Imóvel histórico na Cidade Velha, de propriedade do Grupo Alubar, torna-se palco de ações que aproximam a população da história, da cultura e do patrimônio arquitetônico paraense
O Brasil reúne
quase 28 mil sítios arqueológicos cadastrados pelo Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (Iphan), além de mais de 1,2 mil bens materiais
tombados em âmbito federal, entre edifícios, conjuntos urbanos, acervos e
paisagens culturais. Para conscientizar sobre a importância da conservação
dessas estruturas, é celebrado em 17 de agosto, o Dia Nacional do Patrimônio
Histórico.
Além de
conservar a estrutura física, preservar um imóvel histórico também é garantir
que as histórias de uma cidade continuem acessíveis às pessoas que vivem nela e
que novas gerações possam reconhecer, nos espaços urbanos, parte de sua própria
identidade.
Em Belém, o
esforço para garantir a preservação da história ganha forma na Casa Rosada,
imóvel da época colonial, localizado na Cidade Velha. Sob os cuidados do Grupo
Alubar há 18 anos, tombada em âmbito municipal pela Prefeitura de Belém, a
edificação passou por restauração, revelou achados arqueológicos e, mais
recentemente, vem sendo aberta ao público em programações que conectam
moradores à história da capital paraense.
A restauração
estrutural ocorreu em 2008, em parceria com a Universidade Federal do Pará
(UFPA), por meio do Fórum Landi, e o Museu Paraense Emílio Goeldi. Durante a
obra, foram encontradas 1.395 peças arqueológicas, hoje sob a guarda do museu.
O acervo ajuda a ampliar o conhecimento sobre a formação histórica da região e
mostra como intervenções em imóveis antigos podem produzir novos registros
sobre a cidade.
Hoje, a Casa
Rosada abriga o escritório de apoio da Alubar em Belém, mas também mantém
espaços voltados à memória arquitetônica local. A Sala Landi conserva um livro
original do arquiteto Antônio José Landi, com 59 gravuras feitas à mão. Já a
Sala Bolonha é dedicada às pinturas de quadratura executadas por artistas
italianos.
A preservação,
porém, não se limita à conservação do imóvel. A abertura da Casa Rosada ao
público, realizada em parceria com o Projeto Circular Campina Cidade Velha, tem
buscado transformar o patrimônio em espaço de encontro e aprendizagem. Na
programação mais recente, mais de 400 pessoas participaram de visitas guiadas,
aula pública de história conduzida pelo historiador Michel Pinho e da exposição
de artes plásticas Nossa Natureza é Transformar.
Para Pinho,
iniciativas desse tipo ajudam a aproximar a população de bens culturais que,
muitas vezes, permanecem restritos a pesquisadores ou observados apenas de
fora. “A Alubar é um parceiro forte que faz com que a gente olhe para o
patrimônio de uma maneira diferente, o que se justifica pela abertura da Casa
Rosada para a comunidade. Além de abrir a casa para a população, a Alubar faz a
gente pensar numa parceria entre a sociedade civil e a história da cidade. Isso
faz com que as pessoas sintam uma relação de pertencimento com o patrimônio, é
algo mais que importante, é um elo significativo em relação à cidadania”,
afirma o historiador.
A relação com
o patrimônio também é pessoal. Para a visitante Abigail Lima, conhecer a Casa
Rosada foi uma forma de se aproximar da história de sua família e da Cidade
Velha. “É muito importante saber sobre a nossa história, sobre onde tudo
começou, poder mergulhar na nossa ancestralidade. Minha família morou na Cidade
Velha, então olho para esse lugar e fico imaginando quantas histórias foram
vividas aqui”, disse.
A filha dela,
Julia Lima, conta que a curiosidade surgiu ao acompanhar as aulas públicas de
Michel Pinho e passar diversas vezes em frente ao casarão. “Eu sempre
acompanhei as aulas públicas do Michel Pinho e ele passava aqui na frente da
Casa, mas nunca entrava. Então, eu fiquei muito curiosa para saber de fato o
que foi essa casa e qual a sua importância histórica”, relata.
Mônica
Alvarez, gerente de comunicação da Alubar, destaca que o investimento na
recuperação do patrimônio histórico é uma forma de deixar um legado positivo da
empresa em seu estado de origem. “Investir na recuperação do patrimônio
histórico e na preservação da memória, da identidade cultural e da história da
região é uma forma de valorizar e retribuir tudo o que o Pará representa para a
trajetória da empresa. Cuidar desse legado reforça o compromisso da Alubar com
o desenvolvimento da região e com a valorização do estado onde nasceu e
construiu sua história de crescimento”, afirma.
Serviço
Próxima
abertura da Casa Rosada: 18 de outubro, durante o Projeto Circular Campina
Cidade Velha.
Inscrições
para visita guiada: perfil do historiador Michel Pinho no Instagram,
@michelpinho.
Grupo Alubar

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