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terça-feira, 18 de julho de 2017

Carboidrato: o vilão na perda de peso?



Qual a verdade nas dietas cetogênicas e low carb? De maneira resumida, rápida e sem rodeios, se um indivíduo não consumir diariamente alimentos fonte de carboidratos perderá peso, mas isso não significa, necessariamente, que emagrecerá. Pois é! Uma coisa é diferente da outra!

Os alimentos ricos carboidratos nos fornecem uma molécula chamada glicose, que é a forma mais simples, rápida e reconhecida por nosso organismo como fonte energética. Além disso, quando não a utilizamos (glicogênio), nosso corpo estoca essa molécula no fígado e no músculo. Quando passamos por períodos de jejum ou durante a prática de atividade física essa reserva é usada.

Diferente do tecido adiposo, que estoca gordura corporal e consideramos reservas ilimitadas, o glicogênio é uma forma de estoque eficiente, porém limitada, pois a cada 1g dessa molécula estocada, o organismo acumula 2,7g de água.

Vamos refletir, então, baseando-nos nas informações comentadas: uma pessoa de 60kg possui em média 500g de glicogênio acumulado e, consequentemente, 1,350Kg de água no corpo. Logo, quando a pessoa decide cortar de vez o carboidrato de sua alimentação (como, por exemplo, na dieta Dukan, dietas das proteínas, etc) o organismo, além de gastar suas reservas de glicogênio, utiliza a água que estava associada a essas moléculas.

Logo, quando o indivíduo sobe na balança ele pensa: “Que maravilha, lá se foram 2kg”. Mas, temos que repensar, pois, na realidade, a pessoa perdeu apenas massa magra (músculo) e água.

Geralmente, as pessoas não conseguem levar a diante, ou por muito tempo, esse tipo de dieta e quando reintroduzem os alimentos ricos em carboidratos em sua rotina alimentar, o peso volta rapidamente ao que era ou, muitas vezes, é possível ganhar mais peso. Então é aí que muitas pessoas concluem que o carboidrato é o vilão no processo de emagrecimento. Ou seja, você perde peso e não emagrece de fato como deveria, de forma saudável e com perdas gradativas de tecido adiposo e ganho de massa magra.

Lembrando que, quando se corta radicalmente qualquer tipo de alimento, ao voltarmos a consumi-lo, pode-se gerar uma compulsão ou exageros.

E a dieta Low Carb? Ela nada mais é do que uma reformulação da dieta low fat, bem conhecida na década de 1990, onde a explicação é a menor secreção do hormônio insulina, controlador do armazenamento de gordura corporal.

As dietas low carb são pobres em carboidratos, indo de encontro às que são totalmente restritivas, onde não é permitido nem o consumo de frutas. Vamos ser bem sinceros: é uma cópia das dietas antigas que falamos acima, apenas com nome reformulado. Os adeptos justificam que essas dietas aumentam o gasto energético e diminuem a secreção de insulina.

Mas afinal de contas, qual a ligação entre a insulina e o processo de emagrecimento? A insulina, hormônio anabólico, tem o papel de armazenar nutrientes em nossos tecidos, em especial a glicose, sendo assim, quanto mais carboidratos, mais glicose, mais produção de insulina e maior o estoque corporal. Além disso, a insulina inibe a utilização de gordura do tecido adiposo – justificativa da dieta low carb para utilizarmos mais gorduras como fonte energética, o que afirmam levar ao emagrecimento. Mas será que é tão simples assim? Claro que não. Essas dietas ignoram alguns, mecanismos fisiológicos fundamentais de nosso organismo, como, por exemplo, que a insulina não é o único hormônio regulador destes processos.

Para quem conhece bioquímica básica sabe que o nosso sistema orgânico não é regulado de maneira tão simples assim, somente por secreção hormonal. As concentrações hormonais são flutuantes, inclusive a insulina, até mesmo porque, durante as refeições, não ingerimos somente um tipo de nutriente e sim a junção de vários, mesmo que o alimento seja fonte de algum nutriente específico, mas ele não é isolado. E, provavelmente, as nossas reservas metabólicas serão mobilizadas e oxidadas de acordo com nossas necessidades, como as reservas adiposas, por exemplo.

