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terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Busca por congelamento de óvulos aumentou durante a pandemia, porém, muitas mulheres ainda têm receio

Confira as respostas às dúvidas mais comuns

 

Dados divulgados em dezembro de 2020, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que nos últimos dez anos aumentou cada vez mais o número de mulheres que decidem ter filhos após os 30 anos. Neste período, entre aquelas de 35 e 39 anos, o aumento de gravidezes foi de 63,6%. Entre 40 e 44 anos de idade, a alta no número de partos foi de 57% e, na faixa etária dos 45 aos 49 anos, de 27,2%. Até mesmo entre as mulheres com mais de 50 anos, a alta foi de 55%. 

Não é novidade que mulheres vêm adiando cada vez mais uma gravidez em nome da carreira e da estabilidade financeira. Em outros casos, elas simplesmente não encontraram o parceiro e veem o tempo passando. Há também aquelas que irão começar um tratamento de quimioterapia, por exemplo, o que provavelmente irá prejudicar as chances de engravidar no futuro.

No entanto, quando a pandemia foi decretada oficialmente, muitas mulheres que estavam pensando em engravidar, ficaram cheias de dúvidas, como, por exemplo: se eu engravidar e for contaminada, meu bebê será afetado? A Covid-19 pode alterar algo na minha fertilidade? As respostas, infelizmente, ainda não são totalmente claras. Assim, congelar os óvulos se tornou a melhor opção e a busca pelo procedimento aumentou cerca de 40% nas clínicas de reprodução humana.

Como muitas mulheres ainda têm dúvidas e receios sobre o tema, o ginecologista e responsável técnico do Centro de Reprodução Humana do IPGO, Arnaldo Cambiaghi, responde algumas questões, confira:


1- Quais mulheres devem considerar a opção do congelamento de óvulos?

O Congelamento de óvulos é benéfico para todas as mulheres que desejam preservar a fertilidade para o futuro. As indicações para o procedimento são:


I) Mulheres solteiras com pouco menos de 35 anos preocupadas com a diminuição progressiva de sua fertilidade: embora os constantes avanços da ciência tenham ajudado casais a alcançarem o sonho de ter filhos, a realidade ainda está longe de evitar o envelhecimento dos óvulos. Se no passado o início da maternidade era aos 20, hoje a média de idade do primeiro filho supera os 30 anos, com tendência a aumentar. Atualmente, observa-se que um em cada cinco nascimentos é de mães com idade superior a 35 anos. Algumas situações e mitos podem confundir as mulheres ainda mais, por exemplo:


• a ideia de que, atualmente, 40 anos equivalem aos 30 de antigamente;


• todo mundo fala que ela esta ótima para a sua idade;


• achar que a tecnologia e a ciência são capazes de resolver todos os problemas da fertilidade, independentemente da idade da mulher;


• achar que é improvável ser infértil por que teve um bebe há cinco anos;


• veio de uma família fértil e seus avós tiveram um novo filho após os 45 anos;


• usa pílula por muitos anos e por não ter ovulado neste período acredita que seus óvulos foram preservados;


• faz exercícios frequentemente, tem uma dieta saudável e uma boa qualidade de vida, logo, imagina que quando desejar ter filhos não terá dificuldades;


• teve um aborto há dois anos, quando tinha 43 anos, por isso tem certeza de que pode engravidar;


• acha que como pessoas conhecidas tiveram filhos com mais de 40 anos, ela também pode;


• sente-se muito jovem para entrar na menopausa.


II) Mulheres com histórico familiar de menopausa precoce


III) Fertilização in vitro (FIV): em ciclos de FIV, algumas vezes pode haver excesso de óvulos e o casal preferir evitar um número excessivo de embriões, o que implicaria em problemas éticos e pessoais de “descarte”. O congelamento de óvulos resolve estes problemas, pois óvulos são células, não são seres vivos, e podem ser descartados se não forem utilizados.


IV) Mulheres que serão submetidas a tratamentos oncológicos
V) Programa de banco de óvulos: com a vitrificação de óvulos, hoje é 

possível que pacientes que desejam doar seus óvulos não precisem aguardar que se encontre uma receptora.


2- Como é a técnica do congelamento de óvulos?

Embora o esperma e os embriões revelaram-se fáceis para congelar, o óvulo é a maior das células no corpo humano e contém uma grande quantidade de água. Quando congelado, forma cristais de gelo que podem destruir a célula. Ao longo dos anos aprendemos que devemos desidratar o óvulo e substituir a água com um “anticongelamento” antes de congelá-lo, a fim de evitar a formação de cristais. Aprendemos também que, porque a casca do ovo endurece quando congelado, o esperma deve ser injetado com uma agulha para fertilizar o óvulo usando uma técnica padrão conhecida como ICSI (injeção Intracitoplasmática de espermatozoide).


3-Quanto tempo demora este processo ?

Para se obter os óvulos, a paciente passa pelo mesmo processo de estimulação dos ovários que se realiza na fertilização in vitro, isto é: medicamentos injetáveis são aplicados para que aumentem os números de óvulos recrutados. Esta fase dura de 8 a 12 dias. No fim deste período, os óvulos estarão maduros e serão aspirados (removidos) com uma agulha colocada na vagina sob orientação ultrassonográfica. Este procedimento é feito sob sedação endovenosa e não é doloroso. Os óvulos são imediatamente congelados após sua retirada, ao invés de serem fertilizados. E só quando a paciente desejar serão descongelados, fertilizados e os embriões “colocados” (transferidos) no útero. O processo todo demora de 4 a 6 semanas.


4-Como é feito, passo a passo?

Resumo:


Estimulação ovariana


Os melhores resultados do congelamento são obtidos quando coletamos os óvulos já maduros, pois só estes são possíveis de fertilizar. A maturação in vitro dos óvulos é possível, mas não obtém ainda os mesmos resultados. A estimulação dos ovários tem o objetivo de produzir um número maior de óvulos maduros para serem congelados. É feita com medicamentos orais que aumentam as gonadotrofinas endógenas e/ou por meio de injeções subcutâneas de gonadotrofinas exógenas.


