizar uma compra, tendo paciência em contatar os fornecedores e comparar os preços fornecidos para fechar com aquele que apresentar o melhor custo-benefício. Aqui, para auxiliá-los nesta tarefa, contar com o apoio da tecnologia será uma decisão extremamente favorável.

Isso porque existem muitas ferramentas robustas – muitas delas pautadas na Inteligência Artificial – destinadas a, justamente, ajudar os compradores a enviarem suas solicitações aos vendedores de sua região, de forma que eles retornem com seus orçamentos de forma ágil e em tempo hábil, permitindo aos lojistas uma postura mais proativa no contato com seu público-alvo. Dessa forma, além dos próprios lojistas poderem ampliar suas vendas e atingir uma maior quantidade de pessoas, os consumidores são beneficiados por uma maior facilidade em adquirir os materiais que precisam.

Mesmo diante dessas soluções, não há como negar que muito ainda precisa ser aperfeiçoado em termos de digitalização pela construção civil, de forma que a população não acabe arcando com valores acima do esperado pela dificuldade em realizar orçamentos e o consequente atraso no desenvolvimento da obra, o que também encarece a contratação da mão de obra.

Por isso, neste cenário positivo que nos encontramos atualmente, é hora de explorá-lo a nosso favor, aproveitando a queda dos preços no setor para utilizar esses recursos tecnológicos a fim de encontrar o melhor custo-benefício nos itens precisos. Estamos diante de uma enorme oportunidade de investimento que, se for bem usufruída com o apoio da tecnologia, favorecerá fortemente a realização de obras sem que pese no bolso da população. 



Wanderson Leite - fundador do EuConstruindo.com, IA especializada em orçamentos para construção civil; e da Prospecta Obras, empresa de análise de dados especializada em mapeamento de obras.


EuConstruindo.com
https://www.euconstruindo.com/

 

524 anos de Brasil: Conheça Barra do Cahy, a primeira praia do Brasil

 


A Barra do Cahy, situada em Prado, no extremo Sul da Bahia, é uma praia de grande valor histórico. Em 2017, recebeu o título de 1ª Praia do Brasil, afirmando a identificação feita por pesquisadores e historiadores que a associam ao local descrito na carta de Pero Vaz de Caminha em 1500. Foi na foz do Rio Cahy que a tripulação de Pedro Álvares Cabral fez sua primeira parada estratégica por 40 horas antes de ancorarem em Porto Seguro e Coroa Vermelha, em abril de 1500. 

Do litoral da Barra do Cahy, avista-se o Monte Pascoal, a cerca de 62 quilômetros de Porto Seguro, marco histórico que teria sido a primeira porção de terra avistada por Cabral e sua tripulação. 

Considerada o berço da nação brasileira, a Praia da Barra do Cahy, a 47 km ao Norte de Prado e a 15 km do distrito de Cumuruxatiba, possui um valor histórico, geográfico e cultural inestimável. Iracema Ribeiro, Secretária de Turismo de Prado, também ressalta a relevância da Barra do Cahy como marco inicial da história brasileira, enfatizando seu valor geográfico, cultural e o respeito aos povos indígenas que já habitavam essas terras antes da chegada dos colonizadores europeus.

 

Prado: 

A cidade de Prado, onde se localiza a Barra do Cahy, é também um tesouro da Costa das Baleias. Situada no extremo sul da Bahia, é conhecida por suas praias paradisíacas, como a Barra do Cahy, Cumuruxatiba, Corumbau, Balneário de Guaratiba e outras, que encantam turistas de todo o mundo. Além das praias, a cidade oferece uma atmosfera tranquila e acolhedora, ideal para quem busca descanso e contato com a natureza. 

Com uma gastronomia que mescla sabores originários e a influência da culinária ancestral baiana, Prado também encanta pelos seus pratos típicos e pela hospitalidade de seu povo. A cidade é um convite para explorar suas belezas naturais, mergulhar em suas águas cristalinas e conhecer de perto a história e a cultura do Brasil. 

Para quem busca uma experiência completa, Prado oferece opções de hospedagem que vão desde pousadas aconchegantes até hotéis de luxo, garantindo conforto e comodidade para todos os visitantes. 

Descubra Prado, cidade que guarda em suas paisagens e tradições parte da essência e da história do Brasil!


