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segunda-feira, 20 de setembro de 2021

5 árvores incríveis pelo mundo que viraram atração turística



Da Serra da Mantiqueira ao Japão, Quickly Travel celebra o Dia da Árvore com uma lista de "atrações" simplesmente encantadora


Se em grandes centros urbanos as árvores seguem, pouco a pouco, perdendo espaço para um não tão colorido cenário, amplamente povoado por construções homéricas em tons de cinza, fora da “Selva de Pedra” ainda é possível se encantar com exuberantes e centenárias formações naturais que se tornaram verdadeiras atrações turísticas.

Para celebrar o Dia da Árvore, no próximo dia 21 de setembro, a Quickly Travel, agência de viagens do Grupo JTB, do Japão, elaborou uma pequena lista com cinco sugestões incríveis para ressaltar toda a importância e beleza deste precioso recurso natural existente em nosso planeta.

Confira:


 General Sherman - Califórnia, USA

General Sherman, Sequoia National Park
Benny Marty - iStock 1270463340

 

Talvez, nenhuma outra árvore no planeta seja tão famosa quanto a General Sherman, no Sequoia National Park, na Califórnia. Considerada como a maior do mundo pelo Guinness Book em 2013, esta exuberante sequoia possui nada menos que 1.591 metros cúbicos de volume em seu tronco, o que se traduz e incríveis 83,8 m de altura e 7,7 m de diâmetro. Sua idade estimada, na casa dos 2.500 anos, também impressiona. Além da General Sherman, outras 2.000 sequoias gigantes habitam o parque norte-americano.

 

Castanheira Centenária, Reserva Cristalino Lodge, em Alta Floresta, MT

Castanheira Centenária, Reserva Cristalino Lodge
Cristian Dimitrius

Na Amazônia, um dos biomas mais ricos e diversos do mundo, outra gigante se destaca em meio a esta lista. Trata-se da Castanheira Centenária, da Reserva Cristalino Lodge, no município de Alta Floresta, Mato Grosso. Queridinha dos turistas, esta exuberante árvore impressiona tanto pela longevidade, já que pode viver 500 anos, como pelo tamanho, na casa dos 50 metros de altura. Seu fruto, a castanha-do-pará, é bastante apreciado....

 

Jindai Zakura, Japão

Jindai Zakura, Hokuto, Japão
T-Tadanobu - Istock 946755324

Do outro lado do mundo, na cidade Hokuto, em Yamanashi, a mais velha cerejeira do Japão atende pelo nome de Jindai Zakura. São quase 2.000 anos de vida. Segundo historiadores, a árvore “morreu” em algum momento do século XIII, mas foi salva graças as orações de Nichiren, um importante monge budista.

 

Cajueiro de Pirangi, em Parnamirim, Rio Grande do Norte

Cajueiro de Pirangi, Rio Grande do Norte
Diego Grandi - Istock 679866886

Acredite se quiser, mas a simpática praia de Pirangi do Norte, no município de Parnamirim, no Rio Grande Norte, abriga o maior cajueiro do mundo. A árvore gigante, reconhecida e certificada pelo Guinness Book, cobre uma área total de aproximadamente 8.500m² em um verdadeiro emaranhado de galhos e cipós. Por safra, cerca de 80.000 cajus são gerados, o que corresponde a mais de 2,5 toneladas do fruto. Segundo estimativas, o seu tamanho corresponderia a 70 cajueiros normais.

 

Jatobá, na Serra da Mantiqueira, São Paulo

Jatobá do Six Senses Botanique, na Serra da Mantiqueira
André Klotz

Existe algo mais reconfortante que a sombrinha de uma árvore durante um delicioso piquenique? No hotel Six Senses Botanique, na Serra da Mantiqueira, um aconchegante e convidativo Jatobá vem conquistando o coração dos hóspedes. O espaço tem se destacado como um verdadeiro oásis de tranquilidade para refeições ao ar livre, oferecidas pelo hotel, ou até mesmo para a prática de yoga e meditação. Há ainda que prefira apenas relaxar e aproveitar o momento para um cativante leitura... as possibilidades são infinitas.