Essa teoria foi testada em algumas revistas científicas: compararam os efeitos de uma semana da dieta low carb e low fat com a mesma quantidade de calorias e proteína, no peso e gordura corporais, gasto energético e utilização de gordura e carboidrato como fonte energética pelo organismo de 19 adultos obesos. O estudo foi altamente controlado. Os participantes permaneceram em uma unidade metabólica, o que garantiu que consumissem somente os alimentos a eles dados, e uma mensuração precisa do gasto energético. O principal resultado do estudo foi: a dieta low-carb levou a maior utilização de gordura como fonte energética (conforme seria esperado), enquanto isso não foi alterado na dieta low-fat, mas, apesar disso, a perda de gordura corporal foi um pouco maior durante a dieta low-fat.

Então durante a dieta low-carb os participantes tinham menor secreção de insulina ao longo do dia, oxidavam mais gordura e, mesmo assim, perderam menos gordura do que durante a dieta low-fat? Mas como isso se explica? Isso é explicado pelos mecanismos que regulam nossa massa adiposa, vão além da simples secreção de insulina em resposta à alimentação, conforme discutimos acima.

Em outro estudo, os participantes foram submetidos a quatro semanas de uma dieta low-fat (com déficit energético de 300Kcal) seguidas de quatro semanas de uma dieta low-carb (mantendo o mesmo déficit energético de 300Kcal e a mesma quantidade de proteína). O principal resultado foi: ambas as dietas resultaram em perda de gordura corporal; contudo, essa perda foi mais lenta durante as duas primeiras semanas da dieta low-carb em comparação a dieta low-fat. Ou seja, a perda de gordura foi menor durante a dieta low-carb.

Concluindo, é importante entendermos que esse tipo de dieta pode ser benéfica para algumas pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertrigliceridemia. Entretanto, isso não significa que esse tipo de dieta tem alguma “vantagem” para o emagrecimento. Para você conseguir ter resultados duradouros é necessário criar hábitos saudáveis, de forma racional e com ajuda de profissionais habilitados. Procure uma nutricionista de sua confiança.





Patrícia Ceolin Grassi - mestre em Metabolismo e professora dos cursos de Nutrição e Medicina da Unic





Dor crônica atinge 37% dos brasileiros e pode piorar com uso de celulares e tabletes, aponta pesquisa



 Dores de cabeça, na lombar e no pescoço são as mais comuns; entre as principais causas estão o esforço repetitivo, má postura e sedentarismo


Você sente aquela “dorzinha” há mais de três meses? Se sim, vai se identificar com a pesquisa da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED), divulgada recentemente. De acordo com o estudo, 37% dos brasileiros sofrem com dor crônica, ou seja, a cada dez pessoas, quase quatro convivem com o problema. A maioria são mulheres, na faixa dos 41 anos e que sentem dores tão intensas capazes de atrapalhar atividades do dia a dia. Entre as principais dores crônicas, estão a dor de cabeça, dores na lombar, dores cervicais (no pescoço) e por patologia (câncer).

Ainda de acordo com o levantamento da SBED, o uso exagerado de celulares e tabletes pode agravar o problema, principalmente entre os jovens. De acordo com Leonardo Cezar, ortopedista e cirurgião do Hapvida Saúde, as dores crônicas são causadas pelo esforço repetitivo, má postura, sedentarismo, excesso de peso e, com o uso constante destes gadgets, elas podem se potencializar ainda mais, pois prejudicam, principalmente, a postura.   

O uso excessivo e incorreto de celular e tablete provoca a má postura e, consequentemente, a sobrecarga na cervical, nos membros superiores, nos dedos, na coluna lombar e dorsal – por conta dos movimentos repetitivos –, na visão e, ainda, estimula o sedentarismo. A partir daí, as dores crônicas começam a aparecer e aquelas já existentes pioram ainda mais. Neste caso, o uso destes aparelhos pode causar lesões tendinosas nos punhos, ombros e cotovelos, além de acarretar hérnias, protrusões e desvios de coluna”, alerta o especialista.

