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terça-feira, 2 de março de 2021

Portabilidade de carências

ANS lembra as regras para mudar de plano sem cumprir novos períodos de carência


Portabilidade de carências é o direito que o beneficiário tem de mudar de plano de saúde, na mesma ou em outra operadora, sem a necessidade de cumprir novamente períodos de carências ou Cobertura Parcial Temporária já cumpridos. Esse direito é garantido a todos os beneficiários de planos de saúde contratados a partir de 2/01/1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98 (planos novos), independentemente do tipo de contratação do plano. Ou seja, beneficiários de planos individuais/familiares e de planos coletivos, por adesão ou empresarial, podem solicitar a portabilidade de carências para buscar, por exemplo, um plano mais barato, melhor qualidade da rede prestadora ou ainda melhor atendimento por parte da operadora, entre outros motivos.   

Entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, houve um aumento de 45% na consulta para realização da portabilidade de carências de acordo com os protocolos de portabilidade emitidos pelo Guia ANS de Planos de Saúde (passando de 20.934 para 30.395 protocolos emitidos no período de um mês). Em um ano, entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021, o aumento foi de 28%, saindo de 23.701 protocolos emitidos para 30.395.  

A movimentação demonstra a importância da portabilidade de carências para a manutenção do beneficiário na saúde suplementar, atendendo à suas necessidades e contribuindo para um mercado mais dinâmico e competitivo, promovendo, assim, a sustentabilidade do setor.   


Importante saber:   

  • Para ter direito à portabilidade de carências, por opção do beneficiário (pelas regras do art. 3º da RN 438/18), o plano atual deve ter sido contratado após 1º de janeiro de 1999 ou ter sido adaptado à Lei dos Planos de Saúde (Lei nº 9.656/98). 
     
  • A portabilidade pode ser feita a qualquer tempo, desde que cumpridos os prazos mínimos de permanência no plano (imagem abaixo). 
     
  • É permitido mudar para um plano com cobertura assistencial maior que o de origem, cumprindo apenas carências para as novas coberturas. Por exemplo: o beneficiário que possui um plano ambulatorial + hospitalar sem obstetrícia poderá fazer portabilidade para um plano ambulatorial + hospitalar com obstetrícia, tendo que cumprir carências apenas para o parto. 
     
  • O plano de destino deve ter faixa de preço igual ou inferior ao plano de origem, salvo exceções (imagem abaixo). Isso significa que é possível exercer a portabilidade tanto para um plano com um preço equivalente ao plano atual quanto para um plano mais barato. 
     
  • Há os casos de portabilidade especial ou extraordinária em que os beneficiários vinculados a uma operadora em saída do mercado podem realizar a portabilidade sem exigência da compatibilidade de preço. Nesta hipótese, mesmo os beneficiários de planos não regulamentados podem realizar a portabilidade de carências. 
     
  • Há também a hipótese de portabilidade quando o vínculo do beneficiário com a operadora é extinto sem que fosse de sua vontade. Nestes casos, não é exigida a compatibilidade de preços e é permitida a portabilidade para beneficiários de planos não regulamentados. Se enquadram nesta situação os seguintes casos: morte do titular do contrato; beneficiário que perde o vínculo de dependência (como filho que atinge a idade limite do plano ou nos casos de divórcio); todos os casos de demissão, exoneração e aposentadoria em que o beneficiário perde o vínculo com a empresa contratante de seu plano de saúde; e quando a operadora ou a pessoa jurídica contratante rompem o contrato.    

As regras da portabilidade estão dispostas na Resolução Normativa - RN nº 438/2018. Saiba mais na Cartilha da ANS sobre o tema.  


Passo a passo para solicitar a portabilidade de carências:   

  1. Verifique se você cumpre os requisitos necessários (imagem abaixo). 
     
  2. Consulte o Guia ANS de Planos de Saúde, ferramenta disponível na página da ANS na internet (veja aqui) para identificar o seu plano de origem e verificar quais são os planos de saúde disponíveis no local de contratação. O Guia emite um relatório de compatibilidade entre os planos e um número de protocolo.
     
  3. Depois de escolher o novo plano ao qual deseja aderir, o consumidor deve se dirigir à operadora munido da documentação exigida (veja aqui) e solicitar a proposta de adesão. A operadora terá até 10 dias para analisar o pedido. Caso a empresa não responda no prazo, a proposta de portabilidade de carências será considerada aceita. 
     
  4. Após finalizado o processo de portabilidade, é preciso entrar em contato com a operadora do plano de origem para informar que foi exercida a portabilidade de carências e solicitar o cancelamento do plano anterior em até 5 dias do início do novo plano. Caso o prazo não seja cumprido, a operadora de destino poderá exigir o cumprimento de carências.   

Vale lembrar: carência é o período ininterrupto, contado a partir da contratação do plano de saúde, durante o qual o beneficiário não tem acesso a determinadas coberturas previstas na segmentação do plano. 


Assista aqui ao tutorial para realização de portabilidade de carências.







Após um ano o home office se consolida, mas como tornar essa prática ainda mais saudável?

Para boa parte da população mundial, o trabalho remoto se tornou uma realidade em 2020, e após um ano, o home office vem se consolidando como modelo de trabalho eficiente. Existem empresas que já estão adotando os modelos híbridos, e muitos acreditam que o futuro do trabalho será exatamente neste formato. Rebeca Toyama, especialista em estratégia de carreira, comenta sobre novos formatos de trabalho e traz 5 dicas para auxiliar os profissionais a viverem um home office saudável e eficiente.


