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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Seis em cada dez brasileiros não se preparam corretamente para a aposentadoria, mostra SPC Brasil



 
Motivos são falta de dinheiro e desconhecimento. INSS, poupança e previdência privada são as principais escolhas de quem se prepara para a terceira idade
 

Boa parte dos brasileiros ainda não colocou a preparação correta para a aposentadoria como prioridade na sua vida financeira. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), seis em cada dez brasileiros (64,2%) não se preparam corretamente para a aposentadoria, excluídas as contribuições com o INSS. Os motivos mais citados para a ausência de preparação são a falta de recursos financeiros para este fim (32,7%) e o desconhecimento de como começar a poupar (19,6%).

O levantamento mostra que 74,1% dos entrevistados contribuem atualmente para o INSS, seja por meio da empresa em que trabalha ou como autônomo. Para os que vão além da contribuição à previdência social, o preparo para a aposentadoria é feito principalmente pela poupança (19,2%), seguida pela previdência privada (6,2%) e investimentos em imóveis (6,1%). A frequência com que estes investimentos ou reservas são feitas é mensal (para 63,4% dos que fazem a preparação) e, na média, nove vezes em um período de um ano. O valor médio mensal corresponde a R$ 258 e esta reserva vem sendo feito há oito anos em média.

Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o número de pessoas que ainda não se preocupam com a aposentadoria é alarmante. “As pessoas não pensam que no futuro terão uma redução de renda quando pararem de trabalhar. E quanto mais velho, mais caros são os planos de saúde, maior a propensão a ter problemas de saúde que necessitem de remédios caros e cirurgias. Tudo isso deve ser pensado ainda quando jovem”, afirma Kawauti.

A pesquisa mostra que os entrevistados parecem entender as consequências sobre a não preparação para a aposentadoria: 38,8% imaginam uma queda no padrão de vida comparado ao atual, 26,7% afirmam que uma consequência seria não viver tranquilamente na terceira idade por não ter renda fixa mensal, e 13,8% creem que não poderão parar de trabalhar.

Para não sentir esses efeitos da falta de preparação para a aposentadoria, a economista afirma que contar somente com o dinheiro do INSS não é uma boa ideia, é recomendável fazer uma reserva extra exclusiva para este fim. “Em grande parte dos casos, a aposentadoria pública tem um valor muito menor do que o valor recebido enquanto se trabalha. Além disso, por conta do ajuste fiscal, é possível que haja mudanças de regras daqui para a frente, o que implica em aposentadoria com idade maior que a atual ou até mesmo em se aposentar com um valor menor”, explica.

Entre as alternativas de investimentos para aposentadoria, a economista elenca quatro opções: os CDBs; os fundos de renda fixa; o tesouro direto e a previdência privada. A poupança, apesar da segurança, não deve ser usada porque tem um rendimento mais baixo. As principais vantagens dessas modalidades são o risco baixo e rendimento interessante, e no caso do Tesouro Direto e da Previdência Privada, um investimento inicial relativamente baixo.


Dicas para um bom planejamento para a aposentadoria

O educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, também lembra que a aposentadoria tranquila depende de um planejamento adequado e seguido com disciplina. “A aposentadoria deve ser pensada desde o primeiro emprego, logo no início da fase adulta. Ainda que o jovem ganhe um salário baixo, é possível guardar uma parte se houver organização”, alerta.

Vignoli dá algumas dicas para uma boa preparação:
  • O quanto antes for feito o planejamento, menor o valor que será preciso guardar, já que haverá mais tempo para economizar. Por isso, o ideal seria que as pessoas já começassem a pensar na aposentadoria quando entram no mercado de trabalho. Mas até mesmo para quem já está em idade avançada, nunca é tarde para começar. Quanto mais tempo demorar, maior será o valor necessário para investir todos os meses;
  • O valor direcionado para a aposentadoria deve estar sempre previsto nos custos fixos, ou seja, deve ser tratado com a mesma importância dos gastos com aluguel, água, luz e telefone. Isso quer dizer que, após uma análise do orçamento, deve-se definir o quanto é possível guardar todo mês. A partir de então este investimento deve ir para o fundo de aposentadoria assim que o seu salário cair. Assim não se corre o risco de gastar este dinheiro ao longo do mês e deixar de guardar;
  • Deve-se viver dentro do padrão de vida, o que significa gastar o que cabe no orçamento, guardando sempre uma parte dos recebimentos para a aposentadoria ou para uma emergência. É a disciplina que fará a diferença, mesmo se o valor a ser guardado todo mês for baixo. Por exemplo, colocando R$ 50,00 em um fundo de renda fixa todos os meses durante 30 anos, ao final o total guardado será de mais de R$ 100 mil;
  • Um erro comum é tirar uma parte do dinheiro guardado para a aposentadoria ser utilizado para realizar um sonho como a compra de um carro ou uma viagem. Porém, ao realizar um sonho no curto prazo, a aposentadoria no longo prazo é prejudicada. No caso de dois objetivos diferentes, o ideal é fazer duas reservas separadas: uma para a aposentadoria e outra para a realização de algum sonho;
  • A entrada de dinheiro extra, como o 13º, férias remuneradas e bônus, pode ser utilizada para aumentar as reservas financeiras destinadas à aposentadoria.

Metodologia

A pesquisa entrevistou 703 consumidores de todas as regiões brasileiras, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos, pertencentes às todas as classes sociais e não aposentados. A margem de erro é de 3,7 pontos percentuais e a margem de confiança de 95%.