Defensor Público Federal faz alerta sobre o etarismo no mercado de trabalho

O especialista em Direitos Humanos e Inclusão analisa a dificuldade enfrentada pelos mais velhos na busca de oportunidades de emprego e renda.

 

O etarismo, uma forma de discriminação baseada na idade, continua a ser um desafio significativo no mercado de trabalho do Brasil. A busca por talento e competência deveria ocorrer sem levar em conta a idade do profissional. No entanto, a realidade comprova que muitos trabalhadores mais velhos encontram-se marginalizados devido a estereótipos e práticas discriminatórias. 

“A discriminação não apenas priva os indivíduos com mais idade de oportunidades de emprego e renda, mas também perpetua uma cultura prejudicial que desvaloriza a experiência a e sabedoria adquiridas ao longo dos anos de trabalho”, ressalta o Defensor Público Federal André Naves, especialista em Direitos Humanos e Inclusão Social. 

Realizada pela EY Brasil e pela plataforma Maturi, a pesquisa “Por que pessoas 50+ não são consideradas como força de trabalho em um país que envelhece?”, mostrou que o preconceito contra os mais velhos é, de fato, real. Entre as 191 empresas, de 13 setores, que foram ouvidas, 78% delas acham que as organizações são, sim, etaristas e 33% não praticam nenhuma abordagem sobre o tema. A falta de ações concretas se traduz em outro dado alarmante: 80% delas não possuem políticas específicas e intencionais de combate à discriminação por idade em seus processos seletivos. 

Em um país que está envelhecendo rapidamente, é surpreendente que os próprios líderes empresariais, muitos com mais de 50 ou 60 anos, não avancem na discussão do etarismo. Para 42% das companhias, os temas: diversidade, equidade e inclusão não são prioridades na estratégia do negócio. E entre as que já adotaram práticas direcionadas à essa área, os principais temas que levam em conta são relativos a gênero e étnico/racial – ambos com 75% de citações. Apenas 45% delas se dedicam à questão etária/geracional. 

O Defensor Público André Naves argumenta que, para combater o etarismo, é essencial que os governos, entidades, ONGs e outros representantes da sociedade apliquem uma abordagem multifacetada, que envolva tanto o debate e a conscientização dos brasileiros sobre o tema quanto a implementação de políticas e regulamentações que protejam, de fato, os direitos dos trabalhadores mais velhos. Além disso, Naves destaca a importância da implementação de programas de capacitação e reciclagem profissional adaptados às necessidades desses trabalhadores, garantindo assim que possam continuar contribuindo de maneira significativa para a força de trabalho. 

"É fundamental, antes de tudo, reconhecer a contribuição dos trabalhadores mais velhos, inclusive junto aos profissionais mais novos, no ambiente de trabalho. "Eles possuem uma riqueza de experiência, habilidades, visão de mundo e perspectivas que são inestimáveis para qualquer organização. Negar-lhes oportunidades com base na idade é não apenas injusto, mas também contraproducente para o sucesso das organizações e para o progresso social e econômico do país”, conclui o Defensor Público.


Inteligência Artificial auxilia na humanização do Transporte Rodoviário de Carg

Créditos: Canva
As novas tecnologias têm sido muito utilizadas para eliminar processos burocráticos

 

Nos últimos anos, o mundo se viu tomado pelas Inteligências Artificiais. É possível encontrá-las desde em ferramentas de texto até, mais recentemente, em programas criadores de imagens e vídeos realistas. A chamada I.A. teve seu início na década de 1950 pelo ramo da ciência que se concentra no desenvolvimento de sistemas e algoritmos capazes de realizar tarefas. Naquela época, essas tarefas necessitavam da inteligência humana.

 

As transformações trazidas pela Inteligência artificial chegaram, também, ao mundo corporativo, principalmente em áreas como a de gestão de pessoas. Essas transformações têm permitido, por exemplo, que os setores de Recursos Humanos e Departamento Pessoal eliminem diversos processos burocráticos e se tornem mais estratégicos. Mas, uma das preocupações que normalmente surge com o aparecimento de novas tecnologias é a da desumanização e, consequentemente, a perda de empregos.

