Oscilações de
temperatura e chuvas marcam a chegada da nova estação; otorrinolaringologista
reforça que a maioria das dores de garganta e resfriados é causada por vírus e
não deve ser tratada com antibióticos
A chegada da primavera
não significa necessariamente o fim dos dias frios. Neste início de estação,
diferentes regiões do país enfrentam mudanças bruscas de temperatura, chuvas e
períodos de instabilidade. Em São Paulo, por exemplo, a previsão indica chuva
forte e queda nas temperaturas nos primeiros dias da primavera. O cenário
reforça a importância de manter a atenção aos sintomas respiratórios, que não
desaparecem com a mudança do calendário.
Nesse contexto, sintomas
como dor de garganta, febre, congestão nasal e tosse continuam entre as queixas
comuns da população. Um cuidado importante, porém, é evitar a associação
automática entre esses sintomas e a necessidade de antibióticos. Na maioria dos
casos, infecções respiratórias agudas são causadas por vírus e não respondem a
esse tipo de medicamento.
O uso inadequado de
antibióticos contribui para um dos maiores desafios atuais da saúde pública: a
resistência aos antimicrobianos.
Segundo a Organização
Mundial da Saúde (OMS), a resistência antimicrobiana está entre as principais
ameaças globais à saúde. Um estudo publicado na revista The Lancet
estima que a resistência bacteriana esteve diretamente associada a 1,27
milhão de mortes em 2019 e pode provocar mais de 39 milhões de óbitos
até 2050 caso medidas efetivas não sejam adotadas.
No Brasil, o cenário
também preocupa. Dados do Ministério da Saúde mostram que o consumo de
antibióticos aumentou mais de 30% entre 2014 e 2019. Além disso, pesquisa
da Sociedade Brasileira de Infectologia aponta que quase um em cada quatro
brasileiros já utilizou antibióticos por conta própria, principalmente para
tratar gripes, resfriados e dores de garganta, condições que, na maioria das
vezes, têm origem viral.
"O antibiótico é um
medicamento essencial para tratar infecções causadas por bactérias, mas ele não
age contra vírus. Grande parte das dores de garganta, resfriados e síndromes
gripais é causada por vírus e melhora com tratamento sintomático e o tempo
adequado de recuperação. O uso desnecessário de antibióticos não acelera a
melhora e ainda favorece o desenvolvimento de bactérias resistentes",
explica Dr. Fabrizio Romano (CRM: 90795-SP | RQE: 61920), médico
otorrinolaringologista, a convite da marca Strepsils.
Para o especialista, a
chegada da primavera, com mudanças frequentes nas condições climáticas, é
também uma oportunidade para reforçar a importância de reconhecer os sintomas e
buscar orientação adequada antes de iniciar um tratamento.
"A mudança de
temperatura pode fazer com que as pessoas continuem convivendo com sintomas
respiratórios mesmo depois do fim do inverno. O mais importante é não
transformar a presença de dor de garganta, coriza, tosse ou congestão em uma
indicação automática de antibiótico. A avaliação do quadro é fundamental para
entender a causa e definir a conduta adequada."
Além da automedicação,
outro desafio é a expectativa de muitos pacientes de sair da consulta com uma
prescrição de antibiótico, mesmo quando ele não é indicado.
"É importante que o
paciente compreenda que nem toda infecção precisa de antibiótico. O diagnóstico
clínico, associado à avaliação médica e, quando necessário, a exames
complementares, é o que determina a necessidade desse tratamento. Prescrever um
antibiótico sem indicação expõe o paciente a efeitos adversos e contribui para
um problema que afeta toda a sociedade."
Educação e uso racional
dos antibióticos
A conscientização sobre
o uso responsável dos antibióticos é um dos pilares defendidos pelo Global
Respiratory Infection Partnership (GRIP), iniciativa internacional liderada
pelo Grupo Reckitt que reúne especialistas que atuam de forma independente
de 15 países para promover boas práticas no manejo das infecções respiratórias
do trato superior.
O grupo desenvolve
materiais técnicos e recomendações baseadas em evidências científicas para
apoiar profissionais de saúde e incentivar uma abordagem mais criteriosa na
prescrição de antibióticos, reduzindo seu uso quando não há indicação clínica.
Segundo o Dr. Fabrizio,
preservar a eficácia desses medicamentos depende da atuação conjunta de
médicos, farmacêuticos, gestores e pacientes.
"Os antibióticos
revolucionaram a medicina moderna e continuam sendo fundamentais para tratar
infecções bacterianas. Justamente por isso, precisamos preservá-los. Cada
prescrição deve ser baseada em critérios clínicos bem estabelecidos, e cada
paciente deve utilizá-los exatamente da forma orientada pelo médico."
Quando o antibiótico
realmente é necessário?
Embora apenas o médico
possa definir o tratamento adequado, alguns sinais ajudam a entender quando o
antibiótico pode ser indicado:
● Infecções comprovadamente
bacterianas, como algumas amigdalites estreptocócicas e sinusites bacterianas;
● Persistência ou piora
importante dos sintomas após avaliação médica;
● Confirmação por exames
clínicos ou laboratoriais, quando necessários.
Já sintomas típicos de
resfriados e gripes, como coriza, espirros, congestão nasal, tosse e dor de
garganta nos primeiros dias da doença, costumam ter origem viral e geralmente
são tratados com medidas para alívio dos sintomas, hidratação e repouso.
Cinco cuidados para
evitar o uso inadequado de antibióticos
● Nunca utilize
antibióticos sem orientação médica;
● Não interrompa o
tratamento antes do prazo indicado;
● Nunca reutilize sobras
de tratamentos anteriores;
● Não compartilhe
antibióticos com outras pessoas;
● Em caso de sintomas
respiratórios, procure avaliação médica ou farmacêutica antes de iniciar
qualquer medicamento.
"Combater a
resistência antimicrobiana é uma responsabilidade coletiva. Cada decisão
consciente sobre o uso de antibióticos ajuda a preservar a eficácia desses
medicamentos para os pacientes que realmente precisarão deles hoje e no
futuro", conclui o Dr. Fabrizio.
Dr. Fabrizio Romano - graduado e possui doutorado pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente é coordenador de otorrinolaringologia do Sabará Hospital Infantil e do Hospital Moriah, ambos na capital de São Paulo. Foi presidente da Academia Brasileira de Rinologia (ABR) no biênio 2020-2021 e presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) em 2024.
Strepsils® é a marca número 1 no Brasil no tratamento de dor de garganta¹ e oferece alívio rápido e eficaz² com uma fórmula exclusiva à base de flurbiprofeno³ — ativo com poder anti-inflamatório e analgésico que age diretamente na inflamação e proporciona alívio da dor a partir de 2 minutos⁴, com efeito que dura até 4 horas⁵.
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