 

www.spcbrasil.org.br/

Cibercrimes: saiba como evitar os perigos virtuais



Especialista em tecnologia da informação alerta e dá dicas sobre segurança na rede mundial de computadores; pesquisa mostra que custos com crimes cibernéticos em empresas chegam a R$57 milhões

Tem se tornado cada vez mais comum o ataque de hackers e usuários mal-intencionados na web. Pelo endereço de IP (protocolo de internet), os criminosos virtuais conseguem vasculhar dados sigilosos e cometer crimes graves, como roubar informações, invadir sistemas, disseminar vírus e praticar golpes virtuais. Um estudo recente sobre crimes cibernéticos, realizado pela Ponemon Institute em 2015, aponta que o Brasil é o segundo maior gerador de crimes cibernéticos do mundo, tanto como origem quanto como alvo de ataques online.
E-mails suspeitos, anexos maliciosos ou arquivos desconhecidos são instrumentos fáceis, caso o usuário não esteja atento. A principal dica, de acordo com o especialista em tecnologia da informação e presidente da DBMaster, João Oliveira, é sempre proteger os dispositivos de uso pessoal com senhas, utilizar criptografia, ter cuidado ao usar redes wi-fi públicas e desabilitar o bluetooth, se não estiver utilizando.
Uma das maiores ameaças para os usuários de Internet no Brasil é o malware bancário. Um relatório da Kapersky revelou que 6,5% dos crimes cibernéticos em bancos e no setor financeiro aconteceram no Brasil, em 2014. Para evitar esses problemas, empresas e pessoas físicas devem ter o hábito de tomar o máximo de cuidado ao navegar pela internet, seja em computadores, notebooks, smartphones e tablets.
“Um cuidado muito importante é com a proteção ao acesso de arquivos sincronizados em nuvem. Ao acessar a nuvem, por meio de um dos dispositivos, todos os dados de todos os dispositivos estarão comprometidos, e há vários relatos de sequestro de senha em nuvem, somente liberada após pagamento de resgate”, alerta. Para esses casos, segundo João Oliveira, o cuidado deve ser redobrado, já que os criminosos atuam por meio da vulnerabilidade dos aplicativos.
O relatório da Ponemon Institute também mostra que os crimes cibernéticos oneram as empresas de R$ 1,2 a R$ 57 milhões em um ano, número que pode variar de acordo com o porte da organização e encarecer ainda mais, caso não seja resolvido rapidamente. O tempo médio para resolver um ataque cibernético é de 28 dias. Para empresas, o maior risco está relacionado com o sequestro de informações.
“Nesse caso, a indicação é ter um sistema de segurança robusto, com monitoramento do banco de dados, backups corporativos realizados em grande escala, principalmente contingência, além de possuir uma proteção firewall, uma barreira que controla o tráfego de dados entre seu computador e a internet, permitindo somente a transmissão e a recepção de dados autorizados”, orienta o especialista.
Para João Oliveira, a segurança da informação em ambientes tecnológicos depende de uma série de fatores, que vão desde controles, filtros, bloqueios, até um trabalho interno para a sensibilização dos colaboradores a respeito do cuidado ao navegar pela internet. “No mundo digital, todo o cuidado é pouco quando se trata de interação em ambientes virtuais, pois, da mesma forma que a tecnologia evolui, certas ameaças também pegam carona nessa evolução”, destaca o executivo da DBMaster. 


DBMaster - www.dbmaster.com.br.


Falta de manutenção diminui em 20% a vida útil dos pneus



Peça-chave para a segurança e para a dirigibilidade, os cuidados com os pneus devem ser ainda maiores e feitos periodicamente


Trafegar frequentemente com o veículo, ruas esburacadas, chuvas e eventuais acidentes são alguns dos fatores que diminuem a vida útil do pneu. O que mais prejudica é negligenciar uma das ações mais recomendadas e que é considerada obrigatória pelos profissionais da área: a manutenção.

Este é um item que pode reduzir em até 20% a vida útil dos pneus, partes tão fundamentais para o bom funcionamento do veículo. Eles são responsáveis pela segurança, além de uma dirigibilidade mais eficaz e confortável para o motorista.

“Outro ponto que deve ser abordado é a influência que a manutenção dos demais itens do automóvel tem no desgaste, desempenho e na vida útil dos pneus. Assim, a troca e o investimento em um jogo novo se tornam necessários”, explica o diretor de e-commerce da KD Pneus, Carlos Molina.

O mais indicado é que este serviço seja realizado por profissionais de qualidade. “O recomendado é que ele seja feito a cada 10.000 quilômetros para avaliar a situação do alinhamento, balanceamento, suspensão, amortecedores e todo o sistema de freios existente”, conta o profissional.

Como realizar a manutenção dos pneus?

A falta de manutenção pode diminuir a vida útil em até 20%, por isso é preciso tomar cuidados extras. A calibragem, por exemplo, deve ser feita, em média, a cada 15 dias. Mantê-los com a pressão correta pode evitar que aconteça desgaste em apenas um lado, promove a estabilidade do veículo e a diminuição do consumo de combustível.

Outra forma de evitar o desgaste excessivo dos pneus é fazer o rodízio entre eles; colocar os de trás no lugar dos da frente e vice-versa pode uniformizar os locais mais gastos. Mais do que isso, é importante verificar sempre se há objetos estranhos em sua superfície, que podem perfurar a peça.

As válvulas devem estar sempre em ordem, pois quando elas estão desgastadas ou danificadas, os pneus podem esvaziar lentamente sem que o motorista perceba a primeira vista. Com isto, elas interferem, inclusive, na estabilidade do veículo e na segurança de todos os passageiros.

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