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terça-feira, 14 de julho de 2020

MATERIAIS ESCOLARES SÃO GRANDES ALIADOS NO APRENDIZADO EM CASA


 STAEDTLER Brasil dá dicas de como as crianças podem aprender e - ao mesmo tempo - se divertir sem sair de casa com o auxílio dos materiais usados na escola


Ficar em casa exige muita criatividade, principalmente com as crianças por perto. De acordo com pedagogos, atividades como pintura, música, teatro e literatura ajudam na construção e desenvolvimento das crianças. Por conta disso, é importante dizer que quanto mais cedo os pequenos entrarem em contato com essas expressões artísticas, mais cedo poderão usufruir de seus benefícios, como o aumento da criatividade, diminuição do uso do celular e incentivo na coordenação motora.
Mediante a isso, a STAEDTLER Brasil , preocupada em ajudar os pais e as crianças a se desenvolverem durante o cenário atual, disponibilizou algumas brincadeiras que podem auxiliar no aprendizado com os próprios materiais escolares. "Nós acreditamos muito no poder da criatividade para apoiar nesse momento. Desta maneira, encontramos nessa iniciativa um caminho para aproveitar os materiais que possam ser encontrados em casa, para levar mais leveza e vida aos lares brasileiros.’’. Normalmente, os pequenos utilizam vários tipos de materiais escolares e todos eles são passíveis de brincadeiras", comenta Juliana Rett, Marketing Manager da STAEDTLER Brasil.
Confira abaixo que atividades são essas e que materiais podem ser utilizados:

Borboleta Colorida
Auxilia a coordenação motora e a criatividade dos pequenos.


O que você precisa:
• Giz de cera
• Tesoura
• Cola
• Limpador de canos
• Fita crepe
• Fio ou corda
Modo de fazer:
A criança pinta um modelo de borboleta com as suas cores preferidas e depois recorta ao longo da linha tracejada. Logo após, corta várias tiras de fita crepe e também um fio aramado com o comprimento desejado para fazer as antenas. Cole tudo na parte de baixo da borboleta e fixe um cordel para pendurar. Por fim, aplique a segunda parte da borboleta e pronto, já pode esvoaçar penduradas no teto ou ao vento.


Aquário com efeito 3D
Auxilia na coordenação motora, permite experiências sensoriais e incentiva a criatividade dos pequenos.


O que você precisa:
Para o fundo:
• Tintas escolares
• Cartolina A3 para pintura
• Esponja de Pintura
Para os peixes:
• Tintas
• Tesoura
• Folha de papel A4
• Peneira
• Escova de dentes
• Espuma adesiva dupla face
Modo de fazer:
Molhe a esponja de pintar com tinta azul escuro e aplique na tela, mas sem cobrir por completo. Misture a esponja com outros tons de azul e aplique nos pontos que ficaram em branco. Deixe secar. Enquanto isso, desenhe diferentes peixes num papel branco e recorte. Para pintá-los, salpique tintas da sua preferência com a ajuda de uma escova de dentes, após secar, cole um pedacinho de espuma dupla face na parte de trás de cada um. Por fim, cole os peixes na tela azul e pronto, estão prontos para nadar.


Dominó de imagens
Auxilia na precisão da pintura, motricidade fina ao recortar e colar, e reconhecimento de formas e figuras.


O que você precisa:
• Lápis de colorir
• Tesoura adequada para crianças
• Bastão de cola
• Cópias das cartas de dominó
• Cartolina
Modo de fazer:
Copie o modelo de cartas de dominó. Os desenhos ficam a critério das crianças, que primeiro colam os modelos impressos em uma cartolina, para serem mais resistentes, e depois pintam como preferir. Corte-as e podem começar a jogar.


Foguete multicolorido
Auxilia a coordenação motora e a criatividade dos pequenos.