Seis livros para se prevenir a um ataque de ransomware

Instituição dá dicas de leitura para quem quer ficar por dentro de como funciona um ciberataque


Ransomware é um código malicioso criado com o intuito de criptografar e impedir o acesso à informação armazenada em sistemas de dados. Os cibercriminosos utilizam desse artificio para forçar as vítimas a pagar um resgate em criptomoedas para recuperar o acesso aos dados perdidos. Somente no último ano, 37% das maiores empresas do mundo foram vítimas de ataques de ransomware, segundo relatório do IDC (International Data Corporation). 

A pandemia e o aumento exponencial do home office aumentam as vulnerabilidades e, consequentemente, os ataques por ransomware a empresas e pessoas de todo o mundo. 

Pensando nisso, a equipe do Instituto Daryus de Ensino Superior Paulista – IDESP, escola referência nas áreas de tecnologia e gestão administrativa para cursos em pós-graduação e MBA, listou seis livros sobre ransomware, que ensinam as melhores medidas a se tomar contra esse problema. 

Confira a lista completa: 


1 - Ransomware: Defendendo-se da Extorsão Digital  


Publicado em 2017, o livro “Ransomware: Defendendo-se da Extorsão Digital”, dos autores Allan Liska e Timothy Gallo, destaca de forma prática como esse tipo de ataque funciona, como estão evoluindo nos últimos anos, como se proteger deles e os principais métodos objetivos para responder a esse tipo de ataque. O livro foi publicado pela editora Novatec. Acesse o livro aqui   



2- Cybersecurity Threats, Malware Trends, and Strategies: Learn to mitigate exploits, malware, phishing, and other social engineering attacks 

Para especialistas no assunto, o livro Cybersecurity Threats, Malware Trends, and Strategies: Learn to mitigate exploits, malware, phishing, and other social engineering attacks, do autor Tim Rains, estrategista reconhecido mundialmente, ensina a implementação e medição de resultados de estratégias de segurança cibernética. Com isso, o leitor aprenderá a reduzir riscos e custos para empresa. O livro, da editora Packt Publishing, possui 428 páginas e pode ser encontrado em língua inglesa. Acesse o livro aqui



3 - Ransomware Protection Playbook  

 

Com lançamento previsto para outubro de 2021, o livro Ransomware Protection Playbook será leitura essencial para os profissionais da área de cibersegurança. O especialista Roger A. Grimes detalha em 304 páginas os principais planos de defesa para proteção própria e da sua empresa. Acesse o livro aqui  




4 - Ransomware Revealed: A Beginner’s Guide to Protecting and Recovering from Ransomware Attacks  


 O consultor especialista em perícia forense digital e cibersegurança, Nihad A. Hassan, no livro “Ransomware Revealed: A Beginner’s Guide to Protecting and Recovering from Ransomware Attacks” ensina as melhores formas de se lidar com ataques de ransomware. O exemplar traz quais são os tipos de ransomware, estratégias de defesa, procedimentos de recuperação e muito mais. Acesso o livro aqui  



5 - Ransomware Revolution: The Rise of a Prodigious Cyber Threat  


O livro Ransomware Revolution: The Rise of a Prodigious Cyber Threat, de Matthew Ryan, fala sobre o surgimento do ransomware paralelo ao surgimento de tecnologias de criptografia e como tornou essa ameaça em uma das maiores preocupações das empresas. Acesse o livro aqui  




 6 - Wannacry Ransomware Attack: Learning the Essentials  

Wannacry Ransomware Attack: Learning the Essentials, do autor Dale Michelson, é mais uma indicação de livro indispensável. A publicação, lançada em 2017, tem 40 páginas e traz todo o essencial que você não pode deixar de saber, pois trás detalhes de duas versões de software que causou problemas a muitas empresas na Rússia, Ucrânia, Espanha, Taiwan, entre outros. Acesse o livro aqui  




 IDESP  

https://www.daryus.com.br/pos-graduacao


Oncoguia: Câncer Colorretal - 6 coisas que você precisa saber

O ator Luis Gustavo Blanco morreu neste domingo (19), aos 87 anos, em Itatiba (SP). Ele sofreu complicações por conta de um câncer no intestino. De acordo com informações da família, Luis Gustavo estava em tratamento contra a doença desde 2018. O câncer do intestino grosso, também chamado câncer de cólon e reto, ou câncer colorretal, é uma doença que atinge indistintamente homens e mulheres.