De acordo com a pesquisa realizada pela empresa de softwares Salesforce, 42% dos entrevistados gostariam de seguir em casa mesmo com o fim da pandemia. Já no Brasil, o interesse é ainda maior, 57% desejam ter essa possibilidade. Uma outra pesquisa realizada pelo Índice de Confiança Robert Half (ICRH), consultoria de recrutamento, mostra que 91% dos profissionais qualificados acreditam que o futuro do trabalho será de modelo híbrido, revezando entre dias presenciais e remotos.

Neste cenário, muitas empresas ainda prometem beneficiar os colaboradores a trabalhar de qualquer lugar ou o anywhere office, como algumas consultorias em recursos humanos vêm chamando essa tendência.

Para Rebeca Toyama, mesmo com o mundo em constante mudança e novos modelos de trabalhos surgindo, os profissionais precisam estar preparados para uma rápida adaptação. “E as empresas têm um papel fundamental para os profissionais se sentirem seguros, prontos, e competentes nestas mudanças. Apostar em líderes e gestores capazes de se conectar com as equipes para extrair o melhor de cada um, esse ponto já era importante, agora na era do trabalho remoto, se tornou imprescindível. ”, comenta Rebeca Toyama, especialista em estratégia de carreira.

Mesmo com o trabalho híbrido, onde os colaboradores se dividem em trabalhar alguns dias no escritório e os outros dias em casa, é necessário manter uma rotina e contar com a organização de tarefas. A especialista lembra ainda a importância de se cuidar da saúde mental e física, pois é a partir de um corpo e uma mente saudável que se consegue manifestar o melhor de cada um. “A importância da organização de tarefas, faz com que os indivíduos tenham equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Ter em mente as prioridades e limitações, manter um cronograma do que precisa ser feito já ajuda a administrar bem as 24 horas por dia e os 7 dias por semana.”, alerta a especialista.


E como fazer para essa prática se tornar eficiente?

Além de cada colaborador cuidar de sua rotina com organização de tarefas e apostar em uma vida saudável, as empresas, por outro lado, precisam implementar novos recursos a fim de definir e reestruturar as necessidades dos profissionais, pensando em novas formas para manter a produtividade, o engajamento e o bem-estar.

“Dificuldades surgem em todas as formas de trabalho, seja presencial, híbrido ou 100% remoto, mas a palavra-chave para evitar desgastes entre os líderes e funcionários é planejamento e comunicação, seja ela síncrona ou assíncrona. Combinar com o time uma estratégia que alinhe valores pessoais e os da empresa, embora não seja fácil, é primordial. ”, finaliza Rebeca Toyama.

Para auxiliar os colaboradores e os gestores neste desafio, a especialista em estratégia de carreira, Rebeca Toyama, elaborou 5 dicas para viver um home office saudável e eficiente.


1- Cuidar de saúde física e mental: Todos precisam de um tempo para cuidar do corpo, praticar exercícios, se alimentar e dormir bem. Além disso, faz muito bem conversar com pessoas nutritivas, criar metas e objetivos para cumprir e não se cobrar tanto;


2- Mantenha o alinhamento das demandas: Mesmo à distância, o contato entre os membros de um time deve manter uma dinâmica colaborativa. Esse alinhamento pode reduzir bastante os desencontros do trabalho remoto;


3- Planejar e adequar tempo e tarefas: Uma das razões principais que ocasionam o acúmulo de tarefas é ruído de comunicação entre líderes e liderados e as dificuldades de adaptação ao trabalho remoto. Saber lidar com a vulnerabilidade e limitação própria e alheia faz muita diferença;


4- Respeitar a dinâmica pessoal do colaborador: Ignorar a vida pessoal do colaborador não vai aumentar sua produtividade, não podemos esquecer que na expressão home office, o home vem antes do office. O teletrabalho está acontecendo dentro da casa do nosso colaborador. Ajudar a equipe a se organizar e se adequar às demandas profissionais passa por compreender a dinâmica pessoal dele.


5- Promover bem-estar e reduzir estresse: Implantar programas com esse foco. Planejar momentos de distração e divertimento, e incentivar que as equipes tenham uma vida pessoal saudável, não tem preço.

 



Rebeca Toyama - fundadora da ACI – Academia de Competências Integrativas, que integra competências e inteligências, e transforma propósitos em carreiras e negócios. Especialista em estratégia de carreira e bem-estar financeiro. Possui formações em administração, marketing e tecnologia. Especialista e mestranda em psicologia. Atua há 20 anos como coach, mentora, palestrante, empreendedora e professora. Colaboradora do livro Tratado de psicologia transpessoal: perspectivas atuais em psicologia: Volume 2; Coaching Aceleração de Resultados e Coaching para Executivos. Integra o corpo docente da pós-graduação da ALUBRAT (Associação Luso-Brasileira de Transpessoal), da Universidade Fenabrave, do Instituto Filantropia e da Academia GFAI.

 

Cinco dicas infalíveis para guardar dinheiro

Especialista garante que cuidados podem evitar perrengues 


Mesmo com tantas responsabilidades financeiras no dia a dia que geram contas inevitáveis, Victor Loyola, sócio e coCEO da fintech ConsigaMais+, mostra que é possível se organizar e colocar em prática o tão desejado sonho de guardar dinheiro. A seguir, ele compartilha cinco dicas infalíveis para isso:

 

1) Priorize suas despesas 

Evite todos os gastos extras que podem comprometer o orçamento. Para que isso não aconteça, estabeleça um limite do que você pode gastar por mês e pesquise bem antes de fazer qualquer aquisição. 

 

2) Cuidado com o cartão de crédito 

Já parou para pensar que o cartão de crédito nada mais é do que uma falsa ilusão de que temos dinheiro? 

O limite do cartão é sempre maior do que nosso salário, o que, num primeiro momento, causa até certo alívio. Mas aí a fatura vem e pega muita gente de surpresa. Isso acontece porque a maioria das pessoas utiliza o cartão de crédito para pagar despesas do dia a dia e contas muito pequenas, como um cafezinho, por exemplo. 