O que você precisa:
• Uma caixa grande de papelão para mudança ou caixas de papelão grandes
• Fita dupla face e fita crepe
• Estilete
• Chave de fenda
• Régua
• Fita métrica
• Corda (cerca de 2 m de comprimento)
• Lápis de cores Noris junior
Modo de fazer:
Para começar, desenhe duas escotilhas de janela em lados opostos da caixa. Depois de desenhar as formas das janelas, corte-as com o estilete. Em seguida, desenhe uma escotilha em forma de U na frente da caixa, corte ao redor da forma de U com o estilete. Abra a escotilha com cuidado, para criar uma dobra no topo, ao dobrar o papelão neste ponto, a escotilha abrirá e fechará com facilidade.
Em seguida, corte um pedaço grande de caixa de papelão para os componentes do foguete. Utilize essas peças para fazer o telhado, as caudas, as chamas e tudo aquilo que quiser utilizar para enfeitar o foguete. Cole quatro triângulos grandes de tamanhos iguais com fita crepe para formar uma peça grande. Coloque a parte superior do telhado e dobre as duas extremidades abertas. Prenda-as com fita crepe para que o telhado possa ficar no lugar e na forma correta.
Vamos aos lápis de cores! Utilize os lápis de cores Noris junior para pintar toda a fuselagem do seu foguete como o telhado, as caudas, as chamas e os parafusos em todas as cores que desejar. Agora, fixe os componentes individuais à fuselagem do seu foguete com a fita crepe, coloque o telhado na parte superior e prenda-o firmemente com fita adesiva. Fixe também as chamas nas caudas com fita dupla face e monte as caudas à esquerda e à direita do foguete com a fita crepe.
Cole um círculo de papelão pequeno num círculo maior e isto servirá de reforço para a comporta que abre a escotilha. Faça um furo através de ambos os círculos com uma chave de fenda e cole-os logo abaixo do telhado, enfie a chave de fenda novamente para fazer um furo. Cole outro círculo no meio da parte inferior da escotilha, e faça um furo no círculo e na escotilha. Passe o fio pelo furo por baixo e dê um nó na parte inferior da escotilha.
Passe a outra extremidade do cordão pelo furo no topo do foguete e faça outro nó. O foguete está pronto para brincar!


Um cantinho com céu estrelado
Auxilia a coordenação motora e a criatividade dos pequenos.


O que você precisa:
• Uma caixa de papelão grande ou 5 papelões do mesmo tamanho
• 4 folhas de cartolina A2 preta
• Chave de fenda
• Cola bastão
• Lápis de cores Noris junior
• 2 cadeias de luzes (tipo pisca pisca)
• Manta
• Almofadas
Modo de fazer:
Para começar, desenhe os contornos dos seus desenhos na cartolina preta com os lápis de cores Noris junior. Não há limites para a sua imaginação, no céu estrelado pode voar de tudo: planetas, naves espaciais, OVNIs, estrelas cadentes. Quando a primeira cartolina estiver pronta, continue com as outras três: desenhe figuras e diferentes elementos como desejar. Depois de desenhadas todas as quatro cartolinas, podem ser fixadas à caixa de papelão: basta aplicar cola no reverso com a cola bastão.
Agora, faça furos no topo da caixa com uma pequena chave de fenda. O número de furos deve ser o mesmo que o número total de luzes das duas cadeias de luzes LED. Distribua os furos por todo o topo da caixa. Em seguida, empurre as lâmpadas das cadeias de luzes através dos orifícios no teto, os compartimentos de bateria podem ser escondidos atrás da caixa.
Finalmente, coloque uma mantinha e duas ou três almofadas na caixa. Agora tudo o que tem de fazer é ligar as cadeias de luzes e o seu cantinho com céu estrelado mágico está pronto!
É importante que todas as atividades sejam realizadas com a supervisão de um adulto. E para facilitar, todas elas estão disponíveis no site em formato PDF, para compartilhar ou brincar quando quiser.


STAEDTLER Brasil



Campanha busca alertar famílias sobre atrasos nos marcos motores do desenvolvimento infantil


  • Atrasos nos marcos motores podem indicar doenças graves como a atrofia muscular espinhal, uma condição rara e genética 

  • Farmacêutica Biogen desenvolve a campanha "O raro também pode acontecer", que tem por objetivo chamar atenção para o desenvolvimento motor 

PRNewswire/ -- Os primeiros anos de vida de uma criança são fundamentais para a aquisição de habilidades motoras, cognitivas e sociais. O desenvolvimento motor, processo de mudança no comportamento relacionado com a idade, tanto na postura quanto no movimento da criança, é um aspecto essencial do desenvolvimento infantil que deve ser acompanhado de perto. "Os marcos do desenvolvimento infantil são alguns parâmetros que indicam como está o desenvolvimento da criança. Eles servem de base para avaliar as habilidades adquiridas em cada fase. A sustentação da cabeça é, por exemplo, um dos primei ros marcos motores alcançados", explica o neuropediatra Dr. Hélio Van der Linden.


Por volta dos seis meses de idade, o bebê que está dentro do desenvolvimento normal começa a levar às mãos até a boca, sentar-se sem apoio e rolar. Outras habilidades, como segurar um brinquedo e balançar em movimentos suspensos, também são comuns nessa fase. Aos sete meses, a criança começa a dar impulso para ficar de pé, engatinhar e dar os primeiros passos sem apoio. A partir de um ano, outros avanços são conquistados. É o período que a criança começa a andar, falar, subir escadas com apoio, puxar objetos e comer sozinha123.

"É bem comum escutarmos que cada criança tem o seu tempo de desenvolvimento, mas não é bem assim. É preciso estar atento se o bebê está atingindo os marcos motores esperados, de acordo com as fases pré-determinadas. Atrasos nas funções motoras exigem uma investigação cuidadosa. Quando comparamos o desenvolvimento motor esperado em cada idade, com o que está sendo alcançado, é possível identificar, por exemplo, se a criança apresenta alguma condição neurológica que precisa ser investigada. Se o atraso vier associado a alguns sinais, como hipotonia (flacidez) e fraqueza, é possível se tratar de uma doença neuromuscular. A atrofia muscular espinhal (AME) é um exemplo de doença que está diretamente ligada ao atraso dos marcos motores", pondera o especialista.

