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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

No mês da Gestante: pré-natal vai além dos exames e ajuda a prevenir complicações na gravidez

 

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Ginecologista do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), orienta sobre plano de parto, direitos, sinais de alerta e cuidados antes e depois do nascimento 

 

A maternidade tem acontecido cada vez mais tarde. Em Campinas, quase um em cada quatro bebês nascidos em 2025 (23,8%) era filho de mulheres com 35 anos ou mais, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, com base no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). No mesmo período, 81,86% das gestantes realizaram sete ou mais consultas de pré-natal, indicador que reforça a importância do acompanhamento médico para uma gestação mais segura. 

No mês da Gestante, a coordenadora da ginecologia do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), Andréa Laureano, destaca que informação, planejamento e acompanhamento são os principais aliados da saúde da mãe e do bebê. "O pré-natal é muito mais do que uma sequência de consultas. É o momento de acompanhar a evolução da gestação, identificar riscos precocemente, esclarecer dúvidas e preparar a mulher e a família para o nascimento e os primeiros cuidados com o bebê", afirma. 

Ao longo do pré-natal, são monitorados indicadores como pressão arterial, ganho de peso e crescimento fetal, além da realização de exames e atualização da vacinação. Esse acompanhamento permite identificar precocemente condições como diabetes gestacional, pré-eclâmpsia e alterações no desenvolvimento do bebê ou na quantidade de líquido amniótico. "Algumas mudanças podem parecer pequenas, mas fornecem informações importantes para o obstetra e ajudam na tomada de decisões ao longo da gestação", explica a médica do Vera Cruz Hospital. 

Além das consultas de rotina, alguns sinais exigem avaliação médica imediata, como sangramento, perda de líquido, dor de cabeça intensa, alterações na visão, pressão alta, dor forte na parte superior do abdômen, inchaço repentino ou excessivo e vômitos persistentes acompanhados de perda de peso. 

A preparação para o nascimento também começa antes das últimas semanas da gravidez. Conhecer a maternidade, participar de cursos para gestantes, esclarecer dúvidas sobre parto e amamentação e organizar a mala da maternidade são medidas que ajudam a reduzir a ansiedade e tornar esse momento mais tranquilo. Dependendo das necessidades de cada mulher, o acompanhamento pode incluir profissionais como nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo e pediatra. "A melhor preparação para o parto é o acesso à informação. A gestante e seu acompanhante devem participar ativamente do pré-natal, fazer perguntas e entender quais são as possibilidades para que as decisões sejam tomadas de forma consciente", orienta Andréa. 

Entre os instrumentos que contribuem para esse processo está o plano de parto, documento elaborado durante o pré-natal que reúne as preferências da gestante para o trabalho de parto e o nascimento. Segundo a especialista, ele funciona como um guia para a equipe assistencial, mas pode ser adaptado caso as condições clínicas da mãe ou do bebê exijam mudanças durante o parto. 

A definição da via de parto também faz parte desse diálogo. A escolha leva em consideração a evolução da gestação e as condições clínicas da mãe e do bebê. O parto normal deve ser considerado, sempre que possível, como primeira escolha. A cesárea, por sua vez, deve ser realizada quando houver indicação clínica materna, fetal ou, no Brasil, também por escolha da paciente, conforme a legislação vigente, a partir de 39 semanas de gestação. "O mais importante é que essa decisão seja construída ao longo do pré-natal, com diálogo, informação e segurança", destaca a ginecologista. 

No Vera Cruz Hospital, esse acompanhamento se estende do pré-natal ao pós-parto. As gestantes contam com curso preparatório, visita à maternidade e um plano de parto institucional, que pode ser preenchido durante o acompanhamento e apresentado à equipe no momento da internação. "Nosso objetivo é que a gestante se sinta acolhida, informada e segura em todas as etapas, sempre com uma assistência individualizada", afirma. 

Após o nascimento, a atenção continua voltada também para a saúde da mãe. Alterações nas mamas, na cicatriz da cesariana ou em lacerações do parto vaginal, além de mudanças no sangramento, devem ser comunicadas à equipe médica. "O pós-parto é um período de adaptação e a mulher também precisa de cuidado. Contar com uma rede de apoio e manter o acompanhamento médico faz toda a diferença para viver essa fase com mais tranquilidade", conclui.


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