Os
Jogos Olímpicos ultrapassam a barreira esportiva e trazem exemplos que servem
de incentivo para empresários
A cada quatro anos torcedores de todo
o mundo se mobilizam para a realização dos Jogos Olímpicos, a maior disputa
poliesportiva do planeta. O evento, porém, vai além do âmbito esportivo:
inspirado nos ideais da Grécia Antiga, o olimpismo promove valores como
amizade, respeito e fair play e sempre traz histórias que inspiram
outras atividades. Confira cinco momentos olímpicos que servem de exemplo para
empreendedores:
A excelência na gestão de pessoas –
Dream Team (Jogos Olímpicos de 1992)
Imagina se você pudesse escolher os
melhores colaboradores para a sua empresa. Foi o que aconteceu com a seleção
norte-americana de basquete nos Jogos Olímpicos de 1992, em Barcelona. Na
ocasião, os países poderiam contar com atletas profissionais e os Estados
Unidos tinham as estrelas da NBA à disposição, como Michael Jordan, Magic
Johnson, Larry Bird, entre outros. Mas talento não significa título: é preciso
ter alguém capaz de lidar com o grupo e extrair o melhor de cada um deles. “É a
força coletiva que faz uma empresa ter sucesso. Não adianta ter profissionais
competentes se eles não conversam entre si”, afirma Walter Sabini Júnior,
sócio-fundador da Hi Partners Capital & Work e sócio-fundador da FX Retail
Analytics. Sob comando do técnico Chuck Daly, bicampeão da NBA e reconhecido
por sua habilidade em criar harmonia em grupos, o Dream Team conquistou
uma histórica medalha de ouro.
A força de vontade para alcançar os
objetivos – Vanderlei Cordeiro de Lima (Jogos Olímpicos de 2004)
Não há nada mais frustrante para um
atleta ou uma empresa quando um fator externo, totalmente imprevisível,
compromete o desempenho. Em 2004, o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima
liderava a Maratona, em Atenas, quando o irlandês Cornelius Horan, já no fim da
prova, invadiu a rua e empurrou o atleta. Após perder mais de quinze segundos,
ele voltou à prova, mas sem o fôlego para manter a primeira colocação.
Vanderlei poderia simplesmente reclamar e lamentar, mas seguiu em frente e
mostrou grande espírito esportivo ao comemorar a medalha de bronze. “Mesmo com
um bom planejamento, os riscos sempre aparecem para atrapalhar a gestão. Nesses
momentos, é importante continuar o trabalho e não lamentar o que já passou”,
confirma Fabricio Costa, CEO da Equals, empresa que também passou um período de
dificuldade para se estabelecer no mercado de conciliação.
A superação de desconfianças e
preconceitos – Jesse Owens (Jogos Olímpicos de 1936)
Em 1936, a Alemanha sediou os Jogos
Olímpicos com a única intenção de promover o regime nazista e mostrar a suposta
superioridade da raça ariana. Contudo, o grande nome da disputa foi o negro
Jesse Owens, dos Estados Unidos, e que sofria racismo até mesmo em seu
país-natal. Ele tornou-se no primeiro atleta a conquistar quatro medalhas de
ouro em uma mesma edição dos Jogos – enfurecendo Adolf Hitler que, diz a lenda,
saiu do estádio para não cumprimentar o campeão olímpico. “A trajetória de
Jesse Owens é um exemplo para os empreendedores. Afinal, montar um negócio de
sucesso também exige a superação de desconfiança”, explica Célio Antunes,
presidente do Grupo Impacta.
A busca pela perfeição – Nadia
Comaneci (Jogos Olímpicos de 1976)
A ginasta romena Nadia Comaneci tinha
14 anos nos Jogos Olímpicos de 1976, no Canadá, e subiu para categoria sênior
poucos meses antes do evento. Até ela se apresentar no individual geral, poucos
a conheciam. Contudo, ao fim da apresentação, nunca mais esqueceram ela. Com
uma apresentação irretocável, conquistou as primeiras notas 10 na ginástica
artística – tanto que o placar eletrônico do ginásio teve que mostrar “1.00”
justamente por não ter caracteres suficientes. “Uma empresa que deseja se destacar
sabe que precisa realizar com qualidade e perfeição qualquer projeto,
independentemente do porte e da importância dele”, detalha Rafael Cichini, CEO
da Just, especializada em produtos digitais.
A crença em um ideal – Teófilo
Stevenson (Jogos Olímpicos de 1980)
Em plena era de ouro do boxe, um dos
maiores pugilistas da história recusou milhões de dólares e a possibilidade de
lutar com grandes nomes do esporte por um único objetivo: representar o seu
país em Jogos Olímpicos. O cubano Teófilo Stevenson conquistou o tricampeonato
olímpico nos pesos-pesados em 1972, 1976 e 1980 e recebeu diversos convites
para lutar em ligas profissionais – recusou todos, pois naquela época ele teria
que abrir mão de competir no boxe olímpico por seu país (apenas amadores eram
permitidos nos combates). “Se você tem um objetivo e um sonho para sua empresa,
acredite neles. É o primeiro passo para atingir o sucesso em seu segmento”,
comenta Clóvis Souza, fundador da Giuliana Flores, primeiro e-commerce
brasileiro especializado na venda de flores.
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