Se o câncer se formar a partir de um pólipo, pode se desenvolver na parede do cólon ou do reto ao longo do tempo. A parede do cólon e do reto é composta de várias camadas. O câncer colorretal começa na camada mais interna (mucosa) e pode crescer através de uma ou todas as camadas.

Quando as células cancerígenas estão na parede do cólon ou do reto, podem crescer nos vasos sanguíneos ou vasos linfáticos. A partir daí, elas podem ir para os linfonodos próximos ou outros órgãos.

Na maioria das vezes, o câncer colorretal se desenvolve gradativamente por uma alteração nas células que começam a crescer de forma desordenada sem apresentar qualquer sintoma. Por esse motivo, a detecção precoce é fundamental.

Quanto mais cedo é diagnosticado, maiores as chances de cura da doença. O Oncoguia ressalta 6 coisas sobre a doença:

  1. É o segundo tipo de câncer mais frequente em homens e mulheres. 

·         20.520 homens e 20.470 mulheres. (estatísticas do Inca para casos diagnosticados por ano no Brasil)

 

2. Sim, você precisa prestar atenção nas suas fezes.

·         Sem tabu e sem frescura: é muito importante que você observe as suas fezes. Preste atenção também no seu hábito intestinal (mudou? Está muito variado?)

·         Ou seja, o seu cocô ficou diferente e permanece assim? Converse com o seu médico! 

 

3. A colonoscopia é o exame que previne o câncer colorretal 

·         O procedimento dura de 15 a 30 minutos e o paciente é sedado para evitar qualquer desconforto.

·         Se você tem mais de 50 anos ou se tem mais de 40 com casos da doença na família, converse com seu médico e faça exames de rotina. 

 

4. Nem todo paciente com câncer colorretal usa bolsa de colostomia. E nem toda bolsa de colostomia é definitiva.

·         Atualmente, com o avanço das técnicas cirúrgicas e das opções de tratamento, as colostomias não são uma opção frequente e quando necessárias, são muitas vezes temporárias.

 

5. Ter um pólipo não significa ter câncer colorretal.

·         Os pólipos podem ser benignos ou pré-cancerígenos, mas em alguns casos, se não forem retirados, podem se tornar malignos (câncer). 

·         Os pólipos são retirados durante a colonoscopia.

 

6. Ficar longe de salsichas, salames, linguiça e outros, é fundamental na prevenção do câncer colorretal.

Cuidar da sua alimentação é cuidar da sua saúde. 

 

Lenda bororo vira jogo digital educativo

 

Com base em relato estudado pelo antropólogo Claude Lévi-Strauss, pesquisadora da UFSCar cria aplicativo para ensinar crianças de 5 a 10 anos (ilustração: Wikimedia Commons)


Uma narrativa oral, originalmente em língua bororo, exposta em volume acadêmico escrito em francês; o texto francês vertido para o português; o material em português recriado em linguagem poética; o discurso poético convertido em jogo digital educativo: esta sequência de traduções foi o caminho percorrido por Jeriguigui e o Jaguar, uma saga indígena que se tornou também uma saga transcultural.

A história se baseia no relato As araras e seu ninho, recolhido por missionário italiano e explorado por Claude Lévi-Strauss (1908-2009) em seu livro O Cru e o Cozido, primeiro dos quatro volumes que compõem Mitológicas, a obra seminal do grande antropólogo belgo-francês. A narrativa e sua interpretação viraram poesia e aplicativo digital pelas mãos de Maria Sílvia Cintra Martins, professora do Departamento de Letras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

“Esse objeto cultural é um dos resultados do projeto ‘Tradução, poética e artefatos culturais em práticas de letramento na educação infantil’, apoiado pela FAPESP. Seu objetivo pedagógico é levar a temática indígena para crianças da Educação Infantil e do primeiro ciclo do Ensino Fundamental”, afirma Martins.

Segundo a pesquisadora, além de contribuir para a implementação do ensino de história e cultura africana, afro-brasileira e indígena no currículo escolar, conforme determina a Lei 11.645-08, o aplicativo é também uma tentativa de inovação no domínio dos multiletramentos. “Com previsão de lançamento para outubro, o aplicativo foi produzido nos moldes do gênero ‘game’, com várias fases, desafios e prêmios”, diz.

