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segunda-feira, 1 de março de 2021

Março amarelo: incluir alimentos com ômega 3 na alimentação pode ser fundamental no tratamento da endometriose

No mês da conscientização da endometriose, especialistas explicam como a alimentação pode influenciar no tratamento da doença, além de ressaltarem os sintomas e tratamentos


O mês de março, além de ser exclusivo para as mulheres, também é marcado pela cor amarela e tem como objetivo conscientizar a endometriose, doença ginecológica que atinge mais de 176 milhões mulheres no mundo. Mas, você sabia que a alimentação atinge diretamente o problema e pode ajudar a minimizar os sintomas da doença?

 

De acordo com a Dra. Luciana Harfenist (@lucianaharfenist), referência em nutrição ortomolecular, funcional e gastronomia, a alimentação rica em ômega 3, magnésio, vitaminas do complexo B e fibras ajudam diretamente nos sintomas da endometriose. “O ômega 3, individualmente, está sob as formas de ácido alfa-linolênico (ALA), ácido eicosapentaenoico (EPA) e ácido docosaexaenoico (DHA). O ALA é proveniente de origem vegetal (óleo de linhaça, óleo de prímula, chia) enquanto o EPA e DHA, de origem animal (óleos de peixes, truta, arenque, salmão e demais peixes de águas frias e profundas). Aproximadamente 30% do ALA ingerido pode ser convertido à EPA e DHA”, explica a nutricionista.

 

“Nosso corpo não consegue produzir estes ácidos graxos essenciais, mas precisamos deles, uma vez que eles são os responsáveis por criar uma camada lipídica em volta das células, contribuindo para o melhor funcionamento de todas as suas funções, incluindo efeitos anti-inflamatórios”, completa Dra. Luciana. Ainda segundo a nutricionista, as mulheres que incluem o ômega 3 em sua alimentação têm menos chance de desenvolver endometriose quando comparado as que ingerem alimentos ricos em gorduras trans. Além disso, a função anti-inflamatória é potencializada em pacientes com endometriose, já que mulheres que possuem a doença apresentam inflamações nos locais onde há tecido do endométrio fora da cavidade uterina.


 

Alguns alimentos para incluir nas refeições

 

- Ricos em magnésio mineral: Folhas verdes escuras como agrião, rúcula, espinafre, escarola, chicória, almeirão, brócolis, couve de Bruxelas, couve manteiga; alimentos integrais (gérmen de trigo, arroz, aveia, centeio, cevada, milho, quinoa, amaranto); sementes de girassol, castanhas e tofu.

 

- Ômega 3 (gordura poli-insaturada): óleo de linhaça, linhaça, peixes, em especial: sardinha, arenque, salmão, anchova, cavala, atum, truta; vegetais de folhas verdes escuras (agrião, hortelã, brócolis cru, couve manteiga crua); soja, milho, aveia, abacate, algas marinhas e semente de chia.

 

- Vitaminas do complexo B (vitaminas): alimentos integrais e vegetais de folhas verdes escuras (como os que foram citados nas fontes de magnésio), carnes, peixes, queijo e ricota, feijões, cogumelos, algas marinhas, gema de ovo, sementes de girassol e geleia real.


 

Sintomas e tratamento da endometriose

 

De acordo com a ginecologista Dra. Camila Ramos (@dracamilaramos), especialista em reprodução humana, a cólica menstrual é o sintoma mais comum da endometriose, mas os sintomas podem variar. Sentir dor na parte inferior do abdômen antes e depois da menstruação, dor na relação sexual, desconforto com movimentos intestinais e até sangramento intestinal e urinário, são alguns deles.

 

A endometriose tem cura, se tiver um procedimento cirúrgico eficaz e após um bloqueio do ciclo menstrual para que não retorne a doença. Medicamentos para dor, como analgésicos e anti-inflamatórios, são eficazes em alguns casos. Já os contraceptivos hormonais, usados de forma contínua onde bloqueiam o ciclo menstrual são uma boa escolha, como as pílulas anticoncepcionais, adesivos e anéis vaginais.

 

Ademais, há uma outra opção: são os chamados agonistas e antagonistas do hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) para bloquear a produção de estrogênio que estimula os ovários. “O estrogênio é o hormônio responsável principalmente pelo desenvolvimento das características sexuais femininas. O bloqueio da produção de estrogênio evita a menstruação e cria uma menopausa artificial. Vale lembrar que é um tratamento de uso limitado e normalmente utilizado para preparar a paciente para uma cirurgia ou antes de um tratamento de reprodução assistida”, ressalta Dra. Camila. 

“É inevitável a busca por um profissional caso a paciente perceba que alguma coisa não está certa. Manter os exames em dia é uma das principais formas de descobrir precocemente a doença. Manter uma alimentação saudável também pode ser uma forma de prevenção”, finaliza a ginecologista.

Relatos de insônia aumentaram durante a pandemia em todo o mundo

Falta de concentração e queda na produtividade são algumas das consequências de noites mal dormidas; Psiquiatra explica como a adoção de técnicas comportamentais simples podem contribuir para um sono tranquilo


O aumento na incidência de distúrbios do sono durante a pandemia é fenômeno que já vem sendo relatado globalmente, com estudos apontando que a insônia é a principal reclamação das pessoas. Uma pesquisa da Universidade de Southampton, de agosto de 2020, mostrou que o número de britânicos que relataram recorrência com o problema saltou de 17% para 25%. Na China, as taxas subiram quase 6 pontos percentuais, de 14,6% para 20% e, na Grécia, cerca de 40% das pessoas entrevistadas durante a pandemia relataram ter vivido o problema.

