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sábado, 14 de julho de 2018

Pesquisa mostra que mais de um quarto dos eleitores votariam nulo ou em branco para presidente


Foi divulgada na sexta-feira (13) uma nova pesquisa com a intenção de voto dos pré-candidatos à Presidência da República. A pesquisa, encomendada pela XP Investimentos, foi realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas, o Ipespe, entre os dias 9 e 11 de julho. Em três dos quatro cenários pesquisados, o percentual de votos nulos ou brancos é superior ao de qualquer pré-candidato.

Na opinião do cientista político Christian Lohbauer, isso prova que as eleições deste ano permanecem indefinidas.

 “Qualquer pessoa que der alguma indicação de que sabe o que vai acontecer, não sabe. É falso. Essa eleição está totalmente aberta, vale a vitória para qualquer um dos candidatos que teria alguma chance”.

 


Pesquisa divulgada mostrou a intenção de votos para presidente


A pesquisa analisou quatro cenários. Em todos eles, menos no que o ex-presidente Lula é considerado candidato, o pré-candidato pelo PSL, Jair Bolsonaro, lidera as intenções de voto. Também nestes cenários, a maioria dos entrevistados declarou que seus votos seriam em branco ou nulos.

No primeiro cenário, sem a presença de candidatos do PT, os votos brancos ou nulos representam 27%. Jair Bolsonaro aparece com 23%, seguido de Marina Silva com 13, Ciro Gomes com 9, e Geraldo Alckmin com 8%.

No segundo cenário, com Fernando Haddad como candidato pelo PT - sem apoio de Lula - os votos nulos ou brancos continuaram com 27%. Em seguida, Jair Bolsonaro se mantém na primeira colocação, com 24%, seguido de Marina Silva, com 14%. Ciro Gomes e Geraldo Alckmin permaneceram com nove e oito pontos percentuais, respectivamente. Neste cenário, quem se destaca também é o pré-candidato Henrique Meirelles - que triplicou as intenções de votos nas últimas semanas, chegando a 3% das intenções.

O cenário muda quando o ex-presidente Lula é considerado candidato. Nesta situação, Lula lidera a pesquisa, com 30% da preferência dos entrevistados. Em seguida aparece Jair Bolsonaro com 20%. Os votos brancos e nulos representam 13% da preferência dos eleitores. Em seguida, Marina Silva aparece com 10%, seguida de Geraldo Alckmin e Ciro Gomes com 7% cada.
No entanto, para o cientista político Christian Lohbauer, a chance do ex-presidente ser candidato é nula.

“Olha, eu tenho uma opinião muito, talvez, fora da curva em relação à candidatura do ex-presidente. Eu acho que as chances do ex-presidente ser candidato é zero. Eu nem entendo porquê que se insiste tanto na mídia em geral de colocar ele nas pesquisas”.

O quarto cenário analisado pelo Ipesp coloca Fernando Haddad como candidato do PT com o apoio do ex-presidente Lula. Nessa situação, os votos nulos ou brancos foram citados por 25% dos entrevistados. Jair Bolsonaro aparece com 21%, seguido de Haddad, com 12%, Marina Silva com 11 e Ciro Gomes com 8%.

Segundo a pesquisa, na última eleição, 51% dos entrevistados definiram os seus votos para presidente após o início do período de campanhas no rádio e na televisão. Apenas 39% dos eleitores afirmaram ter escolhido seus candidatos antes disto.







Paulo Henrique Gomes

Fonte: Agência do Rádio Mais 


Transformações digitais inovando na experiência dos usuários


O conceito da vez é a Transformação Digital. Sim um conceito, não é um produto, não é uma solução que se compra, nem mesmo a implementação de um conjunto de soluções, é muito mais que tudo isso junto, é uma mudança de conceito, do jeito de se fazer negócios e na maneira de se comunicar. Durante os últimos 20 anos, vimos a chegada dos sites institucionais, sites de negócios, mobilidade real, ampliação do sistema de pagamentos brasileiro, meios de pagamentos móveis, a comunicação colaborativa, nuvem e alta-disponibilidade, inteligência dos negócios (Business Intelligence) e inteligência artificial. Agora é o momento das análises preditivas e experiência dos usuários gerando como resultado novos produtos digitais e novas formas de relacionamento com o cliente em um novo conceito, uma verdadeira Transformação Digital.

Com a mobilidade e as mídias sociais a maneira de fazer negócios mudou muito. Todas as empresas começaram a trabalhar fortemente no marketing digital e no desenvolvimento de portais direcionados. Mas seja qual for a técnica para fazer novos negócios na era digital o caminho de antes não é mais o mesmo, ou seja, “ouvir” seu cliente deixou de ser o foco, agora é necessário usar a tecnologia para “escutar” seu cliente.

