Pesquisar no Blog

segunda-feira, 21 de junho de 2021

18% das brasileiras não falam com seu médico sobre dificuldades para menstruar, diz estudo

 Entre as mulheres que estão tentando engravidar, o percentual cai para 16%.


Além da gravidez, existem diversas razões que podem fazer com que a mulher não menstrue. As causas mais comuns são os desequilíbrios hormonais, porém, não menstruar também pode ser sinal de um problema de saúde mais sério. Ou até mesmo sinal de SOP - Síndrome dos Ovários Policísticos.

E conforme constatou o Trocando Fraldas em seu mais recente estudo, pelo menos 51% das brasileiras têm ou já tiveram alguma dificuldade para menstruar. Principalmente as mulheres dos 18 aos 24 anos, pelo menos 56% delas. Além disso, as mulheres que estão tentando engravidar, 54%, também passam por essa dificuldade.

O estado em que mais mulheres têm ou já tiveram dificuldade para menstruar é o Acre, com 74% das entrevistadas. No Distrito Federal, o percentual é de 53%. Já em Minas Gerais e em São Paulo, pelo menos 48% das participantes têm irregularidades no ciclo. E o Espírito Santo, é o estado em que menos mulheres têm ou tiveram esse problema, 44% das entrevistadas.

Quando a irregularidade no ciclo se repete e a mulher não sabe o que fazer, o melhor é sempre consultar um médico. Porém, pelo menos 18% das brasileiras não têm coragem de mencionar esse fato para seu médico. Já entre as que estão tentando engravidar, 16% não conversam com seu médico. 

Os dados por estado demonstram que, o estado em que mais mulheres falariam com seu médico é o Tocantins, com 90% das participantes. No Rio de Janeiro e em São Paulo, 86% e 81%, respectivamente, falam ou falariam com o médico sobre irregularidades no ciclo. E o Amapá é o estado em que menos mulheres falariam com seus médicos, com 70% das entrevistadas.



Cuidados com o coração da mulher

Ainda hoje a quem acredite que o coração das mulheres é inabalável. Seriam elas privilegiadas no quesito saúde cardíaca e, portanto, pouquíssimas (as exceções das exceções) teriam risco de um evento cardiovascular importante. 

É um daqueles mitos que perduram a despeito de todas as evidências em contrário. Há até explicação para essa distorção: durante tempos, o grupo de vítimas de episódios cardíacos era composto majoritariamente por homens. Um reflexo comportamental; dos hábitos de vida e de rotina que foram transformados paulatinamente e seguem mudando.  

A conquista de espaços legítimos pelas mulheres trouxe-as para um campo de grande exposição. Hoje, elas ocupam postos em todas as áreas profissionais e somam jornadas duplas, triplas... Além de trabalhar muito (e muito bem), são mães, companheiras, zelam por suas casas, entre diversas ações.  

Outros ônus apareceram em meio à batalha por justa igualdade. Os cuidados alimentares entraram para um segundo plano, assim como as atividades físicas e atenção com a saúde. Sem falar que a ingestão de bebidas alcoólicas passou a ser mais frequente. O uso indiscriminado do tabaco associado à pílula anticoncepcional é mais um fator determinante para a entrada das mulheres no grupo de risco de problemas cardíacos. 

Assim, a prevenção se torna cada vez mais relevante. Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Clínica Médica, a qual tenho a honra de presidir, promove já há uma década a campanha Mulher Coração, que busca conscientizá-las para o aumento dos problemas cardiovasculares entre elas. Aliás, uma campanha permanente. 

A iniciativa vem da necessidade de informar adequadamente às mulheres também sobre a manifestação doenças cardíacas. Na maioria das vezes, elas não sentem sintomas comuns, como dores no peito, e, por conseguinte, não valorizam sinais de alerta.  

Aproximadamente 30% dos acidentes cardiovasculares acontecem entre a população feminina, no Brasil. Estudos indicam que uma em cada cinco correm risco. Diante de tal realidade, é nossa responsabilidade divulgar as formas de identificar e evitar estes casos. 

No planeta, são cerca de 30 mil mulheres indo a óbito ao dia por doenças cardiovasculares, segundo a Organização Mundial da Saúde. É uma tragédia que precisa ser estancada já.

  


Antonio Carlos Lopes - presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica


Municípios apostam no uso da energia solar para ampliar modelo de desenvolvimento econômico, social e ambiental

Fruto de cooperação internacional entre a ABSOLAR e o C40 Cities, gestores públicos recebem propostas para elaboração e adoção de políticas públicas que acelerem o uso da tecnologia fotovoltaica nas cidades brasileiras
 

 

Em um trabalho de cooperação internacional entre a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) e o C40 Cities Finance Facility (CFF), acaba de ser lançado um guia de propostas para as cidades brasileiras avançarem no desenvolvimento de políticas públicas para o uso da energia solar, no sentido de ampliarem os modelos de desenvolvimento econômico, social e ambiental nos mais de 5 mil munícios espalhados pelo País.
 
O CFF, uma parceria conjunta liderada pela C40 Cities e a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit GmbH (GIZ), apoia cidades selecionadas no Sul Global por meio de suporte técnico e financeiro para a entrega de ações ambiciosas no combate às mudanças climáticas. Na fase atual, o CFF tem apoiado o Rio de Janeiro e Curitiba em projetos inovadores de energia solar. A ABSOLAR, que representa e promove o setor solar fotovoltaico no Brasil, tem sido, por sua vez, um dos principais impulsionadores da implementação acelerada da tecnologia fotovoltaica no Brasil, que em 2020 se tornou um dos dez maiores países do mundo com maior potência adicionada anual da fonte solar fotovoltaica no exercício. 
 
Os relatórios apresentados no documento trazem uma visão geral da situação atual da energia solar fotovoltaica no Brasil, cobrindo os benefícios socioeconômicos, ambientais e estratégicos da tecnologia. Descrevem como os municípios podem avaliar diferentes modelos de negócios para a implantação da energia solar fotovoltaica e fornecem um guia passo-a-passo sobre como planejar e desenvolver projetos fotovoltaicos, incluindo legislação, governança e aspectos técnicos.
 
“Os municípios no Brasil estão começando a apreciar os muitos benefícios do desenvolvimento de projetos solares fotovoltaicos. Além da economia nos custos de eletricidade, de novos empregos gerados e de um potencial impulso à imagem pública de qualquer administração, a energia solar fotovoltaica também pode reduzir as emissões de poluentes e gases de efeito estufa, compensando o uso de fontes não renováveis, tais como carvão, petróleo e gás”, acrescenta Ilan Cuperstein, Diretor Regional Adjunto para a América Latina do C40 Cities Climate Leadership Group. “Este guia é uma ferramenta fundamental para apoiar municípios brasileiros a implementar projetos de energia solar, trazendo economias significativas para os seus orçamentos, gerando empregos, tornando a energia elétrica mais acessível e colocando as cidades no caminho do cumprimento das metas climáticas do Acordo de Paris”.
 
“Nosso principal propósito com esta ação estratégica junto aos parceiros do C40 é apoiar os municípios brasileiros na elaboração, adoção e implementação de políticas públicas, programas e incentivos que acelerem a participação da energia solar fotovoltaica junto à sociedade brasileira, contribuindo para uma recuperação econômica sustentável dos municípios do País”, esclarece Rodrigo Sauaia, presidente executivo da ABSOLAR.
 
