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sexta-feira, 19 de abril de 2024

Após 1500, como os portugueses conquistaram o Brasil?

 

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De início, portugueses passavam aqui para buscar produtos como o pau-brasil, a caminho da Índia, onde estavam as especiarias. É que a corrente marítima que contorna a África passa pelo meio do Atlântico, então o Brasil era um desvio não muito grande no trajeto de ida.

Em várias partes do mundo, os portugueses fundavam fortalezas perto da costa nas quais os produtos que lhes interessavam eram guardados para quando os navios passassem. Em troca, entregavam itens europeus que hoje podem parecer de pouco valor, mas não eram. Se você precisa cortar uma árvore, vai valorizar bastante um machado de cunha metálica. Caso já tenha ficado numa casa sem espelhos, sabe que faz falta. No começo, os portugueses eram comerciantes, compravam aqui para vender lá e vice-versa. Então, os povos nativos de várias partes, inclusive no Brasil, trocavam por vontade.

No entanto, as guerras logo começaram a pipocar.

No Brasil, enquanto uns capitães portugueses continuavam a procurar pau-brasil, outros passaram a caçar pessoas e vendê-las como escravas para as incipientes plantações de cana no Nordeste. Diante da perspectiva dos grilhões, muitos nativos se uniram e deram batalha contra a invasão. Em alguns lugares, como no Espírito Santo, os indígenas venceram, matando muitos e queimando o que fora construído por portugueses, retardando o processo de colonização. Em outros, os fidalgos conseguiram aproveitar inimizades entre os caciques locais para conseguir bons aliados para si, ocasionando décadas de grandes batalhas em terra e no mar, como é o caso do eixo Rio-São Paulo, onde aconteceu a chamada Confederação dos Tamoios, a nossa maior revolta indígena – que, por sinal, é o pano de fundo do meu último livro.

Divulgação
Guerras assim eram habituais para portugueses, em sua vasta rede comercial, com embates do Brasil à Malásia, fossem contra reis locais ou almirantes otomanos. Frequentemente, portugueses perderam. Às vezes, conquistavam apenas o direito de fazer comércio ali e, sendo otimista, de manter o castelo perto da praia.

Só que, no Brasil, os fidalgos avançaram cada vez mais sobre o território, até a vitória completa. Por quê?

Diferente do senso comum, as armas de fogo, bem rudimentares à época, não foram de grande valia. As armaduras, sim, faziam diferença, contra povos sem metalurgia. Mas o que realmente pendeu a balança foram as doenças. São vários os registros de contaminação lançada propositalmente contra os indígenas, com envio de pessoas ou objetos infectados a eles. Males que haviam circulado no resto do mundo por milhares de anos, causando várias epidemias mortíferas, ganharam a América. Diferente de europeus, resultado de uma longa seleção de indivíduos resistentes àquelas doenças, os nativos morriam em proporção assombrosa.

O mundo dos indígenas, antes da virada do primeiro século da invasão, já era um cenário pós-apocalíptico. Cerca de 90% das pessoas morreram adoecidas. De início, faleciam mais os inimigos dos portugueses, contra os quais as doenças eram direcionadas. Depois, a epidemia varreu tudo. Povos inteiros no sertão que às vezes nem tinham ouvido falar de um branco desapareceram.

Com o território aberto, não se demoraram os hoje chamados bandeirantes, singrando o país em busca de metais preciosos e de nativos remanescentes para serem escravizados. Os metais foram encontrados em Minas Gerais e os nativos, difíceis de serem domados pela facilidade de fugirem pela mata, ficaram obsoletos como força motriz da economia, quando começaram a chegar, aos milhares e depois aos milhões, os pretos da África.

Neste 22 de abril lembramos o chamado Dia do Descobrimento do Brasil. Este é um jeito incrivelmente errado de descrever a situação, pois não foi descoberto, mas invadido, nem era o Brasil. De toda forma, o marco da chegada dos portugueses é um dia para se pensar. De lá para cá, têm sido boas as nossas escolhas?


Víktor Waewell - escritor, autor do livro “Guerra dos Mil Povos”, uma história de amor e guerra durante a maior revolta indígena do Brasil.

 

Google e Ministério da Saúde anunciam parceria para facilitar acesso a informações sobre postos de vacinação

 Novidade na Busca e no Google Maps permitirá que os usuários tenham informações atualizadas sobre postos de vacinação mais próximos e datas do calendário de imunização


 O Google e o Ministério da Saúde anunciaram, nesta quinta-feira (18), em Brasília, uma parceria para aprimorar o acesso às informações oficiais sobre as Unidades Básicas de Saúde (UBS), incluindo localização, contato, horário de funcionamento e o calendário de vacinação. 

O trabalho prevê uma atualização de dados relacionados a mais de 40 mil postos de saúde nos resultados da Busca e do Google Maps, com base em detalhes fornecidos pelo Ministério da Saúde, para oferecer uma experiência mais eficiente aos usuários. Além disso, agora também será exibida uma mensagem com link direto para o Calendário Nacional de Vacinação nos resultados das buscas como "postos de saúde próximos a mim". 

Na prática, ao procurar postos de vacinação, utilizando, por exemplo, “vacinação perto de mim”, os usuários encontrarão dados de endereço, telefone e expediente atualizados e o link do Calendário Nacional de Vacinação para acompanhar as datas de imunização. A primeira fase da iniciativa foi lançada no ano passado, durante o Google for Brasil, quando a empresa anunciou que passaria a mostrar informações atualizadas das UBS em suas plataformas. 

A expectativa é que a novidade continue contribuindo com os esforços de conscientização para a adesão da população às campanhas de vacinação, diante da queda das coberturas vacinais registrada nos últimos anos. 

Segundo o Google Trends, o Brasil é o terceiro país mais ativo em buscas relacionadas à saúde e o sétimo em interesse por vacinação globalmente, desde 2004. Nos últimos 12 meses, o país manteve sua posição entre os oito primeiros no ranking mundial.