O Brasil não passou ileso, é claro. Por aqui, desde o início da pandemia, em março, a palavra "insônia" foi a mais procurada no Google e, ainda mais chocante, a pesquisa por "remédio para insônia" aumentou 130% nas buscas. Isso em um país onde 40 milhões já relatavam o problema antes da Covid-19, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Especialista no assunto, o psiquiatra Marco Abud afirma que não é muito difícil encontrar as razões para esse crescimento:

"A mudança de rotina causou estresse, essa confusão de espaço pessoal com profissional, aumento nas tarefas domésticas, cuidados com os filhos, o isolamento social, que nos colocou longe de familiares e amigos e, claro, o medo da doença ou de algum familiar contraí-la, e até mesmo as inseguranças com a economia do país. Tudo isso virou um caldeirão de emoções e o sono é um dos que mais sofrem com esses momentos, pois é o período que precisamos relaxar, mas também aquele em que tudo vem à tona: o dia a dia, as angústias, a sensação de que é preciso encontrar soluções imediatas para os problemas da nação a todo custo", explica.

O médico conta que os chamados insones são aqueles que apresentam dificuldades para adormecer ou que não conseguem manter a linearidade de sono. "A insônia pode ser identificada por características como demora para pegar no sono depois de deitado após um período superior a 30 minutos; despertar no meio da noite e não conseguir voltar a dormir; ou ainda passar a acordar muito mais cedo do que o habitual e, mesmo com horas livres para seguir dormindo e ainda sentindo cansaço, não ser capaz de pegar no sono. Boa parte dos brasileiros em algum momento já teve alguma experiência própria ou com alguém próximo que se encaixa em um ou mais desses pontos descritos".

A chave para encontrar uma solução para o incômodo das horas de descanso perdidas está em entender inicialmente as causas do problema. Na maioria dos casos, salvo outras condições médicas que têm os distúrbios do sono como consequência, a insônia pode ser classificada como transitória (aguda) ou crônica. A primeira surge por fatores ligados ao estresse ou abalo diante de uma determinada situação de vida - como o isolamento social e a quebra de rotinas impostos pela pandemia -, e tende a perdurar por um curto período de tempo, suficiente para contornar a questão que gerou o incômodo. Contudo, há situações em que a condição pode avançar para o que é classificado como insônia crônica, um distúrbio persistente que envolve comportamentos e hábitos que seguem sendo acumulados com o passar do tempo, piorando cada vez mais o quadro.

"De forma bem simplificada, isso acontece porque o nosso cérebro ‘aprende’ após um certo período a aceitar esse novo padrão. É o famoso efeito bola de neve: inicialmente acontece algo extraordinário, que parece fugir ao controle e começa a afetar nossa capacidade de relaxar corpo e mente quando é o momento de dormir. Mesmo quando a situação original já não é mais tão latente, a mudança no comportamento do sono segue presente. Aos poucos outros anseios e preocupações começam a ser somados, criando um ‘monstro’ interior que parece destruir a nossa capacidade de dormir bem e acaba por tornar o sono algo que beira o intangível", analisa Abud.



Técnicas para lidar (e amenizar) o problema

Embora não seja possível controlar o mundo, nem a velocidade das vacinas, tampouco quando o coronavírus desaparecerá, é possível realizar algumas técnicas e exercícios para tentar contornar essa dificuldade ou, pelo menos, amenizá-la. Motivado por essa percepção, o psiquiatra, que possui um canal no YouTube chamado Saúde da Mente, atualmente com mais de 1,3 milhão de inscritos - o maior sobre a temática no Brasil -, elaborou uma série de vídeos sob a chancela "Viva livre da insônia" para ajudar na conscientização da população em geral. Ele criou ainda um treinamento digital gratuito, a Maratona do Sono, onde usa técnicas da Terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I) para ajudar pessoas do outro lado da tela a adotarem ações de autocuidado a partir do controle de estímulos externos, higiene do sono e relaxamento, entre outros.

"A TCC-I é indicada como primeira alternativa no tratamento da insônia, tendo como principal missão ajudar as pessoas insones a entenderem os gatilhos que comprometem o sono, compreendendo melhor as suas causas primárias e os desdobramentos disso. A terapia dá a essas pessoas os subsídios, com técnicas cognitivas e comportamentais, para a retomada de um sono mais tranquilo", frisa Abud.

Mesmo à distância, os benefícios da adoção dessas técnicas vêm sendo provados. Um estudo da Universidade de Michigan, divulgado no ano passado, destacou que pacientes que buscaram a terapia por meio da telemedicina tiveram respostas tão positivas quanto aqueles que passaram pessoalmente pelo processo. E isso abre frentes que podem possibilitar um acesso mais amplo ao cuidado especializado - especialmente em tempos de quarentena estendida.

Quem já passou e superou o problema sabe bem como é. A mineira Francisca de Oliveira Ferreira Arquete sofreu com a insônia por treze anos, mas viu tudo piorar em meados de 2020, quando a pandemia ainda estava em seus primeiros meses no Brasil. Ela conta que as noites mal dormidas geravam nela a sensação contínua de cansaço, irritabilidade constante e crises de ansiedade. E ainda havia consequências ligadas a sintomas físicos, como dores estomacais:

"Uma das coisas que eu aprendi a partir dessas técnicas para lidar sem uso de medicações com o problema foi sobre a rotina de sono. Como eu não dormia durante a semana, eu achava que devia, por exemplo, passar o domingo inteiro na cama para compensar. Tenho certeza que muita gente se identifica, se cansa durante a semana e usa o fim de semana para amenizar, que é a coisa de você perder o ‘apetite pro sono’. Curar a insônia mudou completamente minha saúde, a qualidade de vida que ganhei é impressionante", comenta ela.

Segundo Abud, o sono é muito importante para o equilíbrio físico e emocional e a falta dele afeta a química do cérebro, levando a problemas em nossos relacionamentos e nossa produtividade também. "Uma noite mal dormida é, provavelmente, a principal responsável pela falta de concentração e atenção que uma pessoa pode ter. Ao longo do tempo, isso vai nos afetando de uma forma que pode levar a doenças como obesidade, diabetes e hipertensão, e comprometer ainda mais nossa saúde mental, levando inclusive à depressão", finaliza.