O ideal é usar o cartão apenas para pagar valores altos, que precisamos parcelar. Pense o seguinte: para que deixar para pagar o cafezinho só no mês que vem se você já o consumiu? Faz mais sentido pagar prestações de uma geladeira, por exemplo, um bem que vai durar por muito tempo, até mesmo depois de pagar todas as parcelas. 

E no parcelado, todo cuidado é pouco. Quando se menos espera, você pode ter seu limite comprometido por muito tempo com os parcelados e isso vai gerar dificuldades para que pague a fatura integral. Jamais entre no rotativo do cartão!

O recomendado é trocar o cartão de crédito pelo débito ou até mesmo por dinheiro vivo. Você tem ideia do quanto gasta em uma semana? Se toda sua despesa fica em R$ 300, a melhor opção é sacar esse dinheiro. Assim você gasta apenas o necessário e consegue ter uma ideia mais real sobre seus gastos ao ver o dinheiro, literalmente, indo embora.

 

3) Entenda seus gastos 

Ao deixar de usar o cartão de crédito para pagar qualquer coisa fica muito mais fácil entender para onde seu dinheiro está indo. 

Se você não consegue anotar todos os gastos em uma planilha nem guardar o recibo das compras que faz no débito, pelo menos tente anotar suas principais despesas, aquelas que aparecem todo mês. 

É necessário ter na ponta do lápis gastos com alimentação, combustível, contas de luz, aluguel (se for o caso) e outras parcelas fixas do mês. A soma desses gastos é o valor que será debitado da sua conta, ou seja, parte do seu orçamento já está comprometido e tem destino certo. O que sobrar desse valor é o que você pode gastar com lazer: sair com os amigos, comprar aquele produto que tanto queria ou investir. 

Caso o orçamento esteja apertado, aprenda a dizer não! Talvez esse não seja o momento ideal para comprar mais um par de tênis ou sair para comer fora no fim de semana. 

 

4) Guarde o que sobrar 

Muitas pessoas têm aquela ambição de conseguir poupar bastante no final do mês, mas aí percebem que gastaram mais do que deveriam e acabam não guardando nada. 

Mesmo que não tenha atingido a meta de guardar R$ 200, por exemplo, tente colocar na poupança ou em algum fundo de investimento pelo menos um pouco. Assim, além de aprimorar sua educação financeira, você cria uma reserva de emergência, que defenda seu orçamento de imprevistos. 

 

5) Se precisar de empréstimo, opte pelo crédito consignado

Economizando ou não, imprevistos podem acontecer. E se você precisar de dinheiro, nem pense em usar o cartão de crédito como muleta! O rotativo do cartão de crédito possui a maior taxa de juros do mercado e, ao invés de solucionar o problema, aumenta ainda mais a dívida. 

A melhor opção para quem precisa de dinheiro é a modalidade de crédito consignado. Além de possuir taxas bem menores do que as do cartão de crédito, o consignado é descontado diretamente da folha de pagamento. Assim, o devedor sabe exatamente quanto de seu orçamento está comprometido, sem se deparar com surpresas no fim do mês.

 



Victor Loyola - cofundador e CEO da ConsigaMais+, empresa de crédito consignado. O profissional é formado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP, possui pós-graduação em Administração de Empresas pela FGV e MBA em Internacional Management pela Thunderbird School of Global Management. Possui mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro e serviços de informação, além de diversas experiências internacionais em cargos de liderança. Foi vice-presidente de Pessoa Jurídica e PME na Seresa Experian, de onde saiu em abril de 2019 para dedicar-se exclusivamente à Consiga Mais. Victor, junto à sua equipe, acredita na democratização do crédito no Brasil.


Um ano da Placa Mercosul: entenda tudo sobre o novo modelo

Agilidade no emplacamento, medo do desconhecido e problemas com despachantes destacam o primeiro ano da placa


Desde 2018, o novo modelo da placa Mercosul tem sido instaurado na América Latina e no Brasil. No início de 2020, foi aprovada a então Resolução 780/19, que obriga o novo modelo em veículos 0km e com transferência de município. Porém, hoje já é possível notar um aumento no número de pessoas com problemas nas Placas Mercosul, que variam entre dificuldade na leitura do QRCode, na película estampadora, falsificação e até na finalização da placa por meio dos despachantes.

“Notamos nos últimos meses um aumento de 15% no número de pessoas que nos procuram alegando problemas na finalização da placa, causadas em todos os casos, porque o consumidor procurou um despachante mais barato, e para economizar o valor cobrado pelo Detran na finalização do cadastramento – R$ 30,00 – não teve a placa devidamente licenciada para o uso nas ruas”, explica Willian Morais, gerente de operações na Mr. Easy Auto.

Outro ponto a ser destacado, é a qualidade das placas distribuídas no mercado. Os consumidores que procuram despachantes, se deparam com um material de baixa qualidade, muitas vezes tortas, com leitura do QRCode comprometida (que pode acarretar em uma apreensão de veículo), sem vistoria de temperatura (que pode danificar o produto), entre outras partes técnicas que prejudicam a durabilidade do produto.

“O melhor material do mercado, é aquele que utiliza a película 3m, dando uma durabilidade maior para as placas. Na Mr. Easy Auto, garantimos cinco anos de bom estado da placa, comparado aos seis meses oferecidos nas outras emplacadoras”, explica Will.

Contudo, com a nova placa, o processo burocrático que era realizado com a antiga placa cinza, passa a ser simplificado, podendo realizar toda a execução do emplacamento sem precisar sair de casa, desde a entrada da documentação no Detran, a liberação dos números da placa, até o próprio emplacamento, podendo ser feito por meio de delivery pelas emplacadoras certificadas.