Como incontáveis lendas que povoam o universo mítico de vários povos em todo o mundo, a narrativa segue o roteiro da chamada “jornada do herói”, na qual um personagem, masculino ou feminino, geralmente jovem, enfrenta uma série de desafios para alcançar um determinado objetivo que, ao final, se revela como símbolo de sua própria realização como indivíduo. O herói ou heroína precisa vencer adversários e superar obstáculos. Mas conta com a ajuda providencial de alguém mais maduro, muitas vezes um ancião ou anciã, que o alerta sobre os perigos, o inicia em certos conhecimentos e eventualmente lhe dá um objeto com poderes protetores.

“Esse tipo de enredo, que aparece amplamente na literatura, no cinema e em tantos outros produtos culturais, exerce um enorme fascínio em crianças e adultos, porque lida com conteúdos arquetípicos que estão presentes no psiquismo de todos nós”, comenta Martins.

A saga é contextualizada junto à serra do Roncador, em Mato Grosso, e tem como protagonista o menino bororo Jeriguigui. Além dele, participam seu pai, sua avó, a onça-jaguar e vários outros animais, alguns em riscos de extinção: o urubu-de-cabeça-vermelha, as araras azul e vermelha, o jabuti, a raposa, o gavião real, o colibri, o gafanhoto. As grandes linhas do enredo são apresentadas em versos, escritos no estilo karaokê e acompanhados de áudio, logo no início do jogo:

“Você que gosta de histórias
E nasceu bem brasileiro
Vai agora se inteirar
De muito mito maneiro
Vai saber sobre xamãs
Que se transformam em jaguar
E de muitos matrinchãs
Que antes andavam em terra
Para isso tem à frente
Perigos e desafios
Tenha logo isso em mente
E vê se acerta, e não erra.”

“O material de base que utilizei, As araras e seu ninho, é um mito de origem de importância fundamental, pois trata da conquista do fogo pelos indígenas, na transição entre o cru e o cozido. Subtemas como a importância da preservação da natureza, a sustentabilidade e o empoderamento dos povos indígenas ajudaram a enriquecer o roteiro”, informa Martins.

A pesquisadora conta que seu maior cuidado foi evitar qualquer tipo de caracterização estereotipada dos personagens. O aplicativo não trata de indígenas genéricos – que, na verdade, não existem. Mas dos bororo, com suas feições corporais, seu modo de construir a aldeia, seus artefatos característicos. E, para isso, ela contou com a grande ajuda de Márcio Paromeriri Bororo, cantor e líder bororo.

“A pesquisa voltada para as narrativas mitológicas ocupou o primeiro semestre de 2020. Devido à pandemia, não pudemos fazer trabalho de campo. Nem ter acesso a certos acervos. Por isso, após a escolha da narrativa, realizamos, virtualmente, um levantamento de imagens – fotos e desenhos – representativas da geografia em que se inserem os bororo, dos artefatos, das peças de vestuário, dos adornos etc. Alguns volumes físicos nos ajudaram muito. Entre eles, A Epopeia Bororo, o Pequeno Dicionário Bororo/Português e a Arte Plumária e Máscaras de Danças dos Indígenas Brasileiros. As imagens foram, então, enviadas à equipe de informática contratada, para que o desenhista Hugo Cestari se baseasse nelas e em seus detalhes. E, à medida que o trabalho dele avançava, mandávamos o material para a avaliação de Márcio Paromeriri Bororo, que fez várias recomendações úteis para garantir a autenticidade”, conta Martins.

Paralelamente à feitura das imagens, a pesquisadora trabalhou na conversão da narrativa em linguagem poética. Vale lembrar que a linguagem poética é a forma, por excelência, dos grandes épicos da antiguidade: o Ramayana, o Mahabharata, a Ilíada, a Odisseia, a Epopeia de Gilgamesh etc. Foram recursos como rimas, aliterações e assonâncias que possibilitaram aos antigos memorizar uma quantidade prodigiosa de versos, antes que essas enormes narrativas transitassem da expressão oral para a escrita. São elas também que conferem um sabor especial às cantigas infantis atuais.

“O material poético foi, posteriormente, adaptado para o formato de jogo, apropriado para crianças de 5 a 10 anos. Um engenheiro de software especialista na construção de jogos nos orientou sobre como dividir as fases, sempre com novos desafios e premiações. O roteiro final possui 80 páginas, divididas em 12 fases, com seis cenários diferentes. E, no roteiro, foram introduzidos alguns jogos característicos das culturas indígenas, como o Jogo da Onça, por exemplo”, relata Martins.