Para contribuir para noites de sono mais tranquilas, o psiquiatra Marco Abud lista as recomendações básicas para quem estiver passando pelo problema:

1. Evite eletrônicos, como celular e tablets, enquanto estiver na cama e antes de dormir, pois são estimulantes.

2. Deite-se apenas quando estiver com sono.

3. Evite café, chá preto, refrigerantes ou medicamentos que contenham cafeína pelo menos quatro horas antes de se deitar.

4. Não consuma bebidas alcoólicas no mínimo 6 horas antes de dormir.

5. Não faça refeições pesadas antes de dormir, como feijoada ou churrasco.

6. Cuidado com as sonecas durante o dia.

7. Faça exercícios físicos no máximo de 4 a 6 horas antes de dormir e de preferência ao ar livre.

8. Procure expor-se à luz solar todos os dias, pela manhã ou no final da tarde.

Pacientes adultos e pediátricos com linfoma de Hodgkin, ganham nova opção de tratamento com imunoterapia


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) acaba de aprovar a imunoterapia pembrolizumabe (Keytruda®), anti PD-1 da MSD, para o tratamento de pacientes adultos com Linfoma de Hodgkin clássico refratário (quando a doença não responde ao tratamento prévio) ou recidivado (quando a doença volta a aparecer após o término do tratamento prévio) à partir da 2º linha de tratamento. A ANVISA também aprovou pembrolizumabe para o tratamento de pacientes pediátricos, com idade igual ou superior a 3 anos, com Linfoma de Hodgkin clássico refratário, ou que tenham recidivado após 2 ou mais linhas de terapia.

A aprovação para a população adulta é baseada nos resultados do estudo de Fase 3 KEYNOTE-204[i] que atingiu o objetivo primário com pembrolizumabe, reduzindo significativamente o risco de progressão da doença ou morte em 35% em comparação com o brentuximabe vedotin (BV). Além disso, a mediana de sobrevida livre de progressão foi de 13,2 meses para pacientes tratados com pembrolizumabe e 8,3 meses para pacientes tratados com BV.

O KEYNOTE-204 é um estudo clínico randomizado, aberto e controlado, que incluiu 304 pacientes com LHc recidivado ou refratário. O estudo envolveu adultos com doença recidivada e ou refratária após pelo menos um regime de tratamento quimioterápico. Os pacientes foram randomizados 1: 1 para receber a cada três semanas por via intravenosa com pembrolizumabe 200 mg ou BV 1,8 mg / kg.

O tratamento foi continuado até toxicidade inaceitável, progressão da doença ou um máximo de 35 ciclos (até aproximadamente dois anos). A avaliação da doença foi realizada a cada 12 semanas. A randomização foi estratificada por transplante autólogo prévio e estado da doença após a terapia de primeira linha. A principal medida de eficácia foi a sobrevida livre de progressão, avaliada por revisão central independente cega. A aprovação para a população pediátrica, é baseada no estudo KEYNOTE-051, que incluiu 161 pacientes pediátricos (62 pacientes com idade entre 6 meses e menos de 12 anos e 99 pacientes com 12 a 17 anos) que receberam pembrolizumabe 2 mg/kg a cada 3 semanas. A duração média da exposição foi de 2,1 meses (intervalo: 1 dia a 24 meses).

As reações adversas que ocorreram em uma taxa ≥10% em pacientes pediátricos quando comparados aos adultos foram: febre (33%), vômitos (30%), leucopenia (30%), infecção do trato respiratório superior (29%), neutropenia (26%) ), dor de cabeça (25%) e anemia de grau 3 (17%).

O tratamento de LHc refratário ou recidivado em crianças e adolescentes segue estratégias baseadas em adultos, com poliquimioterapia seguida de Transplante Autólogo de Células Tronco3;4. Em pacientes que foram anteriormente refratários ou recidivados à 1ª ou 2ª linha de quimioterapia, especialmente aqueles com doença de alto risco, as opções existentes de tratamento não são satisfatórias, deixando pouca expectativa de benefício e toxicidade adicional.

“A imunoterapia para o tratamento da doença refratária bem como a indicação para pacientes pediátricos era muito esperada no Brasil. “Os pacientes com Linfoma de Hodgkin que não alcançam remissão após o tratamento inicial ou que recaem após o transplante tem um prognóstico ruim, refletindo a necessidade não atendida de terapias melhores no cenário de recidiva / refratário”, explica o Onco-hematologista Dr Guilherme Perini, que completa: “Com esta aprovação, pembrolizumabe tem o potencial de mudar o padrão atual de tratamento e ajudar esses pacientes a obter melhores resultados”.


Linfoma de Hodgkin

O linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer relativamente raro, que se origina no sistema linfático, conjunto composto por órgãos (linfonodos ou gânglios) e tecidos que produzem as células responsáveis pela imunidade.

A doença surge quando um linfócito (célula de defesa do corpo) se transforma em uma célula maligna, capaz de multiplicar-se descontroladamente e disseminar-se. Quando não tratadas, essas células malignas podem atingir outras partes do corpo. A doença origina-se com maior frequência nas regiões do pescoço e tórax, denominada mediastino.

Segundo a American Cancer Society, o linfoma de Hodgkin pode acometer crianças e adultos, mas é mais comum no início da idade adulta, especialmente na faixa dos 20 anos. O risco de desenvolver a patologia aumenta novamente ao final da vida adulta, após os 55 anos. Em geral, a idade média do diagnóstico é 39 anos[ii].

No Brasil, são estimados 2.640 novos casos de linfoma de Hodgkin em 2020, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA)5. Vale ressaltar que a maioria dos pacientes com a doença podem ser curados devido ao avanço dos tratamentos disponíveis atualmente.