Para alavancar o entendimento do tema e estimular o olhar atento, a farmacêutica, Biogen, desenvolveu a campanha "O raro também pode acontecer", que propõe dar mais visibilidade sobre a relevância de acompanhar os marcos motores do desenvolvimento infantil. "É necessário que os pais e os profissionais de saúde estejam vigilantes nessa evolução. É de extrema importância observar se a criança apresenta algum atraso ou até mesmo uma regressão, que é quando ela atinge um marco esperado, mas depois perde.  Os marcos motores são fundamentais na suspeita clínica da atrofia muscular espinhal, que pode ser diagnosticada e confirmada precocemente com auxílio de teste genético. Esse olhar atento é fundamental para a identificação e contribui, fortemente, para o melhor manejo da doença e para um futuro com mais qualidade de vida", avalia Marcelo Gomes, diretor médico da Biogen.

De acordo com o especialista, os pais podem e precisam monitorar o desenvolvimento motor infantil.  "Mas em caso de alguma suspeita, é necessário procurar o especialista adequado, como um neuropediatra. Quando há o diagnóstico de atrofia muscular espinhal, por exemplo, a identificação precoce permite intervenção mais eficiente, e isso, pode trazer resultados imensuráveis para a criança, sua família e toda a sociedade", conclui.
Para saber mais informações sobre a campanha, acesse: www.oraropodeacontecer.com.br


Sobre a atrofia muscular espinhal: a AME é uma das mais de 8 mil doenças raras conhecidas no mundo e afeta, aproximadamente, entre 7 a 10 bebês em cada 100 mil nascidos vivos4. É a principal causa genética de morte em crianças de até dois anos de idade5. Se caracteriza por uma fraqueza progressiva, que compromete funções como respirar, comer e andar. No Brasil, ainda não há um estudo epidemiológico que indique o número exato de indivíduos afetados pela doença. A AME é classificada clinicamente em tipos (que vão do tipo 0 ao 4), com base no início dos sinais e sintomas e nos marcos motores atingidos pelos pacientes6.







1 WHO Multicentre Growth Reference Study Group. WHO Child Growth Standards: Length/height-for-age, weight-for-age, weight-for-length, weight-for-height and body mass index-for-age: Methods and development. Geneva: World Health Organization, 2006. 

2
 De Onis M, Onyango AW, Borghi E, Garza C, Yang H & the WHO Multicentre Growth Reference Study Group. Comparison of the WHO Child Growth Standards and the NCHS/WHO international growth reference: implications for child health programmes. Public Health Nutr 2006;9:942–947 

3
 Ministério da Saúde. Saúde da Criança. Acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil. Série Cadernos da Atenção Básica, 2002. n.11

4
 Lunn MR, Wang CH. Spinal muscular atrophy. Lancet 2008;371:2120–33. doi:10.1016/S0140-6736(08)60921-6.

5
 Farrar MA, Kiernan MC. The Genetics of Spinal Muscular Atrophy:Progress and Challenges. Neurotherapeutics; 2015; 12:290–302. 

6
Lunn MR, Wang CH. Spinal muscular atrophy. Lancet 2008;371:2120–33. doi:10.1016/S0140-6736(08)60921-6.  




FONTE Biogen

Inovações acessórias não podem mudar o sentido da educação


Num momento de grandes turbulências e incertezas quanto aos destinos da educação no país, o setor ainda tem que lidar com a ação oportunista de ‘novos pensadores’ que trazerem teorias bem embaladas, mas que na verdade apenas desviam a atenção sobre o que deveria ser o foco de um modelo simples e eficiente.

Com o objetivo disfarçado de criar oportunidades para vender consultorias e soluções que pouco agregam à real necessidade do sistema de ensino ou da prática pedagógica aplicada, esses ‘inovadores’ tentam ensinar que, em um período de não mais do que 20 anos, tivemos uma aceleração tão acentuada que passamos, sem perceber, por uma escalada de estágios que nos levou da  Educação 0.0, para a 1.0, 2.0, 3.0, 4.0 e agora, a mais recente 5.0.

Um olhar menos atento pode levar ao entendimento de que a educação pode ser comparada a um veículo, no qual basta acrescentar um novo acessório para conquistar um novo patamar. Uma maçaneta prateada indica o 1.0, o ar condicionado com controle digital, 2.0, o controle de velocidade 3.0, freio ABS 4.0, ignição por voz 5.0 e assim por diante.

Na verdade, a comparação com um veículo até pode ser feita para ressaltar o compromisso da educação que é o de transportar o estudante/cidadão de uma posição para outra em patamares mais elevados de conhecimento, de ação e de atitude, independentemente das peças que sejam usadas para isso.