 

Parceria 

A união amplia o portfólio de soluções voltadas para a saúde pública, lançadas a partir da parceria entre Google e Ministério da Saúde. Recentemente, a ministra Nísia Trindade gravou uma série de vídeos com influenciadores do YouTube, como Mari Fulfaro, do canal Manual do Mundo, o jornalista Edson Castro, do Manual do Homem Moderno, e o médico Drauzio Varella, para conscientizar sobre as ações de combate à dengue e estimular a vacinação infantil.
 

Coberturas vacinais 

Entre 2023 e 2024, o Ministério da Saúde registrou aumento nas coberturas vacinais de 13 das 16 principais vacinas do calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Entre os destaques de crescimento estão as vacinas contra a poliomielite, hepatite A, febre amarela, tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e pneumocócica. 

Mais de R 6,5 bilhões foram investidos ano passado na compra de imunizantes e a previsão é que esses recursos alcancem R 10,9 bilhões em 2024. De forma inédita, R 150 milhões foram repassados por ano aos estados e municípios, em apoio às ações de imunização com foco no microplanejamento. 

O microplanejamento, método recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), consiste em diversas atividades com foco na realidade local, desde a definição da população-alvo, escolha das vacinas, definição de datas e locais de vacinação, até a logística. A proposta é alinhar essas estratégias com gestores e lideranças locais para alcançar melhores resultados e melhorar as coberturas vacinais. Essas iniciativas contribuem para que as metas de vacinação sejam atingidas. 

Entre as estratégias que podem ser adotadas com o microplanejamento pelos municípios estão a realização do Dia D de vacinação, busca ativa de não vacinados, vacinação nas escolas, vacinação para além das unidades de saúde, checagem da caderneta de vacinação e intensificação da vacinação em áreas indígenas, entre outros. 

A atual gestão, em outra iniciativa inédita, criou a Secretaria de Informação e Saúde Digital, que tem como base a informação estratégica e de boa qualidade para a formulação de políticas públicas em saúde. Até 2028, o Ministério da Saúde lidera o desenvolvimento da Estratégia de Saúde Digital para o Brasil (ESD28). Nesse sentido, a avaliação e o monitoramento de dados são partes fundamentais do trabalho de recuperação das coberturas vacinais, de forma que o cidadão esteja empoderado de informações oficiais e possa tomar decisões de autocuidado.

 

Aldeia Itáwera receberá serviços gratuitos da Cidadania Itinerante

No dia 20 de abril, a Secretaria da Justiça e Cidadania (SJC) levará os diversos serviços de seu programa, Cidadania Itinerante, para a população da Aldeia Itawéra. A unidade móvel ficará localizada na Estrada Turística do Jaraguá, 3663, das 9h às 17h.

Serão distribuídas 100 senhas por dia, em ordem de chegada, com término uma hora antes do horário previsto para o final dos atendimentos.

A iniciativa amplia a atuação das coordenações e programas da SJC, levando os serviços de documentação essenciais para o exercício da cidadania para mais perto da população. Lançado em junho de 2022, o Cidadania Itinerante atingiu a marca de 219 mil serviços solicitados, por mais de 63 mil pessoas da região metropolitana, interior e litoral do estado de São Paulo, e diversos bairros da capital paulista. 

Serviços disponíveis para a população:

  • Agendamento de 1.ª e 2.ª via de RG;
  • Agendamento de 2.ª via de CNH;
  • Agendamento na Receita Federal;
  • Atestado de antecedentes criminais;
  • Baixar Carteira de Trabalho Digital no celular;
  • Consulta Serasa;
  • Criação de conta GOV;
  • Elaboração de currículo;
  • Emissão 2.ª via de CPF e título de eleitor;
  • Emissão de 2.ª via de contas (água e luz);
  • Encaminhamento para coordenações, programas e ouvidoria da SJC;
  • Entrada no seguro-desemprego;
  • Orientações com Procon e Defensoria Pública;
  • Orientações migratórias com a Organização Internacional para as Migrações (OIM);
  • Recebimento de denúncias de discriminação étnico-racial, em razão de orientação sexual e/ou identidade de gênero e de intolerância religiosa;
  • Registro de boletim de ocorrência;
  • Solicitação de 2.ª via das certidões de nascimento, casamento e óbito.

 

Serviço: Aldeia Itáwera receberá serviços gratuitos da Cidadania Itinerante

Datas e horários: sábado (20/04), das 9h às 17h

Local: Estr. Turística do Jaraguá, 3663 - Vila Jaraguá, São Paulo - SP

Localização: https://maps.app.goo.gl/qXrEiukNv5gEHTci6

 

FGTS Futuro amplia as chances para comprar imóveis no interior paulista

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Modalidade que beneficia a Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida permite usar o Fundo de Garantia para ampliar créditos e pagar prestações da casa própria

 

A Caixa Econômica Federal iniciou contratações de financiamentos imobiliários com o uso do FGTS Futuro. Nesta modalidade que beneficia famílias com renda mensal bruta de até R$ 2.640 mil, público da Faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida (MVMV), os trabalhadores poderão utilizar depósitos futuros feitos pelo empregador em sua conta do FGTS para ampliar créditos na compra da casa própria. Dados da Cohab Campinas (Companhia de Habitação Popular de Campinas) indicam que as famílias de baixa renda compõem 70% do público beneficiado no município. Mas as perspectivas de utilização da modalidade para aquisição do imóvel próprio no interior paulista como um todo são ainda mais animadoras neste ano.

Em Campinas, o uso do FGTS para compra da casa própria mais que dobrou nos últimos 15 anos. Em 2009, 1.500 trabalhadores utilizaram o recurso para adquirir o imóvel próprio. No ano passado, o número chegou a 3.278.