A estrofe seguinte incentiva o pequeno jogador a seguir no jogo:

“Não desanime nem vá embora
O problema é bem profundo
Pois envolve todo o mundo
Países de norte a sul
Do belo planeta azul!
Vá juntando o chocalho,
O colar e o cocar
Jeriguigui nos espera
Logo o vamos salvar!
Vem conhecer mais histórias
Corre junto, aqui comigo
Veja esses animais
Alguns também em perigo”.

 

O jogo Jeriguigui e o Jaguar poderá ser acessado em outubro no site do Grupo de Pesquisa LEETRA (Linguagens em Tradução) e também em plataformas de aplicativos de jogos.

 

 



José Tadeu Arantes

Agência FAPESP

https://agencia.fapesp.br/lenda-bororo-vira-jogo-digital-educativo/36860/


Levantamento do Detran.SP mostra que desde 2015 houve queda de 1.383 óbitos no trânsito paulista

Reduções de mortes mais expressivas registradas durante esse período aconteceram entre pedestres e ocupantes de automóveis

 

Entre janeiro de 2015, quando o Programa Respeito à Vida lançou o sistema Infosiga, e agosto de 2021, houve uma redução de 1383 mortes no trânsito paulista. No ranking das vidas que não foram perdidas durante esse período destaca-se a queda de óbitos entre os pedestres, que foi de 651. Na sequência estão acidentes cujas causas não são especificadas no momento da ocorrência, com uma redução de mortes de 488. 

Outro destaque positivo nessa estatística é a diminuição de mortes de ocupantes de automóveis, que foi de 321. Entre outros modais (que incluem veículos como patinete, skate e trator) houve uma queda de 47 óbitos entre janeiro de 2015 e agosto de 2021. 

Os modais que registraram maior aumento de vítimas fatais nesse período foram o de bicicletas, que teve um crescimento de 62 casos, e o de motocicletas, com um acréscimo de 30 óbitos. Entre os ocupantes de ônibus o crescimento de mortes foi de 21 casos e entre os de caminhão, 11. 

“São Paulo só registrou queda nos óbitos em sinistros de trânsito graças às ações do Respeito à Vida, que tem merecido toda a atenção do governador João Doria e do vice Rodrigo Garcia. O tratamento para um trânsito ainda doente passa por educação e investimento, mas também por capacitação, sinalização e cidadania”, afirma Neto Mascellani, diretor-presidente do Detran.SP.



Infosiga Agosto

Os números mais recentes do Infosiga apontam uma redução de 6,5% nos óbitos no trânsito paulista no comparativo entre agosto de 2020 e agosto de 2021. No mês passado foram registradas 419 mortes, contra 448 no mesmo mês do ano passado, uma queda de 29 casos. 

Entre os modais, o que teve maior queda na comparação entre agosto de 2020 e agosto de 2021 foi o de automóveis, com uma redução de 16,8% de mortes, seguido de motocicletas (queda de 12,9%) e bicicletas (queda de 7,7%). O único modal que registrou aumento de óbitos no período foi o de pedestres: acréscimo de 11,2%. 

No acumulado entre janeiro e agosto de 2020 e 2021, houve um acréscimo de 2,4% de óbitos de trânsito no Estado, de 3.121 para 3197 casos, em especial como consequência dos altos índices de isolamento social verificados ano passado.

 

Sobre o programa Respeito à Vida

Programa do Governo do Estado de São Paulo, atua como articulador de ações com foco na redução de acidentes de trânsito. Gerido pela Secretaria de Governo por meio do Detran.SP, envolve ainda as secretarias de Comunicação, Educação, Segurança Pública, Saúde, Logística e Transportes, Transportes Metropolitanos, Desenvolvimento Regional, Desenvolvimento Econômico e Direitos da Pessoa com Deficiência. 

O Respeito à Vida também é responsável pela gestão do Infosiga SP, sistema pioneiro no Brasil, que publica mensalmente estatísticas sobre acidentes com vítimas de trânsito nos 645 municípios do Estado. O programa mobiliza a sociedade civil por meio de parcerias com empresas e associações do setor privado, além de entidades do terceiro setor. Em outra frente, promove convênios com municípios para a realização de intervenções de engenharia e ações de educação e fiscalização.