Então, ao olhar para a proliferação de números e índices por esta perspectiva se constata que eles são apenas inovações periféricas, que podem até mudar a percepção, ou a experiência, mas que não mudam a realidade da proposta educacional. Sendo assim, eles trazem apenas a proposta de enfraquecer modelos estabelecidos e construir a partir de discursos diferentes mais do mesmo com outra roupagem.

A superação dos desafios da educação exige maior comprometimento com a oferta, com a entrega e com a orientação sempre participativa dos atores principais que são os alunos, os docentes e os facilitadores dos meios de aprendizagem.

Independente da nomenclatura ou da numeração que se queria utilizar, é fundamental trabalhar em prol da educação verdadeira, que permite o desenvolvimento do cidadão nas dimensões do saber, do fazer e do ser sem índices supérfluos que distraem quanto ao objetivo real. Um país nunca será melhor do que o seu pior cidadão, quanto a atitude, conhecimento e realização.

Educação boa e de qualidade acontece tanto nas escolas de taipa e barro, com organização multisseriada, como também nas salas virtuais dos laboratórios com simulação e realidade aumentada; desde que seja planejada e executada com foco na evolução do aluno.

Assim como um novo acessório não muda a essência de um carro, uma nova nomenclatura ou moda não pode mudar e nem desviar o foco da educação.






César Silva - Diretor Presidente da Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT) e docente da Faculdade de Tecnologia de São Paulo – FATEC-SP há mais de 30 anos. Foi vice-diretor superintendente do Centro Paula Souza. É formado em Administração de Empresas, com especialização em Gestão de Projetos, Processos Organizacionais e Sistemas de Informação.



Conheça alguns sintomas iniciais da catarata, uma das principais causas de cegueira no mundo


Em virtude da pandemia, muitas pessoas têm evitado procurar ajuda médica, mas enfermidades, como a catarata, estão entre urgências que não podem ser negligenciadas

Existem muitas formas de identificar o início da catarata, doença que pode provocar perda da visão. Tais sinais, no entanto, podem passar despercebidos. "No princípio a pessoa pode sentir uma diminuição na acuidade visual, além de dificuldade para ver e distinguir cores. Visão dupla, troca frequente de óculos para correção de grau e problemas para enxergar em lugares poucos iluminados também são alguns dos sinais", alerta o oftalmologista do Hospital CEMA, Minoru Fujii. Outro sintoma inicial importante, que ocorre em alguns casos, envolve uma piora da visão na presença de luzes fortes.
Embora a catarata seja mais comum na terceira idade, ela também afeta os mais jovens, e tem inúmeras causas, além do envelhecimento. Doenças como diabetes, rubéola (durante a gravidez), uso de medicamentos, como corticoides, uso exagerado de álcool, cigarros e exposição a produtos químicos e radiação ultravioleta podem favorecer o aparecimento da doença, que também pode ter causa congênita, ou seja, bebês podem nascer com a enfermidade. "Em pessoas acima de 65 anos, a patologia atinge quase metade da população mundial, cerca de 46%", explica o médico.
A catarata ocorre quando o cristalino - lente natural do olho humano - se torna opaco, prejudicando e, posteriormente, impedindo que a pessoa enxergue. Isso porque o cristalino auxilia na visão para perto e para longe. Caso a pessoa não trate o problema, ela perde a visão. O tratamento para a doença é cirúrgico, e o procedimento é um dos mais seguros na área médica.
A cegueira em virtude da catarata pode ser revertida com a cirurgia, por isso é importante um acompanhamento médico, desde os primeiros sintomas. "Embora a diminuição da visão seja reversível, a cirurgia, quando adiada por muito tempo, fica mais complicada, já que o cristalino se torna mais rígido", detalha Fujii.
Por isso, caso note alguma alteração ocular, procure um especialista. A cirurgia de catarata é rápida, indolor e promove uma melhora significativa da visão, graças à remoção do cristalino, que é substituído por uma lente artificial.


Instituto CEMA


Dez verdades sobre o desfralde


Parte essencial do amadurecimento físico e social de uma criança, o processo de desfralde não precisa se tornar um campo de guerra. Embora seja uma fase difícil para pais e filhos, o desfralde pode - e deve - ser levado com naturalidade por todos, sem parecer um momento tenso para toda a família. Afinal, todos nós já passamos por isso lá atrás.

A fisioterapeuta Tainah Albuquerque, representante da Ecokids Place, marca especialista em produtos para este período, explica que apenas entre 2% a 3% das crianças com desenvolvimento neuropsicomotor adequado e sem doenças crônicas ou neurológicas apresentam problemas durante o desfralde. “O insucesso do desfralde é muito frequente quando iniciado na ausência de sinais de prontidão. Se a criança não estiver pronta, as tentativas em conclui-lo não serão eficazes. Os pais devem ser aconselhados a não se envolverem em uma batalha com o processo do desfralde, pois pode prejudicar o relacionamento entre pais e filhos, a autoimagem da criança e a aquisição natural do processo”, comenta.