Na avaliação de Guilherme Bonini, Co-CEO da Longitude Incorporadora, o FGTS Futuro amplia a oportunidade para que famílias da Faixa 1 do MCMV realizem o sonho da casa própria. “Famílias desta faixa de renda que possuem crédito comprometido, seja por financiamento de um veículo, seja em um cartão de crédito, não conseguem aprovar a capacidade máxima para a aquisição de imóvel, que é de 30%. O FGTS Futuro amplia o crédito em 8%”, observa.

Há 12 anos no mercado, com mais de 30 empreendimentos em mais de 15 cidades do interior paulista e também na Capital, a Longitude Incorporadora, que registra um recorde de vendas no primeiro trimestre de 2024, projeta um cenário ainda mais promissor até o final do ano. “Acreditamos que mais de 30% de nossa comercialização virá com este público que hoje se beneficia do FGTS Futuro”, afirma Bonini.

O FGTS Futuro, destinado à aquisição do primeiro imóvel da família, obedece algumas diretrizes e vale apenas para os novos contratos de financiamento. De acordo com o Ministério das Cidades, o empregador deposita mensalmente a cada funcionário 8% do valor do salário pago na conta do FGTS. A partir do momento em que o trabalhador faz a opção pelo FGTS Futuro para ampliar seu limite de financiamento e quitar as prestações do imóvel, o dinheiro é direcionado exclusivamente para estes fins.

Alex Seto, diretor financeiro da Longitude, explica que em caso de demissão, o trabalhador não perde o financiamento. “Em uma demissão sem justa causa, ele continua com o direito de utilizar a multa rescisória de 40% do FGTS”, diz. “Mas como não contará mais com os depósitos futuros do Fundo, terá seis meses para conseguir um novo emprego e regularizar sua situação antes do aumento da parcela.” Na prática, o valor devido será incorporado ao “saldo devedor da operação”, ou seja, em seis meses o valor que era descontado do FGTS será somado ao total da dívida a ser quitada.

O FGTS Futuro, de acordo com o Ministério das Cidades, deve beneficiar cerca de 60 mil famílias em todo o País. “O que se espera é que a experiência seja bem-sucedida, que propicie a conquista da casa própria, e que outros incentivos do governo venham para favorecer as demais faixas do MCMV”, finaliza Guilherme Bonini.

 

Você é excelente, mas aqui não é o seu lugar: a crônica da demissão injusta

 Querido colaborador,

Hoje, nossa reunião é diferente. Você, sem dúvida, tem superado todas as expectativas, entregando resultados que transformam, inovam e propõem novos caminhos. Mas, acredite ou não, estamos aqui para dizer que a nossa empresa não merece ter você.

Estranho? Sim, é. Mas vamos esclarecer. Você é aquele tipo de profissional que se destaca não apenas pela competência, mas pela capacidade de inspirar aqueles ao seu redor. Isso é raridade, é tesouro em tempos de produtividade robótica. No entanto, parece que nossa empresa, com sua estrutura engessada e visão limitada, está mais preparada para acomodar o medíocre do que para elevar-se à altura de seu potencial.

Não, não estamos questionando sua adequação ou sua performance. Pelo contrário, estamos demitindo você precisamente porque você é bom demais. E como pode uma empresa demitir alguém por ser excepcional? Bem, é o medo. O medo de mudança, o medo da disrupção que um verdadeiro talento traz. Aqui, preferimos navegar em águas calmas e previsíveis do que surfar as ondas desafiadoras da inovação que você propõe.

Você questiona processos, não porque quer ser difícil, mas porque vê formas de sermos melhores. Você desafia seus colegas a crescer, não por competição, mas porque acredita no potencial de cada um. Você não se contenta com o "sempre foi assim". Para você, cada "sempre" é uma oportunidade de "poderia ser". Isso, infelizmente, é muito para nós.

Então, aqui estamos, paradoxalmente reconhecendo que você é a peça que qualquer empresa em sã consciência deveria querer, mas também admitindo, não sem certa vergonha, que vamos deixá-lo ir. Por quê? Porque ainda não aprendemos a valorizar quem realmente faz a diferença. Ainda estamos aprendendo a ser menos sobre política e mais sobre progresso. E esse aprendizado é lento, dolorosamente lento.

Você, com suas ideias brilhantes e sua energia incansável, merece mais. Merece um lugar onde o status quo é o que está sempre em cheque, e não a inovação. Um lugar onde seu talento não só será apreciado, mas essencial.

Assim, hoje, não lhe oferecemos uma carta de demissão, mas um pedido de desculpas. Desculpe por não ser a empresa que você merece. Desculpe por reter seu crescimento em vez de impulsioná-lo. E, talvez egoisticamente, desculpe por nos privarmos de um futuro brilhante ao seu lado.

Desejamos a você um futuro onde sua capacidade de questionar, transformar e inspirar seja a norma, não a exceção. Onde você não só encaixe, mas onde você defina o molde.

Com respeito e uma ponta de arrependimento,

[Seu (ex) Gerente de RH]

Esta crônica, caros leitores, é um alerta: no mundo dos recursos humanos, às vezes, os melhores são dispensados não por falta, mas por excesso de mérito. Que tipo de empresa queremos ser? Aquela que dispensa o brilhantismo, ou aquela que o acolhe e o cultiva? A decisão é nossa.

 


Francisco Carlos
CEO Mundo RH - Top 100 People 2023


Quatro anos da pandemia: Impactos econômicos e a importância da gestão empresarial


Há quatro anos, a pandemia de COVID-19 abalou o mundo, afetando todos os aspectos da vida, incluindo a economia global. As consequências econômicas ainda são sentidas hoje, com impactos duradouros que podem ser observados até 2050.

Durante a crise, muitas empresas fecharam suas portas, levando ao aumento do desemprego. Em 2021, mais de 1,4 milhões de empresas foram fechadas, um recorde histórico para um único ano. A pandemia paralisou a economia, afetou o comércio global, fechou fronteiras, derrubou bolsas e colocou países em recessão.

