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quarta-feira, 22 de julho de 2020

Relatório da Check Point do primeiro semestre de 2020


A pandemia da COVID-19 leva a ataques cibernéticos e políticos em redes, nuvem e dispositivos móveis
O relatório "Tendências dos Ciberataques: Primeiro Semestre de 2020" revela como os criminosos têm como alvo todos os setores da economia com ataques sob o tema da pandemia e destaca o aumento da atividade cibernética do Estado-nação

A Check Point® Software Technologies Ltd. (NASDAQ: CHKP), uma fornecedora global líder em soluções de cibersegurança, divulga hoje seu relatório global sobre "Tendências dos Ciberataques: Primeiro Semestre de 2020", o qual aponta como cibercriminosos e grupos de ciberameaças políticas e de Estado-nação exploraram a pandemia da COVID-19, bem como temas relacionados, para atingir organizações em todos os setores da economia, incluindo governos, indústria, assistência médica, provedores de serviços, infraestruturas críticas e consumidores.
Os ataques de phishing e malware relacionados à COVID-19 no mundo cresceram drasticamente de menos de 5 mil por semana em fevereiro para mais de 200 mil por semana no final de abril. Além disso, em maio e junho, quando alguns países começaram a diminuir os bloqueios, os atacantes também aumentaram suas explorações não relacionadas à COVID-19, resultando em um aumento de 34% em todos os tipos de ciberataques globais no final de junho em comparação a março e abril.
As principais tendências apontadas pelos pesquisadores da Check Point no relatório referem-se a:
Cresce a ciberguerra: os ciberataques de Estado-nação aumentaram em intensidade e severidade no primeiro semestre, uma vez que procuravam reunir informações ou interromper o controle da situação da pandemia por seus rivais. Isso se estendeu a organizações de saúde e humanitárias, como a OMS que relatou um aumento de 500% em número de ataques sofridos.
Ataques de dupla extorsão: em 2020, uma nova forma de ataque de ransomware tornou-se amplamente utilizada, na qual os atacantes extraem grandes quantidades de dados antes de criptografá-los. Em seguida, os cibercriminosos ameaçaram suas vítimas com o vazamento dos dados caso elas se recusassem a pagar o valor do resgate para recuperação dessas informações, pressionando-as a atenderem às suas demandas.
Explorações (exploits) de vulnerabilidades em dispositivos móveis: os cibercriminosos buscaram por novos vetores de infecção de dispositivos móveis, aprimoraram suas técnicas para contornar as medidas de segurança e colocaram aplicativos maliciosos nas lojas oficiais de aplicativos. Em outro ataque inovador no primeiro semestre, os cibercriminosos usaram o sistema MDM (Mobile Device Management) de uma corporação internacional para distribuir malware a mais de 75% de seus dispositivos móveis gerenciados.
Exposição a riscos na nuvem: a rápida migração para nuvens públicas, ocorrida durante a pandemia, levou a um aumento de ataques direcionados a cargas de trabalho (workloads) e a dados críticos armazenados na nuvem. Os cibercriminosos também estão usando a infraestrutura de nuvem das empresas para armazenar payloads maliciosos que usam em seus ataques de malware. Em janeiro, os pesquisadores da Check Point encontraram uma primeira vulnerabilidade crítica do setor no ambiente Microsoft Azure que permitiria aos cibercriminosos comprometer os dados e aplicativos de outros usuários do Azure, mostrando que as nuvens públicas não estão totalmente seguras.
"A resposta global à pandemia transformou e acelerou os padrões de ciberataques criminosos durante o primeiro semestre deste ano, explorando os temores em torno da COVID-19 como gancho para suas campanhas de ataques. Também vimos novos e emergentes vetores de ataque e vulnerabilidades que ameaçam a segurança das organizações em todos os setores", afirma Maya Horowitz, diretora do Grupo de Inteligência e Pesquisa de Ameaças e Produtos da Check Point. "Os especialistas em segurança precisam estar cientes dessas ameaças em rápida evolução para garantir que suas organizações tenham o mais alto nível de proteção possível durante os próximos meses de 2020."
As variantes de malware mais comuns durante o primeiro semestre de 2020 foram:
Principais malwares
• Emotet (impactando 9% das organizações em todo o mundo) - O Emotet é um trojan avançado, que se autopropaga e modular. Era originalmente um trojan bancário, mas, recentemente foi usado para distribuir outros malwares ou campanhas maliciosas. Ele adota vários métodos para evitar a detecção. Além disso, também pode se espalhar por meio de e-mails de spam contendo anexos ou links maliciosos com phishing.
