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quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Campeã mundial do vôlei, Fofão apoia Campanha contra Álcool e Drogas da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Dona de 3 medalhas olímpicas, a campeã mundial de vôlei Fofão atuou na Seleção Brasileira de 1991 a 2008. Encerrou a carreira em 2015, depois de colaborar para o desenvolvimento do esporte nacional. A mais recente contribuição social da expoente jogadora é o seu comprometimento com a conscientização ao abraçar a Campanha “Com consciência, sem drogas”, da Sociedade de Pediatria de São Paulo.
A ideia é incentivar e conduzir o diálogo entre o pediatra e a família dentro dos consultórios acerca do consumo de álcool e drogas na adolescência, proporcionando trabalho de prevenção e, eventualmente, tratamento.
Com a jornalista Izilda Alves como madrinha, a ação baseia-se em dados alarmantes quanto ao uso dessas substâncias cada vez mais precocemente e, em alguns casos, até mesmo no ambiente familiar.
Os dados são preocupantes: de acordo com estudo piloto realizado no Hospital Universitário da USP, na capital paulista, entre os pacientes, o uso do álcool no consumo familiar é bastante elevado (43,5%), seguido pelo tabaco (34,5%), maconha (27,5%) e crack (11,5%). Os prejuízos à saúde são irreparáveis e incontroláveis, também afetando a esfera social, familiar, emocional e psicológica.
Pesquisa realizada pelo Centro de Referência Estadual em Álcool e Drogas (Cread) constatou que dois terços dos dependentes químicos que os procuram experimentou droga pela primeira vez entre 12 e 17 anos de idade; destes, 37% assumem que o álcool foi a porta de entrada.
Claudio Barsanti, presidente da Sociedade de Pediatria, afirma que a campanha será uma das prioridades da Diretoria da SPSP, devido à gravidade do problema hoje. “Quando nos aprofundamos nos números e na alta incidência, percebemos o quanto esse quadro é preocupante. Se o pediatra estiver bem informado e atento a esta realidade, será possível diagnosticar com mais efetividade e adotar condutas dirigidas”.
Para Izilda Alves, a campanha Julho Branco reforça sua certeza de que a melhor conduta é a prevenção em casos de álcool e drogas. “Devido à relação mais estreita com os pais, o pediatra precisa saber lidar com essa realidade. Sinto-me honrada em fazer parte disto, especialmente por que é a primeira vez que vejo uma sociedade de especialidade médica envolvida com tamanha abnegação na luta contra esta epidemia grave”.
Aconselhamento sobre Drogas em Pediatria
A SPSP tem a visão de que o combate eficaz ao consumo de drogas (lícitas ou não) passa obrigatoriamente pelos consultórios dos especialistas. Com o preparo adequado do pediatra, almeja-se instituir um aconselhamento obrigatório sobre o tema. Ou seja, um tempo específico da consulta voltado à abordagem da questão, favorecendo a intervenção preventiva e até curativa dos usuários.
“É uma luta contínua, que deve ser realizada dia a dia, em todos os ambientes de convívio dos jovens e familiares, completa a dra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck, 1º vice-presidente da SPSP.
Para João Paulo Lotufo, coordenador do Grupo de Trabalho do Combate ao uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da SPSP, o pediatra, por ser um profissional da linha de frente, deve obrigatoriamente ter bom preparo, um plano de atendimento, uma pesquisa sobre a situação familiar, para então levantar uma discussão saudável, informativa e resolutiva.
Informação
Devido à iniciação cada vez mais precoce da juventude no universo das drogas, o especialista se depara com um cenário que ainda está longe de seu domínio. Em questionário respondido durante Congresso de pediatras e pneumologistas pediátricos, em 2007, notou certo desconhecimento sobre a questão, incluindo o tratamento do tabagismo.