A gestão empresarial, que envolve um conjunto de práticas, estratégias, métodos e processos utilizados para administrar e coordenar as operações em empresas, tornou-se crucial durante a pandemia. Infelizmente, muitas empresas falharam em sua gestão, focando excessivamente em vendas e negligenciando a análise financeira.

“No mundo dos negócios existe um antídoto universal contra crises que é a reserva financeira. Toda empresa precisa ter, pelo menos, 4 meses de gastos fixo sem caixa para poder lidar mais tranquilamente com situações de crise. Mas, ao contrário do que a maioria dos empresários pensa, não é vendendo mais que se constrói tal reserva, mas sim tendo uma boa gestão do dinheiro” Renan Kaminski, sócio da 4blue

A falta de gestão financeira adequada durante a crise levou a um ciclo vicioso de competição contínua, com empresas reduzindo cada vez mais os preços na tentativa de superar os concorrentes. Isso resultou em margens de lucro reduzidas e afetou a sustentabilidade financeira das empresas. Grandes empresas, como a Avianca e a Oi, declararam falência devido a dívidas substanciais acumuladas ao longo do tempo.

A estratégia de competição por preços baixos pode ser uma armadilha. Embora possa atrair clientes inicialmente, pode levar a uma guerra de preços prejudicial. Vender a qualquer custo pode colocar em risco a saúde financeira de uma empresa, especialmente se a empresa não tiver uma compreensão clara do custo de produção.

“Sempre ensinamos aos nossos clientes: o preço errado é o atestado de falência da sua empresa. Mesmo que você venda mais, se vender errado, essa conta não vai fechar” Aleksander Avalca, Sócio e CEO da 4blue

Uma visão macro na gestão empresarial é essencial. Ela permite que as empresas entendam o mercado em que estão inseridas e se adaptem estrategicamente às mudanças. Isso é especialmente importante em tempos de crise, quando as condições do mercado podem mudar rapidamente.

A pandemia de COVID-19 teve impactos econômicos significativos, levando ao fechamento de empresas e ao aumento do desemprego. A gestão empresarial eficaz é crucial para a sobrevivência de negócios durante tais crises.

“Nos esportes, se você pegar um atleta profissional ‘ruim’ contra um atleta amador ‘bom’, muito provavelmente o profissional vai vencer. E da mesma forma é nas empresas: os profissionais sempre vão vencer o jogo. Logo, sua gestão precisa ser profissional” Renan Kaminski, sócio da 4blue. 

A gestão empresarial sólida é essencial para a resiliência durante crises, como a pandemia. As empresas devem fortalecer sua gestão financeira e empresarial, adotando uma visão macro e estratégias abrangentes que vão além do aspecto financeiro. Isso inclui a compreensão do mercado e a adaptação estratégica, garantindo um futuro mais seguro para as empresas.


25 de abril: Dia Internacional de Combate à Alienação Parental

Apesar dos desafios de se comprovar a prática, lei em vigor ainda é o melhor caminho, afirma especialista


Em 25 de abril, comemora-se o Dia Internacional de Combate à Alienação Parental, uma forma de conscientizar a sociedade a respeito das ações praticadas por um dos genitores ou familiares envolvendo os filhos após a separação do casal. 

A alienação parental é qualquer interferência na formação psicológica da criança, promovida por genitores, avós, familiares ou qualquer outra pessoa que tenha autoridade sobre ela. Portanto, qualquer pessoa que pratique a desqualificação de um ou ambos os genitores, poderá ser responsabilizada pela prática da alienação parental, independente de residirem sob o mesmo teto que a criança alienada ou não. Como forma de coibir essa prática, a Lei de Alienação Parental (Lei 12.318) foi criada em 2010, sofrendo algumas alterações em 2022, pela Lei 14.340. 

Uma das maiores dificuldades que envolvem o tema é comprovar que a alienação parental está sendo praticada. Para a advogada Amanda Helito, sócia e co-fundadora do PHR Advogados, especialista em Direito de Família e membro da Comissão de Direito de Família e Sucessões da OAB/SP, as provas a serem produzidas incluem reunir documentos pré-existentes à ação, como troca de mensagens e fotos, além da produção de novas provas ao longo do processo, por exemplo, a oitiva de testemunhas e a realização de trabalhos técnicos por peritos especializados e com experiência no tema. 

Entre as alterações trazidas pela Lei 14.340/2022, a advogada ressalta o aprimoramento da multidisciplinaridade em processos judiciais que envolvem demandas sobre a proteção de crianças e adolescentes. “A ideia é que profissionais especializados de diversas áreas de atuação, não apenas jurídica, sejam envolvidos nos processos, para que se tenha uma apuração mais técnica e profunda do contexto em que a criança está inserida e suas reais condições emocionais”. 

“A nova lei ainda é recente e vem sendo implementada pelos Tribunais, pelos magistrados e pelos representantes do Ministério Público, no entanto, já é possível compreender que esse caminho da capacitação dos profissionais que atuam em tais processos é o mais adequado para que possamos ter um real fortalecimento do sistema de proteção infantil”, esclarece. 


Ameaça

Apesar dos avanços do novo texto da lei de Alienação Parental e de sua importância para coibir a prática, tramita no Senado Federal o PL 1.372/2023, do senador Magno Malta (PL-ES), que defende a revogação integral da legislação.

 Na visão de Malta, a lei teve o uso deturpado por genitores acusados de abusos para assegurar a convivência com a criança e o convívio familiar apesar do processo de violência. Alguns casos registram a perda da guarda pelo genitor que denunciou o abuso e foi acusado de alienação parental.