• XMRig (8%) - O XMRig é um software de mineração de CPU de código aberto usado para o processo de mineração da criptomoeda Monero e visto pela primeira vez em maio de 2017. Os cibercriminosos geralmente usam esse software de código aberto para integrá-lo ao malware, a fim de realizar atividades de mineração ilegais nos dispositivos das vítimas.
• Agent Tesla (7%) - O AgentTesla é um RAT (Remote Access Trojan) avançado que funciona como um keylogger e ladrão de informações, capaz de monitorar e coletar as entradas do teclado da vítima, o teclado do sistema, tirar capturas de tela e filtrar credenciais para uma variedade de software instalado na máquina da vítima (incluindo o Google Chrome, Mozilla Firefox e o cliente de e-mail do Microsoft Outlook). O AgentTesla é vendido em vários mercados online e fóruns de hackers.
Principais criptomineradores
• XMRig (responsável por 46% de todas as atividades globais de criptomineração) - O XMRig é um software de mineração de CPU de código aberto usado para o processo de mineração da criptomoeda Monero e visto pela primeira vez em maio de 2017. Os cibercriminosos geralmente usam esse software de código aberto para integrá-lo ao malware, a fim de realizar atividades de mineração ilegais nos dispositivos das vítimas.
• JSEcoin (28%) - Minerador de criptografia, baseado na web, projetado para o processo de mineração on-line da criptomoeda Monero quando um usuário visita uma determinada página web. O JavaScript implementado utiliza uma grande quantidade de recursos computacionais das máquinas dos usuários finais para extrair moedas, o que afeta o desempenho do sistema. O JSEcoin teve sua atividade interrompida em abril de 2020.
• Wannamine (6%) - O WannaMine é um sofisticado worm de criptomineração Monero que distribui a exploração (exploit) EternalBlue. O WannaMine implementa um mecanismo de distribuição e técnicas de persistência, aproveitando as assinaturas de eventos permanentes da WMI (Windows Management Instrumentation).
Principais famílias de malwares - Dispositivos móveis
• xHelper (responsável por 24% de todos os ataques de malware móvel) - xHelper é um aplicativo Android malicioso, observado desde março de 2019, usado para baixar outros aplicativos maliciosos e exibir anúncios. O aplicativo é capaz de se esconder do usuário e se reinstalar caso seja desinstalado. O xHelper infectou mais de 45 mil dispositivos.
• PreAMo (19%) - O PreAMo é um malware do tipo clicker para dispositivos Android, relatado pela primeira vez em abril de 2019, que imita o usuário (sem o seu conhecimento) clicando em banners recuperados de três agências de publicidade: Presage, Admob e Mopub. Descoberto na Google Play, o malware foi baixado mais de 90 milhões de vezes em seis aplicativos móveis diferentes.
• Necro (14%) - é um aplicativo malicioso Android Trojan.Dropper que pode baixar outros malwares, mostrar anúncios intrusivos e cobrar de forma fraudulenta pelas assinaturas pagas.
Principais malwares bancários
• Dridex (responsável por 27% de todos os ataques de malware bancário) - O Dridex é um Trojan bancário direcionado à plataforma Windows e é distribuído via campanhas de spam e kits de exploração, os quais contam com o WebInjects para interceptar e redirecionar credenciais bancárias para um servidor controlado por atacante. O Dridex entra em contato com um servidor remoto, envia informações sobre o sistema infectado e pode baixar e executar módulos adicionais para controle remoto.
• Trickbot (20%) - O Trickbot é um Trojan bancário modular que tem como alvo a plataforma Windows e é entregue principalmente por meio de campanhas de spam ou outras famílias de malware, como o Emotet.
• Ramnit (15%) - O Ramnit é um Trojan bancário modular descoberto pela primeira vez em 2010. O Ramnit rouba informações de sessões da Web, oferecendo aos seus operadores a capacidade de roubar credenciais da conta para todos os serviços utilizados pela vítima, incluindo contas bancárias, contas corporativas e de redes sociais.
O relatório "Tendências dos Ciberataques: Primeiro Semestre de 2020" fornece uma visão detalhada do cenário de ciberameaças. Essas descobertas são baseadas em dados extraídos do centro de inteligência ThreatCloud da Check Point entre janeiro e junho de 2020, destacando as principais táticas cibercriminosas adotadas para atacar empresas. A versão completa do relatório (em inglês) pode ser baixado em: https://pages.checkpoint.com/cyber-attack-2020-trends.html .





