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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Finanças: 53% dos trabalhadores chegam ao fim do mês sem dinheiro na conta, revela Serasa Experian

· Percentual permanece em patamar praticamente estável frente a 2025, quando era de 54%

· Alimentação e contas da casa são os gastos que mais comprometem a renda


· 51% dos trabalhadores com problemas financeiros relatam estresse no trabalho

· Pela primeira vez datatech vai participar do maior evento de RH da América Latina 

 

Mais da metade (53%) dos trabalhadores brasileiros chega ao fim do mês sem dinheiro suficiente para pagar todas as despesas depois de receber o salário. O percentual ficou praticamente estável em relação a 2025, quando era de 54%. Os dados são da nova edição da Pesquisa de Saúde Financeira dos Trabalhadores, realizada pela Serasa Experian, primeira e maior Datatech do Brasil, com profissionais de empresas públicas e privadas que atuam em regime CLT ou como Pessoa Jurídica (PJ).

 

Do total de respondentes, 47% afirmam recorrer a recursos ou alternativas adicionais para fechar as contas, enquanto 6% chegam ao fim do mês sem dinheiro suficiente e sem utilizar nenhuma opção extra. Apenas 47% conseguem encerrar o período com recursos disponíveis.

 

“Os dados mostram que a dificuldade de equilibrar o orçamento não é uma situação pontual para uma parcela relevante dos trabalhadores brasileiros. Quando mais da metade chega ao fim do mês sem recursos suficientes para cobrir todas as despesas e esse cenário praticamente não se altera de um ano para o outro, vemos uma pressão persistente sobre a saúde financeira. Além de comprometer a capacidade de lidar com imprevistos, essa falta de margem pode levar à busca por alternativas para complementar a renda ou financiar despesas do dia a dia”, afirma Délber Lage, Diretor de Soluções para RH da Serasa Experian.

 

Dificuldades financeiras afetam a vida pessoal e a rotina profissional

Na vida pessoal, entre os entrevistados que passaram ou ainda passam por problemas financeiros nos últimos cinco anos, 44% apontam irritabilidade e outros 44%, insônia como consequências da situação. Além disso, outros impactos citados foram alterações acentuadas de peso, depressão, dores físicas e isolamento social. Os resultados mostram que a pressão sobre o orçamento ultrapassa o momento de pagar as contas e afeta diferentes aspectos do bem-estar. 


No ambiente profissional, os reflexos aparecem de forma específica: 51% relatam estresse no trabalho e 46%, exaustão extrema e esgotamento físico. Além disso, 35% mencionam diminuição da atenção e 33%, queda de produtividade. Confira os resultados no gráfico abaixo:

 


Para Délber Lage, “com a nova redação da NR-1, os fatores psicossociais relacionados ao trabalho passaram a ser expressamente considerados no gerenciamento de riscos ocupacionais. Isso não significa enquadrar a vida financeira individual no PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos), mas reconhecer que seus reflexos podem aparecer no expediente.

 

Diante de sinais como estresse, exaustão, perda de atenção e queda de produtividade, empresas e lideranças precisam atuar de forma coordenada para compreender as diferentes realidades financeiras dos seus profissionais. E, a partir desse diagnóstico, promover educação financeira e oferecer benefícios e soluções de bem-estar financeiro, incluindo alternativas de crédito responsável que contribuam para prevenir o agravamento das dificuldades financeiras.




Despesas de alimentação e contas da casa lideram o comprometimento da renda


Entre os trabalhadores que não chegam ao fim do mês com dinheiro suficiente, os gastos essenciais são os que mais pressionam o orçamento. Alimentação foi citada por 78% dos respondentes e contas da casa, como luz, água e gás, por 72%. 


Na sequência, aparecem financiamentos de imóveis ou veículos (44%), roupas, utilidades e outros itens de consumo (43%), empréstimos (33%) e estudos (22%). Os resultados mostram que a insuficiência de recursos é formada por uma combinação de despesas cotidianas indispensáveis e compromissos já assumidos, o que reduz a capacidade de formar reservas e absorver imprevistos. Veja os dados completos no gráfico:



Para ter acesso à pesquisa na íntegra acesse, clicando aqui!

 

Pela primeira vez Serasa Experian vai participar do maior evento de RH da América Latina


Pela primeira vez, a Serasa Experian estará no CONARH para apresentar seu novo portfólio de soluções para RH, que combina dados, inteligência e bem-estar financeiro para apoiar as empresas em diferentes desafios sobre a gestão de pessoas, como a identificação de candidatos mais aderentes às vagas e análise de informações para recrutamento, o compliance e monitoramento, a gestão do Crédito do Trabalhador e de benefícios com desconto em folha, além de soluções voltadas à saúde financeira dos colaboradores.

 

A participação da primeira e maior datatech do país também será marcada pela divulgação de conteúdo relevante, com uma palestra ministrada pelo Délber Lage, diretor de Soluções para RH da datatech, no dia 20 de agosto, às 14h, na Arena 1, que trará os resultados inéditos e insights da Pesquisa de Bem-Estar Financeiro dos Trabalhadores 2026, ampliando a discussão sobre os impactos da saúde financeira para pessoas e empresas.

 

Além disso, para transformar conhecimento em experiência, a empresa vai ao evento com um estande lúdico inspirado nos grandes festivais de música, com parede de lambe-lambe instagramável e uma montanha-russa 3D que levará os visitantes a uma jornada imersiva pelas suas soluções. Completando o line-up, nossa atração principal: o Expert, mascote da Serasa Experian, que estará presente todos os dias, interagindo com o público e tornando essa estreia no CONARH ainda mais memorável.


 

Metodologia


A Pesquisa de Saúde Financeira dos Trabalhadores 2026 ouviu 1.008 profissionais de empresas públicas e privadas, incluindo trabalhadores com vínculo CLT e pessoas que atuam como Pessoa Jurídica. 

As entrevistas foram realizadas por meio de painel on-line entre os dias 12 e 30 de junho de 2026. A margem de erro do estudo é de 3,1 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. 

Para a comparação histórica, a edição de 2024 ouviu 802 trabalhadores, enquanto a de 2025 contou com 1.029 participantes. Em 2025 e 2026, foi utilizado um painel de respondentes diferente daquele adotado em 2024.

 

Experian
experianplc.com


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