Sobre essa questão, Amanda Helito enfatiza: “O projeto não observa que existem milhares de casos de menores que estão em situação familiar vulnerável e submetidos a abusos emocionais e psicológicos que efetivamente precisam ser tutelados pela Lei da Alienação Parental. Além disso, muita desinformação acerca do tema tem sido difundida, causando a impressão de que a discussão sobre a Lei consiste em uma questão meramente de gênero, de forma a se desconsiderar a complexidade do tema e os aspectos técnicos que devem ser observados”. 

Para a advogada, é necessário que dados oficiais sobre ações que envolvem acusações de alienação parental sejam apurados de forma técnica para que se tenha uma real noção de quais seriam as deficiências da lei e como ela poderia ser aprimorada. 


Práticas que tipificam a Alienação Parental:

- Realizar campanha de desqualificação da conduta do genitor no exercício da paternidade ou maternidade;

- Dificultar o exercício da autoridade parental; 

- Dificultar o contato de criança ou adolescente com genitor;

- Dificultar o exercício do direito regulamentado de convivência familiar; 

- Omitir deliberadamente a genitor informações pessoais relevantes sobre a criança ou adolescente, inclusive escolares, médicas e alterações de endereço;

- Apresentar falsa denúncia contra genitor, contra familiares deste ou contra avós, para obstar ou dificultar a convivência deles com a criança ou adolescente; 

- Mudar o domicílio para local distante, sem justificativa, visando a dificultar a convivência da criança ou adolescente com o outro genitor, com familiares deste ou com avós. 

 

Fonte: Amanda Helito, advogada, sócia e co-fundadora do PHR Advogados, especializada e atuante em Direito de Família. Membro da Comissão de Direito de Família e Sucessões da OAB/SP.

 

Plano de saúde é tão importante quanto salário atualmente

 

Nos últimos anos, temos presenciado uma série de mudanças no comportamento dos profissionais no mercado de trabalho. Se antes o foco de grande parte dos trabalhadores estava na busca por empresas que oferecessem salários competitivos, metas desafiadoras e planos de carreiras definidos, agora o foco está em pontos que os ajudem a balancear a vida profissional com a pessoal.
 

Para se ter uma ideia, 46% dos profissionais afirmam que entre os benefícios inegociáveis está a flexibilidade no modelo de trabalho, seja ele híbrido ou remoto. Logo em seguida estão os planos de saúde, com a marca de 24%, segundo dados do relatório Tendências e Perspectivas do Trabalho 2023, conduzido pela WeWork, empresa de escritórios compartilhados na América Latina. 

Em outras palavras: os planos de saúde também possuem um espaço significativo dentro das preferências dos profissionais. Isso porque mesmo que toda a população tenha acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS), apenas os planos de saúde conseguem oferecer um atendimento mais rápido e eficiente com acesso a hospitais normalmente mais prestigiados. 

E por onde a maioria da população consegue acesso a esses planos de saúde? Por meio do ambiente empresarial. Afinal, normalmente, eles estão mais concentrados em empresas e não nas pessoas físicas. Não é à toa que o número de beneficiários de planos de saúde no Brasil chegou à marca de 50,9 milhões em outubro do ano passado, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).  

Se pararmos para pensar, a maioria dos planos de saúde custam muito caro, quando contratados individualmente. Então, quando um colaborador faz parte de uma família de três pessoas, por exemplo, será uma vantagem para ele mesmo. Afinal, a empresa pode optar por pagar integral ou parcialmente os custos daquele plano, o que acaba sendo um ótimo custo-benefício, já que como comentado anteriormente, os planos empresariais costumam ser mais baratos. 

A partir do momento em que uma empresa se dispõe a oferecer opções de planos de saúde para seus colaboradores, que podem variar em termos de cobertura, rede credenciada, por exemplo, elas acabam ganhando um ponto positivo diante do olhar da sua equipe. Já que muitas vezes eles conquistam a liberdade de optar pela opção que mais se adequa às suas necessidades diárias. 

Ademais, hoje temos visto um aumento significativo de empresas investindo na contratação de planos de saúde. Para se ter uma ideia, espera-se que os planos de saúde atinjam a marca de 53,2 milhões de beneficiários em 2024, segundo a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge). Ou seja, isso deve continuar sendo uma tendência para os próximos anos. 

Não podemos negar que a partir do momento em que esse movimento chega ao mercado, ele acaba atraindo a atenção de profissionais mais qualificados, que buscam trabalhar em uma empresa que ofereça benefícios que vão além do próprio salário. O que traz vantagens imensas para a própria companhia, que passa a ser vista com outros olhares. 

Oferecer um plano de saúde empresarial só traz benefícios para todos os envolvidos, tanto a empresa quanto os seus colaboradores, que mais do que nunca tem procurado por companhias que os ajude a focar no seu pilar mais importante: na vida. Isso porque, no final das contas, quando se fala sobre a área de saúde, não podemos esquecer que todos querem ser atendidos com qualidade e eficiência. Nesse sentido, aqueles que contam com um apoio de uma boa gestão de planos de saúde acabam saindo na frente.

Hoje em dia existem diferentes tipos de empresas que oferecem apoio na gestão de planos de saúde, transformando a experiência dos colaboradores e profissionais do RH por meio da tecnologia, que ficam menos sobrecarregados e conseguem dedicar mais tempo para outras questões muito importantes para o setor. Com isso, esse benefício vem se tornando cada vez mais importante para empresas de todos os setores e tão essencial quanto o próprio salário.

  

Wagner Bernardo - Co-Founder e VP de Clientes da Piwi


Advogado discute implicações legais relacionadas a fuga dos detentos de Mossoró

 

De acordo com o advogado criminalista Fábio F. Chaim, é fundamental assegurar que as penalidades impostas reflitam não apenas a gravidade dos atos, mas também os princípios de justiça e reabilitação


No dia 14 de fevereiro de 2024, Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento executaram uma fuga meticulosamente planejada na Penitenciária Federal de Mossoró. A operação para capturá-los, que envolveu monitoramento de veículos e coordenação entre a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional e agências locais, culminou na prisão dos fugitivos na cidade de Marabá, a mais de 1.600 quilômetros de distância do presídio, encerrando uma busca intensiva que cruzou fronteiras estaduais.