Maya Horowitz - diretora do Grupo de Inteligência e Pesquisa de Ameaças e Produtos da Check Point

Check Point Software Technologies Ltd.
https://blog.checkpoint.com/
https://www.twitter.com/checkpointsw
https://www.facebook.com/checkpointsoftware
https://www.youtube.com/user/CPGlobal
https://www.linkedin.com/company/check-point-software-technologies

Conheça os 5 serviços para salvar sua empresa durante a crise


Entre benefícios a colaboradores e soluções para redução de custos, entenda como enxugar gastos e melhorar a performance das equipes e do seu negócio
 

A crise do novo coronavírus impôs às empresas brasileiras desafios para manter em equilíbrio a saúde financeira das companhias e a saúde física e emocional de líderes e equipes. As distâncias e os desafios do trabalho remoto também colocaram em foco serviços e soluções que já existiam no mercado, mas que agora, mais do que nunca, são essenciais para que as empresas possam melhorar seus serviços, engajar equipes, reduzir custos e até voltarem ao atendimento presencial.

Conheça os 5 serviços essenciais para sua empresa reduzir custos e melhorar a performance:
  • Callbox: Para manter as equipes conectadas e produtivas de qualquer lugar e ainda reduzir os custos com telefonia em até 80%, em comparação a PABXs convencionais, o Callbox tem sido a escolha ideal para que as empresas possam atuar home office. A ferramenta de telefonia em nuvem só precisa de internet para funcionar e pode ser acessada por qualquer smartphone, tablet ou mesmo pelo notebook do usuário. O serviço, oferecido pela L5 Networks, tem sido responsável por manter diversas empresas brasileiras em funcionamento durante a pandemia e é uma evolução que as companhias podem manter, afinal, as linhas funcionam tanto no escritório físico quanto remotamente, mantendo a economia com telefonia mesmo após a crise;
  • Macro Plataforma: A startup focada em melhorar a vida das pessoas através de benefícios que oferecem descontos em estabelecimentos como farmácias, mercados, restaurantes, cinemas, livrarias, cursos, entre outros; possui como seu principal objetivo fazer o salário dos colaboradores renderem mais, ponto essencial em tempos de jornadas e salários reduzidos por conta do coronavírus. A startup oferece às empresas uma plataforma personalizável que, além dos convênios e descontos, também possui ferramenta de comunicação com equipes, desenvolvimento de campanhas internas, além da funcionalidade de experiências, uma espécie de programa de pontos, que substitui as tradicionais bonificações por desempenho, e assim, cada um escolhe como, onde e quando utilizar os pontos, podendo realizar uma viagem, um salto de paraquedas, um passeio em família. Toda administração de contratos e negociações também fica a cargo da startup, deixando o RH livre para demandas internas da empresa. É uma ótima opção para manter as equipes motivadas, oferecer benefícios e ainda auxiliar os colaboradores a economizarem os salários através das parcerias;
  • Arebo: Investir na imagem do seu negócio é essencial para alcançar o público correto e ter uma equipe dedicada a desenvolver ações e campanhas que unem o serviço da sua empresa ao seu cliente potencial através das redes sociais, influenciadores e opinião pública é decisivo para que sua marca seja lembrada nesse momento, mas também após a crise passar. A agência de comunicação atua em todo o território nacional e possui clientes internacionais, com um sistema de trabalho interessante, que se adequa a diversos perfis de clientes, desde profissionais liberais a grandes empresas, oferecendo um sistema que proporciona acesso a comunicação de qualidade para turbinar o seu negócio, independente do porte e setor de atuação;
  • Pluralità Benefícios: Oferecer saúde aos colaboradores é um item ainda mais valioso atualmente e para encontrar os benefícios ideais para cada empresa com as melhores condições, a Pluralità negocia com as seguradoras para garantir as melhores opções aos clientes, avaliando não apenas os preços, mas também as coberturas, rede de atendimento e serviços agregados. As informações levantadas auxiliam na melhor tomada de decisão para escolha de uma operadora e a parte burocrática fica toda por conta da equipe da Pluralità, que também possui processos ágeis para a implantação dos benefícios, descomplicando as rotinas do RH e realizando desde o cadastro dos beneficiários, preenchimento dos formulários, conferência de documentos até encaminhamento das carteirinhas de identificação. Além de um atendimento personalizado e com capacidade para cuidar de contas de pequenas, médias e grandes empresas, também oferece aos clientes uma rede de parceiros com descontos exclusivos aos colaboradores, através de parceria com o aplicativo Clube Macro;
  • Salus Medicina Integrada: Para as empresas que precisam retomar as atividades presencialmente e já possuem liberação para seus segmentos, uma alternativa interessante é realizar uma consultoria para entender os pontos de melhoria que são necessários para que a empresa possa oferecer segurança em saúde aos colaboradores. A empresa, fundada por médicos e especialistas que estão na linha de frente contra a covid-19 no Brasil, avalia as necessidades de funcionamento do negócio, número de colaboradores, atividades exercidas, estrutura física do local e orienta todos os protocolos de biossegurança para que o trabalho possa voltar ao meio presencial oferecendo segurança a todos colaboradores, fornecedores e clientes. A consultoria também disponibiliza de protocolos residenciais e teleatendimento médico com valores acessíveis em seu site.
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Descubra dicas de como manter o seu negócio durante a pandemia



Para quem se encontra em um momento de dificuldade e está buscando dicas de como atravessar a crise atual, o consultor Renan Galdino explica alguns tópicos importantes que podem ajudar nos negócios


O novo coronavírus deixou um rastro de vítimas ao redor do mundo. Além das internações com os mais variados graus de letalidade, muitas empresas fecharam as portas e outras tantas tiveram que se reinventar para manterem-se no mercado. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que entrevistou 402 executivos de indústrias de médio (50-249 funcionários) e grande porte (250 ou mais funcionários), em todas as regiões do país, afirma que cerca de sete em cada dez empresas (70%)  acabaram perdendo o faturamento devido ao novo coronavírus.

“A cultura das empresas terá de mudar, não poderá mais carregar qualquer falha na estrutura dos produtos e custos operacionais. A margem está apertada e a solução da empresa será de dentro para fora. O preço de venda quem decide é quem compra”, afirma Renan Galdino, que, junto com o economista Luiz Lourenço, estão a frente da consultoria empresarial Renan Galdino, a qual tem como objetivo ajudar as empresas a não quebrarem durante a pandemia.

Para quem se encontra em um momento de dificuldade e está buscando dicas de como atravessar a crise atual, o consultor Renan Galdino explica alguns tópicos importantes que podem ajudar nos negócios: 


- Adiando o pagamento do Simples

Para quem está enquadrado na modalidade do Simples, o governo federal prorrogou o prazo de pagamentos das notas, o que pode ajudar nesse período de isolamento. Para não demitir os funcionários, as empresas podem entrar em um acordo e reduzir a jornada e o salário dos colaboradores pela metade.


- Procure se capacitar

Que tal reservar um tempo do dia para realizar um curso de capacitação? Busque algo que possa ser possível encaixar em sua rotina, pois quando a situação melhorar, os empreendedores que estiverem mais capacitados e preparados vão conseguir se levantar mais rapidamente.


- Interação com os clientes

É extremamente importante manter-se próximo aos clientes. Para quem oferece serviços, usar as redes sociais para conversar e interagir com os seguidores é uma ótima alternativa e costuma dar resultado. Vídeos, imagens e outros recursos chamam a atenção no feed e, consequentemente, atrai mais público.


- Promoções

Com o receio de gastar agora e não ter uma economia futuramente, muitos não estão comprando como antes. Por isso é fundamental fazer promoções. Sabe aquele produto que já está há um bom tempo no estoque? Então, esse é o momento de colocar um preço atrativo e fazer com que ele tenha procura. Diversificar o estoque também é importante, então vale a pena ver o que os consumidores estão buscando nesse período.


- Pesquise opções de créditos

Sem recursos para solicitar crédito? A solução é pesquisar bastante quais são os bancos que estão oferecendo modalidades diferenciadas, com as maiores carências e os menores juros para iniciar o pagamento.


- Negocie contas

Mantenha o controle do caixa e procure reduzir custos nesse momento. É possível negociar o aluguel do espaço, reduzir a conta de energia e os contratos com serviços terceirizados.


