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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Dia da Defesa da Fauna: Instituto Ampara Animal alerta para ameaças que colocam em risco a biodiversidade brasileira

 Instituto destaca que proteção dos animais silvestres depende de combate ao tráfico, preservação dos habitats e conscientização da sociedade

 

Celebrado em 22 de setembro, o Dia da Defesa da Fauna chama a atenção para a necessidade de proteger os animais silvestres e os ambientes dos quais dependem para sobreviver. Em um dos países com maior biodiversidade do planeta, o Brasil abriga milhares de espécies, muitas delas ameaçadas por fatores como desmatamento, tráfico de animais, caça, queimadas, atropelamentos e alterações provocadas pela ocupação humana.

Para o Instituto Ampara Animal, a data é uma oportunidade para ampliar o debate sobre a responsabilidade da sociedade na preservação da fauna e reforçar que a proteção dos animais silvestres não se limita ao resgate de indivíduos em situação de risco. A conservação passa também pela prevenção, pela preservação dos ecossistemas e pela mudança de comportamentos que contribuem para a exploração da fauna.

 

“Defender a fauna é defender a própria vida. Cada animal silvestre retirado da natureza, cada habitat destruído e cada espécie que desaparece representa uma perda que ultrapassa aquele indivíduo. Estamos falando de equilíbrio ecológico, de biodiversidade e do futuro do nosso planeta. Por isso, a proteção precisa acontecer antes que o animal esteja em uma situação de emergência”, afirma Juliana Camargo, presidente e fundadora do Instituto Ampara Animal.

 

Entre as ameaças, o tráfico de animais silvestres ocupa lugar de destaque. A captura e a comercialização de espécies retiram animais de seus ambientes naturais, provocam sofrimento e podem comprometer populações inteiras. O problema também ganhou novas dimensões com o ambiente digital, onde conteúdos envolvendo animais silvestres podem estimular a humanização, a posse irregular e até a exploração de imagens de situações de maus-tratos.

 

“A fauna não existe para atender às necessidades ou aos desejos humanos. Um animal silvestre precisa estar na natureza, desempenhando seu papel no ecossistema. Quando transformamos esses animais em produtos, entretenimento ou objetos de consumo, ignoramos completamente suas necessidades naturais e contribuímos para um ciclo de exploração”, destaca Joares May, Diretor da Ampara Silvestre.

 

Outro ponto de atenção são os impactos provocados pela expansão das atividades humanas sobre os territórios ocupados pela fauna. Estradas que atravessam áreas naturais, por exemplo, podem se transformar em verdadeiras armadilhas para animais que precisam se deslocar em busca de alimento, água ou parceiros para reprodução. A implantação de medidas de mitigação, como passagens de fauna, aliada à sinalização e à conscientização dos motoristas, pode reduzir esses impactos.

 

Para o Instituto Ampara Animal, a educação ambiental também tem papel fundamental nesse processo. Conhecer a fauna brasileira, compreender sua importância e saber como agir diante de um animal silvestre são atitudes que ajudam a evitar intervenções inadequadas e a fortalecer uma cultura de respeito à vida.

 

“Precisamos ensinar desde cedo que encontrar um animal silvestre não significa que devemos levá-lo para casa, alimentá-lo ou tentar domesticá-lo. Muitas vezes, a melhor forma de ajudar é manter distância e procurar orientação especializada. Informação também é uma ferramenta de proteção”, completa Joares.

 

Neste Dia da Defesa da Fauna, o Instituto Ampara Animal reforça que proteger a biodiversidade é uma responsabilidade coletiva. Preservar florestas e outros habitats, não comprar animais silvestres, não alimentar ou manter espécies nativas ilegalmente, denunciar situações de tráfico e maus-tratos e compartilhar informações responsáveis são algumas das atitudes que podem contribuir para a conservação da fauna brasileira.



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