“Nosso objetivo é que as entidades médicas e hospitalares unam forças por esta causa, que é a aproveitar as consultas para transmitir às famílias noções sobre o problema das drogas. Reduzir o consumo é imperioso. Precisamos inovar até em como fazer o melhor aconselhamento sobre drogas”, comenta Lotufo
Cinco momentos olímpicos que inspiram empreendedores
Os
Jogos Olímpicos ultrapassam a barreira esportiva e trazem exemplos que servem
de incentivo para empresários
A cada quatro anos torcedores de todo
o mundo se mobilizam para a realização dos Jogos Olímpicos, a maior disputa
poliesportiva do planeta. O evento, porém, vai além do âmbito esportivo:
inspirado nos ideais da Grécia Antiga, o olimpismo promove valores como
amizade, respeito e fair play e sempre traz histórias que inspiram
outras atividades. Confira cinco momentos olímpicos que servem de exemplo para
empreendedores:
A excelência na gestão de pessoas –
Dream Team (Jogos Olímpicos de 1992)
Imagina se você pudesse escolher os
melhores colaboradores para a sua empresa. Foi o que aconteceu com a seleção
norte-americana de basquete nos Jogos Olímpicos de 1992, em Barcelona. Na
ocasião, os países poderiam contar com atletas profissionais e os Estados
Unidos tinham as estrelas da NBA à disposição, como Michael Jordan, Magic
Johnson, Larry Bird, entre outros. Mas talento não significa título: é preciso
ter alguém capaz de lidar com o grupo e extrair o melhor de cada um deles. “É a
força coletiva que faz uma empresa ter sucesso. Não adianta ter profissionais
competentes se eles não conversam entre si”, afirma Walter Sabini Júnior,
sócio-fundador da Hi Partners Capital & Work e sócio-fundador da FX Retail
Analytics. Sob comando do técnico Chuck Daly, bicampeão da NBA e reconhecido
por sua habilidade em criar harmonia em grupos, o Dream Team conquistou
uma histórica medalha de ouro.
A força de vontade para alcançar os
objetivos – Vanderlei Cordeiro de Lima (Jogos Olímpicos de 2004)
Não há nada mais frustrante para um
atleta ou uma empresa quando um fator externo, totalmente imprevisível,
compromete o desempenho. Em 2004, o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima
liderava a Maratona, em Atenas, quando o irlandês Cornelius Horan, já no fim da
prova, invadiu a rua e empurrou o atleta. Após perder mais de quinze segundos,
ele voltou à prova, mas sem o fôlego para manter a primeira colocação.
Vanderlei poderia simplesmente reclamar e lamentar, mas seguiu em frente e
mostrou grande espírito esportivo ao comemorar a medalha de bronze. “Mesmo com
um bom planejamento, os riscos sempre aparecem para atrapalhar a gestão. Nesses
momentos, é importante continuar o trabalho e não lamentar o que já passou”,
confirma Fabricio Costa, CEO da Equals, empresa que também passou um período de
dificuldade para se estabelecer no mercado de conciliação.
A superação de desconfianças e
preconceitos – Jesse Owens (Jogos Olímpicos de 1936)
Em 1936, a Alemanha sediou os Jogos
Olímpicos com a única intenção de promover o regime nazista e mostrar a suposta
superioridade da raça ariana. Contudo, o grande nome da disputa foi o negro
Jesse Owens, dos Estados Unidos, e que sofria racismo até mesmo em seu
país-natal. Ele tornou-se no primeiro atleta a conquistar quatro medalhas de
ouro em uma mesma edição dos Jogos – enfurecendo Adolf Hitler que, diz a lenda,
saiu do estádio para não cumprimentar o campeão olímpico. “A trajetória de
Jesse Owens é um exemplo para os empreendedores. Afinal, montar um negócio de
sucesso também exige a superação de desconfiança”, explica Célio Antunes,
presidente do Grupo Impacta.
