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quarta-feira, 22 de março de 2017

Esponjas de cozinha usadas viram recursos para o Pequeno Anjo



Material usado é encaminhado para reciclagem e valores arrecadados são repassados para Unidade de Saúde Infantil de Itajaí


Esponjas de uso doméstico, aquelas utilizadas para lavar louças, podem ganhar destino nobre se, depois de usadas, forem descartadas de maneira adequada. Uma campanha capitaneada pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), com o apoio do Núcleo da Mulher Empresária (NuME), da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), e Fundação Municipal de Meio Ambiente de Itajaí (Famai), está coletando o material e o encaminhado para a reciclagem. Para cada esponja arrecadada, R$0,02 são doados para o Hospital Infantil Pequeno Anjo, de Itajaí.

“A esponja usada para manter a limpeza é um dos itens mais sujos da cozinha. Além disso, justamente por ser um ‘porta-bactérias’, ela tem uma vida útil reduzida. Na própria Universidade, há o descarte médio de 900 esponjas usadas por mês”, aponta Francine Wendt, engenheira ambiental e coordenadora do projeto na Univali. Por esse motivo, ela explica, ainda, que, para evitar a proliferação de insetos e mau cheiro, é importante que a esponja esteja limpa e seca antes de ser depositada nos coletores.

A campanha foi desenvolvida para integrar o Programa Nacional de Reciclagem de Esponjas Scotch-Brite, que proporciona um destino adequado às esponjas descartadas. Todos os tipos de esponjas de uso doméstico são aceitos, independentemente da marca, cor ou tamanho e há pontos de coletas nas diversas Unidades da Fundação Univali. Após o envio para reciclagem, elas são reintroduzidas na cadeia produtiva como matéria prima e podem virar baldes, lixeiras, pás de lixo e outros materiais.






Março Amarelo: saiba como prevenir uma das doenças que mais mata gatos e cães idosos



No mês Internacional do Cuidado com as Doenças Renais, Março Amarelo, especialista da ROYAL CANIN® dá dicas de como identificar e prevenir esse mal em pets


Gatos e cães estão ficando, cada vez mais, dentro da casa dos seus tutores, como parte de suas famílias. Essa atitude combinada com a conscientização da importância de oferecer uma alimentação de qualidade para os pets estão fazendo com que eles vivam mais. Isso é uma ótima notícia, mas que merece atenção: com a idade, se aproximam algumas doenças que não são tão comuns em animais mais jovens. Um exemplo é a DRC (Doença Renal Crônica), uma alteração degenerativa de um ou dos dois rins que acomete principalmente animais idosos e não tem cura.

Por isso, o mês Internacional do Cuidado com as Doenças Renais traz com ele o título de “Março Amarelo”, com o objetivo de unir e conscientizar Médicos-Veterinários e tutores para a prevenção da doença. Para se ter uma ideia da importância do tema, problemas renais são a 2ª causa mais comum de morte entre os gatos e a 3ª entre os cães. Animais com idade acima de 10 anos tem 81% de chance de apresentar algum sintoma.

Os primeiros sinais do problema são o aumento na micção seguida do aumento da ingestão de água. Em cães, vômitos podem ser notados com mais frequência, enquanto nos gatos a falta de apetite e consequente perda de peso é mais comum. O animal também pode apresentar sintomas de fraqueza, abatimento e palpebras, gengivas e lábios pouco corados.

“Na maioria das vezes, o diagnóstico é realizado tardiamente. Um gato com Doença Renal Crônica, por exemplo, costuma apresentar sintomas quando pelo menos 75% dos seus rins já estão sem funcionar. Por isso é de extrema importância conscientizar os tutores sobre a prevenção e diagnóstico precoce, com idas anuais ao Médico-Veterinário”, explica Eduardo Zaneli, coordenador da Comunicação Cientifica da ROYAL CANIN® Brasil. 