“Estamos prontos para colaborar em diferentes iniciativas junto ao ecossistema decisório brasileiro, incluindo mobilizar e engajar instituições nos governos municipal, estadual e federal, setor privado, instituições acadêmicas e organizações da sociedade civil”, complementa Sauaia.
 
“De fato, o Brasil tem o potencial de se tornar um líder global no uso da energia solar fotovoltaica. As horas e a intensidade do sol são altas em todo o País o ano todo, bem como os preços dos sistemas caíram nos últimos anos. Estes fatores contribuíram para a adoção exponencial desta tecnologia no País”, comenta João Fávaro de Oliveira, Assessor Sênior de Projetos da CFF no Brasil.
 
Segundo mapeamento da ABSOLAR, o mercado fotovoltaico no Brasil é responsável pela criação de mais de 275 mil empregos e cerca de R$ 48,5 bilhões em investimentos privados. O uso da tecnologia nos telhados, pequenos terrenos e nas grandes usinas centralizadas já mitigou mais de 9,9 milhões de toneladas de gases do efeito estufa na atmosfera.
 
A conclusão dos relatórios foi oficializada pelo CFF e a ABSOLAR em um evento virtual, em 10 de junho, que apresentou o guia de propostas às cidades brasileiras, com a presença de 27 municípios nacionais.
 
“A proposta do documento é, portanto, fornecer aos gestores municipais, tomadores de decisão e funcionários públicos informações que serão úteis para planejar, projetar, financiar e implementar sistemas fotovoltaicos solares. As cidades têm um potencial enorme para liderar a transição energética, aumentando a eficiência energética e a geração distribuída por fontes renováveis primeiro nos prédios públicos, dando o exemplo, e em seguida no setor privado, por meio de campanhas de conscientização, capacitação, legislação e incentivos”, conclui Alexandre Schinazi, Diretor Técnico da Mitsidi Projetos, líder do projeto da equipe de consultoria que desenvolveu o relatório.


 
Principais pontos da cartilha
 
Situação atual da energia solar fotovoltaica no Brasil
Benefícios da energia FV para os municípios
Leis e regulamentos do setor no Brasil
Modelos de negócios que podem ser adotados pelos municípios brasileiros
Governança e planejamento inicial de projetos solares municipais
Avaliações de viabilidade técnica e econômica
Compras
Financiamento de anúncios
Guia para projetar e desenvolver sistemas solares
Casos de sucesso do Brasil
 
Para acessar a cartilha na íntegra: https://www.c40cff.org/knowledge-library/a-revoluco-da-energia-solar-fotovoltaica-no-brasil-como-as-cidades-podem-se-beneficiar


O que se espera da saúde suplementar?

Quando o brasileiro contrata um plano de saúde, ele não busca apenas segurança e qualidade assistencial. Da saúde suplementar, os segurados querem a garantia de que serão atendidos com rapidez e no momento em que precisarem de suporte médico. Com esse cenário, a capilaridade da rede credenciada, a organização dos fluxos de atendimento e a disponibilidade dos serviços de urgência e emergência ganham importância especial – ainda mais durante uma pandemia de efeito global. 

Para entender se estamos no caminho certo, é preciso mensurar, quantificar, qualificar e entender os anseios de nossos clientes. Por isso, promovemos em conjunto com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) uma pesquisa de satisfação anual. O relatório, validado pela ANS, nos ajuda a identificar pontos sensíveis, fraquezas e potenciais. Os índices costumam ser positivos, superiores à 90% quando se trata da satisfação geral com os serviços, mas dois quesitos relacionados à atenção em saúde merecem destaque este ano. 

Uma das perguntas dizia “nos últimos 12 meses, quando você necessitou de atenção imediata, com que frequência você foi atendido pelo seu plano de saúde assim que precisou?” e 96% dos entrevistados avaliaram de forma positiva. Essa questão se refere, principalmente, aos serviços de urgência e emergência em pronto-atendimento ou pronto-socorro hospitalar. Sendo assim, o índice confirma nossa capacidade de adaptação e nossa eficiência em organizar os fluxos de pacientes durante a pandemia. 

Com a confirmação dos primeiros casos de Covid-19, em março de 2020, criamos um ambulatório específico para adultos sintomáticos respiratórios na área externa do Centro Integrado de Medicina (CIM) CIC, no bairro Cidade Industrial, em Curitiba (PR). Com esse formato, conseguimos manter o atendimento 24h tanto para os pacientes com suspeita de contaminação pelo novo vírus, quanto aos que chegavam à unidade com outras queixas de saúde – que não pararam ou diminuíram nesse período. 

O segundo motivo de orgulho está na pergunta “nos últimos 12 meses, como você avalia toda a atenção em saúde recebida?” e nas 91,6% avaliações positivas. Isso significa que nossos esforços para manter o acompanhamento multidisciplinar geral, principalmente de casos crônicos, gestantes e pacientes oncológicos deram resultado. Mais uma vez, o índice foi impactado pela organização dos fluxos assistenciais – mas agora na outra ponta da cadeia, nos atendimentos eletivos. 

Implementamos, rapidamente, o sistema de telemedicina em mais de 20 especialidades, evitando assim a interrupção terapêutica e garantindo a renovação de receitas para medicamentos controlados. Pelo telefone, conseguimos também monitorar a evolução de casos leves de coronavírus, orientar medidas de isolamento e direcionar o retorno ao pronto-atendimento, caso necessário. Reservamos ainda uma unidade específica para pacientes gestantes, imunossuprimidos ou em tratamento contra o câncer. 

Conseguir manter o patamar de satisfação e ter a certeza de que nossos clientes estão bem assistidos, em especial durante uma pandemia como a que vivemos, é motivo de muito orgulho. É resultado de um trabalho estratégico desenvolvido à base de gestão eficiente de recursos e planejamento médico e multidisciplinar, mas, acima de tudo, realizado com humanização.

 


Dr. Carlos Mortean - médico pediatria e detém profundo conhecimento em gestão de saúde e negócios para o setor suplementar. Com 25 anos de experiência, já presidiu a Abramge-PR/SC e, desde outubro de 2020, é diretor Assistencial da Paraná Clínicas, operadora do Grupo SulAmérica com sede em Curitiba (PR).

 

Paraná Clínicas

www.paranaclinicas.com.br

 

Liberdade e responsabilidade: o médico exige e agradece

Opinião

Vivemos momentos traumáticos no Brasil e no mundo. A pandemia ainda é desafio. A bem da verdade, nenhum de nós tem a menor ideia, nem por proximidade, de quando enfim venceremos a Covid-19.

Há dois anos, não havia uma só evidência de que enfrentaríamos a mais severa de todas as crises sanitárias da história. Por forças das circunstâncias, hoje, estamos em estado de plantão permanente em contendas pela saúde e a vida.


Cresce a importância, assim, da telemedicina e de suas inúmeras possibilidades. Ela certamente “pode” garantir boa funcionalidade e eficácia ao processo de reversão da demanda deprimida do Sistema Único de Saúde (SUS). Isso para ficar apenas em um exemplo que pede ação urgente e efetiva.