Cezar explica que as dores crônicas se manifestam ao longo da vida, mas é bastante comum que sejam notadas ainda na infância. As crianças que costumam brincar muito com videogames, celulares e tabletes, por exemplo, tendem a desenvolver algum tipo de dor crônica na fase adulta. Ainda de acordo com o médico, é importante que essas dores sejam percebidas o mais rápido possível para tratamento e combate de crises, já que os problemas, geralmente, não podem ser resolvidos definitivamente.

Uma dor persistente tem que ser avaliada por um médico. Sentir dor não é normal e é necessário avaliar quais as causas para evitar que uma dor casual se torne, de fato, uma dor crônica. Quando a dor vira crônica ela já passa a ser considerada uma doença. Os tratamentos indicados para pacientes crônicos, além da medicação, são fisioterapia, RPG, pilates e musculação, todas sob supervisão de profissionais habilitados. Lembrando que é sempre fundamental o acompanhamento médico em todo e qualquer tratamento”, reforça o cirurgião ortopedista.





UNESCO DECLARA NOVOS PATRIMÔNIOS MUNDIAIS NA ALEMANHA



Construções Bauhaus e cavernas da Era Glacial integram a lista, elevando para 42  o número de atrações referendadas pela instituição em território germânico 


O Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco inseriu em sua última lista novos Patrimônios da Humanidade na Alemanha. Entre elas, construções Bauhaus, como a Escola Federal Bundesschule des Allgemeinen Deutschen Gewerkschaftsbundes, em Bernau, e cinco casas arcade de Hannes Meyer, em Dessau. Além disso, as cavernas Cracóvia e Eiszeitkunst – situadas na Jura da Suábia, em Baden-Wuerttemberg – passam a integrar a lista. Os mais antigos trabalhos de arte na história da humanidade – mais de 50 no total e, em sua grande maioria, de marfim – foram encontrados em seis cavernas do Vale Ach. 

Nesses sítios arqueológicos, relíquias de expressões artísticas da Era Glacial permitem aos pesquisadores tirarem conclusões sobre os mais antigos vestígios dos seres humanos na Europa. 

"Hoje, a Alemanha já é o principal destino cultural dos europeus. Com a nossa campanha Patrimônio Mundial da Unesco na Alemanha - O Turismo Cultural e Sustentável, reforçamos o desenvolvimento turístico deste Patrimônio Cultural em todo o mundo”, declara a chefe executiva do DZT, Centro de Turismo Alemão, Petra Hedorfer. Para ela, “a inclusão de outras evidências únicas da história cultural da humanidade na lista de Patrimônios Mundiais dará um novo impulso aos destinos culturais na Alemanha, que, atualmente, conta com 42 atrações referendadas pela Unesco. Estamos preparando uma nova campanha para comemorar o 100º aniversário da Bauhaus, que acontecerá em 2019". 

Para quem desejar conhecer esses sítios arqueológicos da Era do Gelo, diferentes museus históricos em Baden-Wuerttemberg reúnem vasto acervo. O Museu Pré-Histórico de Blaubeurentem, por exemplo, é focado no período paleolítico da região e  abriga, entre outros achados originais, a Vênus de Millendorf e três flautas glaciais de marfim. No espaço cutural os visitantes podem admirar não só os objetos, mas, também, testar ferramentas da Idade da Pedra. Outros artefatos da era dos homens caçadores-coletores estão em exibição permanente na coleção da Idade da Pedra no Museu do Estado de Wuerttemberg, em Stuttgart. 

Em relação a Bauhaus, a Escola Federal de Bernau, ao norte de Berlim, conta com vários monumentos e está aberta ao público durante todo o ano, com visitas ao interior do prédio onde são apresentados detalhes sobre o edifício em quadros de informação. Em Dessau é possível participar de visitas guiadas diariamente à casa arcade de Hannes Meyer. Mais informações sobre os Patrimônios Mundiais da Unesco na Alemanha estão disponíveis no site www.germany.travel.





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