Bloqueio hipofisário


Tem o objetivo de impedir que a ovulação ocorra antes do momento da captação dos óvulos e de garantir a maior precisão no acompanhamento do desenvolvimento folicular.


Aspiração e recuperação dos óvulos


Sob sedação endovenosa, os folículos são aspirados por meio de uma agulha acoplada a um transdutor de ultrassom transvaginal e o líquido imediatamente encaminhado aos embriologistas para separarem os óvulos do conteúdo aspirado.

Congelamento propriamente dito
*Veja o vídeo (clique aqui)


5-Quanto tempo os óvulos podem permanecer congelados?

Não há limite. Os óvulos ficam armazenados da mesma maneira que os embriões, utilizando uma temperatura de congelamento de -196º graus. Com base em evidências científicas, bem como a nossa experiência de conseguir a gestação com embriões, há segurança que o armazenamento de longo prazo de óvulos congelados não resulta em qualquer redução na qualidade.


6-Quantos óvulos devem ser congelados para conseguir uma gravidez?

Com base em dados preliminares, do nosso estudo e de outros, as taxas de degelo do óvulo é de 75% e taxas de fertilização de 75% são esperadas em mulheres de até 38 anos de idade. Assim, se dez ovos são congelados, sete devem sobreviver ao descongelamento e, de cinco a seis, são esperados para fertilizar e se tornar embriões. Geralmente três a quatro embriões são transferidos em mulheres acima de 38 anos de idade. Recomendamos, portanto, que pelo menos oito óvulos sejam armazenados para cada tentativa de gravidez. A maioria das mulheres de 38 anos de idade ou menos pode esperar para colher de 10 a 20 óvulos por ciclo.


7-Quais as taxas de sucesso?

O quadro abaixo demonstra as chances de sucesso de acordo com idade da mulher. Estes resultados têm nos encorajado, cada vez mais, na indicação deste procedimento.



 8- E se a mulher tiver mais do que 38 anos de idade, qual a taxa de gravidez?

As taxas de gravidez de óvulos congelados vão depender da idade no momento em que os óvulos foram congelados, e não na idade em que serão implantados. Portanto, a possibilidade de gravidez futura em mulheres com idade superior a 38 anos no momento do congelamento é menor do que a observada para as mulheres mais jovens. Embora as taxas de sucesso sejam menores em idades mais avançadas, é sempre bom lembrar que isto não significa a impossibilidade e, muitas vezes, esta é a única alternativa no momento.


9-O congelamento de óvulos é seguro?

Milhares de bebês nasceram de óvulos congelados e nenhum estudo demonstrou aumento da taxa de defeitos congênitos, quando comparados à população geral nem aumento das taxas de defeitos cromossômicos entre embriões oriundos de óvulos congelados em comparação com embriões derivados de óvulos frescos.


10-Quais são os custos?

Os custos para o congelamento de óvulos correspondem aproximadamente a 80% de uma fertilização in vitro convencional. Esta estimativa inclui monitoramento, medicamentos e congelamento de óvulos. A paciente deverá pagar uma taxa anual de manutenção deste congelamento. Os exames investigativos laboratoriais prévios para avaliar o potencial e a saúde reprodutiva da paciente estão excluídos deste orçamento e poderão ser feitos pelo plano de saúde.

 



Arnaldo Schizzi Cambiaghi - responsável técnico do Centro de Reprodução Humana do IPGO, ginecologista obstetra com certificado em reprodução assistida. Membro-titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, da European Society of Human Reproductive Medicine. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa casa de São Paulo e pós-graduado pela AAGL, Illinois, EUA em Advance Laparoscopic Surgery. Também é autor de diversos livros.  


QIAGEN reforça a importância da prevenção do câncer de colo do útero no Março Lilás

Detecção precoce do HPV, principal causador da doença, é fundamental para o diagnóstico antecipado e sucesso no tratamento

 

Considerado o quarto tipo de câncer mais comum entre as mulheres, o câncer de colo do útero acometeu aproximadamente 16 mil brasileiras somente no ano de 2020, levando praticamente metade delas, à morte. Por ser considerado há muitos anos como o mês da mulher, o Março Lilás tornou-se um momento propício para a campanha que alerta para as formas de prevenção e diagnóstico precoce da doença, principalmente por ser um tipo de câncer previsível.


Diversos estudos ao redor do mundo, concluíram que 13 tipos do HPV (Papilomavírus Humano) são os principais causadores do câncer de colo do útero. Embora o vírus seja combatido pelo organismo na maioria dos casos (90%), existe uma parcela de mulheres que não têm a mesma sorte e seu sistema imunológico perde essa batalha. A presença prolongada do HPV no organismo acaba causando lesões no colo do útero, que evoluem de forma maligna para o câncer. Portanto, o ideal é realizar periodicamente os exames preventivos que possam identificar a presença do vírus, antes mesmo que uma lesão seja estabelecida.


Com os avanços da medicina, um dos métodos que tem demonstrado resultados eficazes, desenvolvido por meio da testagem molecular, é a Captura Híbrida. Por ser um teste mais sensível, pois detecta o material genético (DNA) do vírus HPV, não é necessária a presença da lesão para ser detectado e pode ser realizado em mulheres a partir dos 25 anos de idade. A partir de um resultado negativo, a recomendação de novo rastreio é a partir de cinco anos.


O índice de sucesso da Captura Híbrida pode ser comprovado mundialmente. Ele permite identificar 13 tipos do HPV de alto risco oncológico. "A testagem molecular existe há mais de vinte anos e está entre os testes mais utilizados pelos médicos para rastreio genético do HPV. Até hoje, mais de 100 milhões de mulheres já foram testadas globalmente. Além disso, temos estudos clínicos que, ao serem somados, já testaram mais de 1 milhão de mulheres em todo o mundo. Dessa forma, temos uma vasta literatura científica apontando os benefícios da Captura Híbrida. Vale ressaltar que esse é um teste robusto, possui diversos controles e calibradores, o que garante um resultado confiável", aponta Paulo Gropp, vice-presidente da QIAGEN na América Latina - multinacional alemã especialista em tecnologia para diagnóstico molecular.