MSD no Brasil

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[i] National Library of Medicine. Acessado em 14/10/2020. Disponível em: https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT02684292


[ii] American Cancer Society. Acessado em 15/10/2020. Disponível em https://www.cancer.org/cancer/hodgkin-lymphoma/about/key-statistics.html#written_by

3 Shankar A, Hayward J, Kirkwood A, McCarthy K, Hewitt M, Morland B, et al. Treatment outcome in children and adolescents with relapsed Hodgkin lymphoma-results of the UK HD3 relapse treatment strategy. Br J Haematol. 2014 May;165(4):534-44.

4 Hazar V, Kesik V, Aksoylar S, Karakukcu M, Ozturk G, Kupesiz A, et al. Outcome of autologous hematopoietic stem cell transplantation in children and adolescents with relapsed or refractory Hodgkin's lymphoma. Pediatr Transplant. 2015Nov;19(7):745-52.

5 Instituto Nacional de Câncer (INCA). Acessado em 14/10/2020. Disponível em http://www.oncoguia.org.br/conteudo/estatistica-para-linfoma-de-hodgkin/7705/321/



3 exames importantes para o diagnóstico da endometriose

O mês de março amarelo visa conscientizar sobre a doença

 

Entramos em um mês importante para conscientizar e alertar sobre a endometriose, uma doença que acomete 10% das mulheres que menstruam e que pode influenciar na fertilidade (30 a 50% dos casos). 

O ginecologista e obstetra, Dr. Marcos Tcherniakovsky, especialista em endometriose, diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE), explica que a doença é caracterizada pela saída do tecido endometrial para fora do útero através das tubas, e que pode se implantar em órgãos da região pélvica e causar um processo inflamatório. 

Conheça os 3 exames mais importantes para o diagnóstico da endometriose:

 

1) Exame físico

Quando há suspeita da doença, o especialista realiza um exame físico de toque vaginal, com o objetivo de verificar se o útero está fixo, se teve aumento dos ovários e possíveis alterações que confirmem a suspeita. Antes, o médico avalia a história clínica da paciente, ouvindo com cuidado todos os sintomas e queixas e sem pressa, também para tranquilizá-la.

 

2) Ressonância magnética da Pelve

É solicitada com preparo intestinal e é feita por um especialista que conheça muito bem a doença. O exame possibilita uma avaliação completa da pelve em múltiplos planos, com excelente resolução anatômica e espacial. 

 

3) Ultrassom endovaginal

Também é solicitado com preparo intestinal e feito por especialista em endometriose. O exame consegue identificar a presença de endometriose em qualquer local da região da pélvica, como ovários, tubas, bexiga e intestino.

 

Ambos os exames são excelentes para diagnosticar a presença de endometriose profunda, aquela que tem mais de 5mm de profundidade e costuma dar mais sintomas, como dores abdominais e/ou pélvicas.  

Através destes 3 exames podemos determinar a necessidade de trabalharmos de forma multidisciplinar. Quando existe o diagnóstico de endometriose intestinal, sempre solicitamos uma avaliação com o proctologista ou cirurgião geral. O mesmo ocorre quando temos um provável acometimento da bexiga e encaminhamos para o urologista, para que acompanhe em conjunto com o ginecologista.

 




Dr. Marcos Tcherniakovsky – Ginecologista e Obstetra - Especialista em Endometriose e Vídeoendoscopia Ginecológica (Histeroscopia e Laparoscopia). Atualmente é Médico Responsável pelo Setor de Vídeo-Endoscopia Ginecológica e Endometriose da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC. É Médico Responsável na Clínica Ginelife. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO e Diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose. Membro da Comissão Nacional de Especialidades em Endometriose pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) Instagram: @dr.marcostcher   

Nutrólogo orienta sobre consumo de vitaminas e aminoácidos para imunidade e ganho de energia

Daniel Magnoni, chefe da nutrologia do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo, aponta opções cientificamente comprovadas para auxiliar sistema imunológico e dar boa disposição


Em tempos de pandemia, as dúvidas sobre imunidade são cada vez mais frequentes na rotina clínica. Queixas sobre indisposição também têm se acentuado, visto que o sistema de home office tornou ainda mais evidente o acúmulo de tarefas domésticas com a jornada de trabalho e estudos. Diante deste cenário, é comum que as pessoas busquem alternativas para suprir estas carências sem orientação médica e acabem fazendo escolhas sem considerar quais são as opções cientificamente comprovadas.

"Com o início das aulas e o trabalho, remoto ou presencial, quem trabalha e estuda tem a tendência de sofrer um maior desgaste. As primeiras semanas irão exigir muito do corpo e mente, aumentando a sensação de cansaço e podendo causar déficits de atenção. Uma alimentação rica em vitaminas do complexo B (1, 2, 3, 5, 6, 7 e 12), que atuam de maneira geral no organismo, é uma boa opção para combater esse desgaste", explica o Dr. Daniel Magnoni, chefe da nutrologia do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo.


Imunidade - Alimentos como peixes, castanhas, fígado e vegetais verdes são ricos em vitaminas do complexo B e ajudam a manter uma boa imunidade e equilíbrio do sistema nervoso. "A suplementação deve ser considerada para quem, por conta da correria, não consegue se alimentar corretamente. Nas gondolas existem diversas opções como comprimidos, cápsulas, gotas e xaropes. Há também uma nova geração, em gomas, que não exigem água para ingestão, são muito saborosas e oferecem a quantidade diária necessária de nutrientes de forma prática. Mas, vale ressaltar, que toda suplementação deve ser indicada e acompanhada por um médico", orienta o nutrólogo.

E para conseguir uma energia extra, o consumo de energéticos costuma ser a principal escolha, mas é preciso cuidado, pois, em excesso, causa contraindicações e pode acabar prejudicando a saúde cardíaca, principalmente os produtos com cafeína, que têm efeito estimulante e em altas doses aceleram os batimentos cardíacos, podem causar irritação estomacal, ansiedade, náuseas, entre outros efeitos.