- Redes Sociais

Utilize as redes sociais ao seu favor e explore canais de vendas online. Com receio por conta da pandemia, muitas pessoas estão comprando apenas via delivery, então o importante é oferecer preços atrativos e diferenciais para se destacar da concorrência. 


- Organize as despesas

Projetar despesas e receitas dos meses subsequentes: o ideal é separar as despesas pelo tipo de gasto. Dessa forma é possível saber a quantia necessária para cada despesa e o quanto será preciso para manter o negócio pelos próximos meses.






Renan Galdino Consultoria Empresarial


Luiz David Lourenço - Economista, pós-graduado em finanças empresariais pela FEA-USP e Banking pela FGV, possuí mais de 37 anos em instituições financeiras, sempre ocupando posições estratégicas.


Renan Galdino - Gestor de empresas, pós-graduado em controladoria pela FHO, MBA em gestão estratégica de negócios pela FGV, especialista em gestão e reestruturação de empresas, administrador judicial pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, mais de 10 anos de experiência à frente da gestão de empresas em crise.


PÓS COVID 19 E O NEOCOOPERATIVISMO; SUGESTÕES



 “O governo deve orientar a gerar trabalho para cumprir com os objetivos fundamentais da República, a erradicação da pobreza e a diminuição das desigualdades sociais, de acordo com o editorial do Estadão de 06/07/2020.”


A pandemia põe em perigo os problemas de uma nação ressaltando a desigualdade social, a economia e a organização como sociedade. A crise mostrou nossas diferenças e diminuir a desigualdade é o mais acertado para a conquista da igualdade de um país para a erradicação da pobreza e a diminuição das desigualdades sociais, um dos meios de resolver o problema é ter fundamento na sugestão do neocooperativismo, através da geração de trabalho em cooperação econômica.

Não há cidadania sem trabalho e a solidariedade econômica é um dos recursos. É preciso estimular a geração de trabalho e não doações assistencialistas. A pandemia produziu uma grande destruição no mercado de trabalho e no econômico que se agravou no mundo e o neocooperativismo é um recurso em época de crise.

A pandemia afetou o mundo em impacto econômico e prejudicou a geração de trabalho em termos de alcance. È preciso uma solidariedade econômica a nível nacional como global, uma vez que as empresas de todo o mundo estão sofrendo com as guerras tarifárias e a desaceleração da economia que tem provocado uma recessão global.

A crise da pandemia alertou para atuação do Estado aos mais vulneráveis e uma sugestão é ”unificar todos os programas assistenciais para maior transparência dos gastos” de acordo com o artigo o Estado de São Paulo de SP 06/07. Outra instigação é a organização do trabalho em cooperação econômica pela reformulação do segundo princípio cooperativista, o controle democrático que organiza o social pela geração de trabalho como propõe o neocooperativimo.

No Brasil houve um aumento na queda das vagas formais e informais, além da redução da jornada de trabalho e salários, consequentes da pandemia e isto prejudicaram  a economia e a geração de trabalho. No momento o neocooperativismo é a uma ferramenta que com a “doutrina econômica da cooperação” poderá resolver o problema do mercado de trabalho no globo para organizar a desigualdade social e o desemprego.

Outro estímulo é criar o MERCOOP –( Mercado Econômico Cooperativo) para se adaptar a esta quarta revolução industrial e tecnológica a dos modernos meios de comunicação que aproximam as culturas, povos e nações, numa ação global, através da interação em cooperação e aplicar a quota-parte para um maior retorno social e para a iempresa, e passar a controlar a especulação e regulamentar o mercado financeiro.

O emprego caiu substancialmente e a recuperação fica comprometida, mas virá de maneira lenta e requer como solução que as pessoas se reúnam em cooperativas ou iempresas, empresas autogestionária, terceiro setor etc... O problema é que há mais pessoas desempregadas do que trabalhando. Uma questão de difícil solução é o econômico e a sugestão a ser resolvido é pela cooperação econômica. Nesta situação o neocooperativismo é o meio das pessoas se organizarem em grupo e desenvolverem atividades de maneira cooperativa em solidariedade econômica.

A transferência  de renda é um meio de estimulo de grande apelo político, outra sugestão seria impelir com antecedência para a geração de trabalho, através do neocooperativismo que precisa de parceria e estimulo com o governo. Outro efeito seria aproveitar os vários programas sociais de transferência de renda para organizar a geração de trabalho pela educação. Passado o isolamento social é necessário preocupar-se com a transferência de renda e não só pelo elevado custo do auxilio emergencial, mas pelo fato da oferta de trabalho.

A transferência de renda não estabelece as bases para a inclusão social e a solução é a inclusão produtiva e a iempresa pode ser uma alternativa por organizar o capital particular do cooperador/dono gerando trabalho em cooperação econômica. É preciso incrementar a renda e alcançar a sustentabilidade para organizar o mercado de trabalho em solidariedade econômica. O trabalho é o maior dever social e o programa de Renda Brasil ou qualquer outro programa assistencial precisa adotar a educação e a geração de trabalho, através da adesão livre e a preocupação com a comunidade, princípios cooperativistas, que devem  ser aplicados para acabar com o assistencialismo que é usado para fins eleitoreiro, em vez de promover o desenvolvimento social. É preciso incluir a sociedade no mercado de trabalho e investir na economia solidaria que pode ser uma das opções por gerarem trabalho com sustentabilidade, É um meio simples de implantar que pode ser útil para resolver o problema do mercado de trabalho em países comunistas ou capitalista.

A disseminação da covid no mundo altera o modelo econômico, rediscute o papel do Estado para recuperar a economia arruinada, a valorização do sistema público de saúde, atividades à distância. No pós-pandemia redimensionará a redução das pessoas entre fronteiras e maior busca pela cooperação cientifica a nível global. Estas são algumas sugestões a serem repensadas como investimento em educação, saúde, produção e tecnologia. Por que não empregar capital na educação com qualidade, saúde preventiva, emprego digno, saneamento, sustentabilidade e focalizar na redução da desigualdade?