De acordo com o médico ginecologista livre-docente da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), Dr. Sérgio Mancini Nicolau, o teste molecular é muito mais eficaz, quando comparado a outros métodos, e apresenta um custo efetivo que deve ser considerado. "Estudos demonstraram que mais de 80% das mulheres já apresentavam o HPV, após cinco anos de início da vida sexual. É uma infecção transitória em 90% dos casos, porém, naquelas que persistem, é grande a chance de desenvolver o câncer de colo do útero. A realização da Captura Híbrida em mulheres acima dos 25 anos pode trazer inúmeros benefícios para a população e para o país", declara o especialista.





QIAGEN

https://www.qiagen.com/us/


Dia Mundial da Obesidade: Nutricionista alerta que quase metade da população brasileira está acima do peso

No próximo dia 4 de março é comemorado o Dia Mundial da Obesidade, uma doença crônica caracterizada principalmente pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, que cresceem números alarmantes, sobretudo no período de pandemia. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico apontou que  quase 20 % dos adultos brasileiros estão obesos.  

Mostra também a pesquisa do IBGE denominada PNS (Pesquisa Nacional de Saúde) realizada em conjunto com o Ministério da Saúde em 2019, que 96 milhões de pessoas, ou, mais especificamente, 60,3% da população adulta do Brasil, apresentam IMC (Índice de Massa Corporal)  maior que 25 kg/m², sendo classificadas com excesso de peso.  As maiores prevalências encontram-se entre o sexo feminino: 62,6% das mulheres estão com sobrepeso, e 57,5% para os homens. Já em âmbito global, segundo a Organização Mundial de Saúde, estima-se que o excesso de peso e a obesidade afetam um terço da população mundial.   

 

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A especialista em adequação nutricional e comportamental, Dra. Luanna Caramalac Munaro, explica que a pandemia tem sido prejudicial à saúde das pessoas. “Conciliar a quarentena em família com o home office desencadeou doenças emocionais que afetam o modo comportamental de como as pessoas se alimentam. O importante é ficar mais atento nessa condição de isolamento social, já que o menor índice de atividades físicas e maior estresse faz com que as pessoas tenham mais propensão à compulsão alimentar, caracterizada por comer de forma descontrolada, em curto espaço de tempo, mesmo sem fome.

Destaca também a nutricionista que o consumo de alimentos ultraprocessados que possuem muitos ingredientes adicionados como açúcar, sal, gordura, e cores ou conservantes artificiais cresceu consideravelmente devido o maior prazo de validade, além de serem mais fáceis de estocar. “O ideal nesta época é ter uma alimentação saudável,  cuidar do corpo e da mente para manter o peso mesmo estando dentro de casa. 

E finaliza considerando que “é necessário tratar a saúde como um todo. A comida está relacionada com as relações afetivas e todas as pessoas devem cuidar da saúde nutricional e mental. O  reflexo das tensões, ansiedade, e estresse com o confinamento são características  dos tempos atuais. Buscar apoio de profissionais para avaliação nutricional que irão ajudar encontrar o equilíbrio é essencial. Assim como aumentar o hábito de atividades físicas para reduzir o comportamento sedentário”.

 

 

Dra. Luanna Caramalac Munaro – CRN - 3 49383 – Nutricionista,  atua na área da saúde integrativa com o foco em prevenção e tratamentos de doenças crônicas não transmissíveis, como: doenças autoimunes, depressão, infertilidade, câncer, diabetes, HAS, compulsão alimentar e emagrecimento.   Pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional- VP, em Adequação Nutricional e Manutenção da Homeostase, Pós- graduanda em Nutrição Comportamental- IPGS, formação em modulação intestinal.  


Drenagem Linfática melhora o Sistema Imunológico no combate de bactérias e vírus

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Na maioria das vezes, a Drenagem Linfática (Linfoterapia) é uma modalidade terapêutica que é utilizada para fins estéticos. No entanto, esta prática também pode ser usada com finalidades medicinais. Um dos exemplos é a terapia como parceira à melhora do sistema imunológico no combate de bactérias e vírus, incluindo o novo coronavírus.

O fisioterapeuta e mestre em Bioengenharia pela Escola de Engenharia da USP São Carlos, Daniel Zucchi, é um forte defensor da Linfoterapia para o aumento da imunidade. Ele explica que o sistema imunológico apresenta algumas células produzidas dentro do linfonodo chamadas de linfócitos. “Há dois tipos, o Linfócito B e o Linfócito T. Este último é um linfócito de memória, isto é, uma célula que reconhece o agente agressor e cria suas próprias defesas fazendo com que o organismo possa combater estes invasores de uma forma natural”, frisa ele.                    

Nesse momento, de acordo com Zucchi, a Linfoterapia, com seus movimentos de drenagem, pode detectar a presença destes agentes invasores dentro dos vasos linfáticos, “o líquido, drenado com os vírus ou as bactérias, é encaminhado, por meio de manobras, ao linfonodo fazendo  com que o Linfócito T reconheça o agressor, entenda que o corpo está sendo atacado por um antígeno e que é preciso eliminá-lo. Desta forma, convoca o seu “exército de defesa” e as células começam a travar o combate contra o invasor”. 

Segundo o especialista, o grande benefício da Linfoterapia ao combate das bactérias ou vírus é a diminuição das chances de contágio pela aceleração da defesa do organismo. “Caso haja uma demora para que o líquido contaminado seja direcionado ao sistema linfático, os agentes agressores acabam se multiplicando e isso é capaz de piorar o quadro clínico de qualquer enfermidade”, adverte Zucchi. 