Segundo Dr. Magnoni, há opções que melhoram a disposição sem sobrecarregar o sistema vascular. "Produtos à base de taurina, por exemplo, que já são encontrados no formato gomas, são boas opções para garantir uma energia extra, pois não é um estimulante, auxilia com as funções fisiológicas e traz outros benefícios para o corpo como imunidade e controle de colesterol", comenta o nutrólogo. "Além disso a taurina associada às vitaminas do complexo B são uma excelente opção para ter mais energia", diz.


Taurina - Devido às boas funções fisiológicas, tornou-se um ingrediente funcional muito utilizado em bebidas energéticas, que auxilia no desempenho esportivo e na recuperação após as atividades físicas. (1). Não é recomendado seu consumo associado a estimulantes de reconhecido impacto nas funções cardiometabólicas como, por exemplo, a cafeína, que tem vários efeitos colaterais como ansiedade, alterações no trato digestivo, insônia e alteração nos batimentos cardíacos, cefaleia, entre outros.


Vitaminas do Complexo B (1, 2, 3, 5, 6, 7 e 12) - Cada uma tem sua especificidade e maneira de atuação no organismo, mas, de forma geral, auxiliam com a absorção e ativação de nutrientes, atuam na proteção e no desenvolvimento de neurônios, formação de hemácias, que são as células vermelhas do sangue. (2), (3), (4).

 

 

Dr. Good

 

Referências

• Efeito da ingestão de taurina no desempenho físico: uma revisão sistemática; J.C. Pereira, R. G. Silva, A.A. Fernandes e J.C.B. Marins

• Vitamins and Minerals for Energy, Fatigue and Cognition: A Narrative Review of the Biochemical and Clinical Evidence; Anne-Laure Tardy, Etienne Pouteau, Daniel Marquez, Cansu Yilmaz e Andrew Scholey

• Vitaminas do complexo B; Helio Vannucchi, Selma Freire de Carvalho da Cunha e Paula Lumy Takeuchi

• Vitamina B12; Helio Vannucchi, Thaís Helena Monteiro e Paula Lumy Takeuchi


Dia Mundial da Audição

 OMS lança apelo global por maiores cuidados com a saúde auditiva

Com o tema "Cuidados auditivos para todos", a campanha marcará o lançamento, em 3 de março, do Relatório Mundial sobre a Audição


Você cuida de sua audição? Tem consciência de que, mais cedo ou mais tarde, pode começar a sentir dificuldades para ouvir? A deficiência auditiva é um dos distúrbios mais incapacitantes, que traz grandes prejuízos à qualidade de vida dos indivíduos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 500 milhões de pessoas no mundo têm surdez moderada e/ou severa e a previsão é de que até 2050, 900 milhões de pessoas poderão ter algum grau de perda auditiva, o que significa 1 em cada 10 habitantes do planeta.

Se não for tratada, a deficiência auditiva pode causar dificuldades cada vez maiores. As pessoas que não ouvem bem têm vergonha de estar com amigos, se divertem menos e têm menos chances no mercado de trabalho. Com o tempo, as sequelas aumentam, vem o isolamento social e a tristeza, que podem levar à depressão, declínio cognitivo e demência.

A gravidade da situação vem impulsionando campanhas e estratégias de Saúde Pública da OMS sobre a importância do cuidado com a saúde auditiva. Com o tema "Cuidados auditivos para todos!", o Dia Mundial da Audição de 2021, comemorado pela entidade no próximo dia 3 de março, marcará o lançamento do Relatório Mundial sobre a Audição, com um apelo global aos governos e à população em geral quanto à adoção de medidas efetivas para lidar com a perda de audição e as doenças , ao longo da vida.

"Neste Dia Mundial da Audição, a OMS faz um grande apelo à ação. Quanto mais cedo a perda auditiva for detectada, melhor. Estamos enfatizando a importância de abordar e tratar a perda de audição em tempo hábil, tão logo apareçam os primeiros indícios de dificuldades para ouvir. Com isso, evitamos uma série de prejuízos na comunicação, nos relacionamentos, e as pessoas podem continuar aproveitando a vida ao máximo. Para isso, uma das opções de tratamento é o uso de aparelhos auditivos, que irá proporcionar inúmeros benefícios para o indivíduo", pontua a fonoaudióloga Marcella Vidal, Gerente de Audiologia Corporativo, Telex Soluções Auditivas.

Entre as principais mensagens da OMS no Dia Mundial da Audição 2021 estão às que se referem a decisões políticas e governamentais, entre elas, a inclusão de atendimento na área de audiologia nos planos nacionais de saúde. Para o público em geral, as mensagens focam na importância de uma boa audição e comunicação em todas as fases da vida e na adoção de ações preventivas ao longo da vida, como a proteção contra sons altos e boas práticas de cuidados com a audição.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que todas as pessoas chequem a sua audição, periodicamente. "Aconselho a realização de um exame denominado audiometria, uma vez ao ano, especialmente para pessoas acima de 50 anos, para quem tem predisposição genética ou já experimentam dificuldades para ouvir; e também para aquelas que têm infecções frequentes na orelha, trabalham em ambientes ruidosos ou ouvem som alto por longos períodos, como ocorre atualmente entre os mais jovens com a 'febre' dos fones de ouvido", conclui a fonoaudióloga Marcella Vidal.

Estudo realizado em 2019 pelo Instituto Locomotiva e a Semana da Acessibilidade Surda revelou que existem, no Brasil, 10,7 milhões de pessoas com deficiência auditiva - 5% da população -, sendo que, desse total, 2,3 milhões têm perda de audição severa. A surdez atinge mais os homens, 54%; e 46% de mulheres. Grande parte deles tem 60 anos de idade ou mais (57%). Nove por cento dos indivíduos com deficiência auditiva nasceram com essa condição e 91% adquiriram o distúrbio ao longo da vida. E dois em cada três brasileiros com perda de audição não tratada relataram enfrentar dificuldades nas atividades do dia a dia.