Rosalvi Monteagudo - contista, pesquisadora, professora, bibliotecária, assistente agropecuária, funcionária pública aposentada e articulista na internet.




Como evitar uma bolha de inadimplência no mercado?



Seis em cada dez brasileiros deixaram de pagar alguma conta no mês de maio por causa da pandemia. Entre os mais afetados pela crise está a parcela da população que recebe até dois salários mínimos. O acúmulo de dívidas vai se tornando inevitável e a inadimplência tende a crescer ainda mais nos próximos meses. Como evitar que essa dívida se torne impagável?

Pelas notícias e dados oficiais do Governo, a pandemia jogou luz sobre uma grande parcela da população que, até então, não aparecia nas estatísticas oficiais. A informalidade, no Brasil, é gigantesca e a burocracia estatal é um entrave ao ingresso de grande parte dos informais na formalidade. No que diz respeito ao comércio e prestadores de serviços formais, o retorno às atividades ainda não foi suficiente para recompor as perdas do período de inatividade imposto pelas medidas de prevenção ao Covid-19. A retomada é lenta e a incerteza quanto à evolução da pandemia, no curto e médio prazo, contribui para a diminuição do consumo e de investimentos nas empresas e em novos negócios. Muitos negócios fecharam e tantos outros ainda irão fechar, o que acarreta em demissões.

Estamos falando sobre a relação entre consumo, trabalho e renda, questões diretamente relacionadas. A reabertura do comércio permitiu que as pessoas voltassem às ruas, visitassem salões de beleza, bares e restaurantes. Porém, além do medo provocado pelo vírus ainda em circulação, também é necessário considerar a redução da renda de boa parte das famílias. Mais de 1 milhão de brasileiros perderam o emprego em maio, como consequência da pandemia. Com menos posses e a incerteza do amanhã, a tendência é consumir cada vez menos e, consequentemente, experimentarmos uma retração na economia, dificultando ainda mais a saída da crise.

Antes de mais nada, é preciso que o cidadão reveja seu próprio orçamento, cortando ou, ao menos, diminuindo as despesas menos essenciais, focando em itens básicos para a sobrevivência, como alimentação, moradia e saúde. É preciso fazer uma avaliação das contas mensais: quanto é gasto com água, energia e aluguel, despesas fixas que não podem ser eliminadas. Essa base mensal de gastos dará a noção necessária para que o cidadão entenda quanto pode gastar. Depois, é o momento de analisar as dívidas e entrar em contato com seus credores, para verificar a possibilidade de renegociação.

Na relação entre empresas e consumidores deve prevalecer o bom senso e a razoabilidade, especialmente nesse momento de pandemia. A mesma empresa que cobra dos seus clientes pode estar em dívida com fornecedores. O momento não é fácil para ninguém. O custo da inadimplência pode ser mitigado com o oferecimento de descontos e parcelamentos das dívidas em aberto. Com isso, pode-se viabilizar a continuidade dos negócios e, consequentemente, a circulação de riqueza. Uma negociação eficiente evitará os riscos de uma disputa judicial, que envolve custos e tempo, e fortalecerá a relação entre cliente e fornecedor.

Enquanto ainda não temos uma previsão de volta à normalidade, devemos investir na sobrevivência das empresas. O Governo deveria se preocupar em fazer chegar às pequenas e médias empresas linhas de crédito mais acessíveis que as oferecidas pelos bancos, já que são elas as responsáveis pela maior parte dos empregos gerados. Do ponto de vista jurídico, além da negociação amigável das dívidas, as empresas que não forem mais capazes de honrar com os seus compromissos ainda podem contar com a recuperação judicial, que é um instrumento importante para a sobrevivência daqueles negócios que demonstrem capacidade efetiva de retomada, após a negociação das dívidas com os seus credores sob supervisão do Judiciário.

Ter paciência e compreender o momento de dificuldade que todos estamos passando é o que pode nos unir e nos fortalecer nessa crise. Negociação é a palavra-chave para empresas, fornecedores e consumidores.





Mário Conforti - advogado e líder da área cível do escritório Marcos Martins Advogados.


A nova gestão para pequenas e médias empresas pós-pandemia



A gestão empresarial para PMEs (Pequenas e Médias Empresas) não mudou muito nos últimos 20 anos. Desde que comecei a participar de consultorias em gestão, os fundamentos são os mesmos. Porém, a partir de março deste ano as coisas mudaram repentinamente. Fazer uma previsão pós-quarentena para nossos clientes e demais empresas é muita pretensão, mas gostaria de compartilhar algumas reflexões para ajudar no processo de reabertura dos negócios.

Algumas premissas antes de começarmos: 
  1. A pandemia não irá terminar em um dia específico. Não sou especialista em saúde, mas pelo que tenho acompanhado, o coronavírus atingiu apenas parte da população e a imunização com efeito rebanho, quando mais de 70% já tiveram contato e desenvolveram anticorpos contra o vírus, está muito longe da realidade. As vacinas, infelizmente, ainda não são viáveis. Por isso, a flexibilização e monitoramento do avanço da contaminação ditará as idas e vindas da quarentena e isolamento. Ora os estabelecimentos abrem, ora podem fechar.
  2. O medo e insegurança imperam. Medo de contaminação, medo de perder a vida ou de perder um ente querido, medo do desemprego ou de perder renda. Existe um colapso total das pessoas e isso impacta em como elas irão consumir produtos e serviços daqui para frente.
  3. Adaptação e mudanças na rotina. Vivenciaremos uma mudança importante na forma como as pessoas irão trabalhar, como irão à escola, como vão se alimentar, como consumirão cultura e entretenimento. Todas as atividades devem sofrer alguma adaptação tendo como foco seguir regras de higienização, distanciamento e a priorização das atividades remotas.
  4. Setores e segmentos. Alguns foram duramente impactados, como as áreas de eventos, turismo, bares e restaurantes. Outros, caso do segmento de higiene e limpeza, nunca cresceram tanto. Por isso, o empresário deve buscar segmentos que tenham demanda para prosseguir e crescer, mesmo no meio da pandemia. 
  5. Com o plano de “retomada consciente” do governo do Estado de São Paulo, deveremos monitorar a abertura ou fechamento dos estabelecimentos, determinado pelo avanço ou diminuição da contaminação