Entretanto, o fisioterapeuta e mestre em Bioengenharia faz um alerta importante: a Linfoterapia é contraindicada às pessoas que já estejam apresentando sintomas de alguma doença. “Como estamos lidando com a circulação é possível que estes agentes agressores se espalhem mais facilmente pelo organismo. Eu não posso direcionar estes vírus ou bactérias ao sistema linfático se estes agentes já estão causando sintomas”, conclui o especialista.

 


 

Daniel Zucchi - O fisioterapeuta e mestre em Bioengenharia pela Escola de Engenharia da USP São Carlos, Daniel Zucchi, especializou-se em Drenagem Linfática - foi pesquisador do tema durante oito anos na Escola Internacional de Terapia Linfática da Clínica Godoy-, com sede em São José do Rio Preto, interior de São Paulo (SP).Na Escola de Engenharia da USP - São Carlos realizou pesquisas sobre cicatrização de feridas crônicas e efeito do laser em cultura de bactérias. Com diversos artigos publicados no Brasil e no exterior, Zucchi é docente universitário, há mais de dez anos, coordenando aulas em cursos de Fisioterapia, Enfermagem, Educação Física e Nutrição. Atualmente, é coordenador científico do Instituto Daniel Zucchi de Estética Avançada, único centro de referência em Linfoterapia Estética do Brasil.

 

Hesitação vacinal: Uma das dez maiores ameaças à saúde globa


Laboratório Unilab aborda questões importantes sobre vacinação. Confiram:

A desinformação, a falta de confiança e a dificuldade de acesso alimentam a histeria coletiva, causando uma relutância na vacinação. Há ainda quem alegue questões religiosas para não vacinar a si mesmo ou a seus filhos. Segundo a OMS, a hesitação vacinal é uma das dez maiores ameaças atuais à saúde global, interferindo no progresso do combate às doenças evitáveis por imunização.

A Wellcome Global Monitor realizou uma pesquisa que mostra o aumento da descrença entre os brasileiros em relação às vacinas; entretanto esse grupo não representa a maioria. 97% dos entrevistados ainda acreditam na importância da imunização das crianças.

As vacinas previnem cerca de 2 a 3 milhões de mortes por ano e outras 1,5 milhão de mortes poderiam ser evitadas se a cobertura global de vacinação tivesse maior alcance, e as vacinas contra o covid-19 não são diferentes.

Enquanto a vacinação contra o covid-19 está em andamento, não deixa de se cuidar. Mantenha o distanciamento social, use máscara e, ao sentir quaisquer sintomas, procure um laboratório certificado pela ANVISA para realizar seu exame. 

Os profissionais de saúde, os hospitais, as clínicas e os laboratórios têm o papel fundamental de propagar informações confiáveis e de credibilidade sobre as vacinas, influenciando positivamente a população, em especial àqueles que tem dúvidas em relação à vacinação. 

Não deixe de vacinar a si mesmo ou a seus filhos por receio. Procure um profissional qualificado para esclarecer todas as suas dúvidas.


Emagrecer Rápido demais Pode Causar Pedra na Vesícula? Especialista em Emagrecimento Esclarece !

Por Que Depois De Um Emagrecimento Rápido Podem Aparecer Pedras Na Vesícula?

A Cirurgia Bariátrica Aumenta O Risco De Pedra Na Vesícula?

Como Ter Um Emagrecimento Saudável E Duradouro?

 

Primeiro vamos entender que o papel da vesícula biliar é coletar e armazenar a bile; que é um líquido amarelo esverdeado produzido pelo fígado para ajudar na digestão dos alimentos, principalmente daqueles que são ricos em gordura. O problema é que, às vezes, em algumas situações, essa coleta e armazenamento da bile pode acarretar a formação do cálculo biliar, popularmente conhecido como pedra, no interior da vesícula.

Boa parte dessas “pedras” se formam por causa de um desequilíbrio do colesterol na bile, e que acaba formando uma espécie de “areia” que vai se juntando até formarem as pedras.

Se você está em um processo de emagrecimento rápido e já perdeu entre 20 a 30 quilos, se faz necessário investigar a sua vesícula para ver como ela está.” -Comenta a Dra. Bruna Marisa, médica, especialista em emagrecimento, pós graduada em medicina ortomolecular, com diversos títulos em medicina esportiva e membro da SBEM.

As chances para formação dessas pedras na vesícula aumentam muito quando a pessoa perde peso rapidamente, principalmente se a pessoa passou por uma cirurgia bariátrica; entre 20 a 25% dos pacientes apresentam esse problema logo nos primeiros seis meses depois da cirurgia - Explica a Dra. Bruna Marisa.

Os riscos de pedra na vesícula aumentam depois da cirurgia pós-bariátrica porque o emagrecimento é bem acentuado e rápido, e o organismo se desequilibra facilmente

Por outro lado, uma dieta com pouca gordura ou a prática de jejum prolongado, segundo especialistas, também podem facilitar a formação de pedras na vesícula. O tipo de dieta vai depender também da adaptação de cada pessoa e de como ela vai aceitar novos hábitos, mais saudáveis, como um novo estilo de vida. E o acompanhamento médico profissional é indispensável.

“Para quem não emagreceu ainda e quer emagrecer, o ideal é que não seja tão rápido esse processo de emagrecimento, porque isso diminui o risco de ter pedra na vesícula. O emagrecimento precisa, acima de tudo, ser saudável e duradouro. Afinal, não se trata apenas de emagrecimento, mas de viver uma vida mais saudável, plena e feliz” - Concluiu a Dra. Bruna Marisa.