Pesquisa realizada pela Mr. Easy Auto, aponta que hoje mais de 52% do consumidor têm interesse espontâneo de trocar as placas pelos novos modelos. Dentro da mesma amostra, nota-se que as mulheres e o público jovem são mais abertos à nova placa e que a maior preocupação deles, no entanto, é a durabilidade e a instalação para não riscar o automóvel.

Quando comparado com as mulheres, nota-se que existe uma resistência muito maior por parte dos homens, e que segundo a pesquisa, relaciona-se com a idade avançada e a não utilização de aparelhos smartphone, dispositivos móveis e redes sociais.

“Com todas as possibilidades que hoje são disponíveis para o emplacamento, para aqueles que utilizam da tecnologia, a dificuldade é quase zero para emplacar. Neste processo, realizamos todo o acompanhamento com o consumidor, desde a entradas dos documentos, até o emplacamento final no carro”, conclui Will.


É quem tem a placa cinza, como fica?

Para incluir as placas cinzas no novo padrão, o formato que anteriormente era AAA-000, passa a ser AAA0A00. A mudança de código alfanumérico será alterando o segundo número para uma letra, conforme a sua posição no alfabeto. O zero passa a ser A, o um passa a ser B e assim por diante. Uma placa ABC-1234 ficaria como ABC1D23.


 

Mr. Easy Auto

 

Pesquisa da Trend Micro revela os 4 desafios da migração em nuvem para empresas de healthcare

O levantamento mostra que a mudança rápida da infraestrutura pode afetar a segurança dos dados

 

A Trend Micro, líder mundial em soluções de cibersegurança, descobriu que as empresas de saúde (Health Care Organizations) aceleraram os gastos com a migração para nuvem, mas muitas podem ter superestimado sua capacidade de proteger esses ambientes. Isso é o que revela uma pesquisa encomendada pela Trend Micro à Sapio Research, e realizada com mais de 2.500 tomadores de decisão de TI de vários setores, incluindo a saúde, em 28 países. Entre as empresas ouvidas, 88% aceleraram a adoção da tecnologia em nuvem por causa da pandemia. O trabalho remoto, a redução de custos e maior agilidade em TI foram as três principais razões apontadas para a mudança da infraestrutura baseada em nuvem.

Mudanças rápidas para a nuvem podem significar um maior risco de ameaças cibernéticas para as empresas. Veja, abaixo, 4 desafios que as organizações de healthcare disseram ter enfrentado ao adotarem a tecnologia em nuvem:

Escassez de habilidades: 43% revelaram que as lacunas de conhecimento são uma barreira persistente para a migração de soluções de segurança na nuvem.
Operações cotidianas: Definição e manutenção de políticas (34%), gerenciamento de patches e vulnerabilidades (32%) e configurações erradas (32%) foram alguns dos desafios para proteger o workload dos dados em nuvem.
Aumento dos custos: 43% tiveram mais gastos com com despesas de capital e pagamento de serviços contratados, enquanto 39% investiram mais nos custos operacionais e de treinamento desde a migração.
Responsabilidade de segurança:  Apenas 40% das empresas ouvidas se sentem seguras com o Modelo de Responsabilidade Compartilhada.



Embora a migração de dados para nuvem não seja simples, ela pode ser ativada e melhorada usando as ferramentas certas de segurança. "A segurança é um outro aspecto da boa construção e não uma função separada. E os controles de segurança ajudam as equipes a usar melhor a nuvem", destaca Mark Nunnikhoven, vice-presidente de Pesquisa em Nuvem da Trend Micro. "A segurança pode ser um acelerador para construção na nuvem. Usar as ferramentas certas e entender as plataformas que você adotou é fundamental para que isso aconteça."

O setor de saúde está na linha de frente na luta contra a COVID-19 e a transformação digital pode causar impacto positivo na produtividade e no atendimento ao paciente durante esse momento de necessidade crítica. No entanto, é essencial considerar a possibilidade de um ataque mais amplo à essa expansão da infraestrutura digital.

Ao adotar as soluções certas de tecnologia em nuvem, as empresas de healthcare podem maximizar os benefícios da nuvem sem colocar em riscos sua missão ou os dados de seus pacientes. Essas ferramentas também podem minimizar os desafios de habilidades, detectando configurações erradas, automatizando patches e gerenciando as políticas internas, além de integrar a segurança em DevOps, tanto em ambientes domésticos como na nuvem.




Trend Micro
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Como comprar seu primeiro imóvel com responsabilidad

 

Adquirir o primeiro imóvel é uma das conquistas mais importantes na vida das pessoas. Essa “compra” acontece primeiro no plano do sonho: a vontade de morar sozinho, casar e formar uma nova família. Tem gente que imagina como será esse apartamento: pequeno, grande, com varanda, iluminado, com uma sala aconchegante. Nesse sentido, o céu é o limite. Mas para esse objetivo virar de fato uma realidade, ou seja, fazer uma compra pensada e bem-sucedida, o foco deve ser o planejamento.

João Leonardo Castro, Diretor de Desenvolvimento e Gestão de Produtos da incorporadora SKR, destaca que sem isso, a chance de dar errado é grande: “Comprar um imóvel usado ou na planta é um passo muito importante. Normalmente, no Brasil os consumidores adquirem, no máximo, dois imóveis ao longo de uma vida inteira por conta da realidade do país. Por isso é importante que haja planejamento, principalmente no que diz respeito ao comprometimento de renda. Esse aspecto irá definir o imóvel que ele irá comprar”, explica. 