O quadro preocupa: somente entre março e junho de 2020, quatro primeiros meses da pandemia de Covid-19– houve redução de 61,4% nas cirurgias eletivas realizadas no Sistema Único de Saúde (SUS), conforme dados do Ministério da Saúde.


O Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) estima que algo em torno de 700 milhões de procedimentos ambulatoriais e hospitalares deixaram de ser efetivados na rede pública, também em decorrência do SARS-CoV-2.


Destaco que são números do início do caos Covid, tendo a situação se agravado demais de então até agora.


Tive cuidado e propósito ao frisar que a telemedicina “pode” ser essencial no enfrentamento à demanda reprimida (e a muitos outros, claro). O uso do condicional  é simplesmente porque ainda não existe regulamentação legal no Brasil. Um marco regulatório para a utilização das tecnologias em Medicina está em debate agora no Congresso Nacional.


A Associação Médica Brasileira acompanha as discussões com regularidade. Convida todos os médicos a também manter os olhos abertos, para evitar a aprovação de propostas que ameaçam nossas prerrogativas de melhor escolha, autonomia e decisão.


Defendemos que o médico tenha garantida a liberdade ética de ação no âmbito da telemedicina, como em todos os outros. Cabe exclusivamente a ele considerar como válida ou não, segundo sua própria avaliação, a primeira consulta feita por meio de plataformas digitais.


Se avaliar que a primeira consulta se dará com segurança e qualidade, respeitando as diretrizes da melhor Medicina e do Código de Ética Médica, perfeito. Caso prefira o contato inicial presencial, também está perfeito. Desde que haja concordância do paciente, em quaisquer definições.


A relação médico-paciente é a base da boa assistência quando associada às evidências científicas vigentes. Isto sim é a verdadeira autonomia do médico.


Aliás, quando à frente de possibilidades de bases sólidas e resultados comprovadamente satisfatórios, cabe ao médico decidir sempre. Às nossas entidades, fica a responsabilidade de resguardar esse direito, zelando para que não nos sejam apresentados caminhos que levem a precipícios e desastres. Ao fim da estrada da boa prática, todos devem ganhar.




 

César Eduardo Fernandes - presidente da Associação Médica Brasileira

  

Flexibilização em reajustes tornaria mais difícil ter planos familiares

Para especialista Mérces Nunes, aumento livre de preços colocaria direitos em risco e aumentaria judicialização

 

Pela natureza dos contratos de plano de saúde individuais e familiares, com consumidor de um lado e empresa do outro, os reajustes e demais itens do documento são sujeitos à autorização da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), direito garantido pela Lei 9.656/98 (Lei dos Planos de Saúde). No entanto, entidades que representam os planos de saúde têm defendido publicamente que os preços devem ser regulados pelo próprio mercado para fomentar a concorrência e dar mais possibilidade de escolha aos clientes. Mérces Nunes, advogada especializada em Direito Médico e sócia-titular do Silva Nunes Advogados Associados, não acredita que as operadoras tenham êxito nessa tentativa de alterar o modelo de reajuste dos planos nos contratos individuais ou familiares. "O critério eleito para diferenciar a competência da ANS para autorizar ou apenas monitorar os reajustes dos planos de saúde foi a própria vulnerabilidade do consumidor, pessoa natural, e este critério permanece inalterado", explica ela. 

Uma eventual alteração dessas normas só seria possível com edição de uma nova lei, por meio de Projeto de Lei ou Medida Provisória. O que temos no Brasil hoje é a saúde como um direito social fundamental reconhecido e assegurado pelo artigo 6º da Constituição Federal. A Constituição também autoriza que a iniciativa privada participe fornecendo serviços de saúde em caráter suplementar (artigo 199). "Sendo a saúde um direito fundamental social, todas as ações a ele relacionadas são de interesse público e por isso o exercício desta atividade é regulado, fiscalizado e controlado pelo Poder Público", afirma Mérces. 

Caso a lei venha a mudar, permitindo reajuste dos contratos individuais e familiares pelo mercado, o impacto para os consumidores seria muito grande. "Certamente a grande maioria dos consumidores não conseguiria manter os atuais contratos. Também acredito que a judicialização das demandas, propostas pelos consumidores para que o Judiciário corrija os abusos e as distorções praticadas pelas operadoras, aumentaria de forma muito significativa", afirma ela. 

A Lei 9.656/98 (Lei dos Planos de Saúde) diferencia os planos em individual ou familiar e coletivo, que são os empresariais ou por adesão). Já a Lei no 9.961/00 que instituiu a ANS, coloca Agência para autorizar e monitorar os reajustes anuais. Enquanto o reajuste anual dos planos individuais ou familiares deve ser autorizado pela ANS, o reajuste dos planos coletivos é apenas monitorado pela ANS. 

Segundo Mérces, ainda que os reajustes autorizados pela ANS para os contratos individuais e familiares eventualmente possam ser autorizados em percentual diferente dos pleiteados pelas operadoras, o equilíbrio econômico-financeiro das empresas não corre o risco de ser afetado. "Os reajustes praticados para os planos coletivos, que representam quase 80% das modalidades de planos de saúde, são extraordinariamente altos e muito superiores às despesas efetivamente suportadas pelas empresas", argumenta ela.


 

FONTE: Mérces da Silva Nunes - possui graduação em Direito - Instituição Toledo de Ensino - Faculdade de Direito de Araçatuba, mestrado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2006) e Doutorado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2014). É advogada, sócia-titular do Silva Nunes Advogados Associados e autora de obras e artigos sobre Direito Médico.


Decisão de STJ permite ao contribuinte pedir restituição nas cobranças de imposto sobre doação em vida após prazo de cinco anos

Doação de bens em vida é uma alternativa prática e eficaz para evitar conflitos, além de fazer valer o desejo dos doadores em vida.


A partilha de bens após a morte de um parente consta entre os momentos mais difíceis no histórico familiar. Afinal, todos já ouvimos casos de famílias que passaram por processos longos e dolorosos de divisão da herança, que se arrastam por anos e dificultam a partilha de bens, seja para grandes, ou pequenas fortunas. Diante de um cenário tão turbulento com mortes iminentes, a doação de bens em vida pode ser uma alternativa eficaz e prática para evitar esses conflitos, além de fazer valer o desejo dos doadores em vida. Segundo a sócia do Escritório Bernardes Advogados & Associados, Maria Juliana Fonseca Bernardes, são vários os motivos que mostram a vantagem da doação em vida. “Além de dividir o patrimônio antes da morte, o processo traz economia nos custos de impostos, se comparado com os altos custos de processos de divisão de bens, e ainda evita eventuais conflitos familiares que uma partilha sempre gera”, explica.

Outro benefício é que trata-se de uma maneira legal de transferir bens, como por exemplo, imóveis, e poupar a família de um processo burocrático, como o inventário. Além disso, economiza gastos já que os honorários advocatícios como a doação em vida variam muito, podendo chegar a até 20% do valor total do inventário. Vale destacar que, em casos familiares, é recomendável que a doação em vida seja inserida em um processo de sucessão familiar. A sucessão patrimonial em vida é simples e pode ser realizada diretamente no cartório, com a doação pura e simples dos bens para os nomes dos filhos, com pagamento do ITCMD, (exceto se isentos) e emolumentos de cartório. Na escritura de doação, podem ser acrescentadas cláusulas restritivas que preveem, por exemplo, que os bens doados não serão partilhados com os cônjuges dos filhos, ou que os bens doados não podem ser utilizados pelos filhos como garantia de empréstimos, fianças, financiamentos, etc.