 



Dra. Bruna Marisa - médica, pós graduada em Endocrinologia, membro da SBEM, pós graduada em Medicina Ortomolecular, especialista em Emagrecimento e Low Carb, com vários cursos na área de Medicina Esportiva, onde também atua. Autora do E-Book: Guia de Emagrecimento Definitivo e Duradouro.

www.drabrunamarisa.com.br

Instagram: @drabrunamarisa

https://youtube.com/drabrunamarisa


Prati-Donaduzzi recebe autorização da Anvisa para comercializar apresentações mais acessíveis do Canabidiol

A indústria farmacêutica Prati-Donaduzzi recebeu hoje (22) a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercializar duas novas concentrações do seu produto Canabidiol. A permissão publicada no Diário Oficial da União possibilita duas novas opções no mercado, de 20 mg/ml e 50 mg/ml, garantindo mais acessibilidade ao tratamento com o Canabidiol de produção 100% nacional.

As novas apresentações chegam ao mercado com preços menores à população. De acordo com o diretor-presidente da farmacêutica, Eder Fernando Maffissoni, a previsão é que os novos produtos já estejam disponíveis em até duas semanas nas melhores farmácias do Brasil.

“As pesquisas não param. A Prati-Donaduzzi continua investindo pesado no desenvolvimento de novos produtos deste segmento para continuar com sua missão de prover saúde e bem-estar a milhões de brasileiros. Estamos felizes em oferecer mais possibilidades de tratamento com o Canabidiol para os pacientes, pois evidencia nosso compromisso como uma indústria farmacêutica brasileira, com 27 anos de história”, assegura Maffissoni.

Desde abril do ano passado, a farmacêutica tornou o tratamento com canabidiol brasileiro uma realidade. O produto foi lançado porque a RDC 327/2019 da ANVISA, criou uma nova categoria no Brasil, os produtos de Canabidiol. Agora as novas apresentações somam-se ao portfólio da empresa que já possui em comercialização o Canabidiol Prati-Donaduzzi na concentração 200 mg/ml, apresentado em solução oral ao consumidor.


Disponibilidade

Todas as concentrações do Canabidiol Prati-Donaduzzi são versões do medicamento que está em estágio final de estudo clínico fase III, através de uma parceria público-privada entre a indústria farmacêutica e a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo.

Para o gerente de Inovação e Pesquisa Clínica da Prati-Donaduzzi, Liberato Brum Júnior, colocar produtos à base de Canabidiol no mercado é um compromisso firmado com a saúde dos brasileiros. “A Prati acredita e fomenta a inovação nacional, somente nesse projeto são mais de 6 anos de dedicação em pesquisas. Somos a primeira e única farmacêutica brasileira a permitir acesso ao tratamento com Canabidiol produzido em nosso país”.

Liberato revela que as novas apresentações do produto, além de ampliar as possibilidades de tratamento, reforçam a referência da farmacêutica em Canabidiol no Brasil. “Somos uma indústria farmacêutica certificada com Boas Práticas de Fabricação (BPFs), isso nos garante um controle de toda a cadeia produtiva, desde o princípio ativo empregado até a dispensação ao consumidor. Utilizamos técnicas sofisticadas e padrões de referência internacionalmente aceitos em cada ml de Canabidiol que será consumido”.

 

Prescrição médica

Os novos produtos ampliarão as alternativas de prescrição para os profissionais médicos, possibilitando tratamentos com menores concentrações para diferentes patologias. Conforme explica o Diretor da área de Prescrição na indústria, Edilson Bianqui, são mais opções com a garantia da qualidade Prati-Donaduzzi. “Entregamos produtos com grau farmacêutico, padronizados e seguros, os quais o médico tem segurança em prescrever e o paciente em utilizar”, finaliza.


Nutrição infantil: como prevenir a obesidade nos pequenos?

De acordo com um levantamento realizado pelo IBGE, uma em cada três crianças brasileiras está acima do peso 

 

Pré-disposição a se tornar um adulto com doenças crônicas, dificuldades de aprendizado e distúrbios no metabolismo. As consequências da obesidade infantil costumam interferir na qualidade de vida do indivíduo até a vida adulta. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de crianças obesas no mundo deve chegar a 75 milhões até 2025 — isso sem considerar os impactos do isolamento social e da pandemia de Covid-19. 

O cenário no contexto Brasil também não é animador. Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que uma em cada três crianças, com idade entre cinco e nove anos, está acima do peso. Já segundo o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, 16,33% das crianças brasileiras estão com sobrepeso; 9,38% com obesidade; e 5,22% possuem obesidade grave. 

A nutricionista Dra. Dani Borges explica que para que uma criança seja considerada obesa, a balança deve marcar 15% a mais de peso que a média correspondente a idade. “A condição pode se desenvolver por pré-disposição genética, estilo de vida ou até mesmo fatores ambientais. A lógica é a mesma aplicada em adultos: o consumo de calorias é maior que o gasto energético”, elucida. 

Uma criança com gordura corporal elevada possui maior probabilidade de desenvolver problema crônicos de saúde, à exemplo de distúrbios do sono, diabetes, pressão alta e colesterol alto. “Se a alimentação dessa criança não for balanceada, além de doenças, problemas de crescimento, desenvolvimento emocional e sociabilização também podem aparecer”, alerta Dra. Dani Borges. 

 

Como reverter o quadro 

O acompanhamento de uma criança com problemas relacionados ao peso deve ser realizado por uma pediatra e uma nutricionista, não sendo descartado o auxílio de um profissional da psicologia. “Grande parte da responsabilidade de criar hábitos saudáveis também precisa ser dos pais, que são os que irão condicionar o filho às mudanças necessárias”, pontua a nutricionista.  

Para isso, estimular redução no consumo de doces, evitar comprar alimentos industrializados e encorajar o consumo de frutas, legumes e vegetais estão entre os primeiros passos. Além disso, a nutricionista defende que incentivar práticas esportivas ou até mesmo brincadeiras usando o corpo são fundamentais não apenas para o físico, como para o desenvolvimento cognitivo dessa criança.