Novos tratamentos e procedimentos passam a ter cobertura pelos planos de saúde em abril

  Atualização do Rol da ANS em discussão desde 2018 vai beneficiar pacientes de doenças como psoríase e câncer de próstata 

 

O novo Rol [1] da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), lista de referência para cobertura obrigatória de tratamentos e procedimentos pelos planos de saúde regulados pela agência, passa a valer em abril e vai beneficiar milhares de pacientes. Da discussão pela incorporação das 185 tecnologias elegíveis para avaliação da agência, sendo 75 delas medicamentos, 46 foram incluídos no novo Rol, sendo 19 novas tecnologias para doenças onco-hematológicas e 17 imunobiológicos. A incorporação desses medicamentos no sistema de saúde suplementar pode representar uma das poucas alternativas de tratamento para os pacientes e um avanço para aumentar o arsenal terapêutico disponível para decisão dos médicos. 

 A lista não era atualizada desde janeiro de 2018, quando entrou em vigor o Rol atual. Nesses mais de três anos, tecnologias aprovadas pela Anvisa que chegaram ao Brasil deixaram de ser avaliadas, atrasando o acesso de pacientes a tratamentos mais modernos, alguns para doenças graves. Conheça algumas das incorporações que foram aprovadas e começam a valer a partir de abril deste ano.

 

 Câncer de próstata 

 Até o momento, para a indicação de pacientes sem metástase que já falharam à terapia de privação androgênica

- ADT, somente os tratamentos intravenosos possuíam inclusão automática no Rol da ANS após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e comercialização no Brasil. Com as novas incorporações, serão incluídas também algumas terapias orais para câncer de próstata sem metástase, mas que já apresentam perda de resposta ao tratamento padrão nessa fase da doença (terapia de privação androgênica-ADT), capazes de atrasar o início da doença metastática e prolongar a vida dos pacientes, com qualidade. 

 Vale ressaltar que as terapias orais podem apresentar maiores chances de sobrevida e controle de diversos tipos de cânceres e nem sempre possuem um substituto intravenoso. Recentemente, foi aprovado pelo Senado Federal o Projeto de Lei 10.722/18, com o objetivo de facilitar e ampliar o acesso de milhares de pacientes às terapias orais, diminuindo idas constantes ao hospital, fator decisivo para a comodidade do paciente e para a adesão ao tratamento em um cenário atual de pandemia de covid-19. O projeto aguarda votação na Câmara dos Deputados e, se aprovado, precisa ser assinado pelo Presidente da República para virar Lei. A inciativa deve beneficiar mais de 50 mil pacientes oncológicos que utilizam planos de saúde no Brasil.

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, com uma estimativa no Brasil de mais de 65 mil novos casos anuais [2]. A doença acomete, geralmente, indivíduos acima de 60 anos e ocorre quando células malignas se formam e se multiplicam descontroladamente nos tecidos da próstata (glândula do sistema genital masculino localizada abaixo da bexiga) [3]. Em fases iniciais (não-metastáticas), esse tipo de câncer pode ser silencioso e não apresentar sintomas. Já em fases mais avançadas, com o surgimento de metástases, a doença pode causar dor óssea, provocar fraturas ou até compressão da coluna vertebral. Além do grande impacto desses sintomas na qualidade de vida dos pacientes, quando a metástase surge, também há um prejuízo significativo na expectativa de vida, que no geral é reduzida para cerca de 3 anos. 

 

 Psoríase 

 Com a nova resolução, sete medicamentos para o tratamento da psoríase foram incorporados ao novo rol da ANS. Desde 2019, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza alguns desses medicamentos para casos moderados a grave de psoríase, após falha de tratamentos anteriores, mas é a primeira vez que os imunobiológicos serão disponibilizados no sistema privado de saúde para esta indicação. 

 As tecnologias incorporadas são indicadas para casos moderados a graves da doença, após falha de tratamentos anteriores, e vão permitir que o paciente tenha acesso terapias inovadoras que apresentam altas taxas de resposta e permitem redução significativa ou total das lesões de pele causadas pela doença. Um paciente com psoríase pode levar, em média, mais de um ano e meio para encontrar um tratamento efetivo que resolva as lesões da pele. Para alguns casos, os tratamentos imunobiológicos são a única opção de controle da doença, principalmente se o paciente estiver na faixa dos 20% dos casos que não responderam ao tratamento convencional. Estima-se que cerca de 3 milhões de pessoas no Brasil têm a doença .

 

 Retocolite ulcerativa (RCU) 

 Com a ampliação do arsenal terapêutico para o tratamento das doenças inflamatórias intestinais (DIIs) - que englobam a retocolite ulcerativa e a doença de Crohn - médicos e pacientes terão alternativas modernas para o controle da progressão da doença que retardam o agravamento dos sintomas e a necessidade de cirurgia. No total, três imunobiológicos foram incorporados ao novo ROL da ANS para RCU. 

 Os imunobiológicos reduzem o processo inflamatório do paciente, o que não só ameniza os sintomas da doença, mas também promove a cicatrização da mucosa e mantém uma remissão sustentada. Como consequência, há menor risco da necessidade de hospitalizações e cirurgias, o que causa impacto positivo na qualidade de vida do paciente. 

 As DIIs são enfermidades crônicas e caracterizadas por inflamações no trato gastrointestinal que afetam principalmente adultos jovens. Quando mais graves, podem causar sangramentos e/ou muco nas fezes, perda excessiva de peso e anemia. Dados de uma pesquisa com 3,5 mil brasileiros portadores de DIIs mostram que 78% relataram impactos significativos na rotina, sendo que para 51% a DII afetou o emprego e 20% tiveram que se ausentar do trabalho ou estudo por mais de 25 dias. A retocolite ulcerativa já possuía algumas opções disponíveis de imunobiológicos no sistema público de saúde (SUS), mas nenhuma no Rol da ANS, até o ano passado. 