Diante de todas essas premissas, vejo que a gestão das PMEs deve ser realizada dia após dia, com planos de curto prazo e análise de indicadores de receita, pagamentos, produção, estocagem, custos e equipe feitas com bastante critério. Por conta da abertura flexível, não se pode investir muito na produção com a certeza do escoamento dos produtos. Por outro lado, o empreendedor também não pode ser surpreendido por uma demanda maior e perder oportunidade de gerar receita. Neste momento, todos os controles devem estar à disposição de cada gestor para tomadas de decisão imediatas.

Não há dúvida de que entraremos em uma recessão. Por isso, os produtos com apelo de preços menores e para baixa renda têm potencial de consumo maior. Passamos pela mesma situação em 2014 e, pela experiência acumulada, sabemos qual caminho escolher agora. Temos bagagem para entender quais produtos e serviços precisam ser readequados de acordo com a propensão e poder aquisitivo dos clientes. Isso faz com que sejamos cães farejadores de desperdício e eliminadores de custos para mantes preços baixos. 

Deveremos trabalhar, ainda, nas ações de proteção. Telas de acrílico, faixas pintadas no chão indicando distanciamento, controle de entrada de clientes nos locais, dispenser de álcool gel acionado com os pés, cabines isoladas por pessoa ou por família, atendimento à domicílio e outras iniciativas devem ser executadas e divulgadas para que o cliente tenha confiança para consumir produtos e serviços da sua empresa.  

Temos recomendado para os donos de empresas que não arrisquem investir em novos negócios neste pós-pandemia, pois além da demanda ser menor, há o risco de encarar concorrentes que estão fazendo de tudo para sobreviver e, por isso, corroem as margens que um iniciante não tem fôlego para enfrentar. 

Infelizmente, neste momento veremos que aqueles que não trabalham com boas práticas de gestão não vão resistir à crise. A pandemia só acelerou o processo, que mais cedo ou o mais tarde, iria acontecer, que é o fechamento de empresas conduzidas por pessoas que deixaram de lado o planejamento, o acompanhamento das ações, a tomada de decisões baseadas em dados, enfim, que não se valeram da gestão atenta do próprio negócio. 

É claro que também existirão boas notícias. Veremos empresas que trabalham da maneira correta se reinventando e superando as dificuldades. O novo mundo que nos aguarda será muito diferente de 2019 e de outros anos. A velocidade das mudanças já ditas há tanto tempo nunca esteve tão evidente. Empresas que utilizam plataformas digitais vendem mesmo com o isolamento social, as videoconferências e o ensino à distância já provaram que o ensino tradicional pode ser substituído. Por isso, o empreendedor deve ter a mente aberta para o novo e experimentar outras formas de gerir sua empresa. Talvez, ficar agarrado à forma como a gestão era feita até poucos meses atrás, levará a empresa a permanecer no passado. A empresa que melhor se beneficiará é aquela cujo gestor segue a citação de Alvin Toffler: “O analfabeto do século XXI não será aquele que não consegue ler e escrever, mas aquele que não consegue aprender, desaprender e reaprender”.






Haroldo Matsumoto - especialista em gestão de negócios e sócio-diretor da Prosphera Educação Corporativa, consultoria multidisciplinar com atuação entre empresas de diversos portes e setores da economia.

Como agilizar as simulações do seu planejamento orçamentário



A incerteza é um dos maiores desafios da década. A pandemia da Covid-19 assolou grandes nações e revelou uma nova série de incertezas nos mais diferentes aspectos tais como saúde, comportamento, economia e negócios. Na definição clássica, manter o controle das finanças corporativas é determinante para se obter sucesso nos negócios, mas, diante de um cenário como o que estamos vivendo, ficamos em dúvida do que podemos fazer para mitigar os efeitos negativos desse impacto.

É bastante importante investir em tecnologia aplicada a uma boa fundamentação de dados, análises e projeções. Não é de hoje que identificamos a necessidade de implantar softwares de planejamento, elaboração de orçamentos, previsão, análise e registro de resultados. Na realidade, as plataformas de planejamento orçamentário vêm ganhando popularidade entre as empresas, e os gestores já entenderam a importância da criação de modelos de rentabilidade para diferentes cenários, capazes de atender às mais variadas demandas dos ambientes organizacionais.

Para uma boa fundamentação de dados, os recursos de suporte podem ser segmentados em cinco categorias relacionadas, como a análise de planejamento, a descritiva, de diagnóstico, preditiva e prescritiva.

Devemos contar também com o atual mercado totalmente incerto e refletir sobre o que podemos fazer diante dessa realidade. Por isso, lembre-se que, seja qual for o planejamento corporativo, ele normalmente estará associado ao gerenciamento de desempenho da empresa, o que presume planejamento financeiro, orçamento e previsão.

Dessa forma, suas diretrizes precisam permear a compreensão de desempenhos passados, identificação de desvios de normas (plano vs real), avaliação de cenários possíveis, previsão de resultados prováveis e avaliação de riscos e restrições.