 


Créditos de: Divulgação / MF Press Global 


Pesquisadores desenvolvem técnica para a produção de fígado em laboratório

 Matriz extracelular de fígado descelularizado. Após o processo de descelularização controlada, os pesquisadores obtém a matriz extracelular que é usada para a reconstrução hepática (foto: CEGH-CEL/USP)


 

Pesquisadores do Centro de Estudos do Genoma Humano e de Células-Tronco (CEGH-CEL), do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), desenvolveram uma técnica para a reconstrução e produção de fígado em laboratório.

A prova de conceito do método foi realizada com fígado de ratos. Na próxima etapa do estudo, os pesquisadores pretendem adaptar a técnica para, futuramente, produzir fígados humanos a fim de aumentar a disponibilidade do órgão para transplante.

Os resultados do estudoapoiado pela FAPESP, foram publicados na revista Materials Science and Engineering: C.

“A ideia é produzir fígados humanos em laboratório, em escala, com o intuito de diminuir a espera por doadores compatíveis e os riscos de rejeição do órgão transplantado”, diz à Agência FAPESP Luiz Carlos de Caires Júniorprimeiro autor do estudo. O pesquisador realiza pós-doutorado no CEGH-CEL – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDfinanciado pela FAPESP.

A metodologia é baseada em técnicas de bioengenharia de tecidos desenvolvidas nos últimos anos para a produção de órgãos para transplante, chamadas descelularização e recelularização.

As técnicas consistem em submeter o órgão de um doador falecido – no caso, o fígado – a sucessivas lavagens com soluções detergentes ou enzimas, com o objetivo de retirar todas as células do tecido até restar apenas a matriz extracelular, com a estrutura e o formato originais do órgão. A matriz extracelular é recomposta com células derivadas do paciente receptor, a fim de evitar o risco de reações imunológicas e diminuir o risco de rejeição em longo prazo do órgão transplantado.

“É como se o receptor recebesse um fígado recauchutado, que não seria rejeitado porque foi reconstituído usando suas próprias células. Ele não precisaria nem tomar imunossupressores”, explica Mayana Zatz, coordenadora do CEGH-CEL e coautora do estudo.

Por meio dessas técnicas também é possível reconstituir órgãos considerados limítrofes, aumentando a sua disponibilidade para os pacientes na fila de espera, explica Caires.

“Muitos órgãos disponíveis para o transplante não são aproveitáveis porque são provenientes de pessoas que sofreram acidentes de trânsito. Por meio dessas técnicas é possível recuperar esses órgãos, dependendo de sua condição”, afirma o pesquisador.

O processo de descelularização, contudo, remove os principais componentes da matriz extracelular do órgão, como moléculas que sinalizam para as células que elas devem proliferar e formar vasos. Dessa forma, compromete a recelularização do tecido e diminui as propriedades de adesão das células à matriz extracelular.

Para solucionar esse obstáculo, os pesquisadores do CEGH-CEL aprimoraram as técnicas de descelularização e recelularização, introduzindo uma nova etapa.

Após isolar e descelularizar o fígado de ratos, eles injetaram na matriz extracelular uma solução rica em moléculas, como as proteínas Sparc e a TGFB1, produzidas por células hepáticas cultivadas em laboratório em um meio condicionado. Essas proteínas sinalizam para as células hepáticas que elas devem se proliferar e formar vasos sanguíneos – funções essenciais para o bom funcionamento do fígado.

“O enriquecimento da matriz extracelular com essas moléculas permite que ela se torne muito mais parecida com a de um fígado saudável”, afirma Caires.

Depois de tratar a matriz extracelular do fígado de ratos com a solução, foram introduzidos no material hepatócitos, células endoteliais e mesenquimais – essas últimas produzidas a partir de células-tronco pluripotentes induzidas (iPS, na sigla em inglês). O método consiste em reprogramar células adultas (provenientes da pele ou de outro tecido de fácil acesso) para fazê-las assumir estágio de pluripotência semelhante ao de células-tronco embrionárias.

“O trabalho mostrou que é possível induzir a diferenciação de células-tronco humanas em linhagens de células que fazem parte de um fígado e usá-las para reconstruir o órgão de modo que seja funcional. É a primeira prova de conceito de que a técnica funciona”, avalia Zatz.

Com o auxílio de uma bomba de seringa, as células hepáticas foram introduzidas na matriz extracelular de fígado de ratos para produzir um órgão com as características do humano.

O órgão cresceu durante cinco semanas em uma incubadora que simula as condições de um corpo humano. As análises indicaram que o enriquecimento da matriz extracelular com a solução rica em proteínas Sparc e TGFB1 melhorou muito a recelularização do fígado produzido.

“As células hepáticas crescem e funcionam melhor por meio desse tratamento. Pretendemos, agora, construir um biorreator para fazer a descelularização de um fígado humano e avaliar a possibilidade de produzi-lo em laboratório e em escala”, diz Caires.

Segundo o pesquisador, a técnica também pode ser adaptada para produção em laboratório de outros órgãos, como pulmão, coração e pele.


Fabricação de órgãos

O projeto integra uma das linhas de pesquisa do CEGH-CEL, voltada à fabricação ou reconstrução de órgãos para transplante por meio de diferentes técnicas.

Por meio de um projeto em parceria com a farmacêutica EMS, apoiado pela FAPESP no âmbito do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), os pesquisadores do Centro pretendem modificar órgãos de porcos, como o rim, coração e pele, para transplantá-los para humanos (leia mais em agencia.fapesp.br/29761/).

Como não é possível transplantar fígado de porcos para humanos, os pesquisadores partiram para outras estratégias: a descelularização e recelularização e a produção do órgão por impressão 3D (leia mais em agencia.fapesp.br/31946/).

“Essas diferentes frentes de estudo são complementares. A expectativa é termos, no futuro, fábricas de órgãos para transplante”, diz Zatz.