A seguir, Tainah pontua dez dicas importantes, de acordo com o Manual de Treinamento Esfincteriano, para que essa fase aconteça de forma natural e com sucesso:

1-            Procure por sinais de prontidão. Aprenda os sinais comportamentais da criança quando ela estiver na iminência de fazer xixi ou coco. Além disso, incentive a criança a avisar quando ela sentir que fez xixi ou coco em pequena quantidade ou quando sentir vontade;

2-            Fale sobre o banheiro com a criança. Explique para que se usa o banheiro, para que serve o vaso sanitário e o penico, fale sobre o local onde está o papel higiênico e chuveirinho, explicando para que servem;
               
3-            Assegure que o penico ou o vaso sanitário sejam facilmente acessíveis. Além disso, se usar o vaso sanitário, use um redutor de assento e um apoio para pés. Até os meninos devem começar a fazer xixi sentado, pois nessa posição a musculatura do assoalho pélvico fica relaxada e permite que o xixi saia mais facilmente;

4-            Escolha o momento certo. O desfralde é um processo de amadurecimento. Se a criança não estiver pronta para a transição, provavelmente não irá acontecer neste período ainda. A fralda não é simplesmente tirada, ela é deixada pela criança;

5-           Demonstre o método a criança. Permita à criança assistí-lo a usar o banheiro. As crianças aprendem por imitação. E lembre-se: nunca devemos forçar a criança a sentar-se no penico ou vaso. Porém, criar a rotina de horários pode ajudar e muito;

6-            Realize o reforço positivo. Elogiar o sucesso e a tentativa de avisar, mesmo quando ocorre perda, é muito eficiente. Mas lembre-se que encorajar a criança com elogios não significa presentear. Premiações não são permitidas. Não podemos premiar uma criança que ficou boa de uma gripe, por exemplo. O desfralde é um processo fisiológico e não depende da força de vontade da criança. Portanto, não é permitido qualquer punição e/ou esforço negativo;

7-            Lide com naturalidade e paciência. Não espere resultados imediatos, pois as perdas fazem parte do processo. É normal e inevitável que aconteçam perdas fecais e urinárias. Controle- se e não critique! Encoraje a criança e aja com naturalidade;

8-            Ensine higiene adequada. Lembra que você mostrou para a criança para que serve o papel higiênico e o chuveirinho quando explicou sobre o banheiro? Agora é a hora de ensinar como usar. Claro que, em um primeiro momento, ela não saberá como fazer tudo sozinha e será preciso que os responsáveis olhem e acompanhem como está sendo feita a própria higiene pela criança– provavelmente vai molhar o piso do banheiro e não conseguirá usar o papel perfeitamente. Mas, com o tempo, treinamento e crescimento, logo estará se limpando plenamente sozinha;

9-            Garanta a cooperação de todos os cuidadores, pais e/ou outros responsáveis, para fornecer uma abordagem consistente. Alguns objetivos e abordagens devem ser avaliados e combinados pelas famílias antes de começar o processo de desfralde. Todos devem estar alinhados (em casa, na escola, em outros locais que frequente) no processo, não esquecendo nunca o fato de que a criança precisa estar sentindo-se segura com todos que fazem parte da sua rotina para este início do desfralde;

10-         Considera-se que, quando a criança usou o penico com sucesso por uma semana, já é possível retirar a fralda. Para isso, existem calças de treinamento, que são facilmente laváveis e podem ser reutilizadas. Portanto, após sucessos repetidos, use essas calças de treinamento, como as calcinhas e cuecas de desfralde da Ecokids Place. E um detalhe importante: o ideal é que a fralda seja retirada por completo, para que a criança não se confunda durante o processo.

Dica extra, mas não menos fundamental: Elogie! Se só sentou, elogie! Se sentou várias vezes e não evacuou, elogie! Se sentou e não urinou, elogie também!



Incidência de Burnout pode crescer no pós-pandemia


Síndrome do esgotamento profissional já atinge pelo menos 32% dos brasileiros


A rotina de trabalho de boa parte da população exige a habilidade de se dividir para dar conta de muitas coisas ao mesmo tempo: reuniões, prazos curtos, pressão para cumprir metas e sobrecarga de atividades. E embora algumas pessoas sejam mais resistentes ao estresse, não há resiliência que aguente uma rotina assim por muito tempo. O resultado é que um dia, sem aviso, a mente entra em pane e a saúde cobra a sua conta. Esse fenômeno de exaustão relacionada ao trabalho tem nome: Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional – e já está mais presente do que imaginamos.