 

Rafaela Cozar, Head de Gestão e Inovação na Roda Brasil Logística, transportadora que tem como foco organizacional o investimento em tecnologia e em gestão profissional, acredita que esses medos não passam de “lendas”. “Um dos maiores desafios é mesmo o da resistência à mudança, que já enfrentamos em outras situações”, explica. “É importante ressaltar os benefícios da I.A. e capacitar esses colaboradores para as novas ferramentas. Assim, garante-se a manutenção dos cargos em vez da substituição”.

 

Na visão dela, qualquer ferramenta tecnológica pode, se mal utilizada, desumanizar um trabalho. “A questão da Inteligência Artificial é que ela serve para auxiliar o trabalho humano em processos complexos ou burocráticos. Na prática, se bem utilizada, ela pode otimizar os processos e permite focar mais no lado humano do trabalho”, argumenta Rafaela. O tempo otimizado pela I.A., portanto, pode ser utilizado para dar atenção plena às pessoas. São várias as áreas nas quais a Inteligência Artificial tem auxiliado, como nos serviços de gestão, planejamento, organização, direção e controle dos recursos humanos.

 

Por exemplo, já é muito comum utilizar a I.A. no processo de recrutamento. “Ela ajuda a selecionar candidatos fazendo o cruzamento de dados dos currículos, redes sociais, testes e entrevistas com aquilo que a empresa busca”, comenta a Head. Também utiliza-se essa tecnologia no momento de avaliar os colaboradores, a partir da mensuração de pontos positivos e negativos, metas e indicadores estabelecidos como valores para a empresa. “Sem contar que também permite que se crie planos de desenvolvimento dos colaboradores”, conta.

 

Outro ponto no qual a I.A. auxilia é o da comunicação, já que há várias ferramentas que permitem o compartilhamento de informações, mensagens personalizadas e a criação de pesquisa de climas organizacionais. As vantagens, como se vê, são várias: com a I.A. é possível uma redução de custos, já que os processos são automatizados, fazendo também com que se tornem muito mais eficientes e ágeis. “Assim, a produtividade do setor também aumenta, já que a burocracia fica com a I.A. e o setor pode focar em questões mais estratégicas”, encerra Rafaela.

  

Rafaela Cozar - formada em Contabilidade e tem MBA em Finanças pela Fundação Getúlio Vargas. Ela atua como Head de Gestão e Inovação da Roda Brasil Logística, é co-fundadora do Hub de Inovação Sindtech e, desde janeiro de 2023, é Vice-Presidente do Sindicamp (Sindicato das Empresas de Transportes e Cargas de Campinas e Região).

 

Desistência na Adoção: um desafio enfrentado na busca por nova família para crianças e adolescentes acolhidos

 

Segundo a Angaad, a desistência causa um enorme impacto emocional em todos os envolvidos, principalmente nas crianças e nos adolescentes que sonham com a conquista de uma nova família
 Divulgação

Grupos de apoio à Adoção, distribuídos pelo Brasil e acompanhados pela Angaad, estão prontos para prestar assistência às crianças, aos adolescentes e aos futuros pais e mães a fim de evitar essa renúncia do processo que impacta o direito pela convivência familiar 

 

Adoção é um ato de responsabilidade, envolto em afeto. Tem o poder de ressignificar a vida de crianças e adolescentes que, por diferentes motivos, não puderam mais estar com suas famílias de origem. No entanto, nem sempre o processo resulta no tão aguardado final feliz. No decorrer da jornada, alguns adotantes desistem da conclusão da Adoção, antes da sentença que os tornaria, oficialmente, pais ou mães. A ruptura é causadora de severas implicações emocionais, legais e sociais, num contexto já bastante sensível. 

 

Desistência ou devolução? 

 

Os termos desistência e devolução são similares, mas há uma tendência a se passar a usar apenas o primeiro. 

 

De acordo com Clarice Maria Scheid, membro do grupo de apoio à Adoção Projeto de Vida, de Indaiatuba, no interior de São Paulo, integrante da Angaad (Angaad (Associação Nacional de Grupos de Apoio à Adoção), a desistência costuma ocorrer no momento de aproximação entre aqueles que, futuramente, seriam adotante e adotado. É quando se iniciam os passos de entrosamento entre ambos. A criança ou o adolescente, ainda em situação de acolhimento, passa a receber visitas acompanhadas de profissionais da área psicossocial do Judiciário e da rede protetiva. Tudo é feito com muito cuidado, para possibilitar uma construção segura das pontes afetivas necessárias ao envolvimento pleno. As visitas passam para etapas de maior interação, como em passeios e até na interação durante todo o final de semana, na casa dos futuros pais ou mães. Até este momento, os envolvidos podem perceber que não era o que buscavam com a Adoção ou que questões pessoais mal resolvidas poderiam levar a problemas. Se a situação for incontornável, seria a hora de desistir, de não levar adiante a aproximação. 