O artigo Pre-coating decellularized liver with HepG2-conditioned medium improves hepatic recellularization (DOI: 10.1016/j.msec.2020.111862), de Luiz Carlos Caires-Júnior, Ernesto Goulart, Kayque Alves Telles-Silva, Bruno Henrique Silva Araujo, Camila Manso Musso, Gerson Kobayashi, Danyllo Oliveira, Amanda Assoni, Valdemir Melechco Carvalho, Antônio Fernando Ribeiro-Jr, Renata Ishiba, Karina Andrighetti Oliveira Braga, Natalia Nepomuceno, Elia Caldini, Thadeu Rangel, Silvano Raia, Peter I. Lelkes e Mayana Zatz, pode ser lido na revista Materials Science and Engineering: C em www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0928493120337814.



 

Elton Alisson

Agência FAPESP

https://agencia.fapesp.br/pesquisadores-desenvolvem-tecnica-para-a-producao-de-figado-em-laboratorio/35239/

 

Internados por Covid-19 têm risco aumentado de desenvolver trombos


Pesquisas indicam que Covid-19 predispõe paciente a desenvolver trombose venosa e arterial
Divulgação

Cirurgião vascular explica cuidados necessários com pacientes, especialmente os de UTI, e como família pode ajudar


Segundo uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), 39% dos médicos entrevistados atenderam ao menos um paciente infectado pela Covid-19 que desenvolveu trombose. Cerca de 470 angiologistas e cirurgiões vasculares, associados da entidade, participaram da iniciativa. O objetivo do levantamento foi identificar o percentual de médicos que atenderam pacientes infectados pelo novo coronavírus e a sua implicação na formação de trombose, que é a formação de coágulos (trombos) no interior dos vasos sanguíneos, podendo acometer as veias e as artérias, impedindo a circulação do sangue no local e causando uma inflamação na região. 

O cirurgião vascular e endovascular Fábio Augusto Cypreste Oliveira (CRM 14.474), que atende na clínica AngioGyn, no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, acredita que a Covid-19 é uma doença que predispõe o paciente a desenvolver trombose venosa e arterial. “A infecção por esse novo coronavírus provoca distúrbios no processo de coagulação e hemostasia, além de um processo inflamatório grave que, associado aos fatores pessoais e patológicos de cada paciente, podem resultar em tromboembolismo venoso (trombose venosa e embolia pulmonar), infarto, AVC, coagulação intravascular disseminada e morte cardiovascular”, explica o médico.

Ele analisa que pessoas com Covid-19 internadas em Centros e Unidades de Terapia Intensiva (CTI e UTI) apresentam um risco muito elevado de desenvolver qualquer complicação tromboembólica. “Apesar da doença ser recente, estudos atuais mostram que pacientes com coronavírus internados em CTI apresentam risco de desenvolvimento de trombose de aproximadamente 30% e aqueles que não tem a taxa fica entre 3% e 10%, ou seja, pacientes com Covid tem entre três e dez vezes mais chances de desenvolver trombose quando comparado aos pacientes internados fora do CTI ou seja no quarto”.

A trombose venosa e dos membros inferiores é a forma mais frequente da doença, causando dor, inchaço e calor local. “A complicação mais temida dessa doença circulatória é a embolia pulmonar, quando o coágulo se desprende da veia e atinge a circulação do pulmão, podendo levar à morte. Já na trombose arterial, o suprimento sanguíneo rico em oxigênio é interrompido e o território nutrido por essa artéria entra em isquemia e, caso não ocorra a restauração da circulação de forma rápida, esse tecido entra em processo de morte”, detalha o especialista.

Fábio Cypreste revela que já existem protocolos de prevenção e tratamento da trombose venosa profunda (TVP) em pacientes com coronavírus. “Essas diretrizes estão presentes na prática clínica há muitos anos, com excelentes resultados, e as mesmas orientações são direcionadas aos pacientes com Covid-19. Atualmente, com o maior conhecimento sobre a doença e sua relação com os eventos trombóticos, ajustes foram realizados. No último semestre de 2020, guias destinados especificamente ao diagnóstico, prevenção e tratamento das complicações tromboembólicas da Covid foram publicados. Eles são ajustados de acordo com as realidades e características locais”, ressalta.


Fatores de risco e tratamento


Fábio salienta que pacientes internados em UTI podem desenvolver a trombose venosa por vários fatores. “Existem três principais, que denominamos Tríade de Virchow, que é a combinação da lesão na parede dos vasos, estado de hipercoagulação e redução na velocidade do fluxo sanguíneo (estase). Os pacientes internados em UTI, em sua grande maioria, apresentam muitos desses fatores predisponentes”, salienta. “Outros fatores de risco para o desenvolvimento da trombose venosa incluem o tabagismo, a obesidade e a presença de alterações genéticas (trombofilias) que estimulam a formação de coágulos. O somatório desses fatores associados a características pessoais e as patologias que motivaram a sua internação em UTI se somam de forma negativa para a formação dos trombos”, completa. 

O médico reforça quais as principais medidas preventivas disponíveis na atualidade durante a internação. “O uso de botas de compressão pneumáticas, meias elásticas compressivas, medicações anticoagulantes, fisioterapia, dentre outras, de acordo com a estratificação de risco trombótico do paciente. Além disso, exames de rotina como a ecografia vascular com Doppler são realizados para o diagnóstico precoce e o tratamento imediato da TVP, minimizando assim os riscos de complicações graves e fatais”, destaca o cirurgião.

Fábio Cypreste destaca que a participação da família é de fundamental importância em todo processo de internação daqueles que estão com o novo coronavírus. “Muitos pacientes internados em UTI podem estar sedados e entubados, dificultando a coleta de sua história patológica pregressa. Sendo assim, informações sobre doenças pré-existentes e medicações em uso, histórico prévio de procedimentos cirúrgicos, histórico familiar ou pessoal de trombose, bem como informações da história social do paciente, tais como o tabagismo e o sedentarismo, auxiliam na tomada de decisão da equipe de saúde”.