De acordo com pesquisa realizada pela International Stress Management Association (ISMA), pelo menos 32% dos brasileiros sofrem de Burnout, o que corresponde a 33 milhões de pessoas. Quando comparado a outros países onde esse tipo de exaustão é mais incidente, o Brasil só fica atrás do Japão, cujo índice é de 70% da população. “Embora a síndrome tenha começado a ganhar mais destaque recentemente, não é um problema novo. Como seus sintomas são parecidos com os de outras desordens mentais, muitas vezes acaba não sendo diagnosticada”, aponta o endocrinologista Guilherme Renke, consultor da Via Farma.

E os sinais de que as pessoas estão descansando cada vez menos não param por aí. Seja resultante do trabalho ou de outras atividades diárias, a fadiga prevalece entre a maioria da população. Uma pesquisa feita em 2013 pelo Ibope revelou que 98% dos brasileiros se sentem cansados e 61% deles estão exaustos. “Rotinas intensas, que não respeitam as horas de descanso, podem desregular o ciclo circadiano, prejudicando a saúde física e mental”, aponta Renke. O médico ainda destaca que um sinal de alerta para a procura de um especialista é quando o cansaço persiste mesmo após noites bem dormidas e momentos de lazer. “Esse pode ser um indicativo de fadiga crônica, Burnout ou outras desordens que precisam de investigação médica”, completa.


Cérebro em combustão

O termo “Burnout” foi criado pelo psicanalista alemão Herbert Freudenberger em 1974 e significa “queima completa”. E é exatamente o que acontece: sobrecarregado, o cérebro entra em colapso e a sensação é de que sobraram apenas cinzas – é o esgotamento completo. “Entre os sintomas mais frequentes da síndrome estão os lapsos de memória, dificuldade de concentração, ansiedade, depressão, faltas ao trabalho, agressividade, irritabilidade, falta de produtividade e pessimismo em relação às próprias perspectivas”, elenca Renke.

Além dos sinais cognitivos e comportamentais, o corpo também começa a dar sinais físicos de que algo não vai bem: dores de cabeça, crises de enxaqueca, insônia, distúrbios gastrintestinais, dores musculares, sudorese, palpitação, pressão alta e crises de asma podem se tornar frequentes. “Devido à elevação crônica dos níveis de cortisol, o hormônio do estresse, também é comum que o paciente tenha a imunidade suprimida, apresentando quadros recorrentes de doenças infecciosas, como gripes e resfriados”, explica o médico.  


Home office e “fadiga digital”

Com a adoção do distanciamento social como forma de frear o avanço da pandemia,  boa parte das empresas implantou o trabalho remoto. À primeira vista, o home office pode parecer simples e até mais fácil, mas não é: trabalhar de casa pode ser uma armadilha para a saúde mental de quem não tem um bom planejamento. “Os limites entre o expediente e o horário de descanso podem se misturar e muitas pessoas acabam trabalhando mais do que no escritório. Também é comum que a auto cobrança por produtividade e a carga de estresse aumentem, até porque, nesse momento, muitos estão dividindo atenção entre trabalho, educação dos filhos e tarefas domésticas”, diz o médico.

“Quem já convive com o Burnout ou tem tendência a desenvolver a síndrome pode sofrer pioras nesse período. Por isso, é importante contar com a telemedicina para não abandonar o acompanhamento do psicólogo e do psiquiatra nessa fase”, destaca. A falta de contato humano também pode pesar com o home office e já estão surgindo novas formas de fadiga relacionada ao trabalho. Batizado de “zoom fatigue”, em referência a uma plataforma de vídeo conferência, esse tipo de cansaço mental se tornou comum na quarentena. “Para compensar a distância, as reuniões online podem se tornar excessivas, se estendendo por mais tempo do que o normal. Esse tipo de interação é mais cansativo para o cérebro e pode aumentar os níveis de estresse”, afirma.


Cansaço que contamina os hábitos

Outro ponto de atenção para quem luta contra o Burnout são as mudanças negativas que a desordem pode trazer para o estilo de vida. “É comum que o estresse crônico leve ao consumo excessivo de álcool e ao uso de cigarro e outras drogas, como forma de promover relaxamento”, alerta Claudia Luz, nutricionista do Departamento de Inovação da Via Farma. “Mas esses hábitos trazem um falso bem-estar, que é momentâneo e altamente prejudicial para a saúde, piorando o quadro já existente”, completa.

Tomar café em excesso e recorrer aos doces como forma de aumentar os níveis de energia também não é a solução. “A alimentação saudável é essencial para potencializar os resultados das abordagens terapêuticas adotadas para reverter o quadro. Recomenda-se optar por alimentos orgânicos, fontes de gorduras boas, proteínas de qualidade, alimentos ricos em antioxidantes, vitamina C e do complexo B, além de zinco e magnésio”, indica Claudia.

Para potencializar a recuperação, também é possível contar com a prescrição de alguns fitoterápicos. “Podem ser indicados ativos como Ashwagandha, Rhodiola rosea e Panax ginseng, por exemplo. Uma opção mais recente é o extrato de carvalho francês, conhecido como Robuvit, que age mais especificamente no alívio dos sintomas do Burnout e também da Síndrome da Fadiga Crônica, reduzindo a fadiga e aumentando os níveis de energia por meio da regeneração das mitocôndrias e do aumento do número de ribossomos” explica a especialista.