Implicações legais 

De acordo com Fábio F. Chaim, advogado especialista em Direito Criminal, embora a fuga por si só não constitua um crime no Brasil, o ato, geralmente, é acompanhado de várias infrações legais, como danos ao patrimônio público, porte de armas, sequestro, cárcere privado, furto, roubo, entre outras condutas. “Estes crimes adicionais complicam significativamente o quadro legal para os fugitivos, que agora enfrentam múltiplas acusações que podem levar a penas de prisão prolongadas”, revela.

Com os fugitivos de volta ao sistema penitenciário, Chaim aponta que eles serão submetidos a um rigoroso processo administrativo disciplinar. “Este procedimento pode resultar em sanções severas, como a perda de dias remidos. Ou seja, dias de pena abatidos por trabalho ou estudo”, pontua.


Julgamento e consequências

O advogado aponta que os crimes cometidos durante a fuga serão julgados separadamente. “Uma condenação por esses atos resultará na unificação das penas, recalculando os regimes de progressão com base no total acumulado, o que pode estender significativamente o tempo de detenção dos indivíduos, especialmente considerando a possibilidade de serem classificados como reincidentes ou por crimes hediondos”, declara.

Chaim acredita que a recaptura dos detentos gerou um debate necessário sobre a eficácia, a segurança e a humanidade das instalações penitenciárias no Brasil. “As autoridades estão agora desafiadas a implementar mudanças que garantam a integridade do sistema penitenciário, ao mesmo tempo em que respeitam os direitos humanos dos detentos. Este incidente serve como um ponto de reflexão crucial para todos os envolvidos no sistema de justiça criminal do país”, finaliza. 



Fábio F. Chaim - atua na esfera criminal, representando os interesses de seus clientes, sejam eles investigados, acusados, vítimas, ou terceiros interessados. Graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP (2011), é pós-graduado em Direito Penal Econômico – Fundação Getúlio Vargas – FGV (2018) e em Direito Penal Econômico pelo Instituto Brasileiro de Ciências Criminais. IBCCrim (2016). Possui também mestrado em Direito Penal – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP (2015).
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Empresas bem-sucedidas utilizam OKRs

Existem muitas empresas bem-sucedidas no mundo, nos mais variados segmentos e  modelos de negócio. No entanto, quais são os fatores que fazem com que estejam nesse nível em seus respectivos contextos? O fato é que para atingir este alto patamar, é necessário entregar uma alta performance e resultados em diversos aspectos, e sabemos que isso não acontece da noite para o dia.

Antes de tudo, é fundamental ter compreensão do cenário atual de negócio. Sim, parece meio óbvio, mas o ponto é que está cada vez mais difícil estar atualizado sobre isso, a cada momento surge um novo concorrente que nem atuava no seu segmento ou um produto novo do velho e conhecido concorrente. Olhe para as listas das maiores empresas há 50, há 20 anos e agora. Perceba que a mudança drástica. O que trouxe as empresas até aqui não é o mesmo que vai te ajudar a navegar nesses mares daqui para frente. Então, como estar sempre pronto para ajustar a vela conforme o vento?

Não basta ter os velhos planos anuais, pois já deixou de ser suficiente há bastante tempo. Se você só tiver isso e seus indicadores financeiros, não será possível realizar mudanças conforme a necessidade. E se você não sabe o que fazer para que esses primeiros passos estejam resolvidos, aqui está a resposta: implementação dos OKRs - Objectives and Key Results (Objetivos e Resultados Chaves).

Grandes empresas como Google, Microsoft e Amazon utilizam esta ferramenta de gestão no dia a dia, com o objetivo de trazer mais clareza e foco, conseguir priorizar melhor, e, especialmente, gerar muito alinhamento para os seus colaboradores, visto que possuem um número muito alto de pessoas envolvidas nas mais diversas funções, portanto, é necessário que saibam o que é mais importante, como suas tarefas impactam a estratégia e o motivo de estarem realizando-as.

Neste sentido, o alinhamento é fundamental para que o plano de execução de estratégia funcione de maneira adequada. De um lado, não adianta os líderes - o C-Level - definirem as prioridades em uma sala e enviar memorandos para o restante dos colaboradores. Ok, ninguém envia mais memorandos, mas o problema é que os substituímos pelo e-mail. A atitude e a forma de fazer permanecem as mesmas, só mudou a tecnologia. É preciso trazer os colaboradores para o processo de definição, para, do outro lado, capturar pontos que deveriam ser levados em consideração na construção e execução da estratégia.

Falando em mudança, outra que precisa acontecer urgentemente é parar de pensar por tarefas e passar a pensar por resultados. Essa atitude vai tornar nosso pensamento mais eficaz e eficiente no emprego dos recursos, em geral, escassos para nossas ambições. Os OKRs nos estimulam a isso, e cabe à liderança trabalhar para que todos tenham os meios necessários para conseguirem entregar a melhor performance.

Vale destacar que engana-se quem pensa que os OKRs só funcionam quando são aplicados em instituições de grande porte, como as que eu citei anteriormente. A ferramenta pode ser utilizada em qualquer tamanho de empresa, sejam pequenas, médias ou grandes, startups ou não. Aliás, todas as startups do Vale do Silício usam esta ferramenta. Mas o que vai garantir o sucesso do seu negócio é justamente a implementação correta, isso sim pode transformar tudo da água para o vinho.

Dados Trends Report 2023, intitulado The Global State of OKRs, apontam que as principais motivações para utilizar a ferramenta nas organizações são: melhorar o alinhamento (61%), melhorar o desempenho (61%) e definição de prioridades (49%). A pesquisa em questão foi feita com 466 líderes de corporações para compreender as práticas de execução da estratégia e o uso de OKRs.