Existe também uma outra vantagem da doação em vida: é que a transferência dos bens pode ser realizada aos poucos, conforme o “bolso” permitir, tendo, portanto, o seu impacto financeiro diminuído ao longo do tempo, diferentemente do inventário. Vale ressaltar que quem tem interesse nessa opção deve se antecipar e usufruir das taxas atuais do Imposto de Transmissão de Causa Mortis e Doação (ITCMD), que pode estar na lista de impostos que irão sofrer aumento pelo governo em breve, principalmente com o advento da pandemia que causou graves problemas de caixa da União e dos Estados. No entanto, para realizar o processo é importante entender todos os aspectos da operação da doação em vida de maneira segura, e, para isso, é recomendável buscar advogados especializados. Trata-se de uma maneira de reduzir erros e facilitar o processo de transferência.

Importante destacar que desde a criação de uma nova jurisprudência em maio deste ano, os impostos que advém da doação em vida só podem ser cobrados em até cinco anos do primeiro dia do exercício seguinte ao que o lançamento poderia ser efetuado pela Receita, ou seja, os contribuintes não podem ser obrigados a arcar com esse imposto após o vencimento do prazo. Existem atualmente milhares de processos tramitando no STJ sobre pessoas que recebem doações em vida e têm problemas relacionados ao cumprimento de prazos para arrecadação do ITCMD. Com o ganho desta causa integral e inédita do Escritório Bernardes Advogados & Associados no que diz respeito ao prazo para cobrança do tributo, a doação em vida tornou-se ainda mais atrativa. “Além de que os contribuintes que pagaram o tributo em cobranças feitas em prazos maiores, poderão pedir restituição desde que esteja dentro do período de cinco anos do pagamento. Os valores podem ser significativos, a depender do valor doado”, diz Maria Juliana.  

Com o advento da pandemia e o alto número de óbitos, todos estão suscetíveis às incertezas e situações de óbito inesperado na família. Diante disso, a doação em vida tende a diminuir os desgastes com a sucessão, além de ser mais rápida e barata que a realização de um inventário. Vale destacar que a doação em vida é uma das maneiras de realizar o planejamento sucessório, portanto, é importante que ela seja analisada junto de alternativas, em conjunto com um especialista, para que o planejamento seja feito da maneira mais eficiente possível.

 

O ESG já é uma realidade no Brasil?

A Cúpula do Clima, realizada no final de abril e liderada pelo presidente norte americano Joe Biden, fez com que vários países se posicionassem referente às questões da emergência climática e à busca por uma “descarbonização” das suas matrizes energéticas, atividades comerciais e melhoras nas políticas ambientais.

Líderes mundiais apresentaram as suas metas das agendas climáticas e a importância do tema para a criação de empregos, novas tecnologias e a busca da tal “economia verde”. Esta reunião que durou dois dias foi uma preparação para a COP-26, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em Glasgow, na Escócia, em novembro deste ano. É neste encontro oficial das Nações Unidas que os países, oficialmente, se comprometem e fazem os acordos geopolíticos perante outros países, empresas, ONGs, jornalistas, entre outros.

Todo este movimento acaba repercutindo nas empresas, nos investidores e nos negócios, principalmente, no tema que tanto povoa a minha “bolha” digital, o tal do ESG. Para aqueles que ainda não estão acostumados com a sigla, o termo tem a ver com uma gestão mais sustentável, fazendo com que a empresa pense não somente na questão financeira do negócio, mas também em todos os indicadores e resultados ligados ao ambiental (Environmental), social (Social) e à governança (Governance).

O número de fundos ESG em 2020 disponível para investidores americanos cresceu para quase 400 – um aumento de 30% em relação a 2019 e um aumento de quase quatro vezes em uma década, de acordo com a Morningstar, uma grande e independente empresa de pesquisas de investimentos. Inclusive, em novembro de 2020, esta empresa, formalmente, integrou o ESG em suas análises de ações, fundos e gestores de ativos.

No Brasil, segundo a pesquisa “A evolução do ESG no Brasil”, da Rede Brasil do Pacto Global e da Stilingue, de abril de 2021, 78% da geração dos Millennials e 84% da geração Z declaram optar por este tipo de investimento. E no ano de 2020 a discussão deste tema cresceu sete vezes mais, em relação ao ano anterior.

Mas será que é só uma discussão das redes?

Parece que não, pois a pesquisa mostra ainda que 84% dos representantes do setor empresarial afirmaram que aumentou o interesse em 2020 em relação a entender mais sobre esta agenda e sobre os critérios ESG.

Nas respostas das 308 empresas que fazem parte da Rede Brasil do Pacto Global, foi constatado que as empresas estão atuando com vários tópicos e indicadores do ESG, sendo que as cinco iniciativas mais atuantes nas empresas atualmente são: 79% criação de mecanismos de compliance e governança; 76% na gestão de resíduos, reciclagem e reaproveitamento; 68% na criação de comitês e órgãos de governança buscando a integridade da organização; 61% de apoio à Covid-19; e 60% no apoio às comunidades no entorno.

O interesse para entrar em fundos e índices de sustentabilidade corporativa também aumentou, segundo o Índice de Sustentabilidade Empresarial – ISE da B3, o número de empresas inscritas para fazer parte desta carteira foi 69% maior em 2020, comparado ao ano de 2019. Mostrando a importância deste que é o quarto índice de sustentabilidade corporativa criado no mundo, e o primeiro no Brasil, que levanta os critérios de eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa em cada uma das empresas. Desde 2005 até dezembro de 2020, o ISE apresentou uma rentabilidade de +315% contra +272% da Ibovespa.

Ainda sobre os fundos, de acordo com o levantamento na Morningstar e Capital Reset, os fundos ESG no Brasil captaram R$ 2,5 bilhões em 2020, sendo que mais da metade deles havia sido criada nos últimos 12 meses.

E este ecossistema está crescendo, pois no ESG Tech Report da Distrito, de maio de 2021, são apresentadas as várias empresas de tecnologia que estão trabalhando com os temas de ESG, mostrando que já começa a ser formada uma rede de serviços, apoio e funcionalidades para uma melhor gestão e reporte das questões de governança, ambiental e social das empresas. 

Mas as empresas estão colocando o ESG no seu dia-a-dia?

A resposta é sim, desde que eu trabalhava nas grandes empresas, as ações ligadas à temática estavam acontecendo, talvez menos mensuradas e relatadas naquela época, quase uma década atrás. Empresas, como a Vivo, que acabou de lançar o seu relatório de sustentabilidade 2020, conta todos os pontos de ESG nas mais de 100 páginas de relatos. Ou a Klabin que, além das várias ações que realiza, criou indicadores específicos atrelados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU, os KODS – Objetivos Klabin para o Desenvolvimento Sustentável. Estas e muitas outras empresas estão inserindo a temática diariamente nos objetivos, metas, processos e com melhorias constantes. Nossos colegas profissionais pelo desenvolvimento sustentável estão arduamente trabalhando para a implantação do ESG na prática.