Hoje existem várias opções para quem quer comprar o seu primeiro apartamento e precisa de apoio de crédito para isso. Há o SFH – Sistema Financeiro de Habitação, responsável pelo financiamento de imóveis de grande parte da população, onde é possível encontrar créditos de longo prazo com taxa de juros a partir de 6% ao ano, e possibilita financiar até 80% do valor do imóvel. Temos também o SFI – Sistema Financeiro Imobiliário, que responde por grande parte do financiamento de unidades de valor mais elevado e regula a participação de instituições financeiras - ou não - nas operações de financiamento de imóveis. A proposta dessa modalidade é suprir as carências do SFH (Sistema Financeiro da Habitação), e pode ser um crédito imobiliário mais flexível conforme as ofertas do mercado, sem subsídio, incentivo ou interferência governamental. No SFI, a garantia utilizada é a alienação fiduciária.

O diretor da SKR enfatiza que o momento para a compra de imóvel está bastante favorável. “O SFH, baseado na taxa Selic, que atualmente registra a maior baixa da sua história e está no patamar dos 2%, tem como vantagem ainda a utilização do FGTS para compor a entrada e amortizar as parcelas do financiamento. Já com as vendas de apartamentos de alto padrão também em alta, o SFI segue sendo bastante procurado. E o consórcio é ideal para quem quer se programar para fazer essa compra sem imediatismo”.

A compra do imóvel usado e na planta também tem algumas diferenças no que diz respeito ao Financiamento Imobiliário. Nas aquisições de imóveis na planta, o consumidor efetua o pagamento das parcelas ao longo da construção diretamente para a Construtora até a entrega das chaves, e o saldo contratual, ele é livre para financiar diretamente com a própria Construtora (Alienação Fiduciária) ou buscar o financiamento bancário do saldo restante. No caso do imóvel usado, o consumidor poderá optar por uma entrada (20% ou 30%) e buscar um financiamento bancário para o pagamento do saldo devedor. O diretor da SKR inclusive chama a atenção para esse ponto: “É importante que o consumidor tenha clareza sobre a sua renda para que ele consiga atender as exigências da instituição bancária e obter o financiamento. Hoje não há grandes burocracias para isso”.

Mas para tudo isso é necessário se planejar, principalmente em dois momentos da realização desse sonho, de acordo com João Leonardo: na hora da aquisição e na quitação do financiamento. “Quem faz a escolha dos prazos de financiamento é o próprio cliente. A faixa etária dele é um fator determinante para a definição deste prazo. Ao longo do contrato de financiamento bancário, o consumidor poderá amortizar o saldo devedor a seu critério que pode reduzir o prazo de financiamento e manutenção do valor da parcela, ou ainda reduzir o valor da parcela com a manutenção do prazo. O mais prático é que o morador faça uma programação para saldar as parcelas e tornar esse período o mais curto possível. Isso representa pagar menos juros e ter seu bem quitado em menos tempo”.


Melhor escolha

Na hora de fazer a compra do imóvel, outro ponto levantado pelo diretor da SKR é o olhar no futuro. Ou seja, aliar esse sonho aos planos para os próximos anos: “Hoje o apartamento que a pessoa está comprando atende bem ao seu momento atual de vida. Porém, daqui a alguns anos ele pode ficar defasado, já que não se encaixa na realização de planos como casar, ter filhos, entre outros”. O conselho dado por João é tentar aliar a realidade atual às metas a serem realizadas posteriormente.


Investimentos

Para quem quer realizar o sonho da casa própria com o intuito de investir, o cenário também é favorável. “Com os juros atrativos, muita gente está pensando em deixar as aplicações em outras modalidades e investir no mercado imobiliário. O imóvel tende a ter valorização e gerar renda”, diz o diretor da SKR. “O importante é planejar essa compra, não importa qual será sua finalidade”, conclui. 

 

Surge um novo consumidor

Da pandemia, surge um novo consumidor que busca constantemente por soluções onipresentes, novos canais de compra e formas de pagamento.

 

A pandemia tocou o mundo inteiro e, em 2021, ficou evidente que estamos mais digitais do que nunca, o que vem provocando mudanças nos hábitos de consumo e nas preferências de pagamento . A terceira rodada do estudo Visa COVID-19 Consumer Sentiment revela algumas das tendência mais atuais às quais devemos ficar atentos na América Latina e no Caribe.

Os consumidores estão com fadiga da pandemia e querem sair de casa, apesar das preocupações sanitárias. Para 83% dos participantes do estudo, o principal destino de compras é o supermercado. As lojas de departamento vêm em segundo lugar e, na sequência, as instituições financeiras. O consumo também subiu e 66% dos consumidores dizem ter gastado o mesmo ou mais nos últimos três meses, contra 49% em julho de 2020.

Isso não significa que os consumidores estão migrando todo seu consumo para o mundo físico e, sim, que estão aprendendo a operar em um ambiente mais dinâmico e fragmentado. Estão saindo mais e buscando formas mais seguras e inteligentes de comprar e pagar. A pandemia provocou mudanças no comportamento do consumidor - o que antes parecia temporário, está se tornando permanente, e fazendo surgir um novo consumidor, que compra em qualquer lugar, a qualquer momento - especialmente se o vendedor oferecer opções de pagamento por aproximação.

Em lojas físicas, eles têm preferido usar cartões ao dinheiro (74% utilizam débito, enquanto 53% pagam em dinheiro). Mas assim como a moeda em espécie, as outras formas físicas de pagar têm sido menos usadas à medida que os consumidores alteram suas preferências por aproximação e carteiras digitais. Na terceira rodada do nosso estudo, quando indagados sobre seus 10 últimos pagamentos em um estabelecimento comercial físico, 48% dos consumidores disseram ter usado formas de pagamento por aproximação (cartões, carteiras, vestíveis), ante 23% em abril. As carteiras digitais continuam ganhando força e 20% dos consumidores dizem usá-las nos pontos de venda.