Diagnóstico e tratamento

Apesar do crescimento rápido da Síndrome de Burnout, os números ainda não são fiéis à realidade, devido à dificuldade de diagnosticar a desordem. “Diante desse momento que vivemos, é esperado que haja um boom de transtornos mentais, inclusive de Burnout e Síndrome da Fadiga Crônica. Nesse cenário, os médicos que estão na linha de frente na luta contra o Covid-19 podem ser os mais afetados”, pontua Renke. De acordo com o médico, é preciso um olhar atento do profissional de saúde, principalmente em relação à rotina de trabalho do paciente, já que os sintomas são facilmente confundidos com outros transtornos, como depressão e Síndrome do Pânico.

Feito o diagnóstico, pode ser recomendado o tratamento com antidepressivos em associação com psicoterapia, para potencializar a recuperação. Além disso,  é indicada a avaliação da troca de trabalho, com a adoção de um estilo de vida mais regrado e livre de estresse excessivo. “Também é importante destacar que nem sempre será necessário um tratamento farmacológico. Muitos pacientes se saem muito bem com a suplementação fitoterápica, como no caso do extrato de carvalho francês, que reduz significativamente a fadiga física e mental”, afirma o endocrinologista. “O que as pessoas precisam saber é que existe qualidade de vida após o Burnout ou qualquer outro distúrbio mental. Só é preciso que elas deem o primeiro passo, se livrem de preconceitos e busquem a ajuda de um especialista”, finaliza.



FALTA DE ATENÇÃO POSTURAL EM ATIVIDADES DE LAZER PODEM PREJUDICAR A SAÚDE DA COLUNA


80% das pessoas sofrem com dores na coluna no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde)


Quando fazemos atividades corriqueiras como limpar a casa, levantar caixas ou lavar louça, é natural que nos atentemos a postura, mas em momentos de lazer, essa preocupação acaba ficando de lado, como é o caso da dança, por exemplo. “Nestas horas, quando estamos nos divertindo esquecemos completamente da intensidade que é depositada na coluna, quadril e no joelho” – garante Bernardo Sampaio, fisioterapeuta e  diretor clínico da unidade de Guarulhos do ITC Vertebral.

A dança é um importante aliado e queridinho das mulheres, pois além de ajudar no processo de emagrecimento, trabalha a flexibilidade do corpo, na diminuição da ansiedade, no aumento da autoestima e na tonificação dos músculos, além de proporcionar a sensação de bem-estar e alegria. A grande questão são os incômodos que costumam aparecer depois, que podem causar problemas mais sérios, como hérnia de disco.

 Recentemente, a cantora Anitta expressou nas redes sociais o incomodo que sofre com uma hérnia de disco, que pode ter sido provocada desde a uma pré-disposição genética até a rotina exaustiva de shows. Já o cantor Péricles e o jogador de futebol do Atlético de Madrid, Diego costa precisaram passar por cirurgias após sentirem fortes dores na coluna decorrentes da mesma patologia.

“Quando falamos da coluna, é muito importante pensar na melhor forma evitar as lesões. Muitas vezes exigimos muito do nosso corpo sem saber, e esquecemos de dar a ele o devido descanso. Se você é uma pessoa sedentária, por exemplo, não tente arriscar passos que exijam muito da coluna, isso pode causar dores no dia seguinte e até complicações mais sérias” – explica.

Além de tudo, devemos lembrar que a coluna vertebral é responsável por sustentar todo o nosso corpo, desde membros superiores até os inferiores. Então, manter a saúde dela em dia, é fundamental para viver com qualidade. “Tente manter a postura quando sentado, sem ficar corcunda; evite pegar objetos pesados de uma só vez; tente colocar alguns travesseiros debaixo do joelho quando for dormir” – resume.

Vale ressaltar que ser uma pessoa ativa, fazer exercícios físicos, inclusive dançar, se praticado de forma correta, só trará benefícios.  




Bernardo Sampaio - Fisioterapeuta (Crefito: 125.811-F), diretor regional da Associação Brasileira de reabilitação de coluna - ABR Coluna e diretor clínico do ITC Vertebral e do Instituto Trata, de Guarulhos. Professor dos cursos de fisioterapia do Centro Universitário ENIAC (Guarulhos) e dos cursos de pós-graduação na Santa Casa de São Paulo e no Instituto Imparare. Possui experiência em fisioterapia ortopédica, traumatologia e esporte; e especialização em fisioterapia músculo esquelética, aprimoramento em membro superior e oncologia ortopédica pela Santa Casa de São Paulo.