É um processo de aprendizado constante, uma nova forma de gerir os negócios, não pensando somente na lucratividade a qualquer preço e a qualquer custo. Até o tradicional bônus das metas está sendo alterado, como exemplo disso temos a Duratex, que atrelará 10% da remuneração variável de executivos às metas ESG da empresa.

Estes são os novos tempos pós-pandemia que precisaremos mudar de vez, o tradicional mindset com somente um foco e de processos lineares. Empresas, mais ESG, por favor!

 


Marcus Nakagawa - professor da ESPM; coordenador do Centro ESPM de Desenvolvimento Socioambiental (CEDS); idealizador e conselheiro da Abraps; e palestrante sobre sustentabilidade, empreendedorismo e estilo de vida. Autor dos livros: Marketing para Ambientes Disruptivos e 101 Dias com Ações Mais Sustentáveis para Mudar o Mundo (Prêmio Jabuti 2019).

www.marcusnakagawa.com, www.blogmarcusnakagawa.com;

@ProfNaka


Não sabe como fazer networking empresarial?

Especialista ensina dicas práticas e eficientes para quem almeja se tornar um networker

 

É importante entender que praticar networking requer dos empreendedores e empresários uma postura comportamental, no dia a dia, para facilitar essa prática de relacionamento.

Vale lembrar que existe uma limitação cultural por parte de muitos empresários e empreendedores, uma vez que o mercado enfrenta barreiras e desafios a vencer diante da solidão empresarial a qual muitos empreendedores se sentem expostos.

“Neste sentido, onde entra o relacionamento? Como podemos internalizar uma cultura de apoio empresarial? Como entender as parcerias significativas que o networking pode proporcionar?”, reflete o consultor Kalil Lucena, especialista no tema e sócio fundador da Rede Kai, comunidade de empresários que proporciona networking com propósito aos seus membros

Ele destaca que, por isso, é fundamental entender que essa prática tem que ser diária e em pequenas doses, para que seja possível compreender a sua importância e o efeito dia a dia.

Portanto, o especialista aponta três dicas, simples e básicas, mas que ajudarão os empresários a iniciar a prática do relacionamento:


1. Você não conhece muitas pessoas?

Sempre que falamos em networking, estamos tratando de relacionamento entre pessoas. Se pensar que não conhece quase ninguém, que tem uma rede muito fraca ou que não tem contatos significativos, cuidado, pois isso não é uma verdade absoluta. Todos nós conhecemos pessoas importantes.

Então, vale dizer que esse é um exercício que você pode começar a praticar agora, olhando para três caminhos:

• Quais foram as pessoas com as quais você já trabalhou ou prestou serviço?

• Quais são as pessoas que estão atualmente ajudando ou atuando em parceria com você?

• Quem você gostaria que estivesse conectado com você em um futuro bem próximo?


Ainda assim, pense:

• Quem você conhece que tem muita influência?

• Quem você conhece que tem o perfil de conectar pessoas?


Essas reflexões são muito importantes, pois ao listar as pessoas percebe-se que a rede não é enxuta como na ideia inicial. Muito pelo contrário, é preciso parar para fazer essa atividade e ver o quão significativa ela é. Na segunda reflexão, estamos falando de pessoas que são influenciadoras e que gostam de criar conexões.


2. É possível estabelecer parcerias significativas?

Sim, é possível! Para isso, chame as pessoas listadas acima para uma conversa. Será possível enviar uma mensagem pelo celular, perguntar como ela está e como estão os negócios. Pergunte ainda como tem enfrentado os desafios que temos vivido nos últimos tempos e valide como tem buscado apoio para seus negócios. E, por fim e não menos importante, ofereça ajuda!

Seguindo o pensamento do escritor e palestrante John Cassis Maxwell: “As pessoas não se importam com o quanto você sabe, até saberem o quanto você se importa com elas.”. Há muitos negócios, parcerias, empreendimentos e até sociedades criadas por essa iniciativa. Isto significa pensar de maneira abundante e entender que essa energia funciona no mundo dos negócios, sobretudo, na prática do networking profissional. É fundamental desenvolver a mentalidade sobre “Como posso te ajudar?” ou até mesmo “Como podemos nos ajudar?”.


3. Mas eu não tenho tempo. E agora?

Tempo é o bem mais precioso que todos têm e sabem o quanto se torna escasso diante de tantas atividades diárias.

Para colocar em prática as dicas acima, é preciso dispor de algum tempo. Então, comece devagar e vá avançando aos poucos. Introduza a prática diária deste trabalho com tranquilidade, pois é importante ter organização!

Sidnei Batista, coach de negócios e membro da Rede Kai – Vila Olímpia, sugeriu uma experiência com os membros integrantes do grupo na qual resultados significativos estão sendo colhidos: “Separar 10 minutos do dia para fazer essas atividades. Sim, apenas 10 minutos diários!”.

Saiba o quanto é importante criar uma rotina de cultivo ao networking e isso pode acontecer em doses homeopáticas para se tornar grande e poderosa. Então faça essa experiência sugerida, crie a lista de pessoas que já conhece ou quer conhecer, estruture uma forma de chamá-las para um bate papo, seja por mensagem ou por vídeo, utilizando a técnica dos 10 minutos diários. Você perceberá o quanto isso poderá te ajudar!

“Na Rede Kai, temos o objetivo de colaborar com o desenvolvimento do networking empresarial, que passa a se tornar uma ferramenta estratégica de marketing para as empresas. Por isso é fundamental trabalharmos com os empresários e empreendedores que participam da rede com a mudança de mindset para potencializar negócios”, explica Lucena.

As técnicas apresentadas aqui são simples, mas requerem comprometimento e organização. Por isso, praticar o significado do nome Kai faz todo sentido, onde o foco é buscar aquilo que se espera para as empresas, por meio da ética e da disciplina.

O Big Data Analytics no auxílio à prevenção e gerenciamento de futuras pandemias

O mundo enfrenta uma pandemia que já dura um ano e meio e que não tem ainda uma data para acabar. A Covid-19, ao contrário de algumas outras doenças pandêmicas já combatidas, é transmitida com a circulação das pessoas em viagens globais, se espalhou rapidamente, atingindo mais de 160 milhões de pessoas até maio de 2021, causando quase 4 milhões de mortes. Números esses que,  infelizmente, são atualizados todos os dias. 

Com o aumento no número de casos e de mortes, percebemos a necessidade de mais preparo e de modelos que possam simular como uma crise dessa amplitude poderia ser enfrentada. Se os países mais desenvolvidos e seus governos pudessem juntar forças, seria possível vislumbrar a criação de um sistema global de alerta e monitoramento e, assim, estaríamos melhor preparados para lutar contra o coronavírus.