Tenho experiência em empresas que têm dificuldade de alinhamento e comunicação com menos de 40 pessoas, o que se dirá de grandes e médias empresas. Sabemos que os canais de comunicação crescem quase que exponencialmente com a inclusão de pessoas em um grupo. No entanto, é preciso prestar atenção na forma de passar as informações para os seus colaboradores, porque fará diferença no entendimento deles e evitará ruídos.

Em relação ao desempenho e entrega, estas empresas precisam avançar enormemente em foco e priorização. Tudo é importante e é tudo pra ontem. Até quando vamos continuar nos enganando de que não é possível? Os OKRs são uma ótima ferramenta, pois nos ajudam a priorizar pelo resultado esperado, gerando muito foco, ajudando na eficácia do time e também na melhoria contínua dos processos, aumentando a cada ciclo, tipicamente trimestral, a eficiência da organização.



Pedro Signorelli - um dos maiores especialistas do Brasil em gestão, com ênfase em OKRs. Já movimentou com seus projetos mais de R$ 2 bi e é responsável, dentre outros, pelo case da Nextel, maior e mais rápida implementação da ferramenta nas Américas. Mais informações acesse: http://www.gestaopragmatica.com.br/

 

Conhecimento financeiro é essencial para o seu dinheiro


Administrar muito dinheiro exige um planejamento bem cuidadoso e a consideração de vários fatores. Recentemente, a 24ª edição do Big Brother Brasil chegou ao fim com a vitória de Davi, o novo milionário do país. Aos 21 anos, ele levou a bolada de quase 3 milhões de reais ao conquistar o primeiro lugar. Davi, assim como outras pessoas que passam a ter altas quantias de dinheiro, precisará de um auxílio financeiro especializado para cuidar do prêmio.

Antes de qualquer ação precipitada, recomendo seguir um mantra antigo do célebre Warren Buffett: ‘A primeira regra é não perder dinheiro, e a segunda regra é: nunca esqueça a primeira regra’. O que isso quer dizer? Você precisa ter consciência de que não entende do assunto e buscar proteger o seu dinheiro de sua ignorância - ignorância no sentido de ignorar, não saber os conceitos.

Por essa razão, ter uma base de conhecimento financeiro é fundamental por várias razões. Primeiramente, permite que uma pessoa faça escolhas baseadas em análises de qualidade sobre como ganhar, gastar, poupar e investir seu dinheiro. Isso pode ajudar a garantir a segurança financeira a longo prazo, evitar dívidas desnecessárias e alcançar objetivos financeiros, como a compra de uma casa ou aposentadoria confortável. Além disso, a educação financeira pode contribuir para a proteção contra fraudes e eventuais golpes.

Para adquirir essa noção, o ideal é começar com o básico, como aprender a criar e seguir um orçamento, entender como o crédito funciona e como evitar dívidas, além de conhecer os fundamentos do investimento. Isso pode ser feito através de livros, cursos online (muitos dos quais são gratuitos), podcasts sobre finanças, e até mesmo por meio de consultas com um planejador financeiro. A prática contínua e a busca ativa por conhecimento também são essenciais para se manter atualizado, dado que o mundo financeiro está sempre evoluindo.

Outra coisa é procurar ajuda de pessoas de confiança, que possam ajudar nas melhores recomendações. Profissionais sérios, certificados e com compromisso com você! Assim, você vai aprendendo aos poucos, junto com a pessoa que contratou. É essencial saber o básico para evitar ser enganado, explorado e perder dinheiro em produtos/investimentos ruins. Isso pode acontecer com qualquer pessoa, principalmente com um ganhador de reality show, que passa a ser conhecido pelo Brasil inteiro, e pode acabar se deslumbrando.

Alguns campeões do BBB, como Rodrigo “Cowboy” (2002),  Dhomini (2003) e Max (2009), revelaram que perderam todo o prêmio recebido e para isso ter acontecido, é provável que tenham enfrentado diversos desafios. A falta de conhecimento financeiro pode realmente ter sido um fator significativo para essa situação, levando a investimentos inadequados, gastos excessivos sem planejamento para o futuro, e falta de atenção à gestão de riscos.

Outro aspecto pode ter sido o não pagamento de impostos ou a falta de compreensão da importância de diversificação de investimentos. Além do prêmio ser menor naquela época, a dificuldade de acesso à informação financeira nas primeiras edições do BBB também pode ter contribuído para as perdas. Com a expansão do acesso à internet e maior disponibilidade de recursos educacionais online, é muito mais fácil aprender sobre finanças e investimentos.

Em contrapartida, existem campeões que conseguiram manter e até aumentar o valor do prêmio que receberam. Estes provavelmente seguiram práticas financeiras saudáveis, como buscar orientação financeira profissional, feito investimentos prudentes e certeiros, e mantido um estilo de vida que não excedeu os rendimentos de seus investimentos.

Os recursos devem servir como patrimônio a ser guardado para o futuro. Não recomendo deixar sua profissão, suas atividades e viver de renda. Isso é difícil e não vai causar felicidade a uma pessoa, ainda mais se for jovem. Além disso, acredito que esses vencedores podem ter utilizado as vitórias como uma plataforma para outras oportunidades de ganhos, como propagandas, palestras e participações em eventos, diversificando suas fontes de renda.

A prova disso é que atualmente, existem participantes que mesmo não ganhando, fazem bastante dinheiro depois da saída do BBB. A ascensão de participantes de reality shows a celebridades, sem vencer o programa, é impulsionada pela revolução digital e mídias sociais. Essas plataformas permitem que indivíduos consigam construir marcas pessoais e engajem diretamente com seguidores, oferecendo oportunidades de monetização diversas.