Algumas raças de gatos e cães são mais propensas a desenvolver a doença, incluindo aquelas que apresentam uma expectativa de vida maior.  Em cães: Beagle, Bull Terrier, Chow Chow, Cocker, Pinscher, Pastor Alemão, Lhasa Apso, Shih Tzu, Maltês, Schnauzer, Daschund, Sharpei, Poodle. Em gatos: Maine Coon, Abissinio, Siamês, Russian Blue, Persa

A nutrição é a base da conduta terapêutica do paciente renal crônico. A dieta úmida também pode ser utilizada em combinação com o alimento seco, já que a palatabilidade é maior e ajuda na hidratação do animal. O alimento coadjuvante ao tratamento veterinário a ser oferecido ao pet com problemas renais deve conter sódio moderado e proteína também moderada e de qualidade, para que as necessidades nutricionais sejam atendidas, mas sem gerar resíduos no organismo. Baixo fósforo para reduzir a velocidade de progressão da doença renal e aumentar a expectativa de vida de pacientes nefropatas, além de antioxidantes que ajudam a retardar o avanço da doença. Como uma das maiores dificuldades ao longo do tratamento do gato ou cão acometido da Doença Renal Crônica é a inapetência, a palatabilidade reforçada do alimento faz com que o animal volte a comer, já que o jejum piora o quadro clínico rapidamente.


Tema abordado durante 1º Congresso Internacional de Nefrologia e Urologia  

Durante os três dias de Congresso (08 a 10/03), 350 estudantes e profissionais de Medicina Veterinária de todo o Brasil acompanharam 18 palestrantes, que trouxeram os principais temas das especialidades de Nefrologia e Urologia, como doenças renais crônicas em gatos e cães. Outro ponto importante do evento foi a discussão sobre a relação de distúrbios metabólicos, como cardíaco e endócrino, com os rins, além de doenças que atingem o trato urinário dos felinos.



ROYAL CANIN®




Tuberculose em idosos: alta incidência é fator preocupante



No Dia Nacional de Combate à Tuberculose, Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), indica cuidados específicos aos mais velhos. Incidência no Brasil é de 70 mil casos por ano.


A tuberculose é uma doença bacteriana que atinge principalmente os pulmões, que são sempre a porta de entrada no organismo. No entanto, a tuberculose também pode acometer outros órgãos. Em 24 de março, Dia Nacional de Combate à Tuberculose, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) orienta sobre o diagnóstico, tratamento e incidência da doença na população idosa, com informações da pneumologista e pesquisadora clínica da FIOCRUZ, Margareth Dalcolmo.

Os sintomas da tuberculose são mais discretos nessa população. Para o diagnóstico, realiza-se a coleta de escarro quando há tosse com secreção. O material é encaminhado para testes moleculares e cultura. Radiografias ou biópsia das lesões podem ser necessárias em casos específicos, quando existe dúvida sobre o diagnóstico.  “A recomendação é que sintomas como febre baixa persistente, emagrecimento e fadiga sejam investigados, assim como o histórico do paciente, que pode já ter apresentado a doença na juventude ou relatar convivência com outros pacientes com tuberculose”, explica a professora.

A incidência da doença na faixa etária acima de 65 anos é preocupante. O Brasil tem cerca de 70 mil casos de tuberculose notificados ao ano, com decréscimo anual de 2,5% no número absoluto ao longo dos últimos 15 anos. “Com o envelhecimento da população, a tendência epidemiológica, apesar de decréscimo no número absoluto de casos, é quehaja o aumento de casos na faixa etária acima de 60 anos, que já representa 12% do total de casos notificados no Brasil”, explica a professora Margareth.

A grande maioria dos casos de tuberculose em idosos se dá pela chamada reativação endógena: a pessoa foi infectada no passado e mantém a bactéria em seu organismo de forma assintomática. Em determinado momento, começa a apresentar os sintomas habituais. Isso acontece porque a doença “desperta” por alguma causa, como mecanismos imunológicos inerentes à própria idade, uso de fármacos imunossupressores, quimioterapia, ou outras doenças, incluindo depressão. Os idosos mais suscetíveis a apresentar a doença são aqueles que vivem em instituições de longa permanência.
                                                                                        

Transmissão

A transmissão está relacionada a condições de exposição ambiental e de moradia, uma vez que se trata de doença de transmissão pessoa a pessoa, sempre pelo ar, através de tosse, saliva e espirros.


Tratamento

O tratamento em idosos é semelhante àquele realizado nas demais faixas etárias, porém exige cuidados específicos. Os fármacos podem ter efeitos adversos sobre fígado e rins. Por esse motivo, deve ser feito atento acompanhamento clínico e laboratorial. Idosos tendem a aderir melhor ao tratamento do que os pacientes mais jovens. Em caso de déficit cognitivo, exige-se supervisão das tomadas dos medicamentos, feita pela família ou cuidadores.





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