O que ouvimos é que não há como prever uma tragédia ou coisa parecida, mas será que não temos tecnologia suficiente para isso? A falta de robustez das plataformas de compartilhamento de dados em saúde ainda é um limitador de investigações epidemiológicas, orientações de protocolos de tratamento e evolução nos processos de combate. Contudo, hoje, temos a ciência e a tecnologia à nossa disposição. Se usarmos os recursos e o conhecimento de forma adequada, poderemos prever e evitar futuros desafios tendo como grande aliado o uso de Big Data Analytics

Todos os dados gerados por meio do uso de dispositivos conectados são passíveis de análises minuciosas, sejam eles fornecidos por hospitais, institutos de pesquisa, empresas médicas, agências governamentais, agências mundiais, pacientes ou indivíduos. São informações que podem ser utilizadas para obter insights que levarão a tomadas de ações oportunas para prevenir novas crises de saúde globais. O aumento da pesquisa e do desenvolvimento é a chave para a criação de um sistema compartilhado de alerta e resposta. 

Atualmente, pesquisadores identificaram algumas áreas onde o uso do Big Data tem forte potencial para análises na indústria farmacêutica. Neste mercado, a tecnologia já é utilizada para acelerar o processo de descoberta e desenvolvimento de medicamentos em casos de surtos, mas ainda se mostra urgente a necessidade de termos um sistema que permita o desenvolvimento rápido de vacinas em casos de pandemia, ou que garanta a identificação de medicamentos promissores a partir da análise de dados compartilhados, acelerando também todo o processo de combate às doenças.

Esforços têm sido colocados em prática para construir prontuários com dados comuns, identificando intervenções necessárias no longo prazo e criando ações colaborativas, o que deve ajudar em situações futuras. O Big Data Analytics nos permite essa melhor preparação, porém vem com seu conjunto de desafios a serem enfrentados. Um deles é a segurança cibernética, pois os dados podem ser roubados, corrompidos ou ainda utilizá-los para criar falsos gatilhos nos sistemas, gerando um alerta inexistente e um possível pânico global.

Além disso, o uso de dados não estruturados tem grande chance de serem imprecisos e tendenciosos. Outro forte desafio está ligado às questões legais e éticas do uso de informações de mídias sociais para a vigilância formal de doenças.  Ou seja, precisaríamos de melhorias na estrutura digital e de um grande número de profissionais aptos a utilizá-la. Também seria necessária a colaboração interdisciplinar, envolvendo áreas como inteligência artificial, machine learning,  biologia, farmacologia, biomedicina e modelos populacionais para alavancar o uso do Big Data.

Para que isso aconteça com precisão, é necessário o desenvolvimento de plataformas que apoiem a colaboração entre as empresas e que estejam calibradas para identificar pacientes em nível global, gerenciando um surto à medida que progride. Sem dúvida, a detecção antecipada de um surto pode impedi-lo de se tornar uma epidemia,  e o caminho mais rápido para isso é utilizar o Big Data Analytics como ferramenta de monitoramento. Detectar padrões e criar alertas vão auxiliar na prática de protocolos direcionados à saúde. Assim, o objetivo das grandes corporações mundiais deve se voltar à construção de um ecossistema eficiente e benéfico, que impeça que casos isolados, novamente, tornem-se catastróficos.



Rodrigo Mello - Head de Application Development and Maintenance – Data Analytics Practice da Infosys

 

O futuro da mão de obra na indústria brasileira

Há anos tenho uma grande preocupação com a mão de obra qualificada para todos os setores, mas principalmente para a indústria e, mais precisamente, a indústria metalmecânica. Tenho atuado em várias frentes, demonstrando a necessidade de projetos nessa direção. Para que tenhamos sucesso, é preciso o engajamento das universidades, das entidades, dos governos e das pessoas que querem trabalhar em funções mais qualificadas. O nosso setor em específico (setor de máquinas) é um dos que melhor remunera e, obviamente, é um dos que mais demanda qualificação. Lendo um artigo do Dep. Alexis Fonteyne, resolvi escrever este texto usando, inclusive, partes da publicação.

“Ensinar a pescar” é capacitar uma pessoa para um ofício, treinar, emergir no conhecimento, seja ele o tradicional repassado a um jovem aprendiz, o técnico, o científico, até o altamente especializado. Nossa força de trabalho no Brasil segue desqualificada, os incentivos para qualificação partem muito mais da iniciativa privada para atender à sua própria demanda, do que de uma política nacional estruturada de formação. Essa parte do artigo eu achei espetacular, mas vou além disso. Precisamos dar os instrumentos de pesca, ensinar a pescar e ainda mostrar os benefícios da pesca. As novas gerações, além dos instrumentos, precisam ser preparadas na teoria e na prática, mas necessitam entender os motivos ou objetivos pelos quais devem se sacrificar na preparação.

Cito como exemplo da minha tese a minha cidade de Bento Goncalves - RS, por eu viver aqui, claro, mas principalmente por conhecer todo o Brasil, reconheço que é uma das cidades mais espetaculares do país. Meu pleito aqui na cidade com o executivo é um projeto de qualificação geral da mão de obra, pois entendo que o turista bem atendido é o melhor plano de marketing que podemos fazer. Qualificar a mão de obra nos hotéis, restaurantes, vinícolas é retorno garantido dos turistas e, seguramente, pode despertar o interesse de outros turistas em conhecer a região e desfrutar do bom atendimento, que se torna sempre referência. Obviamente, nesse mesmo projeto, nessa mesma demanda, inclui-se a qualificação dos demais profissionais, seja da indústria, dos serviços, da saúde da segurança ou da educação. Minha proposta é a união do público com o privado para sermos mais fortes e termos maior velocidade na preparação e qualificação das pessoas. A qualificação não vem da escola convencional, essa é responsável pelo ensino básico. O que de fato precisamos promover são as escolas técnicas e as oportunidades de ingresso no mercado de trabalho, iniciando pelas miniacademias corporativas ou espaços trainee dentro das empresas. A cultura do desenvolvimento dentro das empresas precisa evoluir muito, é necessário ter sempre pessoas em desenvolvimento para as funções simples ou para as funções gerenciais e até diretorias. É espetacular quando se pode promover alguém internamente. Além do orgulho em proporcionar o crescimento, provavelmente será mais assertivo ter um gestor que conhece a empresa, a cultura e o time.

Em nossa empresa (Robopac Brasil), possuímos 150 funcionários muito bem qualificados conforme a necessidade da respectiva função, e somos incansáveis na preparação dos mesmos. Anualmente são mais de 6.000 horas de treinamento no total, para buscar o melhor desempenho e a melhorar performance de cada um. A nossa experiência de 23 anos nos mostrou que qualificar é mais do que necessário, é estratégico para a sustentabilidade e solidez da empresa. Talvez isso seja uma das provas do nosso crescimento. Nos últimos sete anos, crescemos em média 25 % com um significativo aumento do resultado. Trabalhamos para engajar todos na busca dos nossos objetivos e somos totalmente transparentes e honestos em todos os processos, afinal, integridade é um de nossos valores. Somos inconformistas, também um de nossos valores; trabalhamos constantemente na melhoria dos nossos processos e dos nossos produtos, mas principalmente na capacitação das pessoas. Estamos em uma nova planta há dois anos, estrutura totalmente pensada para pessoas, desde o estacionamento, condições climáticas, segurança, ergonomia, restaurante, área de estar e layout em geral, com o objetivo de engajá-las e mantê-las em nossa empresa pelo maior tempo possível.