A tendência de pagamentos por aproximação confirma os padrões de consumo observados nos dados dos portadores de credenciais Visa na América Latina e no Caribe. Em novembro de 2020, a penetração dos pagamentos por aproximação na região ultrapassou a marca dos 15%, o que representa um crescimento anual de 130% na comparação com novembro de 2019.

Quando analisamos as compras online, vemos que o interesse pelo e-commerce continua forte - quase metade dos consumidores compra pela internet uma ou mais vezes ao mês, ao passo que 71% planejam manter a atual frequência de compras online. Além de terem aumentado o uso de credenciais de crédito e débito, os consumidores também aumentaram o uso de carteiras digitais em compras virtuais (26%), pois as consideram os métodos mais seguros para pagar nesse canal.

O apetite por novas tecnologias de pagamento e a confiança dos consumidores em novas tecnologias de pagamento também estão crescendo: 78% planejam usar novas tecnologias de pagamento no futuro e estão de olho em inovações como compras em redes sociais), transações P2P (de pessoa a pessoa), pagamentos via aplicativo de mensagem, biometria, criptomoedas entre outras formas.

A porcentagem de consumidores dispostos a experimentar as seguintes tecnologias quando estiverem disponíveis se apresenta da seguinte forma:

• Plataformas de mensagens instantâneas e de redes sociais: 58%

• Biometria: 42%

• Criptomoedas: 25%

• Internet das Coisas: 22%

• Realidade virtual/realidade aumentada: 10%

Com a maior penetração das carteiras digitais na região, a crescente confiança na biometria e o P2P se firmando como opção de pagamento, vemos um consumidor muito mais aberto a novos canais de compras e a novas modalidades de pagamento. Um consumidor que se sente cada vez mais à vontade para entrar e sair de ambientes de pagamentos digitais na nuvem.

Nesse contexto, precisamos entender que a experiência de pagamento importa e criar conceitos onde os pagamentos sejam efetivamente uma ferramenta para empoderar e habilitar o consumidor. As empresas que se alinharem a essa realidade estarão mais aptas a atender os consumidores que buscam uma mobilidade e expansão na experiência de compra.

Para atendermos às crescentes demandas desse novo consumidor, na Visa, apoiamos a inovação de três formas principais:

• Integramos o design em nossa estratégia e colocamos o cliente no centro de todas as nossas criações para habilitar as melhores experiências digitais aos consumidores.

• Nossa tecnologia, produtos e serviços estão em constante evolução e usamos padrões abertos, APIs, conexões em nuvem e tecnologias avançadas de inteligência artificial e machine learning para entregar velocidade, confiabilidade, segurança e escala.

• Em nossas parcerias e integrações na indústria, trabalhamos lado a lado de clientes e parceiros para co-criar a próxima geração de soluções de pagamento alinhadas com o mercado, resolvendo assim, problemas do mundo real.

Nossa missão é simplificar a vida das pessoas oferecendo-lhes maneiras mais seguras, convenientes e rápidas de pagar, por diferentes meios digitais.

 



Vanesa Meyer - vice-presidente de Inovação da Visa América Latina e Caribe.

 

CCR ViaOeste e CCR RodoAnel realizam mutirão para combater mosquito da dengu

 

Limpeza das rodovias será intensificada nesta quarta-feira (03/03) com foco na eliminação de possíveis focos do mosquito Aedes aegypti


O trabalho de limpeza das rodovias realizado constantemente pelas concessionárias CCR ViaOeste e CCR RodoAnel ganhará reforço nesta quarta-feira (03/03). Será organizado um mutirão no Sistema Castello-Raposo e trecho oeste do Rodoanel para remoção de lixo e demais resíduos, com o objetivo de eliminar possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, que é o transmissor da dengue, zika e chikungunya.  

A iniciativa faz parte do Programa Estadual de Combate à Dengue, que tem participação das concessionárias de rodovias paulistas através da ARTESP (Agência de Transportes do Estado de São Paulo). Diariamente é realizada a limpeza e conservação das rodovias administrada pela CCR ViaOeste e CCR RodoAnel. Em 2020 foram recolhidas 1.600 toneladas de resíduos ao longo das malhas viárias sob concessão das duas empresas. Somente no mês de janeiro deste ano, foram 61 toneladas de materiais coletados às margens das estradas. 

A coordenadora de Meio Ambiente das concessionárias, Egle Humphreys, reforça que todos os materiais recolhidos são destinados para cooperativas de reciclagem ou aterros licenciados, através de um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, atendendo a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). “O mutirão de limpeza é uma forma de intensificar esse trabalho para eliminar possíveis focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti. É também uma oportunidade para alertar os motoristas sobre a responsabilidade de todos em não jogar lixo nas rodovias”, enfatiza. 

Egle comenta que estão sendo veiculadas frases nos painéis eletrônicos das concessionárias alertando os usuários das rodovias sobre a importância da destinação adequada dos materiais. “O lixo descartado incorretamente pode contaminar o solo, nascentes e rios, além de causar acidentes nas rodovias, se jogado pela janela com o veículo em movimento”, alerta. “A recomendação é armazenar o lixo em saquinhos adequados dentro do veículo durante a viagem e realizar o descarte em local apropriado”, completa.




www.viaoeste.com.br /  www.rodoaneloeste.com.br


Dia Nacional de Combate ao Contrabando: Redistribuição de impostos sobre cigarros é alternativa para combater mercado ilegal

Imposto progressivo sobre os produtos é opção para manter a carga tributária média sobre o setor e auxiliar no combate ao crime organizado


No Brasil, 57% dos cigarros vendidos são ilegais, de acordo com pesquisa realizada pelo IBOPE em 2019. Em sua maioria contrabandeados do Paraguai, eles não arrecadam impostos e são vendidos abaixo do preço mínimo estabelecido em lei (R$5,00). Assim, ficam mais acessíveis ao bolso dos brasileiros, principalmente os de menor renda, e financiam organizações criminosas que estão ligadas a diversos outros crimes, como furto e roubo de veículos, assassinatos, formação de milícias e corrupção, segundo informações da Polícia Federal.