Poderíamos tecnicamente definir que “ouvir” é o ato sistêmico que remete ao sentido da audição, o que é captado, sem necessariamente ter entendido, já o “escutar” está relacionado ao ato de ouvir com atenção, ou seja, não só entender o que está sendo captado, mas compreender e processar a informação. A grande diferença está relacionada sobre o que acontece após o recebimento da informação, quando alguém ouve uma informação há pouca interação, mas quando se escuta a informação este alguém presta atenção e processa, gerando opinião. 

Tivemos o momento onde tínhamos os usuários dos sistemas, depois passamos a chamá-los de clientes em um formato mais conectado aos negócios. Agora é a vez do “colaborador digital”, apesar de tecnicamente ainda ser chamado de usuário, vide USER EXPERIENCE (UX), é o antigo cliente que ajuda na troca de experiências e colabora com seu negócio, não só adquirindo os bens e serviços, mas indicando para outros “colaboradores digitais”. Portanto, responsável inclusive por melhorias no processo ou até mesmo no produto ou solução indicando melhorias ou novos produtos, modelos ou serviços.

Entender somente que alguém está emitindo uma intenção de compra, não tem o mesmo valor, é preciso escutar tudo que cada cliente tem a dizer, quais são seus desejos para hoje e amanhã. Não se trata mais do ver, ouvir e comprar, agora é sentir, refletir, coletar experiências, comprar e depois colaborar.


A mobilidade como caminho nas transformações e inovações 

Quando falamos das plataformas e tecnologias adotadas para melhorias do negócio existente, seja na concepção de um novo produto ou segmento de negócio, é impossível deixar de lado a máxima que a experiência proporcionada para utilização de um serviço digital deve ser a melhor possível e acessível em qualquer lugar ou tipo de dispositivo.

Um novo produto digital deve levar em consideração todo o tipo de dispositivo, mas principalmente os dispositivos móveis como: smartphones, tablets, notebooks, relógios e óculos.

Lembrando que nem todos os fabricantes usam o mesmo Sistema Operacional, hoje temos alguns como o Android, iOS, Windows Phone, FireFox OS, Tizen, Ubuntu Touch, entre outros. Então seu desenvolvimento de software deve prever todas ou quase todas as possibilidades.


A experiência do usuário ou USER EXPERIENCE na evolução dos negócios

Vivemos uma nova realidade, o nosso nível de exigências e necessidade de respeito por parte de quem nos presta algum tipo de serviço está muito alto. Não adianta mais ter um produto ou serviço de qualidade, é preciso ter alguma espécie de relação com o usuário, que particularmente chamo de “colaborador digital”.

O dispositivo e sua “interface” deve gerar uma inter-relação homem-máquina tão real, que a medida que ele interage e usa os serviços vai se sentido importante na negociação, verdadeiramente respeitado, incluindo também os aspectos mais técnicos, tais como a boa utilidade, a facilidade de utilização e a eficácia do sistema. 

Essa experiência é dinâmica, constantemente modificada, por ações do tempo, como inovações tecnológicas, moda e consumo.

Desde 2011 há no Brasil uma norma para tratar da Ergonomia da Interação Humano-Sistema, publicada em português pela ABNT e identificada como código ABNT NBR ISO 9241-210:2011, que fornece requisitos e recomendações para princípios e atividades do projeto centrado no ser humano para todo o ciclo de vida de sistemas interativos computacionais. É destinada àqueles que gerenciam processos de projeto e se preocupam com a forma com que componentes, tanto de hardware quanto de software, de sistemas interativos podem aprimorar a interação humano-sistema.

Todos os aspectos possíveis na coleta de informações sobre nossos colaboradores digitais devem ser analisados e usados da melhor forma, melhorando não só a imagem da empresa, mas garantindo um futuro promissor aos negócios.


O que é necessário para começar a transformação digital no seu negócio?

Se em sua empresa você já tem grande parte do conceito implementada, e quer se adaptar mais rapidamente a toda essa transformação e experiência, sugiro primeiro analisar:

  • Como é feita a coleta de informações?
  • Quais informações são importantes para meu negócio e para manter o relacionamento com o cliente?
  • Como é realizado o feedback para o cliente?
  • As soluções tecnológicas que tenho conseguem processar no tempo correto do negócio?
  • Minhas soluções de inteligência e análise estão focadas em meu negócio?
  • Meu pessoal explora as oportunidades no tempo correto?
  • Sei transformar estatísticas em “forecast” (previsão, prognóstico de vendas)?
  • Meu pessoal de tecnologia, inteligência de mercado e vendas se falam e compartilham experiências?
  • Tenho o perfil de profissional correto à frente da minha transformação digital?