Mais uma parte do artigo que me chama atenção. “Ensinar a pescar” é necessário. Mas será suficiente?

Certamente não é! Para não perdermos a oportunidade de revelar e de reter talentos, será preciso mais do que ensino. Investir exclusivamente na formação, com rigor, alta performance e disciplina revela talentos, desperta o interesse, cria fundações e transmite conhecimento, mas se não houver ambiente para desenvolver todo esse potencial, perdemos essa riqueza. Os governos dos municípios, dos estados, mas principalmente do país precisam se mobilizar, pois a qualificação da mão de obra é resultado direto da redução do custo Brasil.

O nosso setor de máquinas e equipamentos é um dos setores industriais que mais precisa de pessoas na operação. Pouco podemos automatizar, principalmente no meu caso, em que as máquinas são customizadas. “Aqui pessoas fazem máquinas para facilitar a vida e o trabalho de pessoas”, não eliminamos mão de obra, reduzimos, mas mais do que isso, disponibilizamos facilidade e soluções para que outras pessoas produzam com menor esforço, alimentos, saneantes, cosméticos, bebidas, etc. Desenvolvemos tecnologias que geram riquezas, melhoram a produtividade e a qualidade de vida e dos produtos. As máquinas que produzimos estão presentes na maioria dos lares no Brasil, seja em um alimento, em um produto de limpeza ou em um cosmético. O nosso setor é tecnologia, é eletrônica, é inovação, é um dos mais importantes na distribuição de renda, pois remunera bem e qualifica. Somos o motor da melhoria de produtividade, as tecnologias embarcadas nas máquinas evoluem muito a cada ano e nos permitem ser mais produtivos e mais competitivos. Conheça nossas indústrias mais modernas nesse setor e comprove a nossa evolução e a nossa força. Poucos conhecem ou sabem o quanto importante é a indústria de máquinas no Brasil. Somos tecnologia, somos evolução, somos top.

Precisamos unir forças do setor privado, entidades e governo, estruturar um projeto global de capacitação profissional e executar. O nosso país é um gigante adormecido, temos inúmeros recursos e temos tudo para sermos uma verdadeira potência econômica. Precisaremos nos mobilizar em relação à qualificação da mão de obra antes de se tornar uma falta insustentável, pois urgente já é. Se necessário for, vamos disponibilizar os equipamentos de pesca, ensinar a pescar, ensinar a cozinhar o peixe e ensinar a comer e desfrutar para entender que o esforço vale a pena.

 


Judenor Marchioro - conselheiro da ABIMAQ, vice-presidente regional da associação no Rio Grande do Sul e diretor executivo da empresa ROBOPAC.


Na sala de espera do pós-pandemia

Como será a escola brasileira quando a pandemia passar? Estaremos melhor preparados caso novas pandemias apareçam no futuro, daqui a cinco ou 20 anos? É difícil não tentar adivinhar de que formas absorveremos os impactos e as lições deste momento tão complexo para a Educação brasileira. No entanto, em termos de Educação, nenhuma transformação é rápida ou indolor. As feridas abertas por tantas adaptações e tantas perdas ao longo do último ano ainda não estão sequer fechadas. Sua cicatrização é ainda um horizonte distante e será preciso pensar primeiro no presente que ainda persiste, antes de nos debruçarmos sobre o futuro hipotético.

É justo lembrar que nenhum dos problemas enfrentados hoje pelas escolas deste país é novo. O que a pandemia fez foi salientar as questões estruturais deficitárias com as quais a escola brasileira sempre conviveu. Principalmente - mas não apenas - a escola pública. E, mesmo dentro da escola pública, muitas realidades distintas se sobrepõem. Para quem trabalha com Educação, nada disso é novidade. No entanto, há mais de um ano esses problemas saltaram os muros das escolas e ficaram expostos ao restante da sociedade, que foi convocado a olhar para essas condições. A atual circunstância pode gerar dois tipos de reação: 1) reconhecer as imperfeições e tentar entender como é possível minimizá-las; ou 2) simplesmente apontar os erros, sem propor possíveis maneiras de repensá-los.

Um dos traços mais marcantes desta pandemia é a capacidade de nos fazer refletir sobre a impermanência de tudo aquilo que considerávamos garantido. Uma constatação, aliás, já preconizada por Zygmunt Bauman e sua modernidade líquida: a única constância é a inconstância. As respostas não são certas na vida contemporânea. Isso não se deve apenas à pandemia e se aplica a todos os aspectos de nosso cotidiano, inclusive à Educação.

Fala-se muito, há muito tempo, sobre revolução educacional. Dizem que é preciso mudar a Educação, que precisamos de grandes mudanças. Pois bem, essas grandes mudanças chegaram. Mas as grandes mudanças provocam incômodo, levam tempo e demandam muito trabalho. Isto posto, todos os elementos envolvidos na formação de nossos jovens precisam considerar essa condição. A formação docente precisa olhar para essas incertezas; a organização do espaço físico deve compreender possibilidades antes desnecessárias; a proposta curricular tem de identificar de que formas os diferentes saberes podem ser trabalhados em circunstâncias diversas. Embora a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) fale sobre isso, nunca antes foi tão urgente vivenciar essas reflexões para que a escola esteja cada vez mais consonante com a multiplicidade que se apresenta.

Nesse cenário, construir políticas públicas é parte de um processo muito mais profundo. Nossas crianças apresentarão marcas deste período que estão passando fora da escola. Então, qualquer esforço precisará contemplar essas cicatrizes. Quanto mais autonomia a escola tiver para lidar com suas próprias necessidades, melhor. Na pesquisa Vozes Docentes, realizada pela rede Conectando Saberes, 97% dos professores afirmam que gostariam de participar da construção de políticas públicas de seus municípios. Isso acontece porque há questões que são muito particulares de cada um dos rincões do Brasil. Há que se rever pontos como merenda escolar, transporte, permanência desses alunos na escola. Não se trata apenas de evitar que eles evadam ou que percam um ou dois anos letivos, mas, principalmente, de garantir uma aprendizagem efetiva e de qualidade. Antes de desenhar políticas para uma futura pandemia, é fundamental olhar para a pandemia atual. Tentar entender que segmentos da legislação e da documentação escolar não cabem em uma escola que se depara com o inesperado e, assim, agir juntos, como sociedade, para melhorar essas especificidades.

É uma característica da Educação desconstruir-se e reconstruir-se continuamente. Por isso, uma das maiores armadilhas neste momento é imaginar que, quando tudo passar, nossos alunos voltarão a viver a escola que viviam antes de 2020. Aquela escola não existe mais. Talvez o mais importante seja entender que o que estamos vivenciando não é uma sala de espera para um futuro pós-pandêmico, mas uma realidade concreta. Havia um jeito de educar antes da pandemia, há um jeito de educar agora e haverá um terceiro jeito de educar no amanhã.

Talvez seja preciso entender que, caso essa situação se repita no futuro, novamente não saberemos como agir. Porque seremos outros, o cenário será outro. E, se não podemos preparar uma mochila de emergência, podemos estar mais abertos a uma escuta ativa, um olhar comprometido, uma escolha atenta e verdadeiramente empática. Essa atitude pode servir para uma próxima pandemia, mas também para receber os alunos de volta amanhã ou depois. Se, como disse Bauman, não há certezas, precisamos estar preparados para agir com o coração pleno, mesmo na incerteza.