 

 Leucemia 

 No pleito atual, que entra em vigor em abril, foi aprovado o uso de terapia-alvo para o tratamento em primeira linha de Leucemia Linfocítica Crônica (LLC) e ampliação da obrigatoriedade já existente (deleção do cromossomo 17p) para pacientes com doença recaída ou refratária- quando o câncer volta a se desenvolver.  Essa avaliação foi feita com base em estudos que demonstram os efeitos positivos do tratamento em diferentes perfis de pacientes. 

 A incorporação beneficia principalmente pessoas idosas e/ou com comorbidades importantes (função renal alterada, por exemplo) que são geralmente incapazes de tolerar tratamentos agressivos e altamente tóxicos. Com essa inclusão, esses pacientes poderão contar com terapias mais bem toleradas e que possam ser utilizadas desde fases iniciais da doença, oferecendo respostas superiores aos tratamentos convencionais. 

 A LLC é um câncer do sangue, de crescimento lento, que surge a partir de células B, um tipo de glóbulo branco (linfócito) que se origina na medula óssea. É uma doença predominante em idosos e geralmente acomete pessoas com idade em torno dos 70 anos. 

É considerada uma enfermidade rara, cujo tratamento padrão se baseia no uso combinado de quimioterapia com imunoterapia. No entanto, estudos revelam que as terapias-alvo têm apresentado melhores resultados para esse perfil de paciente, principalmente quando a enfermidade é considerada de alto risco e apresenta algum fator de pior prognóstico, como a deleção do cromossomo 17, a presença da mutação do TP53 ou a ausência da mutação na cadeia pesada da imunoglobulina (IGHV). 

 A LLC é considerada o tipo mais comum de leucemia em adultos no ocidente, representando aproximadamente 30% de todas as leucemias neste grupo populacional. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) foram estimados 10.810 novos casos de leucemia em 2020. 

 

 Linfoma 

 Algumas quimioterapias estavam disponíveis para o tratamento do Linfoma de Células do Manto (LCM), mas é a primeira vez que uma terapia-alvo oral é incluída no Rol para pacientes que receberam, no mínimo, um tratamento anterior. A incorporação dessa terapia traz benefícios aos pacientes como melhor tolerabilidade e comodidade no tratamento.

O LCM é um tipo de câncer relativamente raro responsável por aproximadamente 5% a 10% de todos os linfomas não-Hodgkin. Origina-se no sistema linfático composto por órgãos (linfonodos ou 

gânglios) e tecidos que produzem as células responsáveis pela imunidade. A doença surge quando um linfócito (célula de defesa do corpo) se transforma em uma célula maligna, capaz de multiplicar-se descontroladamente e se espalhar.

 A doença é mais frequente em idosos acimas de 60 anos e quando não tratada, pode atingir outras partes do corpo. No Brasil, a estimativa era de 12.030 novos casos de linfoma não-Hodgkin até o final de 2020, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

 

 

 

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1-http://www.ans.gov.br/aans/noticias-ans/consumidor/6207-ans-define-novas-coberturas-dos-planos-de-saude

 

2-Instituto Nacional de Câncer (INCA). Câncer de Próstata. Disponível em http://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-prostata. Acesso em 10/02/2020.

 

3-Web MD. What is metastatic prostate cancer. Acesso em 14/05/2019. Disponível

em: http://www.webmd.com/prostate-cancer/advanced-prostate-cancer-16/metastatic-prostate-cancer

Cardiologistas lançam aplicativo gratuito para monitorar a pressão arterial

O aplicativo AMPA nasceu da confluência de ideias de seis renomados médicos brasileiros especialistas em hipertensão


O Ministério da Saúde indica, no seu último levantamento publicado em 2017, que 141.878 mortes foram registradas devido à condição ou a causas relacionadas à hipertensão no Brasil. Ou seja, 388,7 ao dia. Ainda segundo a pasta, 37% desses óbitos precoces englobam pessoas com idade inferior aos 70 anos. Diante desse cenário, um grupo formado por médicos cardiologistas de várias partes do país, lançaram um aplicativo gratuito que monitora a pressão arterial de pacientes hipertensos. O AMPA (Automedida da Pressão Arterial), da empresa Beliva, já está disponível para IOS e Android.

"Desta forma, o AMPA surge como uma maneira eficaz de auxiliar médicos no controle da hipertensão arterial remotamente. O aplicativo ainda permite uma comunicação entre profissional e paciente. Mas vale destacar: qualquer pessoa pode buscar e baixar a ferramenta. O APP permite aos usuários adicionar os dados das medições feitas com aparelho próprio em casa e receber relatórios dessas medidas. Com isso pronto, é possível submetê-los a avaliação do seu médico de confiança.", explica um dos idealizadores, Dr. Audes Feitosa. No Brasil, mais de 1.000 clínicas de cardiologistas são atendidas pela empresa Beliva.

Com a possibilidade de supervisão remota por parte do médico, os ganhos para profissional e paciente são diversos. Por exemplo, a medição e registro dos dados diários podem servir para monitorar reação a determinados medicamentos. Além disso, as conversas ficam num ambiente específico para aquilo, deixando tudo mais organizado e dinâmico. Sem contar que a consolidação desse hábito de acompanhamento interfere positivamente na adesão ao tratamento e no controle da pressão arterial.

O aplicativo foi desenvolvido em Recife, no Porto Digital e contou com o apoio da empresa japonesa de produtos para a saúde Omron Healthcare. Segundo o CEO e presidente da Omron Healthcare Brasil, Wanderley Cunha, essa parceria representa um apoio e suporte para tornar mais eficaz o controle da hipertensão arterial. "Nosso intuito e missão como empresa é melhorar cada vez mais a vida das pessoas. Através dos produtos mais inovadores do mercado, conseguimos apoiar um serviço que é fundamental para a prevenção e avaliação da pressão arterial", complementa Cunha.