Caso o estágio de convivência evolua bem, a guarda para fins de Adoção é deferida pela Justiça. A criança ou o adolescente sai do acolhimento e passa a viver com os guardiões. O vínculo jurídico que o termo de guarda dá é provisório, mas, ao assumir a guarda, o guardião assume o compromisso temporário de cuidado integral. Do outro lado da relação, a criança ou o adolescente já se torna dependente, para todos os fins e efeitos de direito. Clarice Scheid explica que, enquanto a família vive sob a guarda provisória, sem sentença de Adoção, é quando, tecnicamente, pode ocorrer uma ruptura de vínculos afetivos, com a famigerada devolução. 

Porém, de acordo com os dicionários da Língua Portuguesa, a palavra devolução é comumente usada para bens materiais. Não é a melhor expressão para pessoas. Por isso, os especialistas têm chamado de desistência o rompimento da vinculação afetiva, que tinha fins adotivos, nos dois momentos iniciais de aproximação e convivência. 

Ainda durante o período de guarda, é iniciado o processo judicial de Adoção, que, ao final, poderá dar os laços formais de filiação. Esta é irrevogável e a ideia de devolução seria equivalente ao crime de abandono de um filho. A lei brasileira não reconhece possibilidade de devolução de um filho, seja ele biológico ou adotado. Não há a quem devolver. Se existe o vínculo jurídico entre pais e filhos, há a obrigação de cuidado, ressalta Clarice Sheidt. 

 

Desistência 

As razões que resultam na desistência, durante o período de aproximação, são inúmeras. O fator emocional dos adotados é um dos que mais influencia. Muitas das questões sentimentais mal resolvidas na vivência familiar anterior da criança ou do adolescente acabam vindo à tona no convívio com os adotantes. Além disso, a especialista aponta inconsistência no preparo, tanto de crianças e adolescentes quanto dos futuros pais e mães. 

“Eu vejo que as crianças e os adolescentes também carecem de uma maior preparação por parte dos acolhimentos, que comumente não prestam um acompanhamento individual para explicar as mudanças que acontecerão em suas vidas”, analisa a voluntária do grupo de apoio à Adoção. Ademais, ela aponta que, mesmo diante dos problemas que os tiraram de suas famílias de origem, muitos ainda sonham com o retorno a este núcleo. “Ao passar pelo processo afetivo de Adoção, todo esse mundo com o qual o adotado estava acostumado vai mudar, sendo necessária uma adaptação antes mesmo de começar a aproximação com a nova família”, complementa. 

Nesse ínterim, também há dificuldades vividas por crianças e adolescentes que ficam por muito tempo em situação de acolhimento. Eles estabelecem um vínculo maior com a instituição em que vivem. “Por si só, essa quebra de rotina altera o lado emocional e se encaminha para o comportamental”, explica. “Não podemos esperar que o adotado conseguirá racionalizar o cenário de sair do ambiente em que estava inserido e, naturalmente se adequar em um universo desconhecido. Há de se considerar um período de adaptação às novas rotinas, influências, responsabilidades e o elo que os fazem chamar o adotante de pai ou mãe”, resume Gilson Del Carlo, membro da diretoria do GAALA (Grupo de Apoio à Adoção "Laços de Amor”) e tesoureiro da Angaad.  

Outro ponto crucial é entender que os adultos adotantes são os maiores responsáveis pelo sucesso nessa relação. A jornada da Adoção envolve preparação constante, porque requer dos adultos o papel de fios condutores nas relações, sempre respeitando a criança ou o adolescente. O elo mais maduro da relação filial carrega mais responsabilidades, as quais não podem ser transferidas, bem como o ônus de uma desistência da Adoção, às crianças e aos adolescentes. 