 


Angela Biscouto - consultora pedagógica do Sistema de Ensino Aprende Brasil.


Seis passos que toda organização deve seguir para gerenciar melhor os serviços em nuvem

Na última década, a computação em nuvem se tornou a nova norma para organizações de quase todos os setores. A expansão de serviços em nuvem, um dos segmentos de gastos com TI que mais cresce, continua a transformar as operações, investimentos e gestão dos recursos de TI das empresas. De acordo com uma pesquisa da Flexera, aproximadamente 93% das empresas têm uma estratégia de nuvem múltipla e 87% optam por um ambiente de nuvem híbrida. No entanto, apesar do maior interesse e investimento em nuvem, os entrevistados da Flexera estimaram que 30% dos gastos com nuvem de suas organizações estão sendo em vão. 

Tirar o máximo proveito dos recursos em nuvem e da transformação digital é mais do que apenas integrar tecnologias recentes; trata-se de criar uma estrutura de gerenciamento de serviços aprimorada que possa fornecer resultados consistentes e confiáveis ​​a longo prazo. Ainda mais em uma realidade de consolidação do teletrabalho, conforme aponta o estudo Digital Workplace Insights, da Unisys, em que líderes e funcionários latino-americanos concordam que o trabalho remoto é tão ou mais produtivo do que o realizado em escritórios. 

À medida que as organizações integram mais serviços em nuvem e provedores terceirizados em suas operações, os CIOs e outros executivos devem desenvolver estratégias formais para colocar os investimentos em nuvem no contexto das decisões de negócios e objetivos operacionais. Eles também precisarão garantir que seus processos de gerenciamento de serviço estejam prontos para a nuvem antes de fazer a transição para um ambiente híbrido ou totalmente em nuvem. 

Compartilho seis passos que toda organização deve seguir para garantir que seu gerenciamento de serviços esteja pronto para a nuvem:

 

Passo 1: Avalie seu ambiente de gerenciamento de serviço de TI

Antes que novas plataformas e serviços em nuvem possam ser integrados com sucesso a um ambiente legado, os líderes de TI devem determinar qual o status atual de suas políticas e práticas de gerenciamento de serviço de TI (ITSM) existentes. Esta etapa é crucial para detectar ineficiências, áreas onde é necessária mais visibilidade e antecipar problemas de conformidade que podem surgir na migração para a nuvem.

 

Passo 2: Mapear a arquitetura de serviço e os processos de negócios

Depois de avaliar seus ambientes de ITSM atuais, as organizações compreenderão melhor as relações e dependências de seus sistemas legados. Essas conexões ocultas muitas vezes passam despercebidas até que surja um problema, impedindo os líderes de TI de tomar uma posição proativa durante a migração para a nuvem. Por exemplo, mover dados aleatoriamente para armazenamento baseado em nuvem pode impedir que usuários e aplicativos acessem informações importantes, geralmente demonstrando uma falta (ou necessidade) de gerenciamento de mudança organizacional (OCM). É preciso levar em conta também a classificações de dados, mapeamento de dependências e propriedade do banco de dados de gerenciamento de configuração (CMDB).

 

Passo 3: Selecione os serviços em nuvem que atendam às necessidades de negócios específicas

A natureza altamente competitiva do mercado de serviços em nuvem criou desafios para organizações que buscam usar TI baseada em nuvem para resolver problemas de negócios específicos. Como resultado, as empresas podem investir mais do que o necessário em serviços e recursos que não usarão ativamente ou investir menos em tecnologias essenciais que servem como base para suas iniciativas mais amplas de transformação da nuvem. 

Encontrar o equilíbrio certo entre os diferentes provedores de nuvem é fundamental para o sucesso de qualquer migração para a nuvem. De acordo com o Relatório de Estado da Nuvem de 2020 da Flexera, aproximadamente 35% dos gastos com nuvem são desperdiçados devido a aplicativos incompatíveis, gastos excessivos e planejamento de gerenciamento de serviço inadequado. Em vez de priorizar soluções de nuvem específicas, os líderes de negócios devem selecionar parceiros de serviços em nuvem que possam ajudar a resolver desafios específicos e preparar seus principais sistemas de TI para o futuro.

 

Passo 4: Priorize a integração perfeita com a nuvem

Mudar para a nuvem oferece uma variedade de benefícios para as empresas de hoje, desde custos operacionais mais baixos até maior visibilidade dos fluxos de trabalho essenciais aos negócios. No entanto, a chave para a adoção bem-sucedida da nuvem é a integração entre diferentes ferramentas, aplicativos, processos de negócios e data warehouses, não os próprios serviços de TI. Isso é particularmente importante para organizações que dependem de vários provedores de nuvem diferentes: o Gartner observa que uma estratégia de várias nuvens pode ajudar a reduzir a dependência do fornecedor, mas também pode apresentar uma variedade de complexidades ao processo de migração. Antecipar os requisitos dos agentes de nuvem e implementar estratégias bem definidas de integração e gerenciamento de serviços (SIAM) é fundamental, independentemente de as empresas operarem em ambientes híbridos ou com várias nuvens.

 

Passo 5: Incorpore a detecção de anomalias de ML e AI

A automação se tornou uma tendência dominante no mercado de serviços em nuvem à medida que mais organizações buscam eliminar (ou simplificar) processos manuais. A detecção avançada de anomalias e AIOps permitem que as organizações respondam às emergências antes que elas aconteçam, reduzindo as interrupções e o tempo de inatividade não planejado. Esses recursos preditivos, considerados em conjunto com a abordagem de valor de serviço ITIL 4, fornecem uma imagem mais holística da entrega de serviços habilitada para TI e mais supervisão dos fluxos de trabalho de gerenciamento de chaves. 

Conforme as organizações embarcam em sua jornada de transformação da nuvem, os líderes de TI precisarão considerar como a inteligência artificial, o aprendizado de máquina e a detecção de anomalias podem aprimorar seus recursos de gerenciamento.

 

Passo 6: Desenvolver um ciclo de vida de gerenciamento de serviço mais automatizado

Mesmo depois de uma organização ter integrado serviços em nuvem, ela ainda precisa gerenciar ativamente seus recursos e cargas de trabalho para permanecer adaptável às mudanças nas tendências de negócios. Os aplicativos e serviços corporativos não são estáticos; eles exigem monitoramento e atualização constantes para fornecer o serviço ininterrupto que os funcionários e clientes esperam. Por isso as organizações devem criar uma estrutura que as ajude a identificar, definir, gerenciar e automatizar seus próprios serviços de TI. 

O desenvolvimento de um ciclo de vida de gerenciamento digital personalizado pode dar às empresas uma vantagem competitiva e ajudar a identificar ineficiências ocultas que afetam a experiência do usuário. Se a tecnologia é a força vital das organizações modernas, o gerenciamento de serviços é o tecido conectivo que mantém tudo unido.


 

Marcus Borba  - Fundador da Borba Consulting

 

 

Unisys

https://www.unisys.com.br

Redes sociais: LinkedIn, Facebook, Twitter e Instagram.

 

Posts mais acessados