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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Outubro Rosa: 3 hábitos que podem contribuir para a prevenção do câncer de mama

Além do acompanhamento médico, escolhas relacionadas ao estilo de vida podem ajudar a reduzir fatores de risco e promover mais saúde e longevidade para mulheres 

 

Atualmente, o câncer de mama ocupa a primeira posição entre as principais causas de morte por câncer em mulheres no Brasil. O Ministério da Saúde aponta ainda que a incidência pode chegar a mais de 66 novos casos a cada 100 mil mulheres no país. Por isso, o mês de outubro é um período dedicado à prevenção, ao diálogo e à disseminação de informações sobre autocuidado e saúde feminina. Com o Outubro Rosa, a campanha amplia o olhar para sinais, sintomas, detecção precoce e fatores que podem auxiliar na prevenção.

Caracterizado pela multiplicação desordenada de células anormais nas mamas, que pode resultar na formação de um tumor maligno e, em alguns casos, se espalhar para outros tecidos e órgãos, o câncer de mama é a neoplasia maligna mais comum entre as mulheres. Embora possa afetar homens em cerca de 1% dos casos, a doença impacta especialmente a vida de mulheres adultas e pode se manifestar por meio de sinais como nódulo endurecido na mama ou na axila, alterações no formato ou na pele da mama, retração do mamilo e, em alguns casos, secreção sanguinolenta pelo mamilo.

A idade é um dos principais fatores de risco para o câncer de mama feminino, com aumento do risco à medida que a mulher envelhece. Além dela, outros fatores podem influenciar o desenvolvimento da doença, como obesidade, consumo nocivo de álcool, tabagismo, histórico familiar de câncer de mama, predisposição genética, exposição prévia à radiação, características da vida reprodutiva, como idade da primeira menstruação e da primeira gravidez, e o uso de terapia hormonal após a menopausa. A presença de um ou mais desses fatores, no entanto, não significa que a mulher necessariamente desenvolverá a doença.

De acordo com a Dra. Anna Paula Weinhardt, médica angiologista que atua com abordagem voltada para a medicina do estilo de vida, o rastreamento da doença por meio de mamografia, avaliação clínica e, quando indicado, outros exames de imagem é fundamental para a detecção precoce do câncer de mama e para aumentar as possibilidades de tratamento adequado, de acordo com o subtipo e o estágio da doença.

Ao perceber qualquer alteração nas mamas ou ter dúvidas sobre os cuidados preventivos, é importante procurar um médico para uma avaliação individualizada. O acompanhamento regular permite identificar fatores de risco, orientar os exames necessários e adotar estratégias de prevenção de acordo com o histórico e as necessidades de cada mulher.

Ela acrescenta que, aliado ao rastreio, outros fatores relacionados ao estilo de vida podem ser importantes para a proteção da saúde feminina e para a redução de fatores de risco modificáveis. “Eficazes para prevenção de diferentes cânceres, os bons hábitos de saúde são parceiros estratégicos para a saúde feminina, especialmente após os 40”, explica a médica. Para isso, ela indica três mudanças no estilo de vida que podem auxiliar na jornada de autocuidado e prevenção:

  1. Prática regular de atividade física: o sedentarismo pode ser um fator de risco para o aparecimento de diversas doenças, mas a prática regular de exercícios pode ser uma excelente aliada na redução do risco de câncer de mama e de outras doenças crônicas. Um pequeno movimento incorporado ao dia a dia, seja caminhar, correr, pedalar, nadar ou fazer musculação, pode contribuir para mais qualidade de vida, saúde metabólica e longevidade para as mulheres.
  2. Cuidado com o peso: especialmente após a menopausa, o cuidado com o peso e a composição corporal se tornam ferramentas importantes para reduzir o risco de obesidade e de doenças associadas, incluindo o câncer de mama. Por isso, olhar para alimentação, composição corporal e saúde metabólica é essencial para um cuidado preventivo ao longo da vida.
  3. Diminuição no consumo de bebidas alcoólicas: o álcool pode aumentar os níveis de estrogênio e de outros hormônios no organismo, além de produzir substâncias durante sua metabolização que podem causar danos ao DNA. Por isso, reduzir o consumo ou evitar bebidas alcoólicas ajuda a prevenir o câncer de mama e é uma medida importante para o cuidado integral com a saúde da mulher.

Na avaliação da médica, a prevenção passa por olhar para a saúde da mulher de forma integral. Mais do que cuidar de um fator de risco isoladamente, a medicina do estilo de vida busca fortalecer hábitos que impactam a saúde ao longo dos anos, como a prática de atividade física, a alimentação equilibrada, o controle do peso e a redução do consumo de álcool. “Incorporar boas escolhas à rotina é uma forma de investir em longevidade, qualidade de vida e prevenção de doenças, incluindo o câncer de mama”, afirma. 

 

Dra. Anna Paula Weinhardt - médica e cirurgiã vascular, referência nacional há mais de 15 anos no cuidado da saúde vascular e estética corporal. PhD em Ciências da Saúde pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein e pós-graduada pela Harvard Medical School, a médica já atendeu milhares de pacientes em todo o Brasil com ênfase na medicina do estilo de vida, integrando prevenção, bem-estar e cuidados personalizados. Em sua abordagem, dedica-se ao diagnóstico e tratamento de doenças vasculares, como varizes, trombose e lipedema, com expertise em procedimentos minimamente invasivos, protocolos baseados em evidências e acompanhamento individualizado, visando sempre a saúde vascular, qualidade de vida e longevidade.


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