Para o cirurgião vascular e endovascular, manter uma rotina saudável e ter um acompanhamento médico é a melhor forma de evitar complicações. “As doenças cardiovasculares, ou seja, as doenças circulatórias periféricas e cardíacas, representam a principal causa de óbito por doença crônica em todo mundo e, sendo assim, sua prevenção é o melhor caminho. Hábitos alimentares saudáveis, atividade física regular, acompanhamento médico regular e evitar o tabagismo são as principais atitudes para termos uma vida saudável, longa e com qualidade”, afirma o especialista.


Verão: como evitar problemas à saúde?

O verão está poderoso: temperaturas altas e clima abafado já fazem parte do dia a dia. Para muitos, o calor excessivo é considerado, acompanhado de suor e desconforto. As complicações dessa estação, porém, podem ser muito piores do que parecem. Confira cuidados especiais que você deve ter nessa época do ano para evitar maiores dores de cabeça!

 

Cuide-se


“A desidratação é a principal preocupação, já que pode causar redução da pressão, favorecendo ataques cardíacos. Mas há ainda a possibilidade de ingestão de alimentos contaminados, situação muito comum no verão, o que pode acabar em gastroenterocolite, diarreia e vômito”, explica dr. Abrão José Cury, cardiologista, clínico geral e diretor da Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM).
 

Na estação, as doenças infecciosas, causadas pela transmissão de vírus por mosquitos, e males ligados às chuvas e à contaminação da água também dão as caras.

Além disso, em dias muito quentes e com o ar seco, a mucosa nasal e as vias aéreas ficam ressecadas, deixando o aparelho respiratório suscetível a asma, bronquite e outras doenças.


A insolação também é um problema, pois acontece quando a pessoa passa longos períodos exposta ao Sol em temperaturas muito quentes e sem a devida proteção (uso de protetor solar e chapéu). As consequências são pele quente e seca, dor de cabeça forte, tontura, enjoo e vômito.
 

Segundo o dr. Cury, todos os problemas citados podem se tornar complicações mais sérias, dependendo do histórico de saúde do paciente. “Pessoas mais idosas ou com doenças pré-existentes, por exemplo, são mais propensas a desenvolverem quadros graves”, explica.


Além disso, o cardiologista afirma que pessoas portadoras de doenças cardíacas, em especial as que tomam remédio para controle da pressão arterial, precisam de orientação médica durante o verão. “Caso a temperatura suba muito, esses pacientes estão sujeitos à vasodilatação e até queda brusca de pressão”, ressalta.


 

Atenção especial


“A recomendação mais importante é manter-se hidratado com água ou isotônico. O consumo de bebidas alcoólicas deve ser feito com moderação, e não pode ser visto como forma de saciar a sede”, pontua o especialista.


Dr. Cury orienta ainda a evitar a ingestão de alimentos que contenham riscos maiores de deterioração no calor, como aqueles produzidos com maionese e frutos do mar. “Alimentos de lugares públicos, onde não se sabe ou não se confia na procedência – como em parques e praias -, também são contraindicados. Em restaurantes no estilo self-service, há ainda a preocupação por conta da pandemia, já que corre-se o risco de contaminação do alimento por pessoas que se serviram anteriormente”.


 

A pandemia  


A COVID-19, inclusive, é motivo de atenção adicional. “Os riscos de infecção independem do ambiente ser aberto ou fechado. O ideal é evitar bares e restaurantes com espaços externos, onde há aglomerações de pessoas sem máscara em volta das mesas”, pontua dr. Cury.


O médico também alerta para que as pessoas evitem ir à praia e a piscinas públicas, devido ao grande número de pessoas em espaços pequenos. Esses lugares só devem ser frequentados se for possível manter o distanciamento social seguro. “Ao contrário do que muitos pensam, o que salva é o distanciamento, não é estar em um lugar ventilado ou não”, finaliza dr. Cury. 



Andar de bicicleta requer cuidados para evitar fraturas e lesõe

Com a crescente prática esportiva sobre duas rodas, aumenta a preocupação com os cuidados que se deve ter antes, durante e após cada pedalada. Alguns pontos de vendas de ‘bike’ já têm dificuldades de entrega imediata de alguns modelos pela grande procura. Andar de bicicleta é um exercício excelente que combina resistência, força, respiração, condicionamento, enfim, muitas vantagens. Também é o principal meio de transporte em muitos lugares. O número de acidentes com quedas faz com que haja preocupação, pois frequentemente ocasionam fraturas.

Dentre as mais comuns, estão as dos membros superiores, seja em ombro, cotovelo ou punho e as da face, podendo ser mais graves com traumatismo cranioencefálico severo. Fraturas múltiplas são extremamente comuns, o que causa uma limitação diária, sendo muitas por período prolongado. Nos membros inferiores, vê-se com frequência crianças que prenderam o pé na roda, causando lesões em tornozelo e pé. As medidas de prevenção aqui também são fundamentais. Antes de sair de casa, verificar o funcionamento dos freios e se os pneus estão cheios, assim como acertar a altura do banco. Além disso, não se esquecer do uso de capacete, que deve estar ajustado e fixo. Para uma proteção maior, considerar uso de joelheiras e cotoveleiras.

Deve-se usar roupa que não fique larga ou comprida nas pernas e o calçado deve estar bem amarrado, para que não engate na correia ou no aro da roda. O uso de chinelo não é bem-vindo, pelo risco de se soltar ou prender na corrente. Durante o trajeto, cuidar com a iluminação. Se for para praticar essa atividade à noite, preferir sempre ruas mais claras e não se esquecer de iluminação e sinalização na bicicleta. Dar preferência por caminhos que já se conhece, regulares, cuidando com bueiros e buracos.


Ao andar com mais pessoas, deve-se manter distância segura, considerando que a outra pessoa pode ter que desviar de alguma coisa ou frear repentinamente. Andar de bicicleta é uma atividade frequente, mas não se deve esquecer que ela é um veículo de transporte que tem todos os seus cuidados e regras de coletividade.

 



 Dr. Vagner Messias - médico ortopedista do Hospital VITA (Curitiba-PR), especialista em ombro e cotovelo.


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