Quando se pensa em busca de resultados desafiadores com ciclos rápidos diante de um cenário absolutamente incerto, a análise de dados aliada à tecnologia pode ajudar na construção de planos com focos e cenários diferentes. E, embora todos reconheçamos o seu valor, o planejamento corporativo exige comprometimento e ferramentas dedicadas e interconectadas com suporte a coleta e preparo de informações, estudo de dados que inclua modelos de variação e previsões, entrega dos relatórios executivos e a realização de ajuste de modelos com base em relatórios de variação capazes de melhorar a precisão das previsões.

A revisão do planejamento deve ser realizada de forma periódica e continua, e os planos devem ser ajustados de acordo com cada cenário, para garantir que decisões oportunas e precisas sejam tomadas usando como base dados atualizados e confiáveis.

O processo de tomada de decisão é a força vital das operações comerciais inteligentes e por isso, é importante ressaltar que o real motivo para a utilização de todas essas novas tecnologias, como Big Data, Business Intelligence (BI), inteligência artificial e outras, é o suporte à decisão, que auxilia de forma eficaz.





Emerson Douglas Ferreira - especialista em consultoria de planejamento, inteligência de negócio e soluções que auxiliam executivos na tomada de decisão desde 1995, e fundador da Meeting Strategic Solutions.


É o fim do aluguel? As tendências em construção civil para o pós-pandemia



Não há dúvidas sobre o fato de que a pandemia deixará sua marca nos mais diversos setores. Transformações que já eram previstas por muitos especialistas foram forçadas a acontecer – afinal, era mudar ou mudar, sem mais opções. Na construção civil, há alguns exemplos interessantes do que acredito ser tendência para o futuro e do que pode ter provocado grandes expectativas agora, mas não devem ter impacto significativo a longo prazo.

O primeiro temor é sobre o fim do aluguel. Boa parte dos proprietários já observam uma debandada de inquilinos. Muitas empresas sentiram que seus funcionários se adaptaram bem ao home office e decidiram adotar o trabalho remoto como algo permanente. Portanto, não faz sentido para elas pagar o caríssimo aluguel de um imóvel bem localizado – ou, pelo menos, não de todo o imóvel. Uma sala pode suprir as necessidades de espaço, não mais todo o andar de um prédio comercial. Da mesma forma, muitas pessoas voltaram para a casa dos pais ou se mudaram para apartamentos e casas menores, e com preços mais compatíveis com seus orçamentos, por dificuldades financeiras.

Esta, porém, é apenas uma questão de renovação de mercado. As pessoas não pararam de comprar carros por causa dos aplicativos de carona.  Há sempre alguém que vá querer um modelo esportivo, para viajar para a casa na praia, ou um mais compacto, porque mora sozinho e não precisa de tanto espaço. Maiores ou menores, luxuosos ou mais acessíveis, fato é que este mercado sempre está pronto para atender aos mais diversos tipos de consumidores. E isso é algo que ainda falta à construção civil.

Grandes centros de construção, que gastam fortunas alugando espaços quilométricos, já começam a optar pela sublocação. Dividir aquele espaço enorme com um lojista parceiro é uma opção economicamente viável, pois fica mais barato para os dois, e também atende às expectativas dos clientes. A loja vira um cartão de visitas. Ao invés do home center vender móveis planejados, ele reduz seu preço de aluguel ao sublocar para uma loja de móveis. Pode ser que, daqui a um tempo, tenhamos um verdadeiro coworking de lojas.

É preciso enxergar o setor como um todo, e isso só é possível a partir de dados e informações. Se houve queda no número de compra de imóveis, por outro lado, a quantidade de reformas aumentou. Tudo é uma questão de equilíbrio e de saber analisar a situação e as tendências com um olhar mais analítico.

Boa parte das novidades desse momento vieram para ficar. A construção civil raramente dá um passo em falso – até por isso, ela caminha devagar. As transformações ainda são feitas de maneira gradual, por mais que a pandemia tenha acelerado esse processo. O que deve permanecer é a necessidade de atendimentos mais ágeis, como a possibilidade de fazer orçamentos de materiais pela internet e o delivery de materiais, e o relacionamento com o cliente a partir do digital. Se era difícil encontrar marcas e lojas de materiais de construção nas redes sociais, hoje esses contatos estão muito mais acessíveis.

A informatização do mercado é algo que sempre defendo. Afinal, é a partir de dados que são feitos os maiores investimentos. O proprietário de um imóvel precisa saber quanto se cobra de aluguel em determinada região, assim como é interessante para uma loja de materiais de construção saber que uma construtora está levantando um prédio. Essa troca enriquece todo o setor, permitindo que a indústria seja mais assertiva em sua produção, o comércio não venda produtos com preço inflacionado e o consumidor pague mais barato.

Por fim, é importante destacar o papel importantíssimo da construção civil como motor da economia. Por ter uma cadeia enorme de produção que envolve os três setores - indústria, comércio e prestação de serviços - este é um setor que merece ser valorizado. Por ele, se gera renda para diversas famílias, acelerando o consumo e fortalecendo as vendas. A construção de conjuntos habitacionais e casas populares, com incentivo do governo, pode ser uma forte alavanca para a retomada econômica pós-pandemia. Assim, poderemos sair mais fortes como país.






Wanderson Leite - formado em administração de empresas pelo Mackenzie e fundador das empresas ProAtiva, app de treinamentos corporativos digitais, ASAS VR, startup que leva realidade virtual para as empresas e escolas; e Prospecta Obras, plataforma de relacionamento do segmento de construção civil.



Pandemia: como anda a relação das pessoas com o dinheiro?