Câncer de próstata ainda é uma das principais causas de mortes entre homens


Doença é assintomática no estágio inicial. Por isso, neste Dia do Homem especialistas alertam para a necessidade de prevenção  e a quebra de tabus que levam ao não tratamento precoce


O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens e deve atingir mais de 65 mil pessoas só em 2020, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), ficando atrás apenas do câncer de pele não-melanoma, que deve alcançar mais de 83 mil homens neste ano. Cerca de 15 mil homens morreram em 2018 devido a doença. Porém, os inúmeros tabus e até mesmo a preocupação de se procurar o especialista durante o período de pandemia podem ser fatores que levam os homens a não procurar por auxílio médico preventivo. Por isso, é importante a conscientização e a informação sobre novidades que tornam os tratamentos menos invasivos e mais seguros. O assunto ganha destaque neste Dia Nacional do Homem, comemorado anualmente em 15 de julho, justamente para lembrar os homens sobre a importância de cuidar da saúde. 

De acordo com o médico urologista Fernando Leão (CRM-GO 9517), a negligência do público masculino pode resultar em um diagnóstico tardio do câncer de próstata. Portanto a avaliação periódica é o primeiro e mais importante passo. “Se a doença for diagnosticada precocemente, as chances de recuperação chegam até 90%. A ida ao urologista ajuda também a prevenir outras doenças, como o câncer de bexiga e renal”, alerta o especialista que também é membro da American Urological Association (AUA) e da Society of Robotic Surgery, ambas dos Estados Unidos, e da Société Internationale d’Urologie (SIU), do Canadá.

A ida ao urologista é principal forma de prevenção da doença, já que a doença, em seu estágio inicial, é assintomática - não apresenta sintomas aparentes. “Os sintomas ficam mais evidentes apenas quando o câncer já está em um estágio mais avançado e, portanto, com um quadro mais difícil de ser revertido”, afirma Fernando Leão, que ainda ressalta que homens que já tiveram casos de câncer de próstata na família devem ficar mais atentos. “Esses pacientes devem ir ao especialista já aos 40 anos. Enquanto que os demais podem ir ao especialista a partir dos 50 anos. Pessoas com sobrepeso ou obesidade também devem ter mais cuidado”, completa.

Entre os principais sintomas doença, geralmente em estágio avançado, estão a dificuldade para urinar, sangue na urina ou no esperma, diminuição do jato da urina e maior frequência de idas ao banheiro durante a noite. Já os fatores que podem prevenir o câncer de próstata são alimentação saudável - ricas em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais -, manter o peso ideal do corpo, praticar atividades físicas, não fumar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

“Os exames preventivos são os principais meios de combate à doença. Dentre eles, temos a dosagem do PSA, o toque retal, que permite identificar as alterações na próstata, exames de imagem - ultrassom, ressonância de próstata - e biópsia de próstata em casos selecionados”, detalha Leão.


Tecnologia como aliada

Outro fator que pode contribuir para a redução do número de mortes provocadas pelo câncer de próstata é a evolução da tecnologia. Entre as tecnologias mais recentes utilizadas para a detecção do câncer de próstata está o PET PSMA (do inglês antígeno de membrana específico da próstata), utilizado para rastrear células cancerígenas que podem estar presentes no corpo. Segundo Leão, que também é cirurgião robótico, o exame possibilita a localização de um tumor e verificar se a doença se espalhou para outros órgãos. “Ele é mais sensível que outros procedimentos de imagens convencionais. Além disso, permite diagnosticar e estadiar de maneira mais precoce os cânceres”, explica o médico urologista.

Segundo Fernando Leão, a cirurgia robótica pode contribuir para diminuir os riscos de infecções e as dores durante e após os procedimentos cirúrgicos. “Uma plataforma mais recente do Robô Da Vinci já comercializada no exterior, a Single Port, por exemplo, é mais minimamente invasiva, pois realiza apenas um orifício para passagem de todos os instrumentais para realização da cirurgia. Além de diminuir os riscos para o paciente, deixa a região da operação esteticamente mais agradável se comparada com o procedimento tradicional”, explica Fernando Leão.

O especialista destaca que os benefícios dessas tecnologias durante as operações cirúrgicas e no período de recuperação também são significativos. “Com a cirurgia robótica há menor risco de infecção cirúrgica, menor tempo de internação hospitalar, raramente necessita de internação em UTI ou de transfusão sanguínea, recuperação pós-operatória mais rápida e menos dolorosa”, detalha Leão.

Outra tecnologia que tem contribuído para o avanço dos procedimentos urológicos é Vaporização Fotoseletiva de Próstata (PVP) com Laser Greenlight, usado para o tratamento da Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), doença que atinge cerca de 80% dos homens com mais de 50 anos caracterizada pelo aumento da próstata que obstrui parcial ou totalmente a uretra. No procedimento cirúrgico, a fibra de laser é inserida pela uretra do paciente, que permite a vaporização do tecido prostático, reduzindo os tempos de internação e recuperação pós-operatória. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a HPB atinge cerca de 14 milhões de brasileiros.


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