 

A importância do apoio psicológico  

A compreensão e o amparo psicológico prestados às crianças e aos
adolescentes são essenciais na vinculação com os adotantes,
para evitar desistências 
Freekpic


Diante das situações vivenciadas por futuros pais e filhos, no processo de construção de vínculos afetivos, os grupos de apoio à adoção (GAAs) estão prontos para fornecer a assistência necessária à resolução dos conflitos. Uma das ferramentas é fomentar a interação entre pessoas que estão em estágios diferentes do universo da Adoção. Nas reuniões promovidas pelos grupos, os pretendentes e adotantes podem expressar seus medos, dividir suas dúvidas e compartilhar informações, sempre acompanhados por profissionais e voluntários experientes na área. 

Quanto maior for o engajamento do pretendente nos encontros e nas atividades desenvolvidas pelos GAAs, mais seguro e contundente será o processo de vinculação afetiva com os filhos. Essa preparação vai desde a decisão de adotar, passa pelo período de aproximação, chega à convivência sob guarda e desagua na efetivação do processo legal que reconhece a criança ou o adolescente como filho ou filha. A troca de experiências quebra expectativas irreais, frustrações e idealizações, trazendo a possibilidade de criação de uma história concreta e segura.  

Todavia, quando necessário, e se os pretendentes se mostrarem abertos, os grupos de apoio podem encaminhá-los para conversas particulares com os psicólogos. Na análise de Clarice, é apenas após a chegada da criança ou do adolescente que o adotante pode construir na mente e no emocional o impacto de se ver envolvido pelas responsabilidades e pelas rotinas que abrangem os cuidados com um filho. “O acúmulo de funções é grande. Em muitas vezes, o adotante só precisa conversar e os grupos de apoio são os espaços mais seguros para isso”, lembra Clarice. 

 

Além do trabalho com os pretendentes, vários grupos de apoio à Adoção também auxiliam na preparação de crianças e adolescentes, desde o acolhimento até os períodos de convivência na nova família.  

 

Consequências legais 

 

Quando o convívio já está na fase de guarda para fins de Adoção, uma desistência pode ser danosa para a criança ou o adolescente. Traumas e reflexos decorrentes de uma nova sensação de rejeição podem assombrar para toda a vida. 

“É por isso que todos os cuidados devem ser tomados pela rede protetiva de direitos de crianças e adolescentes. As pontes afetivas gradativamente construídas no estágio de convivência devem levar a vínculos concretos e indestrutíveis”, afirma André Tuma, Promotor de Justiça que coordena a atuação do Ministério Público na área de Infância e Juventude no Triângulo Mineiro. 

Se a desistência ocorrer, o Estatuto da Criança e do Adolescente determina que os adultos pretendentes sejam excluídos dos cadastros de Adoção e fiquem impossibilitados de renovar a habilitação. A única exceção decorre de decisão judicial fundamentada. 

Existe, ainda nesse cenário, uma construção jurisprudencial que responsabiliza os desistentes da Adoção, para que indenizem a criança ou o adolescente que voltou ao serviço de acolhimento. Boa parte das vezes, eles sofrem consequências relacionadas à saúde mental. O encargo imposto pelo Judiciário visa cobrir os custos de cuidados com a criança ou o adolescente, como os relacionados à saúde, até que ele chegue à maioridade. 

A medida é polêmica. Há quem a conteste por considerar uma ação estatal tardia e desajustada, vilanizando o pretendente à Adoção, mas houve ainda prévia omissão do poder público. No entender dos críticos, o Estado não fez as avaliações corretamente, não preparou adequadamente ou não deu o apoio necessário à constituição da nova família. Em contradição, quando a Adoção não se concretiza, o Estado age coercitivamente para cobrar do pretendente a expectativa de direito gerada. A polêmica também leva em conta o fato de que os pretendentes tomaram a iniciativa de habilitação, aceitaram fazer a aproximação, fizeram o estágio de convivência e evoluíram para a guarda provisória, para, enfim, desistirem, quando já era temerário para a saúde mental da criança ou do adolescente.  

André Tuma defende que o Judiciário trate apropriadamente a expectativa de direito que foi gerada na criança e no adolescente, as maiores vítimas da desistência. “O direito em discussão é o da convivência familiar, que é fundamental para o ser humano. As medidas judiciais devem sempre avaliar o caso concreto, com fundamentação psicossocial, porque cada interação é única”, finaliza o promotor.   



Angaad - Associação Nacional de Grupos de Apoio à Adoção
www.angaad.org.br
e-mail: angaad@angaad.org.br
Instagram: @angaad_adocao

 

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