A busca pela perfeição – Nadia
Comaneci (Jogos Olímpicos de 1976)
A ginasta romena Nadia Comaneci tinha
14 anos nos Jogos Olímpicos de 1976, no Canadá, e subiu para categoria sênior
poucos meses antes do evento. Até ela se apresentar no individual geral, poucos
a conheciam. Contudo, ao fim da apresentação, nunca mais esqueceram ela. Com
uma apresentação irretocável, conquistou as primeiras notas 10 na ginástica
artística – tanto que o placar eletrônico do ginásio teve que mostrar “1.00”
justamente por não ter caracteres suficientes. “Uma empresa que deseja se destacar
sabe que precisa realizar com qualidade e perfeição qualquer projeto,
independentemente do porte e da importância dele”, detalha Rafael Cichini, CEO
da Just, especializada em produtos digitais.
A crença em um ideal – Teófilo
Stevenson (Jogos Olímpicos de 1980)
Em plena era de ouro do boxe, um dos
maiores pugilistas da história recusou milhões de dólares e a possibilidade de
lutar com grandes nomes do esporte por um único objetivo: representar o seu
país em Jogos Olímpicos. O cubano Teófilo Stevenson conquistou o tricampeonato
olímpico nos pesos-pesados em 1972, 1976 e 1980 e recebeu diversos convites
para lutar em ligas profissionais – recusou todos, pois naquela época ele teria
que abrir mão de competir no boxe olímpico por seu país (apenas amadores eram
permitidos nos combates). “Se você tem um objetivo e um sonho para sua empresa,
acredite neles. É o primeiro passo para atingir o sucesso em seu segmento”,
comenta Clóvis Souza, fundador da Giuliana Flores, primeiro e-commerce
brasileiro especializado na venda de flores.
Homens brasileiros revelam cuidados com o visual
Pesquisa
do Instituto Qualibest mostra preocupação masculina com a aparência e maior
adesão aos produtos de higiene e cuidados pessoais
Agora é
a vez deles! Os homens brasileiros estão mais vaidosos e preocupados com o
corpo. É o que aponta a pesquisa do Instituto QualiBest sobre as preferências
masculinas na hora de se cuidar. Para comparar comportamentos e hábitos de
consumo das gerações Z (13 a 20 anos) e X (35 a 45 anos) foram entrevistados
425 homens, pertencentes às classes A, B e C, em todas as regiões do país. Para
eles, não existe diferença quando o assunto é vaidade, já que 45% dos entrevistados
consideram-se muito vaidosos.
Os
resultados do estudo foram apresentados este mês no workshop sobre Mercado
Masculino, realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene
Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC). Segundo a associação, o mercado
brasileiro registrou faturamento de R$ 42,6 bilhões em 2015. A pesquisa do
QualiBest, feita sob encomenda para a ABIHPEC, revelou os produtos que ganham
mais espaço nas casas dos brasileiros. Para as gerações Z e X, os itens
preferidos do dia a dia são: perfume (81%), xampu e condicionador (64%),
hidratante corporal (34%) e protetor solar (26%).
A
maioria dos entrevistados concorda que, além do bem-estar, a boa aparência é um
investimento que pode trazer oportunidades pessoais e profissionais. Tratamentos
específicos para a pele e o cabelo também fazem parte da rotina de cuidados de
ambas as gerações, com idas ao cabelereiro (54%) e dermatologista (53%). Alguns
procedimentos, antes considerados do universo feminino, ganham adeptos como
limpeza de pele (39%) e depilação (24%). O gasto médio por mês com alguns
tratamentos fica em R$ 52,00 (geração Z) e R$ 80,00 (geração X). Na hora de
cuidar do corpo, os homens da geração X demonstram mais atenção na alimentação
para controlar o peso (59%) e na prática de exercícios físicos (38%).
Na
contramão do mercado de beleza aquecido, a pesquisa aponta demandas do público
masculino. Para 71% dos entrevistados da geração X, os produtos disponíveis no
mercado ainda não conseguem resolver a queda de cabelo. Além de outros itens
específicos, os homens gostariam de encontrar variedade e disponibilidade nas
lojas, além de preços mais acessíveis. Quando surge a dúvida sobre qual produto
escolher, grande parte deles recorre à internet (sites, blogs e redes sociais,
por exemplo) e, claro, à boa e velha indicação dos amigos.
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