Diversas medidas têm sido adotadas para reduzir a mortalidade relacionada nas rodovias do Estado de São Paulo. Entre elas, algumas de maior impacto podem ser destacadas.


Velocidade no atendimento

A redução no tempo de atendimento às vítimas de acidentes pode reduzir a mortalidade em até 60%. Em rodovias, esse aspecto é ainda mais relevante, dado os tempos naturalmente dispendidos entre o deslocamento da equipe de resgate até o local do acidente e, em situações mais graves, dali para o hospital mais próximo. Os socorristas chamam esse período crítico de “A Hora de Ouro”, que é absolutamente relevante para as estatísticas de salvamentos de acidentes de trânsito.


Iluminação em trechos urbanos. 

Estudos indicam forte redução de mortalidade em trechos urbanos de rodovias que foram iluminadas. Um estudo que reuniu resultados de 50 pesquisas referentes ao impacto sobre os acidentes da iluminação em vias previamente não iluminadas concluiu pela de redução de 60% em acidentes fatais nessas áreas.

 

4 desafios na gestão de pessoas em pequenas e médias empresas

Gerir pessoas é sempre um dos grandes desafios de qualquer tipo de empresa, independente do setor ou tamanho da organização. No entanto, para as pequenas e médias, é um ponto que deve ter atenção especial e redobrada, afinal de contas, cada erro e acerto tem efeitos maiores, já que o número de colaboradores costuma ser menor e, com isso, a perda ou ganho possui mais peso, seja na operação ou no ambiente.

Pensando em auxiliar as pequenas e médias empresas que desejam engajar mais os funcionários, a Allya, HR Tech com foco em benefícios corporativos e bem-estar financeiro, lista os quatro principais desafios na gestão de pessoas - e, o mais importante, como superá-los. 


Contratação e desligamento de funcionários

O primeiro grande desafio é, sem dúvida, a admissão ou dispensa de um colaborador. Ao contratar um profissional, por exemplo, existe o momento de adaptação. Já a dispensa  tende a ser um momento mais desagradável. Por isso, além de sempre assegurar os direitos daquele funcionário, é importante ser grato pelo tempo de serviço. Em ambientes de trabalho menores, as chegadas e desligamentos costumam ter um impacto maior e, exatamente por isso, é essencial ser sempre próximo e honesto com os outros profissionais, caso contrário, poderá mexer com as motivações e engajamento de toda a equipe.  


Licença e férias

Mesmo com uma equipe reduzida, é fundamental garantir que, quando um colaborador estiver de licença ou férias, ele não se sinta pressionado a não se desligar completamente, e nem a equipe se sinta perdida com a sua ausência. Por isso, nesses casos, é imprescindível organização: o calendário com todas as datas deve ser visível para todos os funcionários, para que consigam se adaptar da melhor maneira possível. Além disso, aposte no treinamento da equipe para que todos consigam auxiliar, caso necessário, a cobrir o profissional por aquele período.  


Aposte na imagem corporativa da sua empresa

O cuidado com a imagem da empresa, a boa comunicação interna e o investimento no relacionamento com o cliente são essenciais para uma boa gestão de pessoas em PMEs. Em outras palavras, a atenção com o seu negócio deve ser a mesma com os seus funcionários, clientes, fornecedores e com o mercado. Quando você trabalha com uma equipe enxuta, em um momento de crise, por exemplo, é necessário que todos joguem pelo time e tenham o mesmo discurso. A chave para isso é a cultura organizacional


Benefícios corporativos

Enquanto empreendedor, tenha uma certeza: todo desligamento de funcionário gera gastos e, se a sua empresa possui um turnover algo, isso significa que você está perdendo dinheiro. É por isso que o investimento no colaborador é uma prática econômica e muito vantajosa a médio e longo prazo. Atualmente, as pessoas não permanecem em um emprego somente pelo cargo e salário, elas querem melhorar suas aptidões e, de fato, evoluírem em qualidade de vida. Se o que toma grande parte do tempo útil de uma pessoa é o trabalho, esse mesmo emprego precisa garantir que o tempo restante seja bem aproveitado, seja na alimentação, na saúde, ou no incentivo à cultura e educação, por exemplo. Aposte em benefícios corporativos diferenciados e que, de fato, façam a diferença na rotina do funcionário. 