 Freepik

Diante de um momento que ninguém imaginou viver, todos nós tivemos que nos adaptar de várias maneiras, mas o impacto financeiro, sem dúvidas, ditou uma nova forma de se relacionar com gastos e prioridades


Em tempos de crise, do mesmo modo que o desemprego aumentou veementemente e, segundo o IBGE totalizou 12,850 milhões de desempregados no Brasil, outras formas de trabalho vieram à tona e ditaram a maneira como as pessoas passaram a se relacionar com o dinheiro que, aliás, sofreu mudanças drásticas do dia para noite.

Enquanto muitas famílias perderam parte ou a totalidade de sua renda, outras conseguiram se manter ou até mesmo prosperar com novas propostas de negócios por meio de produtos e soluções inovadoras para caminhar na contra mão da crise.

Mas o que me chama a atenção é que, independentemente do lado em que as pessoas estão, ou seja, sem uma ocupação nesse momento ou se redescobrindo em novos formatos de trabalho, o fato é que, nem sempre conseguem se organizar corretamente para dar conta de todas as despesas que aparecem.
Muitos acabam por extrapolar nos gastos por impulso e no e-commerce. Isso porque, fazem compras pela busca de satisfação imediata, pois associam o consumo ao prazer, uma combinação que pode causar prejuízos financeiros desnecessários, porque não fazem um balanço das reais necessidades, e terminam caindo no vermelho.


Educação Financeira

Muita dessa dificuldade em controlar custos, vem da deficiência da educação financeira no universo familiar e escolar da maioria dos brasileiros, mesmo sendo um tema essencial na vida de todo cidadão. Talvez agora, num cenário de pandemia, o assunto seja mais valorizado, afinal, por meio dele que aprendemos a valorizar nosso trabalho e não desperdiçar nosso esforço diário.

Se não temos controles para nossas despesas mensais, não há renda que aguente. No entanto, infelizmente, estamos acostumados a falar sobre dinheiro somente em situações de dificuldade, o que gera uma crença equivocada de que dinheiro é ruim. Só que é preciso mudar esse enredo e aprender que falar sobre finanças, investimentos, e também dialogar sobre proteção e segurança, exatamente para que a dificuldade financeira não apareça.

Então, pergunte-se sempre: meus gastos estão sendo feitos por necessidade ou são frutos de um impulso? Estou comprando pela ansiedade e angústia causadas pelo isolamento social ou por qualquer outro motivo? Este é um momento que pede maior controle, tendo em vista a instabilidade financeira do país, mas fazer esse tipo de análise é fundamental a todo momento, assim como identificar e analisar os sinais e os porquês da compra.


Transtorno do Comprar Compulsivo

Com a tecnologia a nosso favor, até as compras essenciais se tornaram mais práticas. Assim, mesmo em tempo de dificuldades financeiras, de acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABCOMM), a compra via e-commerce cresceu 40% desde março deste ano.

Essa facilidade faz com que muitas pessoas exagerem. Fazer um balanço do que é realmente necessário é vital, já que o momento pede muita cautela e planejamento financeiro. Além disso, é preciso ficar atento para a compulsividade que pode ser considerada uma doença chamada TCC (Transtorno do Comprar Compulsivo), também conhecido como “oniomania”, que precisa de acompanhamento médico.

Feita toda essa reflexão, o que se espera de verdade, é que a experiência de viver uma pandemia faça com que as pessoas passem a valorizar mais o espaço familiar e os gastos domésticos. É preciso um novo olhar sobre os temas mais importantes de nossas vidas e, dentre eles, ter mais consciência em relação aos gastos supérfluos.




Dora Ramos - consultora contábil com mais de 30 anos de experiência. Empreendedora desde os 21 anos, é CEO da Fharos Contabilidade e Gestão Empresarial. Está há mais de 20 anos na jornada do autoconhecimento, é terapeuta holística, além de trabalhar também com PNL, aromaterapia, massagem, reiki e outras terapias de reconexão.

Brasil está entre os 10 países com maior taxa de criminalidade na pandemia



Ter segurança e confiança para passear e ir quando e onde quiser não é somente um direito do cidadão como um dever a ser oferecido pelo poder nacional de cada nação. Sabendo que a prática é bem diferente da teoria, o Cuponation, plataforma de descontos e integrante da alemã Global Savings Group, compilou dados sobre o cuidado e a proteção que o Brasil e demais países possuem, principalmente na época da pandemia.

A plataforma Numbeo realizou nas últimas semanas uma pesquisa sobre os índices de criminalidade e segurança em mais de 130 países durante o isolamento social devido ao Coronavírus, e o resultado brasileiro é desesperador. 

Nosso país aparece na 7º posição no ranking do índice criminal, com porcentagem estimada em 68,31 - ou seja, o Brasil está entre os 10 países mais perigosos para se viver por conta dos erros da população e do poder. Obviamente na mesma posição, a porcentagem do índice de segurança nacional é calculada ao contrário da do primeiro índice, indicando 31,69. Confira a pesquisa completa no infográfico interativo do Cuponation.

Apesar da exponencial situação do país e de não ter uma média nos registros oficiais sobre o aumento ou diminuição da criminalidade brasileira, é fácil compreender. Afinal, mesmo a segurança pública nacional sendo um serviço que não para, aqueles que deveriam nos proteger do crime também desejam se proteger do vírus.

A Fundação Getúlio Vargas e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública realizou um levantamento recentemente com mais de 1.500 policiais no país, registrando que em cada estado mais de 50% deles admitiram sentir medo de contrair o COVID-19. Além disso, apenas 34% destes afirmaram receber qualquer tipo de treinamento para trabalhar na pandemia.

De volta ao estudo da Numbeo, o país que está no topo da lista também é sul-americano: a Venezuela aparece com uma taxa de criminalidade em torno de 84,36%. Papua Nova Guiné e África do Sul são as nações que ocupam o segundo e terceiro lugares do ranking, com o índice estimado em 80,04% e 77,29%, consecutivamente.





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