Depois de analisar todas essas questões, podemos dar início a elaboração do projeto, que segundo Jesse James Garrett, autor do “The Elements of User Experience”, deve ser composto de:

  • Plano de Estratégia (Strategy Plane): Focado nas pesquisas e hipóteses sobre as necessidades do usuário.
  • Plano de Escopo (Scope Plane): Mapeamento das informações coletadas mais importantes, especificação funcional e conteúdo.
  • Plano de Estrutura (Structure Plane): Prepara-se a estrutura necessária como arquitetura da informação e design de interação.
  • Plano de Esqueleto (Skeleton Plane): Draft do projeto com alguma interação do cliente, todo o desenho necessário está estruturado e analisado.
  • Plano de Superfície (Surface Plane): Desenho visual montado e projeto definido para implementação.





Carlos Macedo – executivo de Tecnologia da Informação na innovativa Executivos Associados


NOSSA DERRUBADA TORRE DE BABEL


Tá louco. Você fala uma coisa e o povo entende outra. Escreve sobre uma coisa e o povo entende outra. Parece que a cada dia a comunicação entre os seres se torna mais difícil e os deuses agora devem estar é tampando os ouvidos para não se afetarem por tanta besteira vinda de um certo país da América do Sul

 

Conta a Bíblia, no Gênesis, que a uma determinada altura dos acontecimentos os homens quiseram subir até bem perto do céu para demonstrar sua tecnologia e capacidade de instalar-se perto de Deus. Imagine, eles lá no bem bom dando ordens e nós aqui embaixo só levando pedradas. Também queriam ficar conhecidos, ganhar poder. Teriam então se disposto a construir uma gigantesca e colossal cidade em uma torre de barro, pontuda, semelhante a uma lança, desafiadora, que chegasse até lá em cima. Tarefa a que deram início em conjunto porque inicialmente ali todos se entendiam, falavam a mesma língua. Não era igual obra ou reforma de hoje em dia que você pede para fazer uma coisa e te entregam outra.

Teria então o Senhor, irritado com a arrogância e soberba dos construtores, decidido mostrar quem é que que mandava ali (ou aqui nisso tudo). Não gostou nada do que viu, embora tenha até se espantado com a capacidade humana, até a achado bonitinha, mas quis parar logo com tudo aquilo, prevendo que dali sairia uma espécie de poderosa empreiteira que poderia mandar em tudo.

Não deu outra. De uma só canetada acabou com a brincadeira. Desceu, confundiu a língua de todos, e os dispersou sobre a Terra. A maior confusão.
Nesse pisão – maior barata voa da história - pode ter escorregado e empurrado aqui para esse continente umas turmas muito estranhas. A brasileira, entre elas. Assim, não há Cristo que faça com que nos entendamos século após século, década após década, dia após dia, principalmente quando perto de períodos eleitorais ou quando se trata de jogos e times de futebol e escolas de samba, entre outros competitivos assuntos.

Aqui tenta ganhar quem grita mais alto. Se bate no peito quando fala em outro idioma, mesmo que seja esquecido o próprio, natural. Somos criativos até para mudar o sentido das palavras, ou para impostá-las, fazendo firulas que as tornam formas de poder e domínio, vide contratos de seguradoras, bancos, leis, tratados e teses que não se entende nada desde seu próprio título, muito menos ao que se referem e para o que podem servir.

Aqui se fala e não se cumpre o que se fala. A palavra dada não tem valor. Palavras lançadas como flechas apenas pairam no ar, como se fossem, hora dessas cair bem em cima das nossas cabeças. Esqueçam o que se falou. esqueçam o que se escreveu. Esqueçam o que foi prometido. Mentiras são como praga de gafanhotos, devastadoras.

O problema é que está chegando a hora de tentarmos nos entender. De ser dada informação e uma educação suficiente para que a população consiga raciocinar, discernir, compreender sozinha o que é que está sendo dito, o que significa e aonde levará. Hora de usarmos uma linguagem clara e comum. Agora, sim, tipo a daquele locutor de tevê que durante o jogo fica o tempo inteiro dizendo exatamente o que está acontecendo, como se não fôssemos capazes nem de enxergar e precisássemos de sua santa ajuda para entender o que se passa ali naquela partida.

Agora, sim, entraremos em outro campo, precisaremos saber tudo sobre os jogadores, o seu passado e o que pretendem de futuro com suas jogadas e estratégias, quais bandeiras levantarão, se as jogadas serão individuais ou coletivas, como se movimentarão no cenário global. E, principalmente, quais serão os seus salários. E os nossos.

Que tudo isso seja dito em linguagem bem clara, olhos nos olhos. Inclusive utilizando sinais - bem simples, para todos poderem entender, e com as mãos poderem apertar as melhores opções nas teclas. Confirmar.

 

 

 

 

Marli Gonçalves -jornalista Como a música de Caetano, (...)“A língua é minha Pátria/ eu não tenho Pátria: tenho mátria/ Eu quero frátria”...”(...)“Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões/ Gosto de ser e de estar E quero me dedicar a criar confusões de prosódia/ E uma profusão de paródias/ Que encurtem dores/ E furtem cores como camaleões”(...)

Babel, faltando pouco mais de dois meses, 2018

 

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