 



Allya

www.allya.com.br


A responsabilidade civil dos influenciadores digitais

Influenciar é o ato de exercer uma ação psicológica ou uma ascendência sobre algo ou alguém. E o influenciador é aquele capaz de influenciar comportamentos, criar tendências, servir como fonte de informação e ter um efeito direto nas decisões de quem o segue, no estilo de vida, nas opiniões e principalmente no consumo. Nos canais digitais e redes sociais, os influenciadores digitais são aqueles que possuem um público fiel e engajado e exercem uma certa dose de influência na tomada de decisão de compra de seus seguidores. Assim, por ter esse poder mediante aos consumidores, essas pessoas possuem responsabilidades civis quando indicam produtos e serviços na internet. 

E as redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter, YouTube e etc) têm ganhado destaque entre as estratégias digitais, em especial no que se refere ao marketing e publicidade online. 

As pessoas, de forma geral, não se atentam mais aos outdoors, ao que passa na TV, no rádio, nas revistas ou jornais, isso porque estão a todo momento conectadas no celular, no computador ou em algum aparelho com conexão na internet. Justamente por isso as empresas passaram a investir fortemente na publicidade por esses meios eletrônicos. E é por conta da enorme força que a internet ganhou que, a cada dia, as pessoas têm investido tempo e dinheiro nas plataformas, gerando empregos, compras e vendas, relacionamentos e diversas relações jurídicas. 

Nesse sentido, são diversos os estudos que vem nos demonstrando o tamanho dessa influência na vida das pessoas e por consequência, devem ser apontadas as responsabilidades desses influenciadores. 

Isto posto, como fica a responsabilidade civil dos influencers digitais perante os consumidores? 

Primeiramente, deve-se questionar a responsabilidade civil das celebridades que participam e realizam publicidade de produtos e serviços, a ponto de serem caracterizados danos em decorrência de publicidade ilícita. Em um primeiro momento as celebridades podem não ter o dever de indenizar, pelo fato de não terem relação direta com o bem anunciado, veiculando nas publicidades texto criado por outrem, a exemplo dos publicitários. 

Por outro lado, é possível entender que toda atividade profissional gera responsabilidade civil por eventuais danos, sendo obrigado a indenizar àqueles que sofrerem os danos. Vale lembrar que as celebridades recebem valores significativos para atuar em comerciais e campanhas publicitárias on-line. 

Esse tipo de publicidade desencadeia um comportamento no consumidor, em nível consciente e inconsciente, gerando uma resposta imediata devido ao conceito preexistente que se tem daquela pessoa ou grupo que está testemunhando a favor do produto, agregando-lhe valores como admiração, sucesso, riqueza, beleza, juventude, alegria, internacionalidade, tradição, notoriedade, etc. 

Ao ser verificada a violação aos direitos básicos do consumidor, por meio de publicidade enganosa e abusiva, a legislação brasileira autoriza o uso de medidas sancionatórias, as quais possuem duplo objetivo: a) punir o infrator e b) reprimir a utilização do mesmo tipo metodológico por outros agentes publicitários; tendo em vista a observância do princípio da boa-fé, que representa uma regra de conduta para ambas as partes da relação consumerista, as quais devem agir pautadas pela honestidade e lealdade. 

Em que pese a elaboração do CDC não ser concomitante ao surgimento da figura do influenciador digital e sua constante utilização nas publicidades, deve-se atribuir aos influenciadores responsabilidade de reparação frente aos consumidores, em razão da indicação de produtos e serviços. Eis que tais pessoas possuem grande poder de influência, além de contarem com a confiança de seus seguidores. 

No momento em que um influenciador digital indica um produto ou serviço, a sua confiabilidade agrega poder persuasivo no comportamento do consumidor, gerando segurança sobre a qualidade daquele produto ou serviço que está sendo indicado. Os influenciadores assumem, portanto, uma posição de garantidores em face dos produtos e serviços indicados. Caso as qualidades atribuídas aos produtos e serviços não sejam condizentes com a realidade, o fator de persuasão o influenciador aparece de forma negativa e prejudicial ao consumidor, confrontando, assim, os princípios da boa-fé e da confiança. 