A mudança na mídia para conteúdos nichados facilita essa capitalização. Anteriormente, a fama era controlada pelos grandes meios de comunicação, mas agora, a entrada no espaço público é mais acessível. A valorização da autenticidade pelo público e a intimidade nas redes sociais ajudam ex-participantes a manterem relevância, apesar dos desafios de constante produção de conteúdo e a intensa competição na mídia social.

O fato é que a chave para o sucesso financeiro, seja para ganhadores e participantes do BBB ou qualquer pessoa, reside na educação financeira contínua, no planejamento cuidadoso e na tomada de decisões bem fundamentada. Não adianta ganhar muito dinheiro e não saber administrá-lo, para que dure e se multiplique. A capacidade de adaptar-se às mudanças nas condições econômicas e nos objetivos pessoais também é fundamental!
 



João Victorino - administrador de empresas, professor de MBA do Ibmec e especialista em finanças pessoais. Com uma carreira bem-sucedida, busca contribuir para que as pessoas melhorem suas finanças e prosperem em seus projetos e carreiras. Para isso, idealizou e lidera o canal A Hora do Dinheiro com conteúdo gratuito e uma linguagem simples, objetiva e inclusiva.


BOLETIM DAS RODOVIAS

 Castello-Branco apresenta lentidão no sentido capital e interior nesta manhã

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo na manhã desta sexta-feira (19). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 - A Rodovia Anchieta (SP-150), sentido capital, apresenta tráfego lento do km 20 ao km 17 e do km 12 ao km 9+700, por conta do excesso de veículos. No sentido litoral, o tráfego é normal, sem congestionamentos. Já na Rodovia Imigrantes (SP-160), em ambos os sentidos, o tráfego é normal, sem congestionamentos. 

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330), sentido interior, o tráfego é normal, sem congestionamentos. Já no sentido capital, o tráfego é lento do km 106 ao km 104, do km 12 ao km 11+360 e intenso do km 61 ao km 60, por conta do excesso de veículos. Já na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), sentido capital, o tráfego é lento do km 16 ao km 13+360. No sentido interior, o tráfego é normal, sem congestionamentos.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

A Rodovia Raposo Tavares (SP-270), em ambos os sentidos, o tráfego é normal, sem congestionamentos. Já na Rodovia Castello Branco (SP-280), sentido interior, o tráfego é lento do km 19 ao km 24 e para quem segue sentido capital, o tráfego é lento do km 17 ao km 13+700 e do km 32 ao km 23 (pista expressa e marginal).

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

O corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto (SP-070) apresenta tráfego lento do km 27 ao km 25 e do km 21 ao km 18, no sentido capital. Para quem segue para o interior, o tráfego é normal, sem congestionamentos. 

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamentos.


quinta-feira, 18 de abril de 2024

Crise de meia idade ou depressão?! Entenda as mudanças psicológicas e emocionais que mulheres enfrentam na menopausa

 Estudo realizado entre americanos e britânicos em 80 países indica que os maiores indices de depressão é observado entre mulheres 40+ 

 

Na menopausa, que se inicia, em média, por volta dos 45 anos, muitas mulheres experimentam uma série de mudanças hormonais que podem afetar não apenas seu corpo, mas também sua saúde mental. Por volta dos 40 anos, os indivíduos, principalmente do sexo feminino, apresentam maiores dificuldade para dormir, grande sobrecarga na vida pessoal e muitas das vezes cansados de sua rotina profissional.

Uma das questões mais comuns nessa fase da vida, é a relação entre a menopausa e depressão, que também pode ser “apenas” uma crise de meia idade, o que é muito comum entre mulheres depois dos 40 anos de idade.

Durante essa fase da vida da mulher, os níveis hormonais, como estrogênio e progesterona podem oscilar significativamente e acabam afetando o equilíbrio químico do cérebro, contribuindo para um possível quadro de depressão.

Além dos sintomas físicos da menopausa, como ondas de calor e insônia, muitas mulheres também enfrentam sintomas emocionais, como ansiedade, irritabilidade e tristeza, fatores que também podem desencadear ou agravar a depressão.

Acompanhamento médico e apoio social e familiar são fatores primordiais para que a mulher enfrente a menopausa da melhor maneira possível. Muitas consequências psicológicas negativas podem ser evitadas com cuidado e atenção.

Para Dra. Beatriz Tupinambá,(@drabeatriztupinamba) médica Ginecologista especialista em Menopausa, com conhecimento e assistência profissional adequada, a menopausa pode sim ser a melhor fase da mulher vida da mulher. Em suas publicações, cursos e lives nas redes sociais que somam mais de 400 mil seguidores, cita vantagens como o fim dos ciclos menstruais, TPM, preocupação com período fértil, maior tempo de autocuidado, maturidade e homônimos administrados como algumas das vantagens. 

“A gente precisa trabalhar também o psicológico. Olhar a menopausa por outro ângulo e perceber que sim, a menopausa pode ser a melhor fase que podemos viver. A gente entra na menopausa na metade da nossa vida, e não precisamos nos manter na segunda metade dela indispostas, com calores, ressecamentos, queda de libido, entre outros, porque simplesmente deixamos de alimentar nossas células de hormônios por 50 anos.” Explica a Ginecologista.

Mesmo com alternativas que possibilitem enfrentar essa fase da maneira mais saudável possível, é necessário ter a sensibilidade que a menopausa e seus sintomas não são estáticos e evoluem ao longo do tempo e de acordo com os estímulos. À medida que as  mulheres ajustam suas rotinas e métodos pra viver a menopausa os resultados mudam positiva ou negativamente.  

“Além de acompanhamento médico e psicológico especializado, é importante a prática de exercícios físicos, alimentação saudável, atividades de relaxamento, apoio social e familiar para que essa fase seja vivida da forma mais confortável possível. Em muitos casos, por conta de toda a mudança a que são submetidas, muitas mulheres recorrem ao consumo excessivo de álcool, nicotina e adotam o isolamento social, provocando assim, maiores e mais evidentes consequências psicológicas negativas durante esse período.” Finaliza.


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