Os cardiologistas responsáveis pelo AMPA estão espalhados por seis estados brasileiros - Pernambuco, Alagoas, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Goiás. São eles a Dra. Andréa Bandrão, Coordenadora de pós-graduação da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro; Dr. Audes Feitosa, Presidente do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia; Dr. Eduardo Barbosa, Presidente da Artery Latam Society; Dr. Marcos Mota, Investigador Principal de Centro de Pesquisas Clínicas do Centro Universitário Cesmac/Hospital do Coração de Alagoas; Dr. Roberto Miranda, Chefe do Serviço de Cardiologia da Disciplina de Geriatria da Universidade Federal de São Paulo; e Dr. Weimar Sebba, professor adjunto de Cardiologia da European Society of Cardiology and Hypertesion Unit Barcelona University.

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Sobre a Omron Healthcare

Com o intuito de melhorar a vida das pessoas, a OMRON Healthcare fornece produtos médicos inovadores e clinicamente comprovados para monitoramento e cuidados com a saúde. Nosso portfólio de produtos inclui monitores de pressão arterial, nebulizadores, termômetros eletrônicos e contadores de atividade, assim como monitores de composição corporal e dispositivos médicos profissionais. Durante muitas décadas, os dispositivos da OMRON têm ajudado pessoas a prevenir, tratar e controlar doenças domésticas e clínicas em mais de 100 países. A OMRON Healthcare do Brasil chegou ao país em 2008 e, desde então, constrói um portfólio de produtos voltados para o uso doméstico como monitores de pressão arterial, nebulizadores, termômetros e balanças digitais. Em 2018, a OMRON Healthcare foi eleita pela pesquisa "Global Home Appliance Market Comprehensive Survey", desenvolvida pela empresa japonesa Fuji Keizai, a marca número 1 em monitores de pressão de uso doméstico. Além disso, em 2020, a OMRON Healthcare foi eleita pela pesquisa da "IQVIA, empresa global de auditoria de mercado, a marca mais recomendada pelos médicos*.

 

Fonte: IQVIA, NPS, total Brasil, em quantidade de prescrições Check In (prescrições efetivas coletadas no balcão das farmácias), canais Retail e Delivery e canal PBM, mercado montado de monitores de pressão, no período MAT Mar’20


Idec pede novas regras para preços de medicamentos e vacinas

 Instituto lança campanha em apoio ao projeto de lei 5591/20, que permite reajustes negativos e exige mais transparência por parte da indústria farmacêutica

 

Nesta segunda-feira (1), o Idec, ONG de Defesa do Consumidor, lança a campanha nacional #RemédioAPreçoJusto pela aprovação do PL 5591/2020, de autoria do senador Fabiano Contarato (ES), que altera as regras para a definição de preços de medicamentos e vacinas no Brasil. De acordo com o Instituto, o modelo atual favorece abusos por parte da indústria farmacêutica e das redes varejistas e, assim, dificulta o acesso à saúde. O problema afeta consumidores, mas também o SUS (Sistema Único de Saúde), já que as compras públicas também se baseiam nos valores dos medicamentos estabelecidos pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).

 

O órgão foi criado em 2002, na esteira de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigou as distorções no mercado farmacêutico, e tem a atribuição de definir o preço máximo dos produtos farmacêuticos que chegam ao mercado brasileiro, assim como o percentual de reajuste anual. Apesar de ter conseguido romper um ciclo de aumentos excessivos, estudos indicam que o atual modelo regulatório da Cmed é insuficiente para lidar com as novas necessidades do setor. Por isso é tão comum, por exemplo, encontrar valores muito diferentes para um mesmo remédio ou, ainda, tratamentos para doenças graves ou raras a custos exorbitantes. 

 

Um dos problemas está no processo de definição do chamado preço de entrada - o valor máximo para um produto que acaba de chegar ao mercado brasileiro. De acordo com pesquisas elaboradas pelo Idec, esses valores são muito mais altos do que os preços praticados na ponta, fazendo que consumidores fiquem reféns dos descontos aplicados pela indústria ao preço-teto. 

 

Esse problema é agravado pela equação que rege o reajuste anual da tabela da Cmed. Isso porque a norma atual não prevê a possibilidade de reajuste negativo, ou redução dos preços-teto. Assim, as distorções que começam na definição do valor de entrada só aumentam com o passar dos anos.

 

Outro problema apontado pela campanha é a falta de transparência sobre os custos de desenvolvimento, produção e distribuição dos medicamentos, que impede os consumidores de conhecerem o verdadeiro valor de um produto farmacêutico. Quando a Cmed foi criada, determinou-se que as empresas deveriam cumprir alguns requisitos de transparência no momento do registro sanitário, mas os dados a serem fornecidos são muito limitados, e tanto a Cmed quanto a Anvisa podem dispensar as companhias desta exigência.

 

“Um preço-teto descolado da realidade significa espaço para abusos por parte do varejo e da indústria. A variabilidade e a opacidade que temos agora é injusta, e temos de exigir que o Poder Público faça a sua parte”, afirma Ana Carolina Navarrete, coordenadora do Programa de Saúde do Idec. “O momento nos mostra que é fundamental colocar o direito à saúde à frente dos interesses das empresas, e no campo do acesso a medicamentos isso passa por exigir mais transparência e aperfeiçoar o marco regulatório. Essa é uma batalha urgente, e a campanha Remédio a Preço Justo vem para colocar o tema na ordem do dia”, completa.   

A proposta apresentada pelo senador Fabiano Contarato em dezembro altera a metodologia de atribuição de preços da Cmed, abre uma previsão legal para que os valores possam ser reajustados para baixo e acrescenta requisitos de transparência no ato do registro de novos medicamentos. 

Para saber mais, acesse www.remedioaprecojusto.org.br



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