Devem ser aplicadas às celebridades todas as diretrizes do CDC, inclusive no que concerne a responsabilidade em caso de violação aos direitos dos consumidores, tendo em vista que as celebridades são partes integrantes da cadeia de consumo, figurando ao lado de todos os outros agentes. 

Como é sabido, o CDC, considerando a vulnerabilidade do consumidor, adotou a responsabilidade objetiva do causador do dano, com base na teoria do risco. Além da responsabilidade objetiva como regra, o CDC estabelece a solidariedade entre todos os envolvidos na veiculação da oferta, sendo que o parágrafo único do art. 7º prevê que “tendo mais de um autor a ofensa, todos responderão solidariamente pela reparação dos danos previstos nas normas de consumo”. 

O princípio da solidariedade, que também é contemplado pela Constituição Federal, nos arts. 1º (inciso IV) e 170º, “promove a repartição de riscos sociais em vista da melhor satisfação dos consumidores vítimas de eventos no mercado de consumo. 

O Superior Tribunal de Justiça vem entendendo que a responsabilidade no que tange à publicidade se estende àqueles que a veiculam e àqueles que dela se aproveitam. 

Tratando-se de risco profissional (responsabilidade própria do profissional), tratando-se de atuação à qual a lei impõe deveres especiais (através de normas de ordem pública) não transferíveis aos consumidores, nem mesmo através de previsão contratual (ex vi arts. 1º, 51, I, e 25 do CDC), terá o fornecedor de suportar a sua falha, responder pela informação mal transmitida, pelo inadimplemento contratual ou pelo ato ilícito eventualmente resultante da publicidade falha. E notese que a jurisprudência do STJ tem considerado solidária a responsabilidade daquele que veicula e daquele que se aproveita da publicidade (art. 30 c/c 35 e art. 37 do CDC). 

Nesse compasso, os influenciadores digitais, assim como outras celebridades, devem ser responsabilizados por eventuais danos causados aos consumidores, haja vista que, como dito anteriormente, os seguidores passam a adquirir produtos e serviços com base na confiança e na boa-fé, que, aliás, são princípios norteadores do direito do consumidor. 

A celebridade, para responder pelos danos causados em decorrência de sua informação, deve ter um benefício, seja ele qual for. Em regra, esse benefício está no cachê previamente recebido ou no ganho na participação das vendas, porém haverá, ainda, responsabilidade da personalidade mesmo que a remuneração seja destinada a um órgão que diretamente esteja a ela ligado, como, por exemplo, um antigo comercial da Honda, feito pela filha de Juscelino Kubitschek, cuja remuneração foi destinada à Fundação JK, ou quando a personalidade doa o cachê para alguma instituição de caridade. 

Após a configuração da responsabilidade dos influenciadores digitais, se faz necessário estabelecer se tal responsabilidade é objetiva ou subjetiva. 

Muito se discute a respeito da responsabilidade das celebridades, e aqui se incluem os influenciadores digitais, sendo que parcela da doutrina afirma se tratar de responsabilidade subjetiva, visto que contribuem apenas com sua imagem: “pouco razoável responsabilizar a celebridade objetivamente quando apenas anuncia determinado produto sobre o qual não possui conhecimento técnico para avaliá-lo”, e se “caso demandado, deverá, portanto, provar que não agiu com culpa ao participar da publicidade viciada”. 

Por outro lado, há os que entendem que se trata de responsabilidade objetiva, tendo em vista a teoria do risco adotado pelo CDC atrelado ao princípio da solidariedade e à obtenção de vantagem econômica com as atividades promovidas. 

Nesse contexto, em razão do poder de persuasão que os influenciadores digitais exercem sobre seus seguidores, usuários de internet por meio da sociedade de exposição, bem como a confiança dispensada a eles e a vantagem econômica que recebem, entende-se que a responsabilidade dos influenciadores digitais é objetiva, tendo em vista os princípios da boa-fé e solidariedade, sem esquecer a necessária opção do legislador em proteger a parte mais vulnerável da relação consumerista que é o consumidor. 

Portanto, o influencer digital deve ter um enorme cuidado ao divulgar uma marca, um produto ou um serviço nas redes sociais, para evitar que no futuro possa acarretar problemas.

 



Bruno Gallucci - advogado e sócio do escritório Guimarães e Gallucci Advogados

 

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