No dia Nacional de Combate ao Contrabando e à Falsificação, a Japan Tobacco International (JTI) reforça seu posicionamento para combater essas práticas ilegais sem abrir mão da arrecadação e das políticas públicas de saúde: a redistribuição de impostos sobre o cigarro.


O impacto do contrabando de cigarros

Das dez marcas de cigarro mais vendidas no país, cinco são ilegais, de acordo com a pesquisa Ibope Inteligência Pack Swap 2019/ETCO. São bilhões em vendas que financiam organizações criminosas, as quais trazem os cigarros em sua maioria do Paraguai – responsável pela fabricação de 90% dos cigarros ilegais comercializados no Brasil.

A Receita Federal, com apoio  das Polícias Federal, Civil, Militar e Rodoviária Federal, têm atuado fortemente para combater essa prática. Só em 2019, foram mais de 235 milhões de maços apreendidos. Eles representam mais de R$ 1 bilhão em mercadoria, segundo o Balanço Aduaneiro de 2019.  Porém, a própria Polícia Federal admite que todos os recursos e esforços empregados nessa batalha não têm sido efetivos.  “[...] embora [a redução do preço dos cigarros] possa parecer à primeira análise contrária à política de combate ao tabagismo, deflagrará uma onda de desdobramentos positivos que desestruturará o contrabando de cigarros, trazendo resultados positivos e concretos em vários segmentos públicos e sociais que hoje se consomem no invencível trabalho de ‘enxugar gelo’”, afirmou a instituição em relatório produzido para o Grupo de Trabalho criado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em 2019, para estudar uma possível alteração na tributação que incide sobre os cigarros.

Além dos gastos com a repressão, o tamanho do mercado ilegal de cigarros faz com que o país perca, por ano, bilhões em impostos. Em 2019, foram cerca de R$12,2 bilhões, ficando inclusive acima da arrecadação tributária do setor, estimada em R$ 11,8 bilhões. Para se ter uma ideia do que esse valor representa, é equivalente à construção de 8,6 mil creches.

Sem pagar qualquer tipo de tributo, os cigarros ilegais são vendidos em média a R$3,44, desrespeitando o valor mínimo instituído por lei de R$5,00 por carteira, enquanto os do mercado legal são encontrados por cerca R$7,51 (IBOPE). O valor do cigarro nacional é tão alto, pois, pelo menos, 71% é composto pela carga tributária, sendo:

  • 30% Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS);
  • 30% Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);
  • 11% Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS).

Em alguns Estados, pela variação das alíquotas, a carga tributária que incide sobre os cigarros pode representar até 88% do preço. Enquanto isso, no Paraguai, apenas 18% do preço final de uma carteira de cigarro é composto por impostos.

Dessa forma, milhões de consumidores são empurrados para o mercado clandestino, expondo-se a mais riscos ao consumir produtos sem nenhum controle de qualidade ou sanitário, como apontou a pesquisa “Caracterização e Avaliação da Qualidade dos Cigarros Contrabandeados no Brasil”, realizada por um pesquisador da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Segundo o estudo, que analisou trinta marcas de cigarros contrabandeados, os produtos apresentavam contaminação por elementos tóxicos, causada por práticas de higiene inadequadas que podem potencializar os riscos à saúde de quem os consome.


Nem aumento, nem diminuição: redistribuição

Nesse cenário, a Japan Tobacco International (JTI) propõe a redistribuição dos impostos de cigarro. Uma solução que, segundo a empresa, ajuda no combate ao contrabando e ao crime organizado, aumenta a arrecadação, valoriza a indústria nacional, seus trabalhadores e os agricultores familiares produtores de tabaco.

A proposta parte do princípio de que, atualmente, a carga tributária sobre os cigarros é regressiva: os produtos mais baratos e consumidos pelas pessoas com menor poder aquisitivo pagam proporcionalmente mais impostos que os cigarros premium.

 No Estado de São Paulo, por exemplo, uma carteira de cigarros de R$ 12,00 tem 65,97% do seu preço composto por impostos, contra 82,897% do preço de uma carteira de R$5,00. Isso faz com que pessoas de menor poder aquisitivo paguem proporcionalmente mais tributos.

A redistribuição tornaria a carga tributária progressiva e, segundo a empresa, mais justa. Assim, fazendo com que os cigarros mais caros paguem mais impostos que as linhas econômicas. “Nós estamos propondo um caminho alternativo que foge da discussão sobre aumento ou diminuição da carga tributária. A redistribuição é um mecanismo capaz de atacar a fonte de renda do crime organizado, gerar mais empregos e arrecadação e manter uma política tributária antitabagista”, afirma Flavio Goulart,  Diretor de Assuntos Corporativos e Comunicação da JTI.

 A proposta tem três pilares:

  1. Estabelecimento de preço mínimo menor para as carteiras de cigarro.
  2. Criação de faixas progressivas de IPI para correção de distorções tributárias.
  3. Manutenção da carga tributária média atual com possível aumento de arrecadação devido à ampliação da base.

O primeiro, visa impedir que a própria legislação impeça o cigarro legal de competir com o contrabandeado, fixando um valor mais alto do que aquele praticado no mercado ilegal. Dessa forma, facilitando a livre concorrência e tornando os produtos legais mais atrativos.

 O segundo visa corrigir o caráter regressivo da tributação. Assim, seriam criadas faixas de preço com diferentes alíquotas de IPI, começando em 26%, para os produtos mais baratos, e indo até 35%, para os mais caros. O objetivo é tornar mais justa a tributação, cobrando mais de quem pode pagar mais.

Já o último pilar inclui uma mudança na forma de tributação do PIS/CONFIN, que seria substituído por uma contribuição única sobre valor agregado, e a alteração do atual sistema cumulativo para um sistema não cumulativo, com a possibilidade de creditamento e tributação plurifásica.  Dessa maneira, manteria-se a carga tributária média do setor.

Por meio dessas medidas, a organização acredita ser possível trazer para a legalidade uma parcela dos consumidores que foram empurrados para marcas ilegais. “Devido ao seu preço deslealmente baixo os cigarros contrabandeados conquistaram uma parcela significativa do mercado. Nossa proposta vai na raiz do problema e cria uma solução que será boa para toda sociedade”, ressalta Goulart, ao destacar que a redução do preço dos cigarros não representará um aumento do consumo e sim uma migração dos consumidores.

A empresa também defende que com a mudança haverá a tendência de aumento da base de recolhimento de impostos com a diminuição da participação do contrabando. “É bom para os cofres públicos, é justo com o setor, valoriza os milhares de trabalhadores e agricultores familiares e é mais seguro para o consumidor”, destaca Goulart.

 


Japan Tobacco International (JTI)

 

O papel da tecnologia na Investigação Patrimonial

O avanço da tecnologia no século XXI inegavelmente tem revolucionado diversas áreas do mercado, tornando processos mais rápidos, detalhados e assertivos. No setor de concessão de crédito, por exemplo, a agilidade das análises, o nível de detalhamento das informações e a maior assertividade que tem sido proporcionada pela tecnologia, estão diretamente vinculadas aos resultados financeiros e mitigação de riscos das empresas que atuam neste segmento.

No que diz respeito à Investigação Patrimonial, que pode ser utilizada desde a concessão até a recuperação de crédito, a tecnologia tem, da mesma forma, revolucionado a forma como os processos são realizados.

No mundo dos negócios, uma das primeiras aplicações da tecnologia fora da área de criação de produtos e serviços é a Business Intelligence, uma metodologia que utiliza a tecnologia da informação no suporte para a tomada de decisões no âmbito empresarial, auxiliando na interpretação e análise de dados de diversos setores de dentro e de fora de um negócio.

Nesse sentido, o conceito de maximizar a capacidade de coleta, organização e análise de dados passou a ser um dos temas centrais da tecnologia aplicada a negócios, e é essa mesma estrutura que influenciou as novas metodologias de investigação aplicada ao segmento de recuperação de crédito.

Além disso, com o surgimento de plataformas eletrônicas de pesquisa de informação sobre pessoas físicas e jurídicas, implantação de sistemas de processos judiciais eletrônicos e opções cada vez mais rápidas e simplificadas para solicitar busca de bens, o processo de recuperação de crédito, por consequência, vem se tornando cada vez mais tecnológico.

No passado, essa variedade de fontes de dados poderia se tornar um problema, devido às limitações tecnológicas da época que não forneciam soluções de coleta e análise para volumes de dados como os dos dias de hoje, que ultrapassam a capacidade humana se utilizadas apenas técnicas manuais.

Com a finalidade de solucionar essa problemática nasceu o Big Data, uma área de conhecimento dentro da tecnologia da informação que estuda como tratar, analisar e obter informações a partir de grandes volumes de dados. Em outras palavras, tecnologias como essa podem poupar dias de trabalho de análise, fornecendo aos analistas subsídios para direcionar suas investigações de forma muito mais célere.

Além de uma solução de coleta e organização, há estudos que tem por objetivo proporcionar essas mesmas melhorias para a análise através da inteligência artificial, usando o conceito de Machine Learning, uma tecnologia que é direcionado para aprender com a análise, adaptando seu comportamento de forma autônoma através de sua própria experiência na leitura de dados.

Por fim, diante de todos os avanços tecnológicos, a investigação patrimonial encara um dilema enfrentado por diversas outras atividades: é possível retirar o fator humano da investigação, deixando a cargo exclusivo da tecnologia?

Por se tratar de um processo delicado e extremamente analítico, a investigação patrimonial ainda não pode ter o fator humano totalmente substituído pela tecnologia. Contudo, a tecnologia na investigação patrimonial se torna uma ferramenta extremamente poderosa nas mãos dos analistas, permitindo um aprofundamento rápido em um grande volume de dados.

Utilizar a tecnologia para além das formas convencionais durante o processo de análise, concessão e recuperação de crédito pode ser, sobretudo, um diferencial competitivo para as empresas do ramo.

 


João Paulo Marques - diretor de Tecnologia da informação na Leme inteligência forense. Com mais de 16 anos de experiência na área e mais de dez anos trabalhando com softwares da área de cartórios e certidões, atuou também em diversos projetos da área tanto nas esferas estaduais e nacionais. Essa dedicação de melhorar processos com ajuda tecnológica, lhe trouxe uma grande bagagem de conhecimento no setor. Atualmente, coordena uma equipe de 12 profissionais de TI, que tem como foco, desenvolver produtos e ferramentas que auxiliem na busca de certidões, investigação de patrimônio e entrega de documentos no Brasil e exterior.

 

Leme Forense - O Serviço de Investigação Patrimonial da Leme Inteligência Forense foi criado para dar assistência aos credores a atravessar as dificuldades enfrentadas na localização do patrimônio de devedores. Utilizando ferramentas tecnológicas, inteligência artificial e uma equipe altamente qualificada, a equipe atua com uma metodologia eficiente de investigação patrimonial que identifica as estratégias adotadas por pessoas de idoneidade duvidosas para ocultação de bens, fraudes, criação de estruturas empresariais e localização de patrimônio para satisfação dos créditos em aberto. Para saber mais, acesse